Após o monarca sair, Bulma conseguiu em apenas alguns minutos fazer sua filha voltar a dormir e então a depositou no berçinho. A azulada sentia-se um pouco cansada e tensa, por causa dos últimos acontecimentos, da reviravolta que sua vida deu. Não acreditava que quase se entregou a Vegeta daquela dimensão, suspirou pensativa ao mesmo tempo em que tirava o vestido e colocava o pijama meia estação, que trouxe com ela em uma das cápsulas de emergência, que tinha escondida dentro do cabo de sua escova de cabelo.
Devagarzinho a cientista deitou-se na cama e não demorou a adormecer, pois apesar de tudo ser muito novo para ela, sentia-se segura naquele lugar.
Enquanto isso na sala do trono, Rei Vegeta, Kakaroto e Bardock interrogavam um sayajin de classe baixa que trabalhava no laboratório do palácio e que supostamente foi pego pelo pai do geeral conversando com Zarbon, um dos lacaios de Freeza.
- Então verme... qual é o plano? O que vocês planejam? – Questionou Vegeta dando um soco no estômago do prisioneiro, que ficou com falta de ar.
- Meu rei... eu quero um acordo, por favor, poupe minha vida que lhe contarei tudo – Suplicou o prisioneiro.
- Isso depende! Você tem algo de interessante para me contar? – Inquiriu o monarca cansado daquela ladainha.
- Eles querem a criança, eles pretendem seqüestrar sua filha – Revelou sem rodeios, deixando o monarca muito preocupado e alarmado.
- Kakaroto redobre a segurança na ala real, e fique pessoalmente próximo a porta da suíte da rainha vigiando qualquer atitude suspeita, daqui a pouco estarei indo pra lá – Ordenou Vegeta.
- Sim senhor! – Assentiu o general antes de sair da sala do trono.
- Parece que você conseguiu seu acordo, porém não vai desfrutar sua vida em liberdade, ficará trancafiado na ala de segurança máxima do presídio que fica no deserto de gelo, ao sul da cidade – Informou o soberano com um sorriso de canto, pois aquela prisão tinha fama de ser pior que a morte.
- Não meu senhor, piedade! Coloque-me num local melhor, qualquer coisa, até trabalhar na mina de estanho é melhor do que aquilo lá – Retrucou apavorado o sayajin, tendo consciência do que lhe aguardava.
- O que acha Bardock? Devo ser bondoso com esse traidor? – Perguntou com voz fria o monarca.
- Tenho uma idéia senhor, se me permite dizer, ele poderia ficar dez anos no presídio do deserto de gelo, e o restante dos anos da vida dele nas minas de estanho, até ele morrer – Respondeu pensativo.
- Que assim seja! Se encarregue do destino dele Bardock – Murmurou Vegeta antes de sair da sala do trono e caminhar até onde sua futura rainha estava.
Nesse mesmo instante na ala, onde ficava o harém do rei, as concubinas já estavam a par do estava acontecendo na sala do trono, algumas serviçais que arrumavam os quartos, comentaram os últimos acontecimentos do palácio.
Lullue ficou na expectativa que seu amado viesse ao seu encontro, como ele sempre fazia quando tinha problemas desse nível. Vegeta sempre gostou de extravasar na cama em momentos assim, pois isso o acalmava. A castanha o esperou por quase uma hora, mas esse nunca veio, isso a frustrou. O descontentamento da garota de olhos esverdeados não passou despercebido pelas outras concubinas, que achavam muito estranho, o que estava acontecendo com elas, pois o Rei nunca passou uma noite sem vê-las, enquanto permanecia no castelo.
No dia seguinte Bulma acordou cedo, porém ao se movimentar na cama para sair, reparou que dois braços fortes a prendiam pela cintura de forma possessiva, imediatamente olhou para trás e viu Vegeta adormecido. Suspirou derrotada e de repente se lembrou do sonho que tivera noite passada, tudo pareceu tão real, as lembranças ainda povoavam sua mente.
- Sonho -
Bulma estava caminhando por um vale florido muito bonito, de repente de longe avistou um parque que tinha várias pessoas reunidas conversando e comendo, resolveu se aproximar, ao fazer isso avistou Vegeta e Trunks que ao vê-la correram em sua direção.
- Mamãe! Que bom que você está bem! Estava com saudades – Falou o jovem de cabelos arroxeados abraçando a azulada, que começou a chorar.
- Eu também meu amor, estou com muitas saudades suas! – Choramingou a cientista, ao mesmo tempo em que limpava as lágrimas que teimavam em cair de sua face.
- Vou deixar você um pouco sozinha com o papai, ele sente também muita falta sua – Contou Trunks dando um meio sorriso e se afastando.
Quando o adolescente se distanciou, Bulma se jogou nos braços de Vegeta e o beijou de forma demorada, sendo correspondida de imediato. Ao se afastarem por falta de ar, o príncipe dos sayajins sorriu e a puxou por uma das mãos para sentar com ele, em um dos bancos do parque.
- Como você está Bulma? Espero que você e Bra estejam bem! Sinto muita falta de vocês duas – Declarou o moreno preocupado.
- Estamos bem! Fui parar no Planeta Vegeta, onde você é Rei, você é bem diferente lá, sinto sua falta – Revelou pensativa, voltando a encarar o homem a sua frente que franziu a testa.
- Escute bem Bulma, quero que você tente ser feliz com ele, não fique se lamentando ou se sentindo culpada por achar que está me traindo. Eu e ele somos um, nossa energia é a mesma, mesmo que tenhamos personalidades distintas – Explicou o sayajin acariciando o rosto da esposa.
- Ele quer casar comigo e reconhecer Bra como filha dele.
- Então fiquei com ele, por mais que me doa dizer isso meu amor...
- Eu sempre vou te amar Vegeta, mesmo que ele entre no meu coração – Bulma murmurou com a voz embargada.
De repente a conversa entre o casal é interrompida pela chegada brusca de Trunks, que pareceu muito feliz por algum motivo.
- Mamãe, não fique triste, logo vou te encontrar de novo, você irá ser minha mãe novamente! – Falou o rapaz, fazendo a azulada ficar surpresa.
- Mas como isso? – Indagou confusa.
- Fim do sonho -
Bulma voltou à realidade quando sentiu Vegeta se mexendo, querendo começar a acordar. Esperou mais alguns minutos, quando ele abriu os olhos e a encarou preocupado, pois ela sem perceber chorou ao se lembrar do sonho que tivera a noite passada.
- Você está bem? – Questionou o monarca levantando-se da cama.
- Sim, estou, estava apenas me lembrando de um sonho que tive.
- Iremos nos casar hoje a noite, o casamento foi adiantado por conta de algumas ameaças que estão nos rondado – Revelou o moreno, começando a tirar o pijama, para a seguir colocar sua roupa que estava em cima de uma cadeira.
- Mas pensei que o casamento se realizaria apenas daqui alguns dias – A cientista protestou se levantando.
- Acostume-se com a idéia, a noite você será minha esposa – Declarou o soberano já vestido para voltar a sala do trono.
- E os preparativos e o vestido?
- Farei todos focarem nos preparativos, até o final da manhã tudo estará pronto. Não se preocupe com o vestido, pois a Chichi vai ficar a manhã toda e metade da tarde fazendo somente ele.
- Quem cuidará da Bra na nossa lua de mel? – Pediu preocupada a cientista.
- Chichi, Bardock e Kakaroto cuidarão da nossa filha, ela estará em boas mãos. Nossa lua de mel será curta, apenas três dias, por causa dos problemas com o inimigo – Respondeu de forma calma, se preparando para sair do quarto.
- Está bem! – Assentiu com a cabeça derrotada.
- Vou pra sala do trono, qualquer coisa me mande avisar. Nós vemos no casamento – Sorriu de canto, antes de enlaçar a azulada pela cintura e a beijar de forma ardente.
Ao se soltarem, o monarca saiu do dormitório, deixando para trás uma Bulma ofegante e com vontade de repetir a dose.
Logo que o rei dos sayajins chegou a sua sala real, chamou Bardock, Kakaroto e seus ministros, comunicando a todos que casaria ainda naquele dia. Todos saíram em polvorosa para adiantar os preparativos do casamento, e Chichi foi avisada por seu marido sobre ter que fazer o vestido de imediato.
Quem ficou mordida de raiva e indignada com a novidade, foi a concubina oficial do rei, que espumava de raiva e bolava um plano para sabotar a festa de casamento de seu amado, pois não queria o ver casado com aquela terráquea.
Continua
