Sei que vcs devem me considerar a mais perversa de todos os seres que já apareceram em Supernatural, pior do que a Meg, pior do que Lúcifer, do que tio Crowley e até do que a Amara. Mas não deu, gente, realmente tive que interromper a fic por quase um ano para me reorganizar. Agora que estou pondo tudo nos eixos, enfim.

Para lhes compensar a espera, lhes trago finalmente o capítulo pelo qual muitas aguardavam: a primeira vez de Dean e Victoria. Aleluia!

E como sempre digo, as cenas de sexo são bem detalhadas, quem não gosta, não leia.

E sem mais delongas, divirtam-se!

- 0 -

— Nunca mais em tempo algum se atreva a falar qualquer coisa contra Victoria. – falava baixo, mas continha uma fúria reprimida. Seu corpo até tremia.

— Vá em frente – desafiou Dean – Assim vai nos poupar de dores futuras.

O Dean futuro soltou seu Eu e guardou a arma. Ainda estava sob forte emoção, porém, não demonstrou em seu tom de voz:

— Vejo que Cass te distraiu com a história da minha vida com Victoria.

— Acredite, não foi um romance que eu tenha gostado de ouvir.

O outro soltou um riso curto.

— Pode desdenhar o quanto quiser, mas... quando saber quem ela é, não vai ficar tão indiferente assim. Você vai me entender – disse

(...)

Não souberam precisar exatamente quanto tempo se passou naquela muda contemplação, contudo, sentiram uma força magnética os puxar um para o outro. Seus corações começaram a bater no mesmo compasso, suas respirações começaram a se acelerar e suas bocas estavam prestes a se encontrar quando ouviram o barulho da freada de um carro encostando. Era inconfundível o som do Impala preto.

Imediatamente, Vic se afastou do loiro.

— Deve... deve ser Sam – ela ficou ruborizada e bastante constrangida.

(...)

— Que mau juízo você faz de mim, hein? – vendo a expressão de desdém de Vic, ele admitiu com um sorriso torto – Tá certo, eu sei que faço por merecer minha "grande fama de pegador". Mas... por incrível que pareça... eu desejo muito mais do que ter uma mulher diferente por noite comigo. – ele olhou sério para Vic – Quer dizer... não precisa ser algo tão repentino como... er... casamento, mas... eu desejo sim ter alguém pra compartilhar todas as minhas experiências. Acho que sempre quis isso, mas... tudo que aconteceu comigo e com a minha família me fez ter medo de me prender a uma pessoa.

Collins se surpreendeu com aquela revelação. O loiro silenciou por alguns instantes enquanto alternava o olhar entre a boca e os olhos de Victoria. Ela estava trêmula e não conseguia mais disfarçar.

(...)

— Olhe, eu não tenho ilusões, sabe? Eu sei a vida que levamos... e sei qual pode ser o nosso fim...

Collins não retrucou. Estava presa à intensidade do olhar dele.

— Tudo bem. Tanto faz para mim... – suspirou forte – Mas eu quero que você saiba... que a minha ideia de felicidade... é com você. – ele sussurrou com voz rouca a última parte

O coração de Victoria se acelerou. Ela quis abrir a boca, mas não conseguiu emitir nenhum som.

— Não precisa dizer nada – ele continuou – Eu só queria, eu... precisava que você soubesse. Talvez essa seja a única oportunidade que eu tenha pra te falar isso.

Vic estava muda. Não conseguia pensar em nada e por mais que quisesse não conseguia desviar os olhos dos de Dean.

O Winchester se viu preso no olhar daquela mulher que tanto mexia com ele. E sabia que era errado o que pretendia fazer, mas dessa vez, foi mais forte do que ele. Quando percebeu, já tinha agarrado o rosto dela com ambas as mãos e beijou-a com toda a vontade e intensidade que havia dentro dele.

(…)

Com essa decisão, Cass se aproximou de Sam e tocou em sua testa. Fez com que as imagens de seu salvamento fossem apagadas e retornou à última em que o caçador era torturado por Miguel e Lúcifer. Feito isso, Castiel tornou a si mesmo invisível aos olhos humanos e instilou um último toque de energia sobre o peito de Sam.

(…)

Mesmo com o término da música, nenhum dos dois fez o menor movimento para se afastar. Aos poucos, seus rostos foram se aproximando. O beijo entre eles era inevitável.

(…)

Sam soltou um alto arquejo de respiração ao abrir os olhos. Foi como nascer de novo.

Levantou-se de supetão, todo confuso e nu. Tateou o próprio corpo para ver como se encontrava. Não havia marca de nenhum ferimento resultante das intermináveis torturas impingidas por Miguel ou Lúcifer. Contudo, a lembrança das dores ainda permeava sua mente, bem como as imagens do que lhe havia ocorrido. Pouco a pouco, foram se desvanecendo, dando lugar ao momento em que se encontrava.

(…)

— Então… boa noite, Dean – ela se retirou da sala a passos rápidos sem encará-lo mais

— Boa noite… Vic – respondeu ele, porém, ela já havia lhe dado as costas.

Vic abriu a porta, entrou no quarto e fechou-a com estrondo. Encostou-se e foi aí que soltou a respiração de uma vez. Até então ela mal conseguia respirar tamanha emoção.

Deus, o que havia acabado de acontecer? Ela nem sabia. Ou melhor, sabia. Estava prestes a beijar Dean. Por pouco, não o fez.

Que espécie de mulher era? Ia beijar o irmão de seu namorado que estava padecendo lá embaixo? E não fazia nem dois meses.

Não posso fazer isso, pensava. Seria uma traição a Sam, não importa se ele me pediu.

Ela tinha que partir. Não havia jeito. Por mais que quisesse Dean, nunca poderiam ficar juntos. Sam sempre estaria entre eles. Era loucura imaginar que pudessem ter qualquer tipo de relação.

Alguém para Amar (1ª parte)

Sam se abrigou numa casa pequena, velha e abandonada que havia nos arredores do campo em que se encontrou de volta. Titilava pela chuva que apanhou, a noite frienta e por sua nudez. Agachou-se num canto e cobriu-se com os braços para tentar se aquecer. Inútil tentativa. Batia até os dentes e estremecia. Lá fora, o temporal aumentou e, com ele, o vento.

Felizmente, Sam divisou um monte de sacos velhos jogados em outro canto e tratou de agarrá-los. Rasgou dois e usou-os com trapos numa roupa improvisada, amarrando aqui e ali. Com os demais formou um montinho como várias cobertas; iria se meter nelas assim que conseguisse fazer uma fogueira.

Na casa, havia uma chaminé ainda em bom estado; só faltava lenha, porém, havia uns tacos soltos e velhos e algumas tábuas os quais Sam catou e colocou na chaminé. Para acender o fogo, usou lascas de madeiras bem finas e começou a esfregar uma na outra. A operação demorou bastante, mas fez seu efeito e, por outra parte, o esforço em realiza-lo também o aqueceu. Logo, Sam tinha um fogo à sua disposição.

Por fim, acomodou-se no meio dos sacos e dormiu; o raciocínio ainda não estava pronto a funcionar tamanho o cansaço em que se via e logo as pálpebras se fecharam.

Em todo o tempo em que o estava observando, Castiel teve ímpetos de se revelar e ajudar Sam, mas se conteve. Não era hora de se anunciar.

— 0 -

As malas de Victoria já estavam prontas. Bobby havia telefonado e avisado que o caso do Rugaru estava mais complicado de resolver do que esperava e talvez demorasse mais um ou dois dias para regressar.

Por isso, ela pretendia partir antes que ele chegasse. E no outro dia mesmo. Mas tinha que fazê-lo apenas quando estivesse sozinha. Dean poderia impedi-la. Caso ele não saísse, o jeito era sair furtivamente altas horas do dia seguinte com cuidado para não o acordar. Seja como fosse, devia se afastar do Winchester o quanto antes.

A decisão não foi fácil. Sabia que ficar longe dele abriria de novo aquele buraco em seu peito que havia sido deixado por Sam; um buraco que nunca se fecharia, mas que Dean ajudava a contornar apenas com sua presença.

Ela tinha que ser forte pelo bem dos dois; não tinha nada a lhe oferecer. E nem podia. Não era justo para Sam. E também não era justo para Dean. Que homem em sã consciência aceita o amor de uma mulher pela metade, ainda que esse amor seja devotado ao irmão amado dele? Sim, porque ela nunca deixaria de amar Sam Winchester, mesmo que seus sentimentos por Dean se intensificassem. Disso ela tinha certeza. Era algo inexplicável até para ela, mas assim que funcionava.

Foi com essa resolução que resolveu encarar o Winchester pela manhã no café. Contudo, ele não apareceu para o desjejum. Estranhou. Àquela hora, ele sempre acordava com ânsia de saborear as delícias que ela preparava.

Foi até a porta do quarto dele. Bateu. Ninguém atendeu. Girou a maçaneta. Abriu a porta e pela fresta notou que o Winchester não estava.

Estremeceu. E se…? Entrou no quarto e abriu o guarda-roupa. Soltou um suspiro de alívio. Dean não havia ido embora.

Receou que ele houvesse pensado na mesma ideia que ela e partido. Sem despedidas. O estômago lhe revirou. Do que adiantava se sentir aliviada se era ela quem pretendia fazê-lo?

Súbito, deu-se conta de que estava sozinha. Era sua oportunidade de sumir sem que Dean fosse impedi-la. As malas estavam prontas e ela só precisava trocar a camiseta e os sapatos para partir. Nem tomaria café; era só partir e dali a cinco minutos estaria bem longe de Dean Winchester.

Imediatamente, foi para seu quarto e trocou-se. Pensou em chamar um táxi, mas poderia levar tempo e não sabia se Dean se demoraria ou se poderia voltar a qualquer momento.

Abriu a porta do quarto, apanhou as malas e saiu. Parou antes de chegar na sala ao escutar o barulho da porta ser destrancada. Era Dean com certeza.

Droga!, pensou

E rapidamente tratou de voltar correndo o mais que pôde com a bagagem para dentro do quarto.

— Vic? - era a voz dele lhe chamando – Vic?

— Estou no quarto! Só um momento! - ela gritou em resposta e tratou de esconder as malas num canto. Correu para a porta, saiu e fechou o cômodo atrás de si. Seu coração acelerou ao encontrá-lo parado diante dela com o olhar penetrante e intenso. Sorriu-lhe sem graça – Oi.

— 0 –

Sam abriu os olhos ao sentir a chegada do novo dia. Na verdade, já passava da hora do almoço. Ele havia dormido muitas horas. Não devia se censurar, afinal, tudo pelo que havia passado na jaula com seus algozes e o repentino aparecimento no campo haviam lhe esgotado não só física como mentalmente.

Ficou um tempo ainda deitado; queria analisar a situação agora que o repouso lhe proporcionou uma mente mais descansada.

Se lembrava nitidamente de seus sofrimentos, de seus tormentos, isso não lhe era estranho. E nem mesmo o fato de como havia se libertado – era fácil deduzir, Cass o fez. Ou então, na pior das hipóteses, Dean ou Victoria, e, se fosse esse o caso, o que era estranho era ele não sentir nada a respeito, pelo menos nenhum dissabor emocional

Se foi Dean ou Victoria, talvez houvessem vendido a alma... se é que com seria suficiente libertá-lo. Mas o problema era que não estava preocupado se eles o fizeram. Não estava surtando, nem com urgência de procura-los, comprovar qual dos dois foi o autor e tentar reverter a situação. Deveria procura-los, claro, mas não estava desesperado para o fazê-lo.

Ele deveria se importar não? Afinal, era ou a alma de seu irmão ou de sua garota que estava em jogo. Ao invés disso, estava muito tranquilo, talvez agradecido... e só. Estranho. Muito estranho. Intrigante. Perturbador.

Bobagem. Talvez estivesse exagerando. Talvez fosse apenas um estado de letargia causado pelo que passou e pelo cansaço. Logo suas emoções voltariam e o seu velho e dramático "eu" ditaria suas ações a partir dali movido em grande parte por um sentimentalismo barato. A lógica desse pensamento surpreendeu o mesmo Sam pela frieza como punha as coisas.

O estômago roncou o lembrando de suas necessidades básicas. Comida. E vestir-se com roupas de verdade. Talvez devesse mudar a ordem das duas prioridades. Levantou-se e foi tratar das mesmas.

Voltaria a pensar em Dean e Victoria outra hora.

— 0 –

Por fim, Dean saiu novamente.

Victoria achou que ele nunca o faria e teria dificuldades em fugir como pretendia. Suspirou aliviada quando ele anunciou que ia dar uma volta.

Desde o momento em que se viram pela manhã, o silêncio foi a única comunicação existente entre eles. Após um cumprimento desajeitado de sua parte na porta do quarto – pois ela tentava disfarçar seu nervosismo para fugir – e um seco "Bom dia" da parte dele após um olhar avaliador e enigmático e, depois um desviar constrangido do rosto, não houve mais palavras. Ela não lhe perguntou onde esteve pela manhã e nem ele a questionou sobre o que ela fizera.

Constrangimento. Culpa. Vergonha. Três simples palavras cujo significado era pouco para exprimir o que ambos sentiam desde a noite anterior com o "quase beijo" entre eles. Bom, Vic supunha que o mesmo ocorria com ele já que tanto como ela procuravam se evitar pela casa. E ainda assim, cada qual num canto, sem se verem ou trocarem palavra podiam sentir a presença marcante um do outro.

Deus, era uma tortura! Ela não podia mesmo continuar assim. Não estavam brigados, mas se ignoravam como se um simples olhar fosse causar um incêndio entre eles e leva-los a... ao início de algo que nem ousava exprimir em palavras.

Não, não e não. Eu não posso. Eu não devo, dizia a si mesma. Não podia trair Sam. Seria uma infâmia ao amor deles. Podia até cumprir parte do seu pedido em tentar reconstruir sua vida com alguém – talvez para dali há dez anos e mesmo assim, tinha lá suas dúvidas se conseguiria – contudo, com o irmão dele e em menos de dois meses de sua morte... nunca.

Precisava ir e sem que o Winchester a visse, pois tinha certeza que ele a impediria, não porque quisesse manter uma relação com ela, mas por se preocupar com seu bem-estar, de ela se perder sozinha por aí, embora o Apocalipse já não fosse uma ameaça e ela, tampouco, uma mulher indefesa. E se ficasse, não sabia se numa próxima vez em que houvesse um clima entre eles, seria novamente um "quase beijo". Dean até poderia ser forte pelo irmão, mas Vic não tinha certeza se ela mesma o seria. Não era de Dean que estava fugindo, mas de si própria.

O silêncio entre eles imperou até à hora do almoço quando o chamou. Trocaram um breve e inevitável olhar, mas evitaram qualquer outro durante a refeição, pelo menos não diretamente: ela o olhou por duas ou três vezes quando percebeu que ele estava distraído e sentiu também por duas ou três vezes um olhar longo e acentuado da parte dele.

Por favor que ele saia, que ele saia... ou eu não vou conseguir.

Ela pedia mentalmente o tempo todo porque sentia que a qualquer momento um dos dois quebraria aquela tensão, tocaria no assunto da noite anterior e daí... só Deus para ajudá-los.

Felizmente, o bom Deus, algum anjo que prestasse (Castiel talvez) ou o próprio Dean ouviu suas preces. Duas horas após a refeição, ele lhe comunicou rapidamente que iria sair e se demorava. Ela não lhe perguntou aonde iria, talvez devesse para não levantar suspeitas, mas como escutou o ruído do Impala se afastando, percebeu que estava exagerando, o Winchester não era capaz de adivinhar seus pensamentos, não como Sam.

Poucos minutos após a saída de Dean, Victoria tratou rapidamente de apanhar suas malas não desfeitas. Sentiu uma pontada do coração... quisera se despedir de Dean! Mas não havia como, ela não conseguiria e ele não deixaria. Pelo menos uma carta, uma breve nota lhe devia. Ah! E a Bobby ou este seria bem capaz de atirar em Dean pensando ele ser o responsável por sua saída repentina. Era-o de fato, mas não deliberadamente.

Escreveu um sucinto bilhete ao tio se desculpando por sua partida e garantindo que nada tinha a ver com Dean, não que ele o houvesse provocado. E terminava garantindo que ligaria para lhe explicar.

Para Dean, também deixou uma nota de desculpas e lhe disse que precisava ir embora pelo bem deles e que, com certeza, ele entenderia o motivo de ela o fazer. Sim, não precisava de muitas palavras para o Winchester captar o significado implícito por trás daquelas palavras.

Por fim, com um último suspiro, pegou as malas e saiu da casa. Dean possuía uma cópia que Bobby lhe fez assim como ela. Como ele se demoraria, não viu problemas em chamar um táxi, o veículo não se demoraria mais de cinco minutos, porém, queria esperar na calçada do ferro-velho.

Victoria não tinha caminhado dez passos quando escutou a voz de Dean:

— Vai a algum lugar?

— 0 –

Sam precisou roubar um motorista para conseguir roupas, transporte e dinheiro.

Não era a primeira vez que roubava, mas era a primeira vez que feria uma pessoa para fazê-lo, alguém que nada havia lhe feito de mal. E o fazia sem se sentir culpado.

Não foi difícil o estratagema; jogou-se no meio da estrada acenando como um desesperado. O motorista quase saiu da estrada ao frear, mas Sam conseguiu seu intuito de pará-lo.

Quando o homem saiu para lhe reclamar o ato tresloucado, Sam não lhe deu oportunidade e se atirou sobre ele e o desacordou com vários golpes. Quando percebeu que o homem tão cedo daria acordo de si, Sam o puxou para o meio do mato, despiu-o, jogou os trapos velhos dos sacos, vestiu as roupas do homem, tirou sua carteira que continha bastante dinheiro, pegou as chaves de seu carro e foi-se. Os cartões de crédito não lhe serviriam, pois assim que acordasse, o homem daria parte à polícia. E Sam deveria se livrar do carro tão logo se encontrasse na primeira cidade que visse.

Não tinha razão para ficar com consciência culpada – e de fato, não estava – pois não havia matado o homem, apenas pegava "emprestado" o que precisava para se manter vivo. Era a lei da sobrevivência, não?

Pegou o carro e saiu dali rapidamente. Castiel também entrou no carro sempre invisível para Sam, observava o Winchester com o cenho franzido.

— 0 –

Victoria sentiu como se vivenciasse um dèja vu. Só que ela sabia precisar a cena exata a que se remetia.

Foi quando Dean pensava em se entregar para Miguel pouco depois de terem matado a Prostituta do Apocalipse. Porém, ela o interpelou antes que pensasse sequer em entrar no Impala. E usou exatamente aquelas palavras "Vai a algum lugar?"

Contudo, dessa vez, os papéis se invertiam. Era Dean que a interpelava com tais palavras antes que ela pensasse em colocar os pés fora da propriedade de Bobby.

Ele estava num dos corredores do ferro-velho, uma curva à esquerda, com os braços cruzados e o corpo encostado na lateral de um grande bloco de ferro amassado, restos de algum carro. Não havia zanga na fisionomia, apenas uma expressão de escárnio e um bico que se fechava sobre o que parecia um palito de fósforo que ele mordiscava. Victoria colocou as malas no chão sem jeito, sentindo-se com uma criminosa pega em flagrante.

— Sabe, desde ontem à noite eu estava grilado pelo que nos aconteceu – cuspiu o palito e disse sem rodeios fazendo uma clara referência ao "quase beijo". Parecia despreocupado, mas Victoria notou um leve tremor em uma de suas mãos. Ela engoliu em seco – Precisei sair cedo para colocar a cuca no lugar, sabe? – ele se desencostou do ferro e avançou alguns passos em sua direção. Ela estremeceu. – Aí voltei... não consegui pensar em nada – ele sorriu e deteve-se a poucos centímetros – E quando cheguei notei você um pouco tensa – Collins estremeceu –... mais ou menos do jeito que costumo ficar quando sei que estou aprontando – ele abaixou a cabeça ao soltar uma risada curta e, em seguida, levantou-a novamente – Você até que disfarçou bem, Vic, mas eu peguei no ar o que se passava. E teve uma hora que aproveitei quando você foi ao banheiro para confirmar minhas suspeitas – bateu palmas duas vezes – E lá estavam suas malas.

— Dean... – ela tentou se explicar, mas ele levantou uma das mãos

— Até pensei em te confrontar na hora, mas depois resolvi te dar uma chance para dizer algo. – ele assentiu várias vezes – E quando vi que você não o faria, resolvi inventar que ia sair sem hora pra voltar. Claro que saí com meu carro, queria fazer questão que você me visse saindo com ele pra dar mais credibilidade, mas o estacionei logo ali na esquina – apontou com o polegar para trás por cima da orelha. Franziu o cenho – E voltei correndo pra te esperar... pra ver se você teria mesmo coragem de ir embora sem se despedir, sem nenhuma explicação... e pasmem... – ele estendeu os braços na direção dela e os abaixou apontando-a – ...você ia mesmo.

Collins ia abrir boca para se explicar, porém, nesse momento, chegou o táxi que havia chamado. Estacionou a pouca distância deles. Ambos viraram os rostos na direção.

— Foi daqui que chamaram um táxi? – o motorista, um sujeito gordo e barbudo perguntou em alto som após vê-los e abaixar o vidro da janela. Ele coçou o queixo ao analisar um pedaço de papel e olhou para Vic – Er... a senhorita Victoria Collins?

— Desculpe, meu chapa, mudança de planos. A madame não irá mais – gritou Dean em resposta antes que Vic confirmasse e apanhou as malas do chão antes que ela fizesse qualquer movimento para detê-lo – Foi mal.

— OK... Não por isso – o sujeito torceu a boca, deu a partida balançando a cabeça e se foi

— Dean, o que pensa que está fazendo? – indagou Victoria ao vê-lo retornar à casa com suas malas.

— O que você está vendo... tendo a gentileza de carregar sua bagagem para dentro – retrucou em tom irônico.

— Dean, não pode fazer isso – ela sibilou enquanto o acompanhava até a porta

— Já estou fazendo, Vic – ele colocou uma das malas no chão para apanhar a chave

— Eu estava indo embora.

— Pois é, você disse bem... estava, mas não vai mais – ele destrancou a porta e apanhou a outra mala do chão. Entrou.

Victoria tragou uma boa dose de ar e expirou-a profundamente para se acalmar.

— Você carrega um bocado de coisas, hein? Bem pesadas suas malas – tornou ele

— Dean, pode parar aí mesmo! – ela esbravejou

— Não, quem tem que parar é você – retrucou ele no mesmo tom ao se voltar para ela. Colocou a bagagem no chão – Você não tem esse direito, Vic.

— Ah, não tenho o direito de ir e vir? Essa é boa – ela quase riu.

— Não me venha com essa. Sabe perfeitamente a que me refiro. Você sair assim sem nenhuma palavra, sem dizer nada pra mim ou mesmo para Bobby.

— Eu deixei um bilhete pra cada um de vocês.

— Um bilhete? Ora, vamos, Vic! Pra que isso? Que necessidade de ir embora sem falar comigo?

— Você teria me deixado ir?

— Claro que não... pelo menos não sem antes o Bobby voltar.

— Ah, está vendo? Por isso que eu não quis lhe dizer nada. E você sabe muito bem que Bobby vai me encher os ouvidos pra tentar me impedir de ir embora... ele com essa mania de proteção.

— Ele se preocupa com você... e eu também.

— O Apocalipse já acabou, Dean. E eu sou maior, vacinada e caçadora.

— Então por que você queria ir escondida, Vic? Por que ir sem se despedir dele... e de mim? – ele voltou a questão. Ela se calou. Ambos sabiam a resposta, mas nenhum queria ser o primeiro a admitir. – É... por ontem? Pelo que aconteceu?

Parecia que Dean se decidiu a levantar a questão.

— Eu... não sei do que está falando – ela abaixou o rosto para não o encarar – Nada aconteceu.

— Quase aconteceu. – ele foi incisivo

— Dean... olha...

— OK, Vic, tudo bem. A gente não tem que falar sobre isso – ele levantou os braços para o alto – Eu juro pra você, eu não toco no assunto, eu não vou nem chegar muito perto de você se isso te incomoda... Me desculpe, tá? Foi tudo culpa minha, deixei a gente numa situação chata.

— Pare com isso, Dean! Sabe perfeitamente que você não provocou a situação sozinho – ela levantou rapidamente o rosto para encará-lo, mas não o olhava diretamente – Nos deixamos levar, você e eu.

— É, e eu te prometo que isso não vai mais acontecer. Eu sei que você ama o Sam, Vic... e ele é meu irmão. Não importa se ele está morto, sei que não tenho o direito de... – ele se interrompeu e também desviou o rosto. Afastou-se das malas e dela e foi para um canto como se tivesse medo de se deixar controlar por seus impulsos. Voltou-se para Collins – O que eu quero dizer é que vou me manter distante se for te tranquilizar, eu... eu só não quero que você se afaste, Vic. Sei que não podemos ficar para sempre assim na casa do Bobby e que cada um tem que tomar um rumo, mas não temos que nos separar de um modo tão repentino. A gente... a gente meio que pode ficar perto um do outro, não muito, mas o suficiente. – ele coçou a cabeça. Não sabia como se expressar sem parecer muito sentimental e carente, mas queria fazê-la entender da melhor forma possível. – Eu perdi meu irmão, a pessoa que mais me importava, pra quem eu teria dado a minha vida... por quem já vendi a alma – ele quase sorriu – Sei que tem o Bobby e o Cass, mas não é a mesma coisa. Com você, é diferente... Droga, Vic! – ele levantou as mãos mais uma vez exasperado – Eu te disse lá em Blue Earth...você sabe – engoliu em seco, assim como ela – Estar perto de você... suaviza esse buraco deixado por Sam. - calou-se. Esperou alguma resposta da parte dela, mas não houve. – É isso. Eu... só não quero ficar longe de você. Juro que não vou tentar nada, mas... não vá embora assim, Vic.

Que se danasse se acabou por soar patético, carente e sentimental. Apenas queria que soubesse o quanto precisava dela em sua vida, mesmo que fosse apenas como uma amiga.

— Você não entende, Dean – disse ela após instantes de um silêncio constrangedor e se aproximou de onde estavam suas malas. – O problema não é você... não propriamente você.

— Então qual é? – perguntou em tom incrédulo

— É que... é que... – hesitou ante o olhar inquiridor do Winchester – Sou eu! Tá legal? – elevou a voz e, dessa vez, era ela quem levantava os braços exasperada

Dean a fitou com evidente confusão. Ela suspirou decidida a lhe revelar a profundidade de seus sentimentos.

— Eu te amo, Dean Winchester! É esse o problema! – continuou Vic – Eu... me apaixonei por você desde a primeira vez que te vi no Bobby... não, antes ... nos meeus sonhos. – admitiu. Dean continuou a fita-la com surpresa – Me apaixonei por você assim como me apaixonei pelo Sam. Sei que isso é loucura, indecent até... amar duas pessoas, ainda mais dois irmãos, mas foi isso que aconteceu – sem ter coragem de encará-lo ela foi pegando as malas – É por isso que tenho que ir embora... pra não ceder a essa vontade de querer que você me ame, que me beije...

Não disse mais nada porque Dean se aproximou de repente, agarrou-a no rosto e beijou-a com paixão feroz.

Imediatamente, Vic largou a alça das malas e correspondeu a ele. Não estava surpresa pela iniciativa dele, sabia que cedo ou tarde aconteceria e, talvez por isso, queria evitá-lo. Mas agora não, não tinha forças para resistir.

A cintura de Victoria foi rodeada pelos braços dele enquanto o enlaçava pelo pescoço, permitiu que ele aprofundasse o beijo. Sua língua foi tomada com voracidade e ânsia e ela tomou a dele da mesma forma; ambos gemeram por sentirem a textura e o gosto um do outro.

Não era um beijo luxurioso, embora fosse intenso; era um beijo cheio de sentimento; uma declaração de amor. Vic podia sentir o desejo dele, sua ternura, seu carinho, seu amor e, invadida por todas essas emoções, as transmitia.

Ambos se entregaram aos vãos da inconsciência e se deixaram levar por seus instintos. Dean foi conduzindo lentamente Victoria até a parede da sala e prensou-a, colocando uma de suas pernas no meio das coxas dela; ela gemeu com o movimento. Deslizou a boca pelo queixo dela, mordiscou-o e começou a atacar o pescoço com os dentes e a língua; suas mãos começavam a passear pelo corpo de Victoria ainda por cima de suas roupas.

Escutar os gemidos de Vic o excitavam e o estimulavam mais ainda. Porém, um fio indesejável de consciência fê-lo se pronunciar, mas sem interromper os movimentos:

— Vic... você vai ter que me parar... porque eu não vou conseguir – a voz saiu ofegante e aos sussurros. Vic não respondeu, apenas se limitou a agarrar sua cabeça – Vic... me mande parar ou eu vou continuar.

Ambos sabiam o motivo. A imagem de Sam começava a emergir de suas mentes, porém, era uma imagem difusa e sem força para considerarem.

— Não... – Victoria gemeu – Não... pare. Quero você, Dean.

Qualquer indício de culpa que começava a assomar na mente de ambos fora deixado de lado; no dia seguinte, pensariam a respeito. Mas aquele momento não havia espaço para outros sentimentos que não fossem a paixão, amor e desejo mesclados num só.

A resposta de Victoria foi o suficiente para o Winchester intensificar suas investidas. Ele desceu a cabeça para o vão dos seios cobertos por uma camiseta sem mangas e firme que dispensava o sutiã. Num movimento único e repentino, Dean retirou a peça, quase deixando Vic sem fôlego ao erguer os braços para se libertar da vestimenta. O Winchester nem se permitiu contemplar os seios, tamanha a loucura em senti-los. Sua boca tomou um enquanto uma mão apertou o outro. Em resposta, Vic soltou um grito e suas mãos puxaram o cabelo do Winchester. Uma leve dor que sentiu pelo movimento involuntário dela apenas serviu para que ele sugasse seu mamilo com mais ímpeto.

A mão livre de Dean deslizou pela calça dela, no meio de suas pernas e acariciou sua intimidade por cima do jeans. Enlouquecida, Victoria empurrou sua cabeça para afastá-lo apenas para deslizar até onde ele estava abaixado e agarrá-lo pela gola da velha jaqueta. Tratou de retirar a peça com violência e, ajudada por ele que soltou um grunhido de aprovação, também retirou sua camisa; ela precisava sentir o calor e a nudez de seu peito.

Abraçaram-se com fervor e o contato entre as peles provocou uma descarga intensa, o calor aumentou, assim como o desejo de ambos, se era possível. Retiraram às pressas o resto das roupas assim como os calçados; estavam quase ao chão, ora ajoelhados, ora agachados à medida que se livravam de cada peça. Completamente nus, Dean levantou a ambos e voltou a prensar Victoria na parede aumentando a intensidade do beijo e das carícias.

A vontade de possui-la ali mesmo era grande, mas ele não estragaria um momento tão especial, o momento que tanto esperou – embora julgasse impossível realizá-lo – por uma pressa desnecessária; Victoria era sua, pelo menos ali e agora.

Diminuiu a intensidade de seus movimentos e procurando acalmar sua mente e as palpitações de seu coração, ele a ergueu e tomou-a no colo, as pernas dela enlaçadas em sua cintura e a cabeça dele afundada no pescoço feminino, sentindo o suave perfume. Lentamente, carregou-a para seu quarto. Vic se deixou conduzir se acalmando também.

A porta, um aparente obstáculo, estava apenas encostada. Ele a abriu e conduziu sua amada até a cama. Depositou-a no colchão, mas sem deitá-la, ela se sentou; Dean a soltou por uns instantes com relutância, apenas para contemplá-la, colocou-se de pé, viu-a em toda sua beleza, nua, ali sentada o contemplando também em toda sua beleza.

Em seguida, sem ainda voltar a tocá-la e sem deixar de fita-la por um instante, ele ficou de joelhos sobre o colchão sem dobrá-los; Vic o imitou e colocou-se na mesma posição. Sem se tocarem, ficaram se observando por um bom tempo, mas não apenas seus corpos nus, era como se desnudassem suas almas, suas essências um para o outro apenas com o olhar.

E como se fosse um movimento combinado, aproximaram seus corpos e se abraçaram. Soltaram um longo suspiro em uníssono, mas era um abraço calmo sem a luxúria de minutos antes. Suas mãos acariciaram as costas um do outro lentamente como se quisessem se fundir em um só.

Victoria não saberia dizer quanto tempo ficaram assim; não se importaria se permanecessem naquela posição. Porém, os joelhos cansaram e os corpos começaram a se incendiar. Soltaram-se brevemente com relutância e deitaram-se de lado, fitando-se de frente sem desgrudarem um só momento o olhar.

Então Dean começou a acariciá-la enquanto contemplava suas curvas; ela suspirava a cada toque, ele ofegava a cada parte que tocava. Era um toque terno e intenso ao mesmo tempo, as mãos dele trabalhavam com precisão e volúpia. Contornaram o nariz, os lábios, todo o rosto de Vic. Desceram pelo pescoço e ombros até alcançar os seios; neles, intensificou as carícias. Ela gemeu pelos mamilos que endureceram, pela forma como ele os apreciava.

Dean não tinha pressa; embora seu corpo queimasse por ansiar o dela, não pretendia que o ato fosse ligeiro. Na verdade, ele nunca se apressava nas relações que tinha com outras mulheres. Ao contrário, gostava de tê-las à sua mercê, de fazê-las delirar, clamar, gemer por ele; no fundo, pura satisfação do ego sob uma superfície de generosidade ao proporcionar prazer às suas parceiras.

Com Victoria era diferente, não era simplesmente satisfação do ego; ele queria fazê-la feliz, que o ato fosse tão especial para ela quanto estava sendo para ele; queria amá-la, protege-la, tocar nela com bastante carinho e cuidado. E, ao mesmo tempo que queria lhe proporcionar tais sensações, ele próprio o desfrutava. Tremia por dentro; aquela mulher era capaz de abalar as estruturas de seu ser, derrubar os muros de proteção que havia construído em torno de seus sentimentos. Nenhuma antes dela fora capaz de lhe provocar aquilo, nem Cassie, nem Lisa.

Victoria resolveu imitá-lo e retribuir todo o prazer que lhe proporcionava; começou a deslizar a mão sobre o rosto dele. Dean fechou os olhos para apreciar o toque. Em seguida, ela desceu a mão sobre o peito dele e com movimentos repetitivos de subir e descer, acariciou-o na região. O Winchester prendeu a respiração; ela o sentiu estremecer. E quando a mão dele migrou para sua cavidade e fê-la perder o fôlego, ela lhe devolveu o favor ao tocar em seu membro.

O Winchester gemeu alto e, sem se conter, interrompeu as carícias na cavidade dela e o movimento que ela lhe fazia no seu membro, para puxá-la com impetuosidade para ele, sobrepondo seu corpo no dela. Vic arfou com o movimento inesperado, e suas mãos seguraram no pescoço dele.

Dean a fitou por um momento, um olhar intenso e ardente. Em seguida, beijou-a com todo o amor e desejo que sentia por ela. Collins o correspondeu e reiniciaram o encontro entre as línguas enquanto suas mãos trocavam carícias.

A boca de Dean mordiscou o queixo de Victoria, demorou-se no pescoço e, por fim, alcançaram os seios. Ela retesou o tronco aumentando os gemidos; Dean mordiscava sem piedade seus mamilos, sugava-os como se fosse um faminto insaciável. Quando se deu por satisfeito, sua língua e dentes traçaram um caminho reto e ininterrupto por seu ventre e umbigo... e chegaram à sua intimidade.

Victoria gemeu alto para o seu deleite; o Winchester delirava ao escutá-la e, ao mesmo tempo, invadir sua região mais profunda e quente; ele queria se perder completamente nela. Ela agarrou a cabeceira da cama e abriu-se mais para ele como um convite a intensificar as investidas; Dean entendeu e aumentou o ritmo de sua língua e boca dentro dela.

Vic estava a ponto de alcançar as nuvens quando Dean interrompeu os movimentos. Não foi a propósito. Era verdade que ele costumava sacanear suas parceiras ao interromper esses momentos de prazer que lhes proporcionava para depois voltar a recomeçar; era um jogo de que gostava. Mas dessa vez, ele simplesmente não aguentava mais; seu órgão começava a latejar por alívio e, ao ver que Collins estava molhada e quente o suficiente para recebê-lo, ele resolveu que precisava estar dentro dela; dar-lhe o prazer que ela necessitava e receber o dele também.

Ela o olhou por entre as pernas e ele apenas correspondeu; em seguida, sem perder o contato visual, subiu o corpo. Tentando controlar a ansiedade e tendo que desviar a vista, a mão dele deslizou para a cômoda ao lado da cama, abriu-a, tateou seu interior e retirou uma camisinha.

Verdade que fazia quase dois meses que não pegava mulher, um recorde para ele. Em parte, era por guardar luto pelo irmão e, por outra, por estar concentrado em confortar Victoria. Mas não significava que ele não carregasse ou guardasse nenhum preservativo para qualquer eventualidade.

Victoria esperou impaciente por cada movimento dele, inclusive quando rompeu o invólucro da camisinha e colocou-a em seu órgão. Finalmente, voltando a fita-la diretamente com ternura e paixão, penetrou-a; arfaram em uníssono.

As mãos de Victoria o agarraram pelos ombros e ele colocou os braços de cada lado do seu rosto para impulsionar o corpo no interior dela e começou lentamente seus movimentos. Enquanto seus corpos se perdiam cada vez numa dança intensa, seus olhos mergulhavam na imensidão um do outro, transmitiam seus sentimentos.

Perderam a noção do tempo; minutos, horas ou séculos pareciam se mesclar; o Apocalipse poderia voltar e queimar o mundo todo que nem se dariam conta.

Victoria foi a primeira a alçar as alturas e, quando deu acordo de si, seu corpo tremia e suava pelo orgasmo que acabava de experimentar; ela ainda pôde contemplar Dean se contorcendo como louco com o corpo ainda no seu interior.

O Winchester sentiu que chegava de fato ao Céu; nem mesmo sua rápida ida no lugar poderia se comparar com o que experimentava com Victoria. E depois de alcançar o ápice, seu corpo desabou esgotado sobre o dela, não só pelo esforço físico, mas pelo mental de ter segurado sua excitação até o fim, até que ela atingisse o êxtase primeiro.

Nenhum dos dois se movimentou; ficaram parados na mesma posição. Era como se não quisessem mais se separar. Não escutavam mais nada, apenas as suas respirações ofegantes; temiam até emitir qualquer outro som que os desligasse daquele momento.

Sabiam que estavam mais conectados do que jamais estiveram antes e, não importava o que fosse acontecer dali para frente, nunca mais a relação deles seria a mesma; o laço definitivo se estabelecia ali.

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E aí? Espero que tenham gostado. Nos próximos dois ou três capítulos ainda vamos ter cenas quentes entre eles, mas também mais sobre Sam, o Cass e outros antes de voltarmos para a ação. Não deixem de comentar, viu? Até a próxima.