Personagens de Stephenie Meyer. Estória de Sarah MacLean.


CAPÍTULO UM

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"Se uma esposa vier com as terras, que seja."

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~INÍCIO DE JANEIRO, 1831.

Ele não se mexeu quando ouviu a porta da sala reservada abrir e fechar silenciosamente. Ficou parado no escuro, como um vulto diante da janela pintada que dava para o salão principal do mais exclusivo antro de jogatina de Londres.

Do salão do clube, a janela se parecia apenas com uma impressionante obra de arte – uma peça imensa de vitral, retratando a queda de Lúcifer. Em tons brilhantes, o imenso anjo – seis vezes o tamanho de um homem de estatura mediana – tombava em direção ao chão, lançado aos recantos sombrios de Londres, pelo exército do Paraíso.

O Anjo Caído. Uma lembrança, não apenas do nome do clube, mas do risco que assumiam aqueles que ali entravam, depositavam suas apostas sobre o feltro macio, lançavam os dados de marfim e assistiam à roleta girar em um borrão de cor e tentação. E quando o Anjo Caído vencia, o que sempre acontecia, o vitral lembrava, àqueles que haviam perdido, o quanto eles tinham caído. O olhar de Cullen vagou para uma mesa de piquet na ponta do salão.

"James quer aumentar a linha de crédito."

O gerente do salão não se moveu de onde estava, perto da porta da sala dos sócios.

"Sim."

"Ele deve mais do que jamais será capaz de pagar."

"Sim."

Cullen virou a cabeça, encontrando o olhar oculto pela sombra de seu funcionário mais confiável.

"O que ele está disposto a dar como garantia, em troca de mais crédito?"

"Oitenta hectares em Gales."

Cullen observou o lorde em questão, que suava e se remexia nervosamente, enquanto aguardava uma decisão.

"Aumente a linha de crédito. Quando ele perder, acompanhe-o para fora do clube. Sua filiação estará revogada."

As decisões dele raramente eram questionadas, e jamais pelos funcionários do Anjo Caído. O outro homem seguiu para a porta, tão silenciosamente como havia entrado. Antes que saísse, Cullen disse:

"Riley..."

Silêncio.

"A terra primeiro."

O suave clique da porta fechando foi a única indicação de que o gerente do clube havia estado lá. Momentos depois, ele apareceu no salão abaixo, e Cullen observou o sinal ser passado do chefe ao crupiê. Ele observou a jogada ser feita e o conde perder. De novo. E de novo... E uma vez mais...

Havia os que não compreendiam. Aqueles que nunca haviam jogado – que nunca haviam sentido a excitação de ganhar –, que não haviam negociado consigo mesmos mais uma rodada, mais uma carta, mais uma jogada – apenas até chegar a cem, a mil, dez mil... Ou ainda, aqueles que nunca haviam experimentado incomparável, sedutora e eufórica sensação de saber que uma mesa estava boa, que a noite era deles, que com uma única carta, tudo poderia mudar.

Eles jamais compreenderiam o que mantinha o conde de James, de Croix, em sua cadeira, apostando sem parar, com a velocidade de um relâmpago, até perder tudo. De novo... Como se nada do que ele tivesse apostado jamais houvesse lhe pertencido. Cullen compreendia.

Riley aproximou-se de Croix e falou discretamente ao ouvido do homem arruinado. O nobre levantou-se sem firmeza, franzindo a testa com a afronta, enquanto a raiva e o constrangimento o lançavam para cima do gerente. Um erro. Cullen não conseguia ouvir o que era dito, mas não precisava. Tinha ouvido o mesmo centenas de vezes antes – assistido a uma longa lista de homens perderem primeiro o dinheiro e depois a calma com o Anjo Caído. Com ele...

Viu Riley dar um passo à frente, com as mãos erguidas no sinal universal de cautela e os lábios do gerente se moverem, tentando – sem conseguir – resolver e acalmar a situação. Observou os demais jogadores perceberem a comoção e viu Emmett, o imenso sócio de Edward, seguir na direção da contenda, ávido por uma briga.

Cullen então se mexeu, estendendo a mão para a parede e puxando uma corda, ativando uma complexa combinação de polias e alavancas, colocando em funcionamento uma pequena sineta embaixo da mesa de piquet e atraindo a atenção do crupiê, avisando-o que McCarty não teria sua briga naquela noite.

Edward a teria em seu lugar.

O crupiê conteve a força impossível de Emmett com uma palavra e um aceno na direção de onde Edward e Lúcifer observavam, ambos desejando enfrentar o que quer que viesse a seguir. Os olhos escuros de Emmett recaíram sobre o vitral, e ele assentiu com a cabeça uma vez antes de guiar Croix através da multidão presente.

Cullen desceu da sala dos sócios para encontrá-los em uma pequena antecâmara isolada do salão principal do clube. Croix vociferava como um marinheiro no cais quando Cullen abriu a porta e entrou. Ele se virou para Edward com os olhos estreitados de ódio.

"Seu miserável! Você não pode fazer isso comigo! Não pode pegar o que é meu!"

Cullen recostou-se contra a pesada porta de carvalho, cruzando os braços.

"Você cavou a própria cova, James. Vá para casa. Agradeça que eu não tome mais do que me é devido."

Croix atravessou a saleta num salto, antes de ter uma oportunidade de reconsiderar o gesto. Cullen moveu-se com uma agilidade que poucos esperariam, segurando um dos braços do conde e torcendo-o até seu rosto estar firmemente pressionado contra a porta. Cullen sacudiu o homem magro uma, duas vezes antes de dizer:

"Pense muito bem antes de agir novamente. Creio que não esteja me sentindo tão generoso como estava poucos instantes atrás."

"Quero ver Hale.", As palavras foram ditas arrastadas contra a madeira.

"Em vez dele, verá a nós."

"Sou membro do Anjo Caído desde o começo. Você me deve. Ele me deve."

"Pelo contrário, é você quem deve a nós."

"Eu dei muito dinheiro para este lugar..."

"Que generoso da sua parte. Vamos pegar o livro e ver o quanto ainda nos deve?", James ficou paralisado. "Ah... Vejo que está começando a compreender. As terras são nossas agora. Mande seu advogado nos procurar pela manhã com a escritura, ou eu mesmo irei atrás de você. Está claro?", Cullen não esperou por uma resposta, apenas deu um passo para trás e soltou o conde. "Saia."

Croix se virou para encará-los, o olhar cheio de pânico.

"Fique com a terra, Cullen, mas não com a minha filiação de membro do clube... não tire a filiação. Estou prestes a me casar. O dote dela cobrirá mais do que todas as minhas perdas. Não tire minha filiação."

Edward detestou a lamúria e a ansiedade por trás das palavras do conde. Sabia que Croix não resistiria ao impulso de apostar e à tentação de ganhar. Se Cullen tivesse um grama de compaixão dentro de si, sentiria pena da noiva inocente. Mas compaixão não era uma característica de Cullen. Croix virou-se para Emmett com os olhos arregalados.

"McCarty, por favor."

Uma das sobrancelhas negras de Emmett levantou, enquanto ele cruzava os braços imensos diante do peito.

"Com um dote tão generoso, estou certo de que um dos antros inferiores o receberá."

Claro que sim. Os antros inferiores – repletos de assassinos e trapaceiros – receberiam aquele inseto em forma de homem e sua sorte terrível de braços abertos.

"Danem-se os antros inferiores", James disparou. "O que as pessoas irão pensar? Quanto querem? Pago o dobro... o triplo. Ela vale muito dinheiro."

Cullen era um homem de negócios.

"Case com a garota, pague suas dívidas, com juros, e talvez lhe devolvamos a filiação."

"O que faço até lá?" O som do lamento do conde era desagradável.

"Talvez possa experimentar moderação", Emmett sugeriu, casualmente.

O alívio deixou James burro.

"Quem é você para falar? Todos sabem o que fez."

Emmett paralisou, e sua voz se encheu de ameaça.

"E o que foi que eu fiz?"

O pavor acabou com qualquer resquício de inteligência dos instintos do conde, e ele deu um soco em Emmett, que segurou o golpe em um de seus punhos imensos e puxou o sujeito menor na direção dele com má intenção.

"O que foi que eu fiz?", ele repetiu.

O conde começou a choramingar feito um bebê.

"N-nada. Sinto muito. Não quis dizer isso. Por favor, não me machuque. Por favor, não me mate. Vou embora. Agora. Juro. Por favor... n-não me machuque."

Emmett suspirou.

"Você não vale a minha energia." Ele soltou o conde.

"Saia", Cullen disse, "antes que eu decida que vale a minha."

O conde saiu correndo da sala. Cullen o observou ir embora antes de ajustar o colete e endireitar o paletó do fraque.

"Achei que ele ia se borrar todo quando você o segurou."

"Não seria o primeiro." Emmett sentou-se em uma cadeira baixa e estendeu as pernas à frente, cruzando um tornozelo sobre o outro. "Imaginei quanto tempo você levaria."

Cullen passou uma das mãos pelo centímetro de punho da camisa que aparecia por baixo do casaco, certificando-se de que o tecido estava alinhado, antes de voltar a atenção novamente a Emmett e fingir não compreender a pergunta.

"Para fazer o quê?"

"Para devolver sua roupa à perfeição." Um dos lados da boca de Emmett se curvou em um sorriso irônico. "Você parece uma mulher."

Edward encarou o imenso interlocutor.

"Uma mulher com um gancho de direita extraordinário."

O pequeno sorriso se abriu, e a expressão escancarou o nariz quebrado e cicatrizado de Emmett, em três pontos diferentes.

"Você não está honestamente sugerindo que seria capaz de me vencer em uma luta, está?"

Cullen estava avaliando as condições da gravata em um espelho próximo.

"Estou sugerindo exatamente isso."

"Posso convidá-lo para o ringue?"

"A qualquer hora."

"Ninguém vai subir no ringue. Certamente não com Emmett." Cullen e McCarty se voltaram na direção da voz, dita de trás de uma porta escondida na ponta da sala, onde Jasper Hale, o terceiro sócio do Anjo Caído, os observava.

Emmett riu e se virou para encarar Edward.

"Está vendo? Hale sabe o bastante para admitir que você não é páreo para mim."

Jasper serviu um copo de uísque de uma garrafa sobre uma mesa lateral.

"Não tem nada a ver com Cullen. Você parece uma fortaleza de pedras. Ninguém é páreo para você." O tom se tornou irônico. "Ninguém além de mim, quero dizer."

Emmett se recostou na cadeira.

"Quando quiser me enfrentar no ringue, Jasper, deixarei minha agenda livre."

Jasper voltou-se para Edward.

"Você limpou Croix."

Ele percorreu o perímetro da sala.

"Foi como tirar doce de uma criança."

"Cinco anos neste negócio, e eu ainda me surpreendo com esses homens e suas fraquezas."

"Não é fraqueza. É doença. O desejo de ganhar é uma febre."

Jasper ergueu as sobrancelhas diante da metáfora.

"Emmett tem razão. Você é uma mulher."

McCarty soltou uma gargalhada e levantou os dois metros de corpo da cadeira.

"Preciso voltar ao salão."

Hale observou Emmett atravessar a sala, a caminho da porta.

"Ainda não teve sua briga da noite?"

O outro sacudiu a cabeça.

"Cullen a tirou de mim."

"Ainda há tempo."

"A esperança é a última que morre." Emmett deixou a sala, fechando a porta com firmeza atrás de si, e Jasper foi servir mais um copo de uísque, caminhando até onde Edward estava parado, olhando atentamente para a lareira. Ele aceitou o copo, tomando um grande gole da bebida dourada, apreciando a forma como o líquido queimava na garganta.

"Tenho novidades para você." Cullen virou a cabeça, à espera. "Novidades de William Black."

Aquelas palavras o deixaram alerta. Durante nove anos, ele vinha esperando por aquele exato momento, por qualquer coisa que saísse da boca de Jasper a seguir. Durante nove anos, ele vinha esperando por novidades sobre aquele homem que lhe havia privado de seu passado, de seu patrimônio, de sua história... De tudo. Black havia lhe tirado tudo naquela noite: as terras, os investimentos, tudo! Exceto um solar vazio e um punhado de hectares de terra no centro de uma propriedade maior – Falconwell. Ao ver tudo ir embora, Edward não compreendia os motivos daquele homem mais velho – não conhecia o prazer de transformar uma propriedade em algo vivo e próspero. Não compreendia o quanto seria inteligente entregá-la a um simples garoto.

Agora, uma década mais tarde, não se importava. Queria sua vingança. A vingança pela qual vinha esperando. Levou nove anos, mas Edward reconstruiu sua fortuna, e ele a dobrou. O dinheiro da sociedade no Anjo Caído, junto com diversos investimentos lucrativos, deram-lhe a oportunidade de construir uma propriedade que competia com as mais extravagantes na Inglaterra. Mas ele nunca conseguiu recuperar o que havia perdido. Black mantinha tudo com punho cerrado, não queria vender, sem se importar com o quanto lhe fosse oferecido, ou o quão poderoso fosse o homem que fizesse a oferta. E homens muito poderosos haviam feito propostas. Até agora...

"Conte-me."

"É complicado."

Cullen virou-se de costas para o fogo.

"Sempre é." Mas ele não havia trabalhado todos os dias para construir aquela fortuna para ter terras em Gales, Escócia, em Devonshire e Londres. Ele havia feito isso por Falconwell.

Quatrocentos hectares de propriedade verdejante que um dia foi o orgulho do marquesado de Cullen. As terras que seu pai, avô e bisavô haviam acumulado ao redor do solar, que passava de marquês para marquês.

"O que foi?" Ele viu a resposta nos olhos de Jasper antes que as palavras fossem ditas, e soltou um xingamento. "O que foi que ele fez?"

Jasper hesitou.

"Se ele a tornou impossível, vou matá-lo." Como deveria ter feito anos atrás.

"Cullen..."

"Não." Ele acenou com uma das mãos no ar. "Eu esperei nove anos por isso. Ele tirou tudo de mim. Tudo! Você não faz ideia."

O olhar de Jasper encontrou o dele.

"Eu tenho bastante ideia."

Cullen parou, diante da compreensão nas palavras. Diante da verdade delas. Foi Jasper quem o havia resgatado de seu momento mais baixo; quem o acolheu, limpou e lhe deu trabalho. Quem o salvou... Ou que pelo menos havia tentado salvá-lo.

"Cullen...", Hale começou, as palavras repletas de cautela. "Ele não está mais com ela."

Um pavor frio tomou conta de Edward.

"O que quer dizer com ele não está mais com ela?"

"Black não é mais o dono da propriedade em Surrey."

Edward sacudiu a cabeça, como se tentasse forçar a compreensão.

"Quem é o novo proprietário?"

"O marquês de Swan."

O nome trouxe de volta uma lembrança de uma década – um homem corpulento, de rifle na mão, marchando através de um campo enlameado em Surrey, seguido por um grupo barulhento de meninas pequenas, cuja líder tinha o olhar chocolate mais sério que Edward jamais tinha visto. Seus vizinhos de infância, a terceira família na santíssima trindade da nobreza de Surrey.

"Charles está com as minhas terras? Como ele as conseguiu?"

"Ironicamente, em um jogo de cartas."

Cullen não conseguiu achar graça no fato. Na verdade, a ideia de que Falconwell tivesse sido casualmente apostada e perdida em um jogo de cartas – mais uma vez – o deixou inquieto.

"Traga-o aqui. O jogo de Swan é écarté. Falconwell será minha."

Jasper reclinou-se para trás, demonstrando surpresa.

"Você quer jogar por ela?"

A resposta de Cullen foi imediata.

"Farei o que for necessário."

"O que for necessário?"

Cullen ficou imediatamente desconfiado.

"O que você sabe que eu não sei?"

Jasper levantou as sobrancelhas.

"O que o faz pensar isso?"

"Você sempre sabe mais do que eu. Você gosta disso."

"Eu apenas presto mais atenção."

Edward cerrou os dentes.

"Seja como for..."

Jasper fingiu interesse num ponto em uma das mangas do casaco.

"As terras que um dia foram parte de Falconwell..."

"As minhas terras."

O louro ignorou a interrupção.

"Você não pode simplesmente recuperá-las."

"Por que não?"

Jasper hesitou.

"Foram vinculadas a... outra coisa."

Cullen foi dominado pelo mais puro ódio. Ele havia esperado uma década por aquilo... pelo momento em que finalmente recuperaria as terras ao redor do Solar Falconwell.

"Vinculadas a quê?"

"A quem, é mais correto."

"Não estou com ânimo para suas charadas."

"Charlie Swan anunciou que as antigas terras de Falconwell serão incluídas no dote de sua filha mais velha."

O choque fez Cullen ficar em pé subitamente.

"Isabella?"

"Você a conhece?"

"Faz anos desde que a vi pela última vez... quase vinte."

Dezesseis. Ela estava lá no dia em que ele havia deixado Surrey pela última vez, depois do sepultamento de seus pais, 15 anos de idade e despachado para um mundo novo, sem família. Ela o tinha visto subir na carruagem e manteve o sério olhar castanho fixo, enquanto o observava dar início ao longo trajeto para longe de Falconwell. E não desviou o olhar até ele virar na estrada principal. Ele sabia disso porque também ficou olhando para ela. Era sua amiga... Quando ele ainda acreditava em amigos.

Era também a filha mais velha de um marquês com mais dinheiro do que alguém seria capaz de gastar em uma vida inteira. Não havia motivo para ela ter se mantido solteira por tanto tempo. Deveria estar casada e com uma ninhada de jovens aristocratas para criar.

"Por que Isabella precisa de Falconwell para um dote?" Fez uma pausa. "Por que não está casada ainda?"

Jasper suspirou.

"A mim me agradaria se algum de vocês se interessasse pelo clube como um todo, em vez de apenas nossa mísera parceria."

"Nosso clube, ou mísera parceria tem mais de quinhentos associados. Cada um deles com um arquivo da espessura do meu polegar, repleto de informações, graças aos seus sócios."

"Ainda assim, tenho coisas melhores a fazer com minhas noites do que passá-las educando-os a respeito do mundo em que nasceram."

Cullen estreitou o olhar. Nunca ficou sabendo de Jasper passar uma noite de qualquer outra forma que não inteiramente só.

"Que coisas?"

Jasper ignorou a pergunta e tomou mais um gole de uísque.

"Anos atrás, Lady Isabella fez o noivado do século."

"E?"

"O noivado foi ofuscado pelo romance do noivo dela."

Era uma história antiga, que ele tinha ouvido inúmeras vezes, e ainda assim Edward sentia uma emoção desconhecida em relação à ideia de que a garota de quem ele se lembrava tivesse sido magoada pelo noivado rompido.

"Romance", ele zombou. "Provavelmente uma candidata mais bonita ou mais rica. E foi isso?"

"Soube que foi cortejada por diversos candidatos nos anos que se seguiram e, no entanto, permanece solteira." Jasper parecia estar perdendo o interesse na história, continuando com um suspiro entediado. "Embora eu imagine que não por muito tempo, com Falconwell para adoçar o pote de mel. A tentação atrairá um enxame de pretendentes."

"Vão querer uma chance de me sobrepujar."

"Provavelmente. Você não está no topo da lista dos nobres preferidos."

"Não estou em nenhum lugar da lista dos nobres preferidos. Ainda assim, as terras serão minhas."

"E você está preparado para fazer o que for preciso para consegui-las?"

Jasper parecia estar se divertindo.

Cullen não ignorou sua intenção. Vislumbrou uma jovem e gentil Isabella, o oposto do que ele era. Do que ele havia se tornado. Afastou o pensamento... Havia passado nove anos aguardando por aquele momento, pela chance de restaurar o que havia sido construído para ele, o que havia sido deixado para ele e que ele havia perdido. Era o mais próximo que conseguiria da redenção e nada ficaria em seu caminho.

"Qualquer coisa." Edward se levantou e endireitou cuidadosamente o casaco. "Se uma esposa vier com as terras, que seja."

A porta fechou com força atrás dele.

Jasper brindou ao som e falou na sala vazia:

"Felicidades, acabou de arrumar uma noiva!"


Vocês vão perceber que não será flores e luz de velas que vão enfeitar a relação desses dois... Edward não tem/não mostra/não se importa com sentimentos, nem os da Bellinha nem de qualquer um. Será por muito tempo?

Como perguntado... O Jake não tem graaaaande participação, mas vocês entenderão o por que do antagonismo do Edward pelo "amigo". Já sobre a quantidade de capítulos, será em torno de 25, e eu tenho adaptado 11. Então, sempre que quiserem um capítulo antes do sábado, já sabem das 8 reviews né? :)

Beijinhos.