Capítulo 4: Contigo Aprendi
Era uma manhã fria naquelas montanhas de Rozan, e não era para menos, já que estavam em pleno inverno, e uma nevasca naquele dia provavelmente não seria algo incomum, o que fazia os habitantes daquela área longínqua sentirem-se um pouco tristes, pois isso significava que talvez eles não pudessem sair das suas casas; mas para Shiryu aquele dia não podia ser mais perfeito, sua amada dormia calmamente entre os seus braços, ele não conseguia parar de observá-la, de sentir-lhe a calma respiração. Sorriu com um pouco de malícia ao ver que, embora ela ainda dormisse, tinha aquele lindo rubor em suas bochechas. Tudo parecia um lindo sonho, mas ele estava planamente consciente de que aquela era a sua feliz realidade, na noite anterior, ele tornara sua, pela primeira vez, à sua amada Shunrei, ambos entregaram-se um ao outro pela primeira vez, com toda a paixão e ternura que havia em seus corações. Ele começou a repassar em sua mente os felizes acontecimentos que os tinham levado àquele belo momento.
Um mês atrás
Na manhã seguinte ao reencontro com Shiryu, Shunrei acordou cedo e viu, feliz, que o seu amado estava dormindo profundamente ao seu lado. Ela levantou-se da cama e procurou no armário um belo vestido para trocar o pijama, acariciou o rosto do amado e deu-lhe um beijo terno na sua bochecha; como ele era lindo !, ela pensou consigo mesma, realmente, para ele, ele era o homem mais lindo que ela já vira em sua vida, pois, embora tivesse vivido muito tempo em uma área muito longínqua em Rozan, quando chegou a Macau, ela conheceu muitos homens, tanto locais quanto turistas, mas Shiryu sempre continuou a parecer-lhe o homem mais lindo do mundo. Com esse pensamento em mente, ela entrou no banheiro para tomar um banho e se arrumar. Quando ela saiu do banheiro, viu que Shiryu continuava dormindo, por isso saiu do quarto tentando não fazer muito barulho e dispôs-se a preparar o café da manhã para ambos.
Quando a luz do Sul infiltrou-se pela janela daquele quarto, Shiryu acordou e deu um longo sorriso ao ver que não tinha sido um sonho, ele estava no quarto da sua amada, mas surpreendeu-se ao não encontrá-la dormindo ao seu lado. Ele levantou-se e foi procurá-la na cozinha, pois facilmente deduziu que ela estaria lá, mas o que encontrou foi um pequeno bilhete:
"Eu tive que sair para comprar algumas coisas. Não demoro".
Então ele sentou-se impacientemente na poltrona da sala de star para esperá-la e, em poucos minutos, escutou a porta do apartamento ser aberta, trazendo a doce presença de Shunrei, que trazia algumas sacolas de compras nas mãos. Ele sorriu feliz ao vê-la, e imediatamente levantou-se para recebê-la e ajudá-la com as compras.
- Bom dia, meu amor - disse ele, pegando as sacolas que ela carregava - Por que você não me acordou para acompanhá-la ? - ele perguntou, enquanto ia à cozinha para deixá-las lá.
- Bom dia - respondeu ela, feliz pelo modo como ele a tinha chamado de "meu amor" - É que você estava dormindo tão confortavelmente que parecia um crime te acordar, a loja fica bem perto, por isso eu não demorei muito, e, além do mais, eu queria dar-lhe esta surpresa - disse ela, mostrando-lhe uma pequena sacola - Espero que você goste.
O jovem pegou a sacola e abriu-a, curioso, percebendo que ela um conjunto de roupa; uma calça preta com uma camisa pólo verde, como os seus olhos.
- Bem, é que eu notei que você não trouxe bagagem, e achei que você não ia querer ficar o dia todo com a mesma roupa - disse ela, timidamente - Espero não ter me enganado com o tamanho.
- Obrigado - ele agradeceu, com um sorriso nos lábios - Ontem, depois de conversar com Diogo Mourão, eu vim direto para cá, não tive tempo para pensar em bagagem. Mas você como sempre, pensando em tudo, essa é uma das coisas que eu amo em você - disse ele, aproximando-se dela, para inclinar-se em direção ao rosto dela e beijá-la nos lábios, o que a surpreendeu, mas ela não hesitou em corresponder; embora não estivesse acostumada a essas demonstrações de afeto do seu amado, ao sentir-se em seus braços, ela chegou à conclusão de que seria muito fácil se acostumar.
- Posso te perguntar uma coisa ? - disse ela, depois que o beijo acabou.
- Diga - respondeu ele, abraçando-a pela cintura e olhando-a carinhosamente nos olhos.
- Pode-se dizer que você e eu... agora somos namorados ? - perguntou ela, corando.
- Namorados ? Por que você acha que eu quero ser seu namorado ? - ele perguntou, ante o olhar desconcertado da jovem - Eu não quero que nós sejamos namorados.
Ante essa declaração, ela ficou confusa. Com que propósito ele tinha vindo ? Por que ele tinha confessado que a amava, mas agora lhe dizia que não queria começar um relacionamento com ela ? Por alguns segundos aquelas perguntas atormentaram-lhe a mente.
- Shiryu, eu pensei... - disse ela, afastando o olhar do dele e tentava soltar-se do seu abraço - Pensei que você queria... - os olhos dela já estavam começando a ficar embaçados de lágrimas.
Vendo isso, ele segurou o rosto dela com as mãos e deu-lhe outro beijo nos lábios.
- Deixe-me terminar - pediu ele, limpando com os polegares as lágrimas que já estavam começando a aparecer - Eu não quero ser seu namorado, porque quero que nós dois sejamos muito mais do que isso - ele completou, enquanto tirava da calça uma caixinha de vidro - Você me daria a grande honra de poder dizer que sou seu marido ? Quer se casar comigo, Shunrei ?...
Naquele momento, Shunrei emudeceu. Será que ela tinha escutado bem ? O homem que amava desde que eram crianças e que ela achava que nunca poderia estar com ele agora estava ali, pedindo-lhe para compartilhar o resto da sua vida com ele, ela estava achando que aquilo era um maravilhoso sonho.
- Você não responde nada, Shunrei ? - perguntou ele, tirando-a dos seus pensamentos.
- Claro que sim ! Sim, eu quero ser sua esposa, meu amor ! - ela exclamou, feliz, correndo para os braços dele.
Ele abraçou-a fortemente por alguns minutos, depois interrompeu o abraço para abrir a caixinha e tirar o magnífico anel que havia nela e, tomando com delicadeza a mão de sua amada, colocou-o no seu dedo anelar.
- É lindo, meu amor ! - ela exclamou enquanto, num ímpeto de emoção, ficava na ponta dos pés e abraçava o pescoço do amado, dando-lhe um grande beijo nos lábios - Eu te amo, Shiryu, prometo fazê-lo muito feliz.
- E eu prometo que, a partir de agora, viverei todos os dias para demonstrar o quanto eu te amo - ele assegurou, acariciando-lhe o rosto - Minha missão mais importante agora é fazer de você a mulher mais feliz do mundo, meu amor.
Ela sorriu e eles se abraçaram novamente, sentindo que, a partir daquele momento, eles estariam sempre juntos.
Depois disso eles tomaram o café da manhã juntos e, em seguida, Shiryu tomo um banho e inaugurou as roupas presenteadas pela sua amada.
- O que você gostaria que nós fizéssemos hoje, Shiryu ?
- Então, sabe de uma coisa ? Eu sempre quis que nós tivéssemos um encontro. Você quer sair comigo hoje ? - disse ele, enquanto a abraçava - Será o nosso primeiro encontro. Claro, você terá que ser a minha guia nesta cidade, eu irei aonde quer que você me levar.
- Está bem, meu amor. Eu quero que nós dois passeemos pela cidade.
- Eu adorei a idéia.
Eles passaram o dia inteiro juntos, passeando pela cidade, que tinha belos lugares para se ver, e Shunrei também aproveitou a ocasião para levá-lo ao seu lugar favorito, a Torre de Macau, de onde podiam ver toda a cidade.
- Eu quero que nos casemos o mais rápido possível - disse Shiryu, inesperadamente, enquanto observava a cidade a partir daquele lugar - Não posso viver mais tempo longe de você, meu amor. Se dependesse de mim, nós nos casaríamos hoje mesmo. Você gostaria ?
Shunrei sorriu, surpresa. Não esperava o que ele tina acabado de lhe dizer, mas não podia negar que ela também queria unir, sem demora, a sua vida à do seu amado.
- Meu amor, é claro que eu gostaria, mas não devemos apressar tanto as coisas. Eu gostaria que os seus amigos e os meus amigos nos acompanhassem, e compartilhar com eles esse dia tão especial, para isso nós precisamos fazer alguns preparativos e, assim, nós precisamos de um pouco de tempo. Você me entende, amor ?
- Claro que eu te entendo - respondeu ele - Só que eu não gostaria de esperar muito tempo.
- Eu também não - disse ela, acariciando o rosto dele.
- O que você acha de um mês a partir de hoje ?
- Um mês ?
- Você acha que é muito pouco tempo ?
- Eu acho perfeito !
- Então, vamos nos casar exatamente daqui a um mês - disse ele, abraçando-a fortemente.
- Estou tão feliz, meu amor ! Prometo que vou me esforçar para ser a melhor esposa do mundo e fazer você muito feliz.
- Eu sei, minha Shunrei, e eu prometo que nunca vou me afastar de você.
Os dias transcorreram normalmente para os noivos, Shunrei continuava trabalhando no restaurante da sra. Aitana, e Shiryu na Fundação Kido, porém todas as tardes ele viajava na velocidade da luz até Macau para encontrar-se com a noive e resolver detalhes acerca do casamento, que iria acontecer em 21 de fevereiro.
Finalmente chegou o tão esperado dia. O casamento foi realizado em Rozan, na cabana que agora seria o lar do casal, já que assim eles tinham decidido, pois consideravam que aquele lugar era perfeito para a família que queriam começar juntos.
Foi uma cerimônia simples, à qual estiveram presentes os amigos mais próximos do casal: Seiya, junto com a irmã, Seika, Hyoga, com Eiri, Shun, Ikki, Saori e Tatsumi, a sra. Aitana e suas gêmeas, e Diogo Mourão. Eles dividiram um jantar com os amigos, que estavam felizes por eles e desejaram-lhes muitas felicidades. Em pouco tempo, os amigos foram se despedindo, deixando a sós o jovem casal.
Aproveitando que a esposa tinha se retirado por um instante para trocar o vestido, Shiryu decidiu instalar um colchão confortável em frente à lareira, cercado por muitos buquês de rosas vermelhas e até mesmo espalhou algumas pétalas sobre o colchão, ele queria que aquela noite fosse muito especial para ambos, já que seria a primeira noite deles como marido e mulher. Quando Shunrei voltou à sala, mal pôde disfarçar a surpresa causada pelo que o marido fizera.
- Enfim sós, meu amor - disse ele, aproximando-se para dar-lhe um beijo ardente nos lábios. Ela não hesitou em corresponder-lhe, e assim ambos entregaram-se completamente às suas emoções e desejos, e só o cansaço conseguiu vencê-los.
Foi dessa forma que a manhã surpreendeu os amantes. Shiryu sorriu ao olhar para a esposa, que dormia abraçada a ele. Então ela acordou e presenteou-o com o seu mais doce sorriso; ele, por sua vez, depositou-lhe um beijo na testa.
- Bom dia, minha amada esposa.
- Bom dia, meu amor - disse ela, aproximando-se dos lábios dele para beijá-lo.
Eles abraçaram-se, felizes, com a firme convicção de que, a partir de agora, nunca mais se separariam, e que sempre lutariam diante de qualquer situação, para manter viva a chama do seu amor.
Três anos depois
Shiryu e Shunrei viviam uma vida tranqüila nas montanhas de Rozan. Eles tinham decidido ficar ali e levar uma vida simples, como sempre quiseram. Shiryu, que às vezes tinha de ir ao Santuário, na Grécia, para lá cuidar de suas responsabilidades, agora dedicava-se à agricultura para prover o sustento da família composta apenas por ele e pela sua amada esposa, e ela, por sua vez, dedicava-se aos cuidados com o lar. Todos os fins de semana, eles iam à praça do mercado da cidade para vender os produtos que Shiryu cultivava. Durante os três anos em que estavam juntos como marido e mulher, os dois tinham se esforçado para manter o casamento em um constante estado de lua-de-mel, tinham fortalecido ainda mais o seu relacionamento, deleitavam-se sendo amigos, confidentes, cúmplices e amantes.
- Nós tínhamos que ir cedo à cidade para levar para o sr. Wong as folhas de chá que ele nos pediu, mas acho que não vamos conseguir - disse Shunrei, enquanto ambos terminavam de tomar o café da manhã.
- A culpa é toda sua - respondeu ele sucintamente, enquanto bebia o último gole do seu chá.
- Você acha ? - perguntou ela, olhando-o com reprovação, ao mesmo tempo que levantava-se da mesa, recolhendo os pratos do café da manhã.
- Claro que sim. Se você soubesse controlar as suas emoções e os seus desejos, eu não teria me atrasado tanto hoje - respondeu ele, seguindo-a com o olhar.
- Se me lembro bem, foi você quem começou.
Nisso, ele se levantou da cadeira e aproximou-se da esposa, abraçando-a pela cintura, puxando-a para si.
- Bem, eu lhe disse claramente que pararia se você me pedisse, mas não me lembro de você ter feito isso, pelo contrário, você me encorajou a continuar - disse ele, sorrindo sedutoramente.
Ela sorriu e cercou o pescoço do amado com as mãos.
- Então da próxima vez eu vou ser mais forte e não vou ceder tão facilmente.
- Não acredito em você - disse ele, antes de capturar-lhe os lábios em um longo e apaixonado beijo. Depois do beijo, Shunrei ficou olhando enigmaticamente para o marido - O que houve ?... Sei que você quer me dizer alguma coisa, o que é ?
Ela, sem desfazer o abraço que unia-a ao marido, perguntou:
- Shiryu, você sente-se preparado para ser pai ?
Os olhos do Cavaleiro de Dragão arregalaram-se e, com um sorriso no rosto, ele respondeu:
- Você está tentando me dizer que está grávida ?
- Ainda não, mas quero estar em breve, meu amor. Eu sei que essa é uma decisão que nós dois devemos tomar, quando nos sentirmos prontos para assumir essa grande responsabilidade - disse ela, acariciando com ternura o rosto do marido.
- Me sinto pronto desde que nós nos casamos, querida, eu só estava esperando que você também estivesse.
- É sério, meu amor ?
- Claro que sim. E, agora que você está, só nos resta pôs mãos à obra, para que logo comece a crescer no seu ventre o fruto do nosso amor.
- Você me faz tão feliz, Shiryu - disse ela, emocionada, abraçando-se ao peito do seu amado.
- Eu prometi que faria você muito feliz, não foi ? Você faz com que eu me sinta o homem mais feliz sobre a face da Terra, minha querida - após dizer isso, ele tomou o rosto da amada entre suas mãos e deu-lhe um beijo carinhoso nos lábios.
Quatro meses depois
- De acordo com os resultados dos testes que nós acabamos de fazer, você está grávida - disse o médico, sorrindo satisfeito ao notar a felicidade estampada nos rostos de ambos - Você tem uma idéia mais clara de quanto tempo pode estar grávida ?
- Bem, doutor, nós temos tentado esta gravidez há alguns meses - disse o cavaleiro, adiantando-se à resposta da sua esposa - E, segundo os cálculos que fizemos, é muito provável que minha esposa esteja grávida há algumas semanas, talvez há menos de um mês, não é, meu amor ? - disse ele, segurando carinhosamente as mãos dela.
- Eu o parabenizo pelo quão envolvido você está com a gravidez da sua esposa, geralmente minhas pacientes queixam-se da pouca participação que os seus maridos têm na fase de gravidez - disse o médico - Porém, tenho que avisá-lo de que a gravidez é uma espécie de revolução hormonal. Você não vai ver mudanças apenas no corpo da sua esposa, mas também, especialmente nos primeiros meses, mudanças no seus sentimentos e emoções; por isso você deve ter muita paciência, ser muito compreensivo e carinhoso com ela.
- Não tenha dúvida disso, doutor, Shiryu é o melhor marido do mundo, eu sinto-me afortunada por tê-lo ao meu lado.
Depois que saíram do consultório, os dois aproveitaram o fato de estarem na cidade para comemorar a gravidez, de modo que Shiryu levou a esposa para almoçar em um bonito restaurante no centro da cidade, e depois eles decidiram ir ao shopping center mais próximo para comprarem algumas coisas que eles achavam que seriam boas para o bebê, embora não soubessem se era menino ou menina.
Os dias se passaram, e Shiryu pôde constatar o quão verdadeiras eram as palavras do médico quanto às mudanças de humor da sua doce flor, já que...
Havia dias em que era preciso ter muita paciência...
- Amor, eu cheguei - cumprimentava, feliz, o Cavaleiro de Dragão.
- Finalmente você chegou ! - respondia uma irritada Shunrei - Que insensível você é, eu fiquei sozinha o dia quase todo, e você chega dez minutos atrasado.
E havia outros dias em que ele tinha de ser muito compreensivo com ela...
- Amor, eu já estou em casa - cumprimentava, feliz, o cavaleiro. Porém, ao entrar na casa, deparava-se com uma Shunrei sentada na sala inundada pelas lágrimas e, ao perguntar-lhe o que estava acontecendo, ela sempre respondia...
- Não é nada, você não me entenderia, é melhor me deixar sozinha - e Shunrei simplesmente se levantava e ia se trancar para chorar no quarto.
Mas havia dias, e estes eram os favoritos de Shiryu, em que ele devia ser muito carinhoso com a sua esposa...
- Estou em casa, meu bem - cumprimentava, feliz, o cavaleiro.
Ao vê-lo chegar, Shunrei atirava-se nos seus braços e dava-lhe um beijo ardente.
- Senti tanto a sua falta, meu amor - dizia ela, acariciando-lhe o rosto - Mas como você está suado, vamos tomar banho juntos ! - e, beijando-o apaixonadamente, ela guiava-o até o banheiro.
Meses depois
- Você se saiu muito bem, minha querida - disse a experiente parteira, enquanto punha o lindo bebê nos braços da mãe exausta - Você é uma jovem muito corajosa.
Shiryu, que estivera presente e tinha ajudado ativamente durante o parto, beijava carinhosamente a testa da esposa enquanto segurava o outro bebê nos braços. Com efeito, Shiryu e Shunrei eram os felizes pais de um par de lindos gêmeos, idênticos ao pai, com a única diferença de terem herdado o azul dos olhos da encantadora mãe. Decidiram chamar o primeiro a nascer de Dohko, em homenagem ao antigo mestre, e, ao segundo, Shoryu, porque esse também era o nome do falecido pai de Shiryu.
Anos depois
Shiryu e Shunrei estavam na cozinha, lavando a louça, enquanto os seus pequenos gêmeos brincavam, aquecidos pelo calor da lareira. Dias antes, eles tinham comemorado, junto aos seus amigos, o seu décimo aniversário, eles estavam felizes por tudo o que tinham vivido durante este período de casamento. Estavam falando da satisfação que eles sentiam ao ver que os seus amigos também estavam felizes; Hyoga e Eiri, depois de quatro anos de casamento, anunciaram que em breve seriam pais, Seiya estava trabalhando permanentemente no Santuário, para ficar mais perto de Saori, quanto a Ikki e Shun, os dois tinham começado a trabalhar na fundação e estavam felizes por poderem ajudar outras pessoas, e, quanto a Diogo Mourão, ele tinha aproveitado o aniversário do casal para anunciar a todos o seu casamento com Seika, que ele tinha conhecido no casamento de Shiryu e Shunrei. Eles estavam entretidos falando sobre isso, quando Shiryu sentiu que alguém puxava ligeiramente a sua calça.
- Papi, hoje vocês podem nos contar outra história que vocês aprenderam com o vovô ? - perguntou o pequeno Shoryu.
- Sim, nós queremos escutar outra das aventuras que o vovô teve há muitos anos - disse o pequeno Dohko, divertido.
- Eu acho uma boa idéia, mas primeiro vão escovar os dentes e vestir os seus pijamas, está bem ? Enquanto isso, a mamãe e eu vamos terminar de lavar a louça do jantar.
Enquanto os dois garotos saíam apressados, obedecendo ao seu pai, ele e Shunrei sorriam divertidos, ser pais era uma das melhores facetas do casamento.
Após terminarem de contar aos gêmeos uma das histórias que o mestre lhes contara há muitos anos, eles já estavam num sono profundo, então Shiryu e Shunrei saíram do quarto, olhando extasiados para os seus dois lindos garotinhos, que tinham vestido dois idênticos pijamas de dragão, já que eles não puderam resistir à carinhosa tentação de vestir os gêmeos igualmente.
- Obrigado, meu amor - disse o cavaleiro, delineando, com o seu dedo indicador, o perfil da esposa - Você me deu tudo o que eu mais queria na vida. Desde que te conheci, eu só tenho sido feliz, com você eu aprendi o que é a verdadeira felicidade. Eu te amo com toda a minha alma, Shunrei.
Ela o abraçou e deu-lhe um carinhoso beijo.
- Você também me ensinou a ser feliz, meu amor, acho que nós nascemos um para o outro e devemos estar eternamente juntos para sermos felizes - disse ela, encostando-se no seu peito. Shiryu abraçou-a e, assim, ambos acabaram vencidos pelo sono.
FIM
N/A: Muito obrigada por virem comigo até aqui. Eu me sinto feliz por ter terminado esta história, eu me diverti bastante ao escrevê-la, e espero que vocês também tenham se divertido ao lê-la. Peço-lhes mil desculpas pelos erros ortográficos que deixei passar, eu prometo melhorar isso e melhorar também a narração.
Eu já tenho outra história em mente, um UA protagonizado por Death Mask/Helena e Shiryu/Shurei. Eu espero ter tempo para escrevê-la em breve e compartilhá-la.
Não esqueçam de que os seus comentários me deixam muito feliz.
Até à próxima. :)
N/T: Bem, e chegou ao fim mais uma tradução minha, a minha quarta tradução do fandom de Saint Seiya/Cavaleiros do Zodíaco, e a primeira com o ship Shiryu/Shunrei. Eu espero que vocês tenham gostado de mais esta fic.
E, se tiverem gostado... reviews, please ?
