Capitulo 6 – Descobertas e Conversas
Havia passado um dia deste que Hinata havia começado a namorar Kakashi. Hoje era dia de folga da mãe de Hinata, o dia perfeito para Hinata ter aquela conversa que iria ser demorada e um tanto complicada.
A mais nova acordou com esses pensamentos cedo que por andar na escola, adquirira esse hábito tal como a sua mãe por causa do trabalho. Levantou-se lentamente, calçou as pantufas de coelhinhos, bocejou levemente ainda sentada na cama. Levantou-se completamente caminhando até ao pequeno espelho para poder observar o seu estado. Olhou-se e viu que os seus lábios já não estavam no mesmo estado que ontem, tocou-os lembrando-se dos beijos trocados com Kakashi e da conversa que a mãe tivera com ela.
Flashback
Levantou-se da porta ainda com um sorriso bobo nos lábios e ia se dirigir ao seu quarto para tirar a roupa do colégio quando a porta que á poucos minutos havia sido fechada por Kakashi foi aberta pela sua mãe que apesar de fisicamente parecer cansada o bom humor demonstrava o contrário.
-Boa tarde filha, como foi a escola?-Perguntou no mesmo tom carinhoso que sempre usava para com sua filha.
Hinata parou a virou-se de frente para a mãe e respondeu sorridente num tom que não escondia felicidade.
-Correu bem mamã!-e foi para a cozinha preparar um lanche para si e sua mãe.
Rina analisou bem a sua filha. Ela ainda estava com a roupa do colégio e calcada também, estranhou. Normalmente a sua filha chegava mais cedo que ela a casa e por isso quando chegava encontrava a sua adorada filha já de pijama e normalmente comendo alguma coisa para depois fazer os deveres, passar um tempo com a sua mãe e após ir dormir. Mas hoje isso não tinha acontecido ela ainda estava vestida e calçada e pelo visto ainda não tinha comido nada. Olhou bem o rosto da pequena enquanto esta preparava alegremente o lanche. Viu o rosto num vermelho ainda um pouco intenso indicando que corara á pouco tempo, os olhos pareciam brilhar e esbanjar um contentamento que nunca havia visto na filha que já por si apesar de tímida sempre demonstrara mas nunca com aquela intensidade, e só depois reparou num avermelhado fora do comum nos lábios da filha. Não se contendo perguntou ainda alegre pensando que sua filha poderia estar namorando um garoto da escola, finalmente:
-Hina filha, aconteceu alguma coisa?
Hinata que já havia acabado de preparar o lanche, olhou para mãe e ficou ainda mais vermelha e respondeu muito pouco convicta, tornando evidente a mentira:
-Não mamã!
-Filha você sabe que pode conversar comigo quando e sobre o que quiser certo?-Ofereceu prestativa.
-Sim, mamã eu sei e obrigada!-respondeu menos constrangida.
Fim do Flashback
Quando ontem se olhou no espelho quase tomou um susto quando viu os lábios avermelhados dos beijos lentos de tirar o folego que ela e Kakashi haviam trocado. Desejou no momento que a mãe não tivesse reparado.
Deixando as lembranças do dia anterior de lado, respirou com força para ganhar coragem para o que viria a seguir. Hoje era o dia que iria conversar com a mãe sobre relacionamento que tinha com o sensei e precisava de muita determinação e perspicácia ao conversar com a mãe sobre o assunto. É que o problema não era o namoro, por isso Hinata sabia que a sua mãe iria ficar contente, mas sim com quem ela namorava.
Saiu do quarto determinada ouvindo a mãe cantarolar na cozinha enquanto preparava o café da manhã de ambas. A mais nova da casa que estava lavando a cara de modo a despertar completamente, por ter a porta aberta podia sentir o cheiro do chocolate quente acabado de fazer misturar-se ao das torradas que acabavam de sair da torradeira pelo som que Hinata ouvira. O ambiente da casa era de descontração, conforto e família e como sempre a sua mãe estava de bom humor. Por outras palavras o clima estava favorável, Hinata pensou.
Foi ter com a mãe á cozinha e viu como sempre a pequena mesa já colocada com o café da manhã de ambas.
-Bom dia mama!-Disse tímida porém num tom de voz alegre.
-Bom dia filha!-Declarou enquanto se virava com um pequeno prato com algumas torradas que logo em seguida colocou em cima da mesa.
Hinata sentou-se e a mãe logo em seguida fez o mesmo, ambas comiam calmamente enquanto conversavam e ouviam uma estação de radio com músicas dos anos 80 tocar com o volume quase no mínimo como sempre faziam.
As duas eram muito parecidas. Ambas tinham o cabelo no mesmo tom azulado, e sorriso bondoso. Rina apesar dos seus 45 anos era uma mulher muito bonita e bem conservada tendo poucas rugas sendo as que tinha muito pequenas para se fazerem notar, os olhos eram azuis-escuros, lábios pequenos meio avermelhados e carnudos nariz pequeno e arrebitado. Hinata possuía apenas um rosto um pouco mais fino que o da mãe, sendo assim um pouco mais oval, mas para compensar mais pequeno, e lábios mais finos e mais para o tom rosa, e obviamente havia herdado os olhos do pai apesar destes serem num tom mais lilas. Ficaram conversando até que Hinata quis "sondar o terreno".
-Mama, o papa era muito mais velho que a senhora?
A mãe de Hinata ficou surpresa pela pergunta mas respondeu:
-Bem, o seu pai era três anos mais velho que eu, não era propriamente uma diferença de idade muito grande!
-Mas e se a diferença de idade fosse grande, faria diferença?-Perguntou tímida mas convicta.
-Claro que não faria filha, eu amava e amo até hoje o seu pai, a idade nunca iria fazer diferença, é apenas um detalhe!
Hinata sorriu com a hipótese de a sua mãe vir a aceitar mais facilmente o namoro com o seu amado.
-Mas porquê essas perguntas filha?-perguntou num tom que demonstrava a curiosidade.
-B-bem mama eu p-preciso c-conversar com v-você, mas primeiro vamos comer!
Comeram em silêncio. Nesse tempo Hinata recolhia toda a coragem que tinha para falar com a mãe enquanto Rina perguntava-se se a sua filha iria declarar que como ela pensava que a mesma estava namorando. Rina já tinha reparado nas vezes em que a filha havia ou chegado mais tarde a casa ou com carona de outra pessoa pois Jiraya ao ver que Hinata não tinha ido no ónibus logo contava a Rina, funcionava como um pequeno espião da moça em relação a isso. Após a refeição Hinata levantou-se e começou a lavar a loiça enquanto a mãe limpou a mesa e secou e arrumou a loiça. Na casa tudo era feito em conjunto se uma lavava a outra arrumava e assim sucessivamente.
Assim terminada a tarefa ambas foram para a sala onde acharam que seria mais comodo para conversar. Rina não entendia o nervosismo da filha afinal apesar de ser uma mãe protetora nunca havia impedido a filha de namorar desde que claro esta tivesse juízo, mas pensou que ela se encontrava assim por causa de ser o primeiro namorado. Chegando ao recinto sentaram-se as duas no sofá. A mais velha incentivou a filha.
-Então filha o que você quer me contar?-perguntou amável.
Hinata reuniu toda a coragem respirou com força e soltou de uma vez.
-Mama estou namorando!
-Que bom filha, fico fel….-foi cortada.
-Por favor mama me deixa terminar. - Pediu educada.
-Está bem filha.- Concordou começando a ficar preocupada.
-Mama quero que sabia que a pessoa de quem vou lhe falar é uma das pessoas mais importantes para mim, e por favor não me interrompa.
-Pode começar filha!
-Bem no inicio desse ano veio para a minha escola um professor novo chamado Kakashi Hatake, assim que o vi mama, não sei o que aconteceu, o meu coração bateu mais forte e fiquei completamente envergonhada, mas não me aproximei como é obvio, até que um dia umas moças brigaram comigo e esse professor me ajudou e me levou para casa e fez com que essas pessoas fossem punidas e nunca mais me importunassem, ficamos um mês sem sequer conversarmos, no entanto eu não conseguia tira lo da cabeça mama, juro que tentei de tudo e não consegui, evitei-o, não pedi ajuda nas aulas quando precisava nem lhe expos duvidas de modo a manter a total distancia e não falar com o professor, mas então veio o dia em que eu perdi o ónibus e eu foi procurar pelo próximo ponto porém me perdi e uns moços me acharam, eles eram boas pessoas, mas mesmo assim fiquei assustada mais na hora o professor apareceu me tirou dali, me levou para casa ficando amigos, passou a semana e conversamos muito até que ontem ele se declarou para mim e me pediu em namoro e eu aceitei.
Rina ouvi-o tudo contendo a sua vontade e interromper, ao mesmo tempo que estava chocada e completamente surpreendida pela descoberta. SUA MENINA ESTAVA NAMORANDO COM O PRÓPRIO PROFESSOR. Nunca lhe passou pela cabeça que a sua pequena filha pudesse namorar um professor.
-Meu deus filha, como você pode estar namorando um professor e quem é esse sujeito?
-Mama eu o amo muito, não é nenhum simples encantamento ou capricho, a senhora sabe que eu não sou disso, e ele mama é o meu professor de física, é uma pessoa educada e séria.
-Mas filha não é dos seus sentimentos que duvido, é dos dele, como você sabe que ele te ama de verdade?
-Mama, eu estou certa dos sentimentos dele por mim, ele quis se despedir do emprego, quis falar com você do nosso relacionamento, mas eu o impedi por que não queria ninguém prejudicado na escola e não o deixei falar por que eu sabia que devia faze-lo primeiro, para prepara-la.
Rina ouviu tudo, céus, parecia que estava metida numa espécie de novela e que nunca iria sair. O que devia fazer? Perguntou a si mesma sem obter resposta. Não queria ver a filha infeliz por proibi-la de amar alguém, jamais faria isso. Ponderou bem todos os factos tentando não ser preconceituosa e colocar ideias pré-concebidas na cabeça. Afinal se fosse como a sua filha dizia, ou seja, esse homem realmente a amasse, ela não se iria impor. Então resolveu o colocar a prova.
-Hina filha, eu quero que esse senhor venha cá a casa e se apresente!- Declarou determinada.
-A senhora aceita o nosso relacionamento?-perguntou entusiasmada.
-Ainda não decidi, vai depender da apresentação dele!
-Obrigada mama!-Exclamou feliz enquanto abraçava a mãe e colocava a cabeça no colo, e esta enternecida pelo gesto infantil da moça fez cafune nos cabelos azulados como os seus.
-Ai filha espero que você tenha razão, não quero que sofra, sabe existem muitos homens mau intencionados que se aproveitam da boa-fé de pessoas como você!
-Pode estar descansada mama, ele é boa pessoa.
-Assim espero filha.
Passou-se um minuto de silêncio e Hinata indagou.
-Mama, quando ele pode vir se apresentar cá em casa!?
-Bem, já que esse homem parece tão disposto, na próxima semana, tá bom?
-Acho que sim, vou conversar com ele na segunda para saber se dá.
Hinata pensou, sendo assim o relacionamento dela com ele ficaria em banho-maria durante uma semana?
-Mama?-chamou baixinho, já começando a corar.
-Diga Hina.- Respondeu carinhosa.
-Nesse tempo eu e ele podemos n-namorar?-corou intensamente com a cabeça no colo da mãe.
Rina suspirou e corou por sua vez com a filha. Seria a hora de ter "a tal conversa"? Interrogava-se internamente. Tinha vergonha de admitir mas provavelmente, sim. Ou pelo menos alerta la.
-Filha, senta-te por favor!-Falou num tom sério mas calmo.
Hinata de imediato obedeceu percebendo pela entoação na voz da mãe que era algo sério, sentou-se muito direita e ouviu.
-Hina, você e ele nesse meio tempo podem namorar desde que ele respeite você e claro você si dê ao respeito.
-Mas mãe ele sempre me respeitou!
-Se você diz eu acredito, só não deixe que … bom… ele te toque de maneira mais intima. - Disse extremamente envergonhada.
-Mama, mas como assim de maneira mais intima? – Perguntou inocente.
Meu deus que morro de vergonha, Hiashi me ajuda. Pensou a mãe de Hinata. Claro que Hinata sabia sobre meios contracetivos e doenças sexualmente transmissíveis, pois sua mãe e as enfermeiras que de vez enquanto iam á escola, conversavam sobre isso. Mas a informação parava ai, sabia que existia um contacto intimo entre um homem e uma mulher, no entanto não sabia que contacto era esse, as pessoas não falam com ela sobre isso e na escola era tudo muito vago.
-Filha, apenas não deixe ele ir além dos beijos e abraços, está bem!?-Disse envergonhada de mais, falar com outras pessoas desconhecidas era fácil agora com a sua pequena filha não.
-Se isso a deixa mais calma, está bem mama!-Concordou confusa com o desespero da mãe.
Nesse momento Rina agradeceu aos céus pelo facto de sua filha ser obediente e tímida, ainda não estava completamente preparada para explicar á filha o que realmente acontecia entre um homem e uma mulher com todos os detalhes, simplesmente como acontecera agora sempre que pensava em explicar a imagem da filha ainda criança com os olhos perolados, grandes como ainda eram agora, num rosto ainda mais pequeno e arredondado.
…
No apartamento Kakashi encontrava-se num banho de água gelada, depois de uma noite cheias de sonhos eróticos, que fizera com que Kakashi muda-se os lençóis pela quinta vez consecutiva naquela semana.
Kakashi mal conseguia conter a felicidade. Sentia uma paz imensa dentro de si, como se finalmente na vida tivesse acertado. Estava complicado ficar em casa aguardando por segunda-feira, ele queria já estar com Hinata na casa dela, observando, abraçando, beijando-a com amor e sedução, ah mal podia esperar pela hora de almoço de segunda-feira para tê-la nos braços num abraço e beijo de saudade e carinho. Talvez nem espera-se pela segunda e domingo quando ela estivesse sozinha fosse ter com ela, fazendo-lhe uma surpresa. Sorriu com os pensamentos. Se alguém á um tempo atrás lhe disse-se que ele estaria amando uma menina colegial, ele ficaria rindo da pessoa, sem dúvida alguma.
Saiu do banho, pegou numa toalha e retirou-se do banheiro. Já no quarto vestiu uns calções até ao joelho pretos com uma blusa de alças grossas próprias de homem da cor cinza. Essas eram as cores de Kakashi, preto, cinza, vermelho escuro e azuis e verdes no mesmo tom, podia-se ver isso pelo enorme apartamento de 13 divisões. Tinha três quartos tendo cada um deles o seu próprio banheiro, um banheiro de visitas, uma arrecadação, uma dispensa, duas salas, sendo uma de estar e outra de jantar, uma cozinha e por fim um pequeno departamento onde se encontravam apenas máquinas de lavar e secar roupa.
O apartamento possuía tanto paredes como teto de um vermelho escuro, o chão era todo em mármore completamente preto, as mesas pequenas, prateleiras e bancos eram todos de um aço inoxidavel, as comodas, mesas grandes (a da cozinha), cadeiras e armários eram de madeira maciça pintada de negro envernizada, os sofás eram de couro da mesma cor e os tapetes de vários tamanhos que existiam nos quartos eram vermelhos e felpudos e para finalizar tanto cortinhas, roupas de cama e eletrodomésticos eram cinza claro. Tudo tinha uma forma regular sem desenhos ou contornos. No escritório existia um note book, normalmente levado em viagens de trabalho, um Tablet com que andava em casa e um portátil de última geração onde trabalhava em casa. Kakashi não era apenas um professor. Também havia sido no passado durante três anos militar depois dois anos advogado e por fim três anos procurador, mas acabara por querer uma vida mais calma tornando-se professor primeiro numa escola já em quase final de ano letivo noutra cidade e agora em Konoha.
Depois de vestido Kakashi calçou os ténis negros desportivos, colocou a mascara e foi fazer o seu exercício semanal como sempre durante uma manhã inteira.
Enquanto Kakashi se exercitava, não havia mulheres e até alguns homens que não literalmente comesse com os olhos, principalmente quando Kakashi fazia flexões que consequentemente nos músculos tencionarem e se denotarem ainda mais que o que se notavam sem ele fazer esforço algum. Kakashi desde miúdo sempre fora mais alto que o normal, com um bom porte atlético e corpo definido, mas os músculos evidentes apenas haviam aparecido no treino duro do exército que fizera Kakashi ganhar não só disciplina física mas também mental. Quando mudara de cidade acabou a escola normal com dezoito anos e começara a faculdade, onde havia- se formado em várias coisas e com vinte e dois anos decidiu realizar um sonho do seu falecido amigo Gai de ingressar no exército. Aprendera a ser um homem arrumado, trabalhador, direto e disciplinado. Depois quando saiu resolveu entrar na área que lhe despertara interesse, a advocacia. E por fim tornou-se procurador, mas acabara por querer uma vida um pouco mais calma e fez uso de uma das suas formações, Física. E voltou a cidade da qual tinha as piores memórias, a vida é mesmo irónica, pois afinal era nesta mesma cidade que ele encontrara a felicidade com a sua pequena.
Kakashi passou a manha nos seus exercícios e voltou para o seu apartamento. Estava a sair do elevador quando esbarrou em alguém conhecido seu.
A mulher olhou Kakashi praticamente comendo-o com os olhos e disse maliciosa.
-Kakashi á quanto tempo!
-Olá Mei.- Respondeu seco, era só o que realmente faltava, pensou Kakashi, uma mulher do seu passado.
A mulher ajeitou-se, colocou-se completamente direita.
-Pelos vistos somos vizinhos Kakashi, bom saber!- Olhou de alto a baixo Kakashi estava ainda mais sexy do que no tempo em que ambos se conheceram no exercito.
Mei fora um dos casos de Kakashi, na altura em que se conheceram ele acabara de ingressar no exército onde ela era sua superior. Mei era uma mulher muito bonita, quem a visse na rua pensaria até que era uma modelo de capa de revista, deslumbrante. O cabelo castanho alaranjado natural, os olhos grandes verdes, o corpo volumoso com seios e traseiro grande e quadris avantajados, a pele apesar de normalmente ser branca, estava agora com um leve bronzeado, alta de 1.80,cintura fina que se enquadrava de forma perfeita no seu corpo, sem barriga devido ao ginásio que frequentava, coxas grossas e firmes, e uma coisa importante nada em Mei era falso ou aumentado, tudo o que ela tinha eram atributos que a sua genética lhe dera, era o padrão de beleza de muitos países.
Kakashi perdera a conta de quantas vezes haviam tido sexo, sem compromisso, com aquela mulher. Grande parte das vezes fora no quartel, nos balneários masculinos e femininos, ou nos turnos em corredores, e locais assim, afinal na altura e até á bem pouco tempo fora um homem sem compromissos, um homem da noite.
-Hum.-murmurou sem interesse.
Mei ficou chocada. Não estava á espera de uma falta de interesse daquelas, porque definitivamente Kakashi era um homem fogoso e não perdia uma mulher bonita. Quis saber o que se passava.
-Então Kakashi que tal revermos os velhos tempos?- Perguntou maliciosa.
-Agradeço o convite, mas já tenho os meus planos e desculpa pelo empurrão.- Disse entediado, saindo dali.
Mei suspirou dececionada, logo que vira Kakashi á sua cabeça veio de imediato as memorias simplesmente inesquecíveis das vezes que ela e ele estiveram juntos. Kakashi era o melhor homem que ela conhecia na cama, e Mei era uma mulher muito experiente. Kakashi sabia acariciar da maneira correta, no momento exato, no lugar certo. Sabia satisfazer qualquer fantasia sexual de uma mulher, sabia também ser de qualquer maneira, tanto dos mais brutos homens como dos mais delicados. Tratava a mulher do jeito que ela queria e desejava, no entanto gostava de surpreender, e era surpreendente principalmente no que dizia respeito ao tamanho do…. Mei perdida em memórias rumou até ao seu apartamento, ficaria de olho para saber que raio se passava com Kakashi para que ele a rejeita-se.
E assim passou o dia. Kakashi dentro de casa preparando as aulas da semana seguinte e Hinata com sua mãe que vez ou outra fazia-lhe perguntas sobre o namorado.
Domingo, chegou chuvoso indicado que faltavam poucos dias para o Outono começar. Rina levantou-se cedo, pois tinha de ir trabalhar, a mãe de Hinata costumava folgar duas vezes por semana sábado e quarta que dantes usava para fazer algum trabalho extra mas agora a sua saúde já não permitia.
Hinata já estava também acordada e preparou o café da manha para a sua mãe que assim que se alimentou foi terminar de se arrumar deu um abraço na filha e saiu. Assim que a mãe saiu Hinata foi tomar um banho. Chegou ao banheiro retirou toda a roupa do corpo e entrou na banheira ficando de pé, deixando que a água bem quente percorre-se o corpo molhando os cabelos o todo o corpo, quando sentiu os cabelos bem molhados lavou-os abundantemente com o shampoo com cheiro de flores do campo e logo a seguir aplicou o amaciador, de seguida lavou cuidadosamente todas as partes do corpo com exceção da feminilidade deixando-a para último. Pegou no gel de banho com cheiro a framboesa colocou uma boa quantidade na mão e levou-a até á intimidade delicada. Passou os dedos primeiro pelo pequeno monte de pelos púbicos pretos azulados lavando-os depois afastou os grandes lábios e lavou o espaço entre ele e os lábios vaginais, logo a seguir lavou toda a zona genital no entanto quase sem querer tocou o clitóris, ao faze-lo sentiu uma sensação estranha mas prazerosa, de repente começou a pensar no Kakashi, pensou nos beijos e abraços, e ao dar-se conta do local onde a sua mão estava tirou-a e corou, envergonhada. Passou mais uma vez o corpo por água quente e saiu da banheira colocou uma toalha comprida em redor do corpo e outra nos cabelos.
Foi para o seu quarto e lá secou-se e aplicou o creme de corpo com cheiro suave e refrescante da framboesa, meteu posteriormente o desodorizante com cheiro floral e o perfume do mesmo cheiro. Abriu a segunda gaveta da comoda que estava do lado da janela e tirou de lá um sutiã amarelo claro com diversos desenhos de pequenos ursos em rosa bebé e também uma calcinha, estilo cueca feminina, a fazer conjunto. Após abriu a terceira gaveta e alcançou um par de meias lilás claro com desenho de um coelho branco. Vestiu as peças e rumou para o outro lado do pequeno quarto abriu a gaveta grande do armário e retirou um pijama também lilás que trajou logo a seguir, penteou os cabelos azulados lisos com um pente negro e preparou-se para fazer a sua costumeira trança.
Ao tocar nos cabelos fez se ouvir pela casa batidas firmes na porta, deixou os cabelos soltos e dirigiu-se á porta. Ao abria-la deparou-se com o seu namorado, vestido com calça jeans preta, nem justa nem larga, botas pretas com os cordoes mal abotoados, camisa cinza, já meio molhada e um sobretudo negro e a mascara da mesma cor com um costumeiro sorriso de lado que era percetível pela impressão no tecido da mascara.
Nada disseram, e Hinata sorriu abertamente em resposta.
-Kakashi-kun ….- Exclamou corada.
Kakashi adentrou a casa e fechou a porta atrás de si.
-Pequena, já não aguentava…- declarou enquanto tomou a cintura fina de Hinata num abraço apertado fazendo os pés da menor abandonarem o chão.
Hinata mesmo sentido que se estava a molhar um pouco não hesitou em corresponder ao abraço, enlaçando a nuca acalantando-a. Kakashi afastou-se um pouco ainda com ela nos braços, olhando-a com desejo. Hinata tímida e carinhosa deslizou os dedos da nuca até á parte da frente da cabeça de Kakashi e agarrou delicadamente a mascara e puxou-a para baixo. Enquanto a abaixava, a menor acariciou primeiro o nariz com o polegar e depois gentilmente os lábios, terminada a tarefa ela corou intensamente e removeu as mãos colocando-as no peito de Kakashi olhando para as mesma envergonhada demais para encarar o namorado.
Kakashi não conseguiu evitar sorrir de lado malicioso em resposta. A inocente curiosidade dela, e a vergonha que ela sentia dos próprios desejos excitavam-no imenso. Num toque rápido e ao mesmo tempo suave Kakashi colou-a ao seu corpo como antes, Hinata surpresa direcionou os olhos para o rosto másculo do amado comtemplando-o ansiosa.
-Ah pequena…- Clamou com a voz rouca e baixa, revelando o desejo.
-Kakashi-kun…- foi tudo o que conseguiu vociferar pois os seus lábios foram tomados num beijo.
Este beijo era diferente. Kakashi não estava a conseguir conter-se e percorria a boca doce e pequena de maneira voraz mas carinhosa, era um beijo de saudade e necessidade, enquanto uma mão firmou-se na cintura outra foi de encontro as costas finas de Hinata arqueando-as um pouco. Já Hinata dependia um pouco a cabeça em sinal de submissão e as mãos pequenas que antes estavam no peito do amado agora encontravam se uma no braço subindo numa caricia até ao ombro musculado e largo e a outra estava na nuca subindo em direção aos cabelos agarrando-os gentilmente, ao mesmo tempo que tentava acompanhar o beijo de Kakashi.
Abraçavam-se e apertavam-se durante o beijo, Kakashi podia sentir claramente o seu membro ganhar vida, e as caricias inocentes de sua menina nos cabelos e a maneira submissa como ela correspondia, não ajudavam nada ao seu autocontrolo, antes pelo contrário, excitavam-no de uma maneira insana. Os lábios dos apaixonados já praticamente se confundiam entre si, línguas enroscavam-se uma imperante e outra dócil, definitivamente não existia qualquer disputa por dominância, apenas existia o complementar de duas pessoas inteiramente diferentes.
Quando o ar começou a faltar Kakashi desfez lentamente o beijo e no final sugou o lábio inferior da menina, que ofegava e tentava inutilmente controlar a respiração.
Miraram- se percorrendo com o olhar o rosto de cada um e Kakashi gostou imenso da sua obra suspirando orgulhoso. A pequena tinha as bochechas coradas, os lábios entreabertos muito vermelhos do beijo avassalador, os cabelos húmidos juntamente com a franja a emoldurarem o rosto e os olhos perolados grandes abertos em vergonha e espanto.
-Kakashi kun, v-você e-está m-molhado, p-precisa se e-enxuga.- Afirmou num quase sussurro extremamente envergonhada.
- É você tem razão pequena.- Concordou com um sorriso de lado fazendo Hinata dar um sorriso tímido em resposta.
Depositou Hinata suavemente no chão e tirou o sobretudo, que se encontrava um tanto molhado assim como a camisa cinza que tinha por baixo sem mais nada a cobrir-lhe o corpo.
Hinata tirou-lhe o sobretudo das mãos.
-Deixe eu vou coloca-lo junto á lareira para secar, é só acender mesmo.- Falou contente vendo Kakashi acariciar o seu rosto.
Hinata vexada baixou o rosto e olhou o peito do amado e viu que a camisa do mesmo estava um pouco molhada, sem pensar muito logo disse.
- Kakashi kun a sua camisa.
Kakashi olhou.
-Ah, deve ter sido por não ter fechado o sobretudo, fique descansada.- Continuo a caricia no rosto da sua menina.
-Mas Kakashi kun você pode ficar resfriado é melhor por para secar junto do sobretudo.- Aconselhou realmente preocupada com o seu namorado.
-Está bem menina. – Hinata foi para junto de Kakashi e começou lentamente a desabotoar a camisa cinza.
Quando terminou só ai apercebeu-se do físico de Kakashi e olhou abismada. Ele era lindo, perfeito. Incrivelmente alto, musculado, a zona torácica e do peito eram musculadas e a suposta barriga era como um tanque em quadrados perfeitos que a seguir ao umbigo alisavam em direção ao cos da calça, os ombros largos e o peito também e os quadris nem muito estreitos mas também não eram nada largos, os braços também eram bastante trabalhados e as mãos grandes com dedos um tanto grossos quando comparados com os seus e compridos, as pernas musculadas e compridas que faziam as calças ficarem justas nas coxas e num local mais acima indicando que ali se encontrava algo bem grande e avantajado, o traseiro duro também nem grande nem pequeno, ou seja um corpo muito másculo, sensual e que agora por conta da água da chuva encontrava-se com algumas gotas de água a escorrerem pelo peitoral juntamente com os cabelos que mesmo molhados continuavam rebeldes caindo sobre a face tinha um ar selvagem.
-Está tudo bem menina?- Perguntou num sussurro sensual depois de se abaixar pondo a boca perto da orelha dela.
Hinata corou muito e afastou-se.
-E-eu, eu… vou b-buscar uma toalha- retorquiu nervosa e trémula, falando rápido a ultima parte saindo disparada ao banheiro deixando Kakashi na porta da sala.
Foi lá e tirou uma toalha branca de rosto grande e depois procurou por um robe que Kakashi pudesse usar enquanto estivesse lá em casa.
Procurou por toda o banheiro, mas nada servia em Kakashi, até que se lembrou de um robe azul-escuro que a mãe tinha guardado do seu pai no quarto. Bem normalmente nunca mexia nas coisas de sua mãe, até porque a mesma não mexia nas suas desde que conseguia arrumar o quarto sozinha, mas era uma situação excecional e Kakashi não podia andar sem algo a cobrir-lhe o tronco, a casa era fria e para além disso ela ficaria extremamente envergonhada sempre que olha-se para aquele peitoral incrivelmente bem trabalhado.
Saiu do banheiro e olhou o corredor e viu que estava vazio e existia uma luz laranja vinda da sala. Hinata não pode deixar de sorrir, o seu namorado havia acendido a fogueira. Após o pensamento correu até ao quarto da mãe ainda mais apressada, Kakashi continuava molhado e podia apanhar um resfriado valente.
Entrou no quarto da mãe e foi direto á gaveta de um móvel onde Rina tinha guardado as roupas do falecido marido.
O quarto da mãe era apenas um pouco maior que o seu e os moveis estavam quase todos na mesma posição que os seus. Os móveis eram castanhos-escuros, as paredes impecavelmente brancas, a cama da mesma madeira escura encontrava-se com uma colcha azul-marinho num tom um tanto mais escuro com dois travesseiros brancos, um ao lado do outro.
Procurou e rapidamente encontrou o tal robe azul-escuro, que mesmo dobrado dava para ver pelo volume que era grande.
O pai de Hinata, Hiashi, era um homem alto de 1.83, magro e corpo definido. Havia sido um homem muito bonito, os cabelos castanhos compridos e lisos emolduravam-lhe o rosto oval mas de expressões muito másculas e serias com olhos perolados, lábios finos mas compridos num tom quase rosa pálido.
"Gostava de te ter conhecido, papa"- Desejou naquele momento enquanto tirava o robe da gaveta.
Hinata saiu do quarto com o robe e toalha e dirigiu-se para a sala onde encontrou Kakashi sentado no encosto do sofá enquanto a lareira iluminava o comodo no lugar do sol que pela intervenção das nuvens não tinha aparecido. Hinata não pode evitar corar com a imagem. Kakashi em tronco nu, ainda com algumas gotas de água no corpo que brilhava pela luz da lareira que também fazia parecer que a pele que Kakashi ganhar uma tonalidade um pouco mais escura, parecendo bronzeada.
-T-tome é-é m-melhor s-se e-enxugar….
Deu dois tímidos paços até ao mais velho que a esperava com um sorriso malicioso, que Hinata por ter virado o rosto quando entrou na sala, não viu. Entregou as toalhas olhando somente para as mãos de Kakashi.
Por Kami, ela nunca tinha visto um homem sem camisa, pelo menos não ali perto, tinha visto apenas em algumas bancas de jornais que por vezes olhava de relance, sem nunca dar real atenção a isso.
Kakashi não conseguiu reprimir o aumento do seu sorriso malicioso, ah se Hinata soubesse que quanto mais tímida e envergonhada ela estivesse mais ele se excitava. Alias tudo na personalidade e corpo dela o excitava, a inocência, a timidez um tanto exagerada, a infantilidade que ainda existia nela, a insegurança que tinha em relação aos próprios atos querendo agrada-lo, a doçura, o cuidado, a delicadeza, a bondade, o corpo pequeno e fino, os seios médios que ela tentava esconder, os cabelos negro-azulados que agora por estarem soltos podia ver exatamente que chegavam a cintura muito fina e pequena que quando ele rodeava com as mãos, sentia os dedos tocarem-se, o perfume floral misturado ao cheiro da pele de framboesa faziam Kakashi fechar os olhos, a pele excessivamente branca que todas as noites ele sonhava em degustar deixando marcar vermelhas que mais tarde se tornaria roxas, espalhadas pelo pequeno corpo. Ah… só Kami podia saber como ele queria ter a sua menina nos braços, toma-la para ele, deflora-la com carinho, faze-la gritar pelo seu nome enquanto ele lhe faria que declarações apaixonantes e excitantes em meio de beijos, caricias tudo durante a profanação do corpo virgem e seu, único por resumo como ele desejava fazer amor. Sim, amor, com a sua pequena jamais seria apenas sexo, pela primeira vez na vida Kakashi queria realmente fazer amor.
Kakashi pegou as toalhas e colocou-as atrás de si no sofá, e antes que a mais nova afastasse envergonhada, tomou-lhe a cintura entre as mãos e puxou-a delicadamente tomando-lhos lábios.
Primeiro, passou a língua pelos lábios da pequena, que suspirou envergonhada e um tanto assustada, entreabrindo-os e Kakashi passava a ponta da sua língua lentamente sobre os lábios pequenos e um tanto finos numa caricia quase erótica.
Kakashi entreabriu ligeiramente os olhos para ver a reação da sua pequena. Hinata estava de olhos fechados, imóvel recebendo as caricias nos lábios, ofegante com o rosto corado visivelmente vexada.
Logo a seguir Kakashi adentrou com a língua na boca pequena colando os lábios. Acariciou de forma lenta e torturante toda a boca da sua menina com a língua e esta quando encontrou a da parceira, em vez de a acariciar somente, começou a suga-la com volúpia, foi a ai que o beijo lento passou para voraz, fazendo com que ambos ficassem excitados.
Hinata sentia aquela sensação que só Kakashi lhe conseguia proporcionar que ela não sabia ainda o que era, sentia o corpo arrepiado, sentia-se quente, os seus seios sentia-os a ficar duros e arrepiados e a intimidade já estava muito quente e ela podia sentir que se encontrava muito molhada e não conseguia evitar gemer contra os lábios de Kakashi.
Além de Kakashi sugar a língua da pequena também a apertava contra o corpo, as mãos uma estava nos cabelos negro-azulados e a outra apertava – lhe a cintura contra o tronco másculo. Kakashi encontrava-se sentado no apoio de braços do sofá de pernas abertas com Hinata no meio delas sendo exprimida contra o tronco dele. Logo Kakashi fartou-se da posição e levantou-se erguendo-a do chão e encostou na parede que estava em frente. Viu que Hinata não sabia o que fazer e então induziu-a a abrir as pernas e a enlaça-lo pela cintura com as mesmas. Kakashi assim que conseguiu passou as mãos que se encontravam na parte debaixo do joelho até as coxas de Hinata onde não conseguindo se conter apertou. Amaldiçoou as calças lilases e largas do pijama de Hinata que impediam-no de sentir a pele fina e delicada sob as suas mãos. O ar já faltava e Hinata gemia muito baixinho, sua língua era sugada de maneira enlouquecedora pois Kakashi adorou o sabor doce e suave da mesma de uma maneira quase impossível. Ao Kakashi também lhe faltava o ar e o seu membro grande já estava completamente ereto e esfregava-se contra a feminilidade coberta pelas calças e calcinha de Hinata, causando ainda mais gemidos contidos na moça que nem tinha ideia do que se esfregava nela mas nem tinha curiosidade visto que ela estava já trémula do prazer que sentia. Kakashi sugou pela última vez a língua, sugou-lhe os lábios de uma Hinata cuja cabeça que encontrava pendida para o lado direito do cansaço oferecendo inconscientemente o pescoço branco e delicado a boca avida e experiente de Kakashi que assim que contornou o maxilar dela o atacou.
-Ahhhh- Gemeu alto enquanto tremia nos braços de Kakashi, pelo ataque feito ao seu pescoço, que mesmo tendo quatro camadas de roupa Kakashi havia notado, Hinata estava muito molhada. O pijama da moça estava já um pouco molhado e o primeiro botão da camisa do pijama estava aberto mostrando o colo e um pouco da blusa de alcinhas branca que tinha por baixo, Kakashi sem hesitar foi de encontro a esse colo onde começou a lamber para depois dar umas mordidas e sugar como havia feito antes no pescoço e lábios. Hinata estava á beira de enlouquecer com os beijos e toques de Kakashi, era suave mas intenso.
Kakashi sorriu malicioso enquanto via o corpo da menina amolecer ficando ainda mais vulnerável e frágil, "tão pura, tão sensível" pensou o mais velho, estava impressionado com a sensibilidade dela era muito raro, e sabia-o pela sua elevada experiencia, que não era normal uma mulher ficar tão vulnerável apenas com uns toques, era a primeira vez que um homem dava um amasso nela, nunca, ninguém sem ser ele, a havia sequer beijado nos lábios e a sua sensibilidade devia-se em parte a isso mas também ao facto de ela mesma ser muito sensível.
Hinata sem força as pernas desenlaçaram-se da cintura de Kakashi e este a pegou no colo, tentando também se controlar não poderia ter Hinata, ela era jovem demais, ainda era sua aluna e para além disso não queria parecer um aproveitador da inocência dela. Kakashi havia feito Hinata conhecer o desejo sexual.
Já sentado no sofá com Hinata no colo com se fosse um bebé perguntou:
-Menina você está bem?
Hinata já com a consciência recuperada, lembrando de como o abraçara com as pernas, ficou corada pela vergonha.
-S-sim Ka-kashi kun, m-mas que s-sensação f-foi e-essa?-falou baixinho completamente inocente.
"Ah, minha menina, como você é inocente". Pensou enquanto sorria e respondeu.
- Foi a prova que você gostou e muito do desse beijo.- Respondeu calmo enquanto acariciava com a mão o rosto pequeno e oval de Hinata.
-Ka-kashi kun ha-havia a-algo me to-tocando o q-que e-era?-Perguntou evitando falar o nome do local onde fora tocada.
" Pequena, você é mesmo uma linda e doce virgem, mal posso esperar pra casar com você e te fazer minha".
-Um dia você vai descobrir, eu vou lhe mostrar!- replicou malicioso.
-Tu-tudo bem.
Hinata observou seu estado e viu que o pijama estava ligeiramente molhado, mas nada muito grande, e depois lembrou-se de Kakashi.
-Ka-kakashi kun é me-melhor se enxugar, po-pode ficar resfriado!
Levantou-se do colo de Kakashi e pegou a toalha branca, e passou-a ao amado.
-É para vo-você!-Declarou entregando corada e desviando o rosto para outro lado.
Kakashi simplesmente observava, ela com os cabelos negros soltos já meio secos, virada de costas para a lareira, que fazia os cabelos brilharem, com o rosto num tom avermelhado virado para o lado meio abaixado com os lindos olhos perolados sendo parcialmente iluminados pela luz alaranjada oriunda do fogo acesso na lareira. Numa palavra linda, casta e … dele, toda e completamente dele.
-Obrigado pequena.- Respondeu extraindo das pequeníssimas mãos a toalha com um sorriso no rosto, vendo que Hinata que o olhava pelo canto dos olhos virou a cabeça na sua direção e sorriu tímida para a seguir sentar-se ao lado de Kakashi no sofá.
Kakashi desdobrou a toalha e começou a secar as costas musculadas, e depois passou para um dos braços quando olhou na direção de Hinata e viu que o olhar da mesma pousava fixo no seu peitoral e abdominais. Kakashi sorriu e indagou:
-Gosta do que vê, pequena?
Envergonhada com a ação Hinata tentou desculpar-se.
-Desculpe, Kakashi kun!
-Não se desculpe, é bom saber que gosta do meu corpo da mesma maneira que eu gosto do seu.
Hinata corou ainda mais com o comentário de Kakashi, ele gostava do seu corpo. Mas o que ele poderia gostar? Perguntava-se. Era muito magra com apenas 40 Kl, muito baixa de 1.50m, as coxas eram finas e muito pouco carnudas, os quadris apesar de arredondados não eram mais largos que os de uma menina normal de 12 anos, a cintura era excessivamente fina, os bracinhos magros como os de uma criança de 6/7 anos, os ombros eram ainda mais estreitos que os quadris e muito magros e os seios eram exagerados em relação ao corpo, eram tão sem graça e pouco atraente a seu ver, assim pensava.
-Pequena?-Disse chamando a atenção
-Sim Kakashi kun.
-Você poderia me ajudar a enxugar?- falou sorrindo abertamente sem usar de malicia na voz.
-Kakashi kun, eu s-sim po-sso.-Respondeu corada.
Kakashi sem dizer mais nada puxou Hinata para o seu colo, esta carinhosamente começou a secar-lhe o peito e o abdómen masculino de Kakashi.
-Pequena, você já falou com a sua mãe?
-Sim, Kakashi kun, ela disse que só vai aceitar completamente o namoro quando você se apresentar cá em casa.- Respondeu enquanto terminava de secar o peitoral de Kakashi que a estas horas já tinha os braços em torno da cintura de Hinata.
-Tudo bem, quando sua mãe acha que eu posso vir-me apresentar?
-A mama disse que no próximo sábado num jantar cá em casa por volta das 19:30h, po-pode ser Kakashi kun?
-Claro, quanto mais rápido melhor!
Um momento de silêncio seguiu-se.
-Pequena foi uma conversa muito difícil?-Interrogou preocupado.
-B-bem, apenas no inicio antes d-de fa-falar.
-Deviria ter falado junto de você.
-Na-Não, Kakashi kun f-foi me-melhor assim.
Hinata já tinha terminado de secar Kakashi e virou-se ligeiramente para apanhar o robe, e colocou-o no seu colo.
-Kakashi kun, i-isto é pa-para você v-vestir!
Kakashi observou a peça felpuda e azul escura no colo da moça, sorriu de lado para ela. Hinata era tão preocupada, tão cuidadosa com ele. E bem Kakashi… amava isso dela.
-Obrigado pequena, você é tão cuidadosa!
Hinata corou com o elogio.
-De nada Kakashi kun, eu gosto de te agradar só isso.
Kakashi colocou a boca perto da orelha esquerda de Hinata e disse com uma voz baixa e rouca, sensual.
-Amo isso.- E finalizou lambendo o glóbulo da orelha pequena e branca.
Envergonhada Hinata levantou-se e Kakashi para não assusta-la não a segurou.
-Eu vou fazer um café para você.- Declarou visivelmente nervosa com a situação que se formou.
Passados alguns minutos Hinata retornou a sala com uma pequena bandeja com o café forte e sem açúcar de Kakashi e o seu chocolate quente.
Kakashi tinha colocado tanto a camisa como o sobretudo para secar junto á lareira que era em frente do sofá, ele estava já vestindo o robe que Hinata lhe dera.
O robe ficava-lhe dois dedos abaixo do joelho e Kakashi havia deixando-o amarrado na cintura mas deixava parte o peitoral á mostra indicando que fora vestido sem grande atenção.
Kakashi estava em pé encostado á parede oposta a da porta e a mascara já não se encontrava no pescoço, havia tirado completamente.
Normalmente não gostava de estar sem a mascara, mas com Hinata sentia-se de tal ordem á vontade para faze-lo. Sentia-se livre e não sentia vontade de lhe esconder nada.
Assim que a viu sorriu. Era outra coisa que muito raramente em toda a sua existência tinha feito, mas no entanto com a sua pequena sentia uma vontade enorme de faze-lo pois perto dela era feliz e completo.
Hinata correspondeu timidamente e como sempre corada. Era uma coisa que toda a vida ela tentara mudar, a sua excessiva timidez, mas com Kakashi sentia-se envergonhada pelas sensações que tinha só de o olhar, e ao mesmo tempo ficava plena e verdadeiramente feliz.
Ela dirigiu-se á pequena mesa em frente ao sofá e colocou a bandeja lá com a ajuda de Kakashi.
-Tem um cheiro bom.- Elogiou enquanto se sentava e puxava Hinata a imitar o seu ato, sentando-a ao seu lado no sofá de três lugares marron.
-O-obrigada.- Agradeceu corada, enquanto tirava a chávena de Kakashi e a entregava ao namorado e depois tirou a sua.
Tomaram a bebida em segundos e Hinata quebrou a silêncio ao terminar a sua.
- Kakashi kun, o q-que vo-você f-fazia a-antes d-de s-ser p-professor?
Perguntou timidamente e ao mesmo tempo curiosa em saber mais sobre a vida do amado. Kakashi ficou pensativo por alguns segundos, e Hinata pensou que talvez tivesse invadido a privacidade dele.
- D-desculpe a p-pergunta n-não p-precisa r-responder, e-estou s-sendo m-muito e-enxerida.
-Não está sendo não pequena você apenas me quer conhecer melhor do mesmo jeito que eu a quero conhecer, só estava organizando a minha cabeça, pois minha história é longa!
-S-se n-não l-lhe i-incomoda gostaria de ouvi-la.
Kakashi colocou a sua chávena e a dela na bandeja da mesa da frente e voltou a colocar o braço em torno dos ombros de Hinata encostado ao dorso do sofá.
-Bem, eu nasci numa família que desde sempre foi muito, digamos, abastada, na minha família as pessoas apenas se casavam entre si, de modo a manter uma linhagem intacta, e com os meus pais não foi diferente, os meus pais eram primos direitos, e só tinham um ao outro como primos, e então casaram-se com 20 anos a minha mãe e o meu pai com 25. Passado um ano eu nasci, e foi crescendo sendo desde de sempre uma pessoa arrogante e carente de um pai presente que não tinha, com 13 anos a minha mãe morreu e a partir dai eu comecei a piorar. Praticamente vivia sozinho na mansão já que o meu pai nunca estava. Eu era o típico rapaz com quem uma menina como você não se envolvia, era frio, arrogante, não frequentava as aulas diariamente, era rude ou a maioria das vezes indiferente as pessoas em meu redor e normalmente sempre mal acompanhado, bebia álcool de forma constante, ia a festas como parte da minha rotina diária, cheguei ao ponto de me drogar pequena. Mas mesmo sendo dessa maneira eu fiz um amigo bom que sempre tentou ajudar-me. Menina, esse era o Gai. O meu melhor amigo, que morreu numa noite em que eu lhe pedi para que me levasse para casa, senti-me culpado e a partir dai, eu comecei a mudar. Foi viver numa cidade um tanto longe daqui e afastei-me por completo das minhas companhias daqui, terminei os meus estudos e depois fiz faculdade e formei-me em várias disciplinas. Com vinte e dois anos juntei-me ao exército para homenagear e de certa forma pequena, realizar o sonho do meu amigo que morreu. Passados alguns anos tornei me advogado e procurador, mas passava muito tempo em viagens pelo mundo e acabei por optar por uma vida mais pacata, aqui na cidade onde nasci e depois encontrei você pequena.
Hinata ficou triste ao saber a história do seu amado. Não queria que ele tivesse sofrido tanto, primeiro a ausência do pai, depois a perda da mãe, a morte do amigo e uma vida regada a trabalho e solidão.
-Lamento Kakashi kun.
Kakashi percebendo apenas disse.
-Obrigado menina, mas já nada disso importa, tenho você.
Ergueu o braço estendido sobre os ombros de Hinata pegou na sua nuca e carinhosamente cobriu os lábios de Hinata que apenas fechou os olhos e suspirou baixinho de anseio pelos lábios do amado. Começaram no selinho, mas apos pouquíssimos segundos Kakashi entre abriu a boca e encostou a sua língua aos lábios da amada que cedeu de imediato rendida. A língua de Kakashi entrou na boca pequena acariciando-a e logo depois sem se conter sugou a da sua pequena. Hinata gemeu anestesiada e involuntariamente levou as mãos ao cabelo cinza e macio do seu namorado. Para Kakashi foi a loucura, sentindo-a puxando ainda que suave mente e sem força os cabelos, o deixava insano. Tornou o beijo mais fogoso ao mesmo tempo que se inclinava sobre ela fazendo-a deitar-se sobre o sofá.
Já deitada no sofá Kakashi ficando sobre ela tornou o beijo mais selvagem e as mãos dele logo foram para a cintura dela apertando-a enquanto se deitava sobre ela. Beijava a lascivo mas completamente apaixonado, Hinata ia á loucura, cada vez que estava perto de Kakashi ele mostrava-lhe algo completamente novo e inesperado mas igualmente maravilhoso. Kakashi percorreu com as mãos as laterais do corpo pequeno, e uma mão insinuante adentrou debaixo da blusa até ao ventre liso e macio, enquanto a outra se entrelaçava nos fios de seda azul escura que eram os cabelos de Hinata, enquanto a beijava mais calmo mas sedutor.
Hinata ao sentir a mão do amado na frente, por uma razão inexplicável lembrou-se do que prometera á mãe e então chamou.
-Kakashi Kun.
Kakashi no momento se encontrava no pescoço de Hinata, e apesar de inebriado percebera que o que saíra da boca do seu anjo misturado a um gemido fora um pedido para que parasse.
Retirou a mão que quase chegara ao vale dos seios, apoiando se nos cotovelos dos dois lados acariciando gentilmente os braços femininos, encarou a pequena em baixo dele que continha um olhar confuso e envergonhado. Saio de cima dela e ao mesmo tempo a sentando de novo no sofá falou.
-Desculpe me pequena deixei me levar, não voltarei a repetir até que peça.
Sobre o que disse Kakashi tinha duvidas. Céus, aquela menina fazendo quase nada o enlouquecia de maneira assustadora, não queria imaginar se a tivesse conhecido á 6 ou 5 anos atrás, onde era muito mais incontrolável, já a teria tentado possuir com toda a certeza e o chamado dela, nada serviria visto que vinha misturado a um gemido de aprovação. E mesmo agora fora tão difícil, agradecia mentalmente ao fato de ao longo dos anos se ter tornado um homem muito mais controlado e disciplinado, mas o problema era quando se excitava mais que o normal nada o fazia parar, muito raras vezes acontecera uma mulher o excitar até esse ponto, era preciso que elas tivessem mais experiencia que ele, e isso era difícil. No entanto Hinata com toda a sua inocência e inexperiência total fazia-o chegar a esse estado com facilidade, tudo o que o parava era Hinata e o amor que sentia por ela, nada mais.
-E-eu, e-eu…-não conseguia dizer nada estava vexadíssima com a situação.
-Pequena.- Chamou Kakashi enquanto a puxava para o seu colo, acariciando depois a face de Hinata e com a mão livre os cabelos.
-Não fique envergonhada, é bom desejamo-nos mutuamente, mas não temos de necessariamente de ir mais além, eu te amo e vou esperar todo o tempo que você precisar, meu amor.- finalizou beijando suavemente a bochecha rosada.
-Arigato Kakashi Kun…- respondeu num sussurro.
Assim passaram a tarde entre beijos, abraços, conversas e carinhos inocentes e doces por parte de Hinata e intensos e gentis por parte de Kakashi, que durante a tarde se conteve. Chegara a hora da partida infelizmente, e de novo Kakashi encurralou Hinata entre o seu próprio corpo e a parede e roubou-lhe um beijo fogoso.
-Vemo-nos amanha!- Decretou Kakashi ainda ofegante.
-Hai Ka-Kakashi kun!- Respondeu corada e ainda mais ofegante que Kakashi.
Kakashi saiu ainda sobre o olhar de Hinata que correspondeu antes de entrar no carro e partir.
E Kakashi ia tão absorto que nem percebeu que atrás de si, estava um carro negro, de vidros de igual tom, seguindo-o.
