N/T: Os trechos em negrito e itálico que aparecem neste capítulo são trechos da música "La Paz de Tus Ojos".
Capítulo 2: A Paz dos Seus Olhos
- Shunrei... eu... eu gosto muito de você.
Depois de alguns segundos de silêncio por parte da garota, ele gentilmente segurou-lhe o rosto entre as suas mãos e deu-lhe um beijo carinhoso nos lábios. Ao ver que ela não o rejeitou,o rapaz aprofundou o beijo, eles se separaram quando ficaram sem fôlego, ele olhou-a nos olhos para ver a sua expressão e ela deu-lhe um doce sorriso. Depois de alguns segundos ele abraçou-lhe a pequena cintura e deu-lhe mais um longo e apaixonado beijo. Era a primeira vez que alguém a beijava, e não podia negar que aquele gesto tinha mexido com ela, ela não hesitou em abraçar-se ao pescoço do jovem e corresponder-lhe com toda a paixão que havia dentro de si. Ele, por sua vez, sentia-se o homem mais feliz do mundo, pois tinha em seus braços a mulher que conquistou-lhe o coração desde a primeira vez que a viu. O beijo era tão apaixonado que parecia que iria levar a algo mais... porém...
O despertador tocou, tirando dos sonhos aquele homem de longos cabelos negros. Ele praguejou no momento em que o despertador tocou e também lamentou profundamente que tudo tivesse sido um doce e curto sonho. Parecia-lhe tão real que ela ainda podia sentir na sua boca o gosto dos doces lábios de Shunrei... ele ficou de pé, reprovando-se por ter esse tipo de pensamento com ela, uma garota tão pura e inocente... ela, que era a mulher mais linda que ele já tinha conhecido. E, na verdade, desde a primeira vez que ele a viu, quando ainda eram crianças, ele se apaixonou por ela. Porém, ele sabia que não era justo que uma garota como ela estivesse ligada a um homem como ele. Por isso ele silenciou os seus sentimentos e disfarçou-os como indiferença, não era justo deixá-la apaixonada e depois partir e morrer em uma batalha, deixando-lhe o coração despedaçado. Ele contentava-se em acompanhá-la nas montanhas da China e compartilhar momentos inesquecíveis com ela. Mas agora a situação era diferente, embora ele e seus amigos tivessem passado a fazer parte da Ordem dos Cavaleiros de Ouro, Atena lhes assegurara que eles viveriam um longo período de paz. Por isso, ele estava decidido a confessar os seus sentimentos a Shunrei e a esforçar-se para conquistar o coração da sua amada.
- Shiryu, Shiryu ! - irrompeu Kiki no templo, tirando-o de seus pensamentos - Eu vim para lhe informar que já está tudo pronto para você partir para China hoje mesmo.
- Obrigado, Kiki. Eu não esperava que aprontassem tudo tão cedo - disse, animado, o Cavaleiro de Dragão - Agora, como Cavaleiro de Ouro, sei que terei de ir mais ao Santuário com mais freqüência, mas quero continuar vivendo nos Cinco Picos, esse sempre será o meu lar. Sou grato pelo fato de a srta. Atena ter entendido e concordado com o meu pedido para morar lá. Eu quero voltar para a China o mais rápido possível.
- Caramba, Shiryu, estou vendo que você está ansioso para ver Shunrei - disse Kiki, fazendo-o corar.
- Claro que eu quero vê-la ! - exclamou o cavaleiro, ainda corado - Você sabe que eu me preocupo com o seu bem-estar, e não é bom para ela continuar sozinha, é muito perigoso que alguém como ela more sozinha na China, eu quero voltar logo porque quero fazer-lhe companhia e me certificar que ela está bem.
- Tudo bem, amigo Shiryu, você não precisa me dar tantas explicações. Além do mais você só está aqui há duas semanas, não acredito que em tão pouco tempo alguém vá roubar Shunrei - disse o garoto, travesso - Ela, com certeza, está bem.
Dias depois
Shiryu apressava o passo para chegar à cabana que dividira com a garota que tanto amava. Queria intensamente vê-la de novo, ver os seus lindos olhos que lhe transmitiam tanta paz, ver os seus lindos olhos e, é claro, desfrutar da sua agradável companhia.
Ele aproximou-se rapidamente da sua casa, ao chegar bem em frente sentiu algo que não conseguiu explicar, mas encheu-o de um pouco de medo. Ele saiu pelas redondezas do local à procura dela, mas não a encontrou. Então decidiu esperá-la do lado de fora da casa e sentou-se nas escadas, ansioso para que ela chegasse.
As horas se passaram e ainda não havia sinal de Shunrei. Ele ficou um pouco preocupado, porque não era comum ela sair por períodos tão longos, por isso ele decidiu ir procurá-la na cidade mais próxima; "talvez ela estivesse precisando de algo e foi procurar", pensou o Cavaleiro de Dragão, preocupado. Ao chegar à cidade e perguntar por ela a alguns conhecidos, ninguém soube lhe informar, só lhe disseram que não a viam há muito tempo.
Desanimado, ele estava prestes a voltar para casa, quando uma velha telefonou para ele e disse-lhe que ela a vira há alguns dias. Ela disse ao cavaleiro que a jovem tinha pegado um ônibus para a capital da província.
Ele ficou confuso com essa informação. Agradeceu a velha e voltou para a sua casa. Com certeza a velha tinha confundido-a com outra pessoa - pensou ele, otimista - , com certeza Shunrei saiu cedo para a floresta, distraiu-se lá e o tempo passou, mas sem dúvida ela já tinha chegado em casa.
Ao chegar em casa, Shiryu deparou-se com a mesma cena, nada denunciava a presença dela. Ele decidiu, então, entrar no quarto de Shunrei para ver se encontrava lá alguma pista do paradeiro dela, e, para sua surpresa, constatou que os pertences dela não estavam ali, todas as suas roupas e objetos pessoais tinham desaparecido, assim como ela.
Desesperado, ele saiu da casa gritando pelo nome da sua amada, mas apenas o eco daquela solidão lhe respondeu. Compreendeu que a velha da cidade talvez tivesse razão. Ele decidiu viajar à capital da província para procurá-la. Provavelmente ela não estava muito distante.
Seis meses depois
Shiryu tinha viajado quase toda a China, graças ao poder do cosmos, à procura de Shunrei, mas fora em vão, parecia que a terra tinha devorado-a, não havia nenhum sinal dela.
Isso provocou nele uma profunda tristeza que ele não conseguiu apagar desde então. A sua vida continuou, mas ele não conseguia deixar de se perguntar porque ela tinha partido assim, porque parecia não querer ser encontrada e porque ele tinha sido tão tolo por não ter-lhe confessado o seu amor e não ter-lhe dito que ela era a sua única razão de viver, que o seu único anseio era vê-la feliz e estar sempre ao seu lado. Mas agora tinha que enfrentar a sua realidade, aquela realidade que ele queria que tivesse sido apenas um sonho ruim, e acordar e vê-la novamente ao seu lado, iluminando-o com apenas um olhar.
Não foi possível desta vez
Volto a não ser,
Volto a cair.
Nada me importa se eu
Não sei rir,
Não sei sentir...
Quero ouvir-te chorar e que me parta o coração,
Quero dar-te um beijo sem pensar.
Meses depois
- Rapazes, eu preciso que vocês cuidem deste assunto. Eu sei que não tem nada a ver com o Santuário, mas não consigo pensar em mais ninguém além de vocês, que têm toda a minha confiança, e sei que representarão muito bem a fundação - Saori assegurou-lhes - Vocês sabem que os meus deveres no Santuário não me permitem cuidar desses assuntos. Por favor, pensem nisso e digam-me quando tiverem tomado a sua decisão.
Shiryu e Hyoga entreolharam-se. Eles não estavam totalmente convencidos que se sentiriam confortáveis realizando esta missão, mas, mesmo assim, devido à insistência de Saori, decidiram aceitar.
- Fico feliz por contar com a sua ajuda - disse Saori animadamente - Vocês não sabem o quanto lhes sou grata. Entrarei em contato com Tatsumi imediatamente para que ele possa assessorá-los e dizer-lhes qual será o trabalho.
- Então, Tatsumi, qual é a tarefa que nós temos que realizar para a fundação ? - perguntou o Cavaleiro de Dragão, enquanto se acomodava em um dos móveis da sala - Espero que não seja dar entrevistas para a mídia nem nada do gênero.
- Claro que não ! É para isso que eu sou o representante legal da família Kido - disse Tatsumi, orgulhoso - A tarefa de vocês vai consistir de algo bem simples, não é nada com o qual vocês não possam lidar.
- Bem, Tatsumi, seja claro e diga-nos do que se trata - disse Hyoga, num tom de voz bastante calmo - Tenho certeza de que a srta. Saori lhe disse que nós estamos dispostos a trabalhar com a fundação naquilo que for necessário, então você não precisa se preocupar.
- Sendo assim, então eu tenho o prazer de informar-lhes que vocês são os novos encarregados de supervisionar tudo o que tem a ver com os assuntos destinados às obras beneficentes para os mais pobres que a fundação leva a cabo - Tatsumi revelou, sem mais delongas - Isso implica visitar os locais para os quais a ajuda é enviada e também participar de eventos e convenções beneficentes para os quais a fundação é convidada.
Em pouco tempo, Shiryu e Hyoga juntaram-se à sua nova missão, parecia ótimo poder trabalhar para ajudar os outros sem que isso implicasse uma batalha até a morte. E como, desde a batalha contra Hades, a Ordem de Atena desfrutava de um período de paz, inclusive tinham a firme convicção de que não haveria mais guerras para lutar. Na verdade, Hyoga tinha se reencontrado com Eiri, e ficou feliz por poderem continuar com a amizade.
Mas, para Shiryu, a situação era totalmente diferente; ele ainda não abandonara a procura por Shunrei, embora fosse em vão. Não sabia explicar por que a vida era tão ingrata com ele, tinha tirado-lhe os pais, roubado a sua infância e agora lhe tirava o amor da sua vida. Para ele, ela sempre seria o amor da sua vida, a dona do seu coração e, mesmo que não voltasse a vê-la, ele jamais a esqueceria e ninguém jamais ocuparia o seu lugar. Não havia dia que ele não se lembrasse dela e não havia noite que não sonhasse com ela, aqueles belos sonhos nos quais ele vivia a vida que sempre quis ao lado dela eram o seu único consolo...
- Shiryu, não seja trapaceiro, você sempre usa as suas habilidades para me alcançar - reclamava Shunrei, fingindo aborrecimento.
- Eu não tenho culpa por você ser tão lenta - dizia divertido o Cavaleiro de Dragão, envolvendo-lhe a pequena cintura, atraindo-a para si.
Nessas horas, os dois caíam divertidos em meio à relva. Shiryu perdia-se no doce olhar da jovem, que, meio envergonhada, tentava afastar a vista dele, porém, antes de poder fazer alguma coisa, ele já tinha capturado-lhe os lábios entre os seus, unindo-se em um gentil e longo beijo...
- Eu te amo, Shunrei, juro que é verdade - ele dizia-lhe, acariciando com ternura o rosto suave da amada - Fique sempre ao meu lado, eu prometo fazer você feliz.
- Shiryu, eu... eu te a...
Porém, antes que a jovem pudesse terminar, o Sol fez a sua aparição e a noite foi embora, levando consigo aqueles doces momentos que só em sonhos ele podia compartilhar com a sua amada; e, lembrando-o de sua triste realidade, aquela que o fazia recriminar-se por ter sido um tolo covarde por não ter lhe confessado o seu amor.
- Shiryu, hoje você parece distraído - disse uma voz feminina, tirando o aludido dos seus pensamentos - Você não prestou atenção a nada do que eu lhe disse. Você está me preocupando.
- Desculpe-me, Seika - disse ele, envergonhado - Não pense que a sua opinião não é importante para mim. É que ultimamente eu tive problemas a resolver, é só isso.
- Se algo o incomoda, você sabe que pode contar comigo - disse ela, num tom amigável - Eu gosto muito de você, e estou disposta a ajudá-lo no que você precisar.
- Eu lhe agradeço muito. Está tudo bem, não é nada grave, não se preocupe - disse ele - Agora, sim, o que você estava me dizendo ?
- Bem, veja, Shiryu, eu estava lhe dizendo que a fundação foi convidada para um evento muito importante que acontecerá na China - disse Seika - E então, logicamente Tatsumi pensou em você e Hyoga participando como representantes, e você sabe do melhor ?... É em Macau ! Não parece ótimo ? Vai ser como umas pequenas férias ! - concluiu ela, animada.
- Que bom, parece interessante - disse ele, sem muita emoção - Acho que Hyoga ficará contente de ir para um lugar como esse.
- Parece que nada te excita - disse Seika, triste - Por quê ? Eu sempre vejo essa expressão de tristeza nos seus olhos, parece que algo te machuca muito. Eu gostaria que algum dia você tivesse confiança para me contar o que há com você.
Seika também trabalhava para a fundação da família Kido, às vezes ajudava Hyoga e Shiryu com os seus trabalhos. Ultimamente, ela trabalhava em estreita colaboração com Shiryu, o que tornou-a mais próxima dele, e aquilo a fez desenvolver sentimentos especiais por ele. Shiryu era muito amável com ela, já que ela era a irmã do seu melhor amigo, Seiya, mas Seika estava interpretando as coisas de outro modo. No entanto, Shiryu estava totalmente alheio aos pensamentos da jovem.
Mas uma manhã, enquanto Shiryu se preparava para a sua viagem com Hyoga para Macau, Seika foi procurá-lo na Mansão Kido.
- Que bom que você ainda não partiu, Shiryu - disse a jovem, entrando no quarto dele - Eu queria me despedir de você.
- Obrigado, Seika - respondeu gentilmente o Cavaleiro de Dragão - Mas não precisava se incomodar em vir até aqui, você poderia ter me telefonado.
- Bem, na verdade, eu queria te ver e me despedir pessoalmente de você - disse ela, com o olhar iluminado - E dizer que vou sentir muito a sua falta por estes dias, com você longe. Ultimamente eu me diverti bastante com você, eu nunca tinha sentido algo assim antes, Shiryu, eu... eu gosto de você - ela concluiu, enrubescida.
Percebendo o que a garota queria dizer, ele decidiu que era melhor esclarecer as coisas com ela.
- Seika, eu também gosto muito de você - começou o cavaleiro - Você é uma boa amiga, e eu lhe agradeço. Mas não quero enganá-la. Quero ser honesto com você. Você parece ser uma garota muito bonita e de belos sentimentos, mas eu não posso vê-la como mais do que isso. Há uma mulher pela qual eu estou profundamente apaixonado há anos, e, embora eu não a veja há muito tempo, sinto que jamais a esquecerei. Me desculpe, mas eu não posso te enganar. Eu não posso correspondê-la como você merece.
No rosto da jovem, esboçou-se uma expressão de profunda tristeza. Porém, ela compreendia que era melhor assim e agradeceu por ele ter sido sincero com ela. Ela despediu-se dele e saiu apressada da mansão, com os olhos embaçados de lágrimas.
Ele sentiu-se penalizado pelo que acabara de fazer. Mas também sabia que era a coisa certa a se fazer, não seria justo enganá-la, fazendo-a pensar que algum dia ele corresponderia aos seus sentimentos. Ele sabia que o seu coração era ocupado apenas por Shunrei, seu primeiro e único amor. Ao se lembrar dela, ele não conseguiu evitar que uma lágrima escorresse pelo seu rosto, ele a amava, realmente a amava, e a ausência dela era uma ferida no seu coração que jamais seria curada.
Não sei nem como explicar que só posso chorar,
Que necessito da paz que se esconde nos teus olhos,
Que se anuncia na tua boca, que te dá a razão
Vem, conte-me aquela história de princesas e amores
Que um dia eu te contei.
Ao chegarem em Macau, Shiryu e Hyoga instalaram-se no hotel onde a convenção aconteceria. Hyoga imediatamente telefonou para Eiri, para avisá-la que eles tinham chegado em segurança e para contar-lhe detalhes sobre a viagem; na verdade, desde que começou o seu trabalho na fundação, a amizade dela com Eiri tornou-se mais próxima.
- Que coisa ! Eu não pensei que fosse tão complicado escolher alguma coisa para uma garota - exclamou Hyoga, exausto, após terem andado por quase todo o shopping center à procura de alguma coisa bonita para a sua amiga.
- Bem, para ser sincero, eu acho que o problema é você - disse o Cavaleiro de Dragão, divertido, vendo o amigo em apuros - Você é muito indeciso, Hyoga. Nós vimos coisas muito bonitas, e você não gosta de nada. Agora eu estou ciente de que a única coisa que você gosta é Eiri.
- Vamos, Shiryu, admita que você também não me ajudou muito - respondeu o Cavaleiro de Cisne, cruzando os braços - Me diga, se quisesse dar algo para uma garota especial para você, o que você lhe compraria ?
Ao escutar a pergunta do amigo, uma sombra de tristeza refletiu-se no seu olhar.
- Se fosse esse o caso - começou ele - , eu lhe daria algo que sempre a fizesse se lembrar do quanto eu a amo e do quão importante ela é para mim.
Ao perceber a tristeza do amigo, Hyoga sentiu-se penalizado, pois sabia muito bem do seu sofrimento, devido ao desaparecimento de Shunrei.
- Desculpe, Shiryu, eu não queria fazer você passar por um mau momento - disse, arrependido, o Cavaleiro de Cisne.
- Não se preocupe, Hyoga. É melhor continuarmos procurando, eu prometo que vou ajudá-lo a encontrar algo bonito para você levar para Eiri - concluiu ele.
Enquanto eles continuavam andando pelo shopping, entraram em uma joalheria, pois Hyoga tinha decidido escolher um bonito colar para a sua amiga Eiri. Depois de fazer a compra, eles decidiram almoçar em um restaurante local. Eles comeram as suas refeições e conversaram sobre os planos que tinham para quando voltassem ao Japão.
- Sabe, Shiryu, eu estive pensando muito sobre o meu relacionamento com Eiri. Ela me faz muito feliz, e eu quero pedir-lhe para ser minha namorada - disse o cavaleiro, um pouco enrubescido - Eu sinto que a amo muito. Ela me fez esquecer muito do meu sofrimento e me mostrou que a vida pode continuar, e que nós podemos realmente ser felizes.
- Eu lhe parabenizo, Hyoga - respondeu, com um largo sorriso, o Cavaleiro de Dragão - Eu realmente espero que você seja feliz com ela. Fico muito contente por você. Me conforta que você possa estar com a pessoa que ama.
- Obrigado, amigo. Eu sei que você também pode encontrar alguém que preencha o seu coração - disse Hyoga, num tom de voz reconfortante - A vida sempre traz recompensas para pessoas boas como você.
Quando terminaram, os dois estavam prontos para deixarem o lugar. Quando estavam saindo, Shiryu viu algo que o deixou totalmente paralisado. Era Shunrei, ela estava tão linda que parecia uma miragem, um sonho.
- Shunrei... - o cavaleiro sussurrou o seu nome.
Próximo capítulo:
"No entanto, naquele momento ele percebeu o que estivera invisível aos seus olhos até então, que ela não estava sozinha, havia alguém ao seu lado, era um jovem alto de cabelos castanhos e que carregava um bebê em seus braços".
"Quando Shiryu o viu chegar, ele reconheceu-o imediatamente, era o homem que estava com Shunrei em Macau. Ele mal podia acreditar em quão pequeno o mundo podia ser. Ele apresentou-se como Diogo Mourão".
"- Por favor, senhora. Eu preciso falar com ela, preciso vê-la hoje mesmo - disse ele, visivelmente angustiado - Eu estive procurando-a por um longo tempo. Por favor, me ajude, eu lhe imploro".
N/A: Olá.
Obrigada por tomarem o seu tempo para ler a história.
O que vocês acharam ? Deixem-me saber o que vocês pensam, suas opiniões são importantes.
N/T 2: Bem, nós chegamos na metade da fic. Nos vemos no Capítulo 3...
