Bom, mais uma parte. Sugiro que deem uma olhada nos trechos selecionados. Alguns deles se remetem a episódios de temporadas anteriores que não transcrevi em capítulos, mas que são importantes, pois se relacionam com este capítulo, assim como todas as vezes.

Enfim, divirtam-se!

(...)

Anteriormente:

- Qualé, Sam? Estou te pedindo. - declarou Dean enquanto dirigia o Impala – É estúpido!

- Por quê? - indagou Sam

- Visitar o túmulo da mãe? Ela nem tem túmulo. - ele quase riu – Não sobrou corpo depois do fogo.

- Ela tem uma lápide.

- Posta pelo tio, um cara que nunca vimos.

(...)

- Pode parar, Samuel. Ele é um caçador – retrucou a mãe de Mary, uma mulher ainda bastante conservada e bela, mesmo com seus quase cinquenta anos. Aproximou-se a passos largos de Dean que estava de pé diante de seu avô que nem desconfiava do laço de seu parentesco – Que acertou sua charada e que eu vou convidar para o jantar. – Samuel virou o rosto com expressão carrancuda, não confiava no rapaz embora houvesse comprovado de que se tratava de um caçador. Mary aprovou a resolução da mãe com um sorriso. – Está com fome?

- Faminto – respondeu o moço

- Ótimo – estendeu a mão para ele que a apertou – Eu sou Deanna. Você já conhece meu marido, Samuel. – Dean ficou surpreso com os nomes – Vá lavar as mãos

- Samuel e Deanna – ele indagou a Mary assim que sua avó foi à cozinha. Esta assentiu – É mesmo?

- 0 -

Dean chegou ao local com o carro, mas parou aterrorizado ao ver a cena diante de si. John estava caído e morto no chão com a cabeça no colo de Mary. Esta, abaixada, beijava os lábios de seu pai cujo corpo já estava morto, mas era possuído pelo demônio Azazel. Selavam um pacto.

O demônio percebeu a aproximação do caçador e desgrudou os lábios dos da moça e virou-se para o loiro. Este saiu do carro desesperado.

— Não! – gritou e foi tentar atirar na criatura

Todavia, este saiu do corpo de Samuel cujo corpo caiu inerte. O loiro olhou estarrecido para sua jovem mãe. Ela o olhava de modo acusador. De repente, John voltou à vida.

(...)

Sam soltou um alto arquejo de respiração ao abrir os olhos. Foi como nascer de novo.

Levantou-se de supetão, todo confuso e nu. Tateou o próprio corpo para ver como se encontrava. Não havia marca de nenhum ferimento resultante das intermináveis torturas impingidas por Miguel ou Lúcifer. Contudo, a lembrança das dores ainda permeava sua mente, bem como as imagens do que lhe havia ocorrido. Pouco a pouco, foram se desvanecendo, dando lugar ao momento em que se encontrava.

Foi aí que percebeu a chuva torrencial que caía sobre si bem como o lugar em que se encontrava, um campo vasto e deserto. Além dele, não havia mais ninguém.

(...)

- Vamos, Bobby, no fundo você sabe que tenho a razão. Você nunca mais terá que se preocupar com a Victoria por saber que ela está segura, numa vida normal – sorriu em tom de gozação – Talvez ela até lhe dê sobrinhos netos.

- Mais respeito, viu? - Singer balançou o dedo em riste para ele

- Você entendeu o que eu quis dizer.

- Sim, entendi – assentiu Bobby. – E por mais que eu não goste de ter que enganar Dean e muito menos minha sobrinha, sou obrigado a concordar com você – suspirou – Está certo, não lhes direi nada… pelo menos por um bom tempo.

- Obrigado, Bobby.

(...)

Quando despertou, estava numa cama que não era a que dividia com Victoria e num quarto estranho; percebeu que era de noite pela escuridão que vislumbrava da janela do local e do ambiente. Contudo, não foram esses detalhes que captaram sua atenção: foi ver seu irmão caçula vivo e sentado em outra cama de frente para ele, com a expressão um pouco zombeteira e satisfeita. Dean se sentou de imediato e escutou a saudação de Sam:

— Oi, Dean.

(…)

Volver (2ª parte)

Dean não falou nada. Seu irmão estava lá diante dele, mas não pronunciou nenhuma palavra. Por um segundo, seu cérebro deu uma pane, não conseguindo processar o que via. Sam alargou o sorriso

- Eu esperava... – ele quebrou o silêncio e colocou-se de pé – Sei lá... um abraço. – aproximou-se aos poucos e parou a curta distância – Ou água benta na cara. Alguma coisa.

- Então, eu morri? – indagou Dean num murmúrio suficiente audível para ambos. Engoliu em seco. Sam quase riu – Estou no Céu? - era a única explicação que encontrava para ver seu irmão ali – O Olho Amarelo me matou e agora...

- Olho Amarelo? – Sam franziu o cenho – Foi isso que você viu?

- Eu vi?

- Você foi envenenado. Qualquer besteira que você pensou que viu não era real.

Dean refletiu por alguns instantes em tudo que havia visto desde a noite anterior: a garra e o sangue na parede do hotel, a trilha de garras, o enxofre em pó e Azazel.

- Mas e você? - tornou ele – Você é real? Ou eu ainda estou…

- Eu sou real. - garantiu Sam, mas Dean o fitou incrédulo e desconfiado – Olhe, eu vou poupar você.

Ele apanhou o canivete, destravou a lâmina de prata e fez um pequeno corte no braço quase na altura do cotovelo para demonstrar que não era metamorfo. Em seguida, foi até onde estava uma mesa, cortou um pequeno frasco de plástico que continha sal grosso, jogou-o dentro de um jarro plástico de água para benzê-lo e tomou-o para comprovar que não estava possuído.

- Sou eu – disse após fazer uma careta – Isto é nojento.

Enquanto colocava o jarro de volta, Dean se levantou mal contendo a emoção.

- Sammy.

- É. Sou eu.

Dean se aproximou aos poucos, ainda pensando que estivesse sonhando. Hesitou um momento ao se deter bem próximo do irmão; por fim, abraçou-o. Sam sorria, mas não conseguia sentir o menor calor ou emoção pelo abraço de Dean, era até um pouco constrangedor para ele.

- Espere aí. Espere – Dean se afastou com brusquidão – Você… Você… Você se foi, cara. Quer dizer… Você foi. Como você…

- Eu não sei.

- Como assim, não sabe?

- Eu não faço ideia. Eu só voltei.

- E foi Deus? Ou Cass? Será que Cass está sabendo disso?

- Diga para mim. Cass não atendeu minhas preces. Não sei onde ele está. Eu estava lá embaixo… e no minuto seguinte estava chovendo e estava deitado num campo, sozinho. - Dean o encarou confuso. Sam suspirou – É difícil achar seja lá o que for que o salvou quando não se tem pistas. Mas eu procurei. Acredite, eu procurei. Por semanas.

- Espere aí. Por semanas? – Dean saiu de seu estado de confusão. Sam o encarou com cautela – Há quanto tempo você voltou? - Sam permaneceu calado – Há quanto tempo você voltou, Sammy?

- Há quase um ano.

- Quase um ano?

- Dean…

- Você esteve aqui esse tempo todo? - Sam mordeu os lábios – O que foi? Você esqueceu como se manda a droga de um torpedo?

- Finalmente conseguiu o que queria, Dean.

- Eu queria meu irmão. Vivo! E a Vic também, Sam! Ela queria o amor da vida dela vivo!

- O amor da vida dela agora é você, Dean.

- Não me venha com essa!

- Dean, sabe que é verdade.

- Não importa, Sam. Me refiro ao que ela passou antes. - ele colocou as mãos na testa – Meu Deus, você não tem ideia de como ela sofreu! Ela quase surtou… e por pouco não vendeu a alma para o Crowley.

- Mas você estava lá… e não deixou. Você a apoiou e está com ela agora. Você sempre a quis.

- Não a custo de sua vida ou de sua alma. - Sam revirou os olhos. Não estava gostando daquele drama – E pensar que ela e eu nos envolvemos com você aqui de volta...

- Exatamente por isso que não voltei para a vida de vocês – Dean ia retrucar, porém, Sam fez um gesto para não ser interrompido – Olhe, ela queria uma vida normal, casamento, uma família…

- Com você! - insistiu Dean

- Mas ela podia ter isso com você também. - Dean balançou a cabeça exasperado – Você também queria uma família. E quis por muito tempo. O tempo todo. Eu conheço você. Só abriu mão por causa da vida que levávamos. Mas você conseguiu. Vocês dois… estavam construindo algo. Fui eu mesmo que pedi pra que fosse assim. Se eu aparecesse, Dean, teria estragado tudo.

Dean lhe deu as costas, incapaz de retrucar, bestificado com os argumentos do irmão. Ele nem parecia se importar com o fato da mulher que dizia amar, por quem quase foi capaz de se entregar a Lúcifer, estar numa outra relação, mesmo que fosse com ele. Teve tempo de impedir, mas deixou que as coisas entre Victoria e ele acontecessem. Era muito estranho, embora o próprio Sam houvesse pedido e o reafirmasse. Por outro lado, também achou de uma frieza o irmão não se importar com seu desespero de ter ficado sem ele, depois de tudo o que fez, até vender sua alma.

- Desculpe… - pediu Sam, embora não sentisse o menor remorso –… mas achei que depois de tudo, vocês mereciam uma vida normal.

Dean ainda não conseguia engolir a justificativa de Sam, porém, deu-se conta de um pormenor, virou-se para ele e perguntou-lhe:

- O que você tem feito?

- Caçado – Sam se sentou na cama outra vez e cruzou as mãos

- Você largou a gente e está caçando sozinho?

- Sozinho não.

- Como é?

- Eu me juntei a outras pessoas.

- Você está trabalhando com estranhos?

- Eles estão mais para família. E estão aqui.

- Como assim… família?

- É melhor que eu apresente eles a você.

E sem esperar mais protestos de Dean, ele se adiantou para uma porta dupla de vidro e abriu-a; Dean o seguia ainda intrigado. Saíram do quarto e adentraram um espaço mais amplo, que parecia a sala de uma casa bem grande, maior até do que a que morava, mas bem antiga.

No cômodo de frente para o quarto, havia dois homens e uma mulher: eles observavam um mapa grande em cima de uma mesa e estavam com armas em cima desta; interromperam de imediato o que faziam e viraram-se para os irmãos, particularmente para Dean, mal disfarçando as expressões curiosas sobre ele. Foi Gwen a primeira a se apresentar para o Winchester que encarava a todos intrigado:

- Oi.

- Oi – respondeu Dean e apertou a mão que estendia

- Nossa! - ela o fitou com uma mescla de admiração por sua beleza e desdém – Você tem feições delicadas para um caçador.

- Como é?

- Dean. Esta é Gwen Campbell – acudiu Sam reprimindo a risada. Sabia como ela não tinha papas na língua

- Bom conhecer você finalmente. Sam só fala de você… e de sua mulher.

Dean apenas assentiu, meio boquiaberto com o jeito dela. Sam continuou as apresentações:

- Estes são Christian… - um sujeito magro, de rosto franzino e barba rala lhe cumprimentou com um aceno de dois dedos, mas sua fisionomia era de poucos amigos. Por algum motivo, Dean teve a impressão que o indivíduo não se simpatizava com ele – … e Mark. Campbell.

- Oi – Dean cumprimentou o jovem loiro, de corpo mais atlético, mas apertou a mão estendida de Christian, embora ainda lhe sentisse certa hostilidade. Voltou-se para Sam – Campbell? Como…

- Como sua mãe – respondeu Christian, forçando um sorriso

- Primo em terceiro – esclareceu Sam apontando para Christian e, em seguida, para Gwen - Prima em terceiro – ia apontar para Mark, mas apenas balançou a mão para o alto – Alguma coisa em segundo grau. Eles cresceram nesta vida. Como a mãe. Como nós.

- Eu pensei que todos os parentes da mãe estavam mortos. - os três primos se entreolharam um pouco incomodados – Desculpem… É só que… Por que nós não sabíamos de nenhum de vocês?

- Porque eles não sabiam de você. - Dean se virou para a voz grave e firme que escutou. Franziu o cenho para o homem alto, robusto e careca de olhos verdes que o encarava com expressão divertida. Embora não o conhecesse, havia algo familiar nele, só não sabia o que. O sujeito se aproximou – Não até eu reunir todos.

- E… o senhor quem é?

- Bom, talvez se você me ver de perto, possa chegar a alguma conclusão – Cobra se adiantou e se pôs de frente para ele – Mas vou facilitar pra você. Sou o tio misterioso que montou a lápide de sua mãe e depois sumiu.

- Tio? - Dean o fitava intrigado e, súbito, descobriu porque o sujeito era tão familiar – Você… é irmão do Samuel? Tio Harry?

- Exatamente – sem esperar uma iniciativa de Dean, puxou-o para um abraço, o que o surpreendeu. Mas tão rápido como o fez, ele também o afastou – É um prazer conhecer meu sobrinho-neto mais velho… neto do meu saudoso irmão Samuel

Cobra parecia sinceramente comovido. Dean o encarava surpreso e confuso.

- Pessoal, preciso de um minuto com os rapazes – ele disse para Gwen, Mark e Christian. Eles o obedeceram – Sabe, Samuel era o irmão do meio… Eu era o mais velho – tornou Cobra assim que ficou a sós com os Winchesters – Havia uma irmã nossa… Susan, bisavó de Mark – Nós… cuidávamos um do outro… éramos todos caçadores… a nossa família. Foi muito triste o que aconteceu com meu irmão… e depois com a filha dele, mãe de vocês.

- Você não faz ideia.

- Sam me contou que você fez uma viagem no tempo… e chegou a conhecer o Samuel. Verdade?

- Sim, mas por azar não pude deter o maldito demônio que o matou… e que acabou com a minha família.

- Mas você honrou nosso legado, rapaz… - ele colocou a mão sobre o ombro de Dean – Você e Sam, ao matá-lo com a Colt. Tenho certeza que Samuel e os pais de vocês ficariam orgulhosos.

- Assim espero – assentiu Dean, engolindo em seco. Ele franziu o cenho – Espere… se você é o irmão mais velho de Samuel… então…

- Eu deveria estar morto ou no mínimo caindo de velho… e não parecer um sujeito com quase sessenta anos.

- Eu ia dizer cinquenta… na verdade – retrucou Dean – Mesmo assim…

- É aí que está, Dean. Outro mistério… - tornou Sam – Cobra também estava morto e…

- Cobra? - Dean alternou o olhar para ambos um pouco confuso – Espere um pouco… - ele apontou o dedo para Harry – Quer dizer, que você, nosso tio… é o famoso Cobra? O rei dos caçadores?

- Em carne e osso. - assentiu Cobra

- Uau! Poxa… eu… é uma honra poder te conhecer. Você é uma lenda!

- Só que essa lenda morreu há mais de vinte anos, Dean – declarou Sam – De acordo com o que escutamos.

- Mais precisamente logo depois que fiz a lápide da mãe de vocês… no mesmo ano – completou Cobra.

- E então…? - Dean fitou a ambos intrigado – Como isso pode ser possível?

- Achamos que o que fez Sam subir, me fez descer.

- Você estava… no Céu? – Cobra assentiu. Dean bateu a mão na testa – É claro… onde mais estaria? Parece ser essa a recompensa dos caçadores.

- Pois é.

- Seja lá o que for que nos trouxe, nós dois fazemos parte – cortou Sam

- Mas vocês não sabem o que é.

- Bingo. - tornou Cobra

- E vocês não têm uma pista? Nada? - Cobra balançou a cabeça – Droga, isto é… isto é… - ele girou sobre si mesmo para se recompor e apontou a porta – Não vai mais sair ninguém morto desta porta. Vai? O Samuel… ou a mãe?

- Até onde sabemos, só o Cobra e eu. - esclareceu Sam

- Certo. Eu sou o único que acha que tem algo de errado?

- Acredite, você não é – garantiu Cobra – Eu queria chamar você e sua mulher para o nosso grupo, mas Sam insistiu em deixar vocês de fora. Então, deixamos.

- E acredite… não foi uma tarefa fácil – afirmou Sam com um sorriso zombeteiro – Cobra não é o tipo que se convence tão rápido… Tivemos várias discussões a respeito

- É um mal de família – declarou Cobra com um largo sorriso – Samuel era assim.

- É, eu lembro… - Dean se virou para o irmão – Mas como você foi parar na minha garagem?

- Eu fui atingido antes de você. Há poucos dias… Envenenado.

- Por quem?

- Um casal de djinns.

- Djinns? Pensei que eles… fossem do tipo eremita que vive na caverna. Isto é muito exótico.

- Não mais. Pelo menos estes. Eles parecem pessoas comuns. Eles podem se misturar. E só precisam tocar em você para matá-lo. As toxinas entram no organismo… e você alucina, como no pior dos pesadelos. E logo depois, tem overdose.

- E como é que você ainda respira?

- Cobra tinha a cura.

- Você tinha a cura para veneno de djinn? - Dean o encarou incrédulo

- Ah, eu sei umas coisinhas. - emulou um sorriso meio presunçoso – Fique por perto e verá uns truques que aposto que seu pai nunca o ensinou… muito menos seu avô.

Dean balançou a cabeça e piscou várias vezes.

- Er… E por que essas coisas estão atrás de nós? - indagou

- Ora, você matou um deles, há um tempo – respondeu Sam – Depois que vieram atrás de mim… nós tivemos certeza de que viriam atrás de você.

- A Vic… - ele arregalou os olhos – Ela não está agora, viajou, mas… e se forem atrás dela?

- Tudo bem. Nós estamos os vigiando o tempo todo. - tornou Cobra – Saberemos se forem atrás dela.

- Mesmo assim… tenho que avisar a ela. - tateou os bolsos em busca do celular – Ela chega só amanhã, mas...

- Dean, a Vic pode estar sem caçar como você, mas tenho certeza que ela ainda sabe se cuidar – tornou Sam – Relaxa

- Sam… a gente tá falando da Vic – Dean o fitava incrédulo. Sam parecia não se importar com o bem-estar de Victoria, pelo menos não como antes – Oi! - ele estalou como se quisesse que o irmão acordasse – Pelo que me lembro, você quem era o mais exagerado com a segurança dela.

- Exatamente. Eu… nós temos que aprender a confiar na capacidade de ela mesmo se proteger – Dean continuava o fitando com estranheza. Sam revirou os olhos e achou melhor concordar, pois não queria que o irmão notasse sua súbita mudança de comportamento – OK. Ligue para ela.

Dean ainda olhou intrigado para Sam, mas logo sua atenção se desviou para a tela do celular com a quantidade de chamadas perdidas do número de Victoria. Dezessete no total.

- Merda! - praguejou

- O que foi? - perguntou Sam e teve a resposta quando Dean lhe mostrou o celular – Ah! Hum… pelo que conheço da Vic, ela deve estar pirada de preocupação com você.

- E eu não sei? - retrucou Dean com uma careta e ligou imediatamente para a namorada. Esta atendeu logo na primeira chamada – Er… Vic…

- Onde raios você se meteu, Dean? - esbravejou ela – Liguei pra você o dia inteiro e como você não atendeu, liguei para o Sid.

- Vic, eu…

- Ele me disse que você estava estranho – ela o cortou – Que você quase atirou no cachorro dos nossos vizinhos… e que saiu correndo depois de falar alguma coisa de enxofre. E depois… não te viu mais.

- Vic… calma… deixa eu…

- Dean, você está bem? Demônios estão com você? É isso? Eles te sequestraram? Eles querem que eu apareça pra te libertarem?

- Vic, calma! - teve que gritar para que ela se tranquilizasse. Por um segundo conseguiu – Vic, escute… eu tô legal. Eu…

- Onde você está? – ela o interrompeu novamente – E o que está acontecendo, Dean?

- Estou num lugar… Eu. Olha, não posso te explicar, mas estou bem. OK? Confie em mim

- Dean…

- Confie em mim, Vic. - foi mais incisivo – É só o que te peço.

Escutou um longo suspiro do outro lado.

- Está bem – tornou Collins – Mas estou voltando para casa hoje, de qualquer jeito.

- O quê? Não, Vic… Não. Não vai pra casa. Ainda não.

- Dean… não estou entendendo.

- Onde você está? - dessa vez, foi a vez de ele indagar

- Estou no aeroporto… acabei de chegar. Matt… me liberou antes porque viu como fiquei preocupada com você.

- Me faz um favor, Vic. Vá pra casa do Bobby… eu te encontro lá.

- Dean…

- Te encontro lá, Vic. E vou te explicar tudo. Prometo.

- Tudo bem – ela concordou – Mas espero que seja mesmo uma boa explicação.

- Garanto que vai ser mais de uma, baby – ele fitou Sam que desviou o olhar – Mas não por telefone. A gente se vê daqui a pouco.

- OK. Então até mais. E, Dean… desculpe se gritei com você.

- Sem problema, baby. Sei que você é louca por mim.

- Convencido – ele riu e ela também. - Mas você está certo. Eu não suportaria se algo te acontecesse. - houve um curto silêncio. Dean engoliu em seco – Eu te amo.

E desligou deixando o Winchester mais uma vez sem resposta. Demorou apenas um segundo para ele notar que Cobra e Sam o fitavam com sorrisos maliciosos. Engoliu em seco, mas se dirigiu com firmeza para Sam:

- Você vai me levar lá para o Bobby agora.

- Certo. - retrucou Sam

- Nós continuaremos daqui vigiando esses djinns – anunciou Cobra

Os dois entraram no carro de Sam. Dean assobiou para o modelo, embora preferisse seu Impala.

- Você tá mesmo seguindo seu próprio caminho, hein? - comentou Dean enquanto ambos entravam no veículo – Até tem seu próprio carro.

- Você sabe que eu nunca fui muito de carros antigos como você e o pai. E queria ter o meu próprio, mas nunca consegui juntar o bastante.

- E de onde você tirou para comprar esse? - Dean franziu o cenho – Não me diga que roubou.

- Claro que não. Não me arriscaria desse jeito. Você sabe… Foi graças ao esse dinheiro da Vic.– Sam deu partida, mas encarava o irmão. Notou pela expressão desentendida de Dean que ele não fazia a menor ideia do que estava falando. Isso significava que Victoria não havia revelado seu segredo para o loiro. Sam procurou manter a expressão neutra para disfarçar, não seria ele a desmenti-la – Eu… quis dizer… esse dinheiro que a Vic, você e eu recebemos desse… contato misterioso do Bobby. Graças a ele dei entrada na compra do carro e consegui acertar o resto com o que o Cobra nos paga.

- Ah? Vocês são pagos por ele para caçar? Interessante.

- Pois é. Unir o útil ao agradável.

- Mas… Sam… você ainda tinha algum dinheiro daquele benefício? Pensei que você não quisesse mais recebê-lo.

- E não voltei mesmo a recebê-lo. Mas havia um último depósito na minha conta… antes de eu ter pedido para fechá-la. Não tinha tempo para ficar com frescuras.

- Bota frescura nisso. - Dean balançou a cabeça – Até hoje não entendo porque você não quis mais esse dinheiro.

- Eu te disse… eu… não achava certo receber de um estranho – Sam deu de ombros – Me parecia suspeito.

- Ah, Sam, por favor. Se o cara é conhecido do Bobby… Até eu que sou o mais desconfiado, relaxei.

- Ah, não sei, Dean… Eu apenas não queria. Não acho legal abusar da generosidade das pessoas.

- Fresco – provocou Dean. Sam revirou os olhos. O loiro riu e colocou as mãos atrás da cabeça encostada no banco – Pois pra mim e pra Vic, esse benefício foi ótimo. Conseguimos comprar aquela casa num lugar bem legal. Pode ser subúrbio, mas é bem localizado e muito tranquilo. Chega até ser monótono

- E por que você está trabalhando? Aquele benefício dá para sustentar uma família por um mês e juntando o seu com o da Vic… - Sam riu – Você poderia jogar em Las Vegas à vontade

- Sei que poderia, mas… sou um cara ativo, você sabe. Não suporto ficar sem fazer nada… e por mais que a minha vida com a Vic seja boa, não ia suportar ter uma vida de bacana. Depois precisava distrair minha cabeça. Não pensar tanto… - ele olhou o irmão num misto de melancolia e mágoa. Sam engoliu em seco – Bom… em certas coisas. E também não ia ficar à toa com a Vic trabalhando, ela tem feito alguns trabalhos para o Matt… mas não tem nada a ver com caça - virou-se outra vez para Sam – Lembra que o cara é dono de uma grande empresa?

- Lembro. Eu pesquisei. Um ex-caçador

- Pois é. Que filho da mãe sortudo, hein? Mas… eu não o invejo. Esse tipo de coisa não é pra mim. A Vic que adora lidar com isso… e ela precisava de alguma coisa, algum objetivo na vida, além de mim, para seguir em frente… sem você – Sam apenas assentiu – Ela sofreu muito por sua causa, sabe? Foi uma barra lidar com a dor dela… e a minha também.

- Sei.

- Sam… ainda não dá pra engolir que esse tempo todo…

- Dean, já te expliquei o motivo – Sam suspirou – Será que não dá pra ficar de boa?

- Sinceramente, não... vai demorar um tempo. E pode apostar que pra Vic também – balançou a cabeça – Cara, ela vai ficar furiosa.

- Imagino que sim – Sam emulou um sorriso irônico – Foi por isso que você não quis contar a ela por telefone sobre mim? Você quer me ver enrolado ao tentar me explicar pra ela.

- Quero, Sam. Você merece passar por isso. E espero mesmo que a Vic te escrache.

- Hum… vindo de você é até um atenuante. Antigamente, você teria me dado um soco.

- E estou bem tentado. Mas deixo essa pra Victoria – os dois acabaram rindo, mas Dean foi o primeiro a se interromper e ficou sério novamente – Sam?

- Diga.

- E você está de boa por eu estar com a Vic? Mesmo… que tenha pedido pra gente ficar junto?

- Acredite, Dean…. Não foi fácil, eu admito – Sam resolveu simular pesar porque não queria revelar aquele seu novo "eu" insensível para o irmão, pelo menos o tanto quanto pudesse. - Eu… fiquei mesmo com vontade de aparecer pra vocês… e voltar correndo para os braços da Victoria depois de tudo. Eu… eu… estava meio perdido.

- Mas por que…?

- Dean, eu já te disse. Fiz por vocês dois… mais por você.- Sam se arriscou a encarar o irmão como para convencê-lo do que dizia – Queria que fosse feliz. Queria te dar a chance de ter o que eu tive com a Vic… e um futuro. Você merecia… depois de tudo. E me sinto bem pelo que fiz… acredite.

Dean o observou um longo tempo com desconfiança. Sam se virou para a frente com a desculpa de prestar atenção pelas ruas enquanto dirigia, mas se sentiu incomodado com o olhar do irmão.

- Certo. Se você diz… – por fim, o loiro também se voltou para frente. Suspirou – Mas isso vai ser estranho da mesma forma.

- Ah, se vai… Mas estamos acostumados com coisas estranhas… até mesmo sentimentos

Porém, no caso dele, o estranho era não ter mais nenhum.

Depois de um bom tempo, chegaram à casa de Bobby. Era tarde da noite, mas Dean já havia lhe telefonado para contar que estava a caminho e que havia pedido para Victoria ir até lá. Antes de bater, Dean recomendou a Sam para se afastar da porta

- Espere um pouco aí, Sam. Vou preparar o espírito do Bobby primeiro.

Sam concordou. Não quis perder tempo em explicar que o velho caçador já sabia de sua volta. Talvez Singer lhe facilitaria explicando ele mesmo.

- Dean. - Bobby cumprimentou o Winchester – Como vai?

- Tudo em cima. A Vic… já chegou?

- Ainda não. Quer entrar e me explicar o que está acontecendo?

- Er… preciso te mostrar uma coisa primeiro. Quer dizer… alguém. - suspirou – Então...

No entanto, antes que Dean se adiantasse, Sam assomou à porta às vistas de Bobby. Este nada disse, apenas demonstrou confusão por um segundo ao ver que ambos os irmãos estavam juntos e que, pelo visto, Sam havia mudado de ideia quanto a não se revelar.

- Oi, Bobby – cumprimentou Sam

- Sam – respondeu Singer com expressão tranquila

Dean encarou Bobby com surpresa e depois o irmão, confuso com a reação do velho caçador. Singer apenas fez uma expressão do tipo "eu já sabia" quando o Winchester o encarou de novo.

- Você sabia. – acusou Dean depois que entraram e acomodaram-se na sala. Porém, o Winchester não quis se sentar – Você sabia que Sam estava vivo?

- É.

- Há quanto tempo?

- Ouça...

- Há quanto tempo?

- Há dez meses... o tempo que ele me disse que voltou.

Dean encarou os dois com perplexidade.

- Só pode ser brincadeira – declarou

- E eu faria de novo. – admitiu Bobby

- Por quê? – esbravejou Dean

- Porque você escapou, Dean. Você... e a minha sobrinha. Vocês dois caíram fora dessa vida! – Bobby elevou o tom – Eu queria Victoria numa vida normal e você pôde dar isso a ela. E eu fiquei tão agradecido, que você não faz ideia.

- E mentiu pra ela. Mentiu para mim, Bobby! – Dean balançou a cabeça. Singer permaneceu calado – Agora entendo porque você se recusou a nos visitar esses meses todos. A Vic bem que achou estranho, mas eu disse que era paranoia dela, que você talvez quisesse nos dar um tempo pra se acostumar a essa vida – ele quase riu amargo – Deus, nunca mais vou duvidar da Vic se ela cismar com alguma coisa – tornou a se virar para Bobby – Como pôde enganar sua sobrinha assim, Bobby? Depois de tudo que você a viu passar... depois que Sam pulou na jaula. Ela quase surtou! Uma palavra sua e você teria dado uma grande alegria se ela soubesse da volta dele.

- Dean, não faria a menor diferença.

- Que não faria o quê? – Dean esticou os braços para os lados com exasperação

- A essa altura você e ela já estavam juntos... tinham acabado de comprar uma casa para morarem. Eu não podia tirar isso de vocês. – suspirou – Na verdade, eu até quis quando Sam apareceu aqui e me provou que era ele mesmo. Mas ele me convenceu que vocês estariam melhor sem saber e vivendo uma vida normal

- A gente podia estar junto, mas nunca esquecemos do Sam, Bobby! Você não sabe como ficamos por acreditar na morte dele!

- Sim, além de não serem estripados. Foi isso que ficou.

- Eu fiquei com a Vic porque você pediu! – Dean tornou a jogar na cara de Sam.

- Bom – retrucou Bobby

- Bom para quem? Para a Vic? Ela sofreu, Bobby... e ainda sofre pensando no Sam. Ela nunca deixou de amá-lo!

- Mas ela te ama também, Dean! Ponha isso na sua cabeça!

Dean abriu a boca para retrucar, mas desistiu. Limitou-se a dizer para Sam:

- Procurei por toda a parte. Pesquisei centenas de livros, vendo se achava um jeito de tirar você de lá.

- Você prometeu que não ia tentar.

- É claro que eu tinha que tentar! Dane-se! – Sam se calou – E a Vic também! Ela tentou... sei que ela tentou, escondida de mim...mas eu sei. – voltou-se para Bobby – Dez meses? E você não acabou com nosso sofrimento?

- Ouça, eu entendo que não foi fácil. – replicou Singer – Mas é a vida! E foi o mais perto da felicidade que eu já vi um caçador chegar. Eu não queria mentir para vocês, filho. Não queria enganar minha sobrinha. Mas vocês estavam fora, Dean.

- Eu pareço fora para você? A Vic parece?

Nem Sam, nem Bobby retrucaram.

Dean ficou o resto da manhã amuado sem querer conversa. Aguardava apenas por Victoria. Estava apreensivo pelo reencontro com ela e, ao mesmo tempo, pela reação que teria ao ver Sam.

Será que depois ela ia querer continuar com ele? Ou estaria disposta a voltar com Sam mesmo com o afastamento e a mentira deste? E ele estaria disposto a deixar o caminho livre para ambos?

Dean sabia que corria riscos de Vic deixa-lo caso fosse possível trazer Sam de volta, porém, mesmo assim estava disposto porque o afastamento do irmão era dez vezes pior do que qualquer dor que algum rompimento com Victoria pudesse lhe causar. Agora com essa possiblidade de se concretizar, não podia evitar sentir uma apreensão.

Não duvidava do sentimento que Victoria parecia nutrir por ele, mas seria tão forte quanto o que sentiu por Sam?

Suspirou. Talvez fosse o preço por ter seu irmão de volta. Terminar com Vic. Mas se assim fosse, ao menos teria o consolo de ter podido estar ao seu lado mesmo com pouco tempo. Ainda assim, não conseguia imaginar a vida sem Victoria ao seu lado. Mesmo acreditando na morte de Sam, mesmo com os pesadelos, bebidas e tudo mais... nunca imaginou que pudesse ter momentos tão felizes ao lado de uma mulher.

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O táxi estava quase chegando, graças a Deus. Quem o dirá o motorista! Àquela altura, deveria estar maldizendo-a por lhe perguntar a toda hora se estavam chegando e insistindo para se apressarem.

Apesar do telefonema de Dean, Victoria estava preocupada. O que estava acontecendo? Será que ele estava mesmo bem? Ou ele mentiu só para lhe proteger? E se a mandou para casa de Bobby apenas para mantê-la segura do que quer que fosse, mas na verdade, Dean estava em perigo de morte?

Oh, Deus, por favor, não. Se acontecer alguma coisa com Dean também, eu não...

Pela terceira vez, cobriu o rosto e se segurou para não chorar. Não, tinha que acreditar que estava tudo bem, que Dean realmente a estaria esperando na casa de Bobby.

Eu nunca deveria ter ido encontrar com Matt. Nunca deveria ter mentido para Dean e o enganado também todos esses meses como fiz... com Sam.

Ela se maldizia. Não havia aprendido a lição com Sam? Então por que repetia o mesmo erro com Dean?

Todo aquele tempo em que Dean e ela estavam juntos, não teve coragem de lhe contar toda a verdade sobre si. Tampouco que a casa que haviam adquirido era na verdade graças ao seu dinheiro. Do auxílio para todos os caçadores que ainda tinham família. Mas era seu dinheiro. E Dean achava que era de outra pessoa.

Ela temia sua reação. Temia que fosse pior do que a de Sam. E quando começaram a se relacionar, estava tão desesperada em não se afastar de Dean, que não teve coragem de lhe contar sobre seu verdadeiro nome e origem. Temia que ele não aceitasse. Contou-lhe apenas que estava trabalhando à distância numa grande multinacional para Matt, um ex-caçador que se dedicava ao ramo empresarial.

Bom, era verdade que estava trabalhando à distância e que Matt realmente era um empresário agora. Só não mencionou o detalhe de ela ser a verdadeira dona por trás da Blackwell Blue Global e seu nome ser Sara Blackwell.

Vic suspirou. Ela sempre jurava revelar para Dean a verdade, mas acabava adiando para o próximo dia. Antes de viajar, quase lhe contou, mas acabou perdendo a coragem. Agora estava decidida: se constatasse que Dean estava mesmo bem – e depois de lhe dar uma boa surra e um beijo por lhe deixar preocupada – ela contaria a ele. Custasse o que custasse.

Dean ficaria bem bravo, sabia. Era bem capaz de ficar alguns dias sem querer conversa. Mas ele acabaria lhe perdoando. Ele a amava, não? Podia nunca ter dito com todas as letras, mas ele demonstrava em seus gestos, olhar e atitudes o quanto a amava, o quanto precisava dela.

- Senhorita... chegamos – anunciou o taxista de mau-humor ao estacionar de frente para o ferro-velho

Victoria lhe pagou e nem exigiu o troco; e logo saiu correndo para a casa de Bobby. Bateu várias vezes até ele atender:

- Oi, Vic

- Dean está aí, tio?

- Oiiiii! – Bobby acenou com expressão descontente – Estou aqui, sabia?

- Desculpe, Bobby, eu...oi, tudo bem? – ela o abraçou – Há quanto tempo!

- Uns bons meses, eu sei. Deveria... ter visitado vocês.

- Deveria mesmo. – ela olhou para dentro – Mas, Bobby...

- Dean está aí sim. E esperando você. – ele abriu passagem – Pode entrar.

Victoria disparou em direção à sala. Logo avistou Dean no seu campo de visão... e mais nada.

- Dean!

- Vic!

Eles se abraçaram por um longo tempo, até que Collins desfez o contato e encarou-o zangada.

- O que aconteceu, Dean? Não estou entendendo nada.

- Vic, olha...

– Sabe o quanto eu fiquei preocupada, Winchester? – ela lhe deu um tapa no ombro

– Vic... – Dean lhe sussurrou com tremor na voz

– Como você faz isso comigo, hein? – pegou em seu rosto e encarou-o zangada e aliviada ao mesmo tempo.

– Oi, Vic.

Escutou novamente o som da voz que ela pensou que nunca mais ouviria. O coração dela falhou uma batida. Arregalou os olhos sem enxergar mais nada, nem mesmo a expressão apreensiva de Dean. Paralisou todos os movimentos.

Não, não pode ser.

Largou o rosto de Dean, virou-se lentamente e o viu. Seu Gigante estava ali parado do outro lado da sala.

– Sam...

(...)

E agora? A hora da verdade! Como vão ficar esses três? Rsrsrsrs... Espero comentários.

Até a próxima.