Bom, não demorei muito. Quinze dias, conforme eu prometi. Este capítulo fecha o anterior. Espero que gostem.
Boa leitura!
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Anteriormente:
- Vamos, Bobby, no fundo você sabe que tenho a razão. Você nunca mais terá que se preocupar com a Victoria por saber que ela está segura, numa vida normal – sorriu em tom de gozação – Talvez ela até lhe dê sobrinhos netos.
- Mais respeito, viu? - Singer balançou o dedo em riste para ele
- Você entendeu o que eu quis dizer.
- Sim, entendi – assentiu Bobby. – E por mais que eu não goste de ter que enganar Dean e muito menos minha sobrinha, sou obrigado a concordar com você – suspirou – Está certo, não lhes direi nada… pelo menos por um bom tempo.
- Obrigado, Bobby.
- Então… você vai mesmo voltar a caçar?
- Sim, é o que sei fazer de melhor. Um dos Winchesters tem que continuar o negócio da família, não é? – emulou um sorriso – Sempre pensamos que seria o Dean, mas… no fim, parece que serei eu.
- Irônico – Bobby sorriu – Logo você… que sempre foi o mais quietinho e tentou fugir disso a vida toda.
(…)
- Rafael… Não! - Castiel ergueu o rosto com visível terror. O olhar que Rafael lhe dirigiu foi de descrença a fúria pela insolência – O apocalipse não tem que ser combatido!
- Claro que tem. É a vontade de Deus.
- Como você pode dizer isso?
- Porque é o que quero. - emulou num tom mesclado com cinismo e arrogância
- Bem, os outros anjos não vão lhe deixar. - afirmou Cass contundente
- Tem certeza? Você sabe melhor que qualquer um, Castiel. Eles são soldados. Eles não foram feitos para a liberdade. Eles foram feitos para seguir.
- Então não vou lhe deixar – Castiel se levantou com determinação
- Sério? - desdenhou Rafael sem se perturbar – Você?
E antes que sequer pensasse em algum movimento para atacar Rafael, foi surpreendido por um jato de luz que o arcanjo emitiu da mão. Cass se viu de volta ao Céu do autista, porém, jogado e com o receptáculo ferido. No alto, viu a pipa. Virou-se e cuspiu uma golfada de sangue sobre a grama. Olhou para um pé ao seu lado e depois para cima; Rafael estava de pé e fitava-o com arrogância e desprezo.
- Amanhã você vai se ajoelhar, Castiel – disse com segurança – Ou você e qualquer pessoa com você morre.
(…)
- Bem… posso então perguntar quem são vocês?
- Sou o Cobra.
- Cobra? - Sam arqueou a sobrancelha – O Cobra… Cobra mesmo?
- Sim. O famoso Cobra – retrucou a única mulher do grupo, uma morena clara – Difícil de acreditar, não é? Nós também custamos a crer.
Sam a fitou por alguns instantes, mas voltou sua atenção para o tal Cobra.
- Eu… me chamo Sam…
-… Winchester – completou Cobra – Sim, eu sei. Nós estávamos te observando há três dias – Sam não respondeu, apenas estreitou os olhos – Queremos que entre para nosso time.
(…)
- Você quer fazer um acordo? - Cass arqueou as sobrancelhas – Comigo? - Crowley permaneceu calado – Sou um anjo, seu idiota. Não tenho alma para vender.
- Mas é isso, não é? É tudo? São as almas. Tudo se resume as almas, não é?
- Do que você está falando?
- A cabeça de Rafael em uma estaca. Estou falando de finais felizes para todos nós, com todas pretensões possíveis. - ele fez um gesto para o anjo segui-lo – Vamos… Só uma conversa.
- Não tenho interesse em falar com você.
- Por que não? Sou muito interessante. - o anjo o encarava desconfiado – Vamos, me ouça. Cinco minutos. Sem obrigações. Eu prometo. - Cass se voltou e viu que Dean e Victoria haviam parado de se beijar; ela, entrou de novo na casa e o Winchester tomou mais um gole de cerveja, colocou a lata em cima do umbral da janela, apanhou a vassoura caída e retomou sua tarefa – Vou fazer valer a pena.
Sem Saída (2ª parte) - Final
- Como me encontrou? - indagou Castiel
Avançava junto a Crowley por um longo túnel negro em cuja abertura ao final incidia uma fraca luminosidade
- Sabia que mais cedo ou tarde você ia aparecer. Dean é o seu humano favorito, não? Você é o anjo sobre os ombros dele. – ele o fitou com semblante malicioso – Bom, agora nem tanto com a Victoria montada sobre ele – Castiel o encarou com os olhos estreitados e expressão especulativa. O demônio revirou os olhos. - Foi só uma piada. Esqueça – indicou a abertura em forma de uma porta quadrada - Venha
Entraram por um corredor com uma luz bastante fraca onde se via uma gigantesca fila de pessoas. Havia uma máquina no alto onde tiravam um papel com uma senha e postavam-se ao final.
- Onde estamos? - indagou o anjo intrigado
- Você não reconhece, não é? - retrucou Crowley e estendeu o braço – É o inferno, novo e melhorado. Eu mesmo quem fiz.
- Isso é o inferno?
Castiel parecia confuso, pois não fazia muitos dias que havia estado por ali ao buscar Sam. Se bem que naquele local, o tempo era diferente do plano terrestre.
- É. O problema com o lugar antigo é que os presos já eram masoquistas. – tornou Crowley com expressão de tédio – Muitos "Obrigado, Senhor. Pode colocar outro prego quente na minha bunda?" Mas olhe para eles – interrompeu-se quando escutaram uma caixa de som anunciar "Próximo". Todos da fila deram um passo à frente. O Rei do Inferno emulou um sorriso sádico – Ninguém gosta de esperar.
- E quando eles chegam na frente?
- Nada. Eles voltam para o fim da fila. - de fato, um homem apareceu ao lado deles e apanhou uma senha. Sua expressão era de silenciosa fúria. Crowley o observou com satisfação – Quanta eficiência.
- Você tem quatro minutos – avisou Castiel com evidente impaciência e adiantou-se alguns passos observando a enorme fila
- O que você vai fazer sobre o Rafael? - Crowley o seguia
- O que devo fazer além de ceder ou morrer?
- Ceder ou morrer? Você é francês? Quem sabe… resistir?
- Não sou forte o bastante e você sabe.
- Sozinho você não é. Mas você não está sozinho. Têm muitos anjos que gostam de você. O favorito de Deus. Amigo, você tem o que chamam de sex appeal.
- Obrigado. Vá direto ao ponto.
- Os anjos precisam de líderes, então seja um. Reúna o seu exército e tire o doce de cada anjo que aparecer para Rafael.
- Você está propondo que eu comece uma guerra civil no céu? - o anjo parou e voltou-se nervoso para ele
- Dididin… Diga a ele que ganhou, gênio.
- Quer que eu fique do lado de Lúcifer.
- Por favor… Lúcifer era uma criança petulante com problemas com o pai. Cass, você ama a Deus. Deus ama você. Ele o trouxe de volta. - Castiel desanuviou o semblante – Já lhe ocorreu que ele tenha feito isso… para que você possa ser o xerife lá em cima?
- Isso é ridículo. O poder que seria necessário para fazer uma guerra…
- Mais do que qualquer um de nós já viu. É. E se eu dissesse que sei como acessar essa bomba nuclear?
- Como assim? - o anjo o fitou intrigado
- Purgatório, meu amigo com asas. Purgatório. – o demônio alargou o sorriso e entrou por outro corredor que ficava no meio daquele. Cass o seguiu – Pense no assunto. Uma fonte inesgotável de óleo de todas as almas com presas e garras. Quantas são depois desses anos? Trinta milhões? Quarenta? Paradas, gordas e ricas para serem levadas.
- E como você vai achar se ninguém jamais achou?
- Precisaremos de ajuda especializada.
- De quem?
- De experts, é claro.
- Se está pensando em Dean e Victoria, esqueça – o anjo se voltou para ele – Você os viu. Deixe-os em paz. Eles se aposentaram e têm que ficar aposentados.
- Concordo. Eles estão muito melosos para meu gosto – revirou os olhos – E acabariam sendo uma distração um para o outro. Não se preocupe, já consegui um especialista do maior gabarito... e lhe dei instruções para coletar talentos. – Castiel franziu o cenho – A questão é... ele pode nos levar até os monstros. Os monstros podem nos levar até o purgatório. Eu sei disso.
- E qual é o seu preço?
- Metade.
- Metade?
-Minha posição não é estável, querido. As almas ajudariam, assim como ajudariam você. Além disso, não ia preferir que eu fosse o responsável lá embaixo? O diabo que você conhece.
- Isso é inútil. – Castiel lhe deu as costas com ar desanimado – O seu plano levaria meses e preciso de ajuda agora.
- É verdade. Sim. Mas só para lhe mostrar como falo sério sobre esse plano... quem sabe lhe faço um empréstimo? Quem sabe... cinquenta? Cinquenta mil almas do poço. Você pode levá-las para o Céu. Iria impressionar. – Castiel estava pensativo. Era tentadora a oferta, mas não lhe agradava fazer acordo com um demônio, ainda mais sendo o Rei do Inferno – Ou é isso ou é o apocalipse de novo. Tudo o que você trabalhou, tudo que Sam, Dean e Victoria trabalharam... sumir. – Crowley o tentava, sabia o que se passava em seu íntimo. O anjo tornou a encará-lo – Você pode nos salvar, Castiel. Deus escolheu você para nos salvar. E eu acho... que no fundo... você sabe disso.
Antes que Castiel desse alguma resposta, escutou-se um berro alto.
- O que foi isso? – indagou
- Ah, sim? Meus torturadores dando um trato em alguém...
– Pensei que aquele era o novo inferno.
- Uma boa parte dele, é claro, mas somente para os veteranos. Os novatos que ainda desconhecem as delícias das torturas, ainda ficam naquele setor – indicou uma porta no final do corredor em que estavam – Mas na verdade, o que você ouviu é um antigo empregado que está sendo lembrado dos primeiros tempos. Você até o conheceu – Castiel o fitou intrigado – Venha, talvez possa até me ser útil. Enquanto isso, vai pensando sobre a minha proposta.
Continuaram por aquele corredor, mas não foram até o final, e sim até a metade onde estava outra porta, em que adentraram. Crowley a empurrou e estavam no calabouço onde Joshua era torturado. Ele estava amarrado pela cintura numa tora de pau e sua cabeça, pernas e braços ligados a correntes que eram puxadas cada qual por rodas espalhadas em cada canto do local, as partes do corpo do demônio estavam se separando pouco a pouco. Castiel se surpreendeu ao vê-lo ali e não conteve sua surpresa:
- Joshua?
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Sam contemplava o teto do "quarto" em que estava alojado. Ali, bem como o lugar todo em si eram como uma verdadeira fortaleza.
Ainda não podia acreditar no que Cobra havia lhe contado, nem da relação dos três caçadores que trabalhavam com ele, de tão incrível que eram as circunstâncias, mas eram fato. Ele havia pesquisado um pouco num laptop de última geração que haviam lhe cedido. Não havia, claro, muitas informações na internet, mas o suficiente sobre os dados civis de cada um nos arquivos de identificação nacional. Ainda assim, havia um pouco de desconfiança de sua parte, mas era natural, devido aos seus instintos de caçador. Bom, nem tanto. Talvez o velho Sam teria baixado a guarda pelo laço em comum descoberto entre ele e aquele pessoal, sobretudo com o Cobra.
O velho Sam. Ele riu.
Pensou nos seus novos colegas de trabalho, cada um em particular. Embora fizesse apenas um dia que estava com eles, conseguiu analisar e precisar o comportamento de cada um. Todos eram interessantes, a seu modo.
Mark, um rapaz robusto e loiro, com um pouco de barba por fazer, era o mais jovem do grupo. Meio intrépido, um pouco passional e um tanto quanto ansioso em provar seu valor, mas prometia.
Gwen, a mulher do grupo, parecia bem centrada e eram quem mais parecia seguir docilmente o comando de Cobra. Era morena clara, magra e de feições suaves. Não era exatamente bonita e feminina no modo de ser, mas era até atraente. Sam até seria capaz de levá-la para cama, mas resolveu que não seria uma boa ideia pela relação que estabeleciam ali, além, é claro de que não querer misturar negócios com prazer.
Christian. Esse era um tipo que considerou bem curioso. Parecia muito eficiente e organizado, mas não muito sociável. Tentou antagonizar com Sam com algumas provocações, mas este não lhe deu muito espaço, além de Cobra ter lhe chamado a atenção.
Cobra. Esse era um mistério, além das circunstâncias óbvias, mas também no modo de ser. Parecia simpático e bastante carismático, embora houvesse um senso de liderança e autoridade em sua pessoa, além de ser metódico. Porém, havia algo mais que Sam não conseguia penetrar.
Bom, ia analisá-los melhor e tentar conhecê-los para ver se suas deduções eram exatas. Especialmente sobre o Cobra.
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- Olá… Castiel – respondeu sofregamente o demônio com um sorriso condescendente e a face ensanguentada – Fazendo novas amizades?
Mas logo soltou um berro dolorido quando um dos seus torturadores mexeu numa alavanca que acionava as rodas. Seus membros se esticaram mais, assim como sua cabeça. Estavam prestes a se separarem de vez. Castiel o observou admirado por ele ter sido capturado por Crowley. Será que Isabel havia se desfeito dele por não precisar de seus serviços? Ou ele havia lhe traído?
- Lamento que você tenha que encontrar um amigo seu nessas circunstâncias – declarou Crowley com cinismo
- Ele não é meu amigo – retrucou Castiel com rosto tenso
- É claro… que não somos… Crowley – a cabeça de Joshua ainda pendente de ser rompida soltou uma fraca gargalhada – Eu não desceria… tão baixo… Ou melhor… não subiria.
Crowley suspirou e fez um aceno para um dos torturadores prosseguir. E logo todos os membros e sua cabeça estavam separados enquanto o demônio emitia um berro mais alto do que o anterior.
- Juntem de novo o corpo dele e façam outra vez – o Rei do Inferno instruiu seus empregados e saiu da masmorra seguido por Cass. - Acho que ele está começando a tomar gosto de novo pela coisa. Se continuar assim, vou ter que colocá-lo naquela fila, mas isso me tomaria ainda muito tempo.
- Por que o trouxe para cá? - indagou Castiel se fazendo de desentendido – Ele… não estava a seu serviço?
- Não, ele não estava a meu serviço e há muito tempo não está. - Crowley observava o anjo com olhar atento – É para outro que ele trabalha agora… e deve ser alguém muito superior a mim para ter conseguido se esconder esse tempo todo.
- E por que ele alegou que estava sob suas ordens? - Castiel mantinha postura impassível, sem hesitar
- Pensei que você pudesse me ajudar nesse enigma, afinal, vocês trabalharam juntos, não é? No resgate de Victoria Collins quando ela foi raptada por aquele bruxo… George Tudor.
- Mas depois disso… não o vi mais. Tinha coisas mais urgentes em que me preocupar... o Apocalipse, no caso. Não me interessava que verificar qual demônio trabalhava para você ou não.
- Sei…
- Duvida da minha palavra? – o anjo empregou um tom severo – Pois se for assim, não vejo sentido em me associar com alguém da sua espécie.
- Uh! Essa foi bem no coração – zombou Crowley pondo a mão no peito de modo teatral. O anjo estreitou os olhos, mas o Rei do Inferno riu – Tudo bem. Deixemos Joshua de lado… Então, aceita minha proposta?
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Na mesma sala da mansão que representava o Céu de Ken Lay, Rafael se encontrava junto aos seus anjos mais leais e competentes. Andava de um lado para outro à espera de Castiel. Estava impaciente com a demora deste e prestes a ordenar a seus subordinados que o caçassem e trouxessem-no ali quando Cass surgiu diante dele com postura inabalável.
O arcanjo abriu um largo sorriso, satisfeito pela aparente rendição do anjo, mas sua expressão se fechou quando viu o punho cerrado de Castiel e sentiu um poder que emanava da palma de sua mão. Antes que dissesse ou fizesse qualquer coisa, Castiel emitiu uma forte rajada de luz contra Rafael e este desapareceu da vista de todos.
- Não vai haver apocalipse – declarou Cass diante daquele grupo que o encarava com assombro – E os deixem saber: ou você está com Rafael ou está comigo.
E saiu daquele Céu, bem como do restante.
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Na mansão de Isabel, num dos quartos, encontrava-se Anna que terminava de curar as feridas de Joshua, deitado sobre a cama. Sem encostar as mãos em seu corpo, ela apenas a estendia e através delas passava um facho de luz de cima a baixo sobre o receptáculo do demônio. Ele suspirava com tranquilidade e bastante alívio.
- Pronto – declarou Anna e abaixou os braços – Não há mais vestígio de qualquer ferida ou dano.
- Posso me levantar? - indagou ele
- Deve. Você precisa reportar a Isabel o que descobriu sobre os planos de Crowley.
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Crowley analisava pela décima vez a moeda celta que segurava e com a qual brincava entre os dedos. A moeda que Joshua havia implantado na sala do seu trono ao ser capturado por seus súditos
Não. Ao se deixar capturar por eles.
Aquela moeda era bem poderosa, já que apesar do tamanho, possuía um poder de alcance para detectar quaisquer ruídos a uma longa distância mesmo na imensidão sem limites do Inferno e, ali na sala do trono, era um lugar bem estratégico.
Jogou o objeto com raiva sobre uma das paredes. A moeda ricocheteou e causou um barulho ensurdecedor na sala, o que incomodou os serviçais que estavam no salão. Eles olharam seu senhor, mas ninguém ousou reclamar. Crowley não se importou. Sentia uma irritação crescente por ter sido ludibriado mais uma vez por aquele maldito demoniozinho.
Uma das desvantagens em ser um demônio era a arrogância pura que os cegava para a capacidade de seus adversários. E por isto ele havia subestimado Joshua. Deveria ter imaginado que tudo era uma estratégia de guerra. Uma missão de espionagem para saber de seus planos. Isso significava que alguém estava de olho nele e talvez pudesse intervir naquele grande objetivo das almas do Purgatório.
Alguém, não, algum anjo. Joshua ter desaparecido do inferno e seus torturadores serem mortos com os olhos queimados eram ações de anjos.
Castiel? Não, não fazia sentido. O anjo sabia bem ocultar seus pensamentos, mas Crowley era um bom ledor de pessoas… e outras entidades. E notou que o anjo ficou surpreso por Josh estar ali e nem pareceu se importar com sua sorte, embora, é claro, fosse uma coincidência Joshua ter desaparecido logo depois daquele encontro. De qualquer jeito, Crowley estava o tempo todo com Castiel quando Joshua foi resgatado.
Então que anjos poderiam ser? Rafael? Não. Cass havia lhe comunicado por telefone o sucesso em derrubar o arcanjo e que este foi pego de surpresa ao esperar por ele.
Então quem poderia ser? Crowley pensou em indagar Castiel. Ele poderia não estar envolvido, mas não significava que não soubesse. Ele deu essa impressão, embora se fizesse de ofendido ao ser questionado. Não confiava totalmente em seu sócio, é claro, mas certa comunicação era indispensável para eles.
Estava justamente pensando em contatar o anjo quando seu celular tocou. Observou pelo visor a imagem da pessoa e do número que apareciam, mas não expressou nenhuma surpresa, apenas uma fisionomia de tédio.
- Novidades? - indagou
- Sim. Organizei todos os recursos que você me ordenou, inclusive um grupo de caçadores bem motivados. - disse uma voz masculina do outro lado da linha
- E só para isso que me ligou?
- Você me ordenou que o mantivesse informado de todos os meus passos. Estou cumprindo.
- Sistemático e organizado... Você não perdeu essas qualidades mesmo com esse tempo todo aqui. – Crowley não pode deixar de sorrir – Tudo bem. Isso é tudo?
- Não… talvez você goste do que vou lhe falar. Tenho mais um caçador no grupo. Um até melhor do que o que você queria antes.
- Acho um pouco difícil. Dean Winchester pode ser um idiota, mas tem estilo e força. Detesto admitir, mas é a verdade – suspirou – De qualquer jeito, ele não serviria. Está envolvido com Victoria Collins, outra que eu ia te pedir para convidar. Mas esqueça... os dois resolveram brincar de casinha.
- E o que acha de Sam Winchester?
- Sam Winchester? - por instantes, o celular que o interlocutor de Crowley segurava ficou mudo – Sam Winchester?
- Você escutou bem.
- Não tenho tempo para brincadeiras. Sabe bem que ele está na gaiola com Lúcifer.
- Bem, a menos que o Sam Winchester que estou vendo agora seja um clone ou um metamorfo, o que eu duvido, ele me parece bem solto – retrucou Cobra de pé diante de sua escrivaninha, numa espécie de escritório de um grande galpão. Ele observava através de uma parede de tela de ferro um cômodo ao lado mais amplo, onde Sam estava junto com Mark, Gwen e Chris, preparando algumas armas em cima de uma mesa para uma caçada – E ele parece o mais motivado de todos. Um achado bem melhor do que Dean Winchester.
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E aí, pessoal? O que acharam? Muitas surpresas, não?
Josh estava em missão de espionagem e enganou Crowley direitinho, embora foi bastante torturado para tal. Ele estava em missão a mando de Isabel. Agora o que ela vai fazer com as informações sobre o Purgatório, somente em capítulos mais adiantes.
Quanto a Cobra, bom, a surpresa não foi nem tanto, já que conforme, eu lhes disse ele substituirá o avô dos Winchesters ao se aliar Crowley e ele sim tem uma forte razão para isso, embora um tanto insana.
É, nadinha do Dean e da Vic, mas eu queria centrar mais esses capítulos, tanto no Sam quanto no Cass, principalmente neste. Mas no próximo, o novo casal volta e vamos ter ainda mais um hentai.
A história vai dar um salto até aquele ponto no final do último capítulo da fic anterior e aí prosseguimos.
Comentem, vai, não custa nada. Até a próxima.
