CAPÍTULO 12 - SEXO FRÁGIL
É um plano louco, o que eu formulei, mas sem dúvidas é o melhor plano até agora. Por mais que meu senso de autopreservação grite para que eu fuja o mais rápido possível e não aceite continuar sendo um joguete para Lory e Ren, especialmente agora que eu sei que eles nada têm contra mim, eu permaneço cordata porque eu acho que estou exatamente onde é mais vantajoso estar.
"Tenha os inimigos por perto". Obrigada pela dica, Maquiavel.
Kanae e Chiori nem imaginam o quanto elas me ensinaram. Yayoi e minha mãe não sabem o quanto elas me ensinaram. Eu passei os últimos seis anos transitando livremente em um mundo de homens, e por mais que a vida de um Escavador seja restritiva, ainda é menos limitada que a vida de uma mulher.
Foi interessante viver como um homem por tanto tempo. Contudo, agora é hora de voltar a ser mulher, então preciso colocar em prática tudo que aprendi com as mulheres da minha vida. Toda desvantagem pode ser compensada: se eu não tenho voz, serei astuta. Se minha força física é inferior, planejarei. Se as informações que eu recebo são escassas, aprenderei a preencher as lacunas com observações. Serei uma força invisível a crescer a cada dia justamente por ser subestimada.
Sim, ignorem-me. Sim, submetam-me. E, antes que se deem conta, eu serei a erva daninha que consumiu os seus jardins.
O mundo não sabe ainda quem eu sou, mas sabe que eu existo. Tal informação não teria sido revelada se não fosse do interesse deles, e é justamente isso que eu preciso descobrir: o que, exatamente, eles querem comigo. O motivo de cada um deles para me manter por perto.
Porém, não estou conseguindo pensar com clareza. Por mais que eu tente suprimir a fraqueza que existe em mim, repetindo a mim mesma que "se Kanae e Chiori conseguem, eu também consigo!", a tensão que eu sinto pelo que me aguarda no aposento ao lado reivindica e consome cada um dos meus pensamentos.
Teria sido o melhor banho da minha vida, não fosse o preço que pagarei por ele.
Não há roupa em parte alguma, então eu me enrolo no tecido com o qual me enxuguei e coloco a cabeça para fora do quarto de banho, encontrando o Monstro deitado na cama. A enorme silhueta dele é visível, mesmo que o quarto esteja escuro. Digo a mim mesma que é de frio, não de medo que eu estou tremendo.
"Errr... Mestre Tsu-"
"Ren. Meu nome é Ren"
"..."
"O que você quer, Kyoko?"
Eu não sei definir se ele está aborrecido ou se divertindo, o que é irritante.
"Roupas. Eu preciso de roupas"
"Para quê?"
Divertindo-se, definitivamente.
"Como assim, para quê? As pessoas usam roupas, oras!"
"Para dormir?"
"Claro que para dormir!"
"Bobagem. Amanhã você receberá roupas. Agora, venha para a cama"
Ele não pode estar falando sério!
"Eu... mas... nunca..."
"Você se acostuma. Venha para a cama"
Metade dos meus neurônios se foram.
"Mas... hein? Você dorme... nu?"
"Sim, sempre. Cama. Agora"
"Isso... isso é-"
"Kyoko, cama!"
"Mas- ah!"
Enquanto meu cérebro fritava com a perspectiva de já ter que me deitar nua, ao lado de um homem igualmente nu, Ren perdeu a paciência e me puxou para a cama, por cima dele. Eu tomei ciência de algumas sensações inusitadas no alvoroço que se seguiu, como o gritinho indigno que eu soltei, a reclamação abafada que ele proferiu quando me sentiu enrolada em um pano úmido, e a destreza com a qual ele removeu o referido pano e me posicionou ao lado dele, sob as cobertas. Meu corpo inteiro retesou involuntariamente e eu instintivamente lutei contra os membros maiores e mais fortes que tentavam me imobilizar, até que eu finalmente percebi que isso apenas fazia meu corpo roçar mais contra o dele.
E aquela... coisa dura e quente pulsando contra mim não estava ajudando em nada.
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"Pare. Kyoko, pare! Droga, pare de se agitar, você vai acabar se machucando!"
Será que tudo precisa ser complicado com esta mulher? Ela não percebeu ainda que está se arriscando a adoecer?
Eu finalmente a tenho sob mim, nua como veio ao mundo. Nossas peles se tocam, a dela bem mais fria que a minha, e eu sei que ela consegue sentir quão excitado eu estou. Não só porque seria impossível disfarçar, mas também porque ela reagiu fechando firmemente as pernas. Todo o corpo dela parece tremer e eu não sei o que dizer para tranquiliza-la. Um som estrangulado escapa do peito dela, se pela respiração sôfrega ou se por um soluço que ela tentou conter, talvez eu jamais descubra.
"Não estou tentando subjuga-la: estou tentando transferir calor para o seu corpo"
"..."
"Eu posso ser o Monstro, mas eu não sou um animal!"
Nossa, Ren. Isso soou muito bem!
"..."
"Pronto. Agora que você se aqueceu e se acalmou, vamos dormir"
Acalmou-se merda nenhuma, mas eu já percebi que ela não vai se acalmar enquanto eu não sair de cima dela.
"Eu tive um dia cheio, estou certo de que estamos ambos cansados"
Eu não consigo vê-la na escuridão do quarto, mas sinto no corpo dela o quanto a minha afirmação a surpreendeu. Eu nos cubro de tal forma que há panos entre nós, ainda que estejamos nus. Sei que não é prudente demonstrar consideração pela modéstia dela, pois ela pode entender tal gesto como uma fraqueza minha a ser explorada futuramente – e qualquer poder, real ou imaginário, que ela ache possuir é um risco a mais para ela. Porém, não consigo mais ignorar o medo que ela está demonstrando.
Ficamos alguns minutos imóveis, até que minha mente começa a divagar e o sono começa a se abater sobre mim. Pelo visto, meu dia realmente foi cheio. Ou isso, ou é estranhamente reconfortante abraçar o casulo-Kyoko.
Sim, estou muito confortável. Ela, contudo, parece um defunto em plena rigidez cadavérica.
"Mestre Tsuruga?"
"Ren"
Quantas vezes mais eu terei que a corrigir?
"Não é melhor eu ir para o meu quarto, então?"
Puta merda.
"Seu quarto, Kyoko?"
"Sim, já que você quer dormir. As procriadoras têm um quarto próprio, não têm?"
"Sim, elas têm"
"Então, boa noite. Eu vou para o meu-"
Eu a puxo de volta para a cama antes que ela consiga se levantar.
"Você ficará exatamente onde está, Kyoko. Se eu não a quisesse aqui, você não estaria aqui, simples assim. Agora, durma"
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Quem imaginaria que o Monstro Tsuruga gosta de se aconchegar durante o sono? A cada suspiro, ressonar ou mínimo movimento da parte dele, minha consciência retorna imediatamente e eu sou despertada rudemente pela realidade do que está acontecendo.
Talvez eu tenha conseguido dormir duas horas esta noite, somando todos os momentos em que cochilei.
A madrugada está avançada, em breve o sol nascerá. Não consigo vê-lo daqui, mas é provável que o céu seja agora um azul arroxeado prestes a se incandescer com os primeiros raios do dia. Tudo que eu consigo ver, no momento, é a expressão de Ren.
Vendo-o, ele não me parece tão tranquilo quanto eu imaginei, julgando apenas pela respiração profunda e ritmada. O cenho dele está franzido e ele balbuciou algumas vezes, então ele deve ser dado a ter pesadelos. O sono dele é pesado, ponto fraco número um; e provavelmente não é reparador, ponto fraco número dois.
Se nem o Monstro Tsuruga consegue descansar, o que sobra para o resto de nós, meros mortais? Afinal, ele está no maldito topo da maldita "pirâmide alimentar"! Por outro lado, saber que há algo capaz de atormentar até mesmo alguém como ele é, de certa forma, reconfortante. Ele parece mais... inofensivo, agora. Quase humano, talvez.
Mas que diabos eu estou pensando? Concentre-se, Kyoko!
Meus nervos não vão aguentar outra noite como esta. Ou talvez aguentem, mas eu não quero mais adiar o inevitável. Também não quero correr o risco de deixa-lo impaciente: Sho era um garoto da metade do tamanho de Ren e ele quase me partiu ao meio.
Não, não lembre, não lembre, não lembre, Kyoko!
Eu preciso me focar no agora. Se Kanae e Chiori conseguem, eu também consigo.
Os movimentos noturnos moveram as cobertas e eu sinto as pernas dele nas minhas. Eu não sei como fazer isso funcionar exatamente, mas não deve ser muito diferente de encaixar duas peças. Sim, pensando assim, tudo parece menos complicado. Talvez eu consiga, até, fazer isso sem que ele acorde!
Momiji revirou os olhos, Kuon se encolheu em um canto, Natsu e Mio olham para mim como se eu fosse uma estúpida e Setsu murmurou "garota, você entendeu tudo errado". Sim, seria mais fácil ser qualquer um deles agora, mas é Kyoko quem eu preciso ser. Portanto, calem-se!
Se eu o virar, talvez ele acorde. Então, é melhor deixa-lo como está.
Droga, eu preciso me virar. Mas eu não quero ficar de frente para ele!
De costas, então.
Ele suspirou, mas não acordou. Ótimo!
Eu preciso... apenas... tatear até encontrar... achei!
Ok, ele continua dormindo. Mas como eu faço para isso ficar duro?
Me mata, logo!
Cala a boca, Kuon!
Opa, está ficando maior! E... maior? Espera, ele vai parar de crescer, não vai?
Droga, agora está grande demais! Como eu faço para isso diminuir?
Você é uma vergonha para a gente...
Natsu, fique quieta! Vá lá consolar Kuon!
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Eu não me lembro da última vez em que eu dormi tão bem. Eu estou tendo o melhor sonho da minha vida, também. O cheiro e o calor de Kyoko estão por toda parte. Ela não me olha com medo ou ódio, mas com aceitação. Ela sabe quem eu sou, mas não me teme. Ela entende que eu estou apenas tentando protege-la e sorri para mim.
A pequena mão me toca e o sonho é tão realista que não é uma mão macia a que me envolve, como as mãos de todas as outras mulheres com as quais me deitei, mas a mão calejada de quem se habituou ao trabalho pesado. Ainda assim, ou talvez por isso mesmo, é o toque mais excitante que eu já senti e meu corpo reage automaticamente.
Eu luto para permanecer dormindo, pois não quero que o sonho acabe. Entretanto, há algo estranho demandando minha atenção. Abro os olhos contrariado e me deparo com o topo da cabeça de Kyoko. E então...
"Que diabos você está fazendo?"
Eu não sei como interpretar o sobressalto dela. Será possível que ela tenha se esquecido de que eu estava ali? Impossível, certo? Não quando ela está tão empenhada em me fazer entrar nela.
"Ugh, você acordou..."
"Eu... acordei? Você está... você estava me molestando enquanto eu dormia?"
Eu sinceramente não sei mais o que esperar dessa mulher.
"Não! Não! Como você pode pensar que-"
"Meu pênis. Na sua mão. Enquanto eu dormia! Agora mesmo!"
"Não... não é... Pare de fazer soar como se eu fosse uma tarada!"
"Oh, não. Não uma tarada. Uma tarada não estaria mais seca que a areia do deserto!"
Eu queria conseguir me levantar da cama com ares de indignação e ficar horas numa preleção sobre bons modos, privacidade, intimidade, respeito etc. Talvez ela até passasse a ter uma ideia mais favorável de mim, se eu a repreendesse com uma bela lição de moral.
Mas que se foda, eu sou só um homem que não sabe se estará vivo na próxima hora e ela é meu maldito ideal de mulher.
Meu... ideal de mulher? Que porra de pensamento foi esse?
"Bem, eu só queria acabar logo com isso!"
Ela sabe que ainda está me segurando?
"Do pior jeito possível? Você quer que eu a machuque, é isso?"
Ela percebe que eu estou ficando mais excitado a cada segundo?
"Claro que não! É justamente o contrário!"
"Jeito estranho de demonstrar isso. Você está longe de estar pronta!"
"Pronta? Eu nunca estarei pronta! Não para as... estocadas infames!"
Ah, agora a minha paciência chegou ao limite.
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Ele acordou cedo demais. Droga, eu só consegui colocar a ponta. Se eu não estivesse tão preocupada com a dor, minha missão já estaria cumprida.
Eu não sei o que eu disse para provocar a reação atual, só sei que agora ele está me abraçando com força e mordendo a minha nuca.
"Você deveria ter tido essa ideia mais cedo"
O que houve com a voz dele? Está me provocando arrepios...
"De preferência, ontem à noite"
Por que ele está passando as mãos no meu corpo e lambendo meu pescoço? Não faz o menor sentido!
"Meu dia começa muito cedo, não tenho tanto tempo quanto eu gostaria..."
Ele gosta de morder e de lamber. O que ele é, algum tipo de bicho?
"Mas acho que você não vai se importar se eu for um pouco afoito. Afinal, você só que acabar logo com isso, não é?"
Há algo errado com a voz dele. E com o meu corpo. Eu estou sentindo... cócegas? Não... o que está acontecendo comigo?
"Afaste as pernas um pouco mais"
Eu não sei por que eu estou obedecendo.
"Isso... assim..."
É coisa demais acontecendo. Por que minha orelha? Por que meus seios?
"Empine um pouco mais... ah, perfeito!"
Eu pensei que ele já estivesse dentro de mim, mas só quando ele realmente me penetra eu percebo meu engano. A sensação é estranha, definitivamente diferente da primeira vez. Não é exatamente agradável, mas também não é tão desconfortável quanto eu me lembrava.
Não, não lembre!
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Algo mudou. Ela estava se ajustando perfeitamente a mim, eu diria até que ela estava começando a gostar. Porém, o corpo outrora receptivo se tornou tenso. Eu quero beija-la, mas por algum motivo eu acho que ela não vai gostar do gesto. Um beijo pode ser mais íntimo que sexo. Eu volto a acaricia-la, talvez consiga faze-la relaxar novamente.
"Não!"
Meus quadris param imediatamente.
"Kyoko?"
Ela parece tentar fingir que está bem, quando é óbvio que algo está errado. Eu me afasto e saio de dentro dela.
"Não"
Ela me toma nas mãos e me recoloca dentro dela.
"Termine"
"Terminar?"
"Por favor"
"Kyoko, não é assim que-"
"Por favor"
"O que está acontecendo com-"
"Por favor! Apenas... apenas termine!"
Eu queria conseguir me levantar da cama e dizer a ela o quanto aquilo estava errado. O quanto não era assim que eu imaginei a nossa primeira vez. O quanto eu estava preocupado com ela e como me atormentava não saber o que estava acontecendo. Talvez ela até fizesse uma ideia melhor de mim se eu a repreendesse por desrespeitar o próprio corpo em uma longa lição de moral. Porém, eu sou apenas um homem que não sabe se estará vivo daqui a uma hora, e excitado para caralho.
Eu não demoro para gozar, mas não é um bom orgasmo. Algo mais para alívio do que para prazer, como um espirro. Eu saio de dentro dela me sentindo vazio por mais de um motivo e percebo que há um pouco de sangue em mim.
Eu quero abraça-la e passar o resto do dia ao lado dela, entender o que houve de errado e consertar todos os problemas que parecem angustia-la, mas eu tenho compromissos em poucos minutos e a julgar pelo casulo que ela voltou a ser, ela me quer distante dela.
Mas eu ainda não consigo deixa-la.
Eu umedeço um pano no quarto de banho e retorno para junto dela. Eu imaginei que ela se encolheria ou me atacaria no instante em que eu buscasse as pernas dela, mas por enquanto ela parece mergulhada nos próprios pensamentos. No entanto, assim que eu começo a limpar nela o rastro do que fizemos, ela retorna ao momento presente em um sobressalto e tira o pano das minhas mãos, dizendo que ela pode se cuidar sozinha.
Kyoko ultrajada é mais fácil de lidar do que Kyoko angustiada.
Ela é tão adorável tentando se limpar sob as cobertas que eu quase sorrio. Ela rouba olhares de mim para verificar se eu ainda estou a observa-la, e por mais que eu saiba que a deixo desconfortável, não consigo encontrar motivação suficiente para parar de olha-la. Ela termina de se limpar e eu estendo a mão, mas ela não me devolve o pano. Ela parece envergonhada, por algum motivo.
"Tinha... um pouco de sangue"
"Sim, eu imaginei. Havia sangue em mim, também. Você está menstruada, certo?"
Ela ruboriza e balança a cabeça.
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Homens desavergonhados, como conseguem falar sobre a intimidade feminina com tanta facilidade?
Ele está com uma expressão aterrorizada, agora.
"Não me diga que... Kyoko, eu a machuquei?"
Hein?
"Não! De onde veio essa ideia?"
Ele me olha como se eu fosse a criatura mais bizarra que ele já tivesse visto.
"De onde? Sangue, mulher! Se você não está menstruada e se eu não a machuquei... há quanto tempo você não tem um amante?"
Eu ouço um som estranho e demoro alguns minutos para perceber que sou eu mesma, gargalhando.
"Amante? Eu, com um amante?"
É tudo tão hilariante, que por um momento eu consigo esquecer o que acabou de acontecer. Eu. Ren. Nós dois.
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Ela está rindo tanto, que há lágrimas se acumulando nos cantos de seus olhos. Eu riria com ela, se o assunto não fosse tão sério.
"Amante? Eu nunca tive um amante! Eu fui estuprada, e só. Maria foi o único corpo que passou aqui por baixo desde então"
Oh.
OH!
Puta merda, como eu posso ser tão estúpido?
O sexo é tão corriqueiro, obrigacional até, que a ideia de haver uma abstêmia aos vinte anos de idade não me passou pela cabeça, e deveria, já que ela se escondeu do mundo nos últimos seis anos.
Agora sim, a reação dela faz sentido. O querer "acabar logo com isso". O medo, a tensão, a modéstia. Eu pensei que se tratasse de ódio e até do medo habitual, afinal, ela mesma já me chamou de Monstro algumas vezes, mas pensar que eu sou o primeiro desde...
"Kyoko, olhe para mim". Os olhos dela ainda estão marejados pelo acesso de riso. "Eu fui como Sho?"
"Como assim? De que ponto cego veio essa pergunta estúpida?"
Eu estou nu, atrasado, impaciente e mais arrependido a cada segundo, e ela não me dá uma droga de resposta direta.
"Eu quero saber se nessa sua cabeça maluca eu estou no mesmo patamar de Sho!"
Ela parece contemplar a minha pergunta quando inclina a cabeça para o lado e eu me lembro vagamente de já ter visto este comportamento em outra pessoa...
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Neste momento, há um debate furioso na minha cabeça sobre que resposta dar. Todos os Cinco opinam que eu devo responder sim, afinal, será mais fácil manipula-lo se ele estiver se remoendo de culpa. Seria uma resposta fácil, não fossem os olhos dele, verdadeira arma de dominação mundial.
Olhos de quem implora por uma resposta negativa.
"Você fez o que eu lhe pedi para fazer. O que eu... pretendia que você fizesse, mesmo sem o seu consentimento"
Nossa, como você é fraca.
Momiji, eu gosto mais de você quando você se finge de morta!
"Então, não. Na minha cabeça maluca-"
Você não faz nem ideia, bonitão!
"-você não é como Sho"
Eu pensei que os olhos dele fossem perigosos. Eu ainda não tinha visto o sorriso.
Isso é o que eu chamo de sorriso perfeito para sentar em cima!
"Que bom... esta noite, então..."
"O quê? O que tem esta noite?"
Correção: eu ainda não tinha visto a combinação "olhos sugestivos" mais "sorriso malicioso". Parece que eu não sou a única que tem muitas faces, afinal.
