Anteriormente nessa fanfic:
— E aí… Passei no teste? — Perguntou ele, já suado do "esforço".
— Com nota máxima — Responde Tsunade, ainda com o rosto todo coberto do esporro dele.
"Esse rapaz tem futuro. Tem muito futuro." — pensou Jiraya terminando de filmar e já repassando a cena.
O que Naruto não sabia é que iria ter uma surpresa infeliz envolvendo Hinata quando fosse assinar o contrato.
CONTINUA…
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Capítulo 4 - Ino
Um dia normal da cidade grande. O sol brilhava tendo seus raios refletidos pelo labirinto espelhado dos vidros dos arranha-céus. Crianças brincavam em terrenos baldios, vendedores de cachorro-quente e outras guloseimas casuais tentavam ganhar a vida pelas calçadas, enquanto pessoas apressadas caminhavam para todos os lados respirando o ar poluído dos engarrafamentos. Atravessando a faixa de pedestres está uma loira de corpo lascivo e curvas envolventes. Com um busto levemente avantajado e um quadril de dar inveja, Yamanaka Ino com seus olhos azuis cor do céu era a perdição do juízo de vários homens. Apesar de sua beleza notória, não abusava da vestimenta para tentar exagerar a sensualidade que lhe é natural. Calçando um sapato salto agulha mediano, uma saia branca até os joelhos, uma jaqueta desabotoada de lã no mesmo tom por cima de uma blusa de lã em cor vinho tinto e meias de nylon que iam até para dentro da saia, chegando a metade das coxas. Ao ritmo que caminhava, balançava o longo cabelo amarrado em um rabo de cavalo que ia até o começo dos seus quadris enquanto pela milésima vez (ou mais) naquele dia soprava uma grande mecha de cabelo que tampava seu olho direito e metade do seu rosto. Apesar de viver soprando a mecha para longe, gostava dela e sabia que lhe dava um charme a mais. Uma visão refrescante e encantadora, de animar o dia da maioria dos homens (e também de algumas mulheres).
Atualmente cursava o início do último ano da universidade, curso de medicina. Iria se especializar em neurocirurgia, sonhava em por o nome na história desenvolvendo novas técnicas de se operar um cérebro doente. Sempre fora chamada de burra por causa do seu jeito, mas provou para todo mundo (ou quase) que era diferente.
Sua história de vida, porém era um pouco incomum por assim dizer. Logo no começo do curso, começou também a crise econômica atual. A mediana empresa de seu pai foi à falência, logo as dívidas acumularam e tiveram que hipotecar a casa. Para piorar, sua mãe adoeceu de um tipo raro de… Leucemia, câncer do sangue. Os remédios eram caríssimos. Ino, porém, apesar de sempre ter desfrutado de um confortável padrão de vida estilo classe média alta, nunca fora do tipo mimada que nada sabia fazer por si e encarou junto de seu pai as dificuldades. Vendera todas as roupas de grife, as trocando por marcas comuns, mas bonitas. Os sapatos? Idem. Perfumes e maquiagens caras? Abriu mão de tudo isso. Passou a trabalhar de segunda a sexta em serviços de meio período como garçonete, e a "trampar" em período integral nos finais de semana para juntar dinheiro e ajudar nas despesas da casa, bem como pagar a faculdade, que era uma renomada particular e custava os olhos da cara. A família vendeu a luxuosa casa, que era quase uma mansão, e usou parte do dinheiro para mudar-se para um barato subúrbio, onde o custo de vida era mais brando. A diferença foi posta em uma caderneta de poupança no banco. Em suma, enfrentaram o desafio.
No início até se viraram bem. Muito apertados no orçamento, mas bem. A família estava unida, o que era o pilar central. Porém, como normalmente as soluções que o governo, cheio de políticos tão alheios a realidade de seu povo, são piores que o problema que eles mesmos causaram, logo veio um golpe mortal a queima-roupa na recuperação da família: confisco de poupanças. Todo o dinheiro juntado com o suor do trabalho deles, fora do dia para noite tomado pelo governo como "medida de utilidade pública" em nome do coletivo. Em nome do coletivo, então, sua mãe teria de morrer. Nem ao menos aceitaram na justiça, o argumento de emergência, de que era uma questão de saúde. Mandaram Ino recorrer ao sistema público de saúde. Aquilo lhe foi um tabefe na cara. Não por não querer usar o mesmo sistema de saúde dos mais humildes, e sim, pois sua mãe esperar marcarem a cirurgia pelo sistema estatal seria pena de morte à mãe dela. Meses em uma fila de espera, que poderia ser desrespeitada a qualquer momento em nome de algum político privilegiado. Até marcarem a cirurgia, se essa não fosse atrasada de última hora, a genitora de Ino estaria morta. Remédios então? O sistema não garantia os raros importados necessários para estabilizá-la, e comprar privadamente teria que pagar pesados impostos em cima. A família Yamanaka estava no fio da navalha.
Certo dia, enquanto procurava algum emprego que pagasse um pouco mais, movendo-se entre as milhares de pessoas do centro urbano, a maioria também procurando algum tipo de ofício remunerado, casualmente aceitou um panfleto distribuído por um senhor de meia idade de cabelo cinza e olhar pervertido. O que lhe espantou, porém, não fora a aparência do distribuidor, e sim o conteúdo da folha.
Oferecia a proposta indecente de ser atriz pornô. Bom pagamento, à vista, direito de sair quando quisesse, bom tratamento e roteiros ditos "românticos". Óbvio que deveria ser a maior parte, mentira. Mas se rendesse um bom dinheiro mesmo… Ino, resistindo a vontade instintiva de rasgar o panfleto e jogar os pedaços no lixo, o dobrou e guardou suavemente na bolsa que portava aquele dia. Jamais se imaginou aceitando algo assim… Mas a situação foi piorando. Por causa da inflação forte, já estava começando a racionar comida dentro de casa, e ela não achava um emprego de salário melhor… Lascou. Uma semana depois, ainda totalmente furiosa consigo mesma, ligou para o número do anúncio. Marcou um horário, foi entrevistada e, para um misto de alívio e desespero o homem falou que daria como primeiro pagamento uma quantia bem maior que o normal, o suficiente para pagar a cirurgia e remédios da mãe. Desespero porque ficava quase impossível recusar, alívio porque podia salvar sua mãe… Decisão difícil. Ainda temendo o desconhecido, aceitou. Sua primeira vez gravando fora justamente um teste do sofá, com o próprio homem de meia idade e cabelos grisalhos de nome Jiraya. Não fora tão traumático quanto ela esperava, ele a tratou bem, lhe deu o tempo necessário para se acostumar com a cena. Dali para frente foram vários filmes, gravações, etc… Sua mãe estava com saúde e bem. Mas Ino saiu de casa, não conseguia revelar à família o ocorrido. E assim estava em uma vida dupla. Com o tempo, fosse para preservar a própria sanidade, fosse por realmente gostar, passou a se acostumar e até desfrutar daquela vida, com homens sensuais lhe dando prazer vários dias da semana, sem precisar de paquera ou apego emocional, ainda que sentisse um profundo vazio por isso… O que dizer? Tinha se adaptado ao novo ambiente, cheio de prazer a curto prazo, mas repleto de vazio ao longo do tempo. Fizera grandes amigas como Hinata, Sakura e outras, isso era verdade, aliás, sentia-se livre para celebrar o próprio prazer, porém… A sensação de sentir ser apenas um pedaço de carne sempre… Nunca lhe fugia da consciência.
Bom, esta é apenas a parte da sua história que ela se sente confortável em contar, a "parte tolerável". O outro lado da sua história é algo que ela jamais falou para ninguém, nem para a própria família. Apesar de ser algo que a marcara para sempre e a atormentava até hoje, decidiu lidar como sempre fazia.
Chegou ao "lugar de trabalho", tinha uma cena agendada para aquele dia. Fitou a longa escada pintada em tom cinza escuro. Abriu o portão, pois já tinha a chave do lugar, e seguiu vagarosamente para cima. Quando estava quase na varanda da porta, contudo, a mesma abriu bruscamente, e um loiro musculoso saiu correndo e trombou com ela. Ino sentiu-se atropelada por um bonde, caindo em direção a escada.
"Por favor não!" — Pensou ela, imaginando a longa queda que poderia ser até fatal. Mas braços fortes a seguraram a tempo de evitar o tombo perigosíssimo. Era o mesmo loiro que trombou com ela.
— BAKA! Não olha por onde and… — Não terminou a frase, aqueles olhos cor de safiras puras e profundas pareciam a dominar como um encantador de serpentes a uma víbora. Ficou tonta por um momento olhando aquele azul ainda mais belo que o das órbitas dela.
— Perdão, estou num péssimo dia. — Disse o jovem loiro em um tom de puro desânimo que afetou até ela mesma.
Nem teve tempo de emendar mais alguma questão, o rapaz apenas a deixou em pé já na varanda, fez uma reverência, e como desesperado, saiu o mais rápido que pode dali.
— Mas o que raios está acontecendo… — Ino nem entendia.
Para sua surpresa, igualmente apressados, o mesmo homem de cabelo cinza que a trouxe para o ramo, Jiraya, além da produtora da empresa, Tsunade, apareceram apressados na porta.
— INO! Viu um loiro correndo como louco por aqui?! — Exclamavam e perguntavam desesperados ao mesmo tempo, Jiraya e Tsunade, como se aquilo fosse a coisa mais importante do mundo.
— Sim, mas o maluco já está longe… Vocês conhecem ele?
— Droga, acabamos de deixar escapar uma mina de ouro... — Queixou-se Tsunade enquanto Jiraya socava a parede.
Ino, curiosa, já sabia que queria ficar a par de toda a história.
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Alguns minutos antes...
No Escort modesto, viajavam Tsunade, Jiraya e Naruto. O casal mais velho à frente, Naruto no banco de trás enquanto contemplava a paisagem da cidade. Então... ator pornô? Quem diria ele, que sempre fora um banana no quesito romance (aliás, em quase todos os quesitos, mas nesse se destacava). Agora estava entrando naquele mundo… Diferente, para não dizer estranho. Nunca se imaginou sendo um ator pornô. Aqueles caras sortudos que ganham a vida fazendo… tudo que um homem deseja.
— Chegamos. — Anunciou Jiraya enquanto fazia a baliza estacionando o carro.
— Então é aqui?
Naruto fitava a longa escadaria em tom cinza escuro que levava para o estúdio. Vendo a curiosidade do rapaz, Tsunade resolve explicá-lo mais sobre o "empreendimento".
— Sim, lá dentro há várias salas, todas elas com câmeras. Nos fundos do estúdio temos um enorme depósito onde guardamos partes dos cenários e a maioria dos figurinos, temos de tudo, desde o clássico "professor e aluna" até coisas de faroeste. Somos um estúdio bem organizado, apesar de pequeno, financeiramente falando.
— Mas, se vocês tem tudo isso, porque estavam gravando lá na casa da Hinata?
— Dedetização. — Explicou Jiraya — Além das vistorias, precisamos de vários alvarás para poder operar, ontem era o dia da fiscalização, mas mesmo assim gostamos de variar um pouco onde gravamos as cenas, gravamos na casa das atrizes, às vezes só damos uma câmera para elas gravarem sozinhas junto com os caras e uma vez por ano vamos para o meio do mato, acampar e filmar uns bacanais. Prezamos muito a criatividade.
Subindo as escadas Naruto teve uma boa visão da cidade, mais uma vez se pegou pensando no quanto sua vida mudaria pelo acordo inusitado que topou. Adentrando os estúdios pode ver que de fato Jiraya e Tsunade não estavam brincando quando falaram que eram criativos e bem preparados. O corredor longo dava visão para várias salas decoradas, cada uma com uma temática diferente. Hospital, escola, e até mesmo um bordel estilo americano da década de 20. Em alguns haviam "brinquedos" sexuais, alguns mais normais, outros porém mirabolantes de fazer o loiro ficar com vergonha alheia apenas olhando-os.
— Não se preocupe, nós não obrigamos nenhum ator a usar ou fazer algo que não goste em cena. Se esses apetrechos te incomodam, não vamos obrigar você a usá-los. — Explicou Tsunade.
— Fico aliviado de saber isso — Disse ele com um sorriso de alívio.
— Espere aqui e vá conhecendo o lugar, vamos achar o contrato no escritório, você assina e começa hoje já se não se importar.
— Me importar? Não, pode ficar tranquilo, nesse tipo de trabalho eu venho até nos feriados. — Falou em meio a uma gargalhada.
Tsunade e Jiraya riram também e se afastaram. Naruto ficou fitando melhor o corredor cinza e suas paredes eram verde oliva. O piso de azulejos brancos. Portas de madeira maciça, sendo que cada quarto era um estúdio que possui daqueles vidros de ambientes policiais, que permite a vista apenas de um lado, provavelmente para poderem gravar ou acompanhar a cena sem serem vistos pelo lado dentro. Devia ser uma medida para deixar as moças mais a vontade antes de fazerem sexo, pensou o Uzumaki.
— Ah! Isso, gostosa... Vou gozar sua vadia! — Uma voz grossa se fez soar pela sala, misturada a gemidos abafados bem familiares para o loiro.
O som vinha de um dos estúdios. Naruto presumiu serem um ator e uma atriz em "ação". Movido pela curiosidade, o loiro não resistiu em espiar.
— Puta merda! — Disse o Uzumaki ante o que via através da janela de um dos quartos. Agora o Uzumaki percebeu que ao aceitar o contrato vinha um péssimo e enorme inconveniente junto.
O cenário era decorado como uma cozinha básica, estilo americano, com muitos armários, uma pia e uma mesa. O problema é que a última coisa que aquela mesa seria usada era para servir refeições. Lá estava a musa de seus sonhos e fantasia de suas masturbações, Hinata. Em qualquer outra situação vê-la nua seria espetacular. Mas nua com outro cara? Era uma coisa que o loiro tinha esquecido que iria acontecer. O parceiro sexual dela era um rapaz de corpo bronzeado, aparência selvagem com alguns traços caninos, cabelo castanho bagunçado e marcas vermelhas nas bochechas. Estava deitado nu sobre a mesa enquanto Hinata galopava em cima do pênis dele de costas para o rapaz na posição conhecida como Reverse Cowgirl. As ancas da Hyuuga desciam e subiam em cima do membro do rapaz que, embora fosse bem menor que o de Naruto, era bem acima da média. Aquele homem falava obscenidades enquanto seguia trepando com a garota de olhos perolados, aproveitava a posição para massagear o ânus dela com o polegar direito. Não demorou muito Kiba tirou Hinata de cima de si. Ela entendendo que estava na hora da "finalização" ficou de quatro empinando o bumbum, fornecendo um alvo para o rapaz que gozou fartamente rebocando as nádegas dela. Eles nem faziam idéia que eram espionados por Naruto, pois o vidro só permitia visão do lado dele.
Atordoado com o que viu ele foi se afastando enquanto esfregava os cabelos, nervoso trombando com Tsunade que já trazia o contrato. Surpresa vendo-o tão combalido ela se pergunta o que é e magicamente a resposta veio a sua cabeça, tinha esquecido totalmente de Kiba e Hinata gravando na outra sala.
— Você vai precisar lidar com isso. — Sentenciou.
— Nem fodendo. Isso é demais para mim.
O rapaz sai correndo sem dar a mínima para o contrato, Jiraya tenta pará-los, mas não consegue. Lágrimas escorrem teimosamente pelo rosto de Naruto, enquanto relembra os poucos segundos que viu da cena de Hinata com outro cara. Sabia que não tinha qualquer direito de ter ciúmes dela, mas ainda sim ver a mulher que ama com outro cara foi um choque bruto para o rapaz. Ele corria de olhos fechados, tentando apagar da mente o que acabou de ver. Saindo descuidadamente pela porta, ele tromba do nada com uma moça loira que estava chegando. Em outro momento Naruto ficaria horas olhando para a beleza descomunal dela, mas naquele momento estava tão irritado que nem deu bola, apenas a apanhou antes que caísse a ajudando a ficar em pé.
— Perdão, estou num péssimo dia.
A deixou onde estava e continuou a fuga.
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Voltando ao tempo presente...
Naruto observava o parque. Crianças brincavam, velhos jogavam migalhas de pão aos pássaros, casais namoricavam. Ele estava puto da vida. A cena de Hinata fazendo sexo com outro homem foi como uma navalha cortando seu coração. Queria ir beber, tomar um porre para tentar apagar aquilo da mente, mas estava tão pobre que nem dinheiro para tomar cachaça tinha, então a solução foi ficar ali sentado no parque, observando as outras pessoas, não queria ir para casa tão cedo, pois sabia que Jiraya ou Tsunade poderiam estar esperando ele lá, com o maldito contrato, tentando o convencer novamente a entrar na produtora.
— Você é um cara difícil de achar sabia? — A voz o despertou dos seus pensamentos. Era a loira de mais cedo que ele quase derrubou escada abaixo enquanto fugia. — Oi, me chamo Ino Yamanaka, sou colega da Hinata na produtora.
— Me chamo Naruto, Olha, eu sinto muito ter quase te atropelado naquela hora, mas sabe o que aconteceu…
— Não precisa me explicar, o Jiraya já me contou tudo desde o começo, até assisti sua cena com a Hinata. Rapaz, você foi incrível...
Naruto corou violentamente, uma garota que ele nem conhecia tinha o visto fazendo sexo e ainda elogiava sua performance. Era algo incomum.
— Só não entendo porque mudou de idéia com relação a ser contratado.
— Moça, é o seguinte: eu não vou aguentar ver toda semana a garota que eu gosto na cama com outros caras, não tenho sangue frio a esse ponto.
— Não há parte nenhuma no contrato que diz que você é obrigado a ficar assistindo ela quando estiver com outros homens. Aliás, se você quiser é só pedir para o Jiraya para te escalar para filmar em dias que ela não tiver cenas com outro ator.
Aquilo foi um "click" no cérebro do loiro. De fato, a solução parecia bem simples e até óbvia, ele se sentiu um tolo ao ser confrontado assim.
— Mas ainda sim eu vou saber que a Hinata está tendo sexo com outros homens.
— Isso você JÁ sabe, não tem como esquecer. Aliás, isso vai continuar acontecendo, a diferença é que você não vai ter sexo com a Hinata, do mesmo jeito você só sai perdendo, você não é muito de pensar né? — Ela deu um sorriso sapeca enquanto piscava para o loiro.
Naruto ficou constrangido. De fato, da forma como a loira falava, pareceu mesmo uma atitude bem idiota a dele de sair correndo do estúdio. Uma baita burrice.
— E você, mal me conhece, qual é o seu interesse no assunto?
— Simples, sou amiga da Hinata, estou nesse ramo há três anos, quando eu comecei a Hina já era atriz da produtora e em todos esses anos eu nunca vi a Hinata ter um orgasmo em cena, nem uma única vez, foi assim até você aparecer. Eu acho que a Hinata merece ser mais bem cuidada nas cenas, por isso vim falar contigo. Quem vai fazer a Hina gozar se você for embora?
Esse último argumento fora o mais convincente, de fato, ele queria que Hinata tivesse o máximo de prazer possível, e se fosse ele a dá-lo, seria uma honra para o loiro.
— Você tem bons pontos. Vou repensar, mas não sei se tenho coragem de aceitar a proposta uma segunda vez, nem sei o que tinha na cabeça quando disse "sim" hoje cedo. Não sei se sou bom para esse ramo…
Ino o fitou curiosa. Parecia enxergar algo além do rapaz a sua frente, passou a mão no queixo, olhou em volta.
— Eu tenho mais um argumento para você voltar e assinar o contrato, mas não posso mostrá-lo aqui. Vem, me segue.
Ela fez um sinal com a mão para que ele a acompanhasse enquanto se virava para ir. O loiro, curioso pelo qual seria o tal argumento que ela não podia dar ali, a seguiu sem nem imaginar o que seria.
Caminhando, eles se afastaram da multidão, foram para um lugar mais coberto pelas árvores, Ino olha para os lados e vendo que estavam a sós empurra o Uzumaki contra uma árvore e tasca-lhe um beijo voraz, cheio de lascívia. Pego de surpresa Naruto nem reagiu, mas logo foi se entregando aos lábios sadios de Ino, suas línguas dançavam uma com a outra enquanto o loiro, ainda meio atônito, envolveu a cintura da loira com os braços, o que fez a loira sorrir durante o beijo. Após o beijo Ino deu uma mordidinha no pescoço do rapaz, o que lhe deixou arrepiado.
— Não é só a Hinata que vai ter outros caras, você também vai ter várias garotas, como eu, inclusive. — Disse com malícia na voz.
De fato, Naruto não tinha parado para pensar nessa parte, ele teria várias beldades como Hinata em sua cama, não parecia mais um negócio tão ruim saber que Hinata ia transar com vários. Não era agradável a idéia ainda, mas por algum motivo, parou de parecer coisa de outro mundo.
— Já pensou nessa vantagem, ganhar dinheiro para dar prazer para mulheres como eu? Aliás, não gravamos apenas cenas de casal, gravamos cenas de menáge também. Já pensou, eu e a Hinata, as duas ao mesmo tempo, peladinhas na cama só esperando você?
A imagem veio clara como um cristal na mente de Naruto, que só agora reparou melhor em Ino. Ela era um avião, tão bela quanto a sua própria musa inspiradora, a Hyuuga. Só de pensar nisso um volume despontou em sua calça, era seu membro duro feito rocha.
— Já vi que agora você está me entendendo. Vou te dar um aperitivo do que está por vir. — Dizia ela enquanto apalpava o sexo duro de Naruto por cima da calça.
— Você não vai…
— Ah, eu vou sim.
Nisso, calmamente a loira abre o zíper do jeans de Naruto, baixa um pouco a cueca box dele e puxa o membro pulsante e gigantesco para fora.
— Esse seu mastro é ainda mais impressionante de perto. — comentou Ino enquanto observava o dote do rapaz.
Naruto nem acreditava no que estava acontecendo, uma quase desconhecida fazendo carícias íntimas nele, e naquele lugar público, onde podiam ser pegos a qualquer momento, era tesão e adrenalina demais.
Ino o punhetou um pouco com movimentos graciosos das mãos delicadas, que pareciam já ter muita experiência naquilo. Logo ela enjoou da brincadeira e ajoelhou de frente para o rapaz, com seu rosto ficando bem em frente a aquele pênis de mamute. A loira deu uma lambida das bolas até perto da glande, fazendo Naruto ter que se conter e não gritar alto de prazer, deu um beijo na cabecinha como se estivesse dando um "oi" para o pênis do rapaz e, sem cerimônias, o engoliu com tudo. Afundando o pênis do rapaz na boca até o talo, o membro ficou tão fundo na garganta dela que Ino conseguia lamber os testículos do loiro sem parar o boquete.
Naruto teve que fazer um esforço descomunal para não gozar já naquela hora. A boca de Ino era quentinha e úmida, e sua língua fazia um trabalho de mestra nele. Ino tirou o pênis dele da boca, deu lambidinhas circulares em volta da cabeça, e o abocanhou de novo, indo até a metade e voltando, usando a língua e os dentes com cuidado e técnica para dar prazer extra.
Ela não transparecia, mas estava gostando tanto quanto o rapaz. Era verdade sim que um dos motivos dela ter ido atrás do Uzumaki fora Hinata, mas não era o único motivo. Na verdade ela ficou tão interessada na qualidade do sexo que o loiro deu à moça de olhos perolados que quis experimentar em primeira mão também. E estava gostando muito do que via, aquele provavelmente era o membro mais rígido que passou por sua boca.
Ino olhou para cima, fitando Naruto nos olhos com o membro ainda na boca, sabia que os homens adoravam a sensação, era um júbilo para eles.
"Ela chupa melhor que a Hinata, droga, não vou aguentar muito tempo assim".
Porém, do nada ela cessa o sexo oral. Se levanta e vira, indo embora como se nada tivesse acontecido, deixando o loiro com cara de tacho.
— Ei, você não está deixando isso pela metade?
Ela se vira de frente a ele e responde travessa.
— Eu disse que era só um aperitivo, se quiser o serviço completo... — colocou as mãos nos seios, fazendo gesto de levantá-los — Sabe onde me encontrar.
Naruto agora se sentia em uma encruzilhada. De um lado vinha a sua mente a cena de Hinata com outro homem, e do outro, porém vinha a imagem de Ino olhando ele nos olhos ainda com o pênis do loiro na boca. Tomou sua decisão.
— O quê? — Perguntou surpresa Ino ao ser levantada por Naruto e colocada no ombro direito dele, que sai a carregando.
— Ok, você venceu sua gata, mas eu tenho uma condição: só assino esse contrato se gravarmos uma cena nós dois ainda hoje, e você vai terminar o que começou.
— O quê? Mas ainda hoje? Espera…
— Não senhora, vou assinar esse contrato já e começar o serviço já. Vai se preparando que e eu vou te dar um bom trato ainda hoje. — Falou o rapaz com um sorriso confiante.
"Nossa, ele mudou da água para o vinho de repente!" — Pensou ela.
— Ok, eu já entendi, eu gravo com você, mas pode pelo menos me por no chão?
— Com esse salto agulha ia demorar muito para voltarmos, é mais rápido se eu carregar, agora se acomode ai. — Deu um beliscão na bunda dela a fazendo corar.
CONTINUA…
