Capitulo 13 – Revelando Fatos e Fogo Contido
Se dirigiam ao hospital, e Kakashi mentalmente pensava numa forma de contar a sua pequena o problema da mãe. Não queria que fosse um médico desconhecido dela a dar-lhe a triste noticia, não ia permitir que isso acontecesse, teria que ser ele. Como os acontecimentos se tinham precipitado, já não havia razão, e ele não poderia continuar calado sobre o assunto. Quando pararam no estacionamento do hospital Hinata que durante todo o caminho vinha respirando fundo tentando manter-se forte, mas não conseguia. Lágrimas silenciosas caíram quando ela olhou para Kakashi, que sentiu como uma faca tivesse sendo espetada no peito, imediatamente abraçou-a.
Hinata sentiu-se aparada pela presença e os braços de Kakashi em torno de si sentia que tudo podia melhorar, sentia esperança e confiança. Quando se separaram Kakashi olhou ternamente para ela e declarou segurando na mão pálida:
-Antes de irmos ver a sua mãe tem uma coisa que você deve saber pequena.
Hinata olhou para ele e perguntou tentando conter o choro.
-O q-que é K-Kakashi kun?
Kakashi olhando para os olhos dela inspirou e expirou profundamente.
-Você se lembra de quando me disse que estava preocupada com a sua mãe? Que achava que ela estava doente?
Hinata sentiu os olhos marejarem, porém replicou:
-H-Hai, e eu v-vejo que e-estava c-certa, o que ela tem K-Kakashi kun?
O Hatake observou a pequena menina sofrida a sua frente, sabia que ela iria sofrer, mas faria de tudo para a fazer sentir melhor. Da maneira mais suave que pode, respondeu.
-A sua mãe pequena…-respirou fundo, nada lhe custará tanto dizer na vida, sentia-se sufocado-ela desenvolveu…-soltou de uma vez a muito custo-… um tumor cerebral.
Hinata ficou em choque, às lágrimas abundantes saíram dos olhos perolados juntamente com um soluço, sentia-se dilacerada. Kakashi observou-a e sentiu-se o homem mais infeliz a face da terra, nada podia explicar a dor que sentia ao vê-la daquela maneira, num gesto instintivo abraçou-a contra o seu peito, querendo confortá-la.
-Eu sei que dói ouvir isso menino, quem me dera que fosse mentira, mas é verdade…- parou afastando-se ligeiramente de Hinata para olha-la nos olhos e completar-… neste momento a sua mãe conta com você meu anjo, precisa ser forte pequena!
Hinata olhou para o amado, e emocionou-se, ela jamais estaria sozinha, ele sempre estaria lá para ela, ele estava ali tentando de todos os modos consola-la, e concordava com o que ele dizia, ela tinha de ser forte, tinha de demonstrar que conseguia, por ele, pela mãe, por Jiraya e também por si mesma.
Hinata simplesmente declarou apesar de a sua voz ter saiu do meio embarcada pelo choro:
-Obrigada Kakashi kun, não sei o que faria sem você!
Kakashi sorriu levemente e abraçou a de volta.
-Não precisa me agradecer pequena.
Afastando-se ligeiramente outra vez Kakashi avisa.
-É melhor irmos ter com a sua mãe.
Hinata ergueu a cabeça e firme porem com os olhos marejados reafirmou.
-Hai.
Kakashi deu-lhe um leve selinho na testa e depois de sair do veiculo negro, que se destacava dos demais, ajudou a pequena Hyuuga a sair do carro, com a mala com alguns objetos pessoais de Rina e os documentos da mesma.
Kakashi deu a mão a Hinata e juntos entraram na clinica, causando impacto e deixando algumas das enfermeiras que circulavam pela entrada da clinica de boca aberta pela diferença de aparência e estatura. Na sala de espera estava Jiraya, assim que Hinata o vê abraça o homem, senta-se ao seu lado e interroga.
-Como está a mamãe Jiraya chan?
Jiraya contendo o seu desespero retorque.
-Não sei menina, eles entraram as pressas com ela lá pra dentro no fundo do corredor e não me deixaram passar, disseram para esperar aqui na sala de espera.
Kakashi sentou ao lado de Hinata e perguntou a Jiraya.
-Como ela estava no trajeto alguma mudança?
Jiraya maneou a cabeça.
-Não, sem nenhuma reação, continua desmaiada.
De repente aparece na sala um enfermeiro com cara séria, e trajando o típico vestuário branco, de mais ou menos 1.70 cm, indaga:
- ?
Kakashi levantou-se, juntamente com Hinata e Jiraya e confirmou.
-Sim sou eu, como se encontra a paciente?
O enfermeiro informa.
-De momento a paciente encontra-se estável e acordada, porém terá de passar pelo menos 3 dias em observação.
Os olhos de Hinata e Jiraya brilhavam em espectativa de ver a Hyuuga mais velha, Kakashi inquiriu.
-É possível vê-la?
O enfermeiro assentiu.
-Claro, mas apenas duas pessoas podem ir de cada vez.
Kakashi concordou e chamou as duas pessoas atrás de si.
-Pequena, Jiraya sigam este senhor.
O Uzumaki e a Hyuuga menor aproximaram-se do enfermeiro, porém Hinata virou-se para indagar ao Hatake, que estava com um olhar preocupado.
-E você Kakashi kun?
Kakashi sorriu, porém Hinata sabia que ele estava preocupado, seu olhar para com ela o denunciava, porém a menina fazia de tudo para não chorar e se acalmar.
-Eu verei sua mãe depois, agora vou tratar de toda a papelada.
Hinata rapidamente foi de encontro ao mais velho e abraçou-o, sendo prontamente correspondida.
-Obrigada Kakashi kun, mais uma vez.
Kakashi sorriu novamente por debaixo da mascara.
-Não é preciso me agradecer pequena, agora vá, a sua mãe deve estar desejosa de a ver.
Nos lábios da Hyuuga formou-se um sorriso com a possibilidade de ver a mãe melhor.
-Hai.
E Hinata e Jiraya seguiram o enfermeiro enquanto Kakashi se dirigia há receção para tratar de todos os papeis, e também o médico que tratara de Rina, queria saber tudo sobre a doença dela em pormenor, e Rina que se prepara-se porque agora ele faria ela seguir o tratamento a risca, se fosse necessário ela deixar de trabalhar então assim seria ele arcaria com toda e qualquer despesa independentemente do quanto ela se recusa-se a aceitar a sua ajuda.
…
Hinata e Jiraya adentraram o luxuoso quarto individual da clinica e deram de cara com uma Rina sorridente e bem-disposta, ela não queria preocupar mais a filha que ela sabia estar uma pilha de nervos neste momento.
-Mamãe!- Exclamou alto e abraçou a mãe, como uma cria contente ao ver a progenitora.
Jiraya aparecia logo atrás com o olhar marejado, apesar de o pior ter passado Jiraya sabia que as coisas não ficariam por ali. Olhou atentamente a mulher mais velha, ela era linda, a velhice não a tinha a atingindo em quase nada, tinha um ar jovial, era divertida, alegre e sempre muito ativa. Amava tanto que só a ideia de a perder para sempre o fazia formar um nó terrível na garganta e os olhos marejarem. Rina despertou-o dos seus pensamentos.
-E você não me abraça rapaz?
Jiraya desfez a cara triste, sabendo que Rina ficaria pior se o visse assim e abraçou a amiga ternamente.
-Te proíbo de me assustar desse jeito de novo Rina!
Rina provocou.
-Está bem gatinho assustado.
Jiraya quase gritou.
-RINA EU NÃO SOU UM…- Foi interrompido pelo leve puxam de orelha que a menina fazia nele.
-Não grita com a mamãe Jiraya chan!
Jiraya depois de a sua orelha ser largada pronunciou envergonhado.
-Foi mal.
Ambas as Hyuugas riram fazendo o amigo mais íntimo da família acompanha-las logo após, Jiraya concluiu que devia viver um dia de cada vez, o futuro a Kami pertencia.
…
Kakashi já tinha tratado de toda a parte burocrática e neste momento encontrava-se dentro da sala do médico, esperando este voltar com os exames mais detalhados feitos logo assim que Rina tinha entrado na clinica e outros anteriores que ele Hinata tinha trazido. O senhor que aparentava ter mais ou menos 50 anos entrou, com um semblante. O médico deu início ao diálogo.
-Bom dia Senhor Hatake!
Kakashi foi direto.
-Igualmente Dr. Tanaka, diga quais os resultados dos exames?
O sorriu levemente, conhecia a muitos anos a família dos Hatakes, acompanhara inclusive a gravidez da Senhora Hatake, e o nascimento de Kakashi. Assim que nasceu Kakashi demonstrou logo ser um bebe calado e grande e que deu pouquíssimo trabalho a mãe. Depois conhecera o garoto que sempre estava sério nas consultas da mãe nas quais ele sempre mesmo sendo uma criança queria estar presente. Sempre fora mais reservado e maduro que as outras crianças da idade, e muito cedo as raparigas mais velhas começaram a namorisca-lo, o lembrava se da cara de preocupação que a senhora Hatake tinha em relação a isso, pois não queria que o seu filho se sentisse de alguma forma excluído dos outros.
-Continua direto como sempre, mas vamos ao que interessa…- tomou o ar-… a Senhora Rina como sabe tem um tumor cerebral…- contínuo- … mas o caso dela á complicado pois o tumor encontra-se localizado num lugar onde é impossível operar, e o risco de proliferação é grande. O que recomendo é que faça sessões de quimioterapia, uma vida calma e tome a medicação de forma certa e diária.
Kakashi respirou fundo, estava a ser um dia muito difícil.
-Quais são as esperanças de vida dela?
O médico ficou ainda mais sério.
-Lamento informar mas normalmente, em média, de 6 meses a 1 ano, porém muitas pessoas podem viver anos a fio com este tipo de doença.
Kakashi ficou por um momento absorto em lembranças, o passado estava a pregar-lhe uma peça terrível. A sua própria mãe morrera assim, fora e ainda era doloroso tê-la perdido. A sua pequena contra tudo o que desejava, iria sofrer, uma parte do coração dela ia morrer juntamente com Rina tal como tinha uma parte dele morrido quando a mãe dele falecera, era impossível isso não acontecer, o coração de Kakashi doía ao pensar em tudo isto.
-Quando ela deve começar o tratamento?
O médico olhou-o profundamente, a muitos anos não via Kakashi, olhando para ele via um homem feito, direto e preparado para encarar qualquer situação da vida. Ficara profundamente admirado de saber, através de terceiros, que ele namorava a filha da Senhora Hyuuga, ela era tão jovem tão diferente do homem que via a sua frente, que perguntava-se como o Senhor Hatake reagiria quando soubesse que o primogénito estava de compromisso com alguém que tinha 15 anos a menos que o próprio filho.
-Deve começar o mais rápido possível.
Kakashi ficou pensativo, porém segundos depois logo decidiu.
-Providencie tudo depois de amanha ela começará as sessões de quimioterapia, e hoje vai começar a tomar toda a medicação necessária.
O médico assentiu e começou a prescrever a receita e horas da medicação, quando Kakashi se pronunciou.
-E toda e qualquer despesa eu cubro, portanto não se preocupe com isso.
O médico novamente assentiu.
-Claro Sr. Hatake.
…
Algumas horas depois Hinata e Rina entram em casa acompanhadas pelos dois homens, o mais velho Uzumaki e o Hatake.
Era perto da hora de almoço, logo Hinata se prontificou.
-Mãe eu vou fazer o almoço, portanto não se esforce e vá para a sala com o Jiraya chan!
Rina tentou argumentar.
-Mas filha você nem tomou o café da manhã…-Foi prontamente cortada pela filha.
-Não se preocupe com isso mamãe, eu estou bem, agora faça o que pedi.
E logo Hinata estava dentro da cozinha e Rina sequer teve hipótese de espreitar a mesma, porque o Hatake e o Uzumaki a "acompanharam" até a sala.
Kakashi percebendo a vontade de conversar a sós de Jiraya para com Rina, e saiu rumo a cozinha que ficava no caso dele a um paço e meio de distância, mas não sem antes dizer.
-Os seus medicamentos Rina já foram encomendados e hoje mesmo chegaram, por favor tome-os.
Rina abismou-se.
-Mas quem é que pagou por isso, os medicamentos são caros e…
Kakashi cortou-a.
-Não se preocupe com isso Rina, alias você não pode mais trabalhar.
Rina buscou suporte no amigo para puder contra dizer aquilo porem ao olhar nos olhos de Jiraya pode ver que ele com concordava com tudo o que o Hatake dissera. Ela não tinha escolha aos olhos dos dois, ou era tratar-se, ou tratar-se. Acomodou-se por fim vendo que não tinha "saída". Kakashi retirou-se em direção há cozinha deixando os mais velhos na sala.
Jiraya foi o primeiro a falar.
-Eu disse a você que isso acabaria assim desse jeito.
Rina suspirou.
-Você tinha razão Jiraya, mas eu não queria preocupar a minha filha muito menos estragar o aniversário e felicidade dela, mas no final ela acabou descobrindo de um jeito terrível.
Jiraya abraçou sentou-se no sofá ao lado dela e abraçou-a ternamente.
-Deixe isso, o importante agora é que você se vai cuidar como devia ter feito desde o início.
Rina olhou com ternura para Jiraya.
-Realmente, ninguém neste mundo tem um irmão tão bom quanto eu!
Sorriram um para o outro enquanto na cozinha Kakashi ajudava a mais nova na cozinha, que apesar de já não chorar estava aflita. E assim ficaria algum tempo.
…
As férias de Inverno tinham acabado, e as aulas já tinham começado a quase duas semanas. Era quinta-feira, dia 14 de janeiro, e Kakashi e Hinata faziam exatamente 4 meses de namoro. Ultimamente Kakashi e Hinata não tinham tido muitos momentos de intimidade devido ao fato da Hyuuga estar sempre perto da mãe, e mesmo na escola a cabeça dela estava sempre lá, e o Hatake mais do que tudo compreendia. Era difícil animar Hinata, mas ele conseguia arrancar-lhe lindos sorrisos de agradecimento e amor, por tudo o que ele estava fazendo com ela.
Muita coisa estava estranha nos últimos tempos. Karin fitava durante as aulas debochadamente, porém nunca lhe dizia absolutamente nada era como se estivesse esperando o momento certo para dar o bote. Isso fazia Hinata ficar receosa do que o que ela poderia aprontar, não por si mas pelo fato de Hinata saber que acabaria envolvendo alguém próximo de si.
Tocou para o intervalo da tarde, e como sempre todos saíram, e Hinata ficou dentro da sala esperando Kakashi, que após alguns minutos entrou, deixando uma certa Hyuuga embasbacada pela visão dos céus. As calças jeans eram um pouco mais claras que o tom quase preto típico, eram cinza nem muito escuro, nem claro, mas que destacava bem as pernas musculadas e um certo volume entre as pernas. A camisa negra deixava-o mais sedutor que nunca. Subitamente Hinata ganhou consciência que a muito não o beijava " como deve ser", ultimamente a sua mente estava quase constantemente ocupada pela mãe e os tratamentos da mesma.
Kakashi foi o primeiro a quebrar o silêncio.
-Pequena…-Chamou aproximando-se, e alcançando-a ao mesmo tempo que a abraçava sendo prontamente correspondido, sentindo os dois finíssimos braços envolverem-no, pela cintura. Beijou os cabelos sedosos de leve enquanto observava a menor aninhar-se no seu peito largo e forte, Kakashi estreitou ainda mais o agarre em torno dela. A fragilidade em que Hinata se encontrava era grande a nível emocional, tinha a preocupação constante com a mãe, que ficava aos cuidados de uma enfermeira que o Hatake contratara já que Hinata estava na escola, a tensão da escola e outras preocupações típicas do dia-a-dia. Apesar da Hyuuga mais nova se conter para não chorar, no fundo ela estava destroçada, acompanhar a mãe nas sessões de quimioterapia e outro de tipo de tratamentos necessários, deixa angustiada ao ver como a mãe sofria com os enjoos causados por esses mesmos tratamentos, e já tinha avisado Rina e Hinata que, a primeira teria que rapar o cabelo. Hinata nem queria pensar no estado em que a mãe ficaria quando fosse faze-lo. E novamente estava mergulhada em pensamentos sobre a mãe.
Kakashi afastou-se ligeiramente e retirou a mascara para tomar os lábios pequenos nos seus num selinho suave. Ele sabia que Hinata não conseguia ter cabeça para muita coisa no momento, apesar de o sentido animal de Kakashi estar uma verdadeira fera pela ausência de beijos luxuriosos.
O Hatake após isso afagou os cabelos azulados, não era necessário dizer nada pois eles entendiam-se através de um simples olhar, comunicavam entre si. Abraçaram-se carinhosamente não imaginando que num local não muito longe da sala, uma ruiva tentava colocar o seu plano em ação.
…
Numa sala Karin e Shion discutiam o plano que a de cabelo vermelho engendrara. Shion inquiriu á amiga:
-Você tem a certeza que isso vai resultar Karin?
A Ruiva sorriu.
-Claro que vai Shion, pensa comigo,-endireitou-se na cadeira, em que estava sentada.- Nós sabemos que o Kakashi é muito inteligente e nunca cairia num golpe desses, mas já a Hyuuga,-A Karin riu levemente de maneira debochada- será fácil, por muita confiança que ela tenha nele, quando me vir beijando ele, pensará que ele a dispensou e não a quis mais, o romance dos dois vai desmoronar.
A loira assentiu, porém ainda duvidosa interrogou.
-Mas como você pretende que ela dê um flagra nisso eih?
Karin riu despreocupadamente.
-É fácil, basta pedir-mos a Ayame, que no último tempo faça o Kakashi se atrasar um pouco,…- pausou.- Ao mesmo tempo manda-mos dizer através de um colega nosso, á múmia que o professor Hatake está chamando, e a espera na sala,- continuou com um sorriso- eu faltarei ao último tempo da tarde e assim que Ayame sair, eu entro na sala, me insinuo-me para ele e quando ouvir passos me jogo nos braços dele e beijo-o bem no momento em que ela estará observando, e conhecendo bem a anta, ela vai sair correndo e nem vai querer ouvir.
Shion ouviu com atenção com o plano da amiga depois exclamou:
-O seu plano é bom Karin, mas ele não vai te odiar depois disso, que eu saiba ele te dispensou uma vez.
Karin franziu a testa em desagrado aquela lembrança, mas rapidamente animou-se ao recordar o exemplo de Hidan.
-O Hidan também disse que nunca mais queria nada comigo e mesmo assim um mês atrás voltou a transar comigo!
Shion pensou um pouco e depois concordou.
-Realmente é verdade, e quando você vai por esse plano em prática?
Karin sorriu e emudeceu os lábios, como queria os lábios daquele homem nos seus.
-Já nesta hora, já tenho tudo combinado com Ayame.
Shion riu e desejou.
-Bem, boa sorte.
E realmente aquele plano iria ter resultados porém não os esperados.
…
Rina e Jiraya estavam em casa refastelados no sofá comendo pipocas enquanto viam um filme, era final de tarde e a enfermeira já tinha ido embora, pois mais ou menos dentro de uma hora supostamente Hinata estaria em casa.
-Você tem tomado a medicação mulher?
Indagou descontraído mas por dentro estava em constante preocupação com a amiga.
-Claro que tenho Jiraya não quero preocupar mais minha menina.
Jiraya sorriu.
-Ela ainda está na escola?
Rina maneou a cabeça dizendo que sim.
-Hai, ela sai daqui a uma hora e depois vem com o Kakashi.
Jiraya fechou a cara como sempre fazia quando o nome do "rival" era mencionado. Rina gargalhou da cara fechada do amigo, realmente ele era muito ciumento.
-Vá lá Jiraya, vê-se deixa de ser ciumento homem.
Jiraya replicou.
-Não é ser ciumento, você não pensa que seria melhor não deixa-la tanto tempo com o Hatake?
Rina arqueou a sobrancelha em confusão, questionou.
-E porque não haveria de deixar?
Jiraya prosseguiu com o raciocínio.
-Bem o Hatake é um homem mais velho, experiente e ouvi dizer, através de algumas mulheres e pessoas que o conheciam de vista do passado, que o cara era muito mulherengo e quando jovem andou metido em coisa errada…
Rina interrompeu-o séria.
-Acha que não sei disso Jiraya? Eu também ouvi até mesmo de algumas enfermeiras da mesma idade de Kakashi, que ele era um tremendo galinha e que fez coisas ilícitas mas….- Pausou- também ouvi que esse Kakashi de a uns anos atras não existe mais, que é um homem sofrido e que apesar de tudo nunca prejudicou ninguém que não fosse ele próprio, e mais do que tudo vejo nos olhos dele que está completamente apaixonado por Hinata.
Jiraya rendeu-se mas indagou ainda.
-Você não tem medo que ele acabe "passando dos limites" com Hinata?
Rina enrubesceu com aquele tipo de pergunta, mas ainda assim retrucou.
-Tenho a certeza que o Kakashi nunca fará nada para que a nossa menina não esteja preparada, e neste momento Hinata não está preparada para "passar dos limites", é muito jovem e sua ideia a cerca desse tipo de coisa é recente e muito básica!
Jiraya desistiu por completo e resmungou.
-Você realmente confia nesse cara!
Rina sorriu e pensou na filha.
-Confiu nele porque sempre que olho nos olhos dele, tenho a certeza do amor verdadeiro e genuíno que ele sente, tenho a mais pura certeza que ele a fará muito feliz.
Jiraya resmungou algo inaudível de ciúmes e virou a sua atenção para o filme assim como a mulher ao seu lado depois de obviamente rir da expressão facial do amigo.
Mas as palavras de Rina revelavam a uma verdade incontestável- O amor incondicional de Kakashi para com a sua pequena filha.
…
Kakashi dava já a ultima aula, ou melhor dava os últimos minutos da aula que fora passada entre dar alguma matéria e explicar exercícios aos alunos mais velhos, achando estranho que uma aluna em particular o chamasse tantas vezes. Ayame era uma rapariga alta, com 1.70 cm, magra e até bonita nos seus cabelos castanhos, olhos negros e boca média. Mas o que a tornava mais "feia" era a vulgaridade com que estava vestida, a saia curta com meias pretas transparentes e rendadas, o salto preto, camisa escolar com alguns botões abertos e o casaco que praticamente só cobria os braços. Toda gente se perguntava como as raparigas do grupo "Karin" não tinham frio, ou simplesmente congelavam de tanta falta de roupa.
Kakashi acabava de explicar um exercício a aluno quando, segundos depois deu o toque de saída e fim das aulas. Os alunos começaram a sair apressadamente como sempre e Kakashi começou também a arrumar os seus pertences, queria rapidamente ir ter com Hinata.
Porém quando todos os alunos já tinham praticamente ido embora, Ayame chamou-o.
-Sensei Hatake, pode vir aqui por favor?
O mais velho assentiu e foi de encontro a aluna, não podia ignora-la por conta dos seus afazeres, afinal era professor e estava dentro da escola, tinha de ser profissional e prestativo para com os seus alunos. Falou querendo rapidamente resolver o assunto.
-Diga Senhorita Ayame.
Ayame e endireitou-se, iria começar o seu teatro.
-O Sr. Podia me explicar este exercício? – Indagou com tom de falsa duvida apontando para o exercício escrito no livro.
Kakashi maneou a cabeça em confirmação.
-Claro.
O mais rápido possível Kakashi leu o exercício e explicou-o detalhadamente de forma sucinta a Ayame que abanava a cabeça fingindo que começava a perceber algo. Na realidade ela escolhera um ao acaso, nem se dera ao trabalho de o ler.
Kakashi estava de costa para a porta, porém Ayame conseguia ver perfeitamente que lá estava, ao ver Karin, fazer o sinal ela depressa se quis retirar, retirando a cara de dúvida. Karin escondeu-se do lado de fora.
-Já compreendi sensei Hatake, muito obrigada pela atenção.
Kakashi apenas pronunciou um simples "nada". Enquanto a aluna saia e ele ia buscar a maleta negra e o celular repousado em cima da mesa. Quando ele estava com as mãos ocupadas Karin apareceu na porta, entrando na sala deixando-a aberta.
-Sensei Kakashi – chamou num tom de voz supostamente sensual mas que nos ouvidos de Kakashi sua extremamente vulgar e ordinário.
-Diga o que quer senhorita Karin.
Ordenou frio, não querendo perder qualquer tempo com ela, queria ir para perto da sua menina. Karin de supetão aproximou-se de Kakashi e atirou-se nos braços do homem sem que ele espera-se selando os lábios superficialmente.
….
Hinata estava a sair da sala quando um colega de turma a chamou, dizendo que o "sensei" Hatake a tinha chamado. Logo então a Hyuuga arrumou todos os seus pertences e foi em direção a sala que lhe tinham dito. Ao chegar lá ela deparou-se com uma cena que fez de imediato os olhos marejarem. Kakashi estava ereto e Karin agarrada a gola da blusa dele, dando um selinho no mesmo. Após dois segundos, viu Karin sendo brutalmente empurrada pelo Hatake e este olhar, não para Karin que tinha caído no chão, mas para a porta onde estava Hinata. Kakashi pronunciou-se querendo explicar que nunca quisera aquele beijo.
-Pequena…-E não poderá continuar pois Hinata começara a correr para longe.
O Hatake vendo que ela estava a fugir, largou a pasta no chão e foi atrás dela, colocando o celular no bolso ao mesmo tempo. O corredor estava vazio visto que as funcionárias da limpeza ainda não tinham chegado.
A Hyuuga nunca correra tão rápido em toda a sua vida, mesmo assim Kakashi apanhou por um braço puxando-a para ele e falando.
-Menina…
Hinata estava com os olhos marejados.
-Porque fez isto comigo Kakashi kun? Eu sei que não sou tão mulher como a Karin mas…- ela nem teve tempo de terminar o que dizia que os lábios dela foram tomados com uma luxuria quase animal. Beijou-a sedento porém sem machucar, provocando a sensação de fraqueza nas pernas da menor que se não estivesse sendo tão firmemente segurada achava que cairia em algum momento. A língua do mais velho sugava com uma selvageria gostosa a língua mais pequena. No final do beijo um fio de saliva escorregou dos lábios femininos, porém logo foi limpo pelos selinhos de Kakashi, este se pronunciou.
-Eu não fiz nada pequena, eu fui pego de surpresa e o selinho que viu foi forçado, tanto que a empurrei depois …- respirou fundo-… e jamais volte a dizer que não é mulher o suficiente, você é a minha mulher para mim você é mais que suficiente, é mais até do que eu mereço!
Hinata olhou no solhos dele e pode perceber que ele falava a verdade, se sentiu tola por quase ter caído no truque barato de Karin.
-Desculpe Kakashi kun…-Kakashi colocou o indicativo sobre os lábios dela silenciando-a.
-Não peça desculpa pequena, a culpa é daquela louca.
E novamente ele a beijou carinhoso, Karin não conseguira o que queira. Se Kakashi fosse mais jovem, talvez conseguisse, mas Kakashi já vivera muito tempo para saber exatamente como lidar com quaisquer situações. O sensei olhou-a serio no final do beijo.
-E nunca mais fuja de mim menina, converse comigo e não tire conclusões precipitadas.
-Hai Kakashi kun, não voltarei a não deixar isso acontecer.
Kakashi sorriu.
-Você é minha.
-Sua. – Sussurrou Hinata logo após confirmando algo que ela soubera no momento em que o vira.- Ela pertencia ao Hatake.
….
Furiosa era o estado de Karin. Acabara de ver o professor a beijar a miudinha no corredor e depois sair com a mesma dali para fora os dois sorrindo apaixonados. Ao contrário do que o que ela pensava, toda a sua encenação servira apenas para aproximar ainda mais os dois e a confiança que a Hyuuga tinha nele.
Karin, cega de raiva, virou duas mesas do avesso empurrando- as e partiu um goblé para fazer experiencias físicas, lançando-o contra a parede. Estava com tanta raiva, primeiro a chiclete de cabelo rosa, havia tirado Sasuke de si e agora a Hyuuguinha que ela nunca vira como adversária em nada, lhe tirara qualquer chance de ficar com o sensei. Como ela queria conquista-lo, sentir os braços fortes em torno da sua cintura, sentir os seus beijos quentes…e ela nunca sentiria nada disso. Tudo era culpa da Hyuuga. Mas ela não perdia por esperar, pensou Karin, arranjaria outro modo de perturbar a Hyuuga e causar discórdia entre o casal, disso poderia ter a certeza.
Realmente o casal lidaria com vários problemas e Karin era apenas mais um. No entanto estariam sempre juntos para superar tudo. E iriam conseguir.
