Capitulo 27 – Uma batalha, Dois inimigos.

Tsunade considerava-se uma mulher determinada e de ideias fixas e neste caso ela não seria diferente. Há muito tempo que vivia se perguntando que estava acontecendo com a menina Hyuuga, e agora já se encontrava a caminho da casa da mesma querendo saber o que estava acontecendo.

Já sabia onde era a residência Hyuuga através da ficha de Hinata e não se espantou quando ao virar o carro adentrou um bairro humilde mas bem cuidado. Afinal ela sabia que Hinata era bolseira. Rapidamente deu de cara com a pequena habitação dos Hyuugas e estacionou o carro em frente a casa da mesma. Uma coisa ela estranhou. O fato era que na frente da casa da família estava um automóvel de luxo que lhe era familiar, ela só não conseguia se lembrar direito de onde. Tsunade ficou martelando de quem poderia ser aquele carro tão luxoso pois obviamente das Hyuugas não era, e se não era de quem seria então? Saiu do carro estilo familiar prateado, com um olhar desconfiado de que alguma coisa errada estava acontecendo.

Em poucos passos estava de frente ao portão branco da habitação e abriu de modo a ir bater na porta. E foi o que fez.

...

Os beijos apaixonados eram cada vez mais fogosos e o Hatake não tinha qualquer vergonha em adentrar com a mão masculina a blusa da Hyuuga. Como era fim-de-semana, Rina sairá com Jiraya e Kyoko para irem as compras de manhã, com o propósito de não apenas se distrair e ver os mantimentos necessários a família, mas também de deixar o casal a sós por algumas horas.

Kakashi obviamente assim que vira Rina cruzar a porta da rua sobre o olhar irritado de Jiraya que fora contra deixa-los sozinhos, ele agarrara a Hyuuga e a prensara na parede mais próxima.

As pernas delicadas da Hyuuga estavam em seu redor tal como ele havia induzido a fazer, e as mãos da mesma acariciavam seus cabelos enquanto se beijavam com loucura. Já as mãos dele, se encontrava neste momento na cintura nua da menina, e a outra estava na coxa descoberta. Era primavera, e estava um dia ameno, então tudo o que a garota usava era umas folgadas calças de pano, que estavam completamente subidas, e uma blusa de manga comprida com uma de alças por baixo. O ex-sensei realmente sempre fora um grande adepto das estações mais frias, mas começava a gostar cada vez mais das quentes, especialmente pelo fato de a sua pequena menina deixar os collants de lado.

A língua pequena da Hyuuga se entrelaçava com a do maior numa dança onde ela se deixava ser conduzida, porém essa dança foi interrompida quando o namorado desceu os lábios másculos e macios sobre o pescoço delicado, e em prazer Hinata gemeu baixinho e jogou a cabeça para trás oferecendo ainda mais aquela parte do seu corpo ao noivo que a marcava e desgostava.

O calor aumentava entre os dois no entanto, duas batidas, nem muito suaves nem muito fortes, avisaram ao casal que não estavam mais sozinhos.

Kakashi reclamou ainda falando contra a pela acetinada.

-Quem será a esta hora? Sua mãe saiu faz pouco tempo.

Hinata que já colocara seu pescoço na posição original, e vermelha ponderou.

-É m-melhor i-ir abrir.

Kakashi recolocou então a menina no chão muito a contra gosto e questionou.

-Quem vai abrir?

Hinata rapidamente se prontificou.

-V-vou e-eu, p-pode s-ser a-algum vizinho.

Kakashi assentiu, e proferiu.

-Irei para a cozinha preparar algo para bebermos depois.

Hinata comentou sorridente.

-V-você já conhece todos os cantos da casa.

O Hatake maneou a cabeça em confirmação.

-Mas é claro.

Ambos sorriram de leve, até que ao ouvirem uma terceira batida, lembraram-se que tinha pessoas esperando. Ajeitaram suas roupas.

Kakashi então foi para a cozinha e Hinata foi abrir a porta. Quando terminou de faze-lo os olhos perolados da menina quase saltaram das orbitas. Estava ali, em carne, osso e determinação Senjo Tsunade com um ar de quem como sempre, não aceitava um não como resposta.

-Bom Dia menina Hyuuga.- Cumprimentou a loira achando estranho o ar atrapalhado da menor.

Hinata com tamanha surpresa, quase perdera a fala. Gaguejante e nervosa retribuiu o cumprimento.

-B-Bom d-dia T-Tsunade S-Sama.

A garota não sabia o que fazer nem como agir. Kakashi estava na cozinha que ficava apenas, nem um metro de diferença da porta de entrada. Rezava que o Hatake conseguisse ter ouvido a voz de Tsunade, e ficado na cozinha escondido, caso contrario eles iriam ter sérios problemas.

-Desculpe ter vindo a esta hora mas...- Sua voz morreu quando, viu o seu ex-aluno e ex-professor que contratara, aparecer atrás da Hyuuga saindo de uma das portas do corredor.

Kakashi que na cozinha tinha reposto a sua mascara, só não pareceu mais espantado por causa da mesma. Estava a espera de ver qualquer pessoa ali, menos Tsunade. Porém sua face tomou feições serias e antes que a sua ex-patroa tira-se conclusões demasiado precipitadas, interferiu fitando a Senju, e se colocando ao lado de Hinata:

-Antes que tire conclusões precipitadas saiba que tenho uma explicação assim como tomo qualquer responsabilidade que isso possa acarretar.

A Senju se recompondo do choque, com um ar severo retorquiu.

-É bom que tenha Sr. Hatake pois caso contrario não hesitarei em tomar providencias.

Hinata estremeceu ao lado do Hatake que a fitou tranquilo, como se desejasse passar o sentimento de calma para ela. Ele sabia que a relação que ele tinha com a adolescente era considerada errada, e que eles teriam de enfrentar muitas tempestades, e esta seria uma delas.

...

Os rapazes reuniam-se na casa de Lee, que sentindo-se sozinho com a ausência de Tenten que tinha um trabalho da faculdade para realizar na casa de uma colega.

Os outros por sua vez, abandonados por suas namoradas por obrigações que as mesmas tinham de cumprir, também ali estavam. Porém uma cabeleira loira estava fora daquilo que era costume acontecer, atrasada. E esse de momento era o tópico de conversa dos cinco amigos que jogavam uma partida de cartas.

-Tou estranhando essa demora do Naruto.- Comentou Lee, sentindo-se quase um peixe de fora de água, afinal todos os outros amigos eram mais calados e reservados, e não conversadores como ele.

-Realmente, essa tarde tá sendo calma demais, até para mim.- Concordou Shikamaru.

Sasuke suspirou e confessou seus pensamentos.

-Por mi tá ótimo assim, só dessa maneira é que eu tenho paz de espirito.

Gaara corrigiu.

-Só assim que você não tem que falar da sua vida amorosa, já que o Naruto vive dando palpites sobre ela.

Sasuke ficou corado com o comentário, a verdade é que sem Naruto, sua vida amorosa não seria posta como tema de conversa.

-Puts, o Naruto é um idiota fofoqueiro isso sim, e eu não sou a única vitima dele, você também é.- Se defendeu Sasuke, alfinetando o amigo. Gaara por sua vez também ruborizou, e Sasuke ao ver isso sorriso convencido e vitorioso. "A melhor defesa é o ataque", pensou o Uchiha diabolicamente.

Shikamaru não conteve um pensamento que cruzou a sua mente.

-Se Temari tivesse aqui ela ia dizer que vocês tão parecendo a Hinata, todos coradinhos como um pimentão quando o assunto é a vida amorosa.

Os dois ficam ainda mais corados e são salvos por Lee que vendo que tinha uma péssimo jogo perguntou.

-Em relação a Hina chan, é verdade que ela tá noiva do tal professor? A minha Ten-chan falou qualquer coisa sobre isso, mas não entrou em detalhes.

Os amigos chocados com a revelação, nomeadamente Gaara e Sasuke.

-O QUÊ?

Shikamaru suspirou e murmurou um "que seca" baixinho. Lá teria ele de contar tudo. Já que sua namorada sobre o assunto com ele, preocupada com a amiga.

-O Professor Hatake pediu Hinata em casamento, porém eles não vão se casar agora.

Nesse momento o som de duas batidas na porta são ouvidas e ignoradas pela maioria que continuou a conversa e jogo enquanto Rock Lee se dirigia a porta já sabendo quem estava do outro lado.

-Mesmo assim a Hinata é a mais nova das meninas, a garota fez 16 anos ainda nem fez seis meses.- Confessou Gaara.

Sasuke no entanto parecia ter uma opinião diferente.

-Não acho que seja assim tão cedo, afinal eles não se casar de imediato, e pelo que ouvi do meu irmão o professor é muito possessivo em relação a ela, provavelmente está já ficando noivo para ter a certeza que nenhum cara se aproxima dela. Além do que ouve um cara que chegou nela no casamento da minha tia e isso deu maior barraco...

No instante seguinte Lee chegou com Naruto a sala, e este foi se logo sentando, no lugar que era de Lee, entorno da média e redonda, mesa da sala.

-O que é que deu barraco?

Sasuke alfinetou, não perdendo a oportunidade.

-Você chega atrasado, rouba o lugar dos outros e ainda quer cuscar na conversa alheia.

Naruto replicou.

-Eu tive os meus motivos para chegar atrasado.

Gaara curioso indagou.

-E posso saber que "motivos" serão esses?

O Uzumaki tomou feições sonhadoras, e quase escorreu baba pela sua boca quando disse.

-É a minha loirinha linda.

Os amigos ficaram todos boquiabertos observando o loiro. Sasuke não conteve a interrogação que se formava na cabeça de todos.

-Quem é a coitada? Melhor a santa que terá que carregar você como cruz?

Naruto emburrou zangado com os comentários do moreno, mas retrucou a letra.

-se eu sou uma cruz que ela carrega você é o caminhão que a pobrezinha da Sakura tem que puxar montanha acima.

Sasuke cuspiu de volta.

-ORA SEU IDIOTA COM CABELO COR DE3 BURRO QUANDO FOGE.

Naruto muito calmo e sínico replicou. Colocando a mão por cima do ombro do amigo.

-Eu sei que você me ama emo bicha, não precisa dizer pra tudo mundo já imaginou se a Sakura fica sabendo do seu amor secreto por mim ela fica triste a pobrezinha.

Sasuke ia pular no pescoço do Uzumaki porém Shikamaru impediu.

-Calma Sasuke você sabe que o Naruto só sabe dizer idiotices.

Naruto ficou emburrado, porém relembrou o assunto do início.

-É verdade de que barraco vocês estavam falando?

Sasuke já recomposto continuo.

-Eu antes de você chegar, estava falando de um barraco que aconteceu no casamento da tia Kurenai, ao que parece foram dois, o segundo foi pior que o primeiro.

Naruto comentou.

-Eta gente barraquei, mas o que aconteceu?

-Ao que parece o primeiro foi por causa de uma mulher que conhecia do professor Hatake e chegou lá humilhando a companhia dele, nesse caso, a Hinata.

Naruto pronunciou com pensar.

-Coitadinha da Hina chan, ela é tão legal.

Sasuke assentiu, e deu continuação aquilo que estava contando, sendo atenciosamente ouvido pelos amigos.

-Eles expulsaram a mulher, mas ao que parece, havia outro caro, que depois de a confusão ter esfriado um pouco, assim que viu Hinata sozinha, tentou agarra-la, e foi ai que a parada sujou de vez. O sensei viu e esmurrou o desgramado, e depois obviamente o correram a pontapés.

Gaara não conteve e a língua.

-Se fosse eu tinha feito o mesmo, otário que não respeita mulher só merece isso, porrada na venta.

Todos concordaram com a cabeça.

-É pelo visto o caso é sério.- Comentou Naruto9.

-E você ainda não viu nada, pouco tempo depois o sensei pediu Hinata em casamento. - Contou Lee.

Naruto arregalou os olhos cor de safira.

-ELES VÃO SE CASAR JÁ? A HINA AINDA PARECE MUITO MENINA.

Shikamaru, querendo terminar o assunto.

-Claro que não vai ser agora, mas sim daqui a algum tempo.

Naruto assim como os outros pareceu ficar mais aliviado com o que escura como resposta a sua questão. Realmente Hinata, era aos olhos de todos, muito jovem para estar casada e para alguns até mesmo para estar noiva.

Gaara concluiu.

-Bem eu só espero que essa história termine bem.

Todos concordaram e voltaram-se para outros temas de conversa, assim como para outros jogos.

...

Rina, Jiraya e Kyoko caminhavam pelo mercado calmamente. Quer dizer não tão tranquilamente devido ao emburramento de Jiraya que ficava o tempo todo resmungando o quão chateado estava por ter deixado a sua menina nas mãos daquele professor pervertido. Sim ele sabia que o Hatake era um pervertido, porque ele mesmo era um pouco. De vez enquanto, escrevia, em segredo alguns textos, no mínimo indecorosos, e em alguns sua musa inspiradora havia sido Rina. Amava muito aquela mulher, tanto ao ponto de aceitar que ela apenas o quisesse como um amigo, um irmão. Ele sabia que Rina, sempre seria completamente apaixonada pelo falecido marido, Hiashi. Ele não chegara a conhecer o marido da mesma, mas conhecia a dimensão do amor que Rina tinha por ele, mesmo depois de morto. E de alguma forma ele sentia que tinha o dever de proteger Hinata, como se fosse o pai da mesma.

-Não devíamos deixar Hinata sozinha com aquele lobo, ele é capaz de devora-la.

Rina e Kyoko não conterão o riso.

-Jiraya, o Kakashi, não é nenhum lobo, e para além disso eles namoram e estão noivos.

Jiraya resmungou novamente.

-Nem me lembre que a Hime já ficou noiva desse cara.

Kyoko interpôs.

-Jiraya san, não fique desse jeito, eles se amam e se dão bem e respeitam, isso não é mais importante, a felicidade dos dois?

Jiraya replicou num murmúrio contrariado.

-Hai é importante.

Rina sorriu.

-Finalmente você concordou com alguma coisa.

E o trio continuou seguindo caminho pelo mercado.

...

Na sala de estar da residência Hyuuga, se havia instalado um silêncio e tensão de cortar a faca. Tsunade estava sentada no sofá enquanto o casal estava sentado a sua frente em duas cadeiras. Kakashi fizera questão de contar tudo desde o início. Ou seja como tinha conhecido a Hyuuga, de como tinha tentado negar o que sentia e tudo por ai em diante, isto sem claro dar muitos detalhes. Durante todo o monólogo Hinata havia segurado a mão do noivo, e Tsunade tinha feito várias expressões faciais. A primeira fora de repreensão, e a segunda, a que se encontrava agora em seu rosto, a de confusão porém seriedade. Pela terceira vez desde que chegara ali, a Senjo falou.

-Você está me dizendo que namora a uma aluna minha, 15 anos mais nova, a mais de 6 meses, e que quando começaram esse relacionamento, você ainda era professor dela? Que agora está noivo dela?

Kakashi confirmou.

-Hai, isso mesmo.

A loira colocou então os cotovelos apoiados no joelho enquanto as suas mãos se ocuparam da testa pálida, como se assim ela fosse organizar os seus pensamentos. Todas as desconfianças que sentiu toda vez que encontrava o Hatake junto da Hyuuga eram verdadeiras, mais do que isso a realidade superava todas essas desconfianças. Ela não sabia o que pensar. A sua escola sempre fora tradicional, antes mesmo de ela assumir o cargo de directora, por isso relacionamentos fora do angulo escolar entre, professores e alunos eram proibidos, ao mesmo tempo, ela agora não podia fazer nada. Kakashi não era mais professor na sua escola, nem em nenhuma, mas ainda assim isso não eliminava o fato de eles terem estado juntos quando ainda existia uma relação escolar. A loira ergueu a cabeça com ares determinados.

-Kakashi peço que me deixe conversar sozinha com a menina.

O ex-sensei fitou a namorada, agora noiva, e esta acenou de volta demonstrando que não havia qualquer problema, o susto já tinha passado e Hinata estava pronta para lutar pela compreensão de Tsunade. Kakashi consentiu.

-Estarei na cozinha, e fecharei a porta da sala, para deixa-las mais a vontade.

Kakashi levantou-se e fez como havia dito, deixando as duas mulheres em faces diferentes da vida, a sós na mesma sala.

Tsunade foi a primeira a pronunciar-se, pedindo.

-Por favor sente-se aqui no sofá comigo Hinata.

A Hyuuga aceitou.

-Claro Tsunade-Sama.

A Hyuuga sentou ao lado de Tsunade no sofá, meio virada assim como a outra que ocupava o acento. Estavam uma de frente para a outra, e ela conhecia bem Tsunade Senju para saber que seria uma conversa onde não existiriam meias palavras, seria directa ao ponto.

-Eu vou ser directa com você Hinata, quero que me responda com sinceridade a todas as perguntas que irei fazer.

Hinata maneou a cabeça permitindo mudamente.

-Para começo quero saber se tudo foi como Kakashi me contou. Ele realmente não tentou forçar você a essa relação?

Hinata retrucou firme.

-Não Tsunade Sama, eu aceitei este relacionamento de livre e espontânea vontade.

Tsunade voltou a questionar.

-Ele não te seduziu?

Hinata negou.

-Não, eu me apaixonei por ele Tsunade Sama.

Tsunade então interrogou tentando achar as palavras certas, afinal era com Hinata com quem estava conversando.

-Eu sei que o que vou perguntar é muito pessoal, mas necessário. Ele te tocou...intimamente? - Hinata corou e ficou da cor de um carro de bombeiros, mas replicou.

-N-Não Tsunade Sama.

Vendo a notória vergonha de Hinata Tsunade se desculpou.

-Me desculpe perguntar esse tipo de coisa, mas preciso ter a certeza que ele não está se aproveitando da sua inocência Hinata. Ele não seria o primeiro homem do mundo a se aproveitar de uma moça como você.

Hinata defendeu o noivo.

-Kakashi kun não é nenhum aproveitador, eu sei do passado dele e seus defeitos, e também sei que mentir e iludir pessoas é coisa que ele nunca fez.

Tsunade ficou espantada. Desde quando Hinata falava tão abertamente o que sentia? Foi o que pensou.

-Vejo que realmente você ama muito esse homem. Nunca imaginei ver você tão determinada, assim como nunca imaginei ver aquele moleque frio se tornar um homem apaixonado e tão orgulhoso de seus sentimentos.

Hinata corou e baixou a cabeça envergonhada.

-Vocês os dois estão me deixando confusa sobre que atitude tomar. Ao mesmo tempo que me comove a minha mente me diz que é errado eu simplesmente fechar os olhos a isso.

A garota não se contendo, indaga.

-O que a senhora pretende fazer?

Tsunade fato, agora, nada poderia fazer, não sabendo pelo que lhe tinham contado, que Rina sabia de tudo e aprovava a relaxam dos dois, e para além do mais Kakashi já não era mais professor em sua escola.

-Vamos para o corredor, e lá direi a resposta a sua pergunta na frente do outro interessado no assunto.

As duas se levantaram e foram na direcção da saída, já no corredor, encontraram Kakashi de braços cruzados, encostado na parede, as esperando. Assim que a Hyuuga se aproximou, logo a envolveu nos braços num carinhoso e possessivo abraço. Tsunade não pode deixar de notar a linda cena a sua frente. Ambos eram tão diferentes, se gostava do escuro, outro do branco, se um ia pelo caminho da direita, outro iria pela esquerda, no entanto, ela era sensível e inteligente o suficiente para ver aquilo que estava escrita na alma de ambos. Eles se amavam, e isso ninguém podia negar.

-Bem quanto a sua pergunta Hinata, a minha resposta, é... nada.

A Hyuuga fitou-a confusa, e Kakashi atento.

-Mas a senhora disse que não podia fechar os olhos a isto...

A voz doce e melodiosa foi interrompida pela de Tsunade com delicadeza.

-Eu sei que disse isso, mas não tenho outra alternativa, a não ser apenas desejar boa sorte. Kakashi não trabalha mais na escola, e tem o apoio de sua família e você menina está agindo por espontânea vontade. Não há nada que eu possa fazer, a não ser que caso exista algum problema, fale comigo.

Kakashi ergueu a mão e apertou a mão da directora em comprimento. Ele sabia que era assim que a Senjo gostava de ser cumprimentada.

-Eu apenas lhe posso prometer que farei Hinata feliz.

A loira mandona como sempre, retrucou.

-Assim espero, Adeus Hinata, Kakashi.- Terminou acenando de cabeça e abrindo a porta, saindo da residência.

Assim que ela saiu, a primeira coisa que Kakashi anunciou para a sua pequena foi.

-Vence-mos pequena.

Hinata sorriu e concordou.

-Hai Kakashi kun, vencemos.

...

Já mais tarde da noite, Karin, se encontrava com suas amigas no bar, obviamente, Konan, não estava presente, ela fizera questão de desaparecer da vida dessas intriguistas e falsa a que um dia chamara de amigas.

-Vejo que você desistiu de separar esses dois Karin.- Afirmou Shion que logo foi contestada pela ruiva a quem se dirigia.

-Não desisti, apenas estou esperando ter um trunfo na mão ou um bom plano.

Ayame alfinetou venenosa.

-Então acho bom você se apressar, a Hyuuginha, anda com um anel caríssimo no dedo, o que significa que não vai demorar muito para dar o nó.

Karin debochou.

-Isso é o que nós vamos ver., mas agora deixe-me ir balcão, tem um moreno gostoso me esperando.

Ao chegar no balcão, Karin pode ver o quão belo era o moreno, perfeito para aquela noite, e pelo sorriso malicioso que ele lhe tinha dado quando a vira se aproximar, era porque ele estava procurando o mesmo que ela: sexo. Mostrando o decote formado pelo vestido vermelho sangue colado no corpo, ela maliciosa perguntou.

-Qual o seu nome?

O homem alto, porém nem tanto quanto o outro por quem Karin estava obcecada, respondeu com igual malicia.

-Gnema, e acho que nós nos vamos dar muito bem.- Terminou puxando-a para perto pela cintura e apertando o traseiro dela com a outra mão.

Ela confirmou.

-Também tenho essa sensação.- Falou mordiscando o lábio masculino.

-Qual o seu nome?

Após largar o lábio e fita-lo sacana responde.

-Karin, por acaso não gostaria de ir ao banheiro?

Gnema sorriu de lado.

-Mas é claro.

E assim foram, não sabendo ainda, o quão aliados seriam, no futuro.

Agradecimentos aos reviews:

Golin - Ainda bem que gostou do capitulo anterior! É O Kakashi tem que ficar atento, porque do nada, Gnema vai dar o bote!A Rina está ficando sim cada vez pior! Espero que tenha gostado deste capitulo! Obrigada pelo review, seu apoio é muito importante!