Notas da Autora
Minako decide...
Um incidente ocorre e...
Naruto e Kurama ficam surpresos, quando...
Capítulo 7 - Oni no Kuni
Minako se vira e fala:
- Não.
Antes que Karin e sua mãe pudessem reagir, ela faz selos absurdamente rápidos e exclama:
- Oboe no daitaihin no jutsu. (覚えの代替品の術 -Técnica da reposição da memória)!
Essa técnica altera as memórias delas e substitui por outras. Neste caso, as memórias foram substituídas pela fuga da vila por si mesmas, vários dias antes dos ataques e que decidiram ir para Konoha, pois, era a vila mais próxima do local onde elas estavam. Qualquer um que lesse a mente delas, apenas veria as memórias que foram criadas. Era um jutsu que exigia uma quantidade de chakra considerável.
A Guardiã as deixa ali, mas, invoca mais um Kage bushin, para ficar com elas.
Minako e Cavalo de fogo se afastam dali, deixando Karin e a mãe vigiadas por um Kage Bushin, sendo que estavam a apenas um dia de Konoha.
Então, após alguns minutos, ele leva Minako um pouco longe de Konoha, para depois ela usar o jutsu henge para se tornar um animal, voltando até o quarto, sendo que a Kage bushin se desfaz, passando tudo o que aconteceu enquanto ela esteve fora.
Então, ela tira um pergaminho de sua roupa e o abre, fazendo selos, para depois letras surgirem e em cima delas, surge um estranho liquido em uma espécie de recipiente.
Minako entorna o liquido, guardando o recipiente no pergaminho, fazendo um Kage bushin, que após alguns minutos se desfaz, passando o aviso para que todos desaparecessem.
Era um liquido medicinal que ampliava a resistência dela por apenas alguns minutos e ao receber todo o conhecimento dos Kage Bushins e um pouco do cansaço de cada um, ela cai em um sono profundo.
Há dezenas de quilômetros dali, por uma trilha íngreme dentre as montanhas, um vaso rodeado por correntes douradas, sendo o mesmo preso a uma carruagem puxada por dois cavalos, subia a encosta pastoreado por vários Uzumakis, homens e mulheres com roupas cerimoniais, oriundos da vila das montanhas, de onde Yuukiko e sua mãe vieram.
Eles queriam ter seguido pela outra face da montanha, porém, todas as pedras eram escorregadias, além da trilha ser demasiadamente íngreme para os cavalos e a carruagem, mesmo auxiliados. A opção mais segura era pela trilha na encosta que estavam andando.
Eles queriam evita-la, pois, descobriram que a vila mais ao longe, ficava no Oni no Kuni (鬼の国), que tinha um Templo que abrigava um akuma poderoso, o Mouryou. Eles temiam que houvesse alguma vibração que poderia ressonar entre Hinya, que dava sinais que despertava e o akuma selado no templo.
Como foram obrigados a seguirem por aquela trilha, resolveram ficar atentos a qualquer manifestação da youkai, sendo que não perceberam que o chakra dela já havia entrado em vibração com o chakra maligno de Mouryou, forçando o despertar do mesmo, após anos.
O templo onde se encontrava selado o demônio chamado Mouryou, era guardada por uma jovem sacerdotisa com um sino, chamada Shion e que também previa a morte das pessoas, através do seu doujutsu.
Todos a temiam e por isso vivia sozinha, enquanto todos a olhavam com olhos assustadoramente frios, devido ao medo que sentiam dela, que somente tinha como companhia aquele destinado a protegê-la com a sua vida, Taruho.
Naquele instante, ela dormia profundamente em seu quarto, não percebendo que no centro do templo, no local onde o demônio se encontrava selado, o selo parecia vibrar, conforme a carruagem que os Uzumakis pastoreavam, passava próximo do templo pela trilha escapada e íngreme.
Os sacerdotes e sacerdotisas notam que o vaso vibrava e ficam preocupados, sendo que o líder exclama:
- Precisamos nos afastar dessa região! Faça os cavalos puxarem mais rápido a carruagem.
- Vou tentar, senhor. É que as pedras estão um pouco lisas.
Nisso, segurando as rédeas, ele obriga os cavalos a irem mais rápido, apesar dos cascos deles escorregarem, ocasionalmente, enquanto a carroça trepidava ao andar sobre as pedras.
Próximo do templo, em uma casa, um homem com o coração repleto de maldade, estava meditando, até que sente a leve alteração no templo e murmura, se levantando, ao olhar para o mesmo:
- Mouryou...
Estreitando os olhos, Yomi manda um dos seus servos chamarem os homens que estavam hospedados em sua casa, pois, iria aproveitar o despertar inesperado, adiantando o seu plano em vários anos.
Afinal, sentia que o selo estava tentando se romper por si mesmo, indicando que o demônio estava despertando.
Longe dali, os Uzumaki´s notam uma nuvem de miasma saindo do vaso e rapidamente, fazem selos visando selá-lo.
Porém, uma quantidade considerável entra em ressonância com o mal em Yomi, que rapidamente, junto de seus servos e alguns guerreiros que criou, avança contra o templo, sendo que essa espécie de ressonância ampliou os poderes dele.
Os guardas do templo começam a ser assassinados, um a um, com a confusão despertando Shion, que se levanta, sendo que no corredor encontra Tahuro que fica estarrecido ao vê-la indo até o templo e tenta detê-la, com ela falando desesperada:
- Eu sinto que Mouryou está despertando! Eu preciso selar ele, novamente!
- O quê? – o homem fica estarrecido - Você é uma criança, ainda. Não conseguirá selá-lo!
- Eu preciso tentar! É a minha obrigação! - a criança exclama e se desvencilha das mãos de Tahuro que corre atrás dela.
No centro do templo, no local onde Mouryou estava selado, as vibrações de Hynia, selada no vaso há vários quilômetros dali, continuava a estimular Mouryou que se agitava, lutando contra o selo, enquanto que os Uzumakis em volta do vaso de Hinya lutavam para contê-la.
Yomi, influenciado por Hinya, abre facilmente o selo, graças ao poder dela e rapidamente, faz Mouryou ser libertado, sendo que ele começa a absorção, até que a essência de Hinya dentro dele, explode o seu coração, o matando instantaneamente, ao mesmo tempo em que Mouryou estava irado ao sentir que era puxado para fora do templo em forma de uma nuvem negra compacta, por um poder absurdamente imenso.
Shion chega naquele momento e começa a usar o sino.
Porém, Mouryou, que não estava sozinho, sendo envolto pelo chakra de Hinya, concentra o seu poder em uma espécie de braço e com a youkai, usando o poder do akuma, junto de uma mísera fração do seu poder total, utilizando o ódio dele contra as sacerdotisas, direciona o ataque contra Shion, sendo que Tahuro havia se jogado na frente dela, usando a si mesmo como escudo, enquanto a criança chorava ao ver o seu único amigo usar o seu corpo para protegê-la.
Para a surpresa de ambos, o sino sai da mão dela e recebe o golpe no lugar de Tahuro, sendo que sem que eles percebessem, antes que fosse tarde demais, uma espécie de mão com garras pega Shion, que grita.
O sino que estava trincado vai até a mão que atacava Shion e o envolve com correntes, como se estivesse em um cabo de força contra a mão, até que o sino fica estraçalhado, enquanto que a mão, que sofreu danos, também se afasta.
Porém, consegue retirar da criança uma espécie de chakra dourado, que nada mais era do que o kekkei genkai de Shion, que foi convertida em poder pela estranha mão, sendo que os olhos dela ficaram azuis, enquanto ela caía desacordada, após gritar de dor pela extração abrupta, sendo que o sino se encontrava em milhares de fragmentos que rapidamente entram na jovem desacordada, se fundindo a ela.
Longe dali, quando os sacerdotes Uzumaki´s julgaram que conseguiram conter Hynia, veem horrorizados uma nuvem negra contendo um chakra perverso envolver o vaso, apesar deles, terem criado anteriormente inúmeros selos, visando bloquear a absorção.
Por um instante, pensaram ter conseguido e por isso, já pensavam em uma forma de selar a espécie de akuma atraído por Hinya, quando descobrem que ela os ludibriou e ao perceberem que o absorvia, era tarde demais.
O vaso treme por vários minutos desesperadores, até que brilha e mais selos surgem, com eles percebendo que o selamento de Rikudou havia sido despertado e criou uma nova camada de selos, com todos eles sabendo que apenas estava protelando, temporariamente, o inevitável.
Rapidamente, eles adicionam mais camadas complexas de selos para auxiliar no selamento e após estarem satisfeitos com a quantidade imensa de selamentos, eles começam a se afastar dali, o mais rápido possível.
No templo, após algumas horas, muitos estão estarrecidos ao verem o rastro de morte e destruição, ficando evidente que Yomi liderou o ataque ao ser encontrado morto no centro do templo, com indícios de que ele abriu o selo.
Porém, o tremor foi ainda maior, quando viram que Mouryou havia sido extraído, segundo os parcos relatos de sobreviventes que narraram os acontecimentos.
O líder se aproxima de Shion que chorava nos braços de Taruho e fala, asperamente:
- Em vez de usar o seu poder e sino para selar Mouryou, preferiu proteger esse homem. Como ousou fazer isso? A prioridade era Mouryou, sua bastarda!
A criança se encolhe, enquanto Taruho, mais velho do que ela, estreitava os olhos para o líder, falando indignado:
- Como ousa falar isso? O sino agiu involuntariamente! Ele flutuou para ficar na minha frente! Eu pretendia me sacrificar para deter o ataque e Shion-sama estava concentrada para usar a sua técnica! Não sabemos o motivo do sino, agir por conta própria!
- Não fale besteiras! O sino é um objeto. Pode ter poder nele, mas, não passa de um mero objeto. Objetos não tem sentimentos ou vontade própria! A única opção plausível é que essa desgraçada jogou o sino na sua frente em vez de fazer a sua única função, já que prestava somente para deter Mouryou. Nada mais.
- Shion é um membro desse templo! Não é uma ferramenta! – Tarujo exclama indignado, abraçando protetoramente Shion.
- Ele está certo, Taruho... Eu falhei. – a criança fala com a voz embargada, enquanto chorava, copiosamente.
- Pelo menos, essa bastardinha sabe a utilidade dela. Agora que Mouryou não está mais na competência desse templo, sendo que não sabemos onde ele foi parar, ela não tem qualquer utilidade. Ela é uma ferramenta sem qualquer uso. É uma completa inútil, que ainda por cima, traiu o templo e o seu país ao não fazer a sua função como devia. – o líder fala irado.
- Isso quer dizer...
Taruho murmura, estarrecido, enquanto o corpinho de Shion tremia em seus braços devido as lágrimas de dor ao saber que não era nada mais do que uma ferramenta e que ninguém, com exceção de Taruho, se importava com ela.
- O que você está pensando... Não há nenhum motivo para mantermos essa bastarda entre nós. Até porque, ela perdeu o seu kekei genkai segundo relatos e a confirmação disso é que os seus olhos não são mais rosa claro. Agora, são olhos comuns. Normalmente, eu escorraçaria vocês agora, mas, em memória a Miroku, darei um dia para saírem do templo e reino. Senão saírem nesse prazo, a única utilidade dessa bastarda será ser uma escrava sexual do nosso senhor. Ele a deseja a muito tempo e nunca fez nada, pois, ela tinha uma função importante. Um dia é o prazo para ele tomar ciência e ordenar que ela seja entregue a ele.
Shion não entende o que ele falava, enquanto que Taruho sabia bem o significado de tais palavras e começa a tremer de ira.
Rapidamente, puxa Shion em prantos e coloca roupas em trouxas, assim como itens que ela gostava, para depois fugir com ela do templo, olhando sempre para o céu, sabendo que o prazo terminaria pela manhã e por isso, devia fazer tudo para salvá-la, enquanto sentia nojo de pertencer a um país tão asqueroso.
No dia seguinte, Naruto acorda e se depara com o rosto de uma mulher que sorria aliviada para ele, o surpreendendo, pois, todos os adultos, com exceção de seu jii-chan, o olhavam com olhos assustadoramente frios e os olhos dela eram maternais.
Ele se levanta, sentando no leito, sendo visível o seu olhar desconfiado com Minako tendo uma ideia do quanto aquela criança sofreu, quando ela se ofereceu para troca-lo e viu o corpo dele marcado, sentindo um grande ódio e vontade de pegar os responsáveis. O receio dele e o medo que eram visíveis em seus olhos azuis eram o resultado do sofrimento que proporcionaram a ele.
- Que bom que acordou Naruto. Eu fico feliz. – ela fala com um sorriso gentil.
Antes que a criança se afastasse da mão, sendo que se encolheu, temendo que ela o machucasse, Minako afaga maternalmente a sua cabeça, surpreendendo o loiro, que confessava que adorava o carinho em sua cabeça, pois, somente o Hokage afagava paternalmente a cabeça dele.
- Quem é a senhora, dattebayo?
- Me chamo Minako Uzumaki. Aquele é o meu filho, Yuukiko Uzumaki e aquela é a minha filha adotiva, Yukiko Tsukishiro.
- Uzumaki? É o mesmo sobrenome que eu tenho dattebayo! – ele exclama animado.
- Nós somos um clã.
- Incrível, dattebayo!
- É uma pena que nós estamos separados pelo continente.
O loiro fica chateado, para depois ela afagar a cabeça dele, com ele se sentindo emocionado, sendo que a Guardiã o abraça e frente a um abraço tão caloroso e mesmo sendo uma estranha, o loiro chora pelos anos de sofrimento e de surras que marcaram o seu corpo, com Minako limitando-se a abraça-lo e confortá-lo afagando a cabeça da criança que tremia em seus braços devido aos anos de dor e sofrimento que foram convertidos em lágrimas que umedeciam o rostinho pueril.
Após alguns minutos se acalma, sendo que Kurama surge ao lado dele com orelhas e caudas felpudas em uma idade similar a dele, olhando curiosa para a cena.
A mulher olha para Kurama com curiosidade, achando ela fofinha, enquanto que o loiro estava preocupado e fala:
- Kurama-chan?! Nós iriamos esperar o jiji, dattebayo.
- Eu senti pelo vínculo você estava feliz e eu quis ver. Agora, eu entendi.
Ela se surpreende quando a mão da humana está na sua cabeça, afagando-a maternalmente, com a mulher falando:
- É a filha bijuu mais velha de Rikudou sennin-sama. Kurama-chan, né? Me sinto feliz em conhecê-la.
A bijuu está estarrecida, para depois a humana sorrir, enquanto que aponta para Yukiko que acorda e olha para o loiro, para depois ver Kurama, dando um imenso sorriso, se aproximando da bijuu, mostrando as suas orelhas e caudas felpudas alvas que abanavam animadamente, após fazê-las surgir, para depois pegar as mãos da bijuu.
- Me chamo Yukiko! Qual o seu nome? Somos iguais, veja! Assim, temos a diferença da pelagem e dos olhos. Mas, de resto somos iguais.
- Sim. Eu me chamo Kurama... Nunca imaginei que houvesse outros. Quer dizer... nunca imaginei que o tou-chan criaria mais.
- Ela é uma youkai e não uma bijuu. Ela nasceu. Não foi criada. – Minako fala gentilmente.
- Youkai? – Naruto pergunta curioso, se sentando.
- Sim. Youkais usam senjutsu, que é a energia da natureza.
- Vamos ser amigas? – Yukiko pergunta animadamente.
- Sim. – Kurama sorri gentilmente, sendo que Rikudou havia purificado a raiva e o ódio dela.
Tudo o que vivenciou eram mais lembranças distantes do que qualquer outra coisa, embora algumas lembranças haviam sido seladas, definitivamente, sendo que certas sensações persistiam e outras ganharam mais força.
Porém, ela só descobriria com o tempo.
- Quer ser o meu amigo e do Yuukiko? – Yukiko pergunta animada, olhando para o loiro.
- Claro. - o loiro sorri, animado.
