Bom, gente, o capítulo ia ter mais coisas, mas acabou que ia demorar e eu não queria deixá-los esperando por mais tempo como da última vez.

A letra é da música Vento no Litoral, de Legião Urbana.

Espero que gostem!

- 0 -

Anteriormente:

- Isabel não vai interferir na decisão de Sam – respondeu Anna, por fim – E nem vai impedir o Apocalipse.

- Pensei que ela se importasse com a humanidade. Não estou de acordo com seus planos, mas achei que fosse fazer algo a respeito.

- E é isso o que você teme? Não, Cass, pode ficar tranquilo. A hora de Isabel entrar no jogo não é agora.

- Então ela vai deixar Victoria Collins fora de cena?

- Sam Winchester vai intervir. E para ela, isso basta. Não é só Victoria que importa, mas também as ações de Sam e de Dean. Esse é um motivo forte para ela não interferir... não nesse assunto. Ela confia neles.

Castiel apenas assentiu. Parecia mais tranquilo... ou pelo menos não tão desconfiado.

- Isso significa... que se o plano de Sam der certo, ele pode ser trazido de volta sem implicar na soltura de Lúcifer?

- Sim. Isabel vai tirá-lo da gaiola, mas só depois de completar um ano terrestre.

- Entendo – Cass estreitou os olhos – Agradeço pelas informações.

(...)

– Me prometa outra coisa também, Dean – continuou Sam.

– O quê?

– Que você vai cuidar da Vic por mim.

– Ahn... é claro – o loiro concordou meio sem jeito - Vou dar meu apoio a ela, ser um ombro amigo.

– Não, Dean, não foi isso que eu quis dizer.

– Então... não entendo.

– Quando eu disse pra você cuidar dela, eu quis dizer... – fez uma pausa. Custava-lhe dizer aquilo, porém, não podia ser egoísta – Eu quis dizer pra você ficar com a Vic e passar o resto de sua vida ao lado dela.

(...)

- É por isso que estou te pedindo pra vocês ficarem juntos. Dê uma chance para Dean e para você mesma. Não se sintam culpados por eu estar na jaula... foi uma escolha minha. E vocês não tem que pagar por isso. – a expressão de Sam se fechou – E não tentem me trazer de volta e se arriscar a soltar o Diabo junto... caso contrário, meu sacrifício terá sido em vão. Se querem fazer algo por mim, vocês devem é atender esse meu último pedido. Fiquem juntos... e sejam felizes.

Victoria apertou o anel. A vontade que tinha era de arremessá-lo contra a tela do laptop. Como Sam podia lhe fazer semelhante pedido?

(…)

Castiel desapareceu das vistas do bruxo para reaparecer na outra ponta. Mason se virou confuso para ele. E sem esperar resposta, o anjo enfiou a mão dentro da poção

- Fique à vontade – ironizou o bruxo

De dentro do caldeirão, Castiel tirou uma minúscula chave feita de cristal, tudo que consistia do feitiço. Era incrível que um objeto tão pequeno pudesse ter poder suficiente para que ele realizasse seu intento. Mas se Richard o afirmava...

Sam Winchester, não se preocupe. Seu tormento acaba hoje. E o de Victoria e o de Dean também.

Prison Break (1ª parte)

Escuridão. Total escuridão.

Assim era o mais profundo dos limites do inferno, se é que se podia dizer que era um lugar com limites.

De qualquer jeito, foi assim que Castiel acabou por chegar no espaço em que a chave o conduziu. Era através dela que conseguia se guiar para a gaiola de Lúcifer.

Antes, percorreu inúmeros cantos naquela dimensão tenebrosa; presenciou cenas indescritíveis que nem Dante com toda sua imaginação foi capaz de conceber em A Divina Comédia.

Gritos. Mutilações. Lágrimas. Ranger de dentes. Sangue. Enxofre. Tudo o de mais abominável e opressivo que se encontrava no inferno. O maior sofredor na face da Terra poderia se considerar no paraíso perto dos tormentos que as almas presas ali passavam.

Tudo aquilo perturbava o anjo. Embora fosse um ente superior que houvesse presenciado de tudo, as crueldades humanas e coisas que sequer passavam pela mente dos homens e, tampouco fosse a primeira vez que adentrava aquela cova, isso não significava que estivesse imune a uma terrível impressão dali. Principalmente agora que entendia o sofrimento humano, fosse pelo que captava na mente de seu receptáculo, fosse pelo convívio com seus amigos caçadores.

Procurou não se fixar no horrendo e interminável espetáculo que era regido ali. Era uma sorte que pudesse vagar novamente por aquelas bandas sem ser detectado por demônios; talvez fosse o alcance do poder da chave.

Tinha que admitir que George ou Richard Mason era um bruxo excepcional. E era por isso mesmo que deveria ser detido.

Não. Castiel não poderia quebrar o acordo deles por mais que quisesse; estava obrigado a libertá-lo o mais rápido possível. Mas isso não significava que seria da maneira que certamente o bruxo esperava.

Tinha certeza que Mason faria algo contra os Winchesters e Victoria tão logo pudesse usar livremente seus poderes. Ele havia prometido o contrário, porém, o anjo não ser arriscaria em confiar em sua palavra, ainda mais pelo feiticeiro não estar obrigado; o pacto entre eles envolvia apenas a cláusula da libertação de Sam.

O anjo não era nenhum tolo; podia ser até ingênuo em relação a algumas particularidades da vida dos humanos, como sexo, por exemplo. Porém, não queria dizer que não sabia das artimanhas que os homens podiam empregar. Aprendera muito desde que circulava entre eles.

Mason que o aguardasse quando ele retomasse; não poderia mesmo sair livremente ou mesmo fazer qualquer outro feitiço enquanto o anjo não determinasse.

No momento, Castiel estava mais preocupado em enxergar qualquer coisa naquele breu. Não havia mais nenhuma cena dantesca pela frente, nenhum ruído sequer. Apenas o silêncio mais silencioso de todos, exceto pelo do Céu em determinado ponto. A única diferença é que ali embaixo era perturbador.

O anjo não conseguia divisar nada à sua frente, nada ao redor, nem sequer qualquer um fragmento de si próprio, muito menos a chave que carregava; só podia senti-la entre seus dedos.

Quanto tempo havia se passado? Quem sabe? Na Terra, talvez fossem horas ou dias, no máximo. Ali, meses ou anos, ele não saberia precisar.

Finalmente, Castiel detectou ruídos. Imperceptíveis, quase inaudíveis. Ainda demorou um bom tempo para identificar o que eram até que, por fim, foram se clareando.

Gritos. Berros. De uma única só voz. Um homem.

Sam.

O anjo reconheceu a voz de seu amigo. As palavras eram inteligíveis, mas a voz era dele mesmo. Um timbre inconfundível.

À medida que Castiel se aproximava, os gritos de Sam se tornavam mais audíveis:

- Socorro! Parem! Não aguento maissss! Ahhhhh!

Castiel não pôde evitar a aflição em seu íntimo. Por mais que estivesse preparado, escutar o sofrimento de Sam era perturbador. Imagine se fossem Dean ou Victoria a escutá-lo!

Reflexos como relâmpago começaram a serem distinguidos pelos olhos do anjo. Eram em frações de segundos, mas o suficiente para começar a divisar a área da jaula. Raios, fogo e outros poderes que certamente Lúcifer e Miguel lançavam sobre Sam para atingi-lo e puni-lo.

Ignorando a aflição que aumentava pelo destino do amigo, Castiel se aproximava mais. Quisera poder ir mais rápido, porém, aquela era sua velocidade máxima.

Depois do que lhe pareceu um interminável tempo, estava bem perto da jaula. Ele conseguia divisá-la pelos rápidos reflexos; um compartimento do tamanho de um pequeno quarto com grades de ferro e sustentada por correntes suspensas, presas... a nada. Conseguiu divisar também seus ocupantes, ou pelo menos, as suas silhuetas: Miguel, Lúcifer e Sam.

Os gritos de Sam ficavam bem mais altos assim como as vozes imperiosas dos arcanjos. Em determinado momento, o tormento pareceu cessar. Castiel pôde escutar gemidos e um leve suspiro de alívio de Sam.

- Sam... Sam – dizia Lúcifer em seu tom de escárnio – Por que insiste em que paremos? Você sabe que simplesmente não dá. E não pense que seja porque o estejamos punindo. Mas é porque não temos outra maneira de matar esse tédio eterno a que você mesmo nos confinou.

- Diga por você mesmo, irmão. – retrucou Miguel – Ele é apenas um alvo para que nem você e eu nos ataquemos. Acerte-o!

- Que seja... Mas Sam não encare isso como algo terrível, encare como uma diversão para você passar o tempo pelos próximos anos... bom, pela eternidade – uma chama iluminou a jaula – Pensando bem para meu irmão e eu passarmos o tempo.

- Nãooooo! – o grito de Sam ecoou

O fogo se alastrou por toda a gaiola.

Castiel procurou se acercar de uma forma que o ocultasse dos olhares de Miguel e Lúcifer. Mesmo que a chave não fosse libertá-los, isso não queria dizer que ele devesse se apresentar a olhos abertos diante deles. Ou poderia ser atingido.

Encontrar alguma brecha para se ocultar ia ser meio difícil, porque a gaiola possuía vários orifícios de abertura; talvez o mais seguro seria ir para o que parecia a parte inferior, abaixo deles. Envergonhava-se pelo que pensou, mas achou bom que os arcanjos estivessem tão entretidos em torturar Sam que talvez não dariam por sua presença.

Ele chegou bem próximo a gaiola, agora podia até tateá-la, sua parte de baixo. Sentiu onde estavam tanto Miguel quanto Lúcifer pelas energias que emanavam – cada um em lados opostos – e teve um vislumbre, através daqueles reflexos, de uma forma encolhida num canto ao meio; só podia ser Sam. Não divisou muito bem como ele estava e nem o estado de seu corpo – certamente lamentável – e nem quis olhar; bastava saber sua exata localização. Foi até ele.

Resolvido a ignorar os gritos de Sam bem como as imprecações de Miguel e as risadas de deboche de Lúcifer e quaisquer torturas ali empregadas – ou não iria se concentrar –, Castiel enfiou a ponta da chave mais ou menos onde sentia Sam e esperou.

Num primeiro momento, nada aconteceu. Mas logo em seguida, a gaiola começou a tremer. Os dois arcanjos interromperam repentinamente "a brincadeira" com Sam e exclamaram quase ao mesmo tempo:

- O que está acontecendo?

Um pequeno círculo de luz se formou embaixo de onde Sam estava. Castiel pôde vislumbrar com mais nitidez Miguel e Lúcifer assim como Sam. Ele estava irreconhecível, parecia uma carcaça de ossos de tão desfigurado; pedaços de pele saíam de seu corpo e caiam na gaiola. Então o anjo se revelou ao gritar:

- Sam! Saia rápido!

- C... Cass...? – perguntou o Winchester com voz trêmula

- Sim, sou eu! Saia!

Mas antes que o Winchester fizesse qualquer movimento, os dois arcanjos avançaram e o empurraram para o lado e tentaram atravessar aquele buraco. Castiel se afastou temoroso e distinguiu suas faces coléricas.

- Depois da gente! – disse Miguel

- Obrigado, Castiel! – proferiu Lúcifer com um riso satisfeito

No entanto, a luz os repeliu e os jogou para um lado como se os impedisse de sair.

- Rápido, Sam! – tornou Cass – Eu não sei quanto tempo vai durar!

Com dificuldade, o Winchester foi se arrastando até o pequeno buraco. Lúcifer e Miguel tentaram impedi-lo, mas a luz do círculo parecia detê-los onde estavam.

Por fim, depois do que parecia uma eternidade, Sam conseguiu se esgueirar para o buraco. Castiel conseguia ver seu rosto bem próximo ao dele.

- Cass... – formou-se o que parecia um sorriso no rosto destruído e cadavérico de Sam

- Vamos, Sam... me dê sua mão para tirá-lo daqui – Cass estendeu o braço – Vou te libertar.

Sam estendeu o braço com vagarosidade, mas conseguiu. Então Castiel o puxou. Achou que ia ser fácil, mas estranhamente uma força parecia querer impedi-lo de tirar o Winchester.

Seriam Lúcifer ou Miguel? Não, ambos estavam ainda como que paralisados e praguejando contra ele e Sam. Castiel empregou mais força, o máximo que conseguiu. Por fim, sentiu o corpo do amigo começar a deslizar para fora.

- Cass... não me deixe aqui... – pedia Sam numa voz fraca.

- Calma, Sam... estou conseguindo. Vou te libertar.

Alguma coisa fazia força contrária a que Castiel empregava, mas dessa vez, o anjo estava com a vantagem. Porém, outro brilho que ele não soube dizer o que era cegou-o momentaneamente e ele não via mais Sam, só sentia seu braço.

- Saaaam! – ele gritou desesperado com medo de perdê-lo

- Cassss! – gritou o Winchester em resposta – Não me deixe!

Porém, Castiel sentiu um corpo caindo sobre si. Ele o agarrou com um dos braços. Era Sam com certeza. Ele havia conseguido. Mas não via, escutava ou sentia mais nada. Apenas puxou a chave com o outro braço e tirou-a da gaiola; segurou-a com força para não a perder. Depois, tudo sumiu diante dele.

- 0 -

Um mês. Era exatamente o tempo que havia decorrido desde que Victoria assistiu a mensagem em vídeo de Sam. Na hora, caiu num pranto convulsivo. Ao mesmo tempo, ter visto o rosto de seu amor e escutado sua voz uma última vez foi, de certa forma, libertador.

De tarde quero descansar,
Chegar até a praia e ver

Não que cogitasse a menor possibilidade de levar a sério o último pedido de Sam, de ela refazer a vida ao lado de outro homem, ainda mais se fosse o irmão de seu namorado. Imagina! Não tinha cabimento, por mais que não fosse mentira seu sentimento por Dean.

Mas a mensagem de Sam foi decisiva para ela resolver seguir em frente por Dean e também por Bobby, as pessoas que ainda lhe restavam. Por Matt. Pela empresa deixada por seu pai. Todos os funcionários. O mundo.

Se o vento ainda está forte
Vai ser bom subir nas pedras
Sei que faço isso pra esquecer

Não. Não estava pensando em voltar a caçar, não conseguiria sem Sam, mesmo que Dean sugerisse em continuarem. Apenas cogitava na possibilidade de ser útil à humanidade de outro modo, afora se dedicar ao seu trabalho na Blackwell Blue Global.

Tudo a seu tempo. Ainda precisava de muito para tampar aquele buraco deixado por Sam. Era uma ferida que nunca se curaria, mas poderia ser tratada com esforço. Enquanto isso, se permitiria mergulhar nas doces lembranças com Sam. Doíam por lhe recordar sua ausência, mas ao mesmo tempo, era um bálsamo para a saudade.

Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora

Todos os sonhos em que se encontraram. O primeiro.

Aproximou-se do móvel e por entre as frestas viu um bebê. Ela subiu no berço com cuidado para ver o neném com mais detalhes. Conseguiu colocar a cabecinha acima da grade de proteção e contemplou um menininho branco, a cara redonda e os olhinhos ainda azuis bem arregalados; tinha já bastante cabelo. Usava um macaquinho verde claro.

Era um bebê lindo! O mais lindo que Vic já vira entre todos que encontrava no parquinho no qual sua mãe costumava levá-la para brincar. O nenê parou de chorar assim que percebeu Victoria. Parecia vê-la embora provavelmente não tão bem quanto ela o via. A criança sorriu, Vic também. Ela esticou parte do corpo para dentro do berço e pegou na mão do pequenino. Ele parou de se agitar e ficou quietinho só olhando para ela.

Até o último, fora aquele em que também aparecia Dean.

De repente, já estava sendo apertada nos braços dele. Chorava como uma criança, pegou no rosto dela com ferocidade e contemplou-a. Pedia-lhe perdão com o olhar. E também pedia perdão por outra coisa que faria, algo reprovável, mas por uma boa causa e para vingar sua grande perda. Vic pensou em aconselhá-lo a evitar tal atitude, porém, sentiu seus lábios junto aos dele. De novo aquela sensação de unidade e percebeu que também amava aquele homem.

Agora está tão longe ver,
A linha do horizonte me distrai

O primeiro encontro real deles na casa de Bobby.

O prazer... é meu – respondeu Sam ainda meio apalermado, levantou-se do sofá e adiantou-se em apertar a mão dela. Ambos sentiram uma eletricidade percorrer seus corpos naquele simples contato – Me chamo... Sam Winchester.

Quando finalmente se tornaram amigos. Ou quase.

Victoria assentiu com um sorriso mais tranquilo pelas palavras de Sam. Estendeu a mão para ele:

Amigos?

Amigos – ele se levantou e apertou a mão dela com firmeza, mas em seu toque procurou transmitir que o que queria dela era muito mais do que uma amizade.

E aquela corrente elétrica que os envolvia ao menor toque era uma prova disso.

O primeiro beijo.

Eles estavam com os corpos bem próximos. Seus corações começaram a acelerar quase no mesmo ritmo. Ele sentia o suave perfume que vinha das mãos dela.

Victoria percebeu que acabara de cometer um erro. Contudo, seu corpo e seu coração não obedeciam a sua mente que clamava para se afastar. Seus olhos estavam presos nos dele. Duraram apenas alguns segundos o olhar, mas pareceu transcorrer um milênio. E, como se fosse de comum acordo, Sam abaixou sua cabeça ao mesmo tempo em que Vic procurava levantar um pouco o corpo. Os rostos se aproximaram e os lábios se tocaram.

Dos nossos planos é que tenho mais saudade
Quando olhávamos juntos na mesma direção

O pedido desajeitado de namoro por parte dele. E ela aceitando.

Vic, eu prometo que vou fazer de tudo pra você não se arrepender se me der uma chance. Er... Quer ser minha namorada? – antes que ela tivesse tempo de responder, ele disparou – Eu sei que é meio careta isso, mas eu... eu sou assim, minhas intenções com você são sérias e...

Sam... – ela tentava falar, mas ele não deixava

E... sei que tem o Bobby, mas...

Não falou mais porque Victoria resolveu fazer a única coisa para calá-lo e deixá-lo tranquilo. Aproximou-se dele de uma vez, ergueu o corpo um pouco, enlaçou seu pescoço e beijou-o suavemente nos lábios. Se ele a achasse ousada demais por isso, paciência. Tinha chegado ao seu limite. Uma atração muito forte a impelia até ele.

Sam a enlaçou pela cintura e correspondeu também suavemente sem aprofundar o beijo. Ela desgrudou os lábios por um momento e disse:

Eu queria te dizer, Sam Winchester, antes mesmo de você cruzar essa porta, que já me decidi. Eu aceito ser sua namorada.

A primeira noite de amor.

Seus gemidos e suspiros se mesclavam num único som. Os dois com as mãos entrelaçadas não sabiam mais onde o corpo de um começava e onde o corpo do outro terminava. Era como se fossem um. O prazer que experimentavam ia além da mera união carnal, era uma união espiritual. Um encontro de suas almas em uma única, indivisível.

Sam... – exclamou rouca entre suspiros, enquanto apoiava-se sobre o peito dele. – Não aguento mais, ah... – Tombou sobre ele com os cotovelos ainda apoiados em seu abdômen.

Ao notar que sua amada novamente alcançara o clímax, Sam aumentou o ritmo de suas investidas. A euforia tomou conta dele. E um prazer intenso o consumiu. Ele se sentiu transportado para outra dimensão.

Então, soltou um grunhido feroz quando atingiu o clímax. Seus olhos estavam arregalados pelo prazer imenso que alcançara, sua mente ainda atordoada pelo turbilhão de emoções. Os dois permaneceram deitados e imóveis até a respiração normalizar. Vic continuava deitada em cima do corpo de Sam. Ele a abraçou com carinho e ternura. Beijou o alto de sua cabeça.

Deus, Vic, eu te amo! – disse sem poder mais se conter – Eu te amo muito!

Aonde está você agora
Além de aqui,
Dentro de mim?

O maravilhoso fim de semana que passaram juntos logo depois. Cada momento ali vivido, sobretudo quando fizeram amor no lago.

Sam e ela haviam feito uma caminhada até uma colina logo pela manhã. Na volta, fizeram uma aposta para quem chegava primeiro. Sam foi o vencedor. Ele sorriu todo convencido. Mesmo assim, Victoria não resistiu, enlaçou o pescoço dele e beijou-o.

- É, parece que perdi a aposta mesmo – ela soltou Sam e colocou as mãos na cintura.

- Sim, perdeu. – respondeu Sam com ar presunçoso – Eu fui mais rápido. Sou o melhor.

- Convencido – ela deu um tapa leve em seu ombro sem desfazer o sorriso – Já que você ganhou a corrida, merece um prêmio

Ela mordeu os lábios com ar malicioso. Sam a observou com expectativa. E se surpreendeu ao vê-la tirar as roupas ali mesmo ao ar livre. Sem dizer nada, ele também começou a tirar as próprias, sem se importar se alguém poderia aparecer por ali e flagrá-los, embora fosse pouco provável, não naquela parte. O momento era tão erótico e intenso que eles não se importavam.

Victoria entrou correndo para dentro das águas do lago e ele a seguiu. Tremeram pelo contato de seus corpos nus com a água fria, mas logo começaram a brincar, lançando jatos um no outro. Até que Sam a agarrou pela cintura e abraçou. Ficaram assim um bom tempo até começarem a se acariciar e a fazerem amor.

Foi uma das melhores experiências sexuais entre eles, e um dos raros momentos em que chegaram ao orgasmo juntos.

Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil eu sem você
Porque você está comigo o tempo todo

Victoria se lembrou de todos os momentos lindos, até das brigas. Até mesmo de quando o tratava mal intencionalmente quando se conheceram. Cada momento vívido com Sam foi precioso para ela. Lutara para esquecer por causa da dor e agora lutaria para sempre se lembrar, para aplacar essa mesma dor.

E quando eu vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar
É uma bobagem

Uma batida na porta interrompeu seus devaneios.

- Oi? – foi sua resposta.

- Sou eu, Vic. – respondeu a voz firme que adorava escutar. Dean.

- Só um momento – ela correu para atender.

Deu uma ajeitada na roupa e no cabelo e abriu a porta.

Já que você não está aqui
O que posso fazer é cuidar de mim

- Oi – disse Dean com um meio sorriso

- Oi – respondeu ela.

- E aí? – ele recostou o braço na porta – O que você resolveu? A gente pode ir naquele bar que inaugurou anteontem? Parece ser mesmo coisa fina.

- Um outro dia, talvez. – ela respondeu meio preguiçosa – Hoje estou querendo ficar aqui.

- Tá, pode ser – ele deu de ombros – Podemos ver uns filmes... se você quiser.

- Tenho uma ideia melhor. Vou te mostrar uns ritmos lá do Brasil e te ensinar a dançar.

- Sério? Tipo, samba e... – ele arqueou a sobrancelha como se tentasse recordar de algum outro estilo brasileiro. – Er... samba?

- Samba, bossa nova e muito mais – ela completou e riu – Te prepare, Winchester.

- Não sou bom dançarino, vou logo avisando – ele balançou com o dedo em riste

- Não esquenta, Dean, você pega de letra.

- OK. Então... eu só vou ali no mercado comprar umas coisinhas pra geladeira – ele coçou a cabeça – ... eu devia ter feito isso mais cedo. Er... bem, eu vou lá e já volto. Quer ir junto?

- Não, prefiro ficar aqui, pode ir tranquilo. Me chame quando você voltar.

Quero ser feliz ao menos
Lembra que o plano era ficarmos bem?
Yey, yey, yey, yey, yey

Dean piscou e apontou o dedo para ela. Saiu.

Victoria riu. Só Dean mesmo para animá-la... e estava conseguindo. Fazia um mês que ele a estava levando para distrair em tudo quanto era lugar a qualquer hora, de dia ou à noite, em Sioux Falls ou nas proximidades. Bares, lutas, cassinos e até parques ou zoológicos, tudo para vê-la sorrir. Mas essa noite, ela preferia ficar e curtir algo mais caseiro, aproveitando a ausência de Bobby.

- Olha só o que eu achei:

O velho caçador, finalmente, voltava em suas empreitadas, aproveitando a recuperação das pernas. No dia anterior, partiu para resolver um caso envolvendo o que parecia um rugaru. Victoria pensou em se oferecer para acompanhá-lo, porém, desistiu. Não queria mais saber dessa vida. Por outro lado, teve a impressão de que sendo um caso simples, feriria o orgulho do tio. Mas fê-lo prometer que ligaria de vez em quando como forma de tranquiliza-la. Dean parecia compartilhar do mesmo pensamento, posto que também não se ofereceu.

Bobby pediu que Dean e ela continuassem em sua casa e tomassem conta. Parecia não desaprovar as saídas deles e nem se importar que ficassem ali sozinhos. Bem, talvez porque não visse risco que as coisas fossem além disso. Eram apenas bons amigos.

Cavalos-marinhos

Não exatamente, dado o histórico deles. Um desfile de sonhos, um beijo (ou três contando aquele quando Dean estava no corpo de Sam e outro em que Meg estava no corpo dela), uma declaração de amor dele (não melosa e escrachada, mas vindo de Dean, era para se considerar) e aquela mútua atração sempre pendente. Tudo bem, mas isso não significava que não podiam realmente ser amigos. Era tudo o que podia oferecer ao Winchester e tinha a impressão que ele não ultrapassaria os limites, ainda que quisesse mais. Tinha certeza que Sam era um lembrete constante para ele assim como para ela de que não podiam ficar juntos.

De qualquer forma, Dean estava sendo um apoio e tanto. Além de diverti-la, confortava-a todas as vezes que a flagrava chorando por causa de Sam. Sem nenhuma palavra, ele a envolvia em seus braços e deixava que externasse sua dor. Sem perguntas. Era desnecessário.

Como da vez em que entrou em seu quarto logo após ela terminar de assistir a mensagem deixada por Sam. Foi no mesmo dia em que ela se recuperava de sua convalescença. Dean havia preparado o almoço e foi chama-la quando a flagrou aos prantos. Ela não lhe comentou sobre o vídeo, não poderia, mas ele sem esperar explicação, sentou-se ao seu lado e ofereceu seu abraço, que ela não recusou.

Dean até não podia ser o mais romântico e doce dos homens, mas com certeza possuía certa sensibilidade e percepção das coisas.

Victoria só não sabia até quando isso duraria. Suspirou. As coisas não poderiam ficar assim para sempre. Eles teriam que ir embora da casa de Bobby – não que ele os estivesse expulsando – e cada qual definir um rumo.

Não era justo ela querer reter Dean junto a si para sempre se não pretendia ir mais além. Assustava-a criar uma relação de co-dependência, não era saudável. E não queria mais sofrer por amor.

Por outro lado, não conseguia ficar mais sem o caçador ao seu lado.

Diabos, estava muito confusa!

Por isso, evitava de pensar no futuro. Agarrar-se às lembranças com Sam e aproveitar a companhia de Dean. Recordar o passado e viver o presente, era o que podia fazer.

Sei que faço isso pra esquecer
Eu deixo a onda me acertar
E o vento vai levando tudo embora.

- 0 –

Castiel abriu os olhos. A princípio, eles arderam, não conseguia divisar nada. Aos poucos, a claridade exterior foi lhe parecendo mais nítida.

Viu-se no que parecia o interior de um grande galpão. Estava meio confuso, não se lembrava de como havia parado ali. Súbito, sua mente estalou para a última coisa que estivera fazendo: libertar Sam Winchester da gaiola de Lúcifer. Contudo, ele não estava em seu campo de visão.

Aflito, o anjo resolveu procura-lo, mas seu corpo não se mexeu. Só aí que se deu conta de que estava acorrentado entre duas vigas grandes de ferro.

- Por fim, você acordou. Como se sente? – uma voz sarcástica lhe perguntou

Castiel se virou em direção a voz. Seus olhos se estreitaram e sua expressão se mostrou mais confusa.

- Anna?

- Surpreso? – ela lhe perguntou com expressão nada amigável

- Mas o quê...?

Não completou a pergunta, porque ela lhe desferiu um forte tapa no rosto. Cass a olhou sem compreender.

- Imagine a surpresa de Isabel assim como a de todos os meus companheiros... e a minha... – ela apertou os dentes – ... quando soubemos que você libertou Sam Winchester.

- Onde ele está? – indagou Cass sem se intimidar – O que você fez com ele?

- Não se preocupe com Sam... ele está bem. Está sendo cuidado – ela acercou o rosto junto ao dele – Preocupe-se com você.

- Por quê? Qual o problema?

- Você ainda pergunta? Como se atreveu a tirar Sam da gaiola?

- Ah, então é isso? – ele assentiu com expressão de desdém – Sua chefe está zangada porque fui eu e não ela quem libertou Sam. Estraguei os planos dela de conseguir mais pontos com o Winchester e Victoria Collins.

- Nunca mais ouse se referir a Isabel nesses termos! – ela o esbofeteou mais uma vez. Em seguida, tirou uma lâmina do interior do sobretudo e encostou a ponta no pescoço do anjo. Por um momento, ele titubeou, mas resolveu se manter firme – Deveria mostrar mais respeito com ela.

- Se é assim que você espera que eu demonstre algum respeito, perde seu tempo – afirmou sem se importar com a lâmina – E por que ela mesma não o tirou da gaiola se não queria minha intromissão?

- Eu lhe disse que ela o faria depois de um ano do tempo dos humanos. Há uma forte razão pela qual Isabel não o fez antes. Não parou para pensar nisso?

- A única coisa que me ocorre é algum esquema muito bem elaborado que precisava desse tempo. Um jogo sujo para manipular Dean, Sam e Victoria.

- Deveria matá-lo por continuar dizendo tais coisas de Isabel – sibilou Anna e abaixou a lâmina na direção do peito de Cass. Ela abriu parcialmente o sobretudo dele e encostou a posta em seu peito. Sorriu ao sentir um leve tremor do anjo – Você está à minha mercê agora.

- Faça o que tem que fazer – disse assumindo um brilho destemido nos olhos.

- Você cometeu um grande erro ao se meter no caminho de Isabel, Cass – declarou Anna com a lâmina prestes a ser enfiada no coração de Castiel – Nunca devia ter tirado Sam Winchester da gaiola antes do tempo.

- Fiz... e não me arrependo – declarou ele com desafio – Pode me matar se quiser... Prove o que sempre pensei de Isabel. Que ela é igual a Miguel e Lúcifer.

- 0 –

Dean tentava desajeitadamente imitar os passos de Victoria ao ritmo do samba e do pagode de cantores brasileiros como Martinho da Vila, Gonzaguinha, Zeca Pagodinho e outros músicos e grupos mais atuais.

Victoria ria do descompasso dele, mas logo demonstrava com charme e graça o gingado brasileiro. Ele a admirava. Tentava não se perder em suas curvas e no fascínio que ela exercia sobre ele, mas era bem difícil.

Sempre era em todos os passeios que realizavam juntos ou nas conversas que tinham. Ele procurava se concentrar em outras coisas que não fosse o brilho dos orbes verdes, a boca carnuda, o suave perfume, o cabelo esvoaçante e os traços harmoniosos. Uma força de vontade que precisava empregar, ainda mais por se lembrar que já havia tocado naquele rosto e naquelas curvas por três vezes em que a beijou. Especialmente a última, quando encerraram o caso da Prostituta de Lúcifer e ele pretendia fugir para se entregar a Miguel.

Facilitava ao se lembrar de Sam para ele direcionar o foco em outros pontos.

No momento, ele o fazia ao prestar atenção nas letras das músicas – embora não entendesse uma palavra em português – e nos passos que Victoria ensinava. Por fim, Dean conseguiu pegar o jeito e a acompanhou naqueles embalos. Após um bom tempo, caiu sentado sobre o sofá da sala.

- Uf! – exclamou – Nossa, tiro o chapéu para os brasileiros! Tem que ter pés para isso.

- Ah, Dean, cansou? – ela zombou se sentando ao lado dele – Agora que você estava pegando o jeito.

- Pô, tem mais de duas horas que a gente tá fazendo isso!

- Um caçador na sua forma... já sem fôlego?

- Detesto admitir, mas acho que me canso menos correndo, pulando e lutando nas caçadas.

- Por falar nisso... você pretende voltar? – ela o encarou com expressão sombria

- Ainda não pensei sobre isso – ele retrucou com a mesma expressão – E você?

- Eu... eu não posso – ela abaixou o rosto – Acho que não vou conseguir mais.

Um longo silêncio se fez entre eles, apenas o som de um pagode do Grupo Só Pra Contrariar o quebrava. Dean sabia exatamente o que ela queria dizer. Sem Sam, aquilo não fazia sentido. Ele pensava o mesmo. Porém, não queria vê-la imersa na tristeza e na dor ao se recordar de seu irmão. Levantou-se disposto a encarar mais uma maratona de samba ou qualquer outro ritmo das terras brasileiras.

- Ei, vamos lá. – disse voltando a fazer os passos – Me mostre aí... Agora que aprendi, não vou me dar por vencido. Vou botar pra requebrar.

Victoria riu e o olhou agradecida por desviar o foco do assunto. Não queria pensar em Sam e muito menos no futuro. Não naquele momento com Dean.

- Quer saber? Agora vai ser nos ritmos que você gosta. – ela se levantou mais animada e dirigiu-se para perto do som onde estava algumas fitas cassetes e CDs. O equipamento na casa de Bobby era um modelo mais antigo, além de ele possuir uma vitrola – Acho que desse grupo você deve ter escutado alguma coisa.

E colocou a música Dead Embryonic Cell.

- Uau! Sepultura! – ele esfregou as mãos satisfeito ao reconhecer a banda de heavy metal brasileira – Esses falam mais a minha língua. Manda ver!

Victoria aumentou o som e dançaram com entusiasmo. Riu-se do modo frenético com que Dean acompanhava o ritmo. A letra era mórbida, mas eles não se importavam. Queriam apenas escutar o som.

Depois de mais algumas músicas da banda, Victoria apresentou a Dean ritmos mais leves de rock de bandas como Paralamas do Sucesso e Titãs.

- Poxa, nunca imaginei que os brasileiros tivessem tanta música legal! – admitiu ele ao se sentar novamente para descansar – Tanta coisa que nós americanos desconhecemos deles.

- É verdade – retrucou Victoria – Eles têm muita coisa boa, não só em relação à música.

- Você disse que morou lá, mas não fala muito de como foi. Era bacana?

- Era... gostei de lá, embora sentisse falta daqui.

- Quando você morou lá e por quanto tempo?

- Bem... foi quando eu tinha uns dez anos. Fiquei por lá até os meus dezoito mais ou menos.

- Peraí... então foi lá que você conheceu o Luke? Porque eu me lembro do que você contou sobre... sobre ele lá em Washington.

- Er... a família dele era muito amiga da minha – disse Victoria ao se recordar de que Dean não sabia sobre sua verdadeira origem. Que não era filha de sangue de Jack Collins – Éramos todos muito unidos.

- Tão unidos que toda a galera resolveu partir pra morar no Brasil? – ele arqueou a sobrancelha, mas percebeu o desconforto dela – Desculpe, eu... você não gosta muito de falar sobre seu passado, não é? Da perda de seus pais... e do seu... primeiro namorado.

- É, não gosto muito. Lembranças dolorosas – afirmou como se esse fosse o verdadeiro motivo.

Recriminou-se. Por que não podia simplesmente contar a verdade para Dean? A essa altura não importava mais esconder seu segredo dele já que Miguel, o verdadeiro monstro que havia destruído sua família de sangue, estava enclausurado para sempre.

Com Sam.

O rosto dela se contorceu de dor mais uma vez.

- Vamos mudar de assunto – tornou Dean ao notar o estado de espírito dela – Que tal... que tal a gente falar... – por um momento, não soube o que dizer. –... vamos contar alguma sacanagem que já fizemos com alguém! – estalou os dedos e a fitou com expectativa de animá-la – Que tal?

- Sacanagem? – ela arqueou as sobrancelhas

-Não num sentido puramente sexual, é claro – ele se apressou em dizer – Alguma brincadeira, confusão, qualquer coisa do tipo que você tenha armado pra cima de alguém bem mané. OK?

- Certo. Mas comece com você. – ela emulou um sorriso malicioso e balançou o dedo para ele – Aposto que já aprontou com muita gente, hein, Dean Winchester?

- Gata, você não sabe o quanto... foram tantas armações que nem dá pra contar todas. – ele abriu um largo sorriso maroto – Mas se prepare para ouvir as mais cabeludas.

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E aí? Que acham que vai acontecer na continuação desta conversa. Será que finalmente rola um beijo? E o Cass? Será mesmo o fim dele? Anna vai matá-lo?

O título do capítulo faz referência a uma famosa série de TV, que inclusive vai voltar com uma nova temporada.

Ah, pessoal! Sobre a gaiola, sei que aparece como é de verdade na atual temporada de Supernatural, mas eu achei tão chifrin como é mostrado que resolvi ignorar. Podiam mostrar num ambiente mais assustador, de uma forma mais perturbadora. Então resolvi usar minha imaginação e a elaborei segundo minha concepção. Espero que tenham apreciado.

E me perdoem os leitores mais jovens. Eu não sei nomes de grupos de samba ou pagode atuais ou de outros estilos e, pra falar a verdade, não curto os de agora. Não sou velha, mas tampouco uma adolescente. Estou na casa dos trinta, portanto, geração aí dos anos noventa e 2000, rsrsrsrs.

Espero que tenham gostado de tudo! E me mandem reviews. Até a próxima.