Capitulo 15 – Telefonemas e Família

Era meia-noite quando aos beijos Kakashi e Hinata passaram o portão branco da casa humilde habitação de Hinata. As mãos do mais velho pareciam não querer se descolar da cintura fina da sua garota. Kakashi vendo que estavam perto da porta de entrada, a contra gosto controlou a libido e parou de beijar Hinata plantando selinhos amorosos nos lábios que normalmente eram rosados mas agora se encontravam vermelhos, dos inúmeros beijos que haviam trocado.

Ao observar o rosto feminino pequeno e delicado, teve aquela imagem que por muitas vezes observa-se jamais iria deixar de pensar que era com toda a certeza, uma das imagens mais belas do mundo para si. Hinata encontrava-se corada, indicando que estava envergonhada pelo intenso olhar sobre si, os olhos perolados adornados por longos cílios iluminados pela luz do luar, davam-lhe um ar angelical, a pele extremamente pálida, se não fosse pelas bochechas adoravelmente coradas, parecia de porcelana, na realidade todo o conjunto físico de Hinata fazia lembrar o de uma boneca, linda e perfeita aos seus olhos. Com certeza que para Kakashi, a sua menina, era a mais ela obra de arte existente, ele nunca se cansaria de observa-la, de toca-la, de deseja-la e acima de tudo de ama-la.

-Ka-Kakashi kun!

Gaguejou ela tentando tirar aquele olhar penetrante de si. Adorava quando ele a olhava assim, mas ao mesmo tempo sentia vergonha. Ele a olhava como um cego vendo o por do sol pela primeira vez. Com admiração, como se tivesse esperado toda a sua existência por aquele momento e ansiando por cada vez mais. Kakashi aproximou-se lentamente da pequena rapariga, e beijou-a, não com a luxuria de antes mas fim com uma fome de transmitir todo o amor que tinha com ela, todo o que tinha dentro de si. As línguas se entrelaçaram e cariciaram carinhosas e famintas, de ambos os lados apesar de Kakashi comandar o ritmo. Beijaram-se até que o ar já não existisse nos pulmões de ambos, e teriam começado outra seção de beijos fogosos se não fosse por terem o pigarrear de Jiraya seguido de uma fala do mesmo.

-Bem pelo visto o jantar rendeu muito!

Kakashi separou- se de Hinata porém a manteve a seu lado segurando a sua cintura enquanto esta tentava esconder o rosto no seu braço musculoso, vexada, Jiraya estava na porta que estava aberta e Rina também corada se encontrava a seu lado. Rina repreendeu.

-Jiraya isso lá é jeito de falar homem!

Jiraya fitou-a incrédulo.

-Mas ele estava beijando a nossa menininha!

Rina suspirou.

-Eles não estavam fazendo nada que eu e você, não tenhamos feito com nossos esposos no passado!

Jiraya rebateu novamente.

-Exatamente Rina ES-PO-SOS, e que eu sabia são apenas namorados!

Kakashi interveio logo ai.

-Por mim já estaria casado com Hinata Sr. Jiraya.

Todos olharam surpresos para Kakashi Hatake, claro que ele já tinha dado a entender que tinha intenções sérias com Hinata porém nunca tinha demonstrado de forma tão clara a pressa que tinha em realizar as coisas. Kakashi contínuo.

-Eu apenas não formalizei nenhum pedido de noivado, tendo em consideração o fato de Hinata ter apenas 16 anos, e também porque ainda sou seu professor na escola, porque caso contrario já o teria feito, quero fazer cada coisa a seu tempo.

Jiraya calou-se envergonhado, Rina de imediato deu uma direta ao amigo.

-Quem diz o que quer ouve o que não quer, não é Jiraya?

Jiraya abaixou a cabeça e declarou ao Hatake.

-Desculpe trata-lo desta maneira, mas me sinto como um pai para a pequena Hime, e tenho muitos ciúmes!

Kakashi suspirou, ele já sabia e de fato compreendia, se um dia tivesse uma filha provavelmente seria extremamente ciumento, assim como era com a sua Hinata. O mais velho maneou a cabeça em sinal de compreensão.

-Eu entendo o Sr.

Rina pronunciou-se.

-Bem eu acho que já está tarde e todos nos com certeza cansados, portanto é melhor você ir pra casa Jiraya e filha despeça-se de Kakashi, amanhã vocês logo se veem!

E Rina foi para dentro buscar o casaco do amigo que a seguiu, deixando mais uma vez o casal a sós.

-K-Kakashi kun sobre essa história de casamento, você não precisa de …- O Professor previa o que ela iria dizer, e silenciou-a colocando o dedo indicador sobre os lábios pequenos.

-Eu não só preciso pequena, como quero e desejo, nunca fiz nada na vida obrigado, mas também nunca tive grandes vontades, mas definitivamente casar com você é a maior das minhas vontades.

Hinata emocionou-se e mesmo corada abraçou-o, pela cintura obviamente.

-Kakashi kun, as vezes penso se realmente mereço você, é tão bom e perfeito comigo…

Kakashi sorriu com o que ela disse, perfeição era algo que passava longe dele. Falou para ela num tom abaixo.

-Não sou perfeito pequena, pelo contrario, sou ciumento, possessivo, egoísta principalmente quando o assunto você…- Kakashi pegou delicadamente o queixo feminino fazendo a mais nova fita-lo-… Você é minha Hinata Hyuuga a partir do momento em que disse sim aos meus sentimentos, e não há volta dar em relação a isso.

Hinata confirmou.

-Eu não quero nem vou querer voltar atrás Kakashi kun, eu pertenço só a você!

Kakashi sorriu novamente.

-E eu sou apenas seu minha menina.

Beijou-lhe a testa enquanto Jiraya vinha resmungando qualquer coisa enquanto desajeitadamente e de forma cómica vestia o casaco bem quente. Separaram-se e a Hyuuga menor prenunciou-se.

-Boa noite Kakashi kun!

O Hatake antes de recolocar a mascara desejou por sua vez.

-Boa Noite Menina.

Jiraya resmungou para o casal.

-Eita, só estando perto dela pra o Hatake tirar a mascara!

Todos riram do comentário enciumado de Jiraya, realmente havia coisas que nunca mudariam.

Jiraya saiu em direção ao seu carro e logo apos Kakashi fez o mesmo sendo observado por apaixonadamente por Hinata. A voz de Rina chamou a atenção da Hyuuga menor.

-Filha?

Hinata virou-se andando na direção da mãe.

- Você vai me explicar como correu esse jantar.

Hinata enrubesceu ao ouvir o tom curioso e brincalham dando a entender que não queria apenas saber do jantar mas sim como o restante. Rina completou.

-Porém você tem sorte em estar tão tarde, falamos amanha, agora é escovar o dente, vestir o pijama e dormir.

Hinata suspirou aliviada de ter sido salva da vergonha das perguntas que ela sabia que a sua mãe faria pelo menos por hoje. A mais nova declarou por sua vez.

-Ah mamãe, tudo o que quero nesse momento é a minha cama.

Rina sorriu, sua filha apesar de estar crescendo, ela sempre mantinha o seu lado de menininha, jovial, mesmo passando por situações tão complicadas. O que a mantinha tranquila para caso viesse a falecer, como ela sabia que aconteceria cedo ou tarde mesmo realizando todos os tratamentos possíveis, a sua menina jamais ficaria só, Kakashi cuidaria dela, a protegeria e amaria até ao fim da vida, Jiraya seria estaria de olho nela tratando como todo o pai ciumento, as amigas sempre a animariam e ajudariam em tudo o que ela precisa-se. Sua filha era inteligente, trabalhadora e honesta, sabia que profissionalmente Hinata também se sairia bem mesmo sem que ela, a mãe, não estivesse lá dando concelhos. Sabia que acima de tudo Hinata seria imensamente feliz. Tudo isso a tranquilizava, mas se entristecia ao perceber que não estaria presente quando Hinata fosse mãe. Sem que percebesse os seus olhos marejaram. Hinata já estava perto da mãe.

-Mama, está tudo bem?

Rina começou a rir para disfarçar.

-Claro que está filha, só fiquei emocionada de ver você crescida e namorando firme.

Hinata corou e Rina rapidamente tentou por fim ao assunto.

-Bem chega de assunto, e vamos entrar que tá muito tarde.

E seguidamente as duas Hyuugas entraram em casa, fizeram as suas respetivas higienes e seguiram para os próprios quartos, desejando uma á outra.

-Boa Noite Hina.

Hinata sorriu na porta do quarto.

-Boa noite mama.

E as duas Hyuugas encostaram as portas deixando apenas uma pequena fresta. Hinata deitou-se pensando em Kakashi, no carinho dele, na sua gentileza e cuidado para com ela. Hinata sabia que sem dúvida ele era o homem da sua vida, o único que alguma vez amaria e se entregaria. Corou ao pensar na parte do "entregar". Por Kami, sempre que o Hatake a tocava sentia o corpo tremer tamanho o desejo que percorria o seu corpo, que estava contido dentro dela, sem que a mesma soubesse. A sensação era tão forte e nova que a fazia perder a vergonha quase completamente, sendo que a pouca que sentia não era suficiente para a parar ou simplesmente deixar de se entregar ao profundo desejo que sentia, principalmente quando ele a tocava com toda aquela paixão, aquele carinho. Com o rumo dos pensamentos a Hyuuga ficou ainda mais vexada e virou-se mudando de lado na cama, e tentou pensar noutra coisa qualquer, porém sem êxito, pois a sua mente apenas vinha a voz quente e sedutora de Kakashi."Você é minha" e de fato ela era. Sendo embalada por esses pensamentos a Hyuuga quando deu por si adormeceu.

….

No apartamento de Kakashi, o homem de grande porte jazia em cima da cama King Size, apenas de cueca boxer preta, debaixo dos lençóis. Tudo estaria calmo se não fosse o fato de o homem em questão, estar ligeiramente suado, mesmo sendo inverno, e um volume enorme se fazer presente na zona perto dos quadris. O Hatake repentinamente abriu os olhos revelando um forte desejo sexual contido neles, e depois fitou o relógio que estava em cima do criado mudo. Eram cinco e meia da manhã, e ele sabia que com o sonho que tivera não iria voltar a dormir. Sonhar que fazia amor com Hinata, era algo que acontecia praticamente todos os dias e por vezes até acordado. Sabia que a ficaria sem sexo até Hinata ter 18 anos o que significava que teria de esperar até lá. Sequer passava pela mente de Kakashi voltar a encostar numa mulher que não fosse a sua menina. Nem em pensamentos a traia, jamais faria algo que pudesse machucar a sua pequena.

Kakashi levantou-se da cama, sem se incomodar em vestir nem um robe, visto que iria direto ao banheiro. Ao entrar no banheiro, tirou a cueca que estava melada do pré-gozo, e jogou no cesto de roupa suja, depois cuidaria daquilo. Estava com uma ereção tão potente que seu membro mais parecia uma rocha de tão duro que se encontrava, mas não se surpreendia mais por isso, masturba-se quase sempre assim que acordava, e chegava a faze-lo várias vezes por dia. O Hatake optou pelo chuveiro como sempre e rapidamente adentrou o box, ligando a agua gelada deixando-a percorrer o corpo. Pegou no próprio membro e apertou-o gemendo rouco ao faze-lo ao mesmo tempo que recordava o sonho que tivera enquanto começava os movimentos.

Flashback

Ele a pressou apressado na parede do quarto sem esperar sequer a cama. Suas percorriam o corpo delicado e jovem com carinho mas firmeza, enquanto ele sentia a sua menina tremer em seus braços desejosa. Ela gemia de forma inocente e sensual ao mesmo tempo, e obviamente estava corada pela vergonha de estar apenas de lingerie na sua frente e também por ele estar apenas de cueca. Rapidamente o mais velho começou a despir a mais nova abocanhado os seios da mesma assim que estes ficaram desprovidos da peça rosa bebe que os cobria. Tão inocente, pensou ele ao notar a cor da roupa íntima da amada, e foi justamente isso que o excitava mesmo já a tendo tomado outras vezes, ela permanecia com o ar natural de menina.

Quando ela ficou sem calcinha e ele sem a boxer negra, interrompeu os beijos quentes e pego-a no colo, e deitou-a delicadamente na cama, avançando sobre ela beijando-a de novo enquanto afastava delicadamente cada uma das finas pernas, ajeitando-se entre elas na posição que ele sabia ser prazerosa. Penetrou-a sem pressa enquanto lhe acariciava o corpo com ambas as mãos, e a boca abandonava os lábios femininos dos quais saiu um gemido alto de prazer ao sentir-se ser preenchida pelo membro dotado.

O Hatake abocanhou os seios médios sem qualquer pudor trocando entre eles enquanto começava as estocadas. As primeiras eram nem lentas nem rápidas mas logo se tornaram vorazes…

Fim do flashback

Kakashi na realidade apertava o membro rígido, e não se fez de rogado quando o ápice o tomou, gozando fartamente nas próprias mãos. Ele excitava só de pensar como ela seria na intimidade, só Kami e ele sabiam como era difícil se controlar, do desejo quase insano que ela lhe provocava. O Hatake não se importava em ser taxado pervertido, na realidade ele era, por ela então até demais, ele não queria nem pensar em como seria a vida de sua menina depois da possuir, com toda a certeza iria faze-la conhecer todo o prazer do mundo do sexo.

Depois lavou-se e secou-se em uma toalha nem muito fina nem demasiado felpuda, e não se deu ao trabalho de se vestir, indo diretamente para o quarto, vestindo uma cueca boxer cinza desta vez. Como sempre iria ter com a sua menina porém mais tarde para que ela tivesse tempo de organizar todos os seus estudos, e ele de trabalhar corrigindo provas e analisando algumas avaliações. Kakashi realmente escolhera ser professor somente pelo gosto da profissão, não necessitava do salário que ganhava, mas tinha orgulho dele. Mas sabia que haveria uma hora que seu pai o chamaria para assumir a presidência das empresas Hatake, e ele sabia que isso não iria demorar.

….

Eram quase 9 horas quando, Hinata e sua mãe, se encontravam no parque perto da casa, cumprindo religiosamente as dicas que o médico dera sobre tomar um pouco de sol matinal. As duas estavam sentadas em bancos e conversavam alegremente. Rina logo reiniciou a conversa da noite passada.

-Agora você vai me contar como correu esse jantar ontem!

Obviamente Hinata corou na hora, definitivamente não iria falar o que tinha acontecido no apartamento do namorado, morria de vergonha só de lembrar, quanto mais dizer em voz alta, então começou a contar tentado gaguejar o menos possível de modo a parecer que não tinha acontecido nada de especial.

-B-Bem nós fomos no j-jantar e o K-Kakashi-kun me a-apresentou o e a Sra. Kurenai que são a-amigos dele. Foram todos muito simpáticos comigo e gostei muito dos dois, no final eu e o Kakashi kun fomos convidados para sermos padrinhos do , e aceitamos.

Rina ficou contente em saber que o jantar tinha corrido bem, porém ela estava curiosa acerca de outras "coisas".

-Vejo que o jantar correu bem, mas e depois?

A calma da Hyuuga foi-se num passo de mágica voltando a gaguejar em força.

-D-Depois o q-quê m-mama?

Rina arqueou a sobrancelha, na realidade ela sabia que estava sendo enxerida mais queria testar uma coisa.

-- Depois do jantar oras, onde você e o Kakashi foram?

Ai Hinata não se conteve e respondeu.

-N-Não fizemos nada de m-mais, apenas f-fomos n-namorar no a-apartamento d-dele,m-mas porque q-quer s-saber m-mamãe?

Rina então se fez entender.

-Sabe filha o Jiraya não é o único que se preocupa com o fato do Kakashi ser bem mais velho que você, não que isso a meu ver indique nada de ruim, mas o Kakashi é um homem bem vivido e habituado a ter mulheres, e por vezes pode acabar se descontrolando, não me entenda mal filha, é mais que natural que vocês se beijem e afins, mas você apesar de já não ser uma criança também não é uma mulher já formada.

Hinata estava enrubescida, vexada, mas compreendera o que a mãe dissera, e não levara a mal. Percebera que a mãe apenas estava preocupada com ela como qualquer outra mãe estaria se tivesse uma filha adolescente de 16 anos namorando, mesmo que firme, com um homem já formado e muito vivido de 31.

-E-Eu entendo a sua p-preocupação, mas pode f-ficar d-descansada mãe o Kakashi kun nunca me forçou ou machucou alguma vez.

A Hyuuga de olhos azuis-escuros suspirou aliviada.

-Folgo em saber…- pausou para no momento seguinte mudar de assunto-Então como é a Sra. Kurenai?

E Hinata começou a falar relatando todo o jantar mais pormenorizado e por vezes riam dos comentários divertidos que Kurenai tinha feito no jantar. Hinata obviamente não referido sequer em nenhum momento o encontro com Mei e Genma, tal como não fizera em nenhuma das outras vezes, querendo esquecer que tal homem e mulher simplesmente existiam.

O que as duas não sabiam é que um homem de grande estatura, e duas grandes cicatrizes no rosto as observavam, tirando fotografias de ambas as Hyuugas, mas mais principalmente da mais nova.

….

As duas Hyuugas saíram do parque indo para sua casa, sem notar que eram seguidas pelo tal homem. Elas entraram em casa, e o homem tirou fotógrafas da casa onde viviam.

O homem das cicatrizes, deixou o local, indo para uma rua menos movimentada e entrando numa pensam simples mas confortável, onde estava hospedado dirigindo-se ao seu quarto, havia se hospedado ali para que ficasse mais fácil seguir as ordens que haviam sido dadas a ele.

Ele ao adentrar o comodo simples foi direto ao computador portátil, onde colocou as fotografias tiradas selecionando algumas para enviar, assim como a ficha completa das Hyuugas.

Ao selecionar tudo no computador, ao mesmo tempo, retirou no casaco comprido de couro negro brilhante, o celular ligando para quem o havia contratado.

O celular tocou duas vezes e logo foi atendido, por outro homem, o que o havia contratado.

-Bom dia Sr. Hatake.

O Hatake mais velho foi direto ao falar com o subordinado, mas nem por isso menos polido.

-Bom dia Ibiki, já consegui-o o que lhe pedi?

Ibiki replicou imediatamente, sério porém com um tom de voz surpreso.

-Sim, e creio que ficará surpreso em ver com quem o seu filho está namorando.

O Hatake do outro lado da linha duvidou.

-Não acredito que fique impressionado, afinal já vi muita coisa na vida.

Ibiki, sorriu ao imaginar a cara do Sr. Hatake.

-Pois devo dizer que eu fiquei muito surpreso.

O Hatake suspirou para seguidamente inquirir.

-Já enviou tudo?

Ibiki maneou a cabeça.

-Acabei de lhe enviar tudo neste exato momento, tem o histórico da moça e família em questão, e fotografias de ambas.

O Hatake ficou curioso então falou.

-Bem então irei desligar e analisar tudo o que me enviou, enquanto isso descanse, mais tarde lhe telefonarei.

Ibiki acatou o pedido.

-Sim Sr. Hatake.- E o celular foi desligado.

Muito longe dali o Hatake mais velho estava no seu escritório particular, numa das muitas mansões que tinha espalhadas pelo mundo, o homem endireitou-se na cadeira olhando atentamente para o ecrã do computador enquanto premia abrir nos documentos e nas imagens. A sua feição foi de curioso a descrente e no final espantado, nunca nada havia espantado Sakumo Hatake, fora preciso chegar aquela idade para isso acontecer.

-Não pode ser…- expirou e depois continuo com o tom espantado-… por Kami é uma menina, é aluna dele, o que é que o meu filho está pensado tendo uma aventura com uma garota 15 anos mais nova? Ibiki deve se ter enganado…

O Hatake sugeriu hipótese a si mesmo porém tinha sérias dúvidas sobre essa possibilidade. Ibiki fora espião e trabalhava a anos com ele, nunca se havia enganado em nada, não era agora que tinha investigado uma garotinha normal que isso iria acontecer.

Porém todo parecia irreal. A moça era uma menina, toda delicada e que pelo que podia ver pela análise psicológica e física feita por Ibiki, nada tinha a ver com o seu filho. Não iria deixar que o filho se aproveitasse de alguém tão jovem. Seu filho nunca fora homem de compromissos, no entanto ultimamente seu filho, nas últimas conversas tinha dado a entender que queria se casar, será que ele estava falando sério? Ou estaria apenas "calando" sua boca, para não incomoda-lo mais que o necessário? Afinal ele não tinha um bom relacionamento com o filho. O Hatake confuso com todas as ideias que rondavam a sua mente, pegou novamente no celular e ligou de novo para Ibiki erguendo-se da cadeira giratória de couro negro e indo em direção á grande janela do escritório observando o horizonte. Ouviu o celular tocar uma vez sendo atendido seguidamente.

-Diga Sr. Hatake?- Indagou Ibiki que estava deitado na cama, sorrindo para o ar, sabia perfeitamente que o patrão ligaria para confirmar os fatos, ele próprio seguira a miúda e o filho do Sr. Hatake durante três dias só para ter a certeza de tudo, ele próprio não estava a espera que o futuro Sr. Hatake, que ele conhecia desde pequeno, se envolve-se com alguém tão diferente, era como ver o cordeiro e o leão de braço dado.

Sakumo não deu voltas ao assunto, foi direto.

-Você tem a certeza que é essa a namorada do meu filho?

Ibiki por sua vez também foi direito ao ponto.

-Sem qualquer sombra de dúvida Sr. Hatake, segui seu filho durante 3 dias, vi ele de braço dado com essa moça, saindo com ela, além das outras informações que tive, os vi se beijando.

Na mente do velho Hatake, logo a pequena probabilidade de Kakashi não ser namorado da menina das imagens que Ibiki lhe tinha enviado, foi descartada. Sakumo desculpou-se com Ibiki.

-Obrigado Ibiki, e desculpe por duvidar, mas realmente necessitava de confirmar todo isto.

Ibiki maneou a cabeça do outro lado em compreensão.

-Sem problema Sr.

O presidente das empresas Hatake logo se despediu.

-Bem, posso dizer assim que sua missão ai termina, adeus.

O outro retrucou.

-Sim Sr.

Sakumo Hatake desligou o telemóvel colocando-o numa mesa perto da janela, foi até ao outro lado do escritório e serviu a si mesmo um whisky duplo. No seu pensamento pousavam dúvidas sobre a seriedade do relacionamento do filho com a garota.

Terminou de tomar a sua bebida e foi novamente em direção á janela, e da mesa que estava próxima retirou o aparelho colocando-o junto ao ouvido e rumou até a secretária sentando-se novamente atrás dela, discou o número do filho enquanto observava atentamente a fotografia da sua nora. Iria averiguar que intenções o filho tinha com a moça, se as intenções do filho fossem menores que um casamento, iria interferir.

O celular tocou três vezes e do outro lado ouviu-se a voz grave e um tanto ríspida de Kakashi que obviamente sabia que era o pai que ligava.

-O que quer?

Sakumo também era um homem direto, tal pai tal filho.

-Qual são as suas intenções com Hyuuga Hinata?

Kakashi estancou o trabalho que fazia no escritório, sua expressão antes concentrada no trabalho passou a séria.

-Então o Sr. Já mandou Ibiki analisar a minha namorada? Realmente pensei que fosse demorar menos.

-Você tem noção que está namorando a própria aluna? Que está namorando uma menina 15 anos mais nova? Você pode ser preso.

Kakashi respirou fundo.

-Em primeiro lugar, eu sei perfeitamente de tudo o que me perguntou, segundo eu tenho autorização da mãe, e por ultimo e para esclarecê-lo de uma vez, eu pretendo me casar com ela quando atingir a maioridade.

Sakumo respirou aliviado, seu filho não era de fazer jogos, sempre fora direto e sincero com as pessoas, mesmo que por vezes isso significa-se chocar os outros.

-Vejo que está sério em relação a essa menina…

Kakashi simplesmente respondeu com verdade, suspirando e sorrindo para si mesmo ao pensar em Hinata.

-Como nunca estive e toda a minha vida.

O mais velo sorriu ao ouvir tom com que ele tocara no assunto, finalmente alguém tinha arrebentado com as estruturas de aço do filho, e entrado no coração do mesmo para ficar.

-vejo que é alguém muito especial para você!

Kakashi replicou imediatamente.

-É mais que especial é única.

Novamente o Hatake mais velho sorriu.

-Fico contente por você filho.

Kakashi apenas se despediu, é falar de Hinata era algo que lhe amolecia o coração ao ponto de deixar de ser ríspido com o pai.

-Obrigada, pai.- E desligou.

O mais velho quase caiu da cadeira quando ouviu o filho chama-lo de pai, e os seus olhos negros se encheram de água. Havia anos, desde o seu filho era um menino de 13 anos, que nunca mais o chamara de pai. Realmente essa menina, era alguém com certeza muito especial.

O pior defeito dos Hatakes, era a curiosidade por conhecer tudo, e agora Hinata Hyuuga despertara a do sogro, que decidira conhecer a nora pessoalmente. O Hatake pousou o celular na mesa e buscou o telefone que usava para falar com alguns funcionários da empresa. Telefonou a seu secretário, e foi direto assustando até o rapaz pelo tom alegre contido.

-Por favor quero que me compre uma passagem para Konoha, irei fazer uma curta viagem, ah e por favor veja também o hotel!

O homem do outro lado da linha até gaguejou.

-S-Sim Sr. Hatake.

Sakumo desligou o telefone e observou a imagem quase angelical da Hyuuga menor que sorria para a mais velha.

-Realmente existe qualquer coisa nessa moça que me lembra você, meu amor.

Terminou a fala olhando não para o ecrã do computador mas sim para a fotografia da esposa pousada em cima da mesa.