Este capítulo tem partes do episódio 20, da sétima temporada, "O homem que queria ser rei", em que ficamos sabendo pelo próprio Castiel sobre suas andanças após o fim do Apocalipse. Como estou colocando desde o início as ações dele, achei melhor adiantar o enredo do episódio neste momento da fic.

Boa leitura!

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Anteriormente:

— Me prometa outra coisa também, Dean – continuou Sam.

— O quê?

— Que você vai cuidar da Vic por mim.

— Ahn... é claro – o loiro concordou meio sem jeito - Vou dar meu apoio a ela, ser um ombro amigo.

— Não, Dean, não foi isso que eu quis dizer.

— Então... não entendo.

— Quando eu disse pra você cuidar dela, eu quis dizer... – fez uma pausa. Custava-lhe dizer aquilo, porém, não podia ser egoísta – Eu quis dizer pra você ficar com a Vic e passar o resto de sua vida ao lado dela

(...)

No Impala, estavam Dean e Castiel. Também viajavam em silêncio. O caçador não pensava em mais nada a não ser no irmão, nem mesmo estava preocupado com Victoria no momento. Depois de certo tempo, saiu do seu estado de estupor e indagou ao anjo:

– O que vai fazer agora?

– Retornar para o Céu, eu acho.

– Céu?

– Com Miguel na prisão, deve estar uma anarquia.

– Então você é o novo xerife do pedaço?

–Gostei disso. – sorriu – É, acho que sou.

(...)

— Assim que não há bruxo ou feiticeira algum que tenha a informação que eu preciso – disse Castiel, mas falava mais para si do que para Mitica.

O outro não conteve o riso.

— Nenhum bruxo ou feiticeira da face da terra, meu amigo alado. Nenhum vivo.

— O que disse? – seu comentário despertou a atenção do anjo.

— Talvez o único que soubesse algo se encontra morto... há dois ou três meses.

— Quem? – o bruxo ficou calado. Castiel se aproximou mais uma vez com postura ameaçadora. O outro engoliu em seco. – Quem?

— George Tudor.

(…)

— Então temos um trato... Se eu ajudá-lo a tirar Sam Winchester da gaiola, eu estou livre?

Quem perguntava era Richard Mason, ou melhor, George Tudor. E a pessoa para quem perguntava, ou melhor, o ser para quem perguntava era ninguém menos do que Castiel. Encontravam-se na antiga mansão de Mason em sua ilha.

— Sim. – assentiu com expressão severa – Desde que não tente fazer nada contra ele depois que voltar, nem contra Dean Winchester e, muito menos, contra Victoria Collins.

(…)

— Que consequências?

— Uma delas está à sua frente. Sam está num estado permanente de coma… e mesmo você estava assim quando encontramos vocês dois num campo.

— Quanto tempo fiquei desacordado? - indagou após uma longa pausa

— Umas três semanas do tempo dos humanos. - a expressão de Castiel foi de assombro – Você mexeu com uma alta energia da gaiola ao libertar Sam, Cass.

— Você disse uma delas… Que outras consequências pode ter?

Anna não lhe respondeu. Apenas o fitou de modo sombrio e misterioso.

— Terminamos – um dos anjos se pronunciou enquanto se afastava junto com os demais – Agora ele pode ser acordado a qualquer instante, bastando um toque.

— Deixem que a babá dele faça isso – declarou Anna com sarcasmo se voltando para Castiel –Pode levá-lo, Cass.

— Vão me deixar ir assim com ele? - perguntou confuso – Isabel não vai me impedir?

— Não. Você se meteu no que não devia... então, Sam Winchester é sua responsabilidade agora. Já fizemos tudo o que podíamos por ele. Se houver qualquer outra consequência nele por sua intromissão, você descobrirá com o tempo.

(…)

— Eu aceito morar com você – cortou-o antes que completasse a pergunta. Ele ficou mudo. Vic ficou insegura com o silêncio dele. - Quer dizer, se ainda tem certeza de que é o que você quer.

Em resposta, Dean avançou sobre Victoria, deitou-se sobre ela e beijou-a intensamente até ambos ficarem sem fôlego. Desgrudou momentaneamente os lábios dos dela e disse com voz ofegante e rouca enquanto a fitava com ternura e paixão:

— Baby, pode estar certa que essa foi a resposta que eu mais queria escutar de você.

— Tem certeza, Dean? – perguntou Collins mais uma vez

— Tenho. – afirmou e beijou-a levemente nos lábios – Não imagino dividir minha vida com outra mulher que não seja você, Vic.

(…)

— Bobby, sou eu. Sam – a linha ficou imediatamente muda do outro lado – Escute, estou num carro a poucos metros de sua casa. Pode pegar água benta, faca de prata ou qualquer objeto que você quiser testar para averiguar se sou eu mesmo. Mas eu preciso falar com você. Dean ou Victoria estão aí?

Havia constatado que não, mas precisava ter certeza. Esperou. Escutava apenas o som da respiração de Singer. Um minuto depois, ele respondia:

— Não. - o tom era imperceptível, mas Sam percebeu certa emoção incontida

— Ótimo, porque ainda não quero falar com eles. Posso aparecer aí agora ou você precisa de algum tempo para se preparar?

Novo silêncio por mais um minuto.

— Me dê dez minutos… e apareça. - disse Bobby como se estivesse com dificuldade para manter a voz firme

— OK, até daqui a pouco.

Sem Saída (1ª parte)

Brandon era uma pequena cidade distante de Sioux Falls a apenas catorze quilômetros; praticamente, fazia parte da região metropolitana da segunda.

Era nessa cidade que Sam Winchester conduzia um veículo emprestado do ferro-velho de Bobby (ele se livrou do que havia roubado). Seguia as indicações de Singer.

Apesar da pouca distância entre as duas localidades, do ponto em que distava a região onde morava Singer em Sioux Falls até a parte central de Brando se demoravam, pelo menos, uma hora para chegar. Assim que, ainda era de noite quando Sam chegou a Brandon, num bairro de classe média, nas imediações do centro. Apesar da escuridão noturna, não foi divisível localizar a rua que pretendia encontrar, o local era bem iluminado.

Deixou o carro a poucos metros do lugar que buscava e foi andando. Finalmente, deparou-se com uma casa, não muito diferente das demais que havia por ali, mas era maior. Aproximou-se de uma árvore e ocultou-se. Resolveu esperar antes de bater à porta e encontrar seus ocupantes. Pensava num modo de abordá-los e declarar suas intenções.

Contudo, antes que desse algum passo em direção à casa, viu da janela o que parecia ser a sala de jantar e um dos habitantes adentrar o cômodo. Era a hora da refeição noturna.

O habitante era Dean que colocava dois pratos na mesa e seus respectivos talheres. Em seguida, Victoria chegava trazendo uma panela e colocando-a ao meio. Dirigia um sorriso de aprovação ao Winchester.

Os olhos de Sam se estreitaram para observar melhor a cena e seus atores. Collins se virou para sair do recinto, talvez para buscar mais panelas, porém, Dean a enlaçou pela cintura e puxou-a de costas para ele. Vic "lutava" para se desprender, mas aos risos enquanto o Winchester mordiscava seu pescoço. Por fim, ele a libertou após depositar um beijo em sua nuca que fê-la estremecer e dar-lhe uma palmada nas nádegas. Vic lhe devolveu com uma palmada no peito e afastou-se.

Havia risos entre eles, pareciam duas crianças e estavam felizes.

Sam não se comoveu com a cena e, muito menos, incomodou-se. Estranhamente, não sentia nada por ver a mulher que "amava" com seu irmão. Nem raiva, nem ciúmes, nem tristeza, nem alegria. Nada. Tampouco amor.

Apenas teve uma certeza. Eles não serviam ao seu propósito. Estava fora de cogitação lhes convidar para voltar a seguir com o negócio da família. Mesmo com pouco tempo de relacionamento, pareciam muito envolvidos e focados em construir uma relação sólida, um lar a dois. E tais objetivos atrapalhariam sua concentração e foco nas caçadas. Foi como Sam havia previsto.

A seu lado, Castiel apenas observava. Emulava um sorriso. Por fim, Sam ia se mostrar a Dean e a Vic, confortar a dor do casal. Estranhou que estivessem juntos, embora soubesse do sentimento de ambos. Contudo, sabia que Sam não deixaria de se importar com eles, mesmo que lhe doesse vê-los como um casal. E ficou satisfeito por constatar que Anna estava errada sobre o Winchester mais novo, mesmo com seu comportamento diferente de uns oito dias.

Entretanto, quando Sam simplesmente deu as costas e caminhou em direção ao carro, Castiel fez expressão desentendida. Sem opção, entrou com ele no veículo para ver o que faria. Precisava ter certeza de que o caçador estava agindo conforme sua natureza habitual.

Cerca de uma hora mais tarde, Sam estava de volta à casa de Bobby. O velho caçador ainda o fitava assombrado incapaz de acreditar que estava são e salvo, fora da jaula. Porém, àquela altura, deveria acreditar em quaisquer possibilidades em se tratando dos irmãos Winchesters.

Quando o Winchester se apresentou em sua casa, depois de fazer os testes habituais – água benta para verificar possessão demoníaca e lâmina de prata para metamorfo –, Bobby abraçou Sam e derramou lágrimas de emoção por seu retorno, sem se importar em ser meloso.

Fez-lhe mil indagações de como havia saído, quanto tempo fazia e o que tinha feito até então, mas Sam se limitou a dizer que não tinha a menor ideia e que fazia poucos dias que estava de volta. Quanto ao que havia feito, Sam apenas disse que tratou de investigar como havia saído – o que não era inteiramente falso, apenas não especificou que se envolveu com farras e bebedeiras. Disse também que seu primeiro palpite de quem o havia tirado foi para Castiel e até o chamou para lhe esclarecer porém, sem sucesso; nessa hora, o anjo teve ímpetos de se revelar, mas se conteve.

Bobby lhe contou sobre Victoria e Dean e analisou a reação de Sam. Estranhou que não parecesse incomodado, mas o Winchester disse que estava preparado para a possibilidade, uma vez que lhes havia lhes pedido para ficarem juntos. O moço não quis revelar a Singer que, em realidade, não conseguia sentir absolutamente mais nada nem pelo irmão, nem pela sua "amada". Estava cauteloso, talvez aquilo não fosse considerado natural e o que menos precisava era ser visto como uma aberração quando ele queria voltar a caçar várias. Procurou até simular um pouco de pesar, para não parecer tão frio e distante.

O velho caçador também contou que o casal estava morando junto há, pelo menos, uns três dias em Brandon, numa casa que haviam alugado no centro, tendo um conhecido de Bobby como fiador. Deu-lhe o endereço e Sam fê-lo prometer que não lhes avisaria de sua chegada, pretendia fazer uma surpresa.

Mas quem estava tendo uma surpresa após seu retorno da dita cidade era o próprio Bobby.

- Mas por quê, Sam? - indagou ele – Vic e Dean sofreram muito e ainda sofrem por acreditar que você está sendo torturado na jaula. O Dean deu uma de durão, mas eu bem sei o quanto ele estava quebrado no começo. E a Vic? A Vic nem se fala! Ela quase surtou! Se não fosse Dean…

- Eu sei, Bobby, posso imaginar. Mas eu estive lá, precisava ver como eles estavam… e vi que estão felizes. Eles têm uma vida normal. Antes de eu ir para a jaula, era o que a Vic queria. E você sempre almejou o mesmo para ela. Você o declarou daquela vez em que assumimos nosso namoro. - suspirou – E depois… a minha súbita aparição iria atrapalhá-los… eles se sentiriam culpados por estarem juntos e não quero lhes causar isso.

- Mas, Sam, para eles o que mais importa é você. Saberem que você está de volta e bem lhes traria uma felicidade muito maior do que estarem juntos.

- E depois, faríamos o quê? Simplesmente caçar como se não houvesse nada? Ou eles continuariam a querer manter essa vida normal juntos depois de saberem de mim? - balançou a cabeça – Não, Bobby, não quero lhes tirar isso. Dean se sacrificou demais por minha causa e a Vic já teve a cota de dores e perdas dela. Não, deixe os dois no escuro. Deixe que tenham a chance de levarem uma vida normal e feliz.

- Sam, eu…

- Por favor, Bobby, não insista. É para o bem deles. Sei que vai ser difícil para você esconder dos dois o meu retorno, mas faça isso. Nem que seja por alguns anos até que eles tenham se habituado a essa vida e não pensem mais em se separar mesmo que seja por minha causa.

- Sam… - Bobby balançou a cabeça. Não gostava de tal possibilidade

- Vamos, Bobby, no fundo você sabe que tenho a razão. Você nunca mais terá que se preocupar com a Victoria por saber que ela está segura, numa vida normal – sorriu em tom de gozação – Talvez ela até lhe dê sobrinhos netos.

- Mais respeito, viu? - Singer balançou o dedo em riste para ele

- Você entendeu o que eu quis dizer.

- Sim, entendi – assentiu Bobby. – E por mais que eu não goste de ter que enganar Dean e muito menos minha sobrinha, sou obrigado a concordar com você – suspirou – Está certo, não lhes direi nada… pelo menos por um bom tempo.

- Obrigado, Bobby.

- Então… você vai mesmo voltar a caçar?

- Sim, é o que sei fazer de melhor. Um dos Winchesters tem que continuar o negócio da família, não é? – emulou um sorriso – Sempre pensamos que seria o Dean, mas… no fim, parece que serei eu.

- Irônico – Bobby sorriu – Logo você… que sempre foi o mais quietinho e tentou fugir disso a vida toda.

Castiel que escutava a conversa sentiu uma onda de alívio. Então era isso. Sam estava preocupado com a felicidade de Dean e Victoria, por isso, não se lhes apresentou. Pensando bem, concordava com o Winchester. Dean merecia um pouco de paz e alegria depois de tudo o que havia passado; Victoria também. Viveriam ainda com aquela dor pela ausência de Sam, mas poderiam se acostumar por um bom tempo e, um dia, saberiam de seu retorno.

Não havia nada de errado com Sam, constatou. Provavelmente, a semana em que passou metido com diversões deveria ser algum efeito colateral passageiro proveniente do tempo em que esteve enjaulado. Pelo que via, o moço estava voltando aos eixos.

Meu trabalho terminou aqui. Preciso voltar e cumprir minha parte do acordo com Mason.

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Em sua mansão, nas masmorras, Richard Mason andava de um lado para o outro. Estava impaciente. Há semanas que Castiel não parecia depois que saiu em sua empreitada para tirar Sam Winchester da jaula. Sabia que o anjo não poderia se demorar muito para cumprir o acordo entre eles. Mesmo assim, inquietava-se em ter que esperar.

Quando deu as costas novamente para uma das paredes, escutou uma voz atrás de si:

- O feitiço deu certo.

Virou-se um pouco assustado com a súbita aparição, mas não o demonstrou. Era Castiel que o fitava com expressão neutra.

- Ah, que bom que Vossa Senhoria deu o ar de sua graça! - retrucou o bruxo com ironia – Alegra-me saber que constatou a eficiência do meu feitiço e que, portanto, cumpri a parte do meu acordo. - encarou-o impaciente – E agora imagino que cumprirá a sua.

- Decerto – retrucou Cass com olhar inquisitivo

- Mesmo porque você não tem escolha – o bruxo emulou um sorriso de escárnio.

- Não, não tenho – aproximou-se do bruxo e fitou-o profundamente. Mason se sentiu intimidado, o que era raro – Mas posso escolher como fazer.

- O que quer dizer?

Cass não respondeu de imediato. Ao invés disso, tocou na fronte de Mason com a ponta do dedo e sumiram do local. Reapareceram a léguas dali num jardim de algum lugar. Muros altos o cercavam. Viam-se algumas pessoas circulando por ali; outras sentadas e algumas agindo como se fossem crianças, como algumas mulheres brincando com bonecas e homens correndo ou pulando. Todos estavam vestidos com roupas brancas.

- O que está acontecendo? - indagou Mason assustado ao observar o local – Que lugar é esse?

- Aqui é um hospício, como deve saber.

- É o que estou vendo – Mason alternou o olhar entre o anjo e aquelas pessoas – E ainda não entendo o motivo de você ter nos trazido para cá.

- Esse é um lugar para pessoas consideradas loucas. Pessoas como você, George Tudor. - Cass aproximou o rosto mais uma vez do de Mason – E é aqui que você vai ficar pelo resto de sua existência. Eu me certifiquei de que o mantenham aqui – olhou para um homem rechonchudo que se aproximava com jaleco branco e mais dois uniformizados. Provavelmente o médico e os enfermeiros – Assim não causará problemas para mais ninguém

- Você não pode fazer isso! - Mason sibilou – Eu não…

- Posso e o farei – imediatamente Castiel prensou a cabeça do bruxo entre as mãos. Mason gritou de dor – Você esquecerá de tudo o que aprendeu ao longo desses séculos… de quem é, de todos os seus feitiços… e principalmente de Victoria Collins e dos Winchesters.

Richard berrava alto. Tentava se lembrar de alguma imprecação que pudesse afastar o maldito anjo, mas não lhe vinha nenhuma à mente. Pouco a pouco, suas habilidades estavam sendo esquecidas e, com elas, suas memórias retiradas.

- Seu… seu miserável! - foi tudo o que conseguiu dizer com as mãos agarradas nos braços que seguravam – De alguma forma vou sair dessa… e aí…

Não completou porque um jato de luz maior foi injetado no seu cérebro. Castiel estava tendo certa dificuldade em fazê-lo mesmo com todo seu poder, contudo, manteve-se firme. Era preciso remover todo o aparato mental daquele sujeito.

Por fim, retirou as mãos da cabeça de Mason. O homem o olhou atordoado e confuso como se não entendesse o que estava acontecendo.

- Quem é você? - indagou

O anjo não respondeu e sumiu de suas vistas. A expressão de Richard foi de total assombro.

- Moço, o senhor viu!? - indagou Mason ao médico e aos enfermeiros que se aproximaram dele

- Vi o quê? - o doutor esboçou um sorriso condescendente e simpático.

- O homem que estava aqui comigo!

- Que homem?

- Um… de sobretudo. Ele sumiu de repente! – apontava para o espaço vazio. Médico e enfermeiros se entreolharam – Eu vi! Eu juro!

- Claro, claro, claro – o médico assentiu com expressão neutra e olhou para a prancheta que carregava – Bem, me disseram que você chegaria hoje, senhor… Morgan Newman.

- É o quê? - Mason franziu o cenho

- Senhor Morgan Newman… É o seu nome, não?

- Eu… eu… - Richard arregalou os olhos – Eu não sei! Eu… não consigo me lembrar de nada! Eu… nem sei o meu nome! - olhou ao redor com desespero e, em seguida, para o médico e os enfermeiros – E que lugar é esse? O que estou fazendo aqui? E quem são vocês?

- Calma, calma… vamos ajudá-lo – o médico se virou para seus ajudantes – O caso é realmente grave como fomos alertados. Cuidado para não deixá-lo muito bravo. - sussurrou-lhes e, em seguida, voltou-se para Mason com um largo sorriso – Senhor Newman… estes simpáticos homens ao meu lado vão levá-lo para um quarto muito grande e arejado onde o senhor poderá descansar. Um colaborador anônimo garantiu sua estadia permanente aqui

- Mas… mas… - os enfermeiros se aproximaram de Mason, cada qual de um lado. Olhou-os com desconfiança e tentou lhes resistir

- Não tenha receio… vá tranquilo com eles.

- Mas, eu… - Richard acabou por não se opor. Os dois o conduziram – Mas o senhor não viu mesmo o homem? Nenhum de vocês?

- Tranquilo, senhor Newman. - retrucou calmamente o médico – Deixe o homem de lado… agora é pensar em você e no seu descanso.

- Mas o homem… - insistia Mason.

E continuou insistindo até ser levado a um quarto e submetido a pílulas que o fizeram dormir.

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Finalmente, Castiel voltou para o Céu. Tudo o que podia fazer por Sam, ele o fez. Agora devia se organizar e continuar sua vida celestial com tranquilidade, sem as ameaças de Miguel e, muito menos, Lúcifer.

Ele se infiltrou no paraíso de um homem autista que morreu afogado em uma banheira no ano de 1953 e eternizou uma bela tarde de terça-feira em que o indivíduo soltava pipa num bonito parque, cheio de árvores verdejantes e flores, com o sol a pino.

Ali Castiel pensava em ficar o tempo que lhe desse vontade. A paisagem estava tranquila, o silêncio era repousante, quebrado unicamente pelo leve roçar do vento na pipa.

Cass não soube precisar quanto tempo ficou a contemplar o belo quadro, sem se preocupar com mais nada, porém, era uma ilusão acreditar que pudesse permanecer sossegado sem que ninguém fosse lhe atrapalhar. Alguns de seus antigos companheiros surgiram ali, certamente por sentirem sua presença. Ainda assim, ele os recebeu com um genuíno sorriso.

- Você está vivo – disse um deles, uma loira de longos cabelos.

- Sim. - respondeu tranquilamente

- Castiel, vimos Lúcifer destruí-lo.

- Bem, eu voltei.

- Mas… Lúcifer… Miguel? - ela parecia desnorteada assim como os outros

- Eles se foram – o anjo se aproximou dela

- Foi Deus, não foi? - ela indagou com animação

- Não. Foram os Winchesters. - disse com evidente orgulho dos amigos – Eles causaram o apocalipse

- Mas você acabou com os arcanjos, Castiel. - ela emulou um sorriso como se visse nele um herói – Deus lhe trouxe de volta. Ele lhe escolheu, Cass… para nos liderar.

- Não. - rechaçou a sugestão – Ninguém nos lidera mais. Somos livres para fazer nossas próprias escolhas e escolher os nossos destinos.

- O que Deus quer? - insistiu a anjo cada vez mais confusa

- Deus quer que você tenha liberdade.

- Mas o que ele quer que façamos com ela?

Castiel permaneceu calado, não sabia o que lhes responder. Percebeu que seus companheiros não entendiam o conceito de "liberdade" porque foram treinados simplesmente para obedecer. Não podia culpá-los, afinal, outrora pensava e agia como eles antes de conhecer os Winchesters.

Ainda assim, incumbiu-se da missão de explicar sobre liberdade para seus companheiros. O sossego que almejou no Céu do autista foi deixado de lado, pois as primeiras semanas foram difíceis. Eram milhares de anjos que lhe acorriam em busca de respostas, perdidos como crianças sem alguém que os comandasse; alguns até sugeriam que Castiel assumisse o posto, mas ele não estava com a menor disposição.

Não, pensando bem não queria ser o xerife do pedaço como Dean insinuou. Apenas queria viver em harmonia no Paraíso com seus irmãos, com cada qual se dedicando a fazer o que mais lhe aprouvesse.

No entanto, estava em cada canto pregando sobre liberdade. Tarefa mais difícil do que pregar sobre a prática do bem para os seres humanos, porque mesmo que estes não o fizessem, ao menos entendiam a noção. Quanto aos anjos, explicar sobre liberdade era como ensinar poesia para peixes.

Achou que sua almejada tranquilidade seria ameaçada somente com esta pequena complicação… até ser convocado por Rafael.

Cass adentrou um amplo gabinete de uma luxuosa mansão; havia outros anjos ao redor como sentinelas. No centro, estava Rafael sentado numa ampla poltrona e bebericando uísque. Ainda fazia uso de seu receptáculo, um mecânico negro. Castiel o fitou intrigado. O arcanjo lhe dirigiu um olhar inquisitivo e colocou a taça em cima de uma mesinha ao lado.

- Você veio – disse a Cass – Eu estimo a coragem

Castiel se aproximou de Rafael, olhou ao redor; havia um quadro com uma fotografia ampliada de George W. Bush.

- De quem é esse Céu? - perguntou

- De Ken Lay – respondeu Rafael displicentemente se referindo a um famoso empresário norte-americano que se envolveu num escândalo de fraudes – Estou pegando emprestado.

- Eu ainda questiono a entrada dele aqui.

- Ele é devoto. Vale mais que tudo.

- O que você quer? - Castiel se sentou numa cadeira à direita do arcanjo, a expressão desconfiada

- Amanhã. Marquei uma reunião com o Espírito Santo. Você vai se ajoelhar diante de mim e pedir fidelidade à bandeira, certo?

- E que bandeira é essa?

- Eu, Castiel. Fidelidade a mim.

- Está brincando? - Cass estreitou os olhos

- Eu pareço estar brincando? - o outro também estreitou os dele

- Você nunca parece estar brincando – a expressão de Castiel se desfez, evidenciando constrangimento

- Você se rebelou. Contra Deus, céu e eu. Agora você vai se harmonizar. - Castiel abaixou o rosto, envergonhado pelo arcanjo lhe jogar suas ações contrárias na sua cara – Vou começar libertando Lúcifer e Miguel de sua jaula… e daí vamos continuar o nosso show

- Rafael… Não! - Castiel ergueu o rosto com visível terror. O olhar que Rafael lhe dirigiu foi de descrença a fúria pela insolência – O apocalipse não tem que ser combatido!

- Claro que tem. É a vontade de Deus.

- Como você pode dizer isso?

- Porque é o que quero. - emulou num tom mesclado com cinismo e arrogância

- Bem, os outros anjos não vão lhe deixar. - afirmou Cass contundente

- Tem certeza? Você sabe melhor que qualquer um, Castiel. Eles são soldados. Eles não foram feitos para a liberdade. Eles foram feitos para seguir.

- Então não vou lhe deixar – Castiel se levantou com determinação

- Sério? - desdenhou Rafael sem se perturbar – Você?

E antes que sequer pensasse em algum movimento para atacar Rafael, foi surpreendido por um jato de luz que o arcanjo emitiu da mão. Cass se viu de volta ao Céu do autista, porém, jogado e com o receptáculo ferido. No alto, viu a pipa. Virou-se e cuspiu uma golfada de sangue sobre a grama. Olhou para um pé ao seu lado e depois para cima; Rafael estava de pé e fitava-o com arrogância e desprezo.

- Amanhã você vai se ajoelhar, Castiel – disse com segurança – Ou você e qualquer pessoa com você morre.

E sumiu, deixando Cass ali por um bom tempo até este recuperar forças suficientes para se erguer e sair do Céu. Mas apenas para que este refletisse.

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Sam estava cercado por vampiros e parecia que, dessa vez, não havia escapatória para ele.

Droga!, praguejou mentalmente, embora sem um sentimento intenso de raiva.

Deveria ter calculado que era atraído para uma armadilha quando resolveu seguir três jovens vampiros que haviam feito um massacre numa discoteca. Há dias que ele perseguia pistas desde Indiana do que parecia um ninho grande de vampiros que se deslocavam de uma cidade para outra, deixando uma trilha de corpos. E foi parar em Ohio.

Ali, especificamente naquela mansão abandonada, com o que parecia um número grande de quinze ou vinte vampiros por uma rápida olhada geral.

Sam não estava com raiva deles, de fato. E nem pavor, num sentido mais específico. Era mais um instinto de sobrevivência que o mantinha alerta, comum a qualquer tipo de ser vivo.

O Winchester sorriu. Não queria morrer, é lógico. Porém, mesmo numa situação como aquela lhe intrigava não sentir nada, nem desespero, nem arrependimento. E pensar com tamanha racionalidade sobre aquilo, em vez de se deixar levar por uma onda crescente de pânico.

- Qual é a graça, caçador? – sibilou um vampiro de frente para o Winchester não gostando de seu sorriso. Suas feições eram franzinas, e ele parecia o mais jovem do grupo – Acha que tem alguma chance contra nós?

- Esses caçadores sempre acham – retrucou uma vampira loira ao lado dele, muito bonita e com ar insolente – É por isso que acabam morrendo nas nossas mãos... por sua arrogância.

- Engraçado... Eu penso a mesma coisa sobre vocês – retrucou Sam sem perder a calma. – Mas as estatísticas mostram que os caçadores ainda são em maior número.

Todos os vampiros, inclusive os que falaram com Sam, sibilaram em uníssono demonstrando fúria por suas palavras. Estavam prestes a estraçalhá-lo ao mesmo tempo, quando um sibilo mais alto os paralisou. Todos olharam na direção, inclusive o Winchester.

No alto de uma escadaria, encontrava-se um vampiro, que parecia um pouco mais velho que o grupo, embora com uma aparência física que não ultrapassava os trinta. Era o líder por sua postura e pelo modo como os outros se comportavam diante dele

- Este caçador não deve ser destruído – os vampiros olharam-se entre si, mas voltaram seus rostos para ele. Quanto a Sam, não despregou os olhos da criatura e encarava-o com desafio – A morte seria uma honra para ele, pelo visto. Então... já que ele diz que nosso número está diminuindo, talvez ele queira aumentar nossa quantidade se unindo à gente?

Todos os vampiros ergueram os braços e gritaram em concordância com aquela proposta. Sam apertou a mandíbula.

- Obrigado pela oferta – disse sem se abalar e num tom alto diante daquela algazarra. Os vampiros cessaram o barulho ao ouvi-lo – Mas eu prefiro ser comida de seus vampiros do que me tornar um de vocês.

Claro, levaria alguns com ele antes. Não se entregaria de boa vontade. Apertou o facão que segurava.

- Como se você tivesse alguma escolha – declarou o tal vampiro com sorriso desdenhoso e fez sinal para que os demais se acercassem. – Peguem-no.

Sam tomou sua posição defensiva. Os vampiros tentavam ultrapassar sua barreira sem serem atingidos, mas ele se movimentava de um lado para o outro, sem dar as costas por muito tempo para algum. Apesar de manterem a postura ameaçadora, os vampiros sentiam que ele não era um caçador a quem deveriam subestimar, mesmo sozinho.

- Ora, façam-me o favor. Deixe-o comigo então. – o líder gritou impaciente e saltou no meio da roda. Posicionou-se de frente para Sam – Ele é só um caçador.

- Veremos. - retrucou Sam com o mesmo sorriso desdenhoso do seu combatente

A criatura estreitou os olhos e avançou para atacar o Winchester, tentando lhe cravar as unhas no pescoço, mas este se desviou com destreza. Os demais se afastaram não ousando se intrometer no caminho de seu líder. Por três vezes, o vampiro tentou encurralar Sam, mas este se esquivou com a mesma destreza.

- Nada mal, hein? - admitiu o vampiro

- Você também dá para o gasto.

- Bem… então vamos acabar com este joguinho.

O monstro fez uma manobra que enganou Sam e capturou-o com uma chave de braço pelas costas. Ia cravar os dentes sobre ele seu pescoço para sugar seu sangue e desacordá-lo a fim de transformá-lo mais tarde, porém, a criatura sentiu um metal trespassar seu pescoço. Mal teve tempo de processar que foi o facão que o caçador portava, pois sua cabeça se despregou do resto do corpo e caiu seguida por este. Sam havia conseguido acertá-lo mesmo de costas para ele.

Assim que viram seu líder morto, os vampiros sibilaram de dor e fúria e avançaram para destroçar o Winchester, sem se importarem se ele matasse algum deles antes. Contudo, antes que algum chegasse perto, escutou-se o barulho da claraboia do teto se espatifar e a porta da frente se abrir com estrondo.

Confusos, os vampiros viram que caçadores irrompiam pela casa: três pela porta e um, pelo teto. Este que vinha por cima, caiu no meio deles, praticamente próximo a Sam, de costas para ele. E como seus colegas, portava um pequeno arco de mão que lançava flechas embebidas de sangue de pessoas mortas nos vampiros.

As criaturas, embora ainda em maior número, se desesperaram e começaram a tentar fugir. Contudo, nem os quatro misteriosos caçadores, tampouco Sam Winchester o permitiram. Logo todos haviam sido abatidos e decapitados.

Sam respirava ofegante tanto pelo esforço quanto pela adrenalina em querer se manter vivo. Ergueu os olhos e contemplou seus salvadores: três homens e uma mulher.

O mais próximo dele, que havia entrado pela claraboia, parecia o mais velho do grupo, talvez com cerca de sessenta anos, embora estivesse em plena forma física. Sua aparência não era nada singular: calvo, o rosto anguloso, sem um único fio de barba, nariz grosso e os olhos verdes e penetrantes como de uma águia. Poder-se-ia considerá-lo um tipo até bonito, embora talvez na juventude isso foi mais certo de se afirmar.

- Quem são vocês? - indagou Sam meio desconfiado, alternando o olhar para todos, mas fixando-os no mais velho

- Sabe, na minha época, os jovens costumavam ter mais educação, cumprimentar primeiro e agradecer por um serviço prestado. - retrucou o homem calvo com um sorriso condescendente

- Desculpe… e obrigado pela ajuda – Sam estendeu a mão, embora não abandonasse a postura defensiva.

- Tudo bem – retrucou o indivíduo e apertou a mão que lhe era estendida – Considerando a situação e que você não nos conhece, é compreensível. Gosto de sua atitude… - o homem acenou com aprovação – Um caçador não deve baixar a guarda.

- Bem… posso então perguntar quem são vocês?

- Sou o Cobra.

- Cobra? - Sam arqueou a sobrancelha – O Cobra… Cobra mesmo?

- Sim. O famoso Cobra – retrucou a única mulher do grupo, uma morena clara – Difícil de acreditar, não é? Nós também custamos a crer.

Sam a fitou por alguns instantes, mas voltou sua atenção para o tal Cobra.

- Eu… me chamo Sam…

-… Winchester – completou Cobra – Sim, eu sei. Nós estávamos te observando há três dias – Sam não respondeu, apenas estreitou os olhos – Queremos que entre para nosso time.

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Era domingo pela manhã.

Castiel observava Dean tirando as folhagens do jardim com uma vassoura metálica. O semblante do caçador era sombrio. O anjo podia enxergar a dor presente nele e saber que a causa era Sam; não precisava ler a mente do Winchester.

Porém, o semblante de Dean se desanuviou um pouco quando Victoria saiu da casa trazendo uma lata de cerveja para ele; na outra mão, ela carregava uma para si.

- Aqui – ela lhe entregou a cerveja – Para refrescar um pouco

- Obrigado – respondeu o caçador e tomou um gole – Adivinhou meu pensamento. - Victoria riu – O que foi?

- Eu ainda estou tentando me acostumar com essa rotina…- ela balançou a cabeça – Você aqui juntando as folhas e eu lá dentro cozinhando para nós. Parece outra vida.

- É, mas estou gostando – ele a encarou – E você?

- Melhor do que… o esperado.

Fitaram-se por um longo tempo. Em seguida, Dean largou a vassoura no chão, puxou Victoria pela cintura e beijou-a; ela enlaçou seu pescoço com os braços sem soltar a lata. Castiel baixou os olhos não por estar incomodado pela cena, mas porque constatava que não podia lhes pedir ajuda. Não. Apesar do momento de felicidade, ele sabia que ainda havia dor pela perda de Sam e pedir para que voltassem para resolver seu problema era abrir aquela ferida recente.

Podia até lhes contar que Sam estava de volta, que ele o havia trazido, mas era como o próprio havia dito a Bobby: ambos mereciam uma vida feliz e tranquila após muitas dores e sacrifício.

Parecia que sua única opção seria Isabel e Anna. Não lhe agradava nem um pouco, assim como não lhe agradou antes. Mas Isabel seria a única com poder suficiente para impedir Rafael e sua insensatez. Isso se ainda quisesse lhe ajudar, devido à sua interferência em salvar Sam antes do programado.

Suspirou. Era uma medida desesperada, mas não tinha alternativa.

- Ah, que cena mais comovente… - uma voz se fez ouvir a seu lado. Castiel se virou. Era Crowley – Eu sabia que mais cedo ou mais tarde ia dar Dean e Victoria. Acho que até demorou... mas era inevitável que acontecesse. Com as faíscas que esses dois soltam! – riu enquanto o casal ainda se beijava – E pensar que essa louca há uns dias estava prestes a fazer um pacto para encontrar Sam Winchester – ele se voltou para Castiel – Certamente agora ela deve estar aliviada por não ter feito.

- O que está fazendo aqui? - indagou Cass com os olhos estreitados e um tom irritado

- Quero ajudá-lo a me ajudar para ajudar vocês.

- Fale claramente.

- Quero discutir uma simples transação comercial. Só isso.

- Você quer fazer um acordo? - Cass arqueou as sobrancelhas – Comigo? - Crowley permaneceu calado – Sou um anjo, seu idiota. Não tenho alma para vender.

- Mas é isso, não é? É tudo? São as almas. Tudo se resume as almas, não é?

- Do que você está falando?

- A cabeça de Rafael em uma estaca. Estou falando de finais felizes para todos nós, com todas pretensões possíveis. - ele fez um gesto para o anjo segui-lo – Vamos… Só uma conversa.

- Não tenho interesse em falar com você.

- Por que não? Sou muito interessante. - o anjo o encarava desconfiado – Vamos, me ouça. Cinco minutos. Sem obrigações. Eu prometo. - Cass se voltou e viu que Dean e Victoria haviam parado de se beijar; ela, entrou de novo na casa e o Winchester tomou mais um gole de cerveja, colocou a lata em cima do umbral da janela, apanhou a vassoura caída e retomou sua tarefa – Vou fazer valer a pena.

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Quem será este novo personagem, o Cobra, que apareceu? Mais adiante, o mistério sobre ele vai ser desvendado aos poucos. Como lhes disse, não vou incluir o personagem do Samuel Campbell, avô dos Winchesters pelas razões explicadas nas notas finais do prólogo da fic.

No próximo capítulo, vou mostrar essa conversa do Crowley e Cass, e mais um pouquinho da "estadia" do Joshua. Também sobre Sam e o grupo no qual ele vai ser incluído. Todos, com exceção do Cobra, são originalmente os mesmos personagens da sétima temporada.

E aí? O que acharam? Comentem, não custa nada. Até a próxima.