Bem, o capítulo tem hentai, espero que gostem. A letra é da música "Quero que tudo vá pro inferno", do Roberto Carlos. É bem antiga, mas acho que tem tudo a ver com o momento, principalmente com o Dean
Boa leitura!
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— Sam! - Castiel deu um passo imediatamente para avançar, porém, Anna o segurou pelo ombro. Ele se voltou para ela. - O que estão fazendo com ele?
— Como eu disse, ele está sendo cuidado. Eles estão terminando de estabilizá-lo.
— Mas… por quê?
— Ainda pergunta? O que você fez foi muito perigoso, Cass. Com sérias consequências para Sam.
— Que consequências?
— Uma delas está à sua frente. Sam está num estado permanente de coma… e mesmo você estava assim quando encontramos vocês dois num campo.
— Quanto tempo fiquei desacordado? - indagou após uma longa pausa
— Umas três semanas do tempo dos humanos. - a expressão de Castiel foi de assombro – Você mexeu com uma alta energia da gaiola ao libertar Sam, Cass.
— Você disse uma delas… Que outras consequências pode ter?
(...)
— Eu te amo, Dean Winchester! É esse o problema! – continuou Vic – Eu... me apaixonei por você desde a primeira vez que te vi no Bobby... não, antes ... nos meus sonhos. – admitiu. Dean continuou a fita-la com surpresa – Me apaixonei por você assim como me apaixonei pelo Sam. Sei que isso é loucura, indecente até... amar duas pessoas, ainda mais dois irmãos, mas foi isso que aconteceu – sem ter coragem de encará-lo ela foi pegando as malas – É por isso que tenho que ir embora... pra não ceder a essa vontade de querer que você me ame, que me beije...
Não disse mais nada porque Dean se aproximou de repente, agarrou-a no rosto e beijou-a com paixão feroz.
(...)
Dois demônios altos, carecas e troncudos seguravam de cada lado o corpo de Joshua, abatido e ensanguentado. Apesar disso, o demônio ostentava uma expressão desafiadora. Eles o jogaram no chão, em cima de um tapete vermelho que se estendia desde a entrada até debaixo do trono em que Crowley se sentava.
Joshua se apoiou nas duas mãos e levantou a cabeça em desafio para Crowley. Seus captores ainda continuavam lado a lado, atentos a qualquer movimento de sua parte e aguardando novas instruções do seu senhor.
— Meu caro Joshua – disse Crowley e dignou-se a descer da pequena escadaria diante de seu trono até ficar no mesmo nível que Josh – Há quanto tempo... Deixou saudades, hein?
— Como vai... Crowley? – retrucou Joshua com sorriso de escárnio – Vejo que está mais senhor de si e com o rabinho fora das pernas agora que Lúcifer voltou para sua caixa.
(…)
— A gente nunca vai ser inteiramente feliz... Sam sempre vai estar entre a gente e não poderia ser de outra forma... ele vai aparecer nas nossas conversas... nas nossas recordações... e mesmo em momentos que estivermos bem. Sempre vai parecer que uma parte da gente está faltando... ele, é claro... – sorriu tristemente – Eu não espero e nem quero que você o esqueça... porque você simplesmente não pode... assim como eu. E não importo se o que você sentir por mim não for por inteiro. Eu... prefiro viver assim do que não ter nada.
Calou-se. Havia dito muito mais do que queria. Victoria o fitou surpresa. Ela não sabia o que lhe responder.
— Não tem que me dar uma resposta agora... apenas pense. E se for até pra facilitar... eu me mando para um motel aqui perto a fim de dar espaço pra você. É o que quer?
— Eu... aham... não sei, Dean – ela balançou a cabeça. Estava confusa e atordoada com tudo o que ele havia lhe dito. – Não tem que sair daqui do Bobby... er...
— É melhor – decidiu ele adivinhando seu espírito – Se eu ficar... vou acabar te agarrando a qualquer instante – fitou-o trêmula. Sabia que não brincava e ela também sabia que não lhe resistiria – E quero fazer isso sem me sentir culpado... e sem fazer você se sentir também. Prefiro me afastar até você ter certeza do que quer – fez uma pausa – Estarei no motel aguardando por sua decisão. Mas... não me deixe esperando muito – sorriu, embora o olhar transparecesse seriedade –... ou irei procurá-la dentro de uma semana.
(…)
O telefone chamou três vezes antes de ser atendido.
— Alô – era a voz de Vic. Sam não respondeu – Alô?
Desligou. Sim. Ela estava lá. E ele não sentiu nenhuma emoção por escutar sua voz, ao contrário, sentiu-se incomodado. Não queria ainda encontrá-la até ter certeza se ela e Dean estavam ou não juntos.
Ele queria se certificar com Bobby antes sem que os dois soubessem que estava vivo. Seu plano era voltar às caçadas e inclui-los, mas precisava averiguar se valia pena. Se estivessem envolvidos, a relação deles poderia atrapalhar o sucesso do velho negócio.
Alguém para Amar (4ª parte) - Final
— Então... Você entendeu ou terei que repetir? – indagou Crowley com expressão de tédio
A pergunta era dirigida a uma figura encapuzada, um homem.
Sua expressão variava de alívio a ódio; o primeiro sentimento devido a estar livre das torturas pelas quais foi submetido durante muito tempo. Um longo tempo. Quase eterno, se poderia dizer.
O ódio era dirigido ao Rei do Inferno, não só pelas torturas impostas, mas por tudo que ele representava. E agora tinha que se humilhar para ter sua liberdade. E vingança.
— Cada palavra – respondeu o homem, mas apertou o punho para conter a fúria.
— Ótimo. Sua missão é muito simples para o tanto de benefícios que lhe proponho. – Crowley sorriu condescendente – Terá sua vingança e poderá ter uma chance de ganhar uma passagem para o Céu. Claro... não garanto esse segundo... depende mais se você se comportar nessa sua nova chance.- o homem estreitou os olhos. Crowley alargou o sorriso – Mas caso não consiga, prometo que seu retorno não será tão doloroso. Dependendo... posso até lhe dar uma posição de destaque no Inferno.
— Dispenso – disse o homem ousadamente – Prefiro voltar aos tormentos que passei a trabalhar ao lado de um demônio.
— Oh, belas palavras... mas vazias – Crowley estreitou os olhos – Você já está trabalhando para mim, se não percebeu.
— Não tenho escolha... acredite. Se tem algo que odeie mais do que a sua raça... – fez uma curta pausa. Apertou a mandíbula –... é o meu irmão. E já que não posso me vingar mais dele por estar fora do meu alcance, me vingo no que lhe restou na face da terra.
— Sim... e aprovo sua resolução. – apontou-lhe o dedo – Mas lembre-se do que eu lhe disse... primeiro vamos usar esse recurso de um jeito ou de outro... mesmo que ele nem saiba que esteja sendo usado. – recostou-se no trono – Afinal, não estamos falando de qualquer um... estamos falando de...
— Eu sei – cortou o homem – Mesmo em meio ao que passei... escutei todos os comentários a respeito dele, principalmente quando esteve aqui – sorriu – Ele e o outro parecem ter mais fama aqui do que todos os seus demônios juntos.
— Para você ver, o quão pode ser útil aos nossos propósitos.
— A seus propósitos... você quer dizer.
— Meus propósitos que agora são seus. – lembrou-lhe Crowley. – Não se esqueça.
— Não me esquecerei. E depois... posso me livrar dele?
— Como quiser... – deu de ombros – É até um favor que me faz. Ele se tornou uma pedra muito incômoda no meu sapato... mais até do que você.
O homem não contestou, mas o olhar que dirigia a Crowley era de puro desprezo.
— Oh, que olhar mais fatal. – ironizou o Rei do Inferno com um sorriso de escárnio. Em seguida, tirou um celular do bolso. – Pegue.
O sujeito apanhou o objeto que Crowley lhe jogou. Possuía reflexos rápidos.
— O que é isso? – indagou-lhe
— Um tipo de telefone por incrível que pareça – o outro franziu o cenho com estranheza – Possui linha direta com o inferno. Você vai me manter informado através dele. – fez sinal para um dos demônios presentes – Não se preocupe que meu subordinado lhe explicará como usá-lo e lhe passará mais algumas instruções. Alguma pergunta?
— Não. Me passou tudo o que eu precisava saber
— Excelente. Agora vá – balançou o dedo em riste – E não ouse falhar... e muito menos me trair.
— Certo – respondeu o homem entredentes. Irritava-o receber ordens de um demônio, mas não tinha opção – Te manterei informado de todos os meus passos.
— Assim espero.
Fez um gesto para que o indivíduo se retirasse junto com o empregado. Assim que eles se saíram, Crowley refletiu por uns instantes. Apesar do acordo entre eles, não confiava totalmente no sujeito, ainda mais por ser o tipo que ele mais detestava, assim como o de qualquer outro demônio. Talvez fosse uma cisma desnecessária, mas era melhor se prevenir. Fez um gesto para um serviçal a um canto, um que lhe parecia menos tolo.
— Senhor? – o servo se aproximou e fez-lhe uma reverência.
— Tenho uma missão para você.
— 0 –
O que eu faço?
Era a pergunta que ecoava na mente de Victoria pela milésima vez.
Fazia três dias que Dean havia saído da casa de Bobby para lhe dar espaço a fim de pensar sobre a situação deles, mas ela não se resolvia. Culpa e o desejo de uma nova vida se alternavam em sua mente.
Ora ela se imaginava numa vida comum com Dean – embora a perspectiva lhe soasse estranha, o modo como se encaixariam. Ora a imagem de Sam sofrendo lá embaixo lhe invadia os pensamentos.
Estava muito confusa. Não se achava no direito de ser feliz enquanto seu amado penava pela eternidade. Ao mesmo tempo, não se via mais numa vida sem Dean. Não suportaria ficar longe dele, mas estar perto sem poder tocá-lo era praticamente impossível, para não falar uma tortura.
Deus, o que eu faço?
Escutou o barulho da fechadura da porta da sala ser destrancada. Estava na cozinha preparando um almoço e foi averiguar quem chegava.
Seria Dean? Não, ele deixou bem claro que só voltaria em uma semana, caso não lhe desse resposta. Então só podia ser…
— Ó de casa! - a voz de Bobby ecoou pela residência – Estão todos vivos?
— Bobby! - Vic foi até ele e abraçou-o – Como você está?
— Forte como um touro… e as pernas tão boas quanto antes – olhou ao redor – Cadê o Dean?
— Ele… não está – abaixou o rosto constrangida
— Onde ele foi? Fazer alguma compra?
— Não, ele… está num motel aqui da esquina.
— E por quê? - Bobby a olhou com estranheza – E que história é essa de ele te deixar sozinha?
— Ai, Bobby, por favor – revirou os olhos – Até parece que sou uma criança que não sabe tomar conta de mim mesma.
— Não pode me criticar por me preocupar. Lembre-se de como você estava nas últimas semanas.
— Sim, mas eu já estava melhor quando você partiu. E como foi a caçada com o rugaru?
— Foi… moleza.
— Moleza? - franziu o cenho – Mas você disse que esse rugaru estava te dando mais trabalho do que o habitual.
— Ai, menina, depois falamos sobre isso, não mude de assunto. Você ainda não me respondeu porque Dean saiu daqui para ficar num motel de quinta logo ali – Vic desviou o rosto – Não me diga que ele está curtindo com alguma garota enquanto deixa você aqui, ainda em estado vulnerável – ela abriu a boca para protestar – Não me conteste. Você ainda está vulnerável, mesmo tendo reagindo melhor. E então? Ele está lá com alguém?
— Não, não há nenhuma garota… bom… mais ou menos.
— Não entendi. Explica isso direito.
— Bobby, senta aí, por favor. Eu tenho uma coisa para te contar.
— O que foi? - ele a olhou desconfiado
— Sente… Confia em mim. - o velho caçador obedeceu, mas seu olhar era inquisitivo. Vic também se sentou – Er… antes me prometa que não vai usar sua arma contra Dean, não importa o que eu te contar
— Ele te aprontou alguma coisa? - Singer elevou o tom.
— Não… quer dizer, sim… quer dizer, nós dois aprontamos juntos – ela fechou os olhos e suspirou – Bobby… nós dois… Dean e eu… ficamos juntos.
Esperou. Um curto silêncio se fez.
— Ele não se aproveitou de mim, antes que você diga qualquer coisa. Foi… aconteceu. Nós dois quisemos – abriu os olhos e Bobby a fitava, não com expressão irritada, mas curiosa – Eu sou adulta, Bobby, não sou nenhuma donzela indefesa que se deixa ludibriar por qualquer um.
— Sei perfeitamente disso – retrucou Bobby num tom tranquilo
— E…? - ela esperava a explosão
— E…? - devolveu ele – Tem mais alguma coisa para me contar?
— Bobby… você entendeu o que eu acabei de falar? – estranhou a reação dele
— Perfeitamente, Vic.
— E não vai falar nada?
— O que quer que eu diga? Estou esperando que me explique o que isso tem a ver com a saída do Dean.
— Bobby, Dean e eu dormimos juntos – encarava-o intrigada – Entendeu? Juntos. Na cama dele. Nos tocamos… e todo o resto.
— Não fale comigo como se eu fosse um débil mental – Bobby fez uma expressão de paisagem
— Mas… eu achei que você ia se surpreender e se zangar – o caçador riu. Victoria ficou ainda mais confusa – Eu não sei qual é a graça.
— Vic, por que acha que eu me demorei nesse caso do Rugaru?
— Você disse que estava dando trabalho… - súbito, ela se interrompeu e o fitou com os olhos arregalados – Não me diga que foi tudo uma mentira sua… para deixar Dean e eu aqui sozinhos.
— Não, mentira, não. - ele apontou o dedo em sinal de advertência – Fui de fato caçar um rugaru. Você escutou quando o Rufus me telefonou… me pedindo para resolver por estar ocupado em outro caso. - suspirou – Mas não me custou nem um dia. Foi como tirar o pirulito de uma criança… ou quase.
— Mas você admite que se demorou para nos deixar a sós? - Singer assentiu com expressão culpada. Victoria balançou a cabeça – Mas, Bobby… eu não entendo… Como você sabia…?
— Ora, por favor, Vic! Sou macaco velho, conheço você e Dean há anos e tive tempo suficiente para observar a reação de vocês durante esses dias. Só um cego não perceberia o que há entre vocês.
— Mas… você não é contra? Pois eu me lembro bem da sua reação com o Sam, mesmo ele sendo um cara mais sério… e Dean não se enquadraria no seu modelo de homem ideal para mim.
— Com o Sam, as circunstâncias foram diferentes na época. Lembra? Era por ele ser o receptáculo de Lúcifer. Mas… se fosse hoje, se você o assumisse como namorado, eu não me oporia. - suspirou – Quanto a Dean, conheço a peça… mas eu sei do que um homem apaixonado é capaz de fazer. E Dean está apaixonado por você, Vic… algo que nem sonho eu conceberia. Mais: sou capaz de afirmar que ele seria capaz de dar a vida por você.
Collins não respondeu, apenas engoliu em seco.
— Você sofreu muito, Vic… e o sacrifício de Sam foi o maior dos golpes que teve na vida… Nunca te vi tão destruída e penso que se não fosse por Dean, nada teria conseguido fazer você recobrar a razão e te feito reagir. - fez uma pausa – Você tem que seguir em frente… e acho que só conseguirá com Dean ao seu lado. Ele também precisa de você para suportar a dor da perda do irmão. Vocês fariam bem um ao outro – sorriu – E sabendo disso, como eu poderia ser contra?
— Mas não tem nem dois meses que o Sam… - ela não completou. Contorceu o rosto de dor, segurando-se para não chorar – Como eu posso ser feliz com Dean sabendo que o Sam está sofrendo? Não é justo. Que espécie de mulher eu seria?
— Você seria um ser humano – Bobby foi incisivo – Um ser humano que merece uma chance de ser feliz, não uma penitente que tem que pagar por uma decisão que nos salvou a todos – Bobby suspirou – Vic, o Sam me pediu para que apoiasse a relação entre você e Dean… na noite do mesmo dia em que ele me pediu sua mão em casamento.
— Por que eu não estou surpresa? – ela estreitou os olhos e levantou as mãos exasperada. Lembrava-se perfeitamente de ter acordado na noite em questão e ter flagrado Sam saindo do quarto de Bobby. O Winchester inventou uma boa desculpa, mas ela ficou desconfiada, embora naquele momento fingisse se convencer completamente para descobrir no dia seguinte que o pedido era uma farsa – É impressionante como Sam foi capaz de arquitetar um plano para minha vida com você e Dean.
— Com o Dean?
— Sim, com o Dean… embora ele não concordasse – suspirou – Sam só não me consultou a respeito.
— Não se zangue ou se magoe com ele, Vic. Sam só estava preocupado com sua felicidade… e por isso, você não tem que ter medo ou se sentir culpada em mergulhar de cabeça numa relação com o Dean.
— Eu não sei… Ele até me propôs que morássemos juntos.
— Uau! Essa é bem rápida! Não esperava que Dean fosse radicalizar.
— Pra você ver.
— Mas olhando por um lado, Vic, com o Dean é assim, tudo ou nada… Se ele te propôs, é porque pretende levar a sério. Ele te leva a sério. Não é um passatempo ou uma diversão.
— Eu sei, Bobby, mas…
— Mas nada! - olhou para ela com repreensão – Estou te desconhecendo, Victoria Collins. Achei que fosse mais decidida e corajosa. - Vic riu – Não se sinta culpada por amar novamente. Não importa se é por Dean ser irmão de Sam e nem pelo pouco tempo em que ele nos deixou. Se Sam soubesse que você está se privando de ser feliz por ele, garanto que sua dor e o seu sofrimento seriam bem piores.
Victoria não aguentou e se derramou em lágrimas, foi um choro baixinho e incontido. Bobby se levantou e foi até ela. Colocou o braço em volta de seus ombros e disse:
— Chore… é bom. Talvez você nunca consiga deixar de chorar pelo Sam, mas ao menos terá um ombro em quem se apoiar. Alguém que por sofrer a mesma dor que você, será capaz de entendê-la e confortá-la. - ergueu o queixo dela – Não deixe o rapaz escapar de suas mãos, querida. Não é qualquer mulher que poderá dizer que conseguiu prender Dean Winchester – Victoria esboçou um sorriso, mesmo que de leve – Agora, enxugue essas lágrimas e vá atrás daquele idiota apaixonado.
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Dean fitava o teto espelhado do quarto de motel. Não se decidia se assistir mais uma fita pornô ou tomar outro banho frio. O terceiro naquele dia. Apesar de terem se passado somente três dias do prazo estabelecido para que Victoria se decidisse sobre eles, para ele foi como uma eternidade. Não parava de rememorar cada instante vivido com ela, não só as longas horas de sexo – estas, principalmente –, mas também aquelas semanas em que passaram o tempo juntos e conseguiram se divertir, mesmo no meio da dor em comum pela perda de Sam.
De que vale o céu azul e o sol sempre a brilhar
Se você não vem e eu estou a lhe esperar
Deus, como ela lhe fazia falta em todos os sentidos! Aquela mulher conseguia lhe dominar não só o corpo, mas o coração e a mente.
Havia se proposto em evitar de encontrá-la na rua, mesmo que por acaso, tanto para não pressioná-la antes do prazo, quanto para ele próprio não perder o controle e aparecer antes na porta da casa de Bobby e implorar logo por uma resposta dela.
Só tenho você no meu pensamento
E a sua ausência é todo o meu tormento
Quem diria que Dean Winchester ficaria de quatro por uma mulher? Se alguém comentasse há pouco mais de um ano que lhe ocorreria, teria rido da cara da pessoa.
Ele estava fervendo. Havia se masturbado nesses três dias mais vezes do que se lembrava ter feito por uma semana, mesmo em sua puberdade. Quando se esgotava do ato, entrava na ducha fria para controlar aquele fogo. Ou via fitas eróticas para desviar o foco de sua atenção, mas estas só pioravam seu drama.
Quero que você me aqueça nesse inverno
E que tudo mais vá pro inferno
Colocou as mãos no rosto com exasperação.
Ah, Vic, se decida logo porque eu não estou aguentando, ou melhor, meu amiguinho não está.
De que vale a minha boa vida de playboy
Se entro no meu carro e a solidão me dói
Escutou um toque na porta. Devia ser a recepcionista com seu pedido de hambúrguer com bacon.
Era uma moça muito bonita, que o havia secado. Se fosse em outra época, já a teria a levado para cama na primeira oportunidade, mas agora não. A tentação era grande, ainda mais com aquela necessidade de se aliviar, porém, ele não ia estragar suas chances com Vic. Talvez ela nunca soubesse se ele se arriscasse, mas não se deixaria dominar por seus instintos. Victoria merecia respeito e consideração de sua parte, além de muito amor e carinho.
Onde quer que eu ande tudo é tão triste
Não me interessa o que de mais existe
Levantou-se, calçou os sapatos e abriu a porta. Deparou-se com Victoria. Seu coração deu um solavanco. Embora a aguardasse, não esperava que ela fosse surgir assim sem ser anunciada pela recepção.
— Subornei a recepcionista para me deixar entrar sem que você fosse avisado – esboçou um sorriso malicioso – Falei para ela trazer seu sanduíche daqui a uma hora… e aproveitei para pedir um para mim.
Quero que você me aqueça nesse inverno
E que tudo mais vá pro inferno
Calou-se à espera de uma reação de Dean que não se demorou. Ele a puxou pela cintura e beijou-a ardentemente; ela arfou e enlaçou seu pescoço com os braços. Dean a prensou no umbral da porta e roçou seu sexo no dela, para que visse o quanto estava excitado. Separou a boca a centímetros para tomar fôlego e lhe dizer:
— Por que demorou tanto? – disse com voz arfante e mordiscou o lóbulo de sua orelha
— Demorei? – ela respondeu também arfante – Só tem três dias...
— Para mim foi muito tempo – interrompeu-a e começou a massagear seus seios por cima da blusa que vestia.
— Para mim... também – ela disse quase sem fôlego pela carícia
Não suporto mais você longe de mim
Quero até morrer do que viver assim
Dean voltou a beijá-la, conduziu-a para o interior do quarto e fechou a porta com o pé, sem se preocupar em trancá-la. Imediatamente, tirou a camisa dela vislumbrando um sutiã preto e sexy e ela lhe devolveu o favor, tirando sua jaqueta e camisa, ambos quase numa sincronia veloz e urgente.
As mãos de Victoria tocaram na superfície peitoral com propriedade, arrancando um gemido involuntário de Dean.
— Raios, Victoria! - praguejou ele ao sentir o membro latejar de excitação. Ela riu pelo efeito que causou nele
Só quero que você me aqueça nesse inverno
E que tudo mais vá pro inferno
Em resposta, Dean abriu o fecho de seu sutiã, tirou a prenda com agilidade e jogou-se com ela sobre a cama. Vic arfou pelo movimento e pelo contato de suas peles. Gemidos altos saíram de sua garganta quando o Winchester desceu até seus seios e acariciou-os com a língua em torno deles e nos mamilos; sentiu depois os dentes e a boca dele na região.
As mãos do Winchester acariciavam as outras partes do corpo de Victoria enquanto ele se deliciava em seus seios. Deslizaram para o cós da calça de Vic, abriu o zíper e introduziu uma das mãos na intimidade dela. Vic soltou um grito agudo para o seu deleite.
Nossa, estava faminto por ela! Seu órgão clamava por alívio imediato, mas se continha o mais que podia. Felizmente, sentiu que ela já estava molhada, talvez por estar tão necessitada quanto ele.
Ohhh
E que tudo mais vá pro inferno
Tirou apressadamente a calça de Victoria e seus sapatos e ela também o ajudou a se despir. Arrastaram-se juntos para o meio da cama, sentaram-se e entrelaçaram as pernas. Dean inclinou o corpo de Victoria para trás, apoiando suas costas com um das mãos e a outra, passeando por todo seu corpo, em cada curva, sem se deter em uma parte específica. Puxou o tronco dela para junto de seu, esfregou seus seios contra seu peito, enquanto mordiscava o rosto, pescoço e ombros dela numa velocidade alucinante.
— Ah, Vic! - urrou ele no meio dessas carícias – Eu… não aguento mais… eu preciso... – falou numa voz ofegante e espremida.
— Sim… eu também – respondeu ela tão arfante quanto ele
— Em cima da cômoda... – disse quase sem fôlego, mal se lembrando de qualquer outra coisa que não fosse Collins e ele –… camisinha…
Não suporto mais você longe de mim
Quero até morrer do que viver assim
Vic saiu momentaneamente do seu colo e esticou-se para apanhar o preservativo. Dean queria retê-la, mas teve que liberá-la, não aguentava ficar um instante sem o contato do corpo dela. Assim que ela lhe entregou a camisinha, Dean rompeu o lacre, colocou-a em seu membro e puxou Victoria em cima de seu colo. Penetrou-a de uma vez, os dois arfaram e gemeram alto pela união de seus corpos.
Só quero que você me aqueça nesse inverno
E que tudo mais vá pro inferno
Logo começaram a se remexer, com Victoria segurando em seus ombros e conduzindo os movimentos, ora de vaivém, ora de descida e subida; Dean revirou os olhos, estava à beira da loucura. Ele inclinou a cabeça para os seios de Vic e regozijou-se novamente neles com a boca e os dentes. Isso bastou para enlouquecer Victoria e fazê-la intensificar os movimentos.
Ohhh
E que tudo mais vá pro inferno
Dean sentiu a musculatura da cavidade de Vic se contrair e deu graças a Deus, porque não se aguentava. Era uma tortura segurar sua excitação por aquela mulher que o descontrolava, embora fosse uma tortura quente e deliciosa!
O Winchester abandonou os seios de Victoria para prestar atenção as reações de seu rosto. Era maravilhoso vê-la se contorcer; queria poder apreciá-la chegar ao orgasmo, mas sentiu o corpo querer ceder ao prazer. Não aguentava mais, ele também precisava de alívio.
Fechou os olhos e abandonou-se, sentindo Vic também ceder ao atordoamento! Um raio o atingiu por inteiro e ele sentiu que se prolongou até Victoria. Abriu os olhos e ela também o encarava, a expressão de intenso júbilo como a dele.
Ohhh
E que tudo mais vá pro inferno
O êxtase chegou ao fim e quando voltaram foi como se eles fossem puxados pela gravidade, descendo das alturas. Abraçaram-se com avidez como se o simples contato entre eles pudesse conservar a experiência única de terem gozado juntos. Para Dean, era a primeira vez que conseguia chegar ao orgasmo junto com uma mulher; para Victoria, embora já houvesse vivenciado a experiência com Sam mesmo que por poucas vezes, foi como se o vivenciasse pela primeira vez ali com Dean.
Ohhh
E que tudo mais vá pro inferno
Durante um bom tempo, não disseram nada um para o outro. Não havia como descrever aquele milagre. Sim, era como um milagre! Assim Dean o sentia. Um milagre que seu Anjo lhe proporcionava.
Seu Anjo. Ele sorriu. De anjo, Vic não tinha nada, pelo menos não no sentido corrente, de pureza e tranquilidade, que as pessoas comuns que não sabiam da real natureza de tais criaturas lhes atribuíam. Mas Victoria sempre seria um anjo para ele, cuja imagem o confortou nos momentos mais lúgubres de sua existência, mesmo em sonhos.
Ohhh
E que tudo mais vá pro inferno
Não mediram quanto tempo ficaram naquele estado passivo apenas abraçados e sentindo as respirações, os perfumes e o calor um do outro. Mas quando seus corpos reclamaram por se esticarem, tiveram que ceder aos apelos e separaram-se com relutância. Mesmo assim, deitaram-se lado a lado, os olhares sem se afastarem e se contemplaram por um bom tempo em silêncio. Quando muito, apenas sorriam.
Ohhh
E que tudo mais vá pro inferno
Batidas na porta trouxeram os dois para a realidade. Piscaram várias vezes simultaneamente como se acordassem de um sonho.
— Senhor Dean Winchester… o seu pedido – a voz da recepcionista se anunciou do lado de fora.
— Eu vou… - Dean ia se levantar para atender, mas Victoria o deteve.
— Pode deixar que eu atendo – disse com um olhar reprovador e levantou-se prontamente – A bonitinha deve estar doida para te secar
A princípio, Dean não entendeu, mas depois emulou um sorriso convencido. Vic estava com ciúmes.
Ela colocou apenas a jaqueta de Dean por cima do corpo e foi atender. A recepcionista fez uma expressão desapontada, mas forçou um sorriso. Entregou uma bandeja com os burguers e refrigerantes
— O seu pedido… e o do senhor Winchester – esticou um pescoço para tentar ver Dean, mas Victoria interceptou sua visão.
— Obrigada – dise Vic com um sorriso igualmente forçado, tomou-lhe a bandeja e entregou alguns trocados – Pode se retirar.
Não esperou nem a moça sair – ela ficou com expressão descontente – e bateu-lhe a porta na cara.
Quando se virou, deparou-se com Dean segurando o riso com a mão, mas sem sucesso.
— Qual é a graça? - ela estreitou os olhos.
— Ah, Vic. Você fica linda com ciúmes de mim.
— Deixa de ser convencido! – elevou o tom – Não foi ciúmes.
— Ah. Não? - ele a fitou com descrença
— Não… eu… só estava te preservando de olhos alheios – ela colocou a bandeja na cama e sentou-se. - Te poupando de passar por uma situação constrangedora com uma recepcionista chata.
Dean não aguentou e caiu na gargalhada. Vic cruzou os braços com expressão aborrecida
— Há-há. Estou morrendo de rir – disse ela
— Ai, Vic, essa é boa – disse ele colocando as mãos na barriga.
— Quer saber? Pare de rir e trate de comer de uma vez. Ou então eu como seu sanduíche. Olhe que dou conta mesmo!
— Ih, apelou, hein, Vic? Não, senhora, passe cá meu baconzito.
Comeram em silêncio, entregues cada qual em seus pensamentos. Por fim, terminada a refeição, Dean pôs a bandeja na cômoda, voltou a se sentar na cama na mesma posição que a de Vic, com as pernas cruzadas, e tomou a iniciativa da conversa:
— Bem, você veio aqui.
— Sim. - disse ela um pouco nervosa.
— Mas… eu preciso saber a que você veio, Vic. Porque a possibilidade de sermos simples amigos, sei que está descartada com o que acabamos de fazer.
— Com certeza – ela riu
— Mas… resta saber se...
— Eu aceito morar com você – cortou-o antes que completasse a pergunta. Ele ficou mudo. Vic ficou insegura com o silêncio dele. - Quer dizer, se ainda tem certeza de que é o que você quer.
Em resposta, Dean avançou sobre Victoria, deitou-se sobre ela e beijou-a intensamente até ambos ficarem sem fôlego. Desgrudou momentaneamente os lábios dos dela e disse com voz ofegante e rouca enquanto a fitava com ternura e paixão:
— Baby, pode estar certa que essa foi a resposta que eu mais queria escutar de você.
— Tem certeza, Dean? – perguntou Collins mais uma vez
— Tenho. – afirmou e beijou-a levemente nos lábios – Não imagino dividir minha vida com outra mulher que não seja você, Vic.
Vic percebeu a sinceridade tanto em sua voz como em seus olhos.
— Mas nós precisamos conversar como vamos fazer – disse ela – Onde vamos morar, como…
— Depois, baby – ele a silenciou com o indicador e o polegar – Vamos deixar esses detalhes para depois… pelo menos para mais tarde. - sorriu-lhe com malícia – Agora tenho algo mais interessante que quero fazer com você.
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Joshua gritava horrores da masmorra de Crowley, sofrendo as torturas mais inimagináveis. Por fazer uso de um receptáculo, a dor impingida era muito pior. Na verdade, torturar um demônio num receptáculo humano era mais eficiente para se atingir tanto o físico como o psíquico.
Estava preso por duas correntes a uma grande roda de madeira, que de vez em quando era girada por um dos seus torturadores.
Os demônios que o flagelavam tentavam a todo custo arrancar alguma informação dele, mas tudo o que conseguiam eram zombarias, afora suas imprecações e gritos de dor.
— Mais! Mais! - dizia ele – Vocês só têm isso para me oferecer, suas mulherzinhas?
Irritava tanto seus algozes que eles aumentavam o peso das torturas, mas nada conseguiam de Joshua. Estavam nesse ritmo há, pelo menos, uma semana.
À entrada de Crowley, os torturadores pararam o que faziam a um gesto dele. O Rei do Inferno se postou diante de Josh com falsa expressão piedosa.
— Ora, ora, Josh, você continua nessa? Por que insiste ser leal a quem claramente o deixou na mão? Não que a lealdade seja a marca de um demônio – coçou o queixo com expressão reflexiva – Mas menos ainda neste caso. - Josh o encarava com a expressão de desprezo, embora cansada e dolorida – Você não precisa passar por tudo isso. E mais: se me contar o que quero saber, sou capaz até de perdoá-lo e lhe dar um cargo de confiança, não tão oneroso quanto o que você tinha, mas uma posição bem razoável – sorriu condescendente - E então? O que me diz?
Joshua fez uma expressão como se meditasse nas palavras do Rei do Inferno. Sua fisionomia se abriu como se ponderasse em aceitar; Crowley alargou o sorriso, congratulando-se intimamente pela sua capacidade de bom negociador – característica sem a qual nunca teria chegado tão alto. Contudo, sua expressão desmoronou quando Josh lhe cuspiu uma golfada de sangue no rosto, proveniente de suas lesões internas.
— Digo para você contratar demônios mais capacitados – zombou ele e riu – Você perdeu o olho para enxergar um verdadeiro talento, hein, Crowley? Vai ver que só conseguia mostrar serviço na barra da saia da Lilith. Mas depois que ela se fudeu por causa de Lúcifer, você não tem sido o mesmo, não é? Continua sendo um demoniozinho de encruzilhada da mesma forma antes de ela o ter notado.
O Rei do Inferno não disse nada a princípio com expressão imperturbável. Aproximou-se tranquilamente de Josh e emulou um leve sorriso. Em seguida, enfiou os dedos em seus olhos e arrancou suas órbitas, fazendo o nervo sair junto. Joshua berrou muito mais do que aqueles dias em que estava preso.
— Ora, que pena… Parece que quem perdeu o olho agora foi você. Os dois. - disse Crowley com falsa doçura na voz e aproximou os lábios do ouvido de Josh – E isso é suficientemente capacitado para você? - sorriu com desdém, afastou-se e limpou os dedos e a mão com um lenço. Virou-se para seus empregados – Comecem a arrancar todas as partes, mesmo que sobre apenas a cabeça para falar.
Ambos assentiram.
Crowley saiu assobiando enquanto ainda escutava o grito de Joshua ecoar pela masmorra.
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Sam estava num carro bege parado a poucos metros da casa de Bobby. Pelo movimento que havia observado o dia inteiro a certa distância, e também por não localizar o Impala do irmão, concluiu que não havia nem sinal de Dean e nem de Victoria.
Castiel permanecia a seu lado, sempre invisível para ele e cada vez mais intrigado com o comportamento do Winchester. Testemunhou Sam agindo como um pervertido e entregando-se a orgias (bom, não ficou olhando os detalhes, mas o pouco que vislumbrou foi o suficiente para lhe dar uma ideia exata); além disso, ele também se entregou à jogatina e à bebida.
Cass começou a achar que Anna havia lhe dito a verdade sobre as consequências que teria que enfrentar por ter libertado Sam da gaiola, antes do tempo estipulado por Isabel, quando o Winchester, finalmente, largou tudo o que fazia e caiu na estrada. Entrou junto com ele no carro que roubou, embora com desconfiança, mas se tranquilizou ao vê-lo tomar o rumo que levava à casa de Bobby.
E agora estavam ali.
Sam pegou um celular novo que adquiriu com parte do dinheiro que havia em sua conta fictícia que Victoria mandou abrir. Felizmente ainda estava na ativa, embora apenas com o último depósito que ele não quis sacar quando descobriu sobre Collins – não ficaria com pudores ou machismo de recorrer a tal expediente. Discou o número do caçador. Duas chamadas depois, Bobby atendeu:
— Alô?
— Bobby, sou eu. Sam – a linha ficou imediatamente muda do outro lado – Escute, estou num carro a poucos metros de sua casa. Pode pegar água benta, faca de prata ou qualquer objeto que você quiser testar para averiguar se sou eu mesmo. Mas eu preciso falar com você. Dean ou Victoria estão aí?
Havia constatado que não, mas precisava ter certeza. Esperou. Escutava apenas o som da respiração de Singer. Um minuto depois, ele respondia:
— Não. - o tom era imperceptível, mas Sam percebeu certa emoção incontida
— Ótimo, porque ainda não quero falar com eles. Posso aparecer aí agora ou você precisa de algum tempo para se preparar?
Novo silêncio por mais um minuto.
— Me dê dez minutos… e apareça. - disse Bobby como se estivesse com dificuldade para manter a voz firme
— OK, até daqui a pouco.
E desligou. Estava feito.
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Bem, no próximo capítulo vou mostrar mais cenas do Sam e do Castiel, principalmente este e quase nada sobre a Vic e o Dean. E no finalzinho a gente vai dar um salto de alguns meses, naquele ponto da última cena do capítulo final da fic anterior. E nos próximos começa a ação total. Me mandem reviews, viu? Até a próxima.
