Nota: (1) – Harry Potter e seus personagens não me pertencem. E sim a J.K. Rowling.
(2) – Essa é uma história Slash, ou seja, relacionamento Homem x Homem, e PseudoIncest, ou seja, o casal principal possui uma relação de pseudo (falso) parentesco. Se não gosta ou se sente ofendido, é muito simples: Não leia.

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Naquela noite, o salão principal estava ricamente decorado para a festa de Halloween. E Harry, sentado à mesa das serpentes com seu irmão, não podia deixar de olhar maravilhado para os mil morcegos vivos esvoaçando na parede e no teto e outros mil mergulhando sobre as mesas em nuvens negras e baixas, fazendo dançarem as velas dentro das abóboras. Os mais deliciosos pratos enchiam as mesas e os sons das vozes animadas dos estudantes e dos professores abarrotavam o local. Harry estava sorrindo alegremente para seu irmão, que colocava mais um pouco de batatas assadas em seu prato, quando o Prof. Quirrell entrou correndo no salão, o turbante torto na cabeça e o terror estampado em seu rosto. Todos os olhares se voltaram a ele, quando, aos gritos, anunciou:

- Trasgo! Nas masmorras... Trasgo!... Achei que deveriam saber...

Em seguida, desabou desmaiado no chão.

Houve um alvoroço. Alunos correndo, gritando... No entanto, o diretor logo se colocou em pé e ordenou:

- Silêncio!

E imediatamente, todos se detiveram.

- Monitores – disse ele com a voz retumbante – levem os alunos de suas casas de volta aos dormitórios, agora!

Harry caminhava para o dormitório Slytherin com a mão firmemente agarrada por seu irmão quando parou de repente:

- Hermione!

- O que?

- Ela não sabe do Trasgo, Tom! Eu ouvi Parvati e Lilá comentando que ela estava chorando no banheiro feminino e como não apareceu no jantar, ainda deve estar lá.

- E daí? – bufou o maior – Isso não é problema nosso, Harry. Sua segurança vem em primeiro lugar, vamos voltar para o dormitório.

- Mas...

- Não vou discutir com você.

- Por favor! – agarrando a manga do uniforme de seu irmão, Harry o encarou com as belas esmeraldas a beira das lágrimas – Ela é minha amiga, por favor, vamos ajudá-la.

Um olhar de desprezo se desenhou na face de Tom ao ouvir que a problemática menina era amiga de Harry, mas ele simplesmente não poderia dizer não àqueles olhinhos cheios de lágrima que imploravam sua ajuda.

- Por favor...

- Tudo bem!

Com um grunhido exasperado, Tom agarrou a mãozinha pequena e puxou o irmão, misturando-se aos alunos Hufflepuff que seguiam na direção contrária para em seguida, esgueirar-se por um lado deserto do corredor e correr para o banheiro feminino.

- Eu ainda não sei por que estou fazendo isso.

- Por que você me ama e eu pedi? – ensaiando um pequeno sorriso, Harry observou o irmão revirar os olhos. Era verdade.

De repente, porém, eles ouviram um grito alto vindo do próximo corredor e correram naquela direção. Finalmente, com um suspiro resignado, o Slytherin colocou o irmão protegido às suas costas e escancarou a porta do banheiro, deparando-se com uma garota encolhida na parede oposta, parecendo prestes a desmaiar, enquanto o Trasgo avançava para ela derrubando as pias que estavam na parede em seu caminho.

- Incarcerous! – conjurou Tom. E no instante seguinte, dezenas de cordas grossas aprisionaram o monstro enorme, que despencou com um baque estrondoso no chão.

- Uau... – Harry murmurou impressionado.

E com um sorrisinho satisfeito pelo assombro do menor, Tom continuou:

- Estupore! – fazendo o pobre Trasgo desmaiar em seguida.

Aliviado, Harry correu para ajudar Hermione que se levantava com dificuldade do chão ainda sentindo as pernas tremendo de medo ao observar o Trasgo desacordado aos seus pés.

- Você está bem?

- Sim, agora acho que sim, obrigada Harry – murmurou ela.

- Eu fiquei preocupado.

- Desculpe – sorriu sem jeito.

E com o rosto vermelho de vergonha e de tanto chorar, Hermione voltou-se para Tom:

- Er... E obrigada você também.

- Por mim você teria virado comida de Trasgo – respondeu friamente.

- Tom! – Harry engasgou.

- E da próxima vez que você quiser se afundar na sua choradeira certifique-se de não deixar meu irmão preocupado.

Hermione arregalou os olhos, chocada demais para dizer qualquer outra coisa. E de repente, o barulho de portas batendo e passos pesados fizeram os três se virarem para a entrada do banheiro. No instante seguinte, depararam-se com o olhar horrorizado de McGonagall, seguida de perto por Quirrell e Snape. Quirrell parecia mais pálido do que nunca.

- O que significa isso? – perguntou a vice-diretora olhando furiosamente para Tom – Senhor Potter, explique-se, por favor.

- É simples, professora. Como a senhora pode ver, a Srta... – Tom olhou para a menina.

- Granger.

- Isso, a Srta. Granger decidiu usar o horário do jantar para chorar suas lamúrias infantis no banheiro feminino e, portanto, não ficou sabendo da entrada do Trasgo.

Hermione desejava apenas um buraco para colocar a cabeça. E Harry revirava os olhos, conhecendo o tato de seu irmão para lidar com os problemas das outras pessoas.

- Infelizmente, meu irmão ficou preocupado com a segurança de sua amiga – enfatizou com desprezo – E me pediu para ajudá-lo a resgatá-la. Como resultado final, a senhora tem um Trasgo desmaiado e amarrado que não causará mais problemas para a escola.

McGonagall piscou algumas vezes. E Tom acrescentou:

- No entanto, seria interessante se os professores e o diretor decidissem tomar mais cuidado com os monstros que permitem entrar numa escola.

- Tom!

- Vou levar sua sugestão em consideração, senhor Potter – grunhiu McGonagall – Vinte pontos para Slytherin por conseguir derrubar um Trasgo montanhês adulto com tanta facilidade. Para a senhora, Srta Granger, menos cinco pontos por colocar a si mesma e seus amigos em perigo ao ignorar o horário do jantar.

- Desculpe professora.

Harry sorria tranquilizadoramente para amiga quando seus olhos se fixaram na perna da calça rasgada do professor Snape, onde na altura do tornozelo, destacava-se um profundo arranhão e uma grossa mancha de sangue. Como se fosse o resultado da mordida de um enorme cachorro. Preocupado, Harry lançou um breve olhar para seu irmão, notando que este percebera a mesma coisa. Contudo, ao contrário de Harry, Tom não parecia nem um pouco preocupado pela saúde do melhor amigo de sua mãe, mas intrigado com o surgimento repentino da estranha ferida.

- Voltem para seus dormitórios agora – ordenou McGonagall. E quando todos se dispersaram pelos corredores, Harry não pensou duas vezes antes de seguir o professor de Poções:

- Tio Sev! – gritou o menino.

Imediatamente, Severus Snape congelou em seus pés, como se tivesse sido atingido por um Petrificus Totalus.

- Tio Sev! – Harry chegou ao seu lado, ofegante – O que houve com a sua perna?

- Nada. Agora volte para o seu dormitório, Harry.

- Mas...

- E pare de me chamar de Tio Sev!

- Essa é uma ferida muito estranha para não ser considerada nada – replicou Tom, rodeando o irmão com seus braços e olhando friamente para Snape, que engoliu em seco.

Esse garoto deixa qualquer um nervoso... – Pensava o professor de Poções.

- Tudo bem, venham para o meu escritório – grunhiu irritado, sabendo que não seria fácil se livrar dos irmãos Potter.

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Harry olhava curiosamente ao redor do aposento circular repleto de frascos e ampolas com pedaços de animais mortos nas estantes que forravam as paredes. Era ainda mais assustador do que a sala de Poções. Destacando-se ao centro havia uma mesa retangular de madeira com inúmeros pergaminhos e frascos de poções em sua superfície, onde Snape se sentou e convidou os dois irmãos para se acomodarem nas duas cadeiras à sua frente com um movimento brusco. Em seguida, voltou-se para Harry com um olhar impaciente:

- Qual o problema Potter?

- O senhor está machucado – Harry murmurou. E o professor respirou fundo, reconhecendo nas brilhantes esmeraldas genuína preocupação, algo que só Lily lhe oferecia.

- Não é nada grave, Harry, você não precisa se preocupar.

- Mas...

- Eu estava apenas me certificando da segurança de um objeto importante para o diretor quando ocorreu este acidente.

- Como?

- O imbecil do Hagrid deixou um de seus animais escapar para o castelo...

Enquanto o professor conversava com Harry, Tom concentrava-se nos olhos negros, e colocava em prática o poderoso encantamento que vinha estudando desde o ano passado. Era preciso ser cuidadoso. Snape não poderia perceber a intrusão. E assim, sem desviar seus olhos do professor de Poções, Tom conjurou silenciosamente e sem varinha:

"Legilimens!"

E no instante seguinte, diversas imagens de um garotinho vivendo uma infância difícil apareceram em sua mente. Inútil. Em seguida, um rapaz de cabelos escorridos olhando apaixonadamente para uma menina ruiva de brilhantes olhos esmeraldas. Inútil. Por fim, Tom observava o professor no dia de hoje, após o anúncio da entrada do Trasgo, correndo para o corredor proibido do terceiro andar. E ao abrir a porta, ele havia se deparado com Quirrell, o qual usara uma harpa enfeitiçada para fazer o cachorro de três cabeças adormecer.

- "Severus!"

- "Eu sabia que você estaria aqui".

- "Eu a-apenas..."

- "Silêncio. Eu não sei o que você está tramando, mas ficarei de olho em você".

- "N-Não, eu..."

Então Snape está desconfiado de Quirrell... – Tom pensou.

De repente, o cachorro monstruoso acordou. E as imagens se dissiparam. E naquele momento, Severus Snape olhava fixamente para ele.

- Vamos embora, Harry – ordenou Tom.

- Mas Tom...

- Você já viu que o professor Snape está bem, agora vamos embora, você precisa descansar.

- Tudo bem. Até mais, Tio Sev.

Com um breve aceno, Severus se despediu dos dois. E silenciosamente, perguntava a si mesmo se o que havia sentindo por um breve instante fora real. Isto é, se Thomas Potter fora realmente capaz de vasculhar sua mente sem que percebesse.

- Este garoto é assustador.

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Com a chegada de novembro o tempo esfriou muito e começou também a temporada de Quadribol. No sábado, Harry estaria jogando sua primeira partida depois de semanas de treinamentos incansáveis com Oliver Wood, o qual se mostrava animadíssimo com o talento natural de seu novo apanhador. Para alegria do menor, seus pais e Sirius viriam prestigiá-lo e a julgar pelas cartas que recebia todas as semanas, os dois marotos quase não cabiam em si de orgulho e expectativa. Assim que recebera o convite para ingressar no time, Harry havia comunicado seus pais e no dia seguinte, sob o olhar assombrado de todo o salão principal, Sirius lhe enviara sua e magnífica Nimbus 2000 e segundo um extasiado Oliver, ninguém poderia alcançá-lo naquela vassoura.

O dia do jogo amanhecera muito claro e frio. O salão principal estava impregnado com o cheiro delicioso de panquecas e com a conversa animada de todos que aguardavam ansiosamente uma boa partida de Quadribol.

- Coma alguma coisa, Harry.

- Eu não consigo – suspirou, observando seu irmão franzir o cenho em desacordo.

Desta vez, Tom estava sentado na mesa Gryffindor com Harry ao seu lado e uma preocupada Hermione de frente para os dois. Pela primeira vez, Draco e Pansy estavam acomodados na mesa dos leões, ao lado de Hermione, mas não havia surgido nenhum alvoroço a respeito, pois todos já estavam acostumados com esta estranha amizade. Apenas Rony Weasley lançava olhares venenosos para o estranho grupo.

- Coma pelo menos as torradas – pediu Tom e assim, um hesitante Harry passou a mordiscar uma torrada untada de geléia.

Uma hora depois, Harry chegou com seu irmão ao vestiário, onde o time já aguardava o início da partida. E Oliver, ao ver o Slytherin do seu mesmo ano acompanhando seu jovem apanhado, não pôde deixar de exclamar:

- Hey, sem espiões aqui!

- Cale a boca, Oliver – repreendeu um dos gêmeos Wesley. Harry nunca sabia distinguir qual era qual, mas havia descoberto que eram muito amáveis e divertidos, ao contrário de seu irmão caçula – Potter nunca faria nada para prejudicar o irmão.

- Sim, aposto que ele está torcendo por nós! – acrescentou o outro gêmeo, divertido.

Mas Harry e Tom ignoravam todas as vozes ao redor. O menor, rodeado pelos protetores braços de seu irmão, sentia que seu coração estava a um passo de sair pela boca. Afinal, ele poderia ser um desastre! Seu pai e Sirius poderiam testemunhar ao vivo o seu fracasso! Slytherin poderia vencer! O outro apanhador poderia apanhar o pomo antes mesmo que ele tivesse a chance de vê-lo... E essas e outras dúvidas levavam um doloroso nó à sua garganta.

- Não se preocupe, pequeno, você será incrível.

- Como você pode ter certeza?

- Simples. Eu sou seu irmão mais velho e conheço melhor do que ninguém sua capacidade. Eu ensinei você a voar e vi logo na primeira vez que você possuía um talento natural para estar sobre uma vassoura e deslizar pelos ares.

- Acha mesmo? – murmurou esperançoso.

- Tenho certeza. Não sei se Gryffindor irá ganhar ou perder hoje, e francamente não me importo, mas não tenho a menor dúvida de que você apanhará o pomo primeiro.

- Obrigado, Tom.

No momento em que os dois irmãos se abraçavam calorosamente, duas pessoas acabavam de entrar no vestiário atraindo a atenção de todos.

- Isso me trás tantas recordações, Prongs.

- Nem me fale.

- Você é James Potter! – exclamou Oliver Wood – O melhor apanhador que Hogwarts já teve! Quanta honra!

- Veja, Sirius, o garoto sabe reconhecer uma celebridade!

- Cale a boca.

- E você é Sirius Black! Uau! Nenhum batedor conseguiu repetir suas façanhas até hoje!

- Tem razão, James, o garoto sabe reconhecer o talento das pessoas.

Harry deixava um sorriso fraco deslizar em seus lábios e Tom revirava os olhos no momento que Sirius e seu pai se aproximavam.

- Olha só, aí está o nosso campeão!

- Olá papai.

- Animado para o grande jogo?

- Um pouco nervoso...

- Ora, não se preocupe. É como seu sempre digo, campeão, concentre-se no pomo e esqueça todo o resto.

Ao ouvir o anúncio do início do jogo, James e Sirius se despediram de Harry e Tom garantiu que estaria na arquibancada torcendo por ele. Instante depois, um pouco mais relaxado, Harry acompanhou Wood na saída do vestiário e ingressou no enorme campo em cima de sua Nimbus, observando a arquibancada lotada de estudantes gritando e torcendo e seus pais ao lado de Dumbledore e dos outros professores.

- Quero um jogo limpo, ouviram? – ordenou Madame Hooch e finalmente, lançou a goles para o ar. Fora dada a partida.

E enquanto o jogo se desenrolava, Harry sobrevoava o campo a procura do pomo, seguindo o conselho de seu pai e esquecendo tudo a sua volta. Ouvia apenas o sinal de algum ponto sendo marcado e Lino Jordan dando vivas ao mesmo tempo em que narrava a partida. Marcus Flint, capitão do time Slytherin, voava rapidamente e lançava balaços na direção de quase todos os jogadores Gryffindors. Quase todos. Por que ele sequer chegava perto de Harry e todo o time fora instruído a fazer o mesmo, isto é, se quisessem manter suas vidas intactas e longe da fúria de Tom.

- Ponto para Gryffindor! – Harry ouviu mais uma vez. De repente, sua vassoura deu uma guinada violenta, quase o arremessando para frente.

Estranho.

O que poderia ser isso?

E o movimento se repetiu. Um arranque brusco. E agora Harry estava pendurado agüentando com apenas uma das mãos.

Na arquibancada, Tom parecia a ponto de colapsar.

- O que ele está fazendo? – Pansy perguntou confusa.

Ao ouvir isso, Hermione apertou os olhos no binóculo e percebeu que aqueles movimentos só podiam ser conjurados por um malefício. Não parecia natural de uma partida.

- Alguém está azarando a vassoura do Harry! – Exclamou Draco, arrependendo-se em seguida ao notar uma sombra escarlate refletir nos perigosos olhos de Tom.

Quem quer que esteja fazendo isso não vai acabar bem... – Pensou o loiro.

- Me dê isso aqui – puxando o binóculo das mãos de Hermione, o mais velho observou os assentos dos professores. E lá estava ele, ao lado de sua mãe desesperada, de Snape e Remus murmurando um feitiço de estabilidade para a vassoura e de seu pai e Sirius discutindo preocupadamente com Dumbledore, os olhos fixos em Harry. Quirrell estava azarando a vassoura de seu irmão.

Aquele maldito...

Snape parecia ter razão em desconfiar dele na noite de Halloween.

- Esperem aqui – rosnou perigosamente. E com a varinha em mãos, abriu caminho pela multidão embrenhando-se nos alambrados até ficar na altura dos pés dos professores.

Tom queria testar uma nova maldição.

Uma maldição que lera na sessão reservada.

E sem dúvida alguma, ninguém seria melhor do que este maldito homem tentando ferir seu irmão para servir de cobaia:

- Crucio – sussurrou aos pés de Quirrell. E no instante seguinte, o professor de Runas Antigas caía aos berros no chão, gritos de dor ecoando por todo o estádio.

Depressa, Tom suspendeu a maldição, satisfeito com seu resultado. E no alto, Harry conseguia de repente voltar a montar a vassoura enquanto Quirrell caía desmaiado. E no momento em que alguns professores tentavam acudir o pobre homem desmaiado, Harry estava voando rápido de volta ao chão quando a multidão o viu levar a mão à boca como se fosse vomitar. Descendo ao gramado, ele cuspiu uma bolinha dourada em suas mãos.

- Harry Potter apanhou o pomo! – anunciou Jordan – Fim de jogo! E a vitória vai para Gryffindor!

Em menos de um minuto, seus pais, seus amigos, seus padrinhos e o próprio diretor chegavam ao seu lado.

- O que foi aquilo com a sua vassoura? – demandou Lily.

- Não sei, acho que perdi o controle.

- Vou mandá-la para a revisão, campeão – Sirius sorriu. Todos incrivelmente aliviados agora.

- E parabéns por apanhar o pomo! Veja Lily, talentoso igual ao pai! – James o abraçou. E todos riram quando a bela ruiva revirou os olhos.

Em seguida, Harry logo pulou dos braços do pai para correr para os braços do irmão que chegava ao seu lado:

- Você viu Tom? Eu apanhei o pomo!

- É claro que sim – sorriu, abraçando-o apertado, o nervosismo ainda latente em seu peito – Eu sabia que você conseguiria.

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A semana seguinte transcorreu sem maiores incidentes. Quirrell havia conseguido alta da enfermaria, afirmando que sofrera apenas um breve colapso com a excitação do jogo. Mas agora, não era apenas Snape que o vigiava, mas os olhos castanho-avermelhados de Tom não perdiam um passo do seu professor de Runas Antigas, buscando apenas um deslize deste para que obtivesse uma prova concreta para acusá-lo junto ao diretor. Enquanto isso, seguindo pelo pátio ensolarado do castelo, depois de uma emocionante aula de Defesa Contra as Artes Obscuras, Harry, Hermione, Draco e Pansy discutiam as recentes suspeitas de Harry e Tom:

- O seu irmão acha que o professor Quirrell estava tentando derrubá-lo da vassoura?

- Exatamente Hermione.

- Eu sabia que aquele homem era do mal – bufou Pansy – quero dizer, olhem para aquele turbante horrível e fora de moda!

- Sim, essa foi a minha primeira suspeita – Draco revirou os olhos. E com um sorriso divertido, Harry continuou:

- Tom notou que Quirrell era o único olhando fixamente para mim.

- Para azarar um objeto a distância é preciso manter os olhos fixos no alvo – recitou Hermione.

- Isso mesmo.

- Mas por que ele queria derrubá-lo da vassoura?

- Não sei, Draco – suspirou – Nós descobrimos o Tio Se... o Prof. Snape interceptou Quirrell no corredor do cachorro de três cabeças na noite de Halloween.

- Cachorro de três cabeças? – Pansy e Hermione gritaram em coro.

- Como é que vocês sabem do Fofo? – uma voz grossa e curiosa retumbou às suas costas.

Draco olhou com desprezo para o guarda-caça, mas Harry logo abriu um hesitante sorriso:

- Olá, você é Hagrid, não é mesmo?

- Sim, guardião das chaves de Hogwarts – recitou orgulhoso – E você é Harry Potter, o menino famoso que sobreviveu à maldição da morte, todos conhecem você – riu sem jeito.

- Er... Isso mesmo.

- Mas o que vocês estavam falando do Fofo?

- Aquela coisa horrenda tem nome? – grunhiu Draco.

- É claro que tem. Ele é meu. Eu emprestei ao professor Dumbledore para guardar...

- O que? – perguntou Harry ansioso.

- Deixa para lá.

- Bem, seja lá o que for, achamos que Quirrell está tentando roubar.

- Bobagens – disse o meio-gigante – O professor Quirrell é professor de Hogwarts, não faria uma coisa dessas.

- Mas o cachorro...

- Esqueçam isso, crianças. É um assunto perigoso. Esqueçam o cachorro e o que ele está guardando, isto é coisa do professor Dumbledore com Nicolau Flamel...

- Nicolau Flamel? – repetiram os quatro.

- Eu não devia ter falado isso – Hagrid murmurou, afastando-se rapidamente para sua casa – Eu não devia ter falado isso...

E no pátio ensolarado, quatro estudantes permaneciam intrigados com um nome:

Nicolau Flamel.

- Quem é Nicolau Flamel? – Draco perguntou para Hermione, pois mesmo o orgulhoso herdeiro Malfoy sabia que ela era a mais inteligente do grupo.

- Não sei. Nunca li sobre este homem antes.

- Eu conheço alguém que pode saber – Harry sorriu.

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Tom estava na biblioteca, como sempre com uma enorme pilha de livros na mesa em que se sentava sozinho, alguns retirados da sessão reservada, após conseguir mais um passe com Remus acompanhado da usual recomendação de "faça bom uso". Enquanto esperava por Harry, que o encontraria ali depois da aula de Defesa, seguia estudando mais a fundo a maldição que lançara em Quirrell no dia do jogo. Maldição Cruciatus. Esta, ao lado da Maldição Imperio e Avada Kedrava, formavam o que o ministério qualificava como Maldições Imperdoáveis.

Hum...

Interessante.

Seus olhos bebiam avidamente cada linha do livro:

Cruciatus

Uma das Maldições Imperdoáveis.

Descrição: Causa enormes dores físicas por todo o corpo da vitima. Resulta na sensação dos ossos do seu corpo pegando fogo, e depois de um tempo começa-se a desejar a morte de tanto sofrimento. Mas, para ser usada com sucesso, quem conjura o feitiço precisa desejar que o alvo atingido sofra, precisa sentir prazer em ver a dor nele.

Nota: Quando exposta ao feitiço por muito tempo, a dor pode levar a pessoa à insanidade.

Nota 2: Em menor potência é um feitiço invisível, mas, posteriormente, quanto maior a potência do desejo de causar dor, pode aparecer como um pequeno rojão de luz vermelho.

Definitivamente interessante...

Era exatamente isso o que Quirrell merecia por tentar ferir seu irmão.

- Tom!

Ao ouvir a sorridente voz de Harry, o maior logo fechou o livro e o escondeu debaixo da pilha, observando o lindo menino de olhos verdes se aproximar seguido de seus amigos. Ele ainda não entendia a necessidade de Harry possuir amigos. Era tão bom na escolinha de Godric's Hollow, ninguém de atrevia a importuná-los. Eram apenas os dois. Mas agora, infelizmente, Tom não podia usar a desculpa de ser perigoso para Harry se relacionar com irritantes crianças muggles. Bem, enquanto Harry o priorizasse e gastasse a maior parte de seu tempo com ele, Tom poderia viver com isso.

- Fale mais baixo, pequeno – sussurrou, observando o olhar obscuro que Madame Pince lançava desde sua mesa.

- Desculpe – sorriu – Nós queríamos perguntar uma coisa para você.

- E o que seria?

- Quem é Nicolau Flamel?

Tom arqueou uma sobrancelha, perguntando-se porque Harry estaria interessado no velho alquimista, mas respondeu com naturalidade:

- Nicolau Flamel é um famoso alquimista e único possuidor da Pedra Filosofal, que inventou com a ajuda de Dumbledore. Os dois estudaram juntos, se não me engano.

- E eu achei que Hermione fosse um livro ambulante – Pansy murmurou, mas logo se calou assustada ao notar o perigoso olhar de Tom.

- É isso! – exclamou Harry – Quirrell está atrás da Pedra Filosofal!

- Mas o que é essa pedra?

Adiantando-se, Hermione respondeu para Draco:

- É uma substância lendária que permite que a pessoa produza o Elixir da Vida e se torne imortal. Além disso, quem a possuir também pode transformar qualquer metal em ouro puro, achei que fosse apenas uma lenda.

- Achou, mas não é – desdenhou Tom – Mas por que você acha que Quirrell está tentando roubá-la, pequeno?

- O guarda-caça nos ouviu conversando sobre o Fofo...

- Fofo?

- É, o cachorro de três cabeças, ele se chama Fofo.

- Que adorável.

- Enfim, ele disse para não nos preocuparmos com o que Fofo estava guardando, pois isto era coisa do professor Dumbledore com Nicolau Flamel.

É claro.

A pedra havia sido retirada de Gringotes e levada para Hogwarts.

E Quirrell estava atrás da pedra. Mas seria para si mesmo? Ou para outro propósito? E isto não explicava porque o professor de Runas Antigas havia tentado ferir Harry no jogo de Quadribol.

Este era apenas o começo do quebra-cabeça.

Continua...

Próximo Capítulo: - Um convite para um baile na Mansão Malfoy?

- Sim, papai, podemos ir? – Harry quase pulava de animação – Draco nos convidou, ele é meu amigo!

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N/A: Olá, meus amores! Tudo bem com vocês? Espero que sim! – sorriso animado – Então, dessa vez sem demorar muito eu trouxe para vocês mais um capítulo de Destinos Entrelaçados. Espero que apreciem! O primeiro ano do Harry – e quarto ano do Tom – está chegando ao fim! No próximo capítulo vocês poderão conferir o mistério por trás das ações de Quirrell e também descobrirão um pouco mais a respeito dos vilões desta história... Prometo não demorar muito para postar!

Gostaria de convidá-los também para conferir minha nova história a ser postada no final desta semana! Passa-se num universo alternativo, isto é, sem magia. E o casal principal vocês já devem imaginar, não é mesmo? Tom e Harry, é claro.

Aproveito para agradecer imensamente às maravilhosas REVIEWS de:

Death Sounds Like a Lullaby... aishiteru naru... Kimberly Anne Potter... Nando Rowling... Dyeniffer Mariane... vrriacho... Sandra Longbottom... TaiSouza... Nicky Evans... lunynha... E BabiSnapePotter!

Um grande beijo! E muito obrigada a todos vocês!
Espero que todos possam conferir minha nova história – olhinhos do gato de botas.
E até a próxima atualização!