Capitulo 18 – Plano em prática
Mais uma manhã de sábado se erguia na modesta casa dos Hyuuga. Era cedo por volta das 6 da manhã quando a Hyuuga que na noite passada se deitara cedo, abriu lentamente os olhos perolados, observando a luz fraca do sol que banhava o seu pequeno mas aconchegante quarto. Espreguiçou-se como uma criança na cama pequena, indicada para o seu tamanho, sentindo a preguiça abanar o seu corpo. Tateou em cima da mesa o pequeno celular de teclas normais com um pequeno ecrã, e viu a tecla brilhar um pouco mostrado o relógio digital que lhe informava que ainda era muito cedo para se alevantar. No entanto a Hyuuga sabia que dificilmente voltaria a dormir, amanhã seria o ultimo dia em que a mãe sairia da internação e voltaria para casa. Queria dar uma faxina na casa e preparar algumas das comidas preferidas da mãe.
Lentamente sentou-se na cama, sentindo o colchão já bastante antigo, visto que aquela era a cama onde dormia desde os 3 anos de idade. Lembrava se do dia em que a mesma fora montada, tinha feito anos há pouco tempo e o Natal seria no dia seguinte, na altura a sua família não passava por tantas dificuldades financeiras e o seu pai estava subindo, lentamente na empresa onde trabalhava muito como secretário. Era uma das poucas lembranças que ela tinha do Pai, de ele montando a cama, enquanto ela muito pequena dizia que a cama era enorme mas que tinha gostado muito dela, e logo depois lembra-se do seu pai sorrir levemente e acariciar os seus cabelos ainda com o sorrio estampado no rosto. Lamentava-se até hoje não ter conhecido direito o pai, e por isso tentava guardar essa pequena lembrança no coração.
Hinata deixou então os pensamentos de lado que a entristeciam, levantou-se tirando a coberta desta vez branca perolada, sentido os seus pequenos pés tocarem o tapete fofo, em seguida os seus olhos procuraram as pantufas cremes de coelhinho e calçou-as.
Foi ao banheiro onde fez a sua Higiene e de lá saiu para a cozinha para começar a ligar alguns eletrodomésticos necessários para um bom café da manhã. Ligou, a já um pouco antiga máquina de café, e buscou o seu frasco de pó de chocolate. O horário de visita da mãe era das 8:30 até as 10:30, depois disso voltaria para casa de modo a passar algum tempo com Kakashi.
Colocou o pote de chocolate em cima da banca que ficava de costa para a porta, e buscou uma caneca de porcelana grande com desenho de rosas rosadas, e o leite que iria aquecer no fogão.
Para não ficar em silêncio absoluto a Hyuuga ligou a rádio de sempre bem baixinho, pois não queria acordar o namorado tão cedo, pela cozinha então espalhou-se o som da voz de Elvis Presley em "Can´t Help Falling In Love With You", a música acabava de começar.
No quarto de Rina, Kakashi acabava de acordar, sentindo de imediato que havia movimento na casa, indicando a este que a sua pequena já tinha acordado. Suspirou levemente entristecido por não ter podido vê-la dormir novamente, não resistira a vontade de faze-lo nas 3 noites em que lá estivera. O homem de grande porte ergueu se facilmente, revelando o físico invejável. Ele usava um meleton cina folgado com um bolso de cada lado e a peça intima, mais nada além disso. Sim, estavam numa estação fria porém estava mais que habituado a isso. Fez de imediato a cama e deixou todo na mais perfeita ordem. Nunca fora desordeiro no próprio espaço, e os anos que passara no exército não lhe deram o luxo de ser, e também não fazia parte da sua personalidade um tanto fria e calculista sê-lo.
Saiu então em tronco nu, do jeito que estava até ao banheiro silenciosamente, ouvindo o som baixo da radio e também um pouco da voz doce e suave de Hinata cantarolando acompanhada da musica que tocava. Rapidamente Kakashi lavou o rosto, demorando apenas alguns segundos a faze-lo e após enxugar o rosto seguiu a cozinha, que estava de porta escancarada como sempre, e lá teve a visão de Hinata de costas para ele trajando um pijama que ficava como quase tudo, meio largo, de cabelos completamente soltos, e a via jogar levemente a cabeça para o lado enquanto deitava o leite na caneca misturando com o pó, não deixando de cantarolar, a musica que Kakashi agora sabia ser do mais romântico que podia haver sorriu de lado ao vê-la e ouvi-la.
"Tão Dengosa, mas adoro que seja desse jeito" foi que pensou. Ele de "dengoso" tinha muito pouco, antes de a conhecer então não era absolutamente nada, mas agora estava se tornando muito "mole" por causa dela, porém isso não o incomodava de todo. Lembrava-se de no início ficar assustado pelos sentimentos que tinha por ela. Primeiro sentira curiosidade e desejo em relação a ela, e com o desejo viera a possessão junto com a vontade de protege-la e ajuda-la, e no fim se descobrira verdadeiramente louco de paixão, de amor por tudo o que ela era no seu conjunto. Meiga, doce, educada, inocente, verdadeira já que não conseguia nem mentir direito, incapaz de enganar e trair quem quer que fosse, e mesmo que houvesse sido humilhada ela sabia se erguer e continuar em frente nunca se rebaixando ao nível de quem a tinha ofendido. Porém ele também sabia que a insegurança junto com a ingenuidade, fazia dela um alvo fácil a ser abatido por quem queria engana-la. No entanto por sua vez ele não deixaria que ninguém a engana-se, que ninguém se metesse entre eles. E se alguém tenta-se machucar a sua menina, bem… essa pessoa poderia ir até se esconder no inferno, mas ele acharia. Pois o Hatake ao contrário da namorada, sua bagagem de compaixão para com quem não merecia, simplesmente não existia. Ele ao contrário dela, e o seu passado mostrava isso, não tinha uma essência completamente boa, ele era capaz de machucar, de fingir e enganar se e se fosse necessário até de matar. Afinal os relatórios do exército diziam isso mesmo, que ele tinha um lado sombrio, obscuro e completamente frio. E esse lado impiedoso aparecia sempre que alguém realmente merecia.
Abandonando os seus pensamentos, caminha silenciosamente como um predador, e em menos de um passo está exatamente atrás da menina e as suas mãos grandes rodeiam a cintura depositando um selinho quase casto no pescoço ligeiramente exposto. A Hyuuga assustou-se um pouco, pois não o ouvira, porém relaxou ao sentir as mãos contornarem a sua silhueta e ao chegarem a parte superior das costelas deslisam para a parte da frente indo para o seu ventre. Sorte que quando ele a pegara pela cintura já tinha derramado o leite para dentro da caneca. Suavemente Kakashi virou a Hyuuga de frente para ele, e antes de colocar as duas mãos na cintura dela afastou a caneca daquele local da bancada. Os olhos de ambos se encontraram e nenhum dos dois pode evitar dar um sorriso ao outro. A voz de Kakashi soou rouca e grave.
-Bom dia pequena.- Hinata estremeceu, Céus toda vez que ele falava com ela naquele tom, olhando-a daquela maneira, um calor subia-lhe pela face. Enrubesceu e cumprimentou por sua vez.
-B-Bom dia K-Kakashi kun!
O sorriso de lado do Hatake aumentou e acariciando-lhe as costas, e ergueu com facilidade a pequena garota tomando os lábios macios e doces com carinho e intensidade. Sensualmente tomou a boca pequena que se rendeu as caricias feitas em torno da sua cintura e costas, as mãos do Hatake a apertavam suavemente, e caminhavam lentas, sentindo como se estivesse sendo massageada mesmo por cima da roupa. O beijo já se tornava mais intenso afinal fazia alguns dias que não se beijavam digamos de forma mais intima. Hinata colocava as mãos no peitoral másculo acariciando-o inocentemente. O de cabelos cinza tentava a todo o custo não erguer as pernas delicadas e apoia-la em cima da banca, só não o fazia porque sabia que não iria aguentar. Contentou-se em prensa-la gentilmente contra a bancada enquanto lhe dava os últimos selinhos. Mentalmente Kakashi adicionou a sua lista de "lugares sexuais a usar com a sua pequena", a banca da casa que um dia eles teriam continuando nos pensamentos pervertidos Kakashi viu que a lista já ia muito extensa. Na cama, na parede, no box, na banheira, na mesa, no sofá, na cadeira … pelo seu próprio bem parou de enumera-las.
Os pés da Hyuuga tocaram novamente o chão de forma delicada. Os sentindo entorpecidos da rapariga foram interrompidos com um comentário feito pelo namorado, que fala inocentemente.
-Menina, não acha que cheira demais a café?
Então o cheiro intenso a café entra nas narinas da garota, que logo se lembra do café na máquina e corre vira-se indo na direção da mesma que já estava com o jarro cheio, por sorte não tinha derramado nada. Kakashi vendo a afobação da amada logo aparece novamente atrás dela, e esticando o braço por cima dos ombros da menor, ele desliga a máquina e retira o jarro e o deposita em cima da mesa onde já havia sido colocado previamente uma pega, dois pratos e uma caneca, que seria a de Kakashi visto que a Hyuuga fazia a sua a parte, afinal ela sabia que Kakashi não gostava de nada doce.
Novamente a Hyuuga estava encurralada entre a banca e Kakashi, e logo o seu corpo se arrepiou e estremeceu quando sensualmente ele se abaixou na direção da sua boca, e quando estava quase tocando os lábios macios provocou.
-Não sabia que se esquecia fácil das coisas pequena!
Hinata ficou levemente irritada e retrucou ainda trémula, sempre que ele se aproximava com aquele olhar predador e sem camisa, o seu corpo tremia e todo e qualquer pensamento ia pro espaço.
-A-A culpa é s-sua K-Kakashi kun, v-você me a-agarrou!
Porém ele não se afastou, pelo contrário direcionou os lábios experientes para o pescoço feminino, tecendo beijos em toda a sua tez, enquanto murmurava.
-Não minta pequena… se eu não tivesse parado, você não o faria.- A terminar Hinata corou ainda mais por saber que tal informação era verdadeira.
O Hatake olhou no rosto dela e ficou deliciado ao vê-la corada.
-O que você deseja comer menina?
Hinata baixa o olhar e retorque.
-B-Bem estava pensando em fazer um omelete para a gente.
O Hatake então diz.
-Então será um omelete.- E se separa buscando os ingredientes necessários, afinal já sabia onde estavam todas as coisas. Havia várias coisas que Kakashi gostava na casa de Hinata, além de ter a fragrância da mesma, era acolhedora e prática, por resumo sentia-se bem ali.
A Hyuuga ficou surpresa enquanto o via acender o fogão. Não conseguindo conter a curiosidade indaga.
-V-você sabe cozinhar Kakashi kun?
O namorado já colocava a frigideira com um pouco de manteiga, quando se virou com uma cara um tanto pervertida.
-Sabe pequena, eu aprendi muita coisa, e um dia trocarei ensinamentos com você.
A menor enrubesceu ainda mais percebendo o duplo sentido da resposta. Oh céus, porque ele tinha que ser tão… perfeito, lá estava ele cozinhando em tronco nu, com estrema facilidade, afinal ele se criara quase sozinho, e mesmo na sua época de "vaipes" e vida da noite, tinha consideração por quem trabalhava para ele, não acordando ou chamando ninguém para preparar a sua comida de noite, e consequentemente descobrira que não era desajeitado para a cozinha.
E assim se passou toda a manhã. Tomaram o café, vestiram-se e saíram para a clinica, afinal era bom estarem lá um pouco mais cedo. Seria um dia normal, ao menos era o que a Hyuuga menor pensava.
….
Hinata entrou no quarto da mãe na clinica vendo-a entediada com o rosto corado indicando o quão irritada estava por ter de ficar mais um dia internada só por precaução. A mais nova estava só pois Kakashi fora primeiro que tudo falar com o médico, para saber o que teriam que fazer daqui por diante.
-Bom dia mãe!-Cumprimentou entusiasmada querendo que a mãe tirasse a cara de quem comeu e não gostou.
-Bom dia.- Respondeu mal-humorada por no dia anterior o médico ter ordenado que ficasse. Já começava a detestar a clinica.
Hinata não pode deixar de sorrir perante o rosto entediado, sua mãe parecia uma menininha fazendo fita.
-Você continua zangada por ter que ficar mais um dia mãe? Você sabe que é pelo seu bem.
Rina desfez a cara entediada, trocando por uma expressão de derrota perante os fatos.
-Eu sei, mas me irrita ficar aqui sem fazer nada!
Hinata incentivou sentando-se na cama ao lado da mãe, pegando a mão de mesma que era tão pálida quanto a sua.
-Pense, amanha de manhã você vai para casa, são só mais 24 horas, passa rápido.
Rina então parecendo mais conformada, mudou de assunto.
-Então como vão todos?
E após a Hyuuga menor explicou a como todos estavam, enquanto noutro sítio da mesma clinica um certo Hatake conversava com o médico.
….
No consultório todo em branco dois homens estavam sentados de um de frente para o outro. O médico havia acabado de explicar ao Hatake que apesar de terem controlado aquela "crise" que a Senhora Hyuuga tivera, a situação da mesma não era das melhores.
-O cancro está se expandindo? – Interrogou com um tom de voz sério correspondendo a carraca que dominava o seu rosto coberto pela mascara negra.
O médico, que se encontrava de igual modo, sabia que não valia a pena mentir para o homem que conhecia desde moleque. Já nessa altura o herdeiro Hatake era muito perspicaz e dificilmente alguma coisa lhe escapava ou não percebia, o que por consequência o tornava uma pessoa que pouco provavelmente seria enganado.
-Sim, os medicamentos estão atrasando esse processo e as sessões que quimioterapia também tem ajudado muito, porém…-Kakashi não o deixou terminar cortando o que o médico dizia, com um tom de voz ainda mais sério que antes, se é que isso era possível.
-Quanto tempo ela ainda tem?
O médico soltou de uma vez a sentença.
-Mais alguns meses…
O Hatake se levantou em direção a uma janela que havia naquele comodo levando as mãos aos cabelos em sinal de extrema preocupação e agonia, por não poder fazer nada em relação a isso, sentia-se tal como na época e que a sua mãe morrera, impotente.
O médico percebendo que o agora homem já formado, precisava de uns momentos a sós com os próprios pensamentos, saiu apenas comunicando.
-Você já sabe onde fica o quarto de Rina.
E deixou o local com um Kakashi imerso em pensamentos. Tudo o que lhe via a mente era a imagem da sua pequena chorando e ele não poder fazer nada. Imagens da senhora Hyuuga sendo levada para o hospital, e principalmente apareceram na sua mente imagens do enterro da própria mãe. Fora horrível e doloroso, seu pai assim como ele olhavam sofridos para a cova onde era depositado o caixão, porém sem deixar uma única lágrima escapar. Ele lembrava-se perfeitamente que fora nesse exato dia, que ele, pela primeira vez, experimentara o álcool. No quarto sozinho de noite, se embebedara e silenciosamente, encostado a uma das paredes do seu antigo quarto, chorara até adormecer. E a partir dai se antes o pai, pouco aparecia, após o que acontecera, ele se tornara ausente por completo. Nunca estava em casa, e quando estava, se trancava ou no escritório, ou no próprio quarto. E assim que fizera 16 anos pedira a emancipação herdando a tudo o que a mãe lhe deixara, claro que o pai não se intrometera.
Deixou esses pensamentos do seu passado, e concentrou-se no que teria que fazer agora. Tinha que preparar Hinata, com muito cuidado para a mesma não sofrer por antecipação. Decidiu por fim que por hora não diria nada a sua menina, iria deixa-la aproveitar o momento de melhora da mãe, a "bonança", pois ele sabia que pela frente viria uma tempestade, que por muito que ele não quisesse, levaria uma parte do coração da pessoa que mais amava.
….
O resto do dia passou tranquilo, todos haviam ido visitar Rina no horário da tarde, e agora o Professor seguia com a "aluna" para a casa da mesma. Hinata estava contente pela melhora da mãe e isso era notado pelo semblante mais descontraído. E o Hatake não podia deixar de sorrir ao vê-la daquela forma. Eram perto das 19:00 horas e já estava um pouco escuro.
-Você me parece mais aliviada pequena.
Hinata ainda com um sorriso no rosto replicou.
-Hai, afinal mamãe volta amanhã para casa.
Continuaram conversando no resto do caminho, coisas tanto banais como importantes. Chegaram em casa se divertiram organizando o jantar e arrumando e faxinado a casa, Hinata por sua vez também ficara um pouco espantada pelo senso de arrumação e limpeza do namorado. Realmente os anos na tropa, mudavam uma pessoa. Tudo parecia indicar que o dia terminaria normal, mal eles imaginavam como estavam enganados
….
Eram 21:30 e Mei terminava de se arrumar, afinal seria hoje que colocaria o plano em prática. Não tinha se feito de rogada, colocara um vestido vermelho, que sabia ser uma das cores favoritas do Hatake, bem colado e curto, sem mangas e de alças finas de cetim, lembrando quase uma camisola sexy. Os saltos negros simples de 10 cm com compensação, davam-lhe um ar ainda mais sensual e elegante em simultâneo. Colocaria um casaco de couro negro que marcava a cintura com um cinto próprio. Usava umas meias altas pretas também, rendadas com uma liga, que claro fazia um conjunto com o soutien que além de elevar mais os seios, praticamente não os cobria. Tinha preparado a sua aparência meticulosamente, o cabelo alaranjado estava liso e solto, jogado para o lado, na maquilhagem além de preparado bem a pele, colocara um batom vermelho sangue e os olhos estavam marcados pela maquilhagem negra, fazendo destacar a cor dos seus olhos claros. Em termos de joias, apenas usava uns brincos compridos também escuros. Tinha passado na esteticista, que a depilara por inteiro e também tinha ido ao cabeleireiro e a manicura, que tinha deixado impecáveis as suas unhas grandes e quadradas. Por outras palavras, estava deslumbrante, pronta para o ataque e vestida para matar. Num homem em sã consciência lhe resistiria, ainda mais estando alterado como o Hatake estaria, a seu ver não tinha como alguma coisa dar errado. Pegou no celular, após passar o seu sedutor perfume, telefonando ao seu cúmplice na tramoia.
-Já pode telefonar estou pronta!- Declarou entusiasmada, finalmente teria aquele homem na sua cama novamente.
A voz de Gnema soou do outro lado um tanto séria.
-Vou fazer o telefonema e me passar por Asuma, o empregado do sítio já foi avisado para oferecer a tal bebida, o resto você já sabe, é só pegar as chaves de um dos quartos. Não o deixe escapar!
Um sorriso malicioso formou-se no rosto de Mei.
-Esteja descansado, não falharei!- Jurou, o que ela não sabia é que tinha feito tal em falso.
….
Na residência dos Hyuuga um casal assistia um filme após terem jantado. Kakashi estava sentado ao lado da menina, com um dos seus braços por cima dos ombros da mesma, que devido a disparidade entre os membros do corpo e alturas, um braço do maior fora o suficiente para envolver completamente a garota ao seu lado.
Estava tudo normal quando no som de alerta chamada do telemóvel do Hatake se fez presente. O dono do aparelho franziu o cenho pensando quem iria ligar lhe a uma hora destas, e a garota que também estranhou ficou preocupada pois alguém podia estar com problemas. A olhar o visor, o Hatake viu que o numero não era lhe conhecido, mas mesmo assim atendeu.
-Quem é?- Perguntou diretamente.
E uma voz que lhe era um tanto familiar soou do outro lado.
-Sou eu Asuma, preciso que se encontre comigo no Royals irei agora para lá.
Kakashi estranhou, pois a voz apesar de levemente familiar, não parecia a de Asuma.
-O que aconteceu?
Novamente a voz de "Asuma" soou chorosa.
-Sabe eu e Kurenai… nós… eu depois explico.
Kakashi, atribuindo a diferença na voz ao choro, assentiu, sobre o olhar de Hinata.
-Apesar de não saber que sitio é, irei para ai, não se preocupe que chegarei daqui a pouco tempo.- Terminou sabendo que acharia o local, afinal algo com um assim, não devia ser desconhecido para as pessoas que viviam no centro da cidade. Não podia deixar Asuma sozinho num momento difícil, afinal, ele sempre lhe apoiara.
Desligou o aparelho e logo a curiosidade de sua pequena saiu pela boca da mesma.
-Q-Quem era?
Kakashi respirou fundo, retorquindo em seguida.
-Era Asuma, parecia estar com problemas com Kurenai, pediu para ir ter com ele.
A expressão da Hyuuga se tornou compreensiva, afinal amigos não se deixavam de lado.
-É melhor ir depressa Kakashi kun, não vai deixar o seu amigo esperando.
Kakashi ainda assim franziu o cenho de novo.
-Não posso deixar você sozinha.
Hinata foi firme.
-Não será por umas horas que vou morrer Kakashi kun, eu prometo que não abro a porta para ninguém, e se acontecer alguma coisa, grito e chamo os vizinhos e telefono a você.
Kakashi olhou nos olhos da menina.
-Promete trancar?
A rapariga assentiu com a cabeça.
Kakashi ergueu se do sofá trazendo a Hyuuga junto, colocando-a de pé, de frente para ele.
-Sendo assim irei, prometo não demorar muito.
A Hyuuga sorriu.
-Hai.
Kakashi não pode evitar sorrir com o jeito que a sua menina falara. Beijou suavemente os lábios femininos, calçou suas botas curtas de coro com cadarços, vestiu o sobretudo preto com uma pequena ajuda da menina que como "recompensa" recebeu outro beijo, porém um pouco mais profundo, quando se separam o Hatake avisou.
-Eu volto logo.
E saiu entrando no carro, a menina então dentro de casa trancou-se, decidida a esperar o namorado voltar, mesmo que tivesse que esperar a noite toda.
….
Kakashi acabava de estacionar o carro em frente ao local, bem grande cuja placa brilhava forte com o nome Royals. Tal como imaginava havia sido fácil chegar lá, bastara pedir informações a uma pessoa que facilmente dera de cara com o seu destino. Não conhecia aquele sítio, mas mesmo saiu do luxoso carro, trancando-o em seguida. De imediato foi em direção foi em direção a entrada onde apos pode ver o interior do local. Era de grandes dimensões, e tinha dois andares. De um lado ele via uma espécie de café restaurante, e do outro, várias mesas de sínoca, roletas e mesas de baralho, por resumo um pequeno casino. No restaurante-Café existia um pequeno palco onde uma mulher bela cantava com voz suave, havia um balcão onde estavam poucas pessoas que ele concluiu estarem afogando as mágoas na bebida, pela expressão que os homens tinham em seus rostos. Olhando para de trás do balcão um homem vestido de smoking de garçom, servia a todos e por detrás deste, além das prateleiras de vidros mostrando uma grande variedade de bebidas de teor alcoólico, do lado mas mesmas, estava um chaveiro a moda antiga com várias chaves pendoradas e ai Kakashi percebeu que tipo de casa se tratava. Era uma espécie de restaurante-casino-motel. Locais onde homens e mulheres iam ou para passar uma noite de divertimento e sexo, ou para afogar as mágoas como o caso do seu amigo. Assim pensava. O ambiente ostentava luxo e grandiosidade. Os móveis eram todos em marrom de madeira envernizada, o chão era um cinza com um vidro por cima, e as paredes eram vermelhas escuras, com vários quadros emoldurados em molduras grandes e douradas que se estendiam por toda a parte, até que do lado dos jogos, mesmo em frente estavam instalados dois grandes elevadores também antigos e também dourados, com certeza eles levavam até ao piso dos quartos.
Kakashi estranhou que Asuma não estivesse ali, porém pensou que se de fato ele tinha tido um problema com Kurenai, devia se atrasar um pouco. Seguiu para o local com menos gente, ou seja o balcão, e sentou-se sentindo como sempre vários olhares de desejo por parte de algumas mulheres, que prontamente ignorou. Tudo o que queria era voltar para a sua pequena em casa e terminar logo com o assunto, porém teria que ter paciência com Asuma. Passaram alguns minutos e pegou no celular para telefonar a Asuma para saber se estava tudo bem, porém o empregado se dirigiu a ele.
-Boa noite Senhor, presumo que venha da parte do Senhor Asuma.
Kakashi apenas concordou, querendo saber o que o empregado queria.
-Hai porque?
O empregado muito convincente explicou.
-Esse senhor telefonou agora para cá, e informou que se atrasaria só mais uns minutos, e pediu que enquanto isso eu servisse algo ao senhor.- Completou colocando um copo de whisky na sua frente.
Kakashi não se admirou, já várias vezes, lhe acontecera, que quando os amigos se atrasavam para um encontro simplesmente, ligarem para o local, sabendo o quanto o mesmo era pontual, e pedirem a um dos empregados para avisa-lo e servi-lhe uma bebida pela conta dos mesmos.
-Obrigada.- Disse ao homem que voltou aos seus afazeres.
Para Kakashi a bebida a sua frente, um whisky duplo, não era algo forte. Já bebera tanto nessa vida. Tomou a bebida em alguns goles, não seguidos, em alguns minutos. Já tinha quase passado meia hora desde que saíra quando achou melhor ir embora, não estava gostando da ideia da sua menina sozinha em casa. Estava-se sentindo estranho também, como se o seu controle estivesse indo pelo ralo, pois só estava conseguido pensar no corpo pequeno da Hyuuga. Tomando por esse impulso o homem de grande por ergueu-se quando de repente Mei apareceu no seu campo de visão, vestida de modo sensual com o casaco de couro negro, com um decote na parte da frente, deixando o pescoço e o colo branco nus. Ela aproximou-se de si em passos lentos e calculados, cheios de segurança e sensualidade, que de fato já não lhe provocavam sensação nenhuma. Sem perceber o que se passa Kakashi questionou.
-O que você faz aqui Mei?
Ela sorriu se aproximando ainda mais querendo colar os corpos, estavam quase da mesma altura devido aos saltos. O Hatake andava para trás querendo-se afastar dela. Falavam baixo dai ninguém se intrometer, também ninguém estranhava o proximidade dos dois, afinal aquele lugar servia exatamente para as pessoas se encontrarem sempre com segundas e terceiras intenções.
-Ora Kakashi, vim dar um prazer que sei que a tempos não tem, venha vamos para o quarto.
Ela se aproximou tentando colocar sensualmente as mãos nos ombros masculinos que lhe tiravam o folego, céus como eram largos e fortes. Kakashi não percebendo por que seu corpo estava um pouco mole, e a sua mente estranha, tudo o que conseguiu fazer foi pegar as mãos da mulher com uma das suas e afasta-la deixando-a incrédula, pois a droga que mandara colocar deveria ter deixado Kakashi no mínimo desinibido. O Hatake foi duro, podia estar drogado, mas não parvo, além disso a dose que tomara era para um homem de porte normal, o que não era o seu caso, apesar de o deixar totalmente desinibido e descontrolado em relação as suas… vontades.
-Foi você que preparou tudo isto?
Mei sorriu maliciosa.
-O que é que isso importa Kakashi, eu estou aqui com você, que eu sei que deve estar sentindo muitas vontades devido aquele whisky.
Ainda com mãos segurando as da outra, o Hatake empurrou-a tirando-a do caminho.
-KAKASHI?- Gritou a mulher enquanto o seguia até lá fora.
No meio do caminho de volta o carro, Kakashi sentiu que não estava em boa condição de dirigir, era melhor pegar um táxi. Antes de conseguir alcançar o seu intento Mei novamente apareceu na sua frente tentando impedir.
-Ela nunca vai saber Kakashi, eu nunca contarei nada, venha comigo…-Não conseguiu terminar pois a voz do Hatake soou dura e um tanto alta.
-Eu já lhe disse mais de uma vez, que você não me provoca tensão algum, que foi apenas um caso, nunca iludi você nem ninguém sobre isso, a única que me provoca tensão além daquilo que devia ser permitido, é a garota que me espera em casa, á qual você não chega nem nos calcanhares.
Mei também falou alto, já começavam a chamar a atenção de algumas pessoas da rua.
-Está realmente me trocando por ela?
Kakashi riu sem humor, desinibido.
-Você nem sequer pode competir com ela, não tem calibre para isso.
As pessoas a volta olhavam Mei com pena e esta saiu apressada, com lágrimas de raiva teimando sair dos olhos, ela se vingaria.
Kakashi estava se sentindo estranho, tudo o que queria era voltar para casa e envolver a sua pequena entre os seus braços, não controlava já bem os seus pensamentos pervertidos. E foi com o pensamento de voltar para a menina que foi em direção aos pontos de táxi e chamou um.
…
Em casa a Hyuuga, para não adormecer, foi tomar um banho de água quente. Já passava das 22:30 quando decidiu que já era hora de sair do banho. Mergulhou novamente na pequena banheira, para tirar o excesso de espuma nos cabelos negro-azulados. Depois ergueu-se, e retirou-se da banheira respingando algumas pingas de água no tapete do banheiro. Logo a pequena menina se envolveu numa toalha felpuda no corpo e outra mais fina na cabeça, colocando um robe por cima para seguidamente calcar uns chinelos de dedo. Pegou na roupa que tinha usado e a colocou no cesto de lavar roupa, antes de ir para o quarto.
Já no próprio comodo a menina, se secou suavemente e passou o seu barato, porém de boa qualidade, creme hidratante com cheiro a framboesa. Não era muito de usar maquilhagem, mas gostava de tratar da pele, sentir o próprio corpo com o cheiro doce, não era porque não dava muita importância a vaidade, que quisesse dizer que não se preocupasse minimamente, era feminina nos seus próprios termos. Vestiu um conjunto de soutien calcinha, lilás com corações brancos estampados por toda a parte. Voltou a vestir o robe, e desenrolou a toalha da cabeça, para que os seus finos não embaraçassem, e viu a cabeleira cair pelos ombros até abaixo da cintura, praticamente implorando por serem penteados, e foi o que fez com um pente de forma delicada. Quando terminou de escova-los, ouviu a porta bater, estranhou pois Kakashi tinha a chave. Já com os pés secos, calçou desta vez as pantufas de coelhinhos creme e ajeitou o robe apertando-o mais, estava uma noite fria.
Ao chegar na porta perguntou em voz um pouco mais alta.
-Quem é?
Do outro lado apenas ouviu o som da voz que conhecia muito bem, e que lhe causou arrepios.
-Sou eu pequena.
A Hyuuga então destrancou a porta abrindo-a, tendo como visão o Hatake, que a olhou de alto a baixo com um olhar de tal forma faminto, que ela deu um passo para trás envergonhada e nervosa. Sem nada dizer mas não desprendendo os olhos da figura frágil da namorada, Kakashi entrou na casa, vendo a mesma dar outro passo para trás, e fechou a porta sem se virar e trancou-a. Ele então andou em passos quase que predatórios na direção da garota que ia dando cada vez mais passos para trás no curto corredor. Quando a menor estava quase chegando na parede a mesma questionou envergonhada.
-A-Aconteceu a-alguma c-coisa?
Kakashi sorriu de lado por debaixo da mascara para depois abaixa-la. Durante o caminho os seus pensamentos pareciam ter-se perdido, agindo apenas quase que por instinto, e os seus gritavam pela menina que quase se encontrava encostada na parede.
O Hatake nada respondeu, e quando a Hyuuga sentiu as costas tocarem a parede, engoliu em seco, e o amado logo se prensou nela, ao mesmo tempo que a puxava para cima as suas coxas delicadas e tomava a boca alheia num beijo enlouquecedor. A língua do mais velho, era exigente, indo para todos os cantos da boca pequena, desde o céu-da-boca aos recantos mais escondidos, para depois sugar a língua da menina, que tentava acompanhar o ritmo alucinante imposto. Enquanto a beijava desejoso as mãos grandes, apertavam as coxas desprotegidas sentindo a pele fina sobre os seus dedos compridos, sentindo-se entorpecido pela maciez da pela quase infantil. Ela era tão macia, e cheirava deliciosamente, assim como tinha um gosto igualmente aprazível. As mãos da rapariga estavam nos ombros fortes e uma delas subia até a nuca máscula acariciando-a com carinho. Enquanto ele a tocava afoito, ela tocava-o gentilmente, porém ela não sabia que isso apenas excitava mais o Hatake. As unhas da mais nova estavam um tanto grandes e raspavam suavemente na nuca do mesmo, que se amaldiçoou por estar vestido, pois queria sentir a mão pequenina que estava no seu ombro grande. A diferença de tamanhos era gritante, mas devido a isso se encaixavam bem um no outro. As pernas femininas estavam enroladas na cintura do professor, primeiro porque de início tivera medo de cair, depois porque Kakashi a induzira a faze-lo e ela prontamente aceitou. O ar faltava a menina e o Hatake sentindo isso, abandonou os lábios femininos mordendo-os gentilmente e puxando o inferior ligeiramente para depois passar a contornar o maxilar dela com a língua e depois abocanhar o pescoço. As mãos dele subiram pelas coxas da adolescente e gemeu contra o pescoço da mesma ao sentir que ela se encontrava apenas de calcinha da cintura para baixo. Sem hesitar e subindo o robe por completo as mãos foram até um pouco acima da anca e deslizaram pelo fim das costas femininas, e por dentro da calcinha, entraram apertando diretamente as nádegas macias sem nenhum tecido separando as suas mãos daquele delicioso pedaço da carne dela. Hinata gemeu nesse ato, tanto de surpresa como pelo prazer que aquilo lhe provocava, juntamente com o friccionar do membro grande coberto pela cueca boxer, na sua intimidade coberta apenas pela frágil calcinha de pano. Kakashi quase rosnou ao sentir a pele dela, o cheiro, tudo nela o estava deixando insano. Quase sem pensar nos seus atos, Kakashi, levou-a naquele agarre até ao quarto que agora ocupava, assim que entrou deitou a pequena garota na cama de casal e a visão que teve o deixou ainda mais excitado se é que era possível.
Os cabelos de Hinata espalhavam-se pela cama, o robe, preso na cintura por um laço já meio desfeito, estava completamente levantado até á própria cintura, mostrando as pernas pálidas e macias por completo assim como a calcinha lilas infantil da mesma. Porém ouve algo que o fez parar apesar da excitação crescente. Hinata estava as duas cruzadas na frente do peito, e os seus olhos demonstravam susto e medo e estavam levemente marejados. Kakashi então carinhoso e mais calmo, pois apesar de alterado nunca machucaria a sua menina, olhando nos olhos dela e acariciando o rosto pequeno pediu.
-Me perdoe por isso.- E após dar um selinhos na testa da menor e cobrir as penas da mesma com robe que a mesma vestia. Pegou-a no colo em estilo noiva e sentou-se com ela na cama, Hinata deixou escapar uma lágrima, porém ao contrário do que o Hatake pensou, isso não se devia ao fato de ele a ter agarrado.
-Me perdoe menina, eu realmente não presto para você.
Hinata então pegou no rosto dele.
-N-Não p-peça desculpa K-Kakashi kun, a c-culpa é m-minha por s-ser i-incapaz de m-me e-entregar…- e ela não terminou pois o dedo indicador de uma das mãos do amado se colocou sobre os seus lábios.
-Não diga besteiras, foi eu que forçei a barra e peço desculpas por isso, eu te amo, e não deveria telo feito, você me perdoa?
A Hyuuga assentiu com a cabeça já mais calma. Kakashi informou.
-Agora vou tomar um banho e dormir, e você menina vá fazer o mesmo.
Levantou-se colocando-a no chão sobre o tapete que havia perto da cama, pois as pantufas da Hyuuga haviam caído dos pés da mesma assim que ele a erguera pelas coxas.
-Vou buscar as suas pantufas não quero que adoeça ou pegue resfriado.
Quando o Kakashi ia para sair do quarto, Hinata perguntou corada, queria recompensar o amado por não poder ainda se entregar a ele e também por que uma parte de si ansiava por isso
-K-Kakashi kun?
O mais velho parou já na soleira da porta do quarto e olhou para a mesma de pé perto da cama. Hinata continuou.
-P-Posso dormir p-perto de você?
Kakashi suspirou, e esperou que o banho acalmar-se.
-Hai pequena.
E assim foi. Após o homem se ter banhado e colocado uma roupa de dormi e a moça vestido o pijama, ambos se deitaram na cama de Rina,e obviamente o Hatake envolveu sua menininha nos braços. Kakashi estranhou, que em anos de dificuldade para dormir, o sono lhe viesse rápido, atribuindo-o isso, ao fato de quando estava com ela, sentir paz e tranquilidade, mesmo depois de toda a agitação que tinha acontecido. Só contaria a Hyuuga mais tarde, pois a mesma já tinha problemas que chegassem, e ele ainda por cima a agarrara, e de fato ele só tinha parado por que ela o fizera, o desejo libertado por ela o tinha praticamente dominado, juntamente com a possessão. Vendo que ela dormia sobre o seu peito relaxada, ele apenas pode prometer, antes de adormecer.
-Você é minha pequena, e um dia a tomarei como tal por completo, quando estiver preparada.
E adormeceu num sono que apesar de profundo, não o fazia deixar de apertar firmemente a garota sobre ele.
Agradecimentos aos Reviews
Golin - Ainda bem que gostou da História, espero que esse capitulo também esteja do seu agrado! Tentarei atualizar mais cedo! Kiss
Guest – Ainda bem que gostou do capítulo anterior, e espero que tenha lhe agradado com o plano da Mei. Kiss!
P.S- Algum erro ortográfico, duvida ou crítica podem me dizer! Kiss
