Capitulo 21 – Pistas

As três horas da tarde já batiam no relógio digital do celular de Hinata quando a mesma descia do carro acompanhada de Kakashi que iria deixa-la na porta de casa. Com ela em baixo do seu braço e ouvindo a suave gargalhada da namorada por conta de uma brincadeira do mais velho que durante o almoço tentara quebrar a tensão que Karin impusera com as suas ameaças. Ela não perderia pela demora. Ao chegarem a soleira da porta puderam ouvir um resmungo bem alto e masculino que Hinata reconhecera de imediato que era de Jiraya. Com a provável discussão que se formava lá dentro o casal do lado de fora só conseguia rir discretamente. Rina e Jiraya nunca mudavam, eram como irmãos se alfinetando o tempo inteiro.

A Hyuuga menor estava de frente para o namorado que lhe acariciou o rosto, após ouvirem as vozes de dentro se acalmarem. Hinata por um breve momento recordou a situação em que se encontrava, e o seu olhar se entristeceu o que não passou despercebido aos olhos do maior, que viu o olhar dela baixar assim como curvar um pouco a sua cabeça para baixo. Kakashi então segurou o queixo feminino delicadamente e levantou-o analisando os orbes prateados da amada.

-Não pense nisso pequena, eu resolverei a situação, concentre-se nos seus estudos.

Hinata concordou.

-Eu sei Kakashi kun, mas tenho medo de não dar certo.

Kakashi sorriu acalmando-a.

-Não tem como não dar menina.

Hinata sorriu de volta e abraçaram-se, e Kakashi deliciou-se ao sentir a garotinha em seus braços. Ela era tão baixinha, e ele gostava disso particularmente. O momento romântico e calmo foi subitamente interrompido pela brusca abertura da porta, que revelou um Jiraya irritadíssimo e espantado.

-O que você está fazendo agarrado na minha Hime?

Rina logo se zangou com o amigo enquanto Kyoko levava as mãos a cabeça e a Hyuuga corava enquanto o Hatake sorria simpático por debaixo da mascara enervando o Uzumaki ainda mais.

No meio da discussão entre a Hyuuga mais velha e o Uzumaki, Kakashi beijou o topo da cabeça da garota e se despediu, ignorando toda a agitação a sua volta.

-Vou indo pequena, não pense nesse assunto.

Hinata sorriu calma para o Hatake indicando que confiaria nele. Este após retribuir o sorriso, meio a contra gosto foi em direcção ao portam, entrou no carro correspondendo ao aceno de Hinata e Kyoko visto que as outras duas pessoas presentes estavam muito ocupadas a gritarem um com o outro. Nada a que o herdeiro não se tivesse já habituado.

Assim que saiu da rua, a expressão do maior mudou de tranquila para séria, e parou a uns metros, para seguidamente pegar no telemóvel discar um número. Não queria perder tempo em resolver a situação, Karin definitivamente não sabia com quem estava se metendo.

O som de chamada se fez presente duas vezes sendo seguidamente atendido, ouvindo a familiar voz masculina de seu progenitor.

-Boa tarde Kakashi é uma surpresa a sua chamada.

Kakashi replicou polido, porém sério.

-Boa tarde, sei que foi de surpresa minha chamada mas não pretendendo tomar muito do seu tempo.

O Hatake mais velho logo previu que o filho estava necessitando de alguma coisa pois a voz do mesmo apesar de educada estava séria indicando que existia algum problema um tanto sério pois Kakashi só recorria a ele em último caso, foi directo ao ponto.

-O que você deseja?

Kakashi não se acanhou e logo solicitou.

-Preciso que me empreste os serviços de Ibiki.

Sakumo sentiu a sua curiosidade se aguçar. Era um fato, todos os Hatake tinham uma maninha de quer saber tudo sobre todos.

-Vejo que está com um problema mais sério, e aposto que envolve a sua menina.

Kakashi confirmou a suposição do pai, não valia a pena esconder nada dele.

-Sim, mas logo esse problema será resolvido.

Sakumo aconselhou.

-Qualquer que seja o problema tome cuidado, perante a lei o fato de você estar namorando uma aluna de 16 anos é crime.

Kakashi agradeceu.

-Obrigado pelo conselho porém eu sempre soube onde estava metendo, nunca me arrependerei de nada.

No rosto de Sakumo um sorriso fez se presente.

-Vou pedir a Ibiki que vá até Konoha, mais lhe envio o contacto dele.

Kakashi mais uma vez agradeceu.

-Obrigado pela sua ajuda.

Sakumo apenas exprimiu o que pensava.

-Não precisa me agradecer, proteja quem ama, meu filho.

Completamente convicto Kakashi respondeu.

-É o que farei.

E desligou o celular indo de volta para casa, onde o trabalho de professor o esperava.

Dois dias haviam se passado e Karin saia com Shion da sala de aula sorridente. Sentia-se vitoriosa, pois seu plano havia dado certo. O Hatake ficava na sala de professores todos os intervalos, o que indicava que os encontros com a múmia tinham enfim terminado. Ele podia não quere-la, mas ser trocada por uma sem sal como Hinata ela definitivamente não admitia. No seu pensamento a Hyuuga sequer era digna de ser sua rival, ela estava num nível muito maior.

Shion indagou.

-Hoje vamos ao Saint Crayzinees?

Karin observou abismada a amiga, ela ainda perguntava uma coisa daquelas?

-Obviamente que vamos! Já chamei Ayame e a Konan que vai vir com o Nagato e bem…- Riu maliciosa e Shion soube logo de quem se tratava.

-Hidan. - Finalizou a loira a discurso da outra.

Karin soltou uma exclamação.

-Ahh … Hoje tenho de arrumar um jeito de traze-lo de volta para a minha cama.

Shion inquiriu.

-Ele deve ser muito bom de cama para você fazer esquemas para voltar a transar com ele.

As duas a esta altura já iam no corredor.

-Ele é óptimo além de bem dotado, apesar de eu ter a certeza que o sensei Hatake é mais.

Shion ficou surpreendida.

-Como você sabe?

Karin redarguiu como se fosse óbvio.

-Mesmo com a calça jeans escura que ele usa, é bem fácil de ver que é grande, faz um volume bem elevado na virilha.

Shion riu maliciosa.

-Meu deus você é completamente tarada por esse homem.

Karin apenas deixou no ar.

-Você nem imagina o quanto.

Quando saíram do colégio, nenhuma das duas notou que um par de olhos as seguiam.

….

Konan terminava de se arrumar em casa, enquanto dois homens belos a esperavam na sala de sua casa. Konan já vivia sozinha com Nagato. Na sala os dois conversavam animadamente.

-Não acredito que você ainda não esqueceu essa história da anjo! Por diabos homem você só viu a moça uma única vez.

Hidan soltou um resmungo de desagrado em relação ao comentário do ruivo. O que ele podia fazer se não conseguia esquecer os olhinhos perolados da menina? Ele não tinha culpa de não conseguir esquecer. Nagato olhou para o corredor e depois chamou.

-Você ainda vai demorar Konan?

A moça de cabelos azuis-claros gritou de volta.

-Só mais um pouquinho Nagato.

Nagato bufou impaciente e Hidan riu da faceta do amigo. Ele sabia que aquele "só um pouquinho" de Konan era pelos menos mais meia hora para se arrumar.

O de cabelos cinza jogou-se no sofá do amigo, ouvindo o som de papel a ser esmagado. Tanto ele como Nagato miraram-se confusos, e Hidan levantou-se, e desviou a almofada fitando um envelope debaixo do local onde o travesseiro estranhou aquilo, pois não sabia o que era.

-Isso é seu Nagato? – Questionou Hidan.

Nagato logo esclareceu, porém num tom levemente surpreso por tal objecto estar ali, aquilo não estava lhe cheirando bem, pois no outro dia de tarde Karin tinha estado ali, e sempre que ela aparecia naquela casa era confusão. Como ele tinha chegado tarde do trabalho na noite anterior, fora directo para o quarto.

-Não, deve ser de Konan.

Os amigos olharam entre si. Os dois leram no olhar um do outro que algo não estava bem.

-Tem algum tipo de identificação?

Hidan virou o envelope vendo o verso do mesmo. Também não tinha nada escrito. Definitivamente aquilo não estava cheirando bem.

-Não nada, está completamente liso.

Nagato então não contendo mais a curiosidade, e achando tudo aquilo já muito estranho pediu.

-Me passe o envelope, por favor Hidan, vou abri-lo.

Hidan espantou-se com a atitude do ruivo. Não era normal Nagato vasculhar nas coisas da namorada.

-Você está desconfiado de alguma coisa?

Nagato replicou com seriedade.

-Ontem Karin, pelo que Konan me contou, esteve aqui com as outras amigas dela, e antes disso não estava aí nenhum envelope. Isso está me cheirando mal.

Hidan concordou com ele.

-A mim também, e vindo e Karin é confusão na certa.

Nagato maneou a cabeça e analisou o corredor novamente e ouviu uma música baixa sendo ligada, indicando que Konan ainda ia demorar mais um pouco.

O apartamento era médio, e a sala e a cozinha eram juntas, ou seja não havia uma divisão entre si. Nagato rapidamente foi a uma das gavetas de talheres e retirou uma faca pontuda de lá. Os dois sentaram-se no sofá de dois lugares e curvaram-se levemente sobra a mesa e Hidan deu o envelope a Nagato que com cuidado para não rasgar o papel, abriu-o.

Quando terminou de faze-lo tal foi a surpresa de ambos quando as fotos deslizaram para fora do envelope revelando a "anjo" abraçada ou sendo beijada pelo cara que a tirara de perto deles. Nagato ficou surpreso tentando assimilar aquilo e compreender o porquê das fotos da moça, enquanto Hidan falou alto levantando-se do sofá.

-Mas que porra é essa?

Nagato logo o mandou calar.

-Cala-te homem, a Konan está lá dentro.

Hidan tentando acalmar-se virou de costas, ver sua "anjo" ser beijada pelo outro na foto, o tirava do sério.

-Guarde isso, se quer que me acalme.

Nagato acatou o rogo do amigo e guardou todas as fotografias dentro do maldito envelope. Mas afinal o que raios era aquilo? O que faziam fotografias daquela menina na casa dele? Como Konan conseguira aquilo? Na sua mente, havia apenas uma explicação: Karin sabia quem era a "anjo" de Hidan, e por alguma razão tinha tirado aquelas fotografias para de alguma forma prejudicar a moça. Nagato conhecia Karin bem o suficiente para saber que alguém como ela nunca seria amiga de alguém como aquela garota da foto, além de que sabia que Karin gostava de usar garotas do tipo como alvos, onde descontava a sua frustração e falta de amor.

Hidan já mais tranquilo perguntou sério, algo raro no caso dele.

-O que vamos fazer com isso?

Nagato deu a resposta mais sensata.

-Acho melhor descobrimos onde para a sua anjo, e entregar-mos isso a ela, tá de cara que Karin a conhece, e provavelmente está usando estas fotografias para prejudicar a moça de alguma forma. Até lá você fica com esse envelope bem guardado.

Hidan concordou com o outro rapaz, mesmo vendo que a sua anjo estava enamorada de outro, ele nunca ia permitir que Karin a machuca-se, isso nunca. Descobriria onde a menina estudava e lhe daria as fotos, aproveitando para reencontra-la.

Kakashi praticamente devorava a boca pequena da amada. Ele havia ido a casa de Hinata naquela tarde mas não podia ficar mais que duas horas pois a sua pequena tinha de estudar para os exames que ocorreriam no inicio o próximo mês. Não conseguiam passar muito tempo juntos, devido as horas de estudo, fora da escola e Karin dentro da mesma, visto que tinham de fingir estarem separados. Eram tempos negros para os amantes que aproveitavam cada segundo que podiam passar juntos. Os dois estavam sozinhos em casa visto que Rina quisera sair um pouco e visitar Jiraya, almoçando assim com o mesmo, deixando a casa livre para o pitoresco casal. Logo após tudo arrumarem do almoço. O Hatake a pegara pela cintura fazendo os pés pequenos se despegarem do chão e as pernas delicadas enlaçarem o quadril enquanto a prensara na parede em frente a cozinha, ou seja na do corredor ao lado da porta da sala. As mãos possessivas do homem apertavam as pernas finas e macias protegidas apenas pelas não tão grossas collans. O inverno já não estava mais tão rigoroso visto que se aproximavam da 'primavera, Kakashi mal podia esperar pelo verão de modo a sentir a pele feminina por completo sem nenhum empecilho.

Hinata tentava corresponder ao beijo, mas assim como na maioria das vezes ela não tinha experiencia suficiente para conseguir faze-lo. Céus, como era arrebatador e irresistível e igualmente embaraçoso. Sentia vergonha quando ele a pegava daquele jeito um tanto primitivo, as sensações de desejo que ele lhe provocava dois sentimentos, o primeiro a vergonha e o segundo um certo medo pelo que era desconhecido.

-K-Kakashi kun- Murmurou quando o amado lhe abandonou os lábios delicados que estavam completamente inchados e vermelhos devido as sucções e mordidas que sofrera, Kakashi tinha um fetiche por morder os seus lábios, se bem que ele queria morder gentilmente cada parte do corpo delicada da sua pequena.

- Esses tempos tem sido horríveis…- declarou enquanto chupava o pescoço alheio e pálido… detesto ficar longe de você.

Kakashi retornou novamente para cima, contornando todo o pescoço e maxilar fino.

-E-Eu t-também s-sinto saudades K-Kakashi kun…- Confessou completamente rubra porém apaixonada.

Kakashi sorriu no meio dos pequenos chupões que fazia perto da orelha, plantando pequenos beijos superficiais em seguida. Olhou-a profundamente enquanto encostava sua testa na dela, e com a ajuda do maior as pernas de Hinata deixaram de abraçar o quadril do sensei, e os seus pés voltaram a tocar o chão.

-Devo estar assustando você, mas o fato é que ficar longe me deixa nesse estado desesperado!

Hinata retrucou compreensiva mas vexada.

-E-Eu sei c-como se sente K-Kakashi kun, eu s-sinto o mesmo!

O Hatake sorriu de novo para ela e foi prontamente retribuído com o sorriso que ele mais amava nela. O sorriso vivo e apaixonado, que fazia os seus lindos olhos perolados brilharem. Ela era tão bela aos seus olhos que, nunca ele encontraria palavras para descrever, toda a sua beleza quer exterior querer interior.

Esperava ardentemente que Ibiki, já tivesse pelo menos uma suspeita de onde ela poderia ter guardado a carta. Ele sabia que esperta como era, Karin não tinha guardado as fotografias originais em sua própria casa. O mais provável era que estivessem na casa de uma amiga de sua confiança. De qualquer das formas Kakashi sentia que essas fotografias acabariam por aparecer, seu sexto sentido lhe dizia isso, e raramente sua intuição falhava. Desencostou sua testa da dela e posicionou-se direito, pois para alcançar o rosto da sua pequena ele sempre se curvava. Com uma das mãos segurou o rosto pequeno, pelo queixo subindo-o para cima, e sugeriu.

-O que acha de vermos um filme, faz muito tempo que não fazemos isso.

Hinata aceitou mais vermelha que um carro de bombeiros, por se lembrar o que acontecera uma certa vez naquela mesma sala no aniversário de Kakashi.

-H-Hai K-Kakashi Kun.

O Hatake aproximou-se sedutor deslizando a mão que segurava o maxilar feminino, para o pescoço seguido até a cintura onde apertou, diminuindo a distância entre ambos.

-Você está tão envergonhada pequena, por acaso lembrou de algo?

Hinata quase desmaiou naquele momento, será que ele lia a sua mente? Na realidade não mas ele a conhecia bem, sendo dessa forma a pequena Hyuuga completamente transparente. Além do que ele tinha se recordado também.

-E-Eu…B-Bem…- Tentou a rapariga dizer alguma coisa mas não foi capaz de proferir nada.

-Não se preocupe pequena, eu pretendo relembrar e outro jeito. - Determinou o mais velho, com um sorriso malicioso.

Aquela seria uma hora muito bem aproveitada. E Como.

A cozinha de Jiraya era arrumada com precisão pelas duas mulheres que tinham expulsado aquele homem de grande porte da cozinha como se de um ratinho se tratasse. Era incrível como Rina conseguia sempre fazer gato-sapato do coitado, se bem que quase toda gente que o conhecia conseguia fazer o mesmo com ele. O temperamento esquentado o tornava um alvo fácil. Mesmo que fosse contra no final acabava sempre por ceder, essa era a sina do velho Uzumaki.

-Vocês já terminaram tudo ai dentro? - Perguntou entediado tanto pela espera como pelos próprios pensamentos.

Kyoko e Rina replicaram em alto e bom som.

-QUIETO!

Jiraya encolheu-se no sofá da sala, suspirando. Afinal sendo ele o único homem ali presente contra duas mulheres era melhor ficar quieto mesmo, caso contrário uma panela poderia vir voando na sua direçã que vida! Mas ele adorava, e não queria sequer pensar no que aconteceria consigo caso Rina falecesse. Era muita dor para o seu coração, mas sabia que teria que ser forte para apoiar e consolar a sua mini Hime, que ele sabia que sofreria tanto quanto ele próprio. Mas isso era algo que só daqui a muitos anos iria acorrer. Assim pensava Jiraya, porém infelizmente ele estava redondamente enganado.

….

Os olhos de Hinata praticamente rolavam do prazer que sentia no exacto momento Hatake acariciava em movimentos ciculares nem muito rápidos nem muito lentos o seu pequeno ponto de prazer. Hinata tentava controlar, por vergonha os seus gemidos de prazer, porém um gritinho ou outro sempre escapava da sua boca. O Kami sama, como aquilo era bom. Para além dos toques ousados no seu corpo o Hatake beijava todo o seu pescoço com luxúria, levando a Hyuuga a loucura. Os seus corpos suavam um pouco de pura excitação. Kakashi não conseguia conter a satisfação que sentia ao ver a sua menininha se contorcer com seus toques. Podia ser um pensamento sujo, mas o fato é que lhe dava um prazer enorme saber que seria o primeiro e único homem a tocar na sua pequena.

Os movimentos aceleraram e Hinata não conseguiu se conter e gemeu bem alto, os dedos de Kakashi eram levemente ásperos, e deixavam-na louca. Um grito estritamente feminino preencheu a casa quando a Hyuuga gozou fartamente nos dedos de Kakashi, que no final completou.

-Está a sentir pequena? - Interrogou sussurrando enquanto tocava a sua minúscula entrada vaginal gentilmente, sentindo a barreira que a cobria. - Um dia estarei aqui, lhe acariciando também, mas de um jeito muito mais prazeroso.- E retirou mão da calcinha da jovem que se encontrava totalmente molhada dos fluidos da namorada.

Sem pudor algum Kakashi lambeu os dedos sentindo o sabor doce que sua menina."A mais doce que já provei" pensou o Hatake enquanto sentia o sabor dela nos seus lábios. Hinata mesmo tremula de imediato fechou as pernas, assim que a mão do Hatake de lá saiu. Sentia-se quente tanto do prazer que recebera como do embaraço que já começava a se fazer presente.

-Você é incrivelmente doce pequena. – Elogiou o Hatake, meio que propositado para envergonha-la.

Hinata o repreendeu.

-N-Não d-diga essas c-coisas K-Kakashi kun.

Kakashi continuou provocando.

-Mas é a verdade minha menina.

Hinata enrubesceu ainda mais. Kakashi estava sentado no chão, com as costas encostadas no sofá atrás dele, e Hinata estava no seu colo com as costas coladas no seu peito largo. O filme que haviam colocado no inicio já tinha terminado, o que indicava que já se tinha passado pelo menos uma hora.

O Hatake ia pronunciar algo, quando ouviram-se batidas ritmadas e calmas na completamente corada ergueu se de imediato, pensando na reacção de Jiraya quando a visse naquele estado.

Kakashi quase riu do nervoso em que ela se encontrava, vendo que ela não parava de tremer da vergonha, ele se levantou do chão, recolocando a mesa da sala e a cadeira no lugar. Foi na direcção dela e começou a ajuda-la a colocar as roupas no lugar, e os fios azul petróleo no lugar.

Após isso feito Kakashi não pode deixar de sorrir ao vê-la toda corada ir para o corredor, abrir a porta a quem estava do lado de fora. A vergonha que ela sentia, não demonstrava apenas o seu pudor mas também o quão recatada e pura ela era. E isso o excitava tanto. Recolocou a sua mascara.

O Hatake foi atrás de Hinata, e no momento em que ele chegou no corredor Hinata abriu a porta, indicando que antes provavelmente, tinha se olhado uns segundos no espelho, para ver o quão suspeita era a sua aparência. Ao abrir a porta deu de cara não com a sua mãe, Kyoko e Jiraya, mas sim com duas amigas suas. Ino e Sakura, carregando livros, pois elas também tinham exames. Estavam na casa de Hinata para estudarem juntas, geralmente funcionava quando o faziam.

Ino nem se fez de tímida e logo foi entrando seguido de uma Sakura que resmungava alguma coisa.

-Boa tarde Hina chan, nos viemos…- A loira parou de falar ao avistar o sensei." O meu Gaara kun é alto, mas o Sensei Hatake abusa".

Ino ficou sem saber o que dizer, mas Sakura logo se enunciou.

-Desculpem, nós viemos em má altura e…-Calou-se ao ouvir a voz grave e levemente rouca do sensei.

-Não se preocupem, eu já estava de saída, espero que os estudos ajudem.

Kakashi foi então na direcção da garota mais pequena e depositou um selinho na testa da mesma coberta pela franja recta e grande. Despediu-se dela num tom de voz sensual. As amigas de Hinata observavam os movimentos daquele homem que exalava masculinidade e confiança em si mesmo.

-Até amanhã pequena.

E saiu. Ao faze-lo a Hyuuga fechou a porta, e virou de volta para as amigas onde encontrou uma acanhada por interromper o casal e outra com uma cara maliciosa que logo fez questão de dar as de sua graça.

-Aposto como você e esse sensei todo-poderoso, tavam se agarrando naquela sala não é?

E Hinata corou ainda mais, aquilo era só o inicio do interrogatório nada discreto que Ino lhe ia fazer.

Já era de madrugada quando Karin, Shion, Ayame, Konan, Nagato e Hidan saiam do local. Hidan tinha feito certo charme a Karin porém não fora para ter alguma coisa com ela mas sim para saber mais sobre onde parava a sua anjo. Afastou-se junto com Karin dos outros.

Hidan provocou.

-Sabe Karin, não percebo como fiquei tanto tempo grudado na anjo.

Karin já embriagada replicou arrogante.

-Realmente Hidan você devia estar louco ao me trocar por aquela suburbana. -Hidan controlou-se e continuo o seu teatro.

-Ele é suburbana?

Karin falou com desprezo.

-Hai, vive na periferia junto num bairro tão sem graça e pobre como ela.

"Então ela vive na periferia, e num bairro mais humilde"Pensou o rapaz, seu campo de busca estava diminuindo.

-Você conhece ela?

Karin riu debocha.

-Claro que sei quem é. É Hinata Hyuuga, a múmia insonsa da minha turma.

Finalmente ela tinha lhe dado a última pista. Geralmente pessoas de bairros mais humildes conheciam-se umas as outras, não seria difícil encontra-la. Agora tinha de se livrar do porre que estava colado a ele chamado Karin. "Realmente só bêbado ou drogado para um homem te querer na cama Karin" Concluiu Hidan" Mas no fundo sinto pena de você, da sua falta de amor da sua solidão." Hidan não gostava de Karin, mas sentia-se compadecido dela. Mal sabia ela que a desgraçada triste, não era a Hyuuga mas sim, ela, e talvez fosse por isso que implicava tanto com a mesma, pois cada vez que se comparava com ela, podia ver o quão superficial e vazia era a sua vida.

Kakashi acorda no meio da noite com o som do celular. Tacteando pela mesa-de-cabeceira, o Hatake acha o aparelho e no visor do mesmo ele observa e vê o número de Ibiki. Tinha dito ao homem que lhe liga-se caso tivesse alguma informação por mais pequena que fosse. Atendeu a chamada

-Boa noite .

Kakashi já desperto, pois seu sono era leve fala.

-Boa noite Ibiki, quais as novidades?

O Senhor Ibiki foi directo ao ponto.

-Hoje a Senhorita Karin encontrou-se com algumas outras moças, porém houve uma com quem ela teve mais ligada.

Kakashi ficou interessado.

-Quem é?

-Uma moça cujo nome é Konan, pelo que percebi era a garota mais velha do grupo. - Irei vigia-la.

Kakashi sorriu com satisfação. Era obvio que quem tinha as fotografias originais era uma amiga fora da escola, assim estas sempre estariam em segurança e nunca ninguém iria desconfiar.

-Ok , por hoje deixe como está amanhã logo lhe digo como deve proceder, vá descansar.

Ibiki maneou a cabeça do outro lado.

-Hai .

E desligou. Logo depois o detective sorriu, de fato o herdeiro Hatake estava cada vez mais parecido com o próprio pai.

Agradecimentos aos reviews:

Golin - Obrigada pelo seu review! Ele me anima muito! Vou rever o capitulo, é bem provável que tenha algum erro, sempre que posto é na correria!kkk obrigada por me dizer, e já sabe se quiser dizer alguma critica ou assim esteja a vontade! :)