Capitulo 20 – Ameaças e Possessão

Passara uma semana após o ocorrido com Shion, que fora chamada a atenção avisando Tsunade que se mais alguma coisa ocorre-se, ela seria tal como Karin, castigada, por hora ficara apenas no aviso, visto que nada chegara a ocorrer devido a interferência do professor Hatake.

Era de manhã e Karin, estava com Shion numa das mesas do bar da escola juntamente com Ayame. Elas conversavam baixinho, mas nem por isso deixavam de aliciar os garotos que passavam, que vinham ali tomar o café, que pela correia não tomava em casa, estavam poucas pessoas presentes sendo essa uma das razões que a ruiva gostava de ir para lá quando tinha alguma intriga para contar as amigas. A loira se pronunciou.

-Estão de olho e mim Karin, a diretora é rígida e não vai deixar passar outra vez caso seja apanhada de novo.

Karin no entanto parecia bastante calma com tudo e até contente. Ayame olhou para Shion em confusão pois sabia que não era normal Karin estar tão relaxada com aquilo, normalmente deitaria fumo pelas ventas.

-Karin, porque você está tão calma?

A Ruiva sorriu com a questão da morena em silêncio, fazendo as outras duas raparigas ficarem cada vez mais desordenadas com a reação da mesma. Karin logo após resolveu então explicar todo o seu plano as duas amigas.

-Bem Shion, digamos que não houve problema que você não me tenha conseguido trazer a songamonga até mim, pois planejei isso.

Shion franziu o senho continuando sem nada entender. Karin mirando a expressão facial da amiga suspirou e depois sorriu de modo travesso.

-Veja se me entende. A nossa amiguinha Hyuuga, é muito idiota e pensa que eu estou quieta a todo este tempo por acaso, mas o meu sensei, é totalmente diferente, e esteve de olho em mim todo este tempo e tenho a certeza que neste momento está pensando que eu estou agindo através de você, porém tenho a intenção de ir diretamente na múmia e terminar essa piada de relação que é a dos dois, sem ter que fazer quase nada.

Shion então compreendeu, e sorriu maliciosamente como a ruiva. Ou seja se Kakashi estivesse de olhou em Shion, deixaria Karin de lado, e desse jeito a mesma poderia agir sem ser percebida, pois mesmo que ele desconfia-se dela, o Hatake estaria mais ocupado em manter a loira debaixo de olho. Ayame porém continua boiando na conversa. Ela apenas sabia que Karin tinha um plano para separar os dois, mas no momento não sabia que carta a ruiva teria na manga. Indagou não suportando mais a curiosidade que lhe assombrava.

-Como você tem tanta certeza que isso dará certo?

Karin e Shion entreolharam-se e sorriram uma mais debochada que a outra. Karin então pegou na mala de coro negro e de lá tirou um envelope e entregou a Ayame, que pegou ainda com a mesma expressão de á pouco. Karin alertou.

-Veja espreite para o conteúdo desse envelope discretamente, não quero que isso se espalhe.

Então, a morena após olhar de forma discreta para os lados, abriu o envelope apenas um pouco e logo viu do que se tratava, ficou espantada e sorriu entregando o mesmo envelope.

-Já entendi seu plano, devo dizer que foi muito bem pensado, mas quando vai colocar em prática?

Karin constatou sentindo o seu ego aumentar.

-E, há uma reunião de alguns professores, e o Hatake foi escolhido, a aula dele será dada por outro, conhecendo a anta como conheço, ela deve de estar dentro da sala antes do professor chegar

Shion lamentou em deboche.

-Pena que nenhuma de nós vá ver a cara da santa Hinatinha quando ver isso.

Ayame concordou.

-É realmente uma pena!

-Mas eu irei ver e tenho a certeza absoluta que vou amar.- Terminou Karin o assunto rindo discreta e maliciosamente sendo acompanhada das outras que ocupavam aquela mesa com ela.

Kakashi encontrava com Hinata dentro da sala, no segundo intervalo da manhã, como sempre. Ele a prensava contra a mesa da mesma, abraçando-a com firmeza contra ele ao mesmo tempo que a beijava com volúpia. Kami, como ele amava os intervalos, pena era que tivesse de sair a meio para uma reunião de professores, para a qual ele tinha sido convocado. Estes horários de estudo estavam a mata-lo, mal podia esperar que o mês terminasse para pedir demissão.

As línguas se tocavam docilmente de uma parte e selvagemente da outra. O Hatake sentia que estava cada vez mais atraído pela aquela menina, e tal fato já começava a tornar-se perigoso. Havia alturas que ele de fato pensava que depois de começar, jamais iria parar, até que reunindo toda a sua força conseguia faze-lo. As suas mãos a muito que não conseguiam somente ficar na cintura, desciam e apalpavam com vigor toda a carne que parece-se acabando por se firmar, nas coxas femininas que clamavam por sua atenção. E foi o que aconteceu, Kakashi tomou ambas as coxas em suas mãos, e Hinata gemeu tanto de vergonha e surpresa como de prazer. Quando ele finamente deixou a sua boca, a Hyuuga chamou.

-Kakashi kun…

O Hatake entretido no pescoço alheio, entre leves sucções questionou.

-O que foi pequena?

Hinata tentando manter a coerência dos seus pensamentos, replicou. Era sempre ela que se lembrava que ele tinha que ir, por muito que deseja-se que ele ficasse ambos tinham obrigações.

-Já está na hora de você ir.

Kakashi resmungou enquanto chupava a parte mais baixa do colo, provocando uma pequena vibração na pele feminina que fez a moça rir um pouco das cocegas que aquilo fizera. Os beijos agora mais suaves, começaram a subir, distribuindo selinhos em todo o maxilar para depois dar-lhe um beijo de tirar o folego na boca. Após o ar começar a faltar, Kakashi foi parando o beijo aos poucos mordendo gentilmente os lábios femininos no final, ele adorava fazer isso quando terminava de beija-la.

-Gosto do seu riso menina, ele me acalma, me deixa feliz.

Hinata sentiu as bochechas esquentarem e sabia que estava vermelha, mas mesmo assim sorriu amavelmente.

-E-Eu também gosto do seu Kakashi kun.- Confessou com sinceridade.

O Hatake pegou na maleta que tinha deixado do lado, e acariciou o rosto pequeno da namorada.

-A hora de almoço te levo para casa!

Hinata maneou a cabeça em uma confirmação muda. Assim que o Kakashi deixou que prensa-la na mesa, se posicionou ereta.

-Hai.

Ambos selaram os lábios levemente e seguidamente, e um tanto contrariado Kakashi recolocou a mascara negra e saiu da sala deixando a namorada para trás que esta alegre por ter acabado de estar com o namorado sentou-se na cadeira cantarolando baixinho, enquanto abria uns livros sobre a mesa. Aproveitaria aquele tempinho para estudar um pouco. Ao menos era essa a sua intenção até ver Karin entrando pela porta, sorrindo de forma nada amigável para ela. O que ela vai aprontar agora? Foi o que a Hyuuga pensou ficando surpresa por ela estar ali.

….

Karin sorriu ao ver o Hatake sair da sala e ir na direção das escadas que davam acesso ao andar de cima onde estavam várias salas de professores. Finalmente o momento ideal havia chegado e acabaria com a alegria do casal. Triunfante ela entrou na sala, e viu a sua vítima sentada na cadeira com uns livros abertos sobre a mesa, provavelmente iria estudar. Realmente uma nerdzinha apática, foi o que pensou no momento. O seu sorriso aumentou ao ver a reação da Hyuuga cujos olhos perolados se arregalaram levemente. Era isso que ela queria apanha-la desprevenida. Deu uns passos na direção da Hyuuga que a observava com espanto e confusão. Ao chegar na carteira da moça, a ruiva, num educado debochado, indagou:

-Oi Hinatinha, posso falar com você?

Hinata, completamente apanhada de surpresa ficou nervosa, e rebateu.

-O-O q-que você quer comigo?

Karin sorriu maliciosa.

-Ora Hyuuga, quanta falta de educação, mas já que insiste vou direto ao ponto, eu quero que você largue do sensei Hatake!

Os olhos da Hyuuga se arregalaram em descrença, e rapidamente, como se só a ideia a tivesse insultado, ela ripostou firme. Se havia uma coisa que ela estava certa acerca de si mesma, era que ela nunca seria capaz de deixar Kakashi, ela amava-o muito para tal, só deixaria caso ele assim o desejasse.

-Nunca farei isso!

Karin ficou surpreendida pelo tom de voz da garota, não estava a espera de tanta convicção, porém isso em nada alterava os seus planos. Riu quase diabolicamente, articulando logo em seguida:

-Está muito corajosa Hinatinha, mas acho que sua valentia vai mudar quando olhar isso!- Terminou, tirando de dentro da bolsa o mesmo envelope que mostrara a Ayame de manhã jogando-o em cima da mesa.

Hinata confusa pegou no envelope, e abriu. Ao faze-lo sentiu os seus olhos marejarem com o que via percebendo o propósito de Karin. O conteúdo dentro do envelope nada mais eram do que fotografias dela com o professor, ora se beijando, ora abraçados de um modo que apenas um casal estaria. Karin riu novamente.

-Vejo que mudou de opinião não é Hinatinha? E nem adianta dizer que isso é montagem, pois qualquer analista vai perceber que são bem reais. Já imaginou se isso chega-se a Tsunade sama? O sensei não seria apenas despedido, seria acusado de diversas coisas, como de pedofilia, e todos sabemos que o relacionamento amoroso entre alunos e professores é proibido nesta escola, visto que é bem tradicional. Veja se já implicam com o meu grupo só por causa da roupa imagino como seria o seu caso. E nem adianta rasgar essas fotos pois são apenas cópias.

Hinata tremia ao ver aquelas fotos, os seus olhos marejavam, e não pode conter a indignação que sentia.

-P-Porque você está fazendo isso?

Karin suspirou como se estivesse entediada com o sofrimento da menor, na realidade sentia-se morrendo de felicidade ao vela assim.

-Isso não é de seu interesse, apenas faça o que lhe disse, caso contrário é até quase certo que o seu amor acabe preso.

E depois deu costas, deixando uma Hyuuga despedaçada para trás. Por Kami a castigava assim? Primeiro o sofrimento que sentia pela doença da mãe, e agora teria que forçadamente se separar do homem que amava? O que é que eu faço agora? Foi o que pensou a Hyuuga colocando o envelope sobre o peito derrubando alguns lágrimas que já não conseguia conter.

A aula passou devagar para a pequena Hyuuga. Não conseguia se concentrar em nada, sentia que a tinha atirado num abismo de tristeza, que só era comparável ao que sentira quando pensou que poderia perder a mãe. Logo agora que Rina tinha melhorado depois da crise, que em pouco tempo Kakashi pediria demissão para ficarem juntos sem terem que esconder de ninguém. Já Karin que estava várias mesas a frente, parecia satisfeitíssima, realmente feliz e isso podia ser facilmente notado pela sua expressão facial.

Quando o som do alarme soou Hinata sentiu o coração apertar, pois a partir da 12:30 era o horário de almoço, e naquele dia, para os alunos que iriam a prova, de tarde haveria várias salas de estudo, as quais os alunos iam voluntariamente. Para além disso tinha combinado de ir com o Hatake para casa.

Viu todos saírem, e após colocou sua mochila nas costas e passos pesados foi até a saída da sala.

Percorreu a escola, e discretamente foi para a área de estacionamento onde ela sabia que Kakashi a aguardava. Seria agora que teria que fazer o que Karin ordenara. Não queria faze-lo, mas porém a ideia do que poderia acontecer ao amado lhe deixava em pánico.

Ao chegar lá sentiu o seu corpo ser puxado e colidir com outro corpo, que ela a sentir o cheiro logo reconheceu como sendo do seu professor-namorado. Kakashi colocou o rosto na dobra do pescoço feminino e delicado, e plantou alguns beijos suaves, indicando que tinha tirado a mascara. Hinata estremeceu nos braços do Hatake que a agarravam possessivamente pela cintura fina, porém na sua mente veio a imagem do seu namorado sem expulso da escola e acusado de pedofilia. Seu corpo tencionou o que não passou despercebido aos toques do mais velho que virou a sua pequena de frente para ele. Ao faze-lo pode ver que a menina tinha uma expressão triste, preocupando-o. Indagou com expressão inquietada e voz calma mas séria.

-O que se passa menina?

Hinata então chegou-se para trás fazendo o mais velho tirar as mãos de sua cintura. Incapaz de olhar diretamente nos olhos do maior a Hyuuga baixou a cabeça, e tentou controlar a voz que ela sabia que sairia tremula devido aos marejar dos olhos.

-E-Eu não p-posso mais ficar com v-você Kakashi kun.

Kakashi ficou estático ao ouvir aquilo, mas recompôs-se indagando sério.

-O que você está dizendo…- Foi interrompido pela voz tremula mas alta da Hyuuga.

-E-Eu não vou ficar mais com você Kakashi kun, me perdoa..- Dessa vez foi interrompida e surpreendida pelos braços do Hatake ao seu redor e por sua voz séria e possessiva.

-Acha mesmo que pode se separar de mim? Acha que acredito que não me quer quando sei- pausou puxando o rosto da Hyuuga para cima, mirando a face molhada e algumas lágrimas- que você me ama? Ninguém, nunca vai tira-la de mim e você vai me contar quem está lhe forçando.

Hinata fechando os olhos com mais força pediu.

-P-Por favor Kakashi kun…- abriu os olhos ao sentir os lábios serem selados pelo dedo indicador do professor que estava sério, e apertou o abraço em torno o seu corpo.

-Você me pertence Hinata Hyuuga, não há nada desse mundo que mude isso.- Falou num tom calmo, abraçando com alguma força a namorada.

Hinata desistiu. Não conseguia fazer aquilo, e sentia-se ridícula por sequer ter pensado que conseguia. Ela era depende demais dele, que estava prejudicando a vida dele, mas ainda assim não queria ficar longe do amor que ele lhe oferecia, do carinho, do calor de seus braços a protegendo. A pequena garota apertou o casaco que o sensei usava, e enroscou a sua cabeça no peitoral definido. Kakashi começou a acariciar os fios lisos e macios da Hyuuga. Após acalmar Hinata, Kakashi afastou-a um pouco e pediu.

-Entre no carro pequena, vamos para minha casa é melhor conversarmos lá.

Hinata acenou em afirmação e foi na direção do carro, entrando dentro do automóvel preto quase ao mesmo tempo que o Hatake.

-Vejo que já se acostumou com ele.- Comentou vendo a garota corar, vexada.

Kakashi se referia a porta e cinto do carro que só passados vários meses ela conseguira arrumar uma maneira de colocar sozinha. Ela não tinha culpa que o carro tivesse uma porta difícil de abrir e um cinto em que era preciso ter o jeito certo de tirar.

Saíram calmamente do estacionamento, indo em direção á habitação do mais alto, no caminho quando pararam no sinal vermelho Kakashi lembrou.

-É melhor telefonar a sua mãe menina, iremos passar o almoço e um pouco da tarde juntos.

Hinata estivera tão nervosa que nem se recordara de avisar a mãe que não iria para casa almoçar. No momento já começava a sentir alguma fome enquanto o enjoou que a tristeza lhe causara começava a desaparecer, não sabia o que Kakashi e ela, poderiam fazer para alterar a situação em que se encontravam, mas tinha esperança que depois de lhe contar tudo Kakashi conseguisse ver uma saída. Continuaram o percurso e Hinata ligou para mãe contando que iria passar algum tempo com o namorado, mas que a tarde voltaria. Solicitou a Kyoko que toma-se conta da mãe que ela sabia não ser adepta de medicamentos.

Quando desligou o seu humilde celular viu que já estavam a chegar ao apartamento de Kakashi. O veículo foi deixado pelos dois e Saito apareceu, como sempre, cumprir o seu dever.

Dali foram para a luxuosa receção onde, como sempre que chegava o Hatake perguntou se algo havia chegado, pois com frequência o pai lhe mandava papeis da impressa ou qualquer outro tipo de material necessário. Ao receber uma resposta negativa do funcionário o casal subiu para o andar do apartamento do professor. A Hyuuga apesar das vezes em que tinha ido lá, não conseguia se habituar ao luxo que aquele lugar ostentava. Não que achasse feio, mas simplesmente sítios assim a deixavam pouco a vontade por demonstrarem na sua própria atmosfera, um pouco de frieza e alta sofisticação que ela sabia não ter, e além disso tinha uma forte preferência por locais mais simples e acolhedores.

O elevador abriu-se revelando um casal abraçado, que seguiu pelo corredor e foi de encontro a porta negra, Kakashi retirou a chave do casaco e enfiou-a na fechadura rodando a mesma. Ao abrir a porta, Kakashi deu passagem a menor que entrou rapidamente, e seguidamente adentrou ele o local. Um de frente para o outro, Kakashi largou a maleta em cima de uma mesinha metálica que havia ali, assim como a chaves do veículo em cima dela. Hinata estava parada de frente para ele, porém afastada. Kakashi foi até ela, e acariciou o rosto da moça, fazendo seguidamente um sinal para que ela se sentasse no grande sofá negro. Ambos o fizeram e então, olhando profundamente em seus olhos Kakashi proferiu.

-Não me esconda nada pequena, não vou aceitar que se afaste de mim ou me deixe.-

Hinata baixou a cabeça momentaneamente e depois ergueu confessando sincera.

-E-Eu t-também não quero deixar você Kakashi kun.

Kakashi sorriu ao ouvir aquilo sentindo sua possessão aumentar, o fato de saber que a pequena queria ser apenas dele o deixava louco. O sensei controlou os seus pensamentos possessivos, senão ele acabaria por agarrar a colegial ali mesmo.

-Então me conte menina, somos um casal e vamos resolver isto como tal.- Pediu calmo, se preparando para ouvir.

Hinata inspirou bem fundo e começou a contar detalhadamente ao Hatake tudo o que tinha acontecido, não ocultando nada. No final Kakashi viu Hinata retirar da mochila escolar o envelope que Karin lhe entregara.

-Aqui estão as fotografias Kakashi kun.

E o homem de cabelos cinza, pegou o tal envelope e viu o seu conteúdo sentindo a raiva lhe dominar. Como alguém podia ser tão idiota ao ponto de tentar separar a sua pequena de si? Nunca ninguém iria conseguir tal proeza, não enquanto ele existisse.

Hinata não pode deixar de sentir os olhos se encherem de água. O que eles poderiam fazer? Na sua mente não havia nenhuma solução para que nada ocorre-se com o namorado. A ruiva havia esclarecido que era se separar do professor, ou velo passar um escândalo que prejudicaria toda a vida dele. Hinata abaixou a cabeça sentindo lágrimas finas saírem dos olhos e Kakashi apercebendo-se disso, pousa o envelope sobre a mesa em frente ao sofá e ergue o rosto feminino, vendo-o já um pouco molhado do choro. Novamente o Hatake sentiu o seu coração doer com aquela cena e envolveu a moça em seus braços. Ela era tão frágil, tão pura, tão boa, ele nunca conseguiria se afastar dela.

-Se acalme meu anjo, nada vai nos separar.

Distanciando-se ligeiramente Hinata indagou mirando profundamente o amado em confusão.

-M-Mas como?

Kakashi explicou uma ideia que tivera, mesmo que terrível era a única solução.

-Na escola, fingiremos que tudo está terminado entre nós, e eu colocarei alguém seguindo Karin discretamente para descobrir onde ela escondeu as fotografias originais e depois as pegaremos.

Hinata ainda assim estava duvidosa.

-E se não as encontrar-mos?

Kakashi replicou.

-Então teremos de fingir até ao fim deste mês, depois disso me demito, e mesmo que me acuse de alguma coisa, sua família já me aprovou, não poderá fazer nada.

Hinata declarou abraçando-o.

-E-Eu te amo tanto Kakashi kun, não saberia viver sem você.

Kakashi por sua vez completou estreitando o abraço.

-Sou seu meu amor, nada me vai separar de você.

Na modesta habitação dos Hyuugas um pequeno terremoto acontecia.E esse pequeno incendente não era nada mais nada menos que Jiraya Uzumaki.

-O QUÊ? EU VENHO AQUI ALMOÇAR COM VOCÊS, E O EXIBICIONISTA CINZA ROUBA A COMPANHIA DA NOSSA MENININHA PARA ELE?

Rina suspirou enquanto ajudava Kyoko em pequenas coisas do almoço, retrucou.

-Jiraya quantas vezes tenho de lhe dizer que Hinata está namorando o Kakashi e é normal que eles as vezes almocem e saiam um pouco juntos?

O velho Uzumaki ainda assim não parecia muito convencido e choroso pronunciou.

-Mesmo assim, até o moleque me abandonou, foi almoçar fora com um amigo!

Rina então já farta de todo aquele choro do virou-se para o mesmo que se encontrava sentado na pequena mesa da cozinha e afirmou.

-Olha eu cá acho que você tá ficando muito chato e carente, recomponha-se homem, parece uma mulher passando pela menopausa.

Jiraya irritou-se.

-Quem está passando pelo menopausa é você.

Rina virou o rosto para o lado visivelmente um pouco chateada, e Kyoko interveio naquela conversa louca.

-Eu acho que os dois devem parar com isso, e comportarem-se como pessoas adultas, e agora, vamos comer porque o macarrão já está pronto e a salada também.

Rina torceu o nariz, estava um pouco nauseada devido aos medicamentos e a sessão de quimioterapia do outro dia.

-Não estou com muita fome Kyoko.

Kyoko fez cara séria porém calma disse.

-Mas tem que comer, e depois vai tomar a medicação.

Jiraya opinou.

-Vai comer sim senhora nem pense em fazer o contrário.

Rina irritou-se com a chamada de atenção dos dois amigos.

-Arre, eu sei disso só estava comentando, eu quero também cumprir o tratamento mas é difícil.

Kyoko sabia perfeitamente do que ela falava. Uma pessoa, especialmente uma enfermeira, eram pessoas acostumadas a cuidarem das outras, e não a serem cuidadas, sentiam-se inúteis, pois mesmo com todo o conhecimento que tinham, não podia se cuidar sozinhas.

Agradecimentos aos reviews:

Golin- Muito obrigada pelo seu review! É a Karin acha que deu a tacada de mestre, mas tá muito enganada! Espero que tenha gostado desse capitulo! Um abraço! :)

Guest - Muito Obrigada em primeiro lugar pelo review! Espero continuar agrandando você com a minha história e que tenha gostado deste capitulo! Até ao próximo! Kiss :)