Notas da Autora
Minako começa a por o seu plano em prática.
Mãe e filha ficam surpresas, quando...
Yo!
Eu coloquei uma referência a um desenho antigo, desde que esse personagem surgiu.
Eu me refiro a invocação Cavalo de fogo, que Minako invoca, com ele sendo o cavalo mais veloz da vila dos cavalos.
Ainda vou mostrar a vila deles.
Ele é um cavalo negro com crinas vermelhas.
O nome original do desenho é Wild Fire. No Brasil ficou conhecido como Cavalo de fogo. Eu ainda choro com uma cena da abertura.
Era só isso que queria comentar.
Tenham uma excelente leitura. ^ ^
Capítulo 5 - Kusagakure no Sato
Um shinobi da grama vai até a casa e pega a mulher que vivia com a sua filha.
Ela era uma Uzumaki como Minako e a Guardiã sentiu muito ódio ao descobrir, através das visões de Youko-sama, que eles a usavam para curar os outros quando a mordiam e que ela morreria naquela noite, acabando por sobrar para a pequena Karin sofrer mordidas desde tenra idade, diariamente, todas as noites, sendo inúmeras mordidas, mesmo ela tendo apenas seis anos.
Então, conforme o shinobi levava a mulher, após a mesma se despedir da filha que não sabia o que acontecia com a sua mãe, Minako surge na frente do ninja e em um piscar de olhos, o derruba, para depois pegar um pergaminho, invocando cordas feitas de letras, para depois colocar um selo na cabeça dele, semelhante ao pássaro na gaiola dos Hyuugas.
A mulher fica surpresa ao ver que ele é preso em um pergaminho, sendo sugado pelo mesmo, com ela guardando o pergaminho, para depois falar a mulher que não a temia, quando viu o cabelo vermelho:
- Essa noite, você morreria, após ser mordida várias vezes e depois da sua morte, pegariam a sua filha para ser mordida todas as noites por vários shinobis.
- Eles prometeram que não fariam isso, se eu... – ela fala a beira das lágrimas.
Karin ouviu o que eles falavam e ficou chocada, pois, havia compreendido que a sua mãe era constantemente mordida e passou a ter medo.
- Por que eles manteriam uma promessa a forasteiras, como eles mesmos as chamam? Por anos, você os ajudou e como eles retribuem? Ainda a chamam de forasteira e alguém sem direitos. Saiba que vivo em Konoha e quero leva-la para lá.
- Mas, foi Konoha que destruiu a nossa vila.
- Não foi Konoha. Foi o Danzou e a sua ANBU Ne. O Hokage nunca faria isso. Acredite em mim. Sou uma Uzumaki, apesar de nunca ter vivido na Uzushiogakure no Sato (渦潮隠れの里 - Vila oculta do Redemoinho), pois, vivia em uma vila isolada nas montanhas há vários quilômetros da civilização mais próxima. Mesmo assim, sou uma Uzumaki. Você é uma Uzumaki. Não importa se eu sou da Uzushiogakure ou não. Fazemos parte do mesmo clã. Você confia em quem? Você confia em alguém do seu clã ou em uma vila que as trata como forasteiras sem terem direito a nada, a não ser a dor das mordidas, sendo que a sua filha será condenada, mesmo sendo criança? Para esses bastardos, não importa o que vocês sejam. Não passam de meros escravos. Para eles, a sua filha não é nada. Quer esse destino a ela? Quer fazer ela ser mordida, inúmeras vezes, todas as noites?
- Não! Claro que não! – ela exclama a beira das lágrimas - Mas, como podemos fugir?
Nisso, sorrindo, ela fala:
- Eles estão enfraquecidos, pois, acabaram de participar de uma batalha e por dependerem da cura que pode proporcionar ao mordê-la, os iryounins não estão fazendo nada para proporcionar o tratamento e posterior cura dos pacientes. Na verdade, com exceção dos curativos, eles não fazem mais nada, pois a usam. Portanto, os shinobis bastardos feridos, não vão poder fazer nada pela vila, por estarem esperando você. Em virtude disso, não será difícil. Se juntarmos nossos chakras em um jutsu extremo de colaboração, teremos êxito. Só vão precisar se concentrar. Eu quero poupar o meu chakra, ao máximo.
- Karin vai participar?
- Sim. Ela é fundamental. Iremos mostrar a eles o poder dos Uzumakis! – Minako exclama.
- Eu vou participar, kaa-san! Eles são uns monstros e terei prazer em detonar essa vila maldita! - a pequena exclama, começando a sentir orgulho por ser uma Uzumaki.
A mãe dela olha para Karin que sentia muita raiva, ainda mais quando correu até a genitora e ergueu a manga dela, olhando estarrecida para as mordidas, enquanto chorava, cerrando os dentes, para depois virar para Minako, perguntando, determinada:
- O que precisamos fazer?
A Guardiã sorri e fala:
- Preciso que encostem a mão em mim e se concentrem. Passem o chakra para mim. Como somos Uzumakis, temos afinidade. Mordidas são apenas para os não Uzumakis e para se curarem. Basta somente tocar nas minhas costas e se concentrarem.
Nisso, elas ficam de costas, apoiando a mão nela, para depois ela exclamar:
- Agora!
Nisso, elas começam a passar chakra, que juntamente com o dela, o amplia, com a mesma fazendo um único selo:
- Taijuu Kage Bushin no Jutsu!
Nisso, surgem centenas de Kage Bushins, surpreendendo mãe e filha, pois, nunca imaginaram que seriam tantos, sendo que já ouviram falar da técnica.
Além disso, para a mãe de Karin, mesmo com os chakras delas, seria impossível gerar tal quantidade, sendo que todos eles usam henge, em seguida, mudando a sua aparência.
Como se lesse os pensamentos dela, Minako fala:
- Não sou uma simples Uzumaki. Depois eu explico. Agora, temos que sair dessa vila.
- Mas, como? – a mãe de Karin pergunta, abraçando a filha.
- Vou reduzir a força da vila a quase zero. Conheço ninjutsus poderosos e há invocações que podem ajudar. Vamos esperar pelo momento certo.
- Momento certo? – Karin pergunta.
- Sim. – Minako fala afagando gentilmente a cabeça dela – A minha preocupação é o que irei enfrentar quando os Kage bushins desaparecerem.
- Como assim? A mãe de Karin pergunta, preocupada.
- Os Kage bushins passam toda a experiência ao original. Porém, junto da experiência vem o cansaço. Terei que lidar com o cansaço de centenas. Preciso me preparar.
Então, elas começam a ver explosões, sendo que após alguns minutos, Minako morde a ponta do dedo e após fazer um selo, bate a mão no chão, exclamando:
- Kuchyouse no jutsu! Cavalo de fogo!
Nisso, ele surge, novamente, sendo que ela ajuda a mãe de Karin e a pequena a subirem no lombo dele, junto dela, que fala:
- Corra mais rápido que o vento e em linha reta em direção a Konoha, por favor.
- Como desejar.
Nisso, ele parte velozmente, criando um escudo para protegê-las da velocidade, sendo que mesmo com três no lombo dele, isso não afetava a sua velocidade, pois, ele não era um cavalo comum.
Portanto, podia lidar com os pesos em seu lombo, sem perder a sua velocidade padrão e ele cavalgava tão rápido, que para as pessoas comuns que fugiam apavoradas das batalhas, parecia um borrão negro, ao ponto delas questionarem se de fato passou algo por elas, apesar do vento violento que ele gerava quando usava a sua velocidade máxima, acabando por empurrar várias pessoas.
Quando mãe e filha piscam, elas já estavam fora dos limites da vila e o corcel diminui a velocidade, sendo que mãe e filha, após se recuperarem da surpresa da velocidade do belo corcel, olham para trás e observam inúmeras explosões, sendo que Minako fala:
- Meus Kage bushins estão atacando os shinobis, inclusive os do hospital que mordiam você e que iriam morder a sua filha, sendo que começaram primeiro pelos iryounins vagabundos. Enquanto isso, grupos imensos que se dividiram estão destruindo todos os shinobis. Eu capturei o líder da vila e os conselheiros, além de salvar os escravos sexuais, inclusive crianças, usadas pelos moradores, sendo todos estrangeiros, que foram obrigados a pagarem com os seus corpos, independente da idade, sendo vistos como meros lixos. – ela fala o final com nojo, sendo visível a ira em suas íris como esmeraldas que estavam coléricas - Eu os levei para fora da Vila.
- O que disse?
A mãe de Karin abraça a filha, que não entende o que os adultos falavam, enquanto notava que a sua mãe tremia e exibia um olhar aterrorizado, para depois Minako fazer um único selo, fazendo a criança dormir através de um genjutsu.
- Por que fez isso?
- Iríamos falar de assuntos não próprios para a idade dela. Já basta o que falei lá atrás.
- Entendi.
- Bem, voltando ao que conversávamos. Algo assim era esperado. Afinal, é uma vila podre até a alma. O tratamento que davam a vocês era o mesmo dado a qualquer forasteiro. Inclusive, muitos foram convertidos em escravos sexuais ao serem obrigados a usarem o corpo como pagamento, sendo que até crianças precisavam pagar com os seus corpos. Vocês não eram estupradas por causa do seu poder. Ao contrário de Konohagakure no Sato (木ノ葉隠れの里 - Vila oculta da Folha), que tem a podridão na maioria das pessoas e na ANBU Ne, sobre a figura do bastardo do Danzou, sendo que foi ele que mandou atacar a minha vila e a Uzushiogakure no Sato, o Hokage é bom e Konoha não destrata os forasteiros, além de haver, ainda, pessoas boas, além do fato, de Uzushio ter uma forte aliança com Konoha. As pessoas de fora são acolhidas, passando a serem integradas a vila. Na Kusagakure no Sato (草隠れの里 - vila oculta da grama), o líder era tão podre, assim como o Conselho e todos os moradores. Ele inclusive usava os forasteiros como meros prostitutos e prostituas para orgias doentias, desde tenra idade, pois, era um pedófilo. A podridão estava espalhava e se propagava a todos, diferente de Konoha, que se concentra em um grupo. Se há algo que estraga Konoha é uma parte do povo e a ANBU Ne. Mas, isso não é motivo para destruir Konoha. Konoha tem salvação. Já, a Kusagakure é completamente corrompida. Por isso, estou reduzindo a força deles, a quase zero.
A mãe de Karin fica pensativa e depois pergunta:
- Mesmo doando grande parte do nosso chakra a você, seria impossível criar tantos Kage Bushins. Eu acho. – ela fala o final, meio incerta.
Então, Karin acorda, julgando que estava cansada pelos acontecimentos e por isso, adormeceu.
- Isso é possível graças a um jutsu usado em mim, quando eu estava no ventre da minha mãe. Eu adquiri um reservatório de chakra absurdamente imenso para os padrões dos Uzumakis, juntamente com o desenvolvimento das minhas bobinas de chakra para lidar com tal poder. Sou uma Guardiã que detém o poder dos outros Guardiões, sendo o poder passado para cada Guardião. Tenho o poder equivalente a mais de seis Uzumakis. Durante o meu treinamento, aprendi, também, a controlar essa reserva de chakra monstruosa. Graças a isso, tenho seis vezes mais chakra do que um Uzumaki comum. Além disso, usaram outro jutsu, para que eu absorvesse um pouco do poder de uma youkai dentro da minha mãe, que era uma jinchuuriki, quando eu estava em seu ventre, para auxiliar no aumento da minha reserva.
- Nossa... Isso explica porque o seu chakra é tão denso e poderoso. – Karin fala pensativa. – Nunca vi uma reserva de chakra tão intensa como a sua. É praticamente monstruosa.
Minako se vira e sorri, falando a pequena Karin:
- Você é mesmo uma sensora de chakra. E não é uma simples sensora. Você tem um desenvolvimento acima de qualquer outro e acredito que, inconscientemente, você pode baixar o seu chakra ao ponto de ocultá-lo por completo. Será uma shinobi maravilhosa. Eu, propositalmente, deixei o meu chakra fluir, para medir a sua capacidade de analisar o chakra, mesmo com pouco conhecimento. Você foi excelente, conforme o esperado.
Karin cora com os elogios, sendo que a mãe dela pergunta:
- Por que está reduzindo a força daquela vila desgraçada?
- Bem, a força da vila estava enfraquecida, pois, em vez de fazerem o seu trabalho, os iryounins apenas esperavam você chegar para ser mordida e assim, curar os pacientes, em vez de tratarem eles. Eles passaram a depender exclusivamente de você e não exerciam a sua profissão e por causa disso, muitos iriam morder você e por causa disso, morreria. Não estavam preocupados com você, pois, tinham a sua filha para lhe substituir. Em virtude disso tudo, a vila estava com o seu poder militar em menos de sessenta por cento. Por isso, você morreria. Foram muitos feridos.
- Mas, eles não deveriam se precaver curando quantos pudessem? Para que depender exclusivamente de mim? – a mulher pergunta, exasperada.
- Os iryounins se tornaram verdadeiros vagabundos. Em vez de usarem os seus conhecimentos e seus chakras para salvar os seus pacientes, se apoiavam exclusivamente em você, pois, era mais prático e cômodo, sendo que não se importavam com a sua dor e sofrimento. A maior prova provém do fato de usarem uma criança de apenas seis anos para ser mordida, sumariamente, inúmeras vezes, todas as noites. Como vocês duas eram forasteiras, vocês podiam ser usadas a vontade, sem peso na consciência ao ver deles. Para eles, vocês eram menos do que lixo, sem qualquer direito e com a obrigação imutável de servirem apenas para serem mordidas. A vila sabia do tratamento que davam a você. Meus Kage bushins pesquisaram e descobriram que todos sabiam sobre vocês, sendo que viam vocês duas, assim como qualquer estrangeiro, como meros vermes e que tinham a obrigação extrema de servirem a eles como "pagamento" por terem sido "acolhidos". – ela fala o final com asco.
Karin consegue entender algumas coisas e fica assustada. Já, a mãe dela, fica aterrorizada e abraça mais fortemente a filha.
Longe dali, um grupo de ANBUS de Iwagakure no Sato (岩隠れの里 - Vila Oculta da Pedra), a mando de seu Tsuchikake (土影), estavam observando a Kusagakure no Sato (草隠れの里 - vila oculta da grama), para que pudessem descobrir o seu poder militar, para saber o momento certo de ataca-los, já que no último ataque, eles haviam conseguido resistir.
Naquele instante, após verem as primeiras explosões e várias lutas até onde podiam avistar, desejando descobrir quem atacava a Grama e se podiam usar esse ataque para subjuga-los, surge, de repente, uma mulher de cabelos negros e olhos lilases na frente deles, deixando-os estarrecidos, pois, eles estavam ocultos, indicando que ela devia ser do tipo sensorial.
Além disso, ela aparentava ser mais hábil do que um ANBU e por isso, ficaram a postos para atacar, mas, não avançaram, enquanto estavam estudando ela, principalmente o líder deles, que pergunta:
- Quem é você?
