Notas da Autora
Minako acaba sendo...
Capítulo 3 - Acusação
Ela estende um pergaminho e após ele se certificar que não tinha nenhum jutsu, abre e começa a ler, sendo que após algum tempo fica estarrecido, até que suspira ao fechar o pergaminho, sendo que não percebeu que o seu cachimbo apagou, indicando que era algo que o deixou estarrecido.
- Isso é...
- Eu sei. Mas, é verdade. Sou Minako Uzumaki e este é o meu filho, Yuukiko Uzumaki. Nós viemos de um templo oculto nas montanhas Paouz, que foi descoberto. Ninjas o atacaram. Nós vivíamos isolados há séculos, conforme ordens de Rikudou sennin-sama, cuidando de Yukiko hime-sama, a pedido dele. Somente o escolhido, através de uma técnica deixada por Rikudou sennin-sama, sendo que o meu filho possuí um selo especial que é passado automaticamente para o próximo escolhido, sendo que permite que Yukiko hime-sama saia do selo. Nos últimos séculos, ela esteve dormindo e agora, acordou.
- Uma raposa da neve de nove caudas?
- Diziam que ela chegou a ter dez.
O cachimbo de Hiruzen cai por ele estar embasbacado, sendo que Asuma está chocado, com o seu cigarro caindo da boca.
- Isso é...
- Ela não é um bijuu. É uma youkai. Tem chakra senjutsu. Ela é imune a doujutsus e selamentos. Na verdade seria mais um sistema de suporte para ela restaurar o seu chakra. Se morrer, ela não volta. Meu filho foi o escolhido.
- Mãe, ela vai sair.
Nisso, ela aparece na frente deles. É uma criança com várias camadas de kimono, sendo que tem cabelos, orelhas e nove caudas alvas, assim como olhos azuis como safiras.
Yukiko sorri timidamente, para depois se curvar levemente, falando respeitosamente:
- Konbanwa. Me chamo Yukiko. Prazer em conhecê-los.
Eles respondem ao cumprimento educado, para depois ela se fixar em um enfeite na mesa, o pegando e mostrando a Yuukiko, falando:
- É lindo! Não acha?
- Sim. Yukiko hime-sama, não pode pegar as coisas dos outros, sem autorização. – Minako fala gentilmente, pois, estava escrito que quando ela despertasse, devia ser educada, gentilmente.
Ela põe o enfeite de volta e pede desculpas, sendo que está envergonhada.
- Tudo bem. – Hiruzen comenta surpreso com um sorriso amável no rosto para Yukiko que sorri.
- Isso é incrível. – Asuma comenta.
- Pelo que eu entendi, Yuukiko e Yukiko devem se tornar amigos de Naruto Uzumaki e de Kyuub... quer dizer, Kurama?
- Sim. Foi o pedido de Rikudou-sennin-sama.
- Kurama? - Asuma pergunta, surpreso - Por acaso estão falando da Kyuubi no Youko? Eu acho impossível. Na última vez, ela destruiu uma parte de Konoha e perdemos o nosso Yondaime, Minato Namikaze.
- O Rikudou sennin-sama deu um nome para cada um deles. Eles têm os seus próprios nomes. Eles foram criados puros, pois, ele queria que nós, humanos, erguessem templos para eles que iriam ajudar os humanos. Porém, os homens tiveram o desejo por poder e corromperam cada um dos bijuus com o mais puro ódio da raça humana por escravizarem eles, confinarem, assim como, usando eles como armas. Com a dor, vêm as lágrimas. Das lágrimas vem a tristeza. Da tristeza surge a revolta. Da revolta surge o ódio. É um ciclo em que os bijuus foram condenados.
Asuma e Hiruzen suspiram, reconhecendo a verdade naquelas palavras, pois, se tudo aquilo, acontecesse com eles, eles também ficariam com ódio da humanidade.
De fato, após digerirem as palavras verdadeiras da Uzumaki a sua frente, eles se sentiam envergonhados, sabendo que a destruição de Konoha não foi de Kurama e sim, foi um reflexo do mal dos homens, de forma indireta.
Na verdade, eles não tinham nenhum direito de condená-la. Kurama foi apenas mais uma vítima da perversidade humana, ao longo dos séculos.
- Além disso, saibam que um comparsa de Madara a controlou há anos atrás. Foi ele que retirou a Kurama de Kushina Uzumaki. Após ser libertada do controle do sharingan, ela ainda sentia ódio, que foi aumentado ao ser usada como ferramenta, novamente, sendo que ela está presa ao ciclo do ódio que permeia esse mundo. Os monstros são na verdade os humanos que fizeram um ser puro se tornar o que é atualmente. Mas, é mais fácil chamarmos um ser imenso com presas de monstro, principalmente ao destruir algo, do que os monstros que usam a alcunha de humanos e que, cujos atos, indiretamente, transformam seres criados puros em seres de puro ódio.
Asuma e Sarutobi suspiram, com ambos reconhecendo a veracidade nas palavras dela, sendo que de fato, é mais fácil chamar Kurama de monstro, do que chamar os humanos de monstros.
Então, o Hokage fala:
- O problema será ela ficar na vila com orelhas e caudas.
- Eu fico dentro do Yuukiko. – ela fala timidamente – Eu só vou sair se for seguro.
- Você pode tentar se concentrar para ocultar as suas orelhas e caudas. Nos pergaminhos, consta o fato que pode ocultá-las. Acredito que tem que treinar para fazer isso. - Minako fala com um sorriso gentil no rosto.
- Êba! Vou treinar! - a youkai fala sorrindo, sendo que todos achavam ela fofinha.
- Naruto, atualmente, mora sozinho. Vou conseguir uma casa para você. Quanto a renda, você tem alguma profissão?
- Eu sei taijutsu, assim como conheço técnicas de ninjutsu. Claro, não em um nível elevado, mas...
- Vou cadastrá-la como shinobi na aldeia. Será uma chuunin. Com isso, poderá fazer algumas missões.
- Será excelente. Muito obrigada.
- Você tem dinheiro para pagar um hotel?
- Sim.
- Ótimo. De manhã. Venha para o meu escritório, Vou ver a disponibilidade de uma casa.
- Pode ser simples. Ou então, pode ser um apartamento. Aos poucos, eu irei quitar o valor dela.
- Então, está combinado. Amanhã irei apresenta-la ao naruto.
- E os pais dele?
Hiruzen suspira, para depois falar:
- Estão mortos. Ele é órfão.
- Então, posso cuidar dele como uma mãe. Aí, seria irmão de Yuukiko.
- Eu adoraria ter um irmão. – ele fala animado.
- Ótimo. ASuma vai leva-los a um hotel.
- Pode deixar, tou-san. Vamos?
Ela consente e nisso, o Segue, sendo que o Hokage notou a troca de olhares e sorriu, pois, acreditava que ela seria excelente para o seu filho. ConfessaVA que não apreciava a ideia de Kurenai como futura cunhada.
Ele conversava com ela e com o menino, sendo que assimilava tudo o que ouviu, enquanto que achava o sorriso dela lindo, assim como a voz.
Após deixa-los no hotel, ele se despede, enquanto eles entravam, sendo que ele falou que viria busca-los amanhã, com Minako ficando feliz.
No escritório, Hokage esperava a chegada de alguém, pois, precisava se precaver.
Afinal, tinha a segurança de uma vila inteira em suas mãos, sendo que ao mesmo tempo que os manteria protegido, tinha que aceitar que o que leu era verdade e que de fato, Rikudou sennin deixou tais orientações.
Ele olhou bem nos olhos da mulher, naquele momento, para procurar hesitação e mentira e não conseguiu encontrar. Além disso, Yukiko agiu como uma criança curiosa, sendo que a achou fofa.
De fato, ela não parecia uma ameaça e no trecho dos bijuus, assim como, após a explicação dela, percebeu que eles tinham sentimentos. Não eram algo. Se questionava se o fato de ser escravizada e privada de sua família, assim como confinada, de fato, faria despertar o ódio dentro dela para os humanos. Chegou a única conclusão plausível. Sim. As palavras que Minako proferiu eram verdadeiras.
Além disso, Rikudou confessou o que desejava que os homens erguessem templos aos bijuus, pois, eles ajudariam a humanidade. De fato, foi o desejo sincero de Rikudou.
Porém, os homens fizeram o contrário do que ele pediu e passou a usar as criações dele, que chamava de filhos, para as suas guerras, a fim de terem poder. Inclusive, pensando naquele momento, confessava que de fato, passasse um terço do que ela passou, também sentiria ódio daqueles que lhe escravizaram.
Ele nunca sentiu tanta vergonha de ser um humano, quanto naquele instante.
Então, uma voz o tira de seus pensamentos:
- Me chamou, Hokage-sama?
Um ANBU com máscara está curvado, sendo que o Hokage fala:
- Você ouviu tudo?
- Sim. Nunca imaginei que os bijuus tinham sentimentos como qualquer outro ser vivo, assim como não sabia do desejo de Rikudou sennin para eles. Estou surpreso.
- Você irá treinar Naruto e Yuukiko, assim como Yukiko. Quando surgir mais para treinar, me avise.
- Entendo. – ele fala, sendo que não entendeu o fato de "surgir mais".
- O seu nome será Yamato. Depois de amanhã, se apresente como um jounnin. Kakashi irá se juntar a você, já que o time que foi designado para ele não passou na prova dos sinos. Eles foram reprovados.
- Sim, senhor.
Nisso, ele desaparece em uma nuvem, sendo que como ele tinha o mokuton, queria garantir.
Há alguns quilômetros dali, Naruto estava ferido, enquanto corria pelas vielas de Konoha, tentando escapar da fúria dos moradores, sendo que a pobre criança não entendia o motivo deles, maltratarem ele, demonstrando um ódio imenso por ele.
O ANBU que devia protegê-lo não fazia nada para salvá-lo e inclusive, acobertava os maus tratos e surras que a criança sofria ao fazer o seu relatório semanal ao Hokage, agradecendo o fato que havia tanta tensão entre as vilas, que os documentos tomavam todo o tempo do Kage, fazendo com que ele dependesse exclusivamente do seu relatório.
Então, vendo que o "moleque-raposa", como o chamavam, estava tendo êxito em fugir da justiça que os moradores tinham direito pela mente cruel do ninja, ele resolve fazer algo e atira uma shuriken na perna da criança, fazendo-o gritar de dor e cair, pois, atravessou a sua perna.
Naruto sentia muita dor, enquanto chorava, pois, quase conseguiu fugir e enquanto se preparava para a surra, ele chorava ainda mais, com a dor vinda do fundo de sua alma e coração, se lembrando das crianças felizes com os seus pais e de quando via das janelas das casas o amor que recebiam, enquanto que queria compreender o motivo de sentirem tanto ódio dele.
Após alguns minutos, começa a sentir os primeiros golpes, com os moradores surrando o corpo pueril, desejando transmitir todo o seu ódio pela Kyuubi contra o corpinho de uma criança inocente.
Dentro de Naruto, Kurama acorda, pois, vibrações de dor intensas a despertavam de seu sono e não precisava ser uma adivinha para saber o que estava acontecendo, enquanto que achava Naruto azarado, pois, se fosse a milênio atrás, quando não foi escravizada e afastada de seus irmãos, sendo usada como ferramenta pelos humanos, desenvolvendo ódio por eles, principalmente com o último selo usado nela, sem ser o atual, em que ficou presa por estacas sentindo dor, assim como humilhação, além de ter se tornado uma mera marionete com o sharingan, duas vezes em sua vida, teria protegido a criança.
Afinal, há mais de mil anos atrás, tinha compaixão pelos humanos e não nutria ódio. Inclusive, cansou de salvar humanos, indiretamente, quando vivia livre. Salvou inclusive crianças, enquanto pensava amargamente que o seu erro foi esse.
Afinal, se tivesse ficado oculta nas montanhas, nunca teria sido descoberta. Mas, foi uma tola idiota que não conhecia a verdadeira essência dos humanos e pagou amargamente pela sua burrice, a seu ver, sendo que continuava pagando ao se tornar escrava deles.
Naquele instante, o seu coração estava repleto de ódio e dor. Sofreu por séculos e ninguém sequer se preocupou com ela ou pensou que ela tinha sentimentos. Nunca pensaram que ela não era algo. Ela tinha um coração e sentimentos, assim como um nome que o seu tou-chan deu. Seu coração foi destroçado há muito tempo e desconfiava que Madara a achou, pois, ela caiu na besteira de salvar um menino loiro que caiu em um riacho.
Movida na época por compaixão, acabou saindo de seu esconderijo e socorreu a criança, dando-o para uma mulher que olhava estupefata para ela, não condenando a mulher por olhar daquela forma, pois, era imensa, sendo que pediu para guardar segredo de sua existência e a humana prometeu, sendo que ela nunca havia sido vista, pois, ajudava a distância.
Naquele instante, queria socar a si mesmo por ter sido tão estúpida. Naquela época era uma idiota que não conhecia o verdadeiro lado dos humanos. Todos eram perversos, malignos e cruéis. Mesmos as crianças eram tomadas pelo mal. A única exceção era o seu tou-chan, Rikudou e o jovem Ashura, filho de Rikudou.
Inclusive, o menino que era espancado, quando crescesse, iria usá-la como ferramenta para ter poder, tomando o poder dela para ele, como todo o jinchuuriki fazia ao roubar o poder dos bijuus para ser usado nas suas batalhas. Uma prova era o tipo de selo que ele tinha, provando que o plano dos humanos era que ele tomasse o seu poder no futuro e ela jurava a si mesmo que não iria permitir. Lutaria com unhas e dentes por sua liberdade, agradecendo o fato que ele estava sozinho e que sofria nas mãos dos humanos.
Afinal, quanto mais ódio ele tivesse, maior seria a sua chance de se libertar destruindo Konoha e fugindo, antes que algum Uchiha usasse o sharingan nela.
Portanto, não havia motivo para ajuda-lo, se ela queria ser livre, sendo que ela não cometeria o mesmo erro de milênios atrás. Seu coração foi endurecido pelo ódio, e as experiências anteriores com os jinchuurikis, lhe ensinaram lições amargas e igualmente valiosas, pois, os jinchuurikis, assim como todos os outros, o viam como uma mera besta e que como todo escravo, deveria satisfazer os seus mestres. No caso dela, tendo o seu poder retirado, arbitrariamente.
Inclusive, a falta de piedade foi uma das coisas que aprendeu, pois, nunca tiveram piedade dela e nem consideração ao usarem ela como um mero reservatório de poder, extraindo o seu poder conforme desejavam.
Analisando agora, não duvidava que a mesma humana contou as pessoas sobre a sua existência e isso levou Madara a encontra-la e controla-la, sendo que falou que "bestas eram escravas daqueles com os olhos abençoados"
Kurama podia sentir a dor, o desespero e o medo nos primeiros dias quando foi confinada com estacas, após ser controlada, brutalmente. Ela sentia o mais puro medo e dor, sendo que sentia falta de correr livre. A sua liberdade foi tirada. Havia virado uma escrava e somente compreendeu a essência dessa palavra, desconhecida até então, quando foi confinada, passando a ser usada como ferramenta e reservatório de chakra, com o seu chakra sendo retirado pela jinchuuriki, sempre que ela desejasse.
No início sentia muita dor, enquanto chorava desesperada se sentindo um filhote, mesmo sendo adulta, sendo que os humanos não se comoviam com o seu desespero e com a sua dor, pois, não a viam como alguém com sentimentos. Era sempre seria vista como uma besta, cuja única serventia era fornecer poder, forçadamente e contra a sua vontade, pois, era apenas uma escrava, assim como Madara disse, antes de capturar ela.
Muitas vezes, ela odiou a sua existência, pois, se era para viver daquela forma, preferia estar morta.
Com o tempo, as suas lágrimas secaram, a dor se tornou amena, com o seu corpo se acostumando a ter o chakra drenado ao bel prazer do jinchuuriki, apesar da dor que sentia com a extração e enquanto isso ocorria, seu coração era preenchido pelo mais puro ódio e ira. Seu medo se converteu em fúria. A fúria se tornou ódio, ampliado pela dor. Ela passou a odiar os humanos e desejava estraçalhar todos para erradica-los do mundo a fim de aplacar a dor e sentir que estava fazendo justiça.
Quando sua parte ying foi retirada por Minato, ela sentiu uma dor lacerante. Foi dolorido, pois, era como se arrancasse algo dela, sendo que cerrou as mandíbulas para não gritar, pois, não queria dar o prazer aos humanos de verem, ela sofrer. Havia jurado a si mesmo que nenhum outro humano veria as suas lágrimas, assim como nunca veriam a sua dor. O parco orgulho foi o único fragmento que lhe restou e zelava, demasiadamente, por ele.
Inclusive, tamanha dor a cegou de ira e levou a avançar contra ambos e a jinchuuriki que lhe provocava dor, sempre que roubava o chakra dela, assim como, aproveitaria para matar o menino.
Porém, o seu ataque foi detido e o selamento finalizado.
Pelo menos, estava em uma cela e ela podia se deitar e dormir. Com as estacas era quase impossível e só dormia se estivesse cansada demais. Gostava de sentir as suas caudas soltas, mas, odiava as grades. Em seus sonhos estava livre como quando era filhote, correndo, com o vento em seu pelo.
Pelo selo, ele sente que Naruto está perto de morrer, sendo que perdeu a consciência a muito tempo e como não queria morrer junto dele, forçou o seu chakra pelos poros do loiro.
Os moradores que chutavam a criança receberam queimaduras, conforme o chakra vermelho encobria o loiro, fazendo os seus agressores se afastarem.
Já, o ANBU, estava distraindo lendo livros da séria Icha icha tatics e não reparou que os moradores foram longe demais e ao perceber, sentiu o seu sangue gelar, pois, o "moleque-raposa" era uma ferramenta útil a Konoha e só um louco quebraria uma ferramenta preciosa e ele não era um louco.
Porém, antes de levar ele a um hospital, se preparando para subornar o médico e a equipe para não relatarem ao Hokage, o estado do jinchuuriki, ele é queimado quando tenta pegar a criança, ao não perceber que vazava o chakra da bijuu pelos polos.
Sentindo uma dor lacerante, se afasta aterrorizado, temendo que a raposa estivesse se libertando, sendo que se contasse ao Hokage, ele veria o corpo do garoto e após conter a ameaça, seria punido por ter falhado. Se fosse embora, alguém iria ver o garoto e podia dar a desculpa que o perdeu de vista, preferindo levar uma advertência por ter falhado em segui-lo do que ser condenado ao falhar com a sua missão.
Optando pela primeira opção, sai dali, enquanto que Kurama pensava consigo mesma com um sorriso nas mandíbulas:
"Povo idiota. Estão fazendo de tudo para que eu me liberte. Continuem atacando essa criança, pois, assim, poderei manipula-la ao meu favor para conseguir a minha vingança e liberdade, usando o ódio dela contra vocês. Os atos deles só provam que de fato, os humanos são patéticos, assim como a escória desse mundo."
Claro que para ela, a única exceção era o jii-chan dela, Rikudou sennin e Ashura, que a encontrou em sua jornada e erroneamente, agindo como uma tola julgou os humanos, baseando-se em Ashura e o resultado foi que se aproximou demais, perdendo assim a sua liberdade e passando a ser escravizada, a fim de ser usada como uma mera ferramenta.
Suspirando, decide curar Naruto, pois, se ele morresse, ela também morreria.
Além disso, visualizava nele a sua chance de liberdade, sendo que faria questão de devastar Konoha com a sua bijuu-dama mais poderosa, para depois fugir, antes que fosse capturada por algum Uchiha.
Longe dali, no apartamento provisório que Minako e Yuukiko se encontravam, a Guardiã usa jutsus para impedir que alguém visse o que acontecia lá dentro ou ouvisse algo, sendo que também fechou as cortinas.
Então, percebendo que era seguro, avisa o seu filho e Yukiko sai de seu jinchuuriki, aparecendo em um pequeno ciclone de neve, sendo que Minako e Yuukiko se curvaram para a princesa raposa que não entendeu a conduta, sendo que não se lembrava do seu passado.
Então, Minako explica o pouco que sabia, pois, não havia muitos detalhes nos pergaminhos deixados por Rikudou, sendo que ela fareja o ar e fala:
- Sinto um forte cheiro de sangue, próximo daqui.
- Sangue? – Yuukiko pergunta, preocupado.
- Não sei como. Mas, sei que esse cheiro é de sangue.
Então, após farejar o ar, ele fala:
- É mesmo. Eu sinto o cheiro de sangue também, kaa-chan.
Minako não sabia o que fazer, enquanto falava desesperada:
- Não posso sair e deixar vocês aqui! É perigoso. Só se Yukiko-sama entrar em meu filho, novamente.
- Por que não posso ir com vocês? – ela pergunta curiosa.
- É mesmo. Por que ela não pode, kaa-chan?
Ela olha para Yukiko e fala:
- É por causa de suas orelhas e caudas. Elas chamam a atenção.
Então, ela sente que podia fazer algo e fecha os olhos, sendo que mãe e filho ficam surpresos ao ver que as orelhas e caudas sumiram, sendo que os cabelos continuavam alvos, assim como os orbes azuis.
- Agora eu posso ir?
- Sim.
Nisso, eles saem e quando se aproximam do local, Yukiko fica triste ao ver o loiro coberto de sangue, assim como Yuukiko, que também estava chocado, assim como ela.
Desesperada, assim como agoniada, ela pega o seu casaco e envolve o corpo de Naruto no mesmo, o levando ao hospital, com Yukiko e o filho dela em seu encalço.
Ela entra no hospital com Naruto e conta o que ocorreu, sendo que aparecem ninjas que prendem os três, já que a atendente reconheceu o loiro e chamou chunnins que estavam de prontidão, sendo que havia um jounnin dentre eles, Kakashi, que ficou em choque ao ver o estado de Naruto.
Os três são levados a prisão de Konoha, sendo deixados na mesma cela, com Yukiko não entendendo o que estava acontecendo, até que pergunta ao ver Minako abalada e Yuukiko ao lado dela:
- Nós fizemos algo de errado? Não era para leva-lo ao hospital?
- Não fizemos nada de errado e sim, o certo. O problema é que pensam que nos batemos na pobre criança, sendo que senti o chakra dele. Ele provavelmente é o Naruto e tem a Kurama em seu corpo.
- Kurama?
Nisso, a mulher explica, deixando-o surpresa, para depois Yukiko perguntar:
- A Kurama não podia ter protegido ele?
- Pelo visto, não. Ela sofreu demais nessa vida e provavelmente odeia os humanos. Espero que possa ter um jeito de provarmos a nossa inocência.
No dia seguinte, eles são levados ao escritório do Hokage, sendo que Asuma não acreditava que haviam feito isso. Na sala estava Kakashi e Inoichi.
O Hokage olhava seriamente para eles e fala:
- Só soube hoje de manhã da prisão de vocês. Soube que levaram uma criança ensanguentada ao hospital, sendo que ele era o Naruto. Como devem saber e por serem novos na vila, há evidências que apontam para vocês e o ANBU que eu coloquei para proteger o Naruto, disse que viu vocês andando perto dele.
A mulher ergue o rosto, sendo visível a sua indignação, enquanto que Yukiko estava junto de Yuukiko, sendo que o menino torcia os punhos frente a tal injustiça com a kitsune youkai sentindo a raiva de seu jinchuuriki, decidindo contê-lo ao segurar o seu braço.
- Não acredito que eles fizeram algo, tou-san. – Asuma fala – Eu os deixei no hotel. A entrada de Naruto no hospital foi vinte minutos depois e considerando os danos e o tempo até o hospital com duas crianças junto dela, ela teria menos de um minuto para surrá-lo. Os ferimentos que ele tinha foram provocados por várias pessoas. Há marcas de punhos e chutes com tamanhos diferentes e não acho que duas crianças fariam tamanho dano. Além disso, há muitas cicatrizes antigas, inclusive, algumas delas eram profundas. Não era a primeira vez que ele foi surrado.
Claro que eles sabiam que Yukiko era uma youkai e não uma criança, mas, pretendiam manter segredo.
- Você tem alguma prova além do período de tempo e cicatrizes antigas? - o Yamanaka pergunta, seriamente.
Asuma fala, olhando com o cenho estreitado para Inoichi:
- Tsume e Kuromaru estavam próximos, dali. Kuromaru farejou o casaco e o Naruto. Ele afirmou que havia vários odores no corpo do pobre Naruto, indicando que foram várias pessoas. O único odor de Minako-san nele era do casaco e onde foi envolvido. Além disso, aquela shuriken foi atirada a uma distância considerável e com uma força imensa, pois, atravessou a perna do Naruto, que apesar de criança, tem uma resistência maior do que uma criança comum. Além disso, o cheiro de Minako-san não estava na shuriken. Era um forte odor masculino, segundo Kuromaru, sendo que uma criança não tem um odor tão forte, ainda. Portanto, Yuuukiko-kun nunca teria sido o responsável pela shuriken. Isso leva ao fato de que era um adulto, devido ao odor forte. Além disso, o modo como se sucedeu o ataque, indica que não era alguém leigo ou alguém que só fez a Academia e sim, alguém, pelo menos no nível de um Chuunin. Isso senão for um jounnin.
Inoichi fica surpreso, processando as provas, ficando pensativo, enquanto que o Hokage tragava o fumo do charuto, para depois olhar para o seu filho, falando:
- De fato. Suas evidências estão corretas. Confesso que nunca acreditei, piamente, que ela havia feito algo. Mas, precisava de alguém do clã Yamanaka, aqui. Shikaku havia saído da vila em uma missão e voltou agora.
Sarutobi sentia pena da mãe e do filho que estavam agoniados, enquanto que Yukiko parecia confusa com tudo o que acontecia, se dedicando a abraçar o braço de seu jinchuuriki.
- Você vai ler a mente dela? – Asuma pergunta, preocupado, olhando para Inoichi – Não é algo agradável.
- Se o Hokage mandar, sim.
- Se isso provar a minha inocência, eu aceito, Asuma-san. – ela fala determinada – Tudo o que quero é provar a minha inocência.
Kakashi que estava na sala viu a determinação nos olhos dela e confessava que não conseguia vê-la como a autora dos maus tratos, juntamente com as provas que Asuma recolheu, sendo que também havia falado ao Hokage, que havia cicatrizes antigas no corpo de Naruto, o deixando estarrecido, sendo que viu o olhar de dor dele, enquanto olhava o monte Hokage, mais precisamente para o rosto de Minato, sendo que sabia o que se passava na mente dele.
Era a culpa e a dor por ter falhado em proteger Naruto e Kakashi confessava que naquele instante, também era acometido pela culpa, ainda mais pelo fato de que Naruto lembrava Minato.
Além disso, sabia que o verdadeiro motivo de pedir a presença de um, Nara, não era para ler a mente de Minako e sim, para ler a mente de outra pessoa.
Afinal, as provas mostravam a inocência dela. Porém, eles ainda não sabiam quem fora o responsável por atirar a shuriken, embora tivessem um possível culpado, por conta dos relatórios que não condiziam com os ferimentos antigos no corpo da criança.
O ANBU designado apara proteger Naruto entra na sala, sendo que se curva ao Hokage e fala:
- Mandou me chamar, Hokage-sama?
