Capitulo 31 - De partida... Para Sempre Parte 2

Jiraya fechou a porta atrás de si, e mirou as três pessoas que estavam ali com expressões sérias e entristecidas. O mundo parecia desmoronar para eles bem diante dos seus olhos sem que nada podessem realizar para evitar. Estavam de mãos e pés atados, tudo o que podiam fazer por Rina era cumprir suas ultimas vontades e ouvir atenciosamente tudo o que ela ainda queria dizer, e guardar essas palavras junto ao coração de modo a nunca esquece-las. O velho Uzumaki proferiu quebrando o silêncio instaraudo.

-Bem agora é a vossa vez.

Os olhos de Hinata marejaram, e Kyoko que estava atrás dela colocou as duas mãos sobre os ombros da menina sentindo-a tensa. Tentou passar tranquilidade a jovem rapariga quando os olhares se cruzaram, e a Hyuuga conteve as suas emoções.

Kakashi acariciou o seu rosto, e ela o fitou sentindo a mesma calma que Kyoko lhe tentara transmitir.

O Hatake abriu a porta e a visão que teve foi de uma senhora muito magra deitada sobre a cama, com ar fatigado e abatido os fitando com intensidade em um convite mudo a entrarem. As três pessoas entraram em passo silencioso observando atentamete a senhora a sua frente que estava de partida.

Hinata sentiu-se fraquejar mas mante-se firme. Não era hora de chorar, era hora de ouvir o que a sua mãe tinha a dizer e ser forte por ela.A viuva no quarto foi a primeira a se fazer presente em termos de voz.

-Venham mais de perto, quero ver esse trio bem pertinho de mim.

Mesmo naquele estado ela não perdia o humor, fazendo os que estava presentes darem um sorriso fraco e triste. Kyoko buscou uma cadeira e sentou-se perto da cama de Rina de um lado e Hinata, que logo segurou a mão da mãe se sentou em outra e Kakashi estava ao lado dela.

Kyoko tocou a mão de Rina e, sem surpresa, tal como Hinata, a sentiu fria, ralhou.

-Você deveria se aquecer mais Senhora Rina, vou buscar um cobertor...- Não terminou ouvindo o riso da senhora que estava deitada.

-Não precisa capitã Kyoko, não mais...-Foi interropida pela outra.

-Mas Rina...- A Hyuuga mais velha não a deixou acabar,dizendo enquanto a interrompia.

-Você é uma ótima enfermeira Kyoko, além de uma excelente amiga, sempre cuidou do meu tratamento com mestria, e fez tudo o que podia para me ajudar.Não sabe o quão fico feliz e agradecida por tudo o que fez.

Kyoko proferiu com franqueza sorrindo.

-Não tem do que me agradecer Rina, é o meu trabalho tanto como enfermeira,assim como amiga que sou.

Rina sorriu-lhe de volta e então virou o rosto observando o Hatake logo atrás da filha, fitou-o e ambos leram os pensamentos um do outro naquele momento, Rina apenas confirmou aquilo que já sabia.

-Acho que nem preciso nem posso pedir nada a você Kakashi, o que fez por mim e por minha filha não tem preço, nunca poderei pagar nada do que lhe devo.

Kakashi discordou.

-Acho que está equivocada Rina, eu é que sempre estarei em divida para com a senhora. Se não fosse pela senhora e seu marido, Hinata nunca estaria aqui.E a minha vida continuaria a ser vazia e sem sentido. E isso não existe valor que pague.

Tudo o que Rina foi capaz de falar, que lhe veio do fundo da alma foi.

-Muito Obrigada Kakashi.

O maior replicou.

-Não precisa me agradecer.

Rina então mirou a filha que ela podia perceber que estava tensa e chorosa. Ela podia ver o leve tremer dos ombros que indicava o seu extremo estado de nervos e que a mesma estava á beira de perder o controlo. Novamente o coração de Rina se apertou, e apressada, com medo que não lhe restasse mais tempo, pediu aos outros que estavam presentes no quarto.

-Por Favor, Kakashi, Kyoko, eu preciso de ter uma conversa com minha filha, vocês se importam em nos deixar a sos durante uns instantes?

O homem e a senhora se olharam em concordancia, dirigindo a mirada a Rina consentindo de forma muda no rogou. Levantaram-se com intenção de ir, porém Kakashi deteve-se um pouco com Hinata, acariciando o rosto da mesma.

-Estarei do outro lado da porta qualquer coisa, me chame.

Hinata assentiu e o Hatake retribuiu com um selinho carinhoso na testa, antes de sair do quarto da doente.

Já os dois fora do quarto Rina, a viuva apertou a mão da filha, iniciando uma conversa com a mesma.

-Sabe estava aqui me lembrando, quando você era bem pequena, sempre muito doce e timida, tal como é agora. Você tem tantos traços do seu pai. A timidez é um deles,seu pai era sério mas também bastante timido.

Hinata sorriu com a declaração da mãe, Rina devolveu o sorriso e proseguiu.

-Ele te amava muito. Você era a menininha dos olhos dele, quando o seu pai se foi, só me mantive de pé por sua causa filha. Fiz o melhor que pude por você, e apesar de não ter conversado com você sobre algumas coisas importantes, fico satisfeita com o resultado. Você é uma menina de caracter, e com um coração cheio de amor para dar.

Hinata não aguentou e fixando o seu olhar no da mãe, lágrimas cairam dos seus olhos. A mais velha acariciou o rosto da filha e limpoub as lágrimas que escorriam em vão. Os olhos dela se encheram de água por sua vez também, puxando assim a filha para um abraço apertado.

-A mamãe te ama tanto filha...

Hinata correpondeu com todo o coração.

-Eu também te amo muito mãe, não me deixe.

Rina começou a chorar, e explicou.

-Eu nunca vou deixar você, não enquanto você se lembrar de mim.

Hinata que estava com a cabeça perto do coração da mãe, ouviu falhar, apavorada chamou.

-Mama...

Rina já no seu ultimo folego, rogou.

-Prometa que vai ser feliz filha, que vai lutar pelos seus sonhos e acima de tudo, me prometa que nunca vai esquecer quem você é de verdade.

Hinata tornou o abraço ainda mais apertado e replicou convicta porém sofrida.

-Eu prometo mãe, eu te juro que vou.

Rina então suspirou aliviada sabem que a sua menina, sempre seria ela mesma, que ela seria feliz. Seu coração apertou outra vez, e a Hyuuga soube. Sua hora tinha chegado. Lentamente fechou os olhos, e sentiu todo o seu corpo ficar frio. A última coisa que os seus sentidos captaram foram o cheiro, a voz e o calor de sua filha. Rina Hyuuga acabara de deixar o mundo para sempre.

...

Do outro lado da porta Kakashi, Jiraya e Kyoko esperavam a conversa das duas terminar porém a espera parecia não ter fim assim como a tensão que se instalava. Tudo se manteve em silêncio até ouvirem uma voz feminina, deseperada, gritar.

-MÃE!

Com agilidade felina Kakashi abriu a porta do quarto, e sentiu o coração se quebrar em vários pedaços com o que viu. Hinata chorava deseperadamente, enquanto segurava os ombros da mãe, e entre soluços chamava pela mãe descontrolada tremendo visivelmente. De imediato o Hatake se aproximou dela e a prendeu entre os seus braços, fazendo-a para de agarrar Rina que jazia morta sobre a cama, com a face mais serena do mundo, como se por fim o martirio da doença a tivesse deixado para sempre. Kakashi afastou-a da cama da mãe, e carregou num botão presente na parede que servia para chamar os enfermeiros. O Hatake então decidiu retira-la do quarto afinal, quando mais tempo Hinata permanece ali, mais marcada e ferida ficaria ao ver a imagem da mãe morta sobre a cama do hospital.

Percebendo que as pernas de Hinata não se seguravam ele a carregou para fora dali. Uma coisa chamou a sua atenção. Jiraya estava estático perto da porta. Com o olhar completamente fixo e arregalado na figura pálida sobre a cama, que tinha acabado de falecer. Era como se ele estivesse em transe. Kyoko mirava o chão enquanto via os enfermeiros fazerem de tudo para traze-la de volta. Mas ela sabia que era em vão. Rina nunca voltaria.

Kakashi já com ela lá fora perto da sala de espera, achou melhor tira-la do hospital, afinal primeiro tentaria conforta-la e faze-la dormir de modo a faze-la acalmar as ideias, depois resolveria todas as questões relacionadas a Rina. Em primeiro lugar faria aquilo que prometera a Hyuuga que falecera. Cuidaria de Hinata.

Decidiu chamar um taxi, já que ele não seria capaz de conduzir em condições, ouvindo o choro de Hinata, ficava demasiado aflito para isso. Sentou-se com ela num dos bancos, da sala enquanto esperava o taxi chegar.

Pouco depois viu um taxi estacionado na porta da clinica através da janela. Pegou-a novamente no colo e a Hyuuga indagou entre soluços.

-O-on-de v-vamos?

Kakashi tranquilizou-a.

-Vou levava para minha casa, lá poderá descansar e acalmar.

Hinata argumentou.

-Mas mamãe acaba de ...- Não conseguiu terminar a frase. Compreensivo ele argumentou de volta.

-É exatamente por isso pequena, será pior se ficar aqui.

Hinata nada retrutou porque estava demasiado abalada para fazer ou dizer o que quer que fosse. Eram quase 18 horas da tarde e uma chuva miuda já caia. Kakashi carrego-a um tanto curvado tentado protege-la, com sucesso dessa chuva. Entrou no carro e contou ao motorista a sua morada e este um tanto surpreso por ver aquele diferente casal, logo pos o pé do acelarador e prosseguiu com o seu trabalho.

...

Jiraya continuava estático, como se tivesse sido transportado para outra realidade, ou como se simplesmente se recusasse a acreditar naquilo que ocorria á frente dos seus olhos. Apesar de estar ciente de que aquilo aconteceria nada podia te-lo preparado. Seus olhos olhavam fixamente um ponto a sua frente, e estranhamente ele manteve a mesma espressão quando os enfeimeiros tiraram ele e Kyoko do quarto. A enfermeira que cuidara de Rina nos seus ultimos meses de vida mirava o homem de cabelos grisalhos com confusão.Não entendia a sua suposta calma e tranquilidade, mas começava a desconfiar que provávelmente ele, não tivesse ainda acceitado o que estava acontecendo.

O celular do motorista de onibus tocou,meio que o chamando de volta a realidade. Kyoko chamou por ele, pensando que talvez ele nem tivesse ouvido o celular.

-Senhor Jiraya?

O maior então, atordoado e devagar retirou o objecto que tocava do bolso da sua calça preta. Observou o que estava escrito no visor do amparelho vendo o nome de seu neto. Ainda em transe atendeu ouvindo a voz de Naruto.

- Como estão as coisas avô? A Senhora Rina já está melhor?

Com essa pergunta Jiraya caiu em si, e sentindo as lágrimas chegarem aos olhos, sentiu as pernas fraquejerem obrigando-o a sentar no banco da sala de espera mais proximo a ele. Com a voz embarcada pelo choro silencioso que caia, ele retorquiu.

-Ela... morreu...- Foi tudo o que foi capaz de dizer antes de desligar o celular. Kyoko aproximou-se dele e passou mão pelas costas do homem tentado transmitir conforto, no entanto ele sabia que era inutil. Ela dava graças por Kakashi ter levado Hinata para outro lugar, pois não seria nada bom para ela ver a figura mais proxima que tinha de um pai naquele estado, além do clima de melancolia que apenas crescia. Vinham ai dias dificeis.

...

Já no apartamento sendo carregada pelo Hatake, Hinata chorava silenciosamente, mas por vezes soluços saiam da sua boca dvido ao nó que se formava na sua garganta que não a deixava respirar. Estava um pouco molhada assim como o namorado. Rapidamente o noivo depositou-a sobre o sofá da sala, e carinhoso informou.

-Vou buscar umas toalhas para nos secar-mos, estarei de volta em um minuto.

Hinata tentando limpar as lágrimas que escorriam pelos seus olhos concordou.

-H-Hai K-Kakashi kun.

O maior saiu da sala, indo na direção de um grande armário que havia no banheiro mais proximo, para de lá tirar duas toalhas grandes e felpudas. A hyuuga tinha-se molhado pouco mas ele, em compensação tinha pegado bastante para molhar um pouco seus cabelos cinza. Não que no momento isso tivesse qualquer tipo de importancia.

Quando voltou a sala foi sem espanto que viu a mais nova com as duas mãos cobrindo o rosto por completo, e pelo som já um pouco alto dos soluços notava-se que ela chorava em abundancia. Durante o caminho contivera-se o tempo todo para não chorar alto dentro do carro, mas agora que se via apenas na presença de Kakashi sentia-se se comoda para extravassar o que sentia. Dor. Uma dor tão grande que a sufocava cada vez mais. Sem fazer barulho o ex-professor aproximou-se e cobriu desde a cabeça a menina com uma das grandes toalhas vermelhas, largando a outra no chão. Esfregou um pouco os braços com vigor nela para aquece-la mais rápido e seguidamente, sem nada dizer, abraçou-a com firmeza. A Hyuuga não exitou e abraçou-o de volta chorando no ombro forte dele.

Aquela seria uma noite triste para todos.

...

Aflito Naruto pegara o taxi, na direção da clinica. No momento enquanto o motorista o levava ele telefonava a todo o mundo contando o que estava acontecendo, o da vez era Sasuke.

-Então Naruto como estão as coisas? Alguma boa noticia?

Naruto replicou com tristeza.

-Não Sasuke, o pior aconteceu, a Senhora Rina morreu.

Sasuke chocado quase gritou.

-MORREU?

Naruto afastou um pouco o celular da orelha e pensou" eu sabia que ele era anormal, mas nem tanto". Achou melhor não compartilhar o que passara pela sua mente com Sasuke.

-Hai foi meu avô que contou, aliás estou indo para lá.

O Uchiha planejou.

-Então é melhor eu e Sakura irmos, a Hinata deve estar no chão.

Naruto discordou.

-Melhor não, apareçam no funeral, não agora. Como você falou a Hina deve tar para morrer com isso tudo muita gente agora lá só vai piorar tudo. E para além disso ela nem deve estar lá...

Sasuke concordou com a ideia do amigo.

-Realmente você tem razão, tenho a certeza que o sensei tirou ela de lá, aquele ambiente de morte e agonia só ia piorar a situação. E o seu avô, tá reagindo como?

Naruto suspirou melancolicamente.

-Ao telefone me parecia bastante perturbado com tudo, o velho tá sofrendo a montes.

Sasuke desejou.

-Só espero que ele consiga superar, mas será bem dificil.

Naruto acentiu.

-Nem me preciso desligar ainda falta avisar o Gaara e a Ino, e até mesmo a diretora Tsunade.

...

Hinata tinha adormecido nos braços do maior, passada quase duas horas de choro compulsivo. Eram quase 20 horas da noite, mas o maior não queria saber se era ainda cedo para ela dormir, tudo o que queria era que ela descanse bastante, pois o dia seguinte seria duro e dificil. Devagar e sem dificuldade a carregou entre os braços até ao próprio quarto onde a colocou primeiro no sofá que deixava a pessoa deitada. Desfez a cama King size de colcha grosa e vermelha escura com lencois de um cinza quase preto, preparando-a para deitar a garota ali.

Delicadamente deitou-a na cama e descalço-a antes de tapa-la com as cobertas. Ajeitou os cheios travesseiros querendo que ela ficasse confortável. Mirou o rosto dela e nele observou as faces vermelhas choro e os rastos de lágrimas secos junto com uma expressão de cansaço enquanto dormia. Hinata ficara estafada com tudo aquilo que estava acontecendo, e o herdeiro sabia exatamente o quão doloroso toda aquela vivência estava sendo. Ele mesmo gostaria de ter tido alguém que, na altura em que sua mãe falecera, tivesse tido a decencia de tira-lo do hospital. Mas não, tivera de ouvir da boca dos médicos que ficará orfão de mãe, tivera de suportar todo aquele clima de melancolia e confusão, e isto fora o sofrimento que sentira e que fingira não sentir. Não lhe fora dado nenhum apoio sentimental, nem mesmo de seu pai, que na altura acabara por entrar em depressão, sem que no entanto, ironicamente, falta-se algum conforto material ao seu filho.

Fez vários carinhos sobre a cabeça da jovem menina, antes de pegar no celular e resolver, tudo que ainda tinha que ser decidido. Sentou-se no mesmo sofá que deitara Hinata, minutos antes e começou a digitar alguns numeros. Iria ser uma longa noite.

...

Afobado e molhado o Uzumaki mais novo atravessou a entrada da clinica encontrando o avô logo na entranda, sentado num dos assentos da sala de espera. Tal como o neto prevera, seu avô estava destruido. Completamente devastado pelo caos que acontecia a sua volta. Naruto sabia dos sentimentos que o seu avô tinha por Rina, alias só um cego não veria que o que unia Jiraya a Rina era mais do que amizade, da parte dele.

Aproximou-se e acenou a Kyoko que acentiu de cabeça, retribuindo assim o comprimento. Jiraya se encontrava de cabeça baixa, fitando o chão perdido em pensamentos, mais propriamente perdido em suas memórias recordava a primeira vez de vira e conversara com a mais de 12 anos atrás.

Flash-back

A noite já se fazia cair naquele inverno rigoroso de Konoha, eram por volta das 18 da tarde e o motorista já estava começando a ficar levemente ensonado, assim como os seus passageiros, porém mantinha-se atento a tudo no seu redor. Passada uma hora seu turno terminara e ele estava perto de um parte de estacionamento onde geralmente, os taxistas deixavam os veiculos onde trabalhavam. O parque estava vazio, com a escessão de uma moça, que não aparentava ter mais 25 anos, de mão dada com uma menina que parecia não ter mais que 1 ano de idade, que estava tapada até as orelhas, assim como a mulher. A mais velha parecia conversar com a criança e seguidamente viu-a pegar a menininha no nesse momento que se deslumbrou. A moça abriu um sorriso que o deixou encantado e o riso, que lembrava guizos, da menina que estava em seu colo tornou toda a cena ainda mais angelical.

Ele incapaz de parar de fitar aquela mulher e a criança, acabou chamado a atenção da mulher, que parou de sorrir e começou a sair apressadamente do parque. Ele desesperado com a ideia de nunca mais ver aquela mulher, seguiu-a com a intenção de lhe perguntar o nome. Vendo que cada vez mais ela se afastava, interrogou a plenos pulmões.

-COMO A SENHORA SE CHAMA?POR FAVOR PRECISO SABER O SEU NOME!

Rina pensando que o homem era doido apenas retorquiu.

-O senhor é doido?

E mentalmente Jiraya replicou que havia acabado de se tornar louco sim, mas por ela.

Foi desperto da doce lembrança pela voz preocupada e um tanto aflita do seu neto.

-Avô você está me ouvindo?

Jiraya então resolveu encarar a realidade e ser forte. Hinata iria precisar do seu apoio, do seu consolo, da sua amizade. Por muito transtornado que estivesse tinha de reagir, Rina não gostaria de ve-lo triste além do que ele prometera que cuidaria de Hinata junto com Kakashi e assim o faria. Mergulhado na propria dor replicou.

-Sim, Naruto eu estou.

...

Os movimentos de Gnema eram fortes e rápidos fazendo a ruiva-avermelhada abaixo de si se contorcer em prazer. Não demorou até que ambos atingissem o apice pela segunda vez naquele começo de noite. Após gozar, o moreno rolou para o lado da cama que se encontrava coberta por sedutores lençois de cetim negros. Ele tinha de admitir que Karin dava uma transa e tanto.

Surpreendendo ele e a sua acompanhante o celular do homem tocou, alertando-o. Cansado do sexo recente, o mais velho apenas esticou a mão alçando o aparelho que estava em cima da comoda, perto da cama. Atendeu a chamada ouvindo a voz servil masculina, conhecida sua.

?

Rispido o moreno retorquiu.

-Diga imprestável.

O homem do outro lado da linha apressou-se a replicar ao seu patrão, detestava trabalhar para ele, mas não tinha outra opção visto que necessitava do dinheiro.

-A mãe daquela moça que o senhor me mandou seguir acaba de falecer.

Gnema de supetão, assustando um pouco Karin, sentou-se sobre a cama.

-Você tem a certeza?

O empregado regorizou-se por dentro, afinal o bastardo não gostara nada da notícia.

-Sim senhor.

Enraivecido Gnema apertou o celular e jogou-o contra a parede do quarto causando um grande estardalhaço, e atiçando a curiosidade da ruiva deitada ao seu lado, que não exitou em indagar.

-O que é que se passa, que deixou você nesse estado eih?

Gnema redarguiu.

-A mãe da ninfa morreu.

Karin arqueou a sobrancelha.

-E você está chatiado com isso?

Gnema suspirou ironico.

-Você não percebe? Tendo isto acontecido, a ninfa irá viver com o Hatake, e isso vai dificultar tudo para nos, além do que ele pode acabar tomando-a para ele.

Karin compreendeu mas ainda assim não se preocupou.

-Não precisa se preocupar tanto.

Gnema confuso com a reação dela, inquiriu.

-Como assim não preocupar?

A garota de cabelos vermelhos então esclareceu seu ponto de vista.

-Você não conhece bem a Hyuuga como eu. Ela é incapaz de se entregar a um homem por iniciativa propria, e o sensei tem perservado-a esse tempo todo, porque quer casar com a só a tocará quando casarem e isso ainda vai demorar a acontecer.

Gnema percebendo a visão dela das coisas entendeu que realmente ele não tinha com o que se encomodar. Kakashi nunca se casaria com uma menor de 18 anos e isso dava uma grande margem de tempo a eles para pensarem nalgum plano para separa-los. No entanto Gnema e Karin, não podiam estar mais enganados.

...

Após resolver todos os problemas o Hatake sentiu a sua mente pedir por uma noite sono, que calaria temporariamente todos os seus pensamentos e lembranças. Todo o que estava acontecendo com a sua pequena, fazia-o recordar o que também acontecera com ele, e toda a vez que mirava os orbes tristes e sofridos de Hinata, relembrava também a própria dor, a dor da perda, a dor da solidão, a dor do abandonho.

Rapidamente o mais velho trocou sua roupa pelo seu customeiro moleton, ao mesmo tempo que observava a sua pequena menina dormir profundamente em seu leito espaçoso. Ela não tinha comido nada desde o internamento da mãe naquele dia, assim como ele, mas de nada adiantava isso agora, fome era a ultima coisa que ambos tinham, no dia seguinte ele trataria disso.

Desviou ligeiramente as cobertas e acomodou-se dentro da cama cobrindo-se em seguida até a area do torax. Praticamente por instinto os braços muscolosos do maior envolveram a menina a trazendo de encontro ao seu peito sarado acomodando-a lá. Olhou cada traço do rosto da sua menina achando-a magnífica e delicada em cada um deles. Hinata, aos seus olhos, era linda até nos gestos mais pequenos, nos detalhes mais particulares.

Ao celular tratara de tudo acerca do enterro e de todas as preparações para o mesmo. Também soubera que Jiraya ajudara em muita coisa no hospital, juntamente com Kyoko e pelo que deduzira da descrição do médico com que falara, Naruto também estava presente o que significava por sua vez que os amigos de Hinata já sabiam do ocorrido.

Apartir dali as coisas seriam diferentes, Kakashi sabia que Rina tinha deixado a tutela da filha para si, visto que muitas vezes ela insinuara isso. Ele também tinha plena consciencia de como Jiaraya era contra tal vontade de Rina, afinal o Uzumaki queria garantir que ele não tocava na sua menina até serem casados, o que de fato não era uma preocupação tola.

Sentindo os olhos demasiado pesados Kakashi apenas enlaçou mais o corpo da sua pequena ao seu e assim como ela, deixou o sono e o cansaço toma-lo por completo. O dia a seguir, seria dos piores da vida da Hyuuga, seria o dia onde enterraria uma das pessoas mais importantes na vida dela, e apesar de todo o sofrimento, ela ainda iria ser, muito feliz se dependesse dele.

...

Agradecimento aos reviews:

Luciana Fernandes - É realmente, é um adeus dessa personagem. Espero que goste deste capitulo! Obrigada pelo review! :)

Golin - Desculpe se fiz você chorar!Esteja descansada que os malditos não vão atrapalhar os dois, apenas vão apimentar um pouco mais as coisas! Espero que o capitulo agrade! Obrigada pelo seu review!