Notas da Autora

O torneio começa e ….

Longe dali, a Red Ribbon…

Em uma cabana nas montanhas...

Capítulo 2 - O novo cientista da Red Ribbon

Bulma havia se distanciado deles, anteriormente, ainda no ar, descendo em um local longe dos olhos dos outros, para que não a associassem a eles, para que pudesse ter uma vida normal com os seus pais. Ela havia decidido ser o suporte tecnológico do time do dragão, buscando dispositivos para auxiliar nos treinos e lutas.

Rapidamente, o reforço policial solicitado pelos monges, faz um cordão de isolamento ente os guerreiros e os demais, enquanto que os mais jovens davam os seus nomes para participar do torneio, sendo que em volta deles, as pessoas empurravam um ao outro e se acotovelavam para poderem, ao menos, relar os dedos nos formidáveis heróis, que depois entram na construção, no caso, os que iriam participar, sendo que vários jornalistas disputavam um local para tirar foto de Konato, que dormia tranquilamente no colo da genitora, alheia ao tumulto e movimento, com Bardock concordando com Gine que a filha deles tinha um "sono de pedra".

De fato, era uma criança tranquila, que não acordava de noite, com o casal experimentando por completo a paternidade e maternidade, que não podiam ter em Bejiita, por causa da obrigatoriedade do uso das capsulas de crescimento. Eles receberam instruções de como lidarem com bebês e estavam achando a experiência fascinante.

Muitos jornalistas, ao notarem a cauda na pequena, cogitaram a hipótese dela ser no futuro, um membro do time do dragão.

Conforme os guerreiros entravam, os demais desafiantes que viam os mesmos passaram a desistir, com o local sendo esvaziado rapidamente, com os monges dando baixa nos nomes deles que saíam com a cabeça abanando e igualmente desanimados.

- Eu já esperava algo assim, considerando a fama do Time do dragão. - Bulma comenta, se aproximando deles.

- Eu também já esperava. - Kuririn fala, olhando para os lados.

- Idem. - Tenshinhan comenta, enquanto olhava para os outros competidores abandonando o recinto - Patético.

- Que pena... Sobraram poucos. - Yukiko comenta desanimada.

- Por que será que fizeram isso? - Tarble pergunta, chateado.

- Quanto mais guerreiros, mais divertido. - Kakarotto comenta chateado.

Bulma, Kuririn e Tenshinhan olhavam os três, que eram mais novos do que eles, com gotas na cabeça.

Pelas janelas, o resto do time do dragão e gatos, assistia o abandono dos participantes, desanimados, antes que as eliminatórias começassem, sendo que já esperavam tal reação.

- Até que demorou um pouco. Pensei que iria esvaziar mais rapidamente. - Sakura comenta - Já esperava algo assim.

- Bem, considerando a nossa fama, era inevitável. - Gohan comenta.

- Eles estão tão chateados. - Gine comenta tristemente.

- Devemos considerar que nenhum dos que foram e os poucos que revelaram fibra e que ficaram, podem contra eles. Mesmo Bulma conseguiria derrota-los. Ela possui um nível muito acima dos padrões, mesmo para um guerreiro chikyuujin, assim como Tights. - Piccolo comenta pensativo - Seriam lutas chatas e igualmente monótonas. Não foi nenhum prejuízo.

- Podemos fazer uma aposta sobre a final. O que acham? - Kame-sennin pergunta, animado.

- Bem, seria interessante.- Raditz fala pensativo.

O mestre Kame nunca tentou passar a mão em Tights, pois, tinha amor a sua vida e não era louco de enfurecer um saiyajin. Já bastava uma vez, que ele sentou muito próximo da Brief e suou frio ao ouvir um rosnado de aviso, feral, que fez ele temer por sua vida, ao ponto dele quase perder o controle dos esfíncteres.

Então, todos resolvem fazer as suas apostas, sendo que Tenhana sabia que o seu filho não iria ganhar. Porém, esperava que conseguisse ficar em uma boa classificação.

Enquanto isso, no salão designado para a eliminação, é realizado um sorteio, com cada um dos guerreiros, ficando em uma chave diferente e conforme o esperado, eles passaram, se consagrando para disputarem o Tenkaichi Budoukai, com muitos tirando fotos do grupo, escondido, já que como não iriam vencer, poderiam ao menos lucrar com as fotos ao vendê-las as emissoras, ao ver deles, uma vez que não teriam qualquer chance de pegarem o dinheiro que seria dado ao vencedor.

Há centenas de quilômetros dali, havia uma base oculta nas montanhas, onde uma bandeira negra com uma fita vermelha, contendo as siglas RR, sendo abreviatura de Red Ribbon, tremulava ao sabor do vento.

No escritório luxuoso e imenso do comandante Red, líder do exército Red Ribbon, tido como um exército cruel, cujo nome se tornava cada vez mais temido no mundo, analisa o recém-chegado com um olhar crítico, acompanhado de seu braço direito, Black, que também analisava a pessoa em frente a eles.

Ele tinha a pele absurdamente alva e longos cabelos negros e lisos, além de um olhar, simplesmente assustador, sendo que aparentava ser um cientista e usava um jaleco alvo, por cima de uma blusa e calças negras, com as botas chegando ao tornozelo, sendo que o rosto estava parcialmente coberto pelos cabelos negros e lisos, bem compridos. Quem olhasse para ele, a noite, teria calafrios de medo, pois, era uma presença assustadora, pois, parecia fantasmagórica e isso havia agradado ao comandante.

Após tragar demoradamente o seu charuto, Red pergunta em tom de confirmação:

- Então, é um cientista?

- Sim. O meu apelido é Jigoku (地獄 - inferno). Vim oferecer os meus serviços ao exército mais cruel do mundo.

- Nós já temos um cientista renomado. O seu nome é doutor Gero.

- Entendo. Mas, me permita mostrar alguns dos meus melhores projetos.

Ele tira um dispositivo circular, sendo que ao apertar um botão, aparece um holograma 3D de uma espécie de fera, simplesmente medonha, de feições bestiais, com presas e garras imensas.

- Este é a minha experiência 01. Eu uso biotecnologia, assim como posso criar robôs e seres criados em laboratório. Posso criar exércitos invencíveis. Mas, para isso, preciso ter um laboratório próprio. Também não me incomodo de compartilhar meu conhecimento, desde que o outro, seja um cientista excepcional. - ele mostra outra projeção, mostrando uma máquina de batalha formidável com sensores, armado com laser, tendo braços imensos e pernas articuladas - Meu robô, o Onicron 100. Ele está em fase de aperfeiçoamento.

Então, ele apaga as duas projeções e mexe em outra, fazendo surgir uma terceira, no caso uma arma.

- Esta é a Rashin 300. Uma arma compacta e leve, com lança chamas e metralhadora, cujas balas são especiais, sendo capazes de passarem pela maioria dos materiais, além de terem cabeças explosivas e dados envenenados.

Red e Black estavam maravilhados com as experiências que ele mostrava, mostrando-as em 3D, sendo que o comandante fala:

- Quanto quer para trabalhar conosco?

O homem informa o seu preço e eles aceitam, sendo que não sabiam que ele era um alienígena que assumiu uma forma semelhante a humana, através de uma projeção corporal que envolvia o seu verdadeiro corpo e que pretendia se vingar dos saiyajins, pelo fim do seu planeta natal, sendo que antes de colocar a sua vingança em prática, precisava compreender os poderes de seus inimigos, assim como os níveis de poder.

Durante as suas investigações, descobriu, para o seu desprazer, que eles eram tidos como heróis, sendo algo absurdo a seu ver.

Porém, frente a esta descoberta, sabia que teria mais chance de testar as suas experiências e projetos, caso viessem enfrentar aRedRibbon, já que eram heróis e aquele exército era visto como criminoso.

"Após eliminar vocês, saiyajins, será a vez do bastardo do Freeza e sua família" - o alienígena fala em pensamento, com um sorriso maligno no rosto.

- Quanto tempo demora em criar cada um desses tipos? – Red pergunta curioso.

- Como não consegui desenvolver ainda um método mais eficaz de produção, teria que esperar meses, para ter um pequeno exército que poderá usar para conquistar o mundo.

- Bem, de fato, são tecnologias maravilhosas. Creio que terei que adiar por algum tempo. É um pouco irritante, mas, sei que tenho que esperar para ter tal tecnologia. - o comandante fala pensativo - Está contratado. Black, arranje um laboratório e auxiliares para ele.

- Sim, senhor. - Black fala curvando-se levemente - Por aqui, por favor.

O cientista consente e sai da sala, guiado por Black, enquanto que o comandante Red visualizava em sua mente, a sua vitória jubilosa no futuro, com a nova ciência e tecnologia do estranho ser que causava arrepios na coluna de qualquer um.

Há dezenas de quilômetros dali, no alto de uma montanha, havia uma casa de madeira.

Naquele instante, Yuutama, um humano, sendo que quando criança tomou por acidente uma fórmula alienígena, que dava uma força sobre-humana para ele e uma alta resistência, além de um nível elevado de poder, que assustou os seus pais biológicos que o abandonaram, temendo que a casa fosse destruída.

O jovem treinava arduamente no lado dessa casa, fazendo centenas de flexões com o dedo, enquanto tinha inúmeras pedras em suas costas.

Ao seu lado, havia outro discípulo, assim como ele. Tinha a pele branca, usava um solidéu escuro, com uma espécie de pompom branco na ponta, sendo que tinha habilidades psíquicas. Podia ser considerado o seu único amigo e se chamava Chaouz.

Ele estava ajudando no treino dele ao levitar pedras pesadas, colocando-as nas costas dele.

O mestre deles saía da casa, sendo que se chamava Tsuru-sennin e estava acompanhado de seu otouto, Tao Pai Pai, um renomado assassino, cujo nome era tão temido, quando o nome Red Ribbon.

Yuutama os ignorava, enquanto treinava, sendo que no íntimo, sentia falta de algo ou talvez fosse o fato de que amava lutar e não sentia vontade de ser um assassino. Sentia gratidão por Tsuru-sennin, pois, foi achado quando era criança e estava sozinho no mundo, após ser abandonado por sua família.

Ele o acolheu e lhe treinou, o fazendo feliz nos treinos, sendo que sempre procurava um desafio, apreciando uma boa batalha.

Naquele instante, ele salta, ficando de pé, enquanto as várias pedras despencavam de suas costas, com ele falando respeitosamente:

- Terminei as mil flexões, sensei.

- Excelente! Nunca conheci alguém com a sua capacidade. Você é um diamante bruto que estou adorando lapidar.

- Muito obrigado pelos elogios, Tsuru-sennin.

- Concordo com você, irmão. Ele é bem poderoso. - Tao Pai Pai comenta - A resistência e força dele são simplesmente monstruosas. É uma pena que não sinta desejo de ser um assassino. O mercado é amplo e comportaria dois assassinos de alto nível. - Tao Pai Pai falava, sorrindo.

- Não descartei essa hipótese, Tao Pai Pai-sama. - ele falava respeitosamente.

- Eu espero que não. Bem, ainda é jovem. Quando perceber o quanto vai lucrar sendo um assassino, com certeza, vai ver com mais carinho essa hipótese.

- Sabe, Yuutama (勇霊 - espirito da coragem), eu estava pensando sobre o seu pedido de participar do Tenkaichi Budoukai. Não nego que o prêmio é fabuloso, além de poder alavancar o nome da escola Tsuru-sennin, caso ganhe. Eu tenho fé que pode ganhar, ainda mais pelo fato de que ela não está mi participando do torneio. Pelo menos, nas últimas décadas foi assim. Portanto, você teria alguma chance de ganhar, se os demais guerreiros do Time do dragão, não participarem.

- Muito obrigado, mestre!

- O torneio esse ano já começou. Mas, pode participar do próximo. Para isso, terá que juntar dinheiro por si mesmo.

- Posso levar Chaouz comigo, se ele quiser?

- Claro. Seria um treino excelente, também.

O jovem olha para o seu amigo e pergunta:

- Quer ir comigo, Chaouz?

- Claro, Yuutama -san!

- Ótimo.

- Você já pode partir. Reúna dinheiro suficiente, assim como treinem muito.

- Sim. Muito obrigado, sensei!

Richard exclama, se curvando levemente, para depois ele ir para dentro da casa, sendo que chama Chaouz, que se junta a ele, deixando os dois homens sozinhos.

- Bem, como Sakura não está participando, ele tem chance. Mas, não podemos nos esquecer dos demais membros do time do dragão. - Tao Pai Pai comenta.

- Eles não participaram esses anos todos. Por que iriam participar agora? - Tsuru pergunta, arqueando o cenho.

- Não sei. - Tao Pai Pai dá de ombros - Mas, isso pode acontecer. Yuutama é forte, mas, não o suficiente para derrotar um dos membros. Vocês viu o que fizeram nas últimas invasões, ao detê-las?

- Sim. Bem, isso vai depender da sorte de Yuutama

- Verdade. - o assassino comenta - Caso ele tenha azar e ela esteja no torneio, irá se revelar?

- Não e vou orientá-lo a não revelar de qual escola ele pertence. A fama não é tudo, uma vez que também faço bicos como assassino e consigo dinheiro dessa forma. Não suportaria ver a decepção na face dela.

- Acho que ela não se importaria com o fato que faz bicos como assassino. Sakura pode ser uma heroína. Mas, não acho que ela tenha a mesma visão de um. Ela pode ser uma anti-heroína. Inclusive, pelo que me contou e a atitude dela, não duvido que ela defende a Terra por causa de Mutaito-sama e agora, por sua família. - Tao Pai Pai comenta, olhando para o seu irmão - Você devia reconsiderar.

- Você iria se revelar? - Tsuru pergunta, arqueando o cenho.

- Só se você se revelar.

Tsuru fica pensativo e depois, fala:

- Vou pensar no assunto. De fato, não consigo imaginá-la tendo por completo, os ideais de uma heroína. Ela sempre teve uma mente peculiar, por assim dizer.

- Reveja irmão e depois, me comunique de sua decisão. Eu irei me hospedar do hotel mais luxuoso da Ilha Papaya. Se concordar em se revelar, me procure e iremos assistir juntos, o Torneio. Senão aparecer no hotel, vou saber que prefere continuar oculto e farei a mesma coisa.

Após Tsuru concordar, Yuutama e Chaouz saem da casa, com trouxas amarradas nas costas, sendo que o mestre deles, fala:

- Não revelem de qual escola vocês pertencem, caso encontrem alguém relacionado a Sakura.

- Aquela do Time do dragão, certo?

Tsuru acena afirmativamente com a cabeça e Yuutama fala:

- O senhor nos contou sobre ela, Mutaito, Gohan e de Kame. Não vamos revelar a nenhum deles e por medida de segurança, nunca falaremos a ninguém a qual escola nós pertencemos e nem sobre o fato de que é o nosso mestre.

- Eu também não vou falar. – Chaouz promete, animado.

- Ótimo. Agora, partam. Daqui a alguns anos, me procurem no hotel mais luxuoso. Não tenho certeza se estarei na Ilha.

Ambos consentem e se afastam, descendo pela trilha íngreme, em direção ao vale.