Notas do Autor
Aqui está o último capítulo.
Obs.: Cenas quentes, então, se não gosta, por favor, não leia.
Capítulo 2 - Segundo Capítulo
Lucius Malfoy levantou a varinha e apontou em sua direção. Ela fechou os olhos e esperou que o pior acontecesse. Mas por vários segundos, nada a atingiu.
Hermione ouviu gritos à sua esquerda e, então, abriu os olhos.
Quando viu Ronald e Harry e outros quatro aurores, tão rápido quanto suas pernas tremulas permitiam, ela tentou correr até eles. No entanto, para seu azar, o capanga dos homens a puxou para perto deles.
Seus amigos estavam do outro lado gritando ordens e ameaças, mas parecia que Lucius e Nicol Rurikeles eram incapazes obedecê-lo mesmo os mesmos estando em desvantagem.
De onde ela estava, podia ver a silhueta de um homem contra a parede com a varinha erguida. O homem vestia vestes negras que ela tanto conhecia. De repente, Snape desapareceu da sua linha de visão, mas ela sabia que eles não perceberam a presença do homem.
Harry olhou para ela e assentiu como se dissesse que tudo ficaria bem. Mas ela sabia que era apenas uma questão de minutos antes que o Lucius a matasse.
Harry se aproximou, chamando a atenção dos homens.
- Vai ficar tudo bem se não a machucarem. – Falou o chefe dos auror.
- Bom. Volte de onde vieram, então. Vou ligar para você amanhã e vamos devolvê-la. – Lucius rosnou.
- Não há muita chance disso, Malfoy. – Ronald debochou. - Mas obrigado, de qualquer maneira.
- Você está prejudicando sua amiga, Potter. – Disse Lucius ignorando o ruivo.
Ela foi jogada para o chão e o capanga a prendia pelo cabelo. Apesar do homem ter uma firme aperto sobre ela, de onde ela estava podia ver seu chefe tentando não fazer nenhum barulho que atraísse atenção para ele.
Ele tinha conseguido arrancar a madeira pregada da pequena báscula.
Discretamente ela sorriu, aparentemente eles não tinham sido tão inteligentes. Os mafiosos ficaram tão preocupados com os homens em suas frentes que se esqueceram que a báscula que outrora fora lacrada daria um livre acesso até eles.
Snape fez um gesto para que ela ficasse como estava. Antes que ela soubesse o que estava acontecendo, ele lançou uma série de feitiços em rápida sucessão, atordoando o homem que a prendia e a puxou rapidamente para longe.
Depois disso, o caminho ficou livre para que Ronald enfeitiçasse Lucius e fizesse que ele desmoronasse de cara no chão. Ao mesmo tempo, Harry Potter deu alguns passos para mais à frente e desarmou o chefe da máfia e o prendeu.
Ela viu que Lucius Malfoy ainda tentara fugir, mas podia ouvir Harry ir atrás dele e sabia que ele iria dar conta. Quando Harry voltou novamente, tinha o homem amarrado e controlado. Ela não estranhou por notar que Malfoy estava consciente, mas respirando em suspiros superficiais.
- Merlim, Hermione. Você enlouqueceu? - Ron gritou.
- Fale baixo. - Harry sussurrou. - Eu não quero que a equipe inteira escute e isso vaze para o Profeta Diário.
- Granger, agiu estupidamente, - Snape enfatizou seu nome. - mas Potter está certo.
- Ronald e eu vamos levá-los, mas vou chamar uma equipe para estudar o lugar. - Harry disse. Hermione respirava pesadamente, ele ergueu as mãos e tentou fazer seu pânico se afastar. – Está tudo bem? – Perguntou a ela suavemente.
Mas ela não conseguia dizer nada.
- Potter, - Snape começou. - Eu estava esperando que você pudesse chamar um medibruxo para dar uma olhada nela. – Harry assentiu. - Aqueles homens te machucaram?
Ela negou.
- Presumo que esteja bem? – Snape tentou novamente um diálogo.
- Sim, eu acho que sim. – Disse ela num sussurro.
Harry se aproximou de Snape e lhe ofereceu a mão.
- Você estava certo. Foi exatamente como você previa. – Harry concluiu.
Severus agarrou a mão estendida como forma de selar a paz devido ao desentendimento de horas atrás.
Meia hora depois, uma nova equipe de aurores chegaram.
Quando acharam uma mala de dinheiro e algumas poções ilegais, a testa de Severus se enrugou em uma expressão preocupada.
- Leve-os para o laboratório para análise. – Ele ordenou.
- Sim, Senhor. – Um auror guinchou.
- O que foi Granger? – Perguntou perplexo após notar que ela parecia furiosa.
- Não seja ridículo, você sabe o que quero saber. - Hermione cuspiu.
- Para alguém que caiu de bandeja bem na frente do chefe da máfia e quase estragou toda a missão você está exigindo um pouco demais, não acha? – Ele rosnou sem paciência.
- COMO DESCOBRIU? – Sussurrou com sua voz cotejando veneno. – Onde está o verdadeiro procurador?
Ele sabia que ela não o deixaria facilmente.
Com isso em mente, Severus suspirou pesadamente e depois de uma pequena hesitação, Severus assentiu. Antes que ele dissesse qualquer coisa a ela, mandou que os aurores vasculhassem todo o lugar em busca de novas informações e que alguns acompanhassem os detidos que seriam levados a Azkaban para que não fossem surpreendidos.
- No meu escritório, Granger. – Disse virando-se e saindo.
(...)
O escritório dele fazia qualquer outro não passar de uma mera sala de reunião. Havia várias coleções de livros raros expostos na estante e artefatos antigos. Em cima da linda mesa de magno havia uma pequena placa de vidro que continha as palavras "Severus Snape, Chefe do Departamento de Investigação".
Naquilo ela o invejava, seu escritório seria ainda mais espaçoso, se não fosse pelas estantes do chão ao teto cobrindo todas as superfícies de parede disponíveis com seus livros. Só havia pequenos espaços para a portas, uma grande janela e uma lareira.
Apesar de simples, suas enormes e confortáveis poltronas à frente mesa deixavam o ambiente ainda mais apresentável.
- E então?
- Você entende que sou seu chefe e essa é uma linha tênue? – Ele perguntou curioso devida sua ousadia.
- E então? – Ousadamente ela tentou novamente.
Ele resmungou, mas começou a falar.
- Faz alguns meses que estou investigando a morte do ministro, Granger. – Sussurrou sombriamente. - Parecia que que alguém do própria Ministério tinha passado para outra pessoas informações importantes sobre a rotina do ministro. Além disso, com a contratação de um departamento autônomo de investigação que estava mais preocupado em obter provas frágeis e dispensar funcionários do que estavam dispostos a descobrir a verdade, me fez apostar que tinha alguém importante por trás do crime.
Hermione o observava com interesse.
- A segurança da sala do Procurador não foi eficiente quanto gostaríamos que fosse. - Admitiu o bruxo sorrindo. – Então, dei uma pequena vasculhada em sua mesa e descobri que o mesmo estava tomando poção polissuco e, então, depois disso não foi difícil encontrar onde estava o verdadeiro procurador. Você conhece o resto.
Hermione Granger podia sentir sua mandíbula afrouxar. Ela teve o cuidado de fechar a boca antes de fazer algo irremediavelmente ilegal como azará-lo.
- Snape, deixe-me esclarecer isso. Você admite que houve uma conspiração entre os membros do alto escalão do Ministério com relação aos russos para que houvesse o assassinato do Ministro da Magia e quando eu descobri em um dia o que você demorou meses, você agiu como se eu fosse uma louca que estava infligindo as regras? - Ela podia sentir raiva borbulhando em seu estômago.
Severus Snape levantou a mão e mandou que ela se acalmasse.
- Você parece bastante certo de que tudo isso foi muito pessoal. – Ele sussurrou friamente.
- Fui prejudicada. – Ela alegou. - Não sei se você entende as implicações que isso pode ter na minha carreira. Era uma missão importante, poderia ter lhe ajudado.
Ele olhou para ela considerando.
- Talvez, eu tenha sido um pouco duro em minha resposta a você, Granger.
- Um pouco? – Retrucou ela se aproximando perigosamente dele e o encurralando contra a prateleira de livros.
- Pare, Granger. Não foi eu quem pediu documentos importantes a uma mera funcionária sem pensar que ela poderia delatar a alguém. – Ele sussurrou muito próximo ao rosto dela. - Me escute, não se investiga uma autoridade de forma tão escancarada.
- O que você queria que eu fizesse? – Ela o questionou severamente.
- Da próxima vez roube as malditas provas, mas não se entregue a alguém. As pessoas são astutas, elas são capazes de fazer qualquer coisa que possa te prejudicar. – Ele rosnou se aproximando ainda mais.
Ela o encarava fixamente, Hermione sabia que ele estava certo. Algo dentro dela achou aquela proximidade terrivelmente sexy.
- Mas você deveria ter me alertado. – Sussurrou não se reconhecendo. - Você me deixou de fora mesmo eu tendo descoberto tudo em um dia por eu ser uma mulher?
Severus Snape riu baixinho.
- Eu garanto a você, Srta. Granger, que eu não ameacei você a ficar longe por que é uma mulher.
- Então qual foi o motivo? – Ela perguntou olhando para seus lábios.
Snape inclinou a cabeça e olhou para ela.
- Você não quer saber. – Ele a alertou.
- Eu decido o que o que quero ou não saber, Severus. – A bruxa disse com firmeza.
- Dumbledore nos quer em Hogwarts às seis da tarde de hoje. – Disse mudando de assunto. - Então temos duas horas para chegar lá, ainda precisamos saber quem envenenou a água.
Ela não disse nada, seu semblante era mais fechado que o normal.
Hermione estreitou os olhos.
- Você está apenas me afastando. – Ela o acusou.
- Granger. - Ele sussurra, quando as mãos delas suas rodeiam sua cintura.
- Você me fez parecer uma qualquer. Severus. - Seus olhos encontram os dele, confusos. - Por quê? Hmm? Você me fez sentir uma burra.
- Se algo acontecesse com eu nunca iria me perdoar, bruxa. – Snape revelou e se arrependeu imediatamente.
- Nós temos vinte minutos antes de nos encontrarmos com Albus. – Sussurrou ela lambendo os lábios.
Com aquela declaração, Severus virou-se e a pressionou contra a estante. Em resposta, Hermione jogou os braços ao redor dele, pressionou seu corpo contra ele, e beijou o mais profundamente que pôde.
- Você sabe, seu nariz é realmente incrível, de perto. – Disse ela ousadamente.
- Não seja impertinente. – Sussurrou em troca. - Eu quero você, Granger! – Ele rosnou. – E já faz tempo.
Ele olhou maliciosamente para a mesa de trabalho.
- Oh, Merlin, sim! Leve-me aqui mesmo na mesa, Severus.
Ele a segurou firmemente e a colocou sobre a mesa. Severus olhou para o rosto dela com os olhos apertados e não disse nada por um longo momento. Era como se ele quisesse ter certeza se deveria prosseguir.
Pensando melhor, ele a empurrou para a cadeira.
- Ela é regulável. – Ele explicou sorrindo.
Hermione inclinou a cabeça para o lado para dar lugar a Severus, e ela se recostou contra o peito dele. Ela sabia que aquele novo engajamento poderia se tornar um problema, mas ela não poderia parar.
Com um simples feitiço, suas roupas desapareceram.
Acariciando suas costas e ousadamente, ele apertou seu traseiro de Hermione e ele gemeu.
- Eu sabia que suas mãos eram mágicas. – Hermione disse enquanto sorriu largamente.
Em resposta, suas mãos brincaram e acariciaram o corpo da jovem bruxa até que ela implorou por mais.
- Mmm, - Hermione sussurrou alegremente. – Por que não fizemos isso antes?
- Não faço ideia. - Concordou Severus, pegando seu peito firmemente.
- Eu acho que precisamos bloquear a porta. - afirmou Hermione.
- Idéia brilhante. - Ele sussurrou e providenciou sua exigência.
Severus a desejara por meses, porém, tentava afastar aquele pensamento de sua mente. Toda vez que ela o enfrentava ele tinha vontade de calá-la com um beijo. Para Hermione, não era diferente. Aquela tensão entre eles estava a enlouquecendo.
Severus lhe deu um mordida em seu pescoço e ela derreteu. Ela podia sentir o tamanho de sua excitação. Ela ansiava por sentir seu comprimento pulsando e pressionando dentro dela.
Ele a posicionou na cadeira e ela ficou de costa para ele. Quando ele entrou nela, a bruxa rolou a cabeça para trás, exalando um gemido selvagem. Severus agarrou seus quadris e afastou um pouco mais as suas pernas.
Hermione sufocou um gemido e lutou para evitar bater seus quadris contra ele para aumentar o ritmo. No entanto, como se estivesse ouvindo seus pensamento, Snape aumentou a velocidade.
A bruxa o pressionou dentro de si e ele permitiu que o gemido escapasse. Com um um gemido ofegante, ele ajustou a cadeira para que ficasse em uma altura melhor. E voltou a repetir o movimento, aumentando a velocidade um pouco e observando Hermione ofegar.
Sem quebrar o movimento, ele colocou seus dedos ágeis sobre seu clitóris. Hermione fechou os olhos por um momento e respirou profunda e satisfatoriamente antes de abri-los.
Ele a puxou para cima e fez com que ela se sentasse em seu colo. Naquela posição, Severus conseguiu mordiscar o mamilo direito de Hermione, ela ofegou murmurando gemidos silenciosos.
Hermione o observava com olhos cheios de luxúria enquanto seu peito arfava com sua respiração pesada. Ela cautelosamente abriu a boca um pouco e colocou os dedos do bruxo em sua boca. Aproveitou para mordê-los levemente.
- Será somente minha, senhorita Granger. - Ele sussurrou em seu ouvido antes de mordê-la na orelha fazendo-a gritar de prazer. Ela fechou os olhos e gemeu quando sentiu que ele havia chegado ao seu ápice, diminuindo seus impulsos para permitir que a sensação de sua crescente umidade a inundasse ela suspirou satisfeita.
Snape parou por um momento, respirando pesadamente e ouvindo sua respiração abafada em seu pescoço.
Ela sorriu, puxando o mago para ela e pressionando sua boca firmemente contra a dele.
- Oh, deuses, isso foi maravilhoso. - Hermione ronronou alegremente e derretida nos braços de Severus. - Obrigada, isso foi incrível. - A bruxa disse sorrindo para ele.
Eles ainda estavam enroscados na cadeira do escritório.
- Poderia me acostumar a ter você por perto. – Ele a informou.
- Severus? – Hermione disse.
- Mmmm, sim? - Severus fez uma pausa acariciando sua perna e olhou para ela interrogativamente.
- Você sabe, podíamos brigar menos e fazer isso mais vezes. – Ela sorriu maliciosamente.
- Concordo. Seria um prazer. – Ele respondeu.
- Você está estudando quem será promovido para trabalhar diretamente com você? – Disse bem direta.
Severus gargalhou levemente e entregou um documento que estava em cima da mesa.
- Eu diria que isso já está decidido. - Severus a respondeu.
Ela leu o documento e ofegou, sua mente começava a exibir sinais de consciência.
- Você me escolheu há semanas? - Perguntou a ele com sinceridade de olhos arregalados.
- Precisamos conversar sobre isso agora? – Snape a questionou interessado em outras atividades.
Hermione jogou o papel para o lado e levou sua mão aos lábios e beijou as pontas gentilmente.
- Acredito que há algo que ainda não fizemos e eu gostaria de experimentar. – Ela comentou ousadamente.
- Ah sim, eu vejo o seu ponto. Devo tomar o assunto em minhas próprias mãos. - Severus respondeu sorrindo. - Eu certamente tomarei todas as precauções. - Disse ele, levantando-a e colocando em cima da mesa novamente ela gemeu quando ele colocou seus longos dedos em seu ponto sensível.
Hermione acariciou os braços de Severus com uma urgência ardente. Deixando-se levar, ele enfiou uma mão grande em seus cachos e a puxou para um beijo. Eles sabiam que o dia seria longo.
FIM
