Sonhos e Represálias

Era uma noite de domingo em que Kakashi chegou ao seu apartamento de luxo que ficava a um ou dois quarteirões do centro da cidade, olhou pela janela bem grande á sua frente a paisagem da cidade.

Nada tinha mudado desde então, Kakashi fora aluno de Konoha school á aproximadamente 13 anos, indicava que na altura ele teria 17 anos.

Lembrava-se sem orgulho daquela época. Kakashi com 17 anos assim que chegara á cidade havia tal como agora conquistado mais de metade da escola sem sequer se aproximar.

Ficara com inúmeras raparigas iguais as que haviam feito mal a Hinata, tivera várias vezes sexo com elas, bebera muitas bebidas alcoólicas como vodca, shots, fora a muitas festas em casa de amigos e ele próprio dera algumas, chegara a fumar marijuana e heroína e tomara uma ou duas vezes pastilhas de extasie.

Lembrara-se que era frio, mal-educado, não ia a metade das aulas. Por outras palavras era um autêntico idiota. E agora lembra-se de como tudo nesse ano havia terminado, numa festa havia saído bêbado, com um amigo companheiro de noitadas, Asuma. O telemóvel havia tocado, e Kakashi controlando-se de rir de alguma coisa idiota dita pelo amigo, e atendeu, quando o fez uma moça com voz profissional informou lhe que o seu melhor amigo Gai estava internado no hospital. Gai aquela hora deveria ira buscar os amigos e leva-los para casa, mas como teve um acidente tal não foi possível. Kakashi e Asuma sentiram se muito culpados por o que acontecera a Gai apesar de ter sido um acidente.

Gai era o exemplo de rapaz bem-humorado, trabalhador e saudável, era completamente diferente de Kakashi ou Asuma, mas como Kakashi conseguia ser ainda mais libertino e louco, a diferença ainda era maior, Gai era o tipo de rapaz para namorar, noivar, casar e ter filhos pois era totalmente confiável, não gostava muito de estudar mas nunca faltava e esforçava-se ao máximo. Gai morrera no acidente. E isso fez Kakashi mudar de cidade, ingressar numa nova escola e mudar um pouco a sua atitude. Tinha mudado muito desde essa altura, já não bebia, formara-se em Física, matemática, Biologia e Direito, tornara-se inteligente, ia apenas a talvez uma festa por mês e sempre ficava sóbrio para puder voltar para casa sem a ajuda de ninguém, não voltara a consumir droga e agora mantinha- se nos 12 cigarros por dia.

Apenas algo se mantinha, o sexo. Continuava a dormir com 5 mulheres diferentes por semana, mas agora escolhia as mulheres menos ordinárias que Karin e mais maduras. Mas claro Kakashi já estivera com moças de pouca experiencia, mas apenas porque elas haviam pedido e ele para tirar a sua pureza e que o queriam apenas para isso.

Mas ultimamente até isso estava a mudar, desde que regressara á cidade passado dois dias de arrumações, começara logo a trabalhar no dia seguinte e conhecera Hinata. Esse era o problema, ELA. Sempre que tentava ligar a alguma das suas "amigas" durante estes 7 dias, não conseguira, lembrava-se DELA e ao faze-lo desistia, porque na realidade não queria sair com nenhuma daquelas mulheres, queria estar perto dela. E quando via alguma mulher na rua, inconscientemente comparava com Hinata, e chegara a conclusão que não havia comparação possível. Hinata era muito mais atraente a seu ver. Cada vez mais Kakashi se assustava com o que sentia, ele um homem, mais que feito, com 30 anos de idade, um mulherengo e solteiro convicto, professor, rico e experiente com as crueldades da vida estava se sentindo atraído por uma colegial, de 15 anos, tímida, humilde e inexperiente o pior é que não era só a atração física pelo corpo intocado, era atração emocional. Sempre que a via o coração batia depressa, adorava a sua voz macia e doce, adorava o cheiro a framboesa, doce e suave que lhe trazia paz, amava os olhos como duas luas onde era capaz de se perder. Quando olhara sua boca tivera de se segurar muito para não toma la. Tivera de se segurar para não agarrar o seu pulso quando ela fora embora e leva la para a sua casa e conforta la por todo o sufoco e desespero por ela sentidos. Todos esses sentimentos o estavam deixando maluco, não podia sentir aquilo. ELA ERA ALUNA,ELA ERA ADOLESCENTE,ERA MENOR DE IDADE. E ele? Bem ele era um homem que havia cometido muitos erros para cometer mais um. Mas de nada adiantava, sempre que a via vinha tudo o que sentia no interior para o exterior. Kakashi não sabia o que sentia, mas que era diferente e mais forte lá isso era.

Mas não conseguia entender. Suspirou irritado com a dor de cabeça que se formava por pensar demais, por ter problemas a mais e por sentir demais. Foi para o banheiro e de lá saio com uma ducha bem fria tomada. Vestiu apenas a peça íntima e um meleton preto e foi se deitar. Deitado na cama, pensou na sua menina dos olhos perolados, a sua consciência alertou-o que não devia faze-lo mas aquele era o momento do dia onde pensava em tudo o que quisesse sem remorso. Lembrou-se da cena da cabina e do rosto lavado em lágrimas pela menina e do temor que a consumia toda encolhida quando abriu a porta. Kakashi por 2 dias nem havia pensado noutra coisa.

Quem tinha feito isso iria pagar, melhor Karin iria pagar, pensava Kakashi que desde o inicio percebeu nos olhos da ruiva a inveja e ódio pela sua menina, e ele sabia bem o porque de tanto ódio e inveja. Era porque Hinata era diferente de Karin. Hinata tinha amigos, poucos mas verdadeiros, Hinata tinha uma família que a amava e agora tinha Kakashi. Sim Karin apanhara Kakashi olhando uma vez para a Hyuuga e ficara furiosa quando percebeu no olhar do sensei o cuidado que ele tinha com ela. Segundo Karin, Hinata não tinha direito a tudo aquilo.

Embalado pelos sentimentos de proteção e carinho pela Hyuuga, Kakashi adormeceu. E sonhou algo que não podia ter sonhado.

Sonho on:

Kakashi estava em casa quando de repente alguém bateu á porta abriu e deu-se de cara com a sua menina vestida com um casaco negro, bem grosso e comprido. Ela estava de cabelo atado tal como ele sempre vira no colégio, deixou entrar e a sua menina se colocou á sua frente na sala e disse trémula:

-P-professor e-eu q-queria c-confessar-lhe a-algo!

-Fale minha menina!-Ela corou.

- Ka-kashi e-eu te a-amo!-Ela ficou vermelha e ele sorriu em resposta e aproximou-se e falou olhando-a nos olhos.

-Menina, não sabe como queria ouvi isso de você!-puxou-a para ele a abaixou-se encontro aos lábios. Tomou-lhe a boca com desejo e ternura, entrelaçou as línguas e sentiu o sabor e cheiro a framboesa da boca dela, era deliciosa. No sonho ele não usava mascara. Beijou-a com mais afinco, enquanto a sua menina era dominada por ele. E ele adorava isso. Fazia o sentir-se excitado e a desejava cada vez mais e nunca iria parar de o fazer. Quando acabou o beijo e afastou-se da boca da menina.

-Ka-kashi e-e-eu q— queria lhe d-dar al-go m-ma-mais, m-mas n-não s-sei se v-vai querer!-Disse tremula e com medo. Começou a despir o casaco. Kakashi não acreditava. Ela estava com um vestido rosa delicado muito parecido com uma camisola que lhe dava dois dedos acima do joelho e tinha um decote oval mas que não comprometia os seios volumosos. Kakashi sentiu uma pontada no membro e percebeu o que a menina lhe queria dar, ela queria dar o seu corpo e coração a ele. Ela havia perguntado se ele queria!? Ele estava louco para te la. E a teria agora.

-Menina, eu aceito, porque te quero, te desejo e principalmente te amo.

Assim ele pegou-a no colo (como uma noiva, que com toda a certeza iria um dia ser de Kakashi) e levou-a para o seu quarto a passos calmos e confiantes para não assustar a menina. Chegando lá colocou-a de pé no chão e beijou-a novamente com calma e carinho, invadindo a boca da menina, que parecia nem ter ideia do que ia fazer. Kakashi quebrou o beijo lentamente e separou-se um pouco da sua menina. Começou a tirar a própria camisa lentamente, botão por botão, quando desabotoou todos, retirou a camisa. Olhou para Hinata, que estava pasmada á sua frente. Sorriu com a inexperiência da menina. Pegou a mão da menina e colocou-a em cima dos seus abdominais, enquanto Hinata observava em silêncio tudo maravilhada.

- Toque me Menina, serei seu esta noite e para sempre.- Falou Kakashi carinhoso. Olhou a menina á sua frente e viu a subir a mão em direção ao seu tórax, por cima do coração de Kakashi. Olhou para ele com um olhar inocente e apaixonado, olhar que Kakashi nunca tinha visto numa mulher. Não era um olhar cheio de desejo, era um olhar de amor, de carinho, de entrega total e completa a um único ser, ele. Aquilo fez o seu coração bater mais depressa. Abaixou-se e beijou a menina novamente de maneira calma. Pegou a no colo e sentou-a delicadamente na cama, enorme de casal que tinha lençóis cinzentos e dois travesseiros da mesma cor em cima um ao lado do outro. Interrompeu o beijo e descalçou as sabrinas também rosa, dos pés pequenos, magros e delicados com as unhas tal como as das mãos pintadas com um branco semitransparente que dava a ideia de serem unhas á francesas, limpas e bem cuidadas. Começou a beijar lhe os pés até chegar aos joelhos e voltou a beijar a menina que estava atordoada com tudo. Durante os diversos beijos que cada vez eram mais fogosos e deslizou-lhe as alças do vestido, retirando-as dos braços e descendo o vestido até á cintura.

Hinata ainda não tinha dado conta de nada, somente quando Kakashi, parou os beijos e foi para o seu pescoço. Corou muito, mas deixou-se levar pelos beijos dele no seu pescoço. Kakashi estava completamente hipnotizado, não conseguia parar. A sua mão foi para o fecho do sutiã branco de algodão sem arame. Abriu o fecho e começou a deslizar as alças pelos ombros pequenos da sua menina. Hinata tremeu nos seus braços. Kakashi parou tudo o que fazia e deslizou a resto diante dos seus olhos e viu os seios volumosos e bonitos da sua pequena, eram volumosos mas não era nada exagerado tinham o tamanho certo, médio, eram pálidos e os mamilos rosados. Kakashi não se conteve e passou a língua sobre os próprios lábios, desejando de maneira insana tomar aqueles seios na sua boca. Tocou-os com ambas as mãos delicadamente, viu a sua menina muito vermelha da vergonha que sentia.

-Tão bonita, Tão delicada, você minha menina.- Olho-a nos olhos e beijou-a novamente com ardor e carinho, empurrando-a suavemente deitou-a cama e puxou-a para o meio desta depositando a com uma almofada atras da cabeça, levantou-se e despiu o seu meleton, e por segurança dela não tirou a cueca boxer, pois seria tentação a mais. Viu a sua menina deitada na cama, quieta e nevosa de olhos fechados com os seios expostos movendo-se de acordo com a respiração agitada com o vestido ainda na cintura e o cabelo com o coque já meio desfeito, deixado alguns fios de fora, ela parecia assustada.

-Não tenha medo Menina, não vou-te magoar, jamais o faria, fique calma serei muito carinhoso e cuidadoso com você, minha menina!

Foi até ela e retirou o vestido da cintura para baixo deixando-a apenas com a roupa intima debaixo que fazia conjunto com o sutiã. Deitou sobre ela com as pernas da mesma entre as suas bem fechadas uma na outra. Beijou a com vontade fazendo Hinata gemer, enquanto isso desfez completamente o rabo-de-cavalo de Hinata, libertando completamente os cabelos azulados sem sequer puxar um único fio com força tamanha a sua experiencia.

Direcionou os beijos para o pescoço. Enquanto isso as mãos foram para os seios da menina os tocando de leve. Os beijos foram então para busto e de lá para os seios. Segurou um dos seios delicadamente e levou sua boca até ele, e sugou-o com carinho e depois com volúpia circundando o mamilo e chupando-o. Hinata gemia baixinho de maneira sensual e inocente. Era tudo novo para ela. Passaram-se alguns minutos e Kakashi deixou o seio e passou para o outro dando lhe o mesmo tratamento. Hinata não aguentou e arqueou as costas abrindo ligeiramente as pernas. Kakashi percebendo deslizou sua mão até á calcinha de Hinata. Tocou a região com carinho. Foi baixando os beijos dos seios para o ventre enquanto deslizava a calcinha de Hinata tirando-a. Hinata assustou-se:

-K-Kakashi e-eeu...!

-Calma amor você vai gostar.

E assim começou a explorar com a boca a região íntima de Hinata com a língua chupando o clitóris e passando levemente a língua pela entrada vaginal de Hinata penetrando-a apenas o suficiente para confirmar aquilo que ele já sabia desde que a vira no inicio. A sua menina era virgem. Hinata estava muito lubrificada e ele já não conseguia aguentar a cueca boxer. Levantou-se deixando uma Hinata de olhos fechados totalmente entregue a ele. Retirou a sua peça intima e colocou se de novo com a boca na intimidade de Hinata e foi subindo os beijos até estar encaixado entre as pernas da menina que ofegou surpresa pelo ato. Beijou a com fervor e sussurrou ao ouvido de Hinata:

-Agora vou-te tomar para mim finalmente Menina.

Olhou para ela viu-a olhar para baixo, tendo como visão o corpo do seu professor. Tremeu quando viu o membro do seu amado, era mais que grande, era enorme e largo.

-Calma menina, no início pode doer um pouco mas vai passar e apesar de estar muito excitado vou faze-lo com carinho, não se preocupe.- Falou para acalmar a menina, que estava temerosa nos seus braços.

E encostou o seu membro grande e rígido na entrada pequena e apertada e...

Sonho off

O despertador tocava e Kakashi acordou completamente suado e tal ordem excitado que bastaria tocar-se dele que teria um orgasmo de imediato. E foi o que fez e derramou-se sujando todo ao seu redor. O QUE FORA AQUILO!?Acabara de se masturbar pensando NELA. Tivera um sonho erótico como um adolescente de 15 anos a descobrir o sexo, com uma autêntica menina que mal tinha coragem de falar com ele. Já para não falar que ela era menor de idade.

Levantou-se, tirou toda a sua roupa, toda a roupa de cama que agora se encontrava suja. Foi até a um pequeno departamento que havia na cozinha só com as máquinas de secar e lavar roupa e colocou-as na de lavar, meteu o líquido para lava la e ligou a máquina. Depois de isso feito foi ao banheiro, e começou a tomar a sua habitual ducha, só que desta vez a agua não era fria, mas sim de gelar os ossos. Deixou a água correr pelo corpo sem fazer nada, apenas com uma mão fechada em forma de punho contra a parede e estava levemente inclinado. Começou a pensar enquanto a sua excitação que agora começava a desaparecer. Desde que iniciara a sua vida sexual, jamais havia voltado a masturbar-se sozinho, jamais ficara na vontade de ter sexo. E isso á mais de 16 anos que não ocorria, pois perdera a virgindade com 14 anos com uma "amiga" da qual já nem o nome se lembrava, que era bastante experiente, mas que sequer havia notado que Kakashi era virgem, pois ele saíra-se melhor que homens com muita experiência. Fora selvagem e intenso, e desde então sempre foi assim, e até mesmo com raparigas virgens, assim elas deixavam do ser elas próprias pediam para ser como era com as outras. Mas naquele sonho tudo havia sido diferente. Lembrou se de como a tocava com suavidade e carinho. No sonho ele havia sido cuidadoso e a tinha tratado com carinho. Nunca fora na vida real carinhoso daquela forma, já havia tido cuidado porque se preocupava com o prazer das parceiras, mas nunca aquele sentimento de carinho e ternura. Lembrou-se da pureza e inocência da menina.

NÃO PODE SER-gritou a sua consciência e o seu corpo já voltava a ficar excitado de novo. Tudo aquilo não podia ter sentimento, tinha de ser apenas desejo de tirar a virgindade daquela tímida menina, de tela para ele. Mas o problema é que não era só isso. Havia sentimentos. Porque se fosse só isso ele procuraria uma mulher qualquer que tivesse sedenta dele e que lhe daria uma noite de luxuria escaldante, e ficaria satisfeito. Mas o problema é que por causa do sentimento que ele ainda não sabia o que era, não conseguia pois pensava na menina de como ela era bonita, e não sentia desejo pela mulher iria procurar. Parou de pensar, ELE NÃO PODIA SENTIR AQUILO,SE ALGUÉM SEQUER PENSASSE ELE PERDERIA O EMPREGO E NÃO PODERIA VOLTAR A CIDADE, ALÉM DE QUE PODIA SER PRESO.E claro que se a menina imagina-se aquilo ficaria assustada com ele, apesar de notar que ele mexia com ela.

Terminou o seu banho e foi se vestir. Uma t-shirt cinza com decote em V que lhe ficava semi - justa fazendo os músculos do seu trabalhado abdómen ficarem um pouco evidentes, umas calças jeans escuras, um casaco de cabedal preto que com certeza não fecharia, uns ténis desportivos todos em preto, e a sua habitual mascara negra. Foi á cozinha e tomou um café bem forte sem açúcar, como gostava e saiu. Chegou a garagem e levou o seu carro. Kakashi vivia num apartamento, pois achava que alguém que vivia sozinho e não tinha ninguém não precisava duma casa e além disso o seu apartamento quase parecia uma casa de tão grande. Kakashi sempre vivera sozinho desde os 14 anos e sempre se virara sozinho sem a ajuda de ninguém.

Durante o caminho repensou novamente o plano que tinha para fazer Karin pagar pelo que tinha feito a Hinata, ahh como seria bem feito, já tinha vontade de rir só de imaginar.

Chegou á escola e encostou o seu carro, e saiu da luxuosa viatura retirando os seus pertences enquanto professor, a maleta negra e o telemóvel. Enquanto isso viu chegar um ónibus ao ponto. Era o de Hinata. Viu a menina descer de maneira calma, vestida exatamente da mesma maneira mas com uma trança austera no lugar do coque. Parecia um pequeno anjo descendo com elegância. Viu-a ainda dar um adeus ao senhor do autocarro enquanto as portas fechavam-se e o mesmo sorria abertamente em resposta. Assim que ónibus partiu viu-a baixar a cabeça e encolher os ombros e andar em direção á entrada. Ela nem o tinha visto e entrara na escola apressada sem olhar a ninguém querendo ser invisível. Kakashi percebeu que Hinata era uma menina que apesar estudiosa e bonita, tinha pouca auto estima e não acreditava em si mesma e em suas capacidades e era alguém muito ingénua e por isso Karin sabia como mal tratar e assustar a menina.

De seguida entrou na escola e foi direto á sala de diretores, onde estava em silêncio e Tsunade viu.

-Bom dia Kakashi, algum problema!? – Disse com um olhar desconfiado.

-Sim Tsunade há um problema.- Disse calmo.

-Qual é Hatake?

-Uma aluna minha ontem foi agredida dentro da escola.

-Como assim!?

- Ontem esqueci-me de um objeto pessoal meu dentro da sala e ao ir busca-lo, quando já estava preparado para ir embora, encontrei uma aluna de uma das turmas que leciono trancada dentro da cabina de limpeza.

-Deus meu, quem foi a aluna em questão!?

-M hum Digo Senhorita Hinata Hyuuga!-Falou quase chamando Hinata de menina.

-Cristo, logo uma menina tão doce como ela e alérgica a todo o pó daquele local, ela podia ter tido um ataque de asma, quem foi o responsável Kakashi?-Perguntou enervada, pois gostava muito de Hinata e também porque odiava falhar como diretora.

-Karin, Tsunade da mesma turma. - Falou Kakashi num tom quase de desprezo quando referiu o nome de Karin.

-Eu vou agora chama-…-Foi cortada.

-Tsunade essa não é a melhor maneira de tratar do assunto.

-Porquê?-perguntou com raiva

-Hinata pediu descrição e além do mais se fizer isso que está a pensar ela com certeza depois da conversa vai vingar-se de Hinata, que sofrera além do mais irá expor muito Hinata que não está habituada a isso.

-O que pretende que eu faça!?

-Que faça Karin tomar do próprio veneno e diga que todo o que de mal ocorrer Hinata ou qualquer agressão irá dala como culpada e dessa maneira ela não volta a perturbar a m-Senhorita Hinata e ficará com o problema resolvido!

-é uma boa maneira de lidar com o assunto, mas como sabe com certeza que foi Karin!?

-Eu ouviu a voz da mesma quando estava na sala e depois ouvi uma porta a fechar e um sussurro de ajuda quando sai.

-E porque não impediu?

-Só notei que era algo de mal quando sai da sala e ouvi um pedido de ajuda do lado da cabina, pois dentro da sala apenas dava para reconhecer a voz mas não o que a pessoa dizia ("Senão teria dado cabo de Karin no momento") -pensou Kakashi a ultima parte.

-Tudo bem Kakashi, obrigada por me avisar-Falou agradecida

-Tudo bem ("quem agradece sou eu").

-Mas como assim fazer Karin tomar do próprio veneno!?

-Da seguinte maneira…-E contou o seu plano que tiraria muitas gargalhadas de todos da escola quando vissem o mico que Karin ia pagar.

Enquanto isso Hinata estava na aula de matemática tentando fazer os exercícios enquanto Karin lhe mandava papeis. Tocou e Karin foi discretamente chamada á diretoria com o pretexto de que era para informa-la de alguma mudança na claque que liderava da escola.

Entrou de nariz arrebitado na sala da diretora e sentou muito á vontade com se pertence-se ali.

-Diga Tsunade-sama em que lhe posso ser útil, á alguma coisa que queira referir sobre a claque?-perguntou com simpatia falsa no rosto.

-Não Karin, não existe nenhum problema com a claque, o problema é outro!

-Então qual é o problema!?

-Hoje de manha fui informada que tu ontem pela ora de saída trancas te Hinata na cabina!

-O QUE É Q?-Nem chegou a terminar.

-Nem tentes argumentar pois fui informada por alguém da minha total confiança e as funcionárias confirmaram a tua presença nos corredores ontem a até mais tarde que o normal!

-Tsunade sama, mas pode ter sido qualquer pessoa, lá porque as funcionarias encontram a Hyuuga na cabina trancada e ela diz que fui eu não quer dizer que…-cortada.

-A Hinata não foi encontrada pelas funcionárias, mas sim por um professor que reconheceu a tua voz no corredor e de seguida ouviu um barulho e foi ver que a Hinata havia sido trancada na cabina, e Hinata nem confirmou que foste tu mas o professor garantiu me e é alguém da minha total confiança.

-Qual professor?-perguntou perdendo a posse de simpatia, nunca pensara que levaria um raspanete de Tsunade por causa da Hinatinha.

-Não é da sua conta, e pelo que vejo é tudo verdade e por isso vais arcar com as consequências dos teus atos.

-O que pensa fazer?-Perguntou num tom meio arrogante achando que seria alguma coisa como relatar aos pais o acontecido, que nem resultado teria pois os pais de Karin era pessoas ocupadas e deixavam a filha em segundo plano.

-Fazer você tomar do próprio veneno!

Na escola ninguém queria acreditar no que via no corredor. Karin nos seus saltos altos do tipo agulha naquele dia pretos com um avental vestido, toca e de esfregona em punho a lavar o chão da cabina e um pouco do corredor á sua frente.

Ninguém acreditava, tava tudo de boca aberta a olhar e só não paravam de andar para ficar olhando e rindo pois Tsunade fazia questão que todos agissem com normalidade.

Mas era difícil toda gente ria de Karin. Não por achar que o que ela fazia fosse ridículo (porque não é de maneira alguma, pois é um trabalho como qualquer outro),mas sim por ver a Karin, que se achava acima de tudo e todos ser colocada na sua condição de ser humano IGUAL aos outros e por finalmente ela sofrer uma represália bem dada.

Hinata ainda nem sabia de nada, porque estava na sala até ser chamada por alguém do lado de fora.

-Hinata vem cá fora, vem ver!-Gritou uma voz que reconheceu ser de Sakura, achando estranho a amiga estar ali pois os intervalos eram curtos e Sakura como era de um ano a seguir tinha aulas noutro edifício.

-D-diz Sakura-disse saído da sala.

-Olha para ali!-falou apontando o fundo do corredor.

Hinata olhou e viu incrédula a cena de Karin. Sabia que Kakashi faria alguma coisa, mas nunca pensou que Karin fosse reprendida assim.

-Finalmente alguém lhe lembrou que ela é igual aos outros e não superior a ninguém, não sei o que aquela vadia imunda fez, mas que foi bem feito e inteligente aplicar-lhe este castigo, lá isso foi! Bem vou indo adeus Hina!-Abraçou a amiga e foi rapidamente.

O alarme tocou e Karin arrumou tudo e foi para a sala onde Hinata já estava sentada no seu lugar. Hinata estranhou que Karin nem sequer olhasse para ela, durante todo o dia, pensou que depois daquilo fosse ainda pior mas enganou-se. Ela não fizera sequer um comentário á sua personalidade ou maneira de vestir. Hinata em muito tempo sentiu-se tranquila e bem por estar dentro de uma sala onde ninguém a humilhava mais.

Era a ultima aula, e era com Kakashi, Karin estava amuada mas nem por isso deixava de se fazer ao sensei ou de flerta lo, mas Kakashi ignorava completamente fingindo-se de despercebido. Kakashi olhava para Hinata sentado na sua secretária enquanto a turma estava concentrada num exercício que também Hinata estava com dificuldades em resolver. Hinata sentindo-se observada deu uma rápida olhada fazendo o seu olhar ir de encontro ao de Kakashi que a fitava de maneira intensa. Os olhos encontraram-se cúmplices, fazendo Hinata corar muito e Kakashi ainda fita-la com maior intensidade. A menina baixou a cabeça enquanto Kakashi manteve o olhar. Tocou para a saída e Karin foi das primeiras a sair sem deixar claro de dar o seu típico adeus descarado. Hinata ficou para último dentro da sala. Já tinha tudo arrumado dentro da sua mochila branca e estava com ela em cima da mesa e ela de lado alevantada com a cabeça baixa. Kakashi observava a menina que estava encolhida e envergonhada naquele canto, como se estivesse ganhando coragem para dizer algo. Aquele momento lembrou-lhe o sonho da noite anterior. NÃO – gritou a consciência e foi desperto pela voz da menina.

-P-p-professor!?-pediu baixinho.

-Diga menina.- Falou com um tom quase de ternura.

-Q-Q-queria a-a-agradecer p-pelo q-que o s-senhor fez, m-muito o-o-obrigada!-disse com voz apesar de mais elevada baixa.

-De nada menina era o meu dever!

E assim Hinata pegou sua mochila, colocou nas costas e estava atravessar a porta sendo seguida por Kakashi. Mas então Hinata escorrega e cai de costas no peito de Kakashi que a agarra pela cintura juntamente com a mochila. Tudo aquilo fazia lembra o passo de dança onde a mulher é deixada cair e depois agarrada. Hinata estava novamente corada e com o rosto próximo ao dele. Kakashi começou a aproximar-se lentamente de Hinata mas quando estava quase a ficar mais perto dos lábios de Hinata uma voz de fundo de corredor de uma funcionária a cantar enquanto limpava o chão. Hinata como se tivesse sido desperta saiu do abraço do sensei e disse:

-D-desculpe p-p-professor!-E saiu correndo deixando um Kakashi quase num transe.