Capitulo 19 – Promessa e Desconfiança

Já era de manhã, quando a pequena Hyuuga se remexeu levemente sobre o peito do namorado, enroscando-se inconscientemente nele sentindo o calor abrasador do corpo que a agarrava. Kakashi possuía um corpo quente, enquanto o da garota era ameno, nem muito frio nem muito quente.

No ato que se enroscar, ainda dormindo, o amado prendeu-a ainda mais, atraindo o corpo pequeno de modo a tê-lo colado no seu. Hinata encontrava-se deitada por cima de uma das metades do peito do Hatake, com a cabeça repousando no peito do mesmo, com uma mão em cima, enquanto a outra estava recolhida perto do colo pálido, que por a rapariga estar coberta até ao pescoço, tornava impossível alguém que estivesse de fora visualizar.

O mais velho vestia apenas um meleton azul-escuro, juntamente com uma T-shirt branca lisa e a peça intima. Normalmente não colocaria camisa, mas devido ao fato de na noite anterior, ele não estar raciocinando como de costume, achou melhor que houvesse uma separação entre as peles que fosse além do pijama largo que ela vestia. Era melhor evitar a tentação pois ele não tinha a certeza que conseguiria resistir novamente.

Apertando os dedos grossos envolta da cintura frágil da mais nova, Kakashi despertou do seu pesado sono, lentamente, começado por entreabrir os olhos, sentindo-se bem ao sentir o cheiro de flores e framboesa a sua volta, como amava aquele cheiro que provinha dela.

Ao finalizar a abertura dos olhos, estes logo fitaram a Hyuuga sobre o seu peito, vendo os seus sedosos cabelos azul petróleo e um pouco do seu rosto e a mão pequena pousada sobe o seu peito. Uma imagem linda que ele queria preservar.

De fato gostava da diferença de tamanhos que havia entre ele e ela, aliás gostava imenso que ela fosse totalmente o oposto dele em tudo. Para muitas pessoas retrógradas como Mei, diziam que Hinata não estaria a altura dele, quando na realidade as coisas eram ao contrário. Ele é que jamais se conseguiria equiparar a ela, a seu ver ele sempre seria o mais "sujo", e mesmo assim ela o amava do mesmo jeito que ele a amava, o que fazia sentir-se o mais sortudo entre os homens, sortudo por ter sido escolhido por alguém tão especial. Continuo fitando-a dormir minuciosamente, enquanto a mão do lado que estava livre pegou gentilmente para não acordar a moça. O professor não soube dizer quanto tempo ficou observando cada traço belo do rosto da namorada, que aos seus olhos possuía uma beleza única e especial. E então a Hyuuga remexeu-se novamente sobre o seu peito, e lentamente abrir os lindos olhos de cor pérola, enrubescendo vexada pela situação logo em seguida.

-Bom dia pequena.- Saudou com o seu tom de voz rouco provocando alguns arrepios na pequena garota, que cumprimentou por sua vez, quase gaga. Havia algum momento em que os dois estivessem mais íntimos, em que ela não gagueja-se? Questionava-se mentalmente de forma diária.

-B-Bom dia K-Kakashi kun.

O mais velho então pegou no queixo da menina e levantou-se um pouco, ao mesmo tempo que a beijava docemente nos lábios e a deitava sobre a cama, de barriga para cima, enquanto ele ficava de lado, saboreado a boca dela. Como ele queria saborear outras coisas…

Ao terminar o beijo o maior confessou, afinal Kakashi já se convencera a muito que perto dela, sempre seria lamechas.

-Gostava de acordar todos os dias a seu lado menina.

Hinata perante o que ele dissera, perdeu a vergonha e falou sem receios e com um sorriso na face ainda um pouco corada.

-Também gostava Kakashi kun.

Kakashi então confirmou.

-E acordaremos, não vai demorar muito, com a diferença que faremos muito mais que somente dormir e acordar juntos.- Quando a voz grave atingiu a última parte estava ligeiramente maliciosa, juntamente com um sorriso de lábios colados de lado.

Hinata corou como um pimentão e novamente o Hatake beijo-a desta vez mais intenso, movendo lentamente a língua pela boca pequena da aluna. No final um pouco ofegante acariciou os lábios femininos com o polegar, para segundos após interrogar.

-O que você deseja para o café da manhã, pequena?

Hinata então envergonhada apenas respondeu.

-E-Eu quero f-fazer o café d-desta vez K-Kakashi kun.

O professor assentiu.

-Tudo bem, a sua comida é bem melhor que a minha.- Pronunciou o que pensava, e de fato os dotes culinários da namorada eram bem melhores que os seus.

Hinata então pensando que talvez o tivesse ofendido enalteceu.

-A s-sua comida t-também é boa Kakashi kun.

Kakashi riu do constrangimento dela, sabia o que tinha passado pela mente dela. Hinata por vezes era tão transparente como a água. E então sedutor pegou numa das mãos dela e beijou-lhe a ponta os dedos em selinhos delicados, proferindo entre cada um desses mesmos selinhos.

-Você … acha que… se compara… ao que as suas mãos de fada… são capazes de fazer?- Parou olhando fundo nos olhos dela, Hinata envergonhou-se e encolheu-se sobre seu olhar profundo.

Kakashi então achou melhor parar de envergonha-la e levantou-se com um sorriso de lado, em sinal de satisfação por deixa-la corada. A moça que ficou no quarto, ainda envergonhada, também se levantou e fez a cama da mãe, trocando os lençóis. Ao toca-los ela pode sentir que estavam extremamente quente, devido ao corpo do namorado, e sem resistir cheirou-os sentindo o aroma masculino, o Céus como ela gostava daquele cheiro que ele tinha. Dando conta do que fazia, o tom rosado de suas bochechas tornou-se ainda mais forte, e fez ela continuar a sua tarefa. Em dez minutos a cama já estava feita, e os lençóis de antes estavam amontoados num canto do quarto de Rina onde se encontrava um espelho de corpo inteiro. A Hyuuga observou o quarto e viu que se encontrava arrumado e organizado com a exceção daquele amontoado que fez questão de ir lá e pegar, pelo menos era essa a sua intensão até ver o seu reflexo no espelho. Por Kami, o seu pescoço estava todo marcado de chupões, o que a mãe iria pensar se a visse assim?

Não que antes ela não tivesse visto, afinal já namorava Kakashi há 4 meses, no entanto era diferente pois os dois nunca haviam dormido debaixo do mesmo teto, e fora aquela noite de meninas, nunca tinha dormido fora de casa.

No meio dos seus pensamentos e com os olhos fixos no espelho, o mais velho, quase sem ela se aperceber, adentrou o quarto, com apenas uma toalha presa na cintura masculina, e ficou preocupado ao vê-la olhar quase estupefacta para o espelho. Então aproximou-se dela, e por de trás abraçou-a, abaixando a cabeça, colocando-a num dos ombros finos dela. Inquiriu ainda olhando para ela através do espelho.

-Se passa alguma coisa pequena?

Hinata gaguejante retrucou.

-O meu p-pescoço K-Kakashi kun, e-ele está cheio de c-chupões.

E então os olhos do maior analisaram o pescoço da menina, sentindo o seu ego masculino aumentar ao ver aquelas marcas que ele havia feito, e que somente ele faria. Não viu problemas naquilo, antes pelo contrário, era até vantajoso que ela estivesse marcada, assim nenhum marmanjo se aproximaria dela vendo que possuía "dono".

-Qual o problema com eles menina?

A Hyuuga arregalou os olhos, Como assim qual o problema?

-É que se mamãe vê Kakashi kun, ela vai pensar que nós... B-Bem você sabe.

Kakashi sorrio de lado, e depois suspirou derrotado. De fato Rina não ia gostar de ver que ele após passar umas noites na mesma casa que a filha, a mesma aparece-se com uma aparência digamos suspeita.

-Bem eu gostava que você os exibisse, mas já que não pode ser, use uma blusa de gola e um cachecol, o dia está frio, ninguém vai reparar.

Hinata ficou confusa com uma coisa.

-K-Kakashi kun porque v-você q-queria que eu os exibisse?

O mais velho virou de frente e retorquiu, deslizando as mãos másculas sobre o corpo feminino, desde os quadris até a cintura.

-Para que todos saibam que você é minha, toda minha.

Hinata quase perdeu o folego quando ele apertou ainda mais contra o corpo dele, fazendo ela sentir a ereção coberta pela toalha. O peito dele estava nú, acabando por atrair as pequenas mãos femininas sobre os abdominais perfeitos. Ele tinha saído do banho, por isso seus cabelos estavam molhados, porém continuavam espetados. Quando a Hyuuga mordeu suavemente o lábio inferior e sinal de desejo e pudor em relação aquela imagem, o namorado não resistiu, puxando-a subitamente pela cintura para cima tomando os lábios dela quase ferozmente, entrelaçando as línguas, enquanto a garota estremecia nos braços daquele homem. Após algum tempo separaram as bocas, porém o Hatake puxava o lábio inferior feminino gentilmente, mordiscando-o.

-É melhor que você não morda o lábio na minha frente pequena, isso me tira do sério.

Afirmou colocando a mais nova no chão delicadamente, que devido ao embaraço que a situação lhe causara, saiu correndo do quarto avisando.

-E-Eu v-vou preparar o c-café.

E fechou a porta arrancando o mais velho que ficara para trás um sorriso pelo embaraço dela. Gostava de vê-la assim, toda corada e envergonhada, e gostava de saber que ele era quem causava esse rubor nela. Olhou para baixo vendo que a mais nova tinha deixado a roupa antiga de cama ali, sorriu de novo ao notar o quão atrapalhada ela ficava com a presença dele.

Vestiu-se pensando que aquela havia sido a ultima noite que ele passara naquela casa, e que a partir de amanhã as coisas voltariam a normalidade. A ideia de voltar para o seu apartamento, não lhe soava, nem um pouco, atraente. Isso devia-se a duas razões: a primeira, porque os dias ao lado de sua pequena, mesmo com todos os problemas, eram melhores e mais apelativos, coisas simples como passear pela praça e sentar-se na grama com ela tornavam tudo muito mais vivo, mais alegre, mais sentido. E a segunda razão era o fato de uma criatura cujo nome era Mei ser sua vizinha, que já começava a enoja-lo com tantas tentativas de sedução. Será que ela não tinha amor-próprio? Por Kami ele já tinha deixado explícito, que nunca mais voltaria a ter qualquer tipo de relacionamento com ela, que o que eles haviam tido fora bom, porem acabara há muito tempo e nem se comparava ao que ele tinha agora com Hinata. Com Hinata ele tinha uma relação séria, e com Mei tivera bem… apenas algumas horas de sexo, e lhe tinha deixado claro que era somente isso que na altura quisera com ela, apesar de sedutor nunca havia mentindo para ninguém, dizia limpidamente o que queria, não brincava com os sentimentos de ninguém. Por fim estava considerando que seria melhor mudar-se para outro sítio, mas deixaria isso para depois, agora ele e a sua pequena tinham de se orientar para seguidamente buscar Rina.

Após vestido Kakashi foi direto a cozinha onde encontrou Hinata perto da mesa, colocando o café da manha. Na mesa encontrava-se um grande prato de fatias douradas simples, sem açúcar, duas xicaras, uma já cheia com o chocolate quente e a outra vazia com um pequeno bule do lado, que pelo cheiro era o costumeiro café forte que ele tomava. Nas mãos da Hyuuga encontravam-se dois pratos médios, que ela estava colocando cada um no seu lugar, uma pequena jarra encontrava –se sem flores, em sinal que a menor já tinha retirado as mesma. Hinata ainda se encontrava de pijama. Após alguns carinhos trocados entre ambos, o casal se sentou a mesa e conversavam sobre os mais variados temas. Pareciam de fato um casal, diferente e pitoresco mas um casal.

Após tudo Kakashi prontamente se ofereceu para arrumar tudo enquanto a sua pequena se iria arrumar, e depois de alguma resistência Hinata de fato foi, sendo lembrada de algo pelo mais velho quando ia a sair da cozinha.

-Você deixou a roupa de cama no quarto pequena.- Lembrou com uma voz maliciosa, fazendo a mais nova corar ao recordar a razão pela qual tinha esquecido a roupa de cama lá.

Tudo transcorreu normalmente, e retiraram-se ambos da casa e Hinata viu um táxi parado a porta, e interrogou o Hatake enquanto cruzavam o portão da residência Hyuuga.

-Digamos que ontem a noite, eu não estava consciente o suficiente para dirigir. Acho que você entenderá porquê.

A menina sentiu suas bochechas ficarem quentes com a resposta. Nada retrucou e ambos entraram no táxi e o mais velho indicou ao motorista o local onde deixara o carro estacionado. O professor pagou a corrida e logo a pequena Hyuuga e ele estavam na viatura do Hatake em direção á clinica Yonna.

….

Eram 12:30 quando uma certa ruiva acordou no quarto do seu apartamento que se encontrava completamente revirado. Todos os objetos de vidro haviam sido jogados no chão e estavam completamente quebrados. Mei olhou ao redor e viu a confusão que se encontrava o seu quarto, e pela porta aberta via que a confusão se prolongava pelos corredores. Em frente a cama tinha um grande espelho, que cobria boa parte da parede e viu o seu reflexo e gemeu desgostosa. Ainda usava a roupa da noite anterior, e também se encontrava calçada. O seu rosto estava coberto de manchas negras de maquilhagem, que haviam sido criadas pelas lágrimas de raiva que chorara. "Que ódio" pensou. Na sua mente era inconcebível o que tinha ocorrido na noite anterior. Como ele pudera rejeita-la? Tinha a certeza que era atraente, e ele pelas suas contas já não devia de ter sexo a meses, e além do fato que estava alterado e sozinho naquele bar. Mei levantou-se com intenção de ir ao banheiro, tomar um duche, enquanto, o serviço de limpeza, arrumava todo o que ela fizera. Ia primeiramente chamar o serviço de quartos, quando ouviu o próprio celular tocar dentro do bolso do casaco preto que usara na noite anterior que se encontrava no chão.

Retirou o objeto de lá de dentro e atendeu sem sequer olhar no ecrã direito, ela já sabia quem era.

-Já telefonei um milhão de vezes, pelos vistos a noite foi longa, tirou as fotos? Sabe que precisamos delas para enviar a ninfa e …- foi cortado pela voz de raiva mal contida de Mei.

-Não aconteceu nada!

Gnema do outro lado da linha ficou atônico. Kakashi estava sem sexo a meses, e para além disso estava alterado, não havia como não dar certo o plano deles.

-Como assim? – Inquiriu sério, torcendo para que a ruiva estivesse brincando.

Mei sentindo as lágrimas de odio tomarem-lhe os olhos.

-ELE ME REJEITOU GNEMA! COMO ELE PODE FAZER ISSO?

Gnema não sabia o que dizer. De fato Kakashi deveria estar sério em relação a garota, não seria nada fácil separa-los. Seus pensamentos foram interrompidos pela voz da ruiva.

-O que fazemos agora?

O moreno simplesmente replicou.

-Agora iremos ficar sossegados por um tempo, e preparar algo com mais detalhe, da próxima não falharemos, se não deu de um jeito dará de outro.

Eles só não imaginavam que nada do que fizessem daria certo, pois o feitiço sempre se volta contra o feiticeiro.

….

Todos estavam em torno da grande mesa colocada na sala. Jiraya, Kyoko, Rina o casal estavam todos sentados de volta da mesa, como que numa comemoração pelo regresso de Rina ao lar. A única coisa que incomodava a rapariga era o olhar analisador de Jiraya, era como se estivesse tentando descobrir alguma prova de um crime cometido. A Hyuuga apesar de a gola ser alta, esta não tapava obviamente, o maxilar que estava marcado, mas que com um pó que encontrara no quarto da mãe conseguira disfarçar. Depois de analisa-la Kakashi fixava os seus olhos no Hatake, pesquisando também nele algum vestígio de luxuria. Depois de algum tempo observando o casal Jiraya torna-la a comer. Kyoko e Rina conversavam, e o Hatake e a adolescente apenas davam a sua opinião em determinado assunto. Jiraya estava feliz pela melhora da amiga, porém estava igualmente desconfiado das noites que o namorado da sua menininha, passara na casa da mesma. Mas por hora como não via nada de suspeito deixaria quieto. Ao terminarem de almoçar a mais nova de todos começou a retirar a loiça da mesa, sendo ajudada por Kyoko, Kakashi iria auxilia-las também porém Rina, sentada na mesa com Jiraya pediu.

-Por favor fique Kakashi, preciso conversar com você.

O professor se sentou novamente na cadeira e questionou calmo.

-O que deseja falar Rina?

Rina antes de retrucar olhou ameaçadoramente para o amigo que estava ao seu lado que não percebera que aquela era uma conversa para se ter a sós, e provocou.

-Jiraya levanta dessa cadeira e vai ajudar as meninas por favor, ou está velho demais para isso?

Jiraya ficou vermelho de raiva.

-Eu todo preocupado e você me trata assim.

Rina provocou novamente.

-Eu sei disso, mas sai que eu quero conversar com o meu genro a sós, juro que é importante.

O Uzumaki rendeu-se e resmungando em voz baixa saiu da sala, deixando para trás a Hyuuga mais velha e o genro. Assim que Jiraya saiu Rina logo começou a conversar.

-Kakashi, eu sei o meu estado, e sei perfeitamente que não durarei mais que uns meses.

Kakashi tentou argumentar tentando passar ideias positivas.

-Isso é apenas uma suposição, uma possibilidade, não quer dizer que ocorra Rina.

No entanto a mulher de cabelos azulados, não se convenceu disso.

-Mas é a mais provável, e eu sinto que isso vai acontecer…- pausou respirando fundo contendo as lágrimas que queriam sair dos olhos-… eu sei que não devia pedir-lhe nada Kakashi, não depois de tudo o que já fez, você tem sido inalcançável, porém…- sua voz fraquejou para fitar o namorado da filha num pedido encarecido.-… Quero que, quando eu não estiver mais aqui, que cuide integralmente de Hinata, que lhe dê a proteção e amor que uma menina da idade dela necessita, sei que já faz isso de certa forma, mas quero que fique com a guarda dela.

Kakashi por um momento ficou sem saber o que fazer. Na sua frente via uma mãe que mesmo que ninguém tivesse dito nada, já sabia que não estaria na vida adulta da filha. Apenas conseguiu perante aquele pedido desesperado dizer aquilo que lhe vinha da alma, não adiantava negar aquela mulher que a possibilidade da doença que tinha, ser fatal.

-Eu prometo Rina que aconteça o que acontecer, eu estarei do lado de Hinata cuidando e amando ela, e esta não é só uma promessa que faço a senhora, mas que já fiz a mim também.

Rina inspirou e expirou profundamente de alívio, e seguidamente pegou na mão do homem em sinal de agradecimento.

-Obrigada Kakashi.

Kakashi então jurou.

-Ela nunca vai ficar só Rina, nunca a deixarei.

A mulher sentiu naquele momento que realmente, sua filha, jamais ficaria só, que sempre teria um apoio mesmo que fosse moral. Disso ela não tinha duvida.

O estavam em inícios do mês de Fevereiro, todos os alunos e professores, e a escola em cima, estavam preocupados com alguns exames e provas intermédias que ocorreriam no inicio do próximo mês. Porém havia uma aula que parecia não tão preocupada com isso. Karin estava cada vez mais amarga, o fato de não ter conseguido seduzir aquele o sensei Hatake, a consumia de raiva, inveja e ciúme. Tinha pensado durante muito tempo no que haveria preparar. O beijo armado não havia dado certo, visto que a Hyuuga tinha total confiança no seu "professor-namorado". Ao pensar em tudo olhou de esguelha a garota na última carteira meio afastada, e um tanto escura por estar mais longe da janela que os outros. Odio, e raiva por ter sido trocada foram os sentimentos que a tomaram. Como poderá aquele homem, que era um deus grego, olhar sequer duas vezes para aquela criatura insipida? E Pior escolher ela em vez de si? A Hyuuga, não tinha nada de atraente a seu ver, era magrinha e franzina demais para dar conta algum dia na cama de um homem na cama. Era certinha demais para um homem como ele. Porém apesar de todas as suas tentativas de sedução, ele parecia indiferente a tudo, ou quando não mostrava desinteresse, mostrava desagrado em suas provocações. Já tinha tentado tudo, falar sempre de modo a deixar claro o seu interesse, cruzar as pernas de modo sedutor para atrair a atenção do Hatake, tentou flertá-lo, despiu-se para ele, mostrando o seu belo corpo e também em provas que era inteligente. No entanto ele não a queria, preferia a nerd da turma, a múmia que nunca falava na sala a não ser que isso fosse pedido pelos professores, que as únicas amigas que tinha eram duas meninas que também eram consideradas esquisitas.

Ela com certeza não deixaria por isso mesmo, faria de tudo para separar a Hyuuga do Hatake, e de momento, no meio de uma aula de matemática da parte da manhã ela teve uma ideia que na sua perspetival daria certo. Já tinha pensado varias coisas, mas admitiu a si mesma que planos para seduzir o professor não dariam certo, portanto tinha de optar ir pelo outro meio, e logo colocaria em prática.

….

Era hora de almoço e a Hyuuga se encontrava ajeitando a roupa devido aos amassos que Kakashi dera em si. Como a Hyuuga tinha de estudar mais, Kakashi não podia ficar na casa dela o resto de todas as tardes, deixando algumas livres para que a mesma estuda-se. Só tinham começado esse "horário" á uma semana, e Kakashi já começava a despreza-lo, de fato ele estava viciado na presença da menina, mas ambos tinham obrigações na vida e tinham de as cumprir. Após terminarem de se arrumarem, Kakashi plantou um selinho na testa, sobre a franja azulada e farta. Comunicando em seguida.

-Você vai na frente meu anjo, nos encontramos na saída, estarei esperando.

A Hyuuga assentiu numa afirmação muda e foi em direção a entrada de trás da escola. Assim que encontrou uma loira alta que a puxou pelo braço por um corredor em direção ao banheiro feminino. Hinata confusa e incrédula com tal ato, e viu que quem a puxava era Shion, tentou soltar-se de imediato, pois sabia que nada de bom vinha dali.

-Me largue Shion!- Pronunciou alterando o seu tom de voz sempre delicado.

Para Shion era fácil puxar uma garota como Hinata mesmo que ela espernear-se toda, afinal ser da claque não lhe dava apenas um bom corpo, lhe dava rijeza de músculo e força. Mas não conseguira levar a Hyuuga mais que alguns metros, pois logo o seu agarre foi cortado, pois a garota mais pequena fora puxada para trás com firmeza e rapidamente, fazendo a loira soltar o braço da menina. Shion empalideceu ao ver o Hatake.

-O que pensa que está fazendo Senhorita Shion? Agredindo uma colega? – Indagou ríspido e frio, se controlando ao máximo para manter-se profissional e também não cometer a covardia de encostar um dedo com violência numa mulher, nunca o fizera na vida nem queria ser calhorda a esse ponto, ia totalmente contra os seus princípios. Mesmo no exército, nunca o fizera.

Shion tentou argumentar.

-Bem eu estava querendo conversar com a minha colega.- Mentiu descaradamente.

Kakashi foi severo.

-Não foi o que me pareceu…- pausou continuando apos de forma séria-. Vou falar de seu comportamento para a diretoria, e será repreendida.

Shion ficou em pânico, não queria passar a mesma vergonha que Karin.

-Mas sensei…- foi cortada.

-Sem mas nem meio mas, e não volte a se dirigir dessa forma a sua colega. Depois da última aula, irá comigo há diretoria, nem tente fugir pois falarei com a sua professora. Por hora vá para a sala.

Shion enraivecida replicou.

-Sim, lá estarei.

E Saiu indo no sentido contrário ao do banheiro do primeiro piso, que era o de entrada, pois existiam vários.

Assim que a figura Loira se esvaiu, inquiriu preocupado mas calmo a sua menina, que permanecia um pouco chocada com o que acontecera, mas especialmente confusa. Shion não era de ataca-la diretamente, isso era mais o estilo de Karin, o que fez ela desconfiar que algo podia passar-se.

-Você está bem minha pequena?

Hinata maneou a cabeça, e replicou.

-Hai, só me assustei, foi repentino isso.

Kakashi parecendo ler as dúvidas de sua menina expôs.

-Isso foi estranho, Shion não é do tipo que seja direta ao atacar.

Hinata confirmou.

-É verdade, mas o que pode ser?

O professor logo expressou o que pensava.

-Não sei ao certo mas pode ser algo que Karin tenha preparado, de qualquer das formas, ficarei de olho.

A rapariga mirou-o com gratidão.

-Obrigado Kakashi kun!

O Hatake sorriu e acariciou gentilmente a face pálida levemente rosada da sua namorada.

-Não precisa me agradecer.- Disse simplesmente, com franqueza.

O que o herdeiro dos Hatake não sabia é que tinha a certado na mosca com a sua suposição.

Agradecimentos pelos comentários:

Golin - Muito Obrigada pelo review! Ainda vai demorar para o casal principal, ter a primeira vez! Também detesto a Mei!kkk Ainda bem que gostou e espero que continue a agradar você!