Capitulo 31 - De Partida.

O dia amanheceu silencioso e belo na casa dos Hyuugas. Ainda era cedo, passava pouco das sete da manhã , porém Hinata lentamente abriu as orbes peroladas, e puxou um pouco mais do lençol fino com uma colcha leve e fresca por cima. As noites de Konoha geralmente, mesmo de Verão, eram um pouco frias, por isso, raramente alguém dormia completamente destapado.

Quando a custumeira sonolencia matinal a abandonou Hinata, sentou na cama, se espreguiçou preguiçosamente, e abriu ligeiramente a boca bocejando, colocando uma das mãos na frente. O sol fraco do recente amanhecer entrava pela janela do quarto da GAROTA, iluminado-o subtilmente.

A menina levantou-se afastando as cobertas devagar de cima de si, e depositando os pequenissimos pés no tapete, já não tão grosso, visto que a epoca do ano em que vestia o mesmo pijama da noite anterior, estava quase todo de desabotoado, e Kami ela lembrava-se porquê. Cada vez que o Hatake a tocava com fome ela sentia o corpo queimar com uma vontade, um desejo que a deixava envergonhada. Molhava sempre um pouco a calcinha, e secretamente rezava para que Kakashi não percebe-se, porém ela sabia que era em vão, o noivo era demasiado experiente para saber que ela estava excitada.

Calçou as igualmente pequenas pantufas e foi em direção primeiramente ao quarto da mãe. Sempre gostava de verificar se estava tudo bem com a mesma, quando acordava mais cuidado para não fazer barulho entrou no quarto da Senhora Hyuuga e se aproximou do leito da mãe, e observou a expressão serena da mesma. Sua mão de forma muito suave pousou sobre a testa dela, e com tranquilidade sentiu que não possuia febre.O que era algo bom pois havia dias em que além das fortes dores de cabeça, lhe aparecia febre também. Sorriu de leve para si mesma, e das mesma forma que entrou no comodo, saiu. Vendo-se sem sono tomou rumo ao um dia que começava para a Hyuuga.

...

Kakashi mais uma vez naquela semana, como vinha acontecendo diariamente a já alguns meses, acordou com seu menbro duro como uma respiração estava alterada e sua expressão reveleva uma excitação sem fim. Resumindo, estava assim devido ao seu ultimo sonho erotico. Levantou-se e rapidamente foi na direção do banheiro do proprio quarto.Já lá dentro ele retirou todas as peças de roupa, que consistiam na bermuta e na cueca boxer, e foi direto para debaixo do chuveiro que era de mais rapida utilização que a sua grande banheira para 3 pessoas.

Ligou a água fria e deixou-a escorrer pelo corpo masculo, mas de nada mão grande envolveu o penis grosso e comprido, e começou os movimentos que simulavam o sexo. Não querendo se preocupar com mais nada encostou-se a parede do box e jogando a cabeça para trás, sentiu seus movimentos acelerarem, assim como seu batimento cardiaco e respiração. Recordou cada parte do sonho que tivera durante as quase duas horas que estivera nua, entre os seus braços, completamente rendida a ele, gemendo o seu nome do jeitinho dela... O maior, só conseguiu se acalmar após três vezes chegar ao apice do prazer.

Mais calmo rapidamente banhou-se por completo. Qunado saiu do box terminou de se secar com uma toalha grande que depois envolveu no quadril e, de imediato foi ao grande lavado, pegou no creme de barberar e na sua gilete favorita, e fez a barba que não fazia á dois dias. No final passou o seu custumeiro after Shave, e retirou-se do banheiro indo na direção do seu roupeiro da onde tirou, umas escuras calças jenas, nem muito justas nem largas, a sua camisa cinza clara, que destacava ardentemente os musculos bem talhados do seu masculo peitural, e também os braços, a manga da camisa só ia até ao cotovelo , onde estava um pouco dobrada. Calçou-se e foi na direção da cozinha onde tomou o seu café da manha. Passado escassos momentos depois da refeição, ele rapidamente foi escovar o dentes ao quarto, e tomou rumo a sala, onde pegou a carteira, o celular e as chaves do apartamento, e seguiu a garagem onde pegou o seu luxuoso veiculo, e rapidamente foi na direção da casa da amada.

...

Ino acordo perto das nove horas, sentindo-se aninhada nos braços do seu ruivo. Sorriu feliz da vida,nada estragaria a sua alegria no momento, absolutamente para cima e viu o seu namorado dormindo acariciou a face dele e depois o queixo. Poucos segundos depois, as orbes aqua-marine se abriram devagar e a primeira coisa que fitaram foram os azuis intensos e claros da mulher que amava. Ele não pode evitar sorrir ao fita-la. A sua garota, linda e feliz ao lado dele, depois da noite em que passara a lhe pertencer por completo.

-Bom dia amor...

Ino retrucou de volta com o mesmo ar de felicidade.

-Bom dia Gaara, muito bom dia.

Os dois coraram perante o comentário para depois rirem da expressão que um tinha feito ao ós a risada Ino aproximou os seus lábios rosados que foram tomados pelo ruivo sem exitação.

Beijaram-se longamente e logo ele se tornou excitante e tratou de frear o rumo das acabado de iniciar a vida sexual dela, não queria forçar a , Gaara foi o primeiro a se prenunciar.

-Não quero que se sinta forçada a...- foi silenciado pelo dedo indicador fino e delicado da Yamanaka.

-Eu quero você amor, sempre...-E voltou a beija-lo,sendo correspondida com fervor.

E se amariam mais uma vez naquela manhã.

...

Kakashi e Hinata passeavam no parquinho, a manhã estava chegando ao fim e logo ele voltaria a casa para trabalhar, afinal tinha suas obrigações.

Andavam de mãos dadas, chamando mesmo sem querer, a atenção de quase todos os presentes. Algumas pessoas já os conheciam e sabiam que namoravam, mas ainda assim não conseguiam esconder o espanto que sentiam em relação a isso.

Ao se aproximarem de uma parte mais tranquila e vazia do parque o maior, surpreendendo a menina, pegou-a no riu e repreendeu um pouco envergonhada.

-K-Kakashi kun...

Caminhando um pouco pela grama o maior riu sendo acompanado da menor. Eles precisavam relaxar, ter momentos só deles. Ao encontrar o local apropriado, Kakashi depositou delicadamente a adolescente na curta grama, verde viva, sentando-a, para em seguida se sentar atrás da mesma, abrindo as longas pernas, deixando uma levemente flecxionada, com a Hyuuga entre as mesma, e seguidamente os seus braços envolverem os ombros femininos, e os braços finos da sua noiva. Afastou com uma das mãos os fios lisos e preto azulados que compunham a cabeleira da colegial, e plantou um selinho no pescoço da mesma, com a mascara.

A Hyuuga riu relaxada pela sensação de cocegas no pescoço. A algum tempo que os dois não tinham um tempo assim, calmo, tranquilo, apenas conversarem sobre as coisas banais, e sobre os assuntos importantes do futuro. Kakashi encostou as costas á fina arvore atrás de si, e Hinata encostou a cabeça no peito masculino. Ali eles tinham algum á vontade. Após alguns segundos de silencio, ouvindo a respiração um do outro, Kakashi quebrou declarando.

-Faz muito tempo que não ficamos assim, só nos dois, pequena.

Hinata sorriu e se enroscando mais entre os braço fortes em torno de em tom normal.

-T-Também s-sinto falta d-destes momentos assim.

Kakashi então indagou malicioso, bem perto do ouvido da mesma, causando arrepios no corpo pequeno.

-Sinto ainda mais saudade dos nossos momentos a sós, no meu apartamento, com minhas mãos percorrendo o seu corpo...

A este ponto a menina já estava extremamente vermelha, com as coisas pervertidas que Kakashi lhe dissera. A cor das suas faces no entanto não era apenas devido ao embaraço, mas também pela quentura e vontade de repetir tudo aquilo.

-N-Não d-diga e-essas c-coisas K-Kakashi kun...

O Hatake assentiu.

-Desculpe, esq ueci o quão recatada você é.Alias gosto especialmente disso em você, menina.

E continuaram conversando.

...

A manhã estava quase terminando quando uma chuva miuda começou a se fazer presente. Konoha por vezes tinha chuvas assim, mesmo em pleno verão.

Rina estava na cozinha e atraves da janela olhou então o céu que nas ultimas horas tinha se tornado cinza, e estava cada vez mais escuro. Naquele momento sem nenhuma razão aparente pensou em toda a sua vida. Primeiro recordou a infancia humilde e feliz que tivera, seguidamente o inicio do namoro com Hiashi quando ainda era uma simples garota de 18 anos, a tristeza da morte dos seus pais um ano depois, e o seu casamento com o seu primeiro e unico namorado que tivera, Hiashi Hyuuga fora o unico homem que a tocara toda a vida.

Os anos que vivera ao lado dele tinham sido maravilhosos e inesqueciveis, apesar das dificuldades economicas e também por parte dos pequenos problemas que a mesma tivera em engravidar. Aos trinta anos então, para sua alegria e do marido, após algumas tentativas, descobriu-se gravida, e saudavel, mesmo tendo a idade que tinha. O nascimento da filha fora simplesmente a melhor coisa que lhe acontecera, tinha sido o dia mais feliz da sua vida.

Passados 4 meses dos 3 anos que a sua filhota completara, o marido descobrira uma doença grave e agressiva no coração que o matara em pouco mais de 2 meses. Fora um golpe tão terrivel como o da morte de seus pais, e podia dizer que só sobrevivera graças a Hinata, que se tornara a sua unica razão de viver.

No entanto o destino ainda lhe deu um irmão, não de sangue, mas de .Sorriu ao pensar nele. Aquele homem paspalhão, atrapalhado, e facilmente irritavel era ao mesmo tempo, uma das pessoas mais amaveis, gentis e bondosas que ela tivera o prazer de conhecer. Ela sabia dos sentimentos dele por si, porém resolveu sempre não dar esperanças ao mesmo, porque seu coração pertencia a outro que mesmo que não estivesse ali em carne e osso, estava marcado a ferro e fogo na sua mente, no eterno amor que ainda brotava por ele. Rina amava Hiashi,e mesmo depois de morto, continuou a ama-lo.

No final ela sentia que apesar de todos o sofrimento que tivera na sua vida, ela se sentia agradecida pela mesma. Grata por ter vivido um grande amor, pelos pais carinhosos, pela filha amorosa e dedicada, pelo irmão de coração, e agradecida por saber que a sua menina teria quem cuidasse dela quando morre-se. Kakashi era um homem de grande coração e amava a sua filha com toda a sua deixaria nada de mal acontecer com a sua menininha.

Em meio de pensamentos, sentiu uma forte dor de cabeça, a mais forte que alguma vez tinha sentido, e a seguir sua visão começou a escurecer. A voz de Kyoko que viera da sala foi a ultima coisa que ouviu, antes de desmaiar, e ser tomada pela escuridão completa.

...

Jiraya dirigia um autocarro meio vazio, quando bruscamente travou num sinal, sentindo uma pontada no coração, assustando todos a sua volta. As pessoas que iam no transporte conheciam bem Jiraya, e apesar de dizerem que ele era "lento", gostavam dele, pois se preocupava com a segurança e o bem estar dos passageiros. Uma senhora, interrogou o Uzumaki, que conheçou a suar frio um pouco, e que adquuiria de segundo para segundo um ar mais sufocado.

-O senhor Uzumaki se sente bem? Parece doente.

Jiraya concordou de cabeça, ainda meio confuso com o que sentira.

-Foi só uma ponta, não se preocupe senhora, meu turno acaba assim que terminar essa Obrigada pela preocupação.

A mulher já velhinha maneou a cabeça em concordancia e com um sorriso. O Uzumaki continou então o percurso, que terminava em meia hora.

...

Kakashi fazia carinho no topo da cabeça da noiva, quando esta se arrepiou e estremeceu em seus braços, estranhando inquiriu a mesma.

-Tudo bem menina?

Hinata replicou sincera aquilo que sentira.

-N-Não sei, m-mas de repente me d-deu um frio tão g-grande.

Kakashi enroscou os seus braços mais em torno da Hyuuga, querendo fazer com que essa sensação abandona-se a sua pequena garota.O maior indagou brincando.

-Mais quente?

Hinata sorriu.

-H-Hai, bem mais.

Fitou o céu vendo que este estava tomando cores cinza indicando que não tardaria em em estranho depois o celular o adulto começou a tocar alertando-o que alguém desejava lhe falar. Hinata deseconstou-se do amado permitindo ao mesmo retirar o aparelho de dentro do bloso da calça. Assim feito ele atendeu, ouvindo de imediato uma voz conhecida e aflita.

a senhora Rina desmaiou.- De imediato a feição calma de Kakashi tornou-se séria e preocupada. HInata observou a mudança de expressão do namorado com confusão. O maior replicou.

-Ligue para a clinica para vir busca-la, nós dois iremos imediatamente para lá.- E desligou em seguida, enquanto se levantava juntamente com a Hyuuga que entendera mais ou menos o que se estava a passar, mas perguntou para ficar exclarecida.

-O que se passa, Kakashi kun?

O maior respirou fundo e soltou de uma vez.

-Sua mãe pequena, ela... teve um desmaio.

As orbes perolados se arregalaram com a afirmação em desespero notório. O noivo sentiu uma facada lhe atingir o peito ao ver a reação da sua menina. Mas era algo grave que ele não podia esconder. E pior de tudo, evitar.

O mais velho pegou na pequena mão feminina e puxou com leveza a sua ex-aluna, para perto de si e ergueu o rosto dela que se abaixara de leve com a triste noticia.

-Aconteça o que acontecer eu sempre estarei com você menina.

HInata retrucou chorosa e agradecida.

-O-Obrigada K-Kakashi kun!

E partiram em direção ao hospital.

...

Assim que Jiraya estacionou o onibus demonstrando que o seu turno acabara, ele retornou a ligação feita por Kyoko com rapidez e preocupação. Ele sabia que algo de errado estava acontecendo. Discou os numeros no aparelho e impaciente esperou ele tocar duas vezes.

-O que se passa ?

A senhora do outro lado logo replicou sem meias palavras.

-A desmaiou , já estou com ela dentro da ambulancia para a clinica.

Os olhos do homem de cabelos praticamente brancos se encheram de lágrimas, que ele conteve a muito custo de sairem ddas orbes negras. Seu peito se encheu de dor, e ele soube. A hora de Rina estava chegando.

Com a voz um tanto embarcada replicou.

-Estou indo já para ai, Kyoko.- Terminou a chamada, para começar outra. Naruto tinha de ser informado.

O celular tcou outras duas vezes até ser atendido pela voz sonolenta do neto. Para Naruto a noite anterior tinha sido das mais stressantes da sua vida. No entanto o que estava por vir era mais.

-Bom dia avó, o que se passa?

O bem mais velho contou.

-Rina teve outra crise, estou indo para a clinica.

Naruto interrogou preocupado.

-Quer que eu vá com você?

Jiraya andou até ao proprio veiculo, retrucou.

-É melhor não. Hinata deve estar muito nervosa, se for muita gente atrás dela do hospital agora, pode pensar que ...- Não acabou a frase, sentido as lágrimas quererem compreendeu perfeitamente.

-Entendo avô, desejo intensamente que a melhore.

Jiraya assentiu, e seguidamente desligou. Entrou no carro e correu até a clinica Yonhaa.

...

Naruto em casa ligara a Sasuke, afim que o moreno informa-se a Haruno, amiga de Hinata, sobre o que estava acontecendo com a mãe da Hyuuga. Era do conhecimento geral que Ri a tinha uma doença dificil de vencer devido ao estado avançado e que a qualquer momento poderia mesmo vir a falecer. Nunca ninguém proximo a Hyuuga mais velha, havia sequer falado do assunto com ninguém, mas era evidente a qualquer pessoa que observava a mulher na rua, que a mesma se encontrava com a saude muito debilitada. Isto para não falar da preocupação dos familiares da mesma para com ela.

-Ao que parece Sasuke a mãe da Hinata teve outro desmaio, e pelo desespero do meu avô ao celular parece que a vida dela está em risco.

O Uchiha ficou sentido pela Hyuuga. O pouco que convivera com a Hyuuga, dera para saber que era uma otima pessoa e mãe. Também estava triste por Hinata, que era uma excelente amiga da namorada e muito boa pessoa.

-Esperemos que a consiga se restabelecer desta crise, a Hinata e o seu avô devem estar desesperados.

Naruto concordou com o Uchiha.

-Estão mesmo, a sorte da Hyuuga é que o sensei Hatake está com ela.

Sasuke não conseguiu deixar de comentar.

-Quem diria que um homem, que segundo o meu tio Asuma, trocava de mulher como quem troca de cueca, iria se apaixonar por Hinata. Mas ainda bem que é assim. Não se preocupe Naruto vou informar Sakura e vou pedir a ela que só vá depois.

O loiro confirmou e agradeceu.

-É isso mesmo Sasuke, muito obrigado.

E pressionou o botão vermelho. Só esperava que tudo corre-se pelo melhor.

...

Já se tinham passado duas horas desde que a Hyuuga mais velha entrara na sala de emergência desacordada. Hinata estava a beira das lágrimas e qualquer pessoa até mesmo desconhecidos, podia ver que a moça estava a beira de um ataque de nervos.

As mãos pequenas se não tivessem seguradas pela mão grande e forte do apaixonado, tremiam como varas verdes. Os olhos estavam cheios de água e muito brilhantes devido a isso. Vez por outra ela respirava fundo tentando manter a calma e não entrar em desespero. Porém ela lembra-se perfeitamente, uma coisa que uma vez o médico lhe dissera numa das sessões de quimioterapia. Ele falara que ela não resistiria a uma possível 3ª crise pois se encontrava muito fragilizada pela doença. A mais nova sentia o coração na mão, só não se debulhava em lágrimas porque o noivo a acalantava dizendo palavras doces de conforto em seu ouvido, fazia carinhos nos seus cabelos, e abraçava docemente. Ela estava colocada sobre o colo do mais velho, porém não existia qualquer tipo de malicia mesmo para quem estava vendo. O Hatake estava de pernas juntas e Hinata estava no seu colo sentada numa posição horizontal em relação as pernas dele. A cabeça da mesma, a esta altura estava no ombro masculino, deitada. Ele afegava as costas finas, de modo a acalmar.

Jiraya também não estava em melhor estado. Quase suava frio, e Kakashi percebia vez por outra que os olhos do mais velho marejavam. O herdeiro, não conseguia imaginar a dor que o Uzumaki estava sentindo. O mais velho estava prestes a perder a mulher que amou com tanta intensidade sem poder fazer nada. Só de se colocar na pele dele, Kakashi apertou a menina um pouco mais contra si. Tinha verdadeiro pavor de perde-la. Não queria nem pensar nessa possibilidade.

Mais meia hora se passou até que o médico apareceu. Todos se ergueram do local onde estavam sentados, menos Kyoko que já se encontrava de pé. Jiraya foi rápido sendo o primeiro a começar o interrogatório sobre o estado de saúde da Senhora Hyuuga.

-Como ela está?

O médico já com regulando de idade com o Uzumaki a sua frente replicou.

-De momento conseguimos estabiliza-la, agora ela está acordada, podem vê-la, alias ela pediu a presença de todos.

Kakashi então sugeriu dirigindo-se as três pessoas presentes.

-Sra. Kyoko, Sr. Jiraya e a menina, vão vê-la agora, sei que estão muito ansiosos por isso.

A Hyuuga assentiu assim como os outros contudo inquiriu.

-E v-você K-Kakashi kun?

O Hatake retrucou.

-Vou falar com o médico, irei em seguida.

Após a explicação uma enfermeira apareceu, num pedido mudo que a seguissem. Assim feito, Kakashi ficou na sala de espera com o médico, sério perguntou directamente.

-Como ela está, realmente?

O médico noutra situação daria um sorriso, vendo a parecença de personalidades entre pai e filho, mas neste momento não hesitou em dizer a verdade completa ao de cabelos prateados.

-Está muito mal apesar de estabilizada, o cancro tomou quase por completo o coração, resta pouco tempo a ela.

O Hatake andou nervoso pela sala de espera que estava vazia naquele momento. O médico dissera por outras palavras que Rina estava prestes a morrer.

-Não há nada que possa ser feito?- Interrogou querendo ter a certeza que não havia qualquer esperança. E infelizmente o doutor confirmou suas piores suspeitas.

-Já fizemos tudo o que estava ao nosso alcance Sr. Hatake, lamento muito.

O maior respirou profundamente tentando se mentalizar, tudo o que restava era desejar, que pelo menos, sua pequena tivesse tempo de se despedir da mãe.

...

Ino ainda estava na casa do namorado quando fora informada pela voz entristecida de Sakura do que estava acontecendo com a Hyuuga. Já passava quase duas da tarde, e a chuva lá fora ainda era miúda, no entanto era notável que mais para o final da tarde iria engrossar bastante. De momento o casal estava na sala, deitada, um sobre o outro n o sofá para duas pessoas. A loira estava por cima do ruivo deitada com a cabeça enroscada no peito masculino, e uma mão do rapaz passava sobre o topo da mesma numa ternurenta caricia. Viam televisão silenciosos, pensativos até a Yamanaka se prenunciar.

-A Hina deve estar sofrendo muito, ela e a mãe eram muito apegadas.

Gaara continuo o carinho, sabia que a namorada estava bolada com aquele assunto, até ele que conhecia a senhora de vista também estava. Imaginou-se por momentos no lugar da Hyuuga e só isso bastou para sentir o coração apertado. Sua mãe, apesar de controladora e mandona, era muito amada por ele. Ele não conseguia imaginar um mundo onde ela não existe-se. Já Ino era uma história um pouco diferente. Os pais só de vez enquanto estavam com ela devido ao trabalho, logo a relação era mais distante. Amava os pais, mas não tinha muita intimidade com eles.

-Realmente ela deve estar passando um mão bocado.

Ino então pensou em voz alta.

-Não seria bom eu e as meninas irmos visita-la?

Gaara deu a sua opinião sincera,

-É melhor não, pelo que sei, o sensei Hatake, o Jiraya e a Sra. Kyoko, estão com ela dando apoio. Mais gente só irá atrapalhar e deixar a sua amiga mais nervosa e desesperada, quando tudo acalmar ai iremos.

Ino desejou.

-Espero que a Sra. Rina melhore rápido.

Gaara concordou.

-Desejo o mesmo.

...

No quarto os três observavam a mulher de lenço na cabeça deitada sobre a cama de hospital num quarto só para ela, que por infortúnio eles já conheciam.

Hinata sentou-se na cama próxima a mãe e tocou na mãe magra da mesma, sentindo-a um pouco menos quente que aquilo que era normal. Ela estava fria. Indagou preocupada.

-Como se sente mama?

Rina sorriu para ela tranquila. Retorquiu.

-Bem melhor agora que você, Jiraya e Kyoko estão aqui comigo.

Os três lhe sorriram de volta, e Rina guardou aquela memória no coração. O sorriso da filha, do seu melhor amigo e da grande amiga que Kyoko também se tornara. Ela sabia que eles estavam sofrendo e também sentia que estava prestes a partir. O seu corpo pesava e sentia um frio enorme, sua visão estava estranha, e se não fosse pelos dois tubos que tinha no nariz também teria dificuldades em respirar. Decidiu que era a hora de ter uma ultima conversa com eles, no entanto faltava um elemento. Mal pensara no diabo já ele aparecera sério, chamado atenção de todos ao entrar no quarto. Mesmo no meio daquela situação ela pode ver nitidamente, que assim que as orbes do Hatake se depositaram na figura pequena de sua filha, eles brilharam com uma amor que ela já vira. Era exactamente daquela maneira que Hiashi olhava para si quando estava vivo. E aquilo a deixava feliz e de consciência serena de que sua filha estava em boas mãos, não só porque tinha Kakashi mas também por Jiraya que a amava como um pai ama uma filha, além do que tinha muito boas amizades.

Vendo todos no quarto, ela decidiu que era a hora de falar com cada um deles. Dizer suas últimas palavras.

-Acho que preciso ter uma conversa com vocês.- Falou sorrindo.

Kyoko ralhou.

-Esta não é a hora senhora Rina, precisa descansar...- Foi interrompida pela voz da doente.

-Eu sei Kyoko, mas há coisas que preciso dizer a cada um de vocês em privado, e o primeiro da minha lista negra é você Jiraya idiota.

Todos riram menos o mais velho que ficou obviamente emburrado.

Kakashi declarou.

-Bem sairemos todos então para deixar a Sra. com o Sr. Jiraya.

Hinata que estava de mão dada com a mãe a custo a largou, Rina tranquilizou.

-Não fique em desespero meu anjo, daqui a pouquinho você estará aqui de novo, não vou fugir.

A Hyuuga se ergueu da cama com olhar sofrido e a beira das lágrimas, o Hatake de imediato a envolveu nos braços fortes e Kyoko acariciou a cabeça da menina enquanto saiam do quarto. Rina vendo a porta sendo fechada, mirou o Uzumaki que estava encostado numa parede, que olhava para ela, sério e sofrido, não se escondendo mais por detrás da mascara de "chateado". A Hyuuga mais velha pediu.

-Então homem, pare de me olhar desse jeito, sente-se ao meu lado.

O velho Uzumaki, cujo coração estava em frangalhos, realizou o pedido da amiga. Sentou-se na cama perto dela, e não hesitou em perguntar revoltado.

-Então vai ser assim? Você vai simplesmente ir?

Rina não retrucou. Sabia que ele estava sofrendo muito, deixou-o deitar tudo para fora.

-Eu preciso tanto de você Rina...

Agora era a vez dela.

-Agora você se enganou Jiraya...- O Uzumaki tornou a fita-la-... Eu é que sempre precisei de você lembra? Você sempre esteve disposto a me ajudar, protegeu a minha menina, cuidou de nós, sua amizade foi incansável, nunca poderei dizer o quão grata e feliz estou por ter encontrado um amigo como você Jiraya, um irmão...- ele então soltou a declaração que Rina já ouvira outra ocasião.

Tocando em ambos os frágeis braços femininos, Jiraya fitou-a no fundo dos olhos, mostrando as lágrimas contidas nos dele.

-Eu te amo Rina.

Rina tentou argumentar.

-Mas Jiraya...- E logo após a boca gentil do mais velho tocou os seus agora pálidos lábios, num selinho gentil. Ela não o empurrou nem correspondeu, sabia que aquele selinho era a despedida de Jiraya.

Segundos passados os lábios dele se desprenderam dos dela, e mirou-a, pediu.

-Me Desculpe Rina...

A Hyuuga abraçou-o, sentindo os olhos molhados.

-Não há nada que desculpar... você sempre será o meu grande amigo, meu irmão.. e por isso sempre estará guardado no meu coração.

Jiraya apertou o abraço, e depois separou-se um pouco dela, jurando.

-Prometo que vou cuidar da mini Hime.

Rina sorriu entristecida e protestou.

-Mas você sabe que eu...- Jiraya silenciou-a com o dedo indicador.

- E você sabe que eu jamais concordei com isso...

Rina com lágrimas alfinetou tentando amenizar a situação que por si só era dolorosa.

-Você vai brigar comigo até aqui?

Jiraya sorriu-lhe e fez uso das mesmas palavras que ela proferira minutos antes.

-Bem sou seu irmão, e é isso que os irmãos fazem muitas vezes, Brigam...

E Voltaram a se abraçar, Rina sussurrou.

-Você ainda vai ser muito feliz Jiraya, eu desejo isso do fundo do meu coração.

Desfizeram o abraço aos poucos. O homem de cabelo branco levantou-se com a mão ainda apertando a da amiga. Fitando-a nos olhos sentiu Rina deixar a mão dela escorregar entre a dele, percebendo que ele não a largaria. No momento em que as duas terminaram o contacto o amigo sentiu um frio se apossar no seu coração. Foi na direcção da porta, e pegou na maçaneta, puxou-a no sentido para abrir, e abriu uma fresta. Virou-se para trás mirou profundamente a mulher atrás de si antes de sair. E ai ele soube, sentindo-se esmagado pela própria realidade: Seria a última vez que veria os olhos azuis-escuros da mulher que amava com vida.

Golin – Oi Golin, antes de mais ainda bem que gostou do capítulo anterior, foi mais leve, porque este é mais pesado! Desculpe ter demorado tanto mas a escola arranca meu coro! Espero que goste deste capítulo!