Nota da autora: Acho que vou mudar mesmo a postagem para os sábados, porque esqueci pela segunda vez de postar isso na sexta.

Obrigada a quem está comentando pela primeira vez. Fico feliz de ver que isso aqui ainda tem leitores :)

Para quem acompanha minhas outras histórias, Bokujun será atualizado depois do dia 20, provavelmente dia 23 ou 24. E vou mandar um capítulo especial para quem comentou no capítulo 26 e outro para quem comentou no 28. Esses capítulos especiais não serão postados aqui.


Disclaimer: "Inuyasha" é propriedade de Takahashi Rumiko.

A cor do dinheiro

Capítulo 4: Uma vida não vivida - parte 2

Para Lan Ayath

Akai Sesshoumaru entrou na casa dele da mesma forma que fazia todas as vezes que voltava de uma viagem: a porta foi aberta por um empregado, ele tirou os sapatos, segurou-os, colocou no chão perto da porta, olhou o relógio, viu que passava das quatro da tarde e finalmente entrou, entregando uma pequena mala ao funcionário. Então fez um sinal indicativo com a cabeça para ele e este foi dispensado, deixando o chefe da família sozinho.

A sala de estar da casa era o orgulho da família, pois obras de artes e relíquias tornavam o lugar um verdadeiro museu. Aquele era realmente o desejo do pai de Sesshoumaru, e estava sendo passado adiante para o filho que se tornou chefe da família. Os quadros mais valiosos do Japão enfeitavam a parede, os vasos mais antigos, verdadeiras relíquias, estavam posicionados em cima de mesas de cantos, tudo muito bem protegido e limpo. Todos os itens estavam no seguro caso acontecesse algum "problema" dentro de casa, como no dia quando Miroku chegou bêbado em casa e caiu em cima de um vaso chinês do século XII, causando um enorme prejuízo.

Mas o maior orgulho de Sesshoumaru estava na estante cheia de adagas, espadas e katanas ocidentais verdadeiras que havia sido projetada para ocupada toda a parede que ligava a sala de estar ao escritório dele. Até mesmo quem achava uma bobagem se ocupar com relíquias parava para olhar o móvel. Para ele, podiam roubar-lhe todos os quadros e aquela cerâmica daquela sala, mas se tocassem com a mão suja uma única lâmina ali, ele mandaria cortar a mão da pessoa.

O líder da família estava tão entretido naqueles pensamentos sobre as peças valiosas que nem notou alguém perto dele, tão silencioso para se aproximar que outros poderiam pensar que era um ninja. Ou um fantasma.

-Sara já está melhor, Sesshoumaru. – era um rapaz com roupa branca, e ao perceber que era notado entregou ao líder um papel - Ainda está fraca, mas o estado dela está melhor que o anterior.

-Inuyasha está em casa? - Sesshoumaru perguntou.

-Acho que ele está no momento com os Higurashi... Por quê? – o rapaz teve a petulância se erguer a sobrancelha.

Sesshoumaru preferiu não responder. Afinal de contas, ele era quem deveria ter todas as perguntas respondidas.

-E Miroku?

-Disse que iria visitar o pessoal da antiga Casa de Chá.

O líder deu um suspiro quase imperceptível. Quando é que o primo iria parar com toda aquela atitude juvenil e cresceria? Nem era mais aceitável que alguém da família Akai continuasse indo para o prostíbulo mais sofisticado da cidade.

-Sssenhor Hakudoussshi. - Jaken apareceu na sala e o rapaz de branco virou-se para olhá-lo - Há uma chamada do hospital para o sssenhor.

-Irei num minuto, Jaken. – ele falou, virando-se depois para Sesshoumaru - Sara pediu que fosse vê-la quando chegasse.

E saiu da sala.

Sesshoumaru abriu um resultado de exame que Hakudoushi lhe entregara e balançou a cabeça quando percebeu que não entendia nada daquilo. Resolveu subir as escadas e dirigir-se ao quarto dele, deslizando a porta para entrar.

Uma garota estava deitada no futon do casal, sentando-se quando percebeu quem estava ali.

-Sesshoumaru... - ela falou - Você demorou pra chegar desta vez. Como foi a viagem?

-Muito cansativa. - ele respondeu, aproximando-se dela e sentando-se no chão para fazê-la deitar-se - Você não deve se esforçar.

-Mas Hakudoushi falou que já estou melhor - tentou se justificar - Não precisa me tratar como uma criancinha.

Sesshoumaru sentou-se mais perto e pegou na mão dela, deixando-se surpresa quando beijou-lhe a ponta dos dedos.

-Você não matou ninguém nessa viagem, né? - ela perguntou, desconfiada. A testa estava contorcida numa expressão de dúvida, o que sombreava o rosto branco. Tinha olhos estranhamente mesclados de azul e castanho, pele pálida e cabelos longos e escuros. Um rosto comum, mas não para o rapaz com quem se casou.

Sesshoumaru fez "não" com a cabeça.

-Que bom... - ela sorriu, fechando os olhos - Muito bom...

O quarto ficou quieto, e ela nem percebeu quando ele afastara-se um pouco do futon. Quando abriu os olhos, procurou pelo rapaz e encontrou-o com a testa encostada no chão.

-O que está fazendo aí? - ela perguntou, surpresa.

-Estou agradecendo aos deuses por você estar bem. - ele disse sem erguer o rosto, a voz abafada pelo carpete.

-Pare com isso, homem... - ela deu uma risada - Levante-se daí.

-Obrigado por deixarem Sara comigo. - ele falou como se tivesse mais alguém ali - Obrigado por a deixarem com boa saúde...

-Pare com isso, Sesshoumaru! - Sara riu de novo, vendo-o endireitar o corpo e ficar sentado na posição de lótus próximo ao futon.

-Eu não estava fazendo nada de errado. Estou agradecido aos deuses por a deixarem estar comigo. - Sesshoumaru justificou-se -

-Que bobagem. - ela falou, passando um dedo pelo rosto dele para afastar a franja da testa dele - Você sabe que eu não vou a lugar algum sem você.

E Sesshoumaru abriu os olhos.

Os ouvidos reconheceram o som da maquinaria e dos trilhos, e imediatamente lembrou-se que estava viajando, do porquê de estar num trem, para onde ia e com quem ia.

Pelo menos uma vez por mês ele tinha aquele sonho com a falecida esposa falando que não ia embora sem ele, mas semana passada ele já havia tido um. Por que mais uma vez? Por acaso compensaria por outro mês?

Olhando para um das janelas, ele percebeu que já era tarde, entre oito e meia e nove horas da manhã. Sentou-se e percebeu Rin ajoelhada e com as mãos entrelaçadas, fazendo uma oração.

Esperou que ela terminasse para poder falar. Quando a viu separar as mãos e abrir os olhos, assustou-a com a pergunta:

-Nós já chegamos? - arqueou as sobrancelhas ao vê-la lívida e com a mão esquerda no coração.

-E-Em alguns minutos... - ela murmurou e levantou-se - Espero que tenha conseguido dormir bem.

-Não muito. - ele falou, pegando os sapatos para calçá-los - Você dormiu?

-Não consegui. - ela falou, meneando a cabeça - Eu escutei pelo alto-falante que o desembarque começará em dez minutos.

-Acho que foi com o trem desacelerando que eu acordei. - disse ele, levantando-se e pegando a mala - Já está pronta?

-Sim. - ela ficou em pé para encará-lo, curvando-se depois - Obrigada por conversar comigo. Isso me fez bem.

-Por quê? - ele perguntou, dando as costas para ela.

-Eu estava pensando em desistir de tudo.

-"Tudo"? ele repetiu num sussurro.

-Nas últimas horas, eu cheguei a pensar que seria bem melhor estar morta... Mas depois eu pensei melhor no que poderia fazer com parte do dinheiro.

Curvou-se mais uma vez.

-Muito obrigada, senhor.

-Sesshoumaru. – ele complementou. Ele não havia dito o nome dele antes, e falar sobre a família Akai não trouxe reconhecimento algum para ela. Aquela Shiroi realmente não o conhecia. E eles passaram a noite toda juntos sem se apresentarem formamente.

Rin ergueu o rosto e curvou-se de novo.

-Muito obrigada, senhor Sesshoumaru.

-Vamos embora. - ele falou, não dando a mínima para os agradecimentos – Não pense que eu gosto de dar conselhos. Eu tenho um primo só para isso.

Pegou a mala e Rin pegou as roupas compradas na loja de conveniência.

-Eu apenas queria conversar. - ele finalizou com um tom meio indiferente, saindo da cabine.


Após desembarcarem, Sesshoumaru esperou Rin arrumar-se no toalete com a roupa social que ele comprara. Em seguida os dois pegaram um táxi e deram o endereço do banco onde ela afirmava que os títulos estavam guardados.

Ao chegarem, foram deram os nomes verdadeiros e foram recebidos pessoalmente pelo gerente, sendo levados para uma área VIP, onde era oferecido champanha e comida. Com fome, Rin aceitava tudo, enquanto Sesshoumaru apenas observava. Ele preferia ir a um restaurante depois para se alimentar e dormir, depois da longa noite que tiveram.

A transferência foi rápida e bem-sucedida, e Sesshoumaru ainda a ajudou a abrir uma nova conta, secreta desta vez e em nome dele, para que ela pudesse usar o dinheiro para comprar o que quisesse e fugir.

A dívida estava paga.

Não havia mais interesse algum para os Akai em manter contato com os Shiroi, principalmente depois dos problemas nos negócios entre as duas famílias e a dívida que precisou ser paga com sangue e depois de horas sem sono.

Decidiram então ir para um hotel. Às onze horas o céu nublado e Sesshoumaru achou que seria melhor Rin descansar o resto daquele dia e viajar na manhã seguinte.

Em Osaka, a tarde começara com neve, e o tempo frio fez com que Sesshoumaru entrasse numa loja para comprar roupas de inverno tanto para ele quanto para Rin, além de pararem em um restaurante para almoçar, pois nem ao menos tiveram tempo para o desjejum.

Chegaram ao hotel quase ao final da tarde, quando a neve proporcionava uma bonita paisagem aos turistas e um transtorno aos habitantes já acostumados com ela.

Falaram sobre a decisão dela de vender todos os títulos, pagar o que devia e pedir que guardasse o resto numa nova conta, sobre voltar para Tokyo e viver escondida em algum bairro longe do Bankotsu, sobre o que ela decidiria fazer da vida. Concordaram com a decisão de que era perigoso abrir uma conta ali, que poderia depois ser rastreada pelo meio-irmão.

Sesshoumaru alugou quartos separados, e no início da noite foi ao quarto de Rin. Bateu na porta e escutou um suave "entre" dela. Deslizou-a e entrou no quarto, encontrando Rin na sacada observando a vista da cidade.

A garota estava se sentindo muito mal e fraca desde o início da tarde, apesar de ter comido bem quando chegou ali. Uma forte dor de cabeça a dominou e ainda sentia-se extremamente cansada, decidindo retirar-se mais cedo para dormir um pouco, já que quase não pôde fazê-lo durante a madrugada. Quando viu Sesshoumaru entrar, ela esqueceu-se por um momento do que sentia e falou:

-Boa noite, Sesshoumaru-sama. - fez uma reverência.

Sesshoumaru foi até ela, parando ao lado. Apoiou-se também na sacada para ver a neve cair.

-Você voltará amanhã? - ele perguntou.

Viu-a mover a cabeça afirmativamente.

-Eu me esqueci de avisar uma coisa... – ele começou, e ela o encarou – Estou de férias e avisei agora há pouco aos meus familiares que permaneceria por aqui.

Rin olhou-o, confusa.

-Mas... Mas eu não posso ir sozinha. - ela falou - Bankotsu deve estar me caçando pela capital e...

-Você pode ficar por aqui também. - ele a interrompeu - Você é uma mulher rica e livre agora. Acredito que pelo menos sabe cuidar de si mesma.

Rin teve vontade de dizer "não". Porém, como ele já tinha vindo de tão longe e ajudado-a tanto, preferiu não contrariar.

-Eu gostaria de ficar aqui também, por enquanto. - ela resolveu dizer - Eu me sinto segura com você.

Sesshoumaru internamente sentiu o choque com as palavras, e resolveu encará-la. Ela notou que ele sequer piscava:

-Eu disse alguma coisa errada? - perguntou, preocupada. Ela havia falado alguma coisa, não? Antes ele estava olhando a paisagem e depois a olhou com ameaça.

Logo ele reassumiu a posição anterior, olhando a paisagem com os olhos dourados algo no horizonte.

-Não realmente. É que minha esposa falou isso uma vez também e ela morreu. - ele finalmente falou.

Novamente Rin estava confusa quando o olhou:

-Eu me casei aos dezenove anos, e ela era dois anos mais nova... Ela sabia dos riscos que corria quando aceitou casar comigo e fazer parte de uma família de mafiosos.

-E como ela... morreu...? - Rin perguntou, sentindo qual seria a resposta.

-Ela foi assassinada. - respondeu, suavemente.

De alguma forma, ela não ficou surpresa, e esperou pela continuação.

-Depois que casamos, Sara ficou muito doente por causa de uma pneumonia. Decidimos não ter filhos até que ela ficasse boa, o que aconteceu alguns meses depois.

Nessa época, eu tive uns desentendimentos com um homem e cancelei todos meus negócios com ele. Ele não aceitou muito bem e quis uma represália... Com Sara.

Estava em Saitama quando soube que ela morreu. Voltei para Tokyo e meu irmão contou o que houve. Ao que parecia, ele comprou os seguranças dela e eles a mataram. Contaram como acharam o corpo. E meu primo me contou também que ela estava grávida e que daria a notícia quando eu voltasse.

Deu uma pausa de alguns segundos enquanto olhava o céu, a neve ainda caindo.

-Eu não pude protegê-la - continuou -, mas podia vingá-la.

Deu um sorriso ao estreitar os olhos dourados.

-Três dias depois do enterro, eu mandei matar todos os traidores, o homem que mandou matá-la e toda a família dele. Não sobrou ninguém e eu fiquei feliz quando soube que nem as crianças escaparam.

Observou a garota pelo canto dos olhos. Percebeu que os olhos dela estavam arregalados e perdidos em algum ponto vazio. Os lábios estavam quase azuis e entreabertos, o rosto extremamente pálido e sem expressão.

-Sente-se segura comigo agora? - ele perguntou num desafio, tirando-a daquele estado.

Rin não respondeu, piscando e olhando as mãos para não ter que encará-lo.

-É claro que percebi depois que foi um esforço inútil. Sara não gostava de mortes e chacinas. E aquilo não a trouxe de volta.

Confesso que também fiquei... surpreso quando soube que fazíamos parte da yakuza. Mas logo me acostumei com a ideia para nossa própria segurança.

Lembro quando vi alguém morrer pela primeira vez. Meu pai matou um homem na minha frente e três dias depois fomos ao enterro dele. Lembro como o filho pequeno dele nos olhava, e acho que ele sabia quem éramos.

Assassinos do pai dele no próprio enterro dele, parecia até piada de mau gosto.

Também lembro a primeira vez que matei, aos treze. Meu pai elogiou-me na ocasião. Meus primos, meu irmão e eu formávamos um grupo de extermínio e trabalhamos para ele até nosso pai descobrir.

Lembro como ensinei meu irmão a matar numa das nossas primeiras missões.

Essa foi minha vida dedicada a yakuza até eu conhecer Sara.

-Sara foi parte da minha vida depois que eu percebi que não tive uma. - ele falou, fechando os olhos - Eu tinha uma vida com ela e a tiraram de mim.

Ficaram em silêncio.

-Eu sinto muito pelo que aconteceu. - disse Rin.

-Eu não consegui protegê-la. - ele falou - Na última hora, ela deve ter percebido que não era seguro estar comigo.

-Eu acho que ela amava demais você para pensar em algo assim. - Rin começou, sentindo um pouco de tontura - Só pelo fato de ter aceitado viver com você e correr riscos é... - deu uma pausa, tentando se concentrar nas palavras - Amor demais...

Olhou para o céu, respirando fundo. Talvez fosse alguma coisa que comeu no almoço junto com o cansaço fazendo efeito.

-Acredito que vocês foram muito felizes o tempo em que ficaram juntos. - ela continuou, sentindo algo subir pela garganta. Limpou e respirou fundo - Você pelo menos teve alguém... Diferente de mim que viveu sozinha até hoje...

Rin esfregou os olhos e passou a mão nos cabelos, sentindo o sangue subir ao rosto.

-Algumas coisas não podem ser evitadas, Sesshoumaru-sama. – ela finalizou.

Esfregou de novo a vista, sentindo o cansaço dominar o corpo e a visão ficar nublada.

-Acho que você quer dormir. - Sesshoumaru a observava durante a conversa e notou o modo com que ela esfregava a visão - Vou deixá-la...

Parou de falar ao vê-la afastar-se da bancada com os olhos fechados, caindo no chão sem sentidos.

Sesshoumaru aproximou-se dela e virou-lhe o rosto, tocando na face e sentindo-a febril.

-Mas que droga... - ele murmurou, pegando-a nos braços e levando-a para a cama do quarto.


-O problema dela é baixa resistência. - um médico falou a Sesshoumaru enquanto ajeitava as cobertas em torno do corpo de Rin.

-Não disse que era gripe? - o rapaz perguntou ao observar o homem ajeitar o pano molhado na testa dela.

-Também. - ele falou, levantando-se - A gripe foi uma consequência... Ela está com uma resistência muito baixa. E isso não é de agora. Acho melhor você tomar cuidado também.

-E o que causa essa baixa resistência? – ele perguntou, franzindo a testa – Ela pode aumentar isso?

O médico olhou o rapaz por cima do grosso aro dos óculos, sabendo do perigo que correria se desse uma resposta atravessada. Mas ele sabia bem que o jovem Akai nunca deve ter ficado doente na família. Era bem conhecida a fama da boa saúde que Sesshoumaru tinha, e as poucas vezes que ele foi a um hospital apenas para cuidar de um ou dois ferimentos. Já os primos e o irmão eram uma história completamente diferente.

-Falta de vitaminas... Sais minerais... Estresse... Várias coisas. – ele respondeu com calma, abrindo a maleta para procurar algo dentro.

Sesshoumaru não duvidou que a última alternativa fosse uma das causas, sabendo das últimas emoções que ela passara.

-A temperatura estava abaixo do normal na cidade durante esta tarde... - o médico continuou - Ela deve ter ficado doente por causa disso. Sesshoumaru-sama... - fez o rapaz encará-lo - Quem é essa garota?

-Não posso dizer.

-Devo dar um nome então? - o médico perguntou - Vou precisar para preencher a ficha dela. São ordens do hospital.

-São ordens de Hakudoushi. - o rapaz corrigiu, friamente.

-Também. – o médico revirou os olhos – Ele paga meu contracheque, afinal.

-Dê um nome pra ela. - Sesshoumaru falou, sentando-se na poltrona do quarto - Mas eu não posso falar muita coisa, Jinenji. Não sei nem quantos anos ela tem.

-Devo também esconder esse fato de Hakudoushi-sama?

-Faça o possível. - Sesshoumaru entrelaçou os dedos e colocou uma perna sobre o joelho - Estou de férias e a última coisa que quero é escutar a voz dele aqui.

-Certo, certo... - Jinenji falou com um suspiro, sentando-se em outra poltrona. Finalmente puxou da maleta alguns formulários e uma caneta da pasta e perguntou - Serve Higurashi Sakura?

Um sorriso maldoso passou pelos lábios do líder dos Akai.

-Pode. Será divertido. – ele respondeu.

Enquanto o médico começava a preencher a ficha, Sesshoumaru fitava Rin deitada na cama.

Depois que ela desmaiara e teve um princípio de alucinações e febre, o rapaz ligou para o hospital central de Osaka e ordenou que o médico Akai Jinenji viesse atender no hotel. Este chegou cerca de vinte minutos depois e cuidou de Rin para fazer um diagnóstico superficial, pois Sesshoumaru não permitiu a saída dela do quarto de forma alguma.

-Aqui está, Sesshoumaru-sama. - o médico se levantou e entregou uma receita - Algumas vitaminas e algo para baixar a febre, além de boa alimentação a ajudarão.

-Obrigado, Jinenji. - Sesshoumaru falou, pegando o papel.

-Seria melhor se ela estivesse no hospital. - Jinenji arriscou de novo, enfrentando um olhar irritado do líder - Se for por causa de segurança, podemos pedir autorização para Hakudoushi-sama para que tenha uma guarda particular no quarto dela. Ou o senhor pode dar conta de cuidar sozinho?

Sesshoumaru desviou o olhar dele para olhar a garota.

-Está tudo bem, Jinenji. Ela falou que se sente segura comigo.


Próximo capítulo:

"-É impressionante como as notícias voam entre uma cidade e outra."

"-Você vai rir de mim... E eu não quero parecer... motivo de piada."

"Você gostou... do seu primeiro beijo?"

Capítulo 5: Apenas te tocando.