Capitulo 33 - Um Peso de Cima
O funeral já tinha acabado, quando Jiraya começou a procurar a menina Hyuuga. Ele não tinha como expressar a culpa que sentia por não ter conseguido consolar a sua "filha" no momento em que ela mais precisava.
Apressado começou a procurar pela Hyuuga que estava lá na frente, seguindo o caminho para a saída do cemitério, em baixo da asa do namorado, que tentava conversar com ela, para consola-la, assim como as meninas que tentavam fazer o mesmo. O Uzumaki estava de tal forma apressado, que repentinamente esbarrou numa mulher que apesar de alta, não chegava a bater no seu pescoço. Ia pedir desculpa a tal senhora quando ela simplesmente o atacou.
-Mas que falta de decoro, realmente os homens de hoje em dia não sabem o que é cavalheirismo.
Naquele momento o maior analisou a mulher a sua frente. Além de alta, era loira, com um corpo voluptuoso que se destacava mesmo com a roupa preta. A fitar o rosto feminino, observou a feição enraivecida da mulher que parecia esperar algum tipo de desculpa. Numa situação normal era o que faria, mas além de estar stressado e triste, alguma coisa naquela mulher, ele não sabia se a voz ou o olhar, tinha que irritava ele ao extremo.
-A senhora é que devia tomar cuidado, a senhora é que bateu em mim.
Uma veia saltou na testa de Tsunade.
-COMO OUSA DIRIGIR-SE A MINHA PESSOA NESSE TOM?
Outra veia saltou, e o rosto do homem tingiu-se de vermelho devido á raiva.
-A SENHORA ACHA QUE É O QUÊ? UMA PRINCESA? SÓ SE FOR DO PAU-OCO, EM TERRAS ONDE JUDAS PERDEU AS BOTAS.
A Senju ia responder a altura, quando uma voz suave com traços de melancolia, interrompeu a infantil discussão.
-Tsunade-Sama, Jiraya chan, algum problema?
De imediato as faces dos dois culpados pela algazarra no funeral, se viram para a Hyuuga, sentindo o remorso os assombrar por terem quebrado a frágil paz de espírito da menina.
Os dois se entre-olharam como se ambos fossem samurais inimigos que por hora, descansariam a espada, em prol de uma trégua de paz, os dois colocaram sorrisos esforçados,e Jiraya foi o primeiro a responder.
-Nenhum problema Hime, alias estava indo conversar com você.
Tsunade reforçou a ideia.
-Nenhum mesmo, absolutamente nenhum problema, com a vossa licença irei me retirar!-Reforçou saindo do local, dirigindo antes um olhar de ternura a Hyuuga e tocando-a de leve no braço e depois mirar,de forma ameaçadora, Jiraya.
Hinata ingénua acreditou, porém Kakashi logo percebeu que havia faisca no ar, no entanto deixou tudo por isso mesmo, afinal os dois eram adultos, acabariam por se voltado atrás no trajecto devido ao barulho e por a menina ter reconhecido a voz do Uzumaki, junto com a voz da loira. Kakashi então mudou o clima que se tinha formado, anunciando.
-Deixarei o Sr. a sós com a pequena, para que posam conversar a vontade.
O maior afastou-se em pouco porém sem nunca perder a Hyuuga de vista. Jiraya vendo Kakashi longe o suficiente iniciou a conversa.
-Aquele Hatake ...- pausou- ele que não pense que me engana.
Hinata riu pela maneira desconfiada Jiraya referira o namorado, ela sabia que era puro ciume.
-Hime..-Chamou adquirindo a atenção da baixa moça que assentiu, incentivando-o a continuar.
Jiraya sem jeito começou.
-Sabe Hime, queria pedir perdão a você por não ter conseguido consolo-la e ...- Ia continuar até sentir a sua "filha" abraça-lo, e a mesma, dizer, compreensiva e chorosa.
-E-Eu sei que o S-Sr. Jiraya está sofrendo tanto c-como eu, compreendo todo...
O Uzumaki emocionado retribuiu o abraço acariciando de leve a cabeça da sua "cria".
-Mesmo assim Hime, me perdoe.
A Hyuuga simplesmente replicou.
-N-Não há o que perdoar Jiraya san!
Os dois se separaram e Hinata perguntou.
-Jiraya san é v-verdade que a l-leitura do testamento v-vai ser na minha casa?
O Uzumaki confirmou com melancolia.
-Em principio sim..., quer alterar o local?
Hinata ficou pensativa. Dentro da casa onde ela vivera toda a vida, ela sentiria duas coisas. Uma era felicidade pelas lembranças que a mesma lhe causava, outra era a tristeza imensa que essas memórias poderiam causar.
-E-Eu não sei...
Então o mais velho vendo a duvida no coração da Hyuuga assim como a dor que as lembranças poderiam causar não só a ela mas a ele mesmo, ofereceu.
-Bem, se quiser podemos fazer a leitura em minha casa, o que acha Hime?
A futura , sorriu miúda para o amigo, vendo o quão gentil ele estava sendo com melhor concordar, pois da mesma forma que as lembranças eram dolorosas para si, também eram para Jiraya, e tudo ainda estava muito recente para ambos baterem de frente com todas essas memórias sem fraquejar.
-V-Vou aceitar sim , Jiraya kun, muito obrigada!
E novamente se abraçaram, e quando voltaram a se separar, Jiraya viu Kakashi, um pouco distante, encostado de leve a uma árvore, observando um pensamento da cabeça.
-Aquele cara, não tira o olho de você, nem quando está conversando comigo, de tão possessivo que é!
Hinata repreendeu Jiraya.
-Jiraya san, n-não diga isso.
Ele se defendeu.
-Mas é verdade...
Hinata sorriu apesar do que ele tinha dito, de certa forma, o Jiraya que conhecia estava se recompondo.
-M-Mais tarde t-tenho algo a dar ao senhor, mais t-tarde vou entregar.
Jiraya ficou curioso, o que não passou despercebido a menina.
-Posso saber do que se trata Hime?
Hinata fez suspense.
-M-Mais t-tarde o Sr. vai saber.- Em seguida despediram-se com outro abraço.
Nesse momento Kakashi então reaproximou-se e indagou educadamente.
-Já terminaram?
Os dois que tinham participado da conversa assentiram com a cabeça. Hinata então retornou para perto do Hatake, e iria embora, porém quando Kakashi parou, com um dos braços sobre os seus ombros, ouvindo Jiraya proferir para o noivo.
-Nós os dois temos muito que conversar .
Kakashi, com toda a paciência do mundo que aquela tarefa pediria, apenas afirmou.
-Tudo bem , sempre que o Sr. quiser.
E seguiram cada um para as suas casas. Kakashi tentava se preparar mentalmente para tarde espinhosa que viria.
...
Todos estavam reunidos na casa de Ino, que servia algumas bebidas a todos na sua grande sala de estar, onde os amigos estavam sentados no sofá. Todos menos, Naruto e Hinata, pelas razões óbvias.
Sakura dizia.
-Lamento muito pelo que aconteceu com a dona Rina, é assustador ver como de repente, tudo muda na vida de uma pessoa. Ainda ontem de manhã Hinata tinha mãe, e hoje é orfã de ambos os lados.
A morena, Tenten, concordou.
-Realmente, a dona Rina não merecia esse fim.
Temari, argumentou.
-É mesmo, mas se tem uma coisa que consola é saber que o sensei Hatake vai ajudar a Hina em tudo o que ela precisar.
Ino comentou.
-Pode ter a certeza disso Temari, apaixonado como é, não vai medir esforços.
Shikamaru então, expressou um dos seus pensamentos, sem maldade.
-Não querendo ser preconceituoso, mas o fato é que nunca imaginaria que a Hinata acaba-se namorando com alguém como o Hatake.
Temari interpelou cruzando os braços e mexendo levemente a cabeça.
-E posso saber porque?
Shikamaru amaldiçoou a hora que tinha falado. Agora teria que explicar.
-Bem não sei se vocês sabem mas o Hatake tem uma certa fama aqui em Konoha, e ela não é propriamente boa.
Sasuke admitiu por sua vez.
-é verdade, também ouvi umas histórias por ai, através de meu tio Asuma, que alias também era um tremendo galinha.
Tenten que estava sentada ao lado de Lee, confessou.
-Acho que com isso tudo o que vocês querem dizer que eles são completamente diferentes, em muitos aspectos.
Os dois rapazes abanaram a cabeça confirmando a conclusão da então expressou a sua opinião sobre a atenção que recebia dos amigos.
-Mas acho que apesar de serem bastante diferentes, eles combinam nas coisas importantes, e de certa forma se completam.
Todos concordaram com a Haruno. Aquilo que ela dissera era a mais pura verdade.
...
Kakashi e Hinata estavam terminado de almoçar na espaçosa e confortável sala de cadeiras de madeira eram almofadas e por isso extremamente macias. O maior notando que a Hyuuga apenas "brincava" com a comida usando o garfo, indagou gentilmente.
-Está sem fome pequena?
Hinata por sua vez corou envergonhada por ter sido pega na sua infantil atitude de brincar com a comida.
-H-Hai um p-pouquinho.
O ex-sensei sorriu de lado ao notar o embaraço que causara na noiva, não o fazia de propósito, mas admitia que era viciado em ver o rosto da sua menina sabia que ela estava sem fome, devido a tudo o que acontecera de manhã, e por agora,ele sabia que não a conseguiria comer nada, mas sério mas suave, aconselhou, pegando na mão na mesma, fitando-a.
-Deve comer menina, vai precisar de forças para o dia de hoje.
Hinata concordou, desviando o olhar para o próprio colo.
-E-Eu sei m-mas...- Não conseguiu terminar a frase, e nem necessitou pois Kakashi tinha já compreendido o recado. Mais tarde ela comeria mais alguma coisa.
Kakashi sentou-se de lado e chamou a garota.
-Venha, sente aqui.-Acabou o pedido apontando com o dedo o próprio colo.
A mais nova enrubesceu perante o pedido, mas fez o que o maior lhe pedira. Tinha vergonha, mas o fato é que o corpo másculo e forte do namorado lhe passava segurança.
Quando se sentou, logo os braços do mais velho a envolveram numa caricia suave, onde os dedos do maior se enrolavam no comprimento do cabelo liso e extremamente comprido da namorada, enquanto abraçava a cintura estreita da mesma. Quando a conhecera o cabelo batia na cintura, mas agora dava quase pela a anca. Adorava absolutamente tudo nela.O cabelo, os olhos perolados, o corpo pequeno, a voz meiga, o cheiro, a personalidade,... tudo sem excepção.
Kakashi fitou-a com amor e assegurou-lhe.
-Vai tudo dar certo pequena!
Hinata suspirou retribuindo o olhar do namorado.
-A-Assim espero K-Kakashi kun.
O maior sorriu sem nenhuma mascara cobrindo o seu rosto desde que tinham chegado ao apartamento, tirando o fôlego da pequena garota que ficou vermelha, o que não passou despercebido aos olhos do Hatake, que confessou com voz rouca.
-Estou com saudades de você menina...
Hinata, por sua vez, carente e também com saudades, retrucou com voz fraca.
-E-Eu t-também.
O noivo se aproximou da boca pequena, e em menos de segundos a tomou para si com alguma gula. Ele estava carente e ficar com a namorada perto dele o tempo inteiro não era fácil, alias cada vez que ele pensava que a partir daquele momento Hinata ficaria a viver com ele, ficava preocupado com a possibilidade de realmente, perder o controle por completo. Ficava receoso em relação a isso pois poderia machuca-la e acabar apressando demasiado as coisas. Se beijaram por alguns minutos e logo o maior se levantou a carregando no colo até a acolhedora e espaçosa sala onde si deitou com ela. No sofá era mais fácil para ele manter o controlo de suas acções e instintos, ou seja, era mais seguro para namorarem.
Hinata completamente rendida, deixou de pensar e apenas acompanhava os beijos fogosos e carinhosos do amado. Nos braços dele, sendo acarinhada, ela sentia sua dor anestesiada, e o vazio pela perda de sua mãe quase preenchido. As mãos do maior apesar de quererem ser mais atrevidas se mantiveram por cima das roupas da menor, não queria tentar nada mais forte nela, enquanto a mesma estivesse de luto. Não queria se aproveitar daquele momento de tristeza dela.
Enquanto se deliciava com a boca pequena, as mãos do maior passavam suavemente pela cintura, indo em direcção ao rosto e prendendo-se nos fios lisos e longos que compunham a farta cabeleira feminina. A mais nova por sua vez, meiga, acalentava o rosto másculo do namorado, desprovido de qualquer tecido.
As línguas valsaram durante alguns minutos de forma lenta e sensual até ao mais velho quebrar o beijo em pequenos selinhos e seguidamente perguntar divertido.
-Já está mais calma?
Hinata sorriu perante o tom de brincadeira do noivo e replicou menos tensa e mais tranquila.
-H-Hai K-Kakashi kun.
O namorado a envolveu ainda mais no abraço, colando a cabeça da mesma em seu peito largo e musculoso, acalentando docemente o topo da cabeça da jovem mulher. Mais tarde seria a leitura do testamento e com toda a certeza o Hatake, podia afirmar que seria algo difícil, e para demais ainda havia as cartas. Não tinha aberto, tal como Hinata a carta que a Hyuuga mais velha lhe deixara, achava tal como a sua pequena, que o justo era todos abrirem ao mesmo tempo, e isso incluía Jiraya. Só esperava que o conteúdo dessas cartas viesse amortecer mais a dor no coração de sua menina e do velho Uzumaki.
...
Passava já das 15:30 em Konoha quando pacientemente Jiraya aguardava a chegada do Hatake com a sua Hime. Ele não gostava nada da ideia de Hinata estar dormindo sobre o mesmo teto que o namorado, que ele tinha a certeza que era um pervertido, mesmo que fosse um pervertido apaixonado.
Junto a ele, na sala de estar estava outro homem que era o mesmo que tinha realizado o testamento de Rina, e consequentemente iria fazer a leitura do mesmo. Jiraya tinha a mais completa consciência que não iria gostar nada do que iria ouvir daquele texto guardado dentro da pasta que estava debaixo do braço do outro senhor.
O som da porta a bater ecoou pela sala e o Uzumaki fez sinal ao outro senhor alertando-o que ia abrir a porta.
Foi na direcção da porta e ao abri-la deparou-se com primeiro com Kyoko e atrás a sua "filha" de braço dado com o noivo, que na mente de Jiraya,era tarado. O dono da residência deu passagem as visitas.
-Boa Tarde, entrem todos, o senhor do testamento já está aqui a algum tempo.
A adolescente inquiriu.
-C-Chegamos a-atrasados?
Jiraya acariciou o rosto da garota de leve sorrindo com a pergunta dela. Hinata desde criança sempre fora doce, generosa e preocupada com os demais, era uma menina de que qualquer pai teria orgulho, e ele tinha. Replicou a Hyuuga.
-Não Hime, Vocês chegaram na hora certa.
-A-Ainda bem.
Kakashi chamou a Hyuuga para perto de si.
-Venha pequena, vamos sentar-mos.
Jiraya assentiu, concordando com Kakashi, o que era raro.
-Sim sentem-se por favor.
Os elementos interessados no testamento se sentaram todos e o senhor que tinha em sua posse tais papeis, se pronunciou.
-Falta algum interessado neste testamento?
O Uzumaki que conhecia melhor o senhor retrucou.
-Não, o senhor pode começar.
E então o homem retirou os documentos importantes da pasta, e com seriedade os depositou sobre a limpa mesa da sala. O silencio se instalou no recinto e Hinata começou a ficar um tanto depressiva e Kakashi se apercebendo, apertou um pouco a pequena mão da Hyuuga, e a mesma, ao fita-lo, recebeu um sorriso pequeno e de lado do Hatake, que era perceptível mesmo com a mascara sobre o rosto. Hinata sorriu lhe de volta agradecida pela preocupação que ele demonstrava ter para com ela.
E então o senhor começou a ler em voz alta o não muito grande testamento de Rina. Na realidade era apenas uma página, e os outros papeis, eram pura burocracia.
-" Eu Rina Hyuuga, é de livre e espontânea vontade deixar todos os meus poucos bens que possuo para um única pessoa que é Hinata Hyuuga, minha amada filha.
A casa e todo o que está dentro dela, devera pertencer a minha única herdeira assim que a mesma tenha idade legal para tomar posse deles. Até que tal aconteça, deixo claro a minha vontade de tornar tutor de minha filha, Kakashi Hatake, um grande amigo da família, e que ele seja o encarregado de zelar pelo pouco património de minha menina.
Sendo dessa maneira declaro, que após a minha morte, Kakashi seja tutor de minha filha, e também esclareço que esta minha decisão foi tomada sobre nenhuma pressão por parte de ninguém, assim como o futuro tutor jamais se impôs sobre nenhuma dessas questões.
Sem mais nada a acrescentar, deixo apenas a minha crença que tudo o que pedi seja cumprido efectivamente."
Após o final da leitura, Jiraya se ergueu do sofá aborrecido e dizendo para todos os presentes na sala.
-Não aceito que Rina tenha feito isso comigo!
Kyoko repreendeu vendo a reacção exagerada do Uzumaki.
!
O velho acalmou-se e continuou.
-Me desculpe por isso Hime,mas ainda não consigo aceitar que sua mãe deixou sua guarda com o Hatake. Eu sou como se fosse seu pai, eu deveria ficar com a sua guarda, e além disso não é boa ideia vocês morarem debaixo do mesmo teto.
A adolescente corou muito com a ultima parte do comentário do seu "pai". Era fato que ela e Kakashi tinham muitas... "vontades" em relação um ao outro, mas nunca que o namorado iria se aproveitar disso. A Hyuuga tentou argumentar.
-Mas Jiraya san...
Foi cortada pelo novo pequeno e suave aperto em sua mão por parte do Hatake que mirou-a profundamente com uma mensagem clara escrita em seus olhos: "deixe comigo". Logo em seguida o homem na casa dos 30 anos garantiu ao outro mais velho.
-Se for essa a razão pela qual o Sr. não concorda com o testamento, pode ficar de consciência tranquila, pois jamais me aproveitaria de Hinata ou faria algo que fosse contra a vontade da mesma. Respeito minha noiva.
Jiraya ainda ia defender sua ideia.
-Mas ...- Não pode continuar pois foi gentilmente cortado pela garota.
-J-Jiraya san, antes de d-dizer alguma coisa eu gostaria que o Sr. lê-se isso.-Falou entregando um envelope ao amigo, que retirara quando ele começara novamente a discutir aquele assunto.
Jiraya confuso fitou o papel em sua mão. Indagou em duvida.
-Que papel é esse Hime?
Kyoko já ficando um tanto chateada de tamanha exitação do maior, incentivou.
-Pare de fazer perguntas , abra logo esse envelope.
Hinata sorriu de leve perante aquela afirmação de Kyoko, olhou nos olhos do namorado e silenciosamente caminhou até ele e entregou a carta a Kakashi, que aceitou de imediato o envelope.
Sentou-se novamente no sofá perto do ex-sensei. O Sr. do testamento anunciou.
-Bem como já cumpri a minha obrigação, acho que devo me retirar e deixar a família a sós, e mais uma coisa Sr. Jiraya...
O maior tirou os olhos do envelope e fitou o senhor.
-Pode Continuar...
O homem continuou.
-A vontade da Senhora Rina deixada em testamento é incontestável, a não ser que o senhor consiga provar que... bem... ela...
Jiraya interrompeu dizendo, e entendendo o que o senhor iria dizer.
-Eu não seria capaz de marchar a imagem de uma das pessoas que mais amei na minha vida, fique descansado.
O outro homem maneou a cabeça em despedida e saiu porta fora, talvez um pouco preocupado pelo que Jiraya falara. Pelo que entendera a herdeira tinha uma relação de noivado com aquele que seria seu tutor, o que deixava o velho Uzumaki preocupado o que até não era de estranhar tendo em conta que o tutor era um homem muito mais velho e consequentemente mais experiente. No entanto percebera que apesar de tudo, Rina nunca deixaria a filha para alguém que pudesse fazer mal a mesma, confiava na Senhora Hyuuga.
Quando o senhor bateu a porta, o velho Uzumaki quebrou o silencio.
-Que envelopes são esses?
Hinata explicou ao Uzumaki.
-E-Esses envelopes Jiraya san, são cartas que minha mãe deixou para cada um de nós... suas ultimas palavras...- terminou a frase entristecida e cabiz baixa.
O maior ficou sem acção. Ele não sabia da existência daquelas cartas, e aquilo o pegou de surpresa mas ao mesmo tempo o deixou feliz, porque aquelas cartas simbolizavam que Rina tinha uma explicação para tudo e que não se esquecera dele.
Hinata continuou.
-A-Achei que era m-melhor ler-mos todos juntos.
Kyoko concordou com a atitude da perolada.
-Fez bem em agir dessa maneira Hina.
A menor agradeceu.
-Obrigada !
E em seguida Jiraya abriu o envelope e desdobrou o papel que estava lá dentro. Os seus olhos logo correram o papel que continha uma caligrafia muito conhecida o seguinte.
" Bem... não sei como começar a escrever essa carta a você Jiraya. Tenho tanta coisa a dizer e estranhamente, ao mesmo tempo, não sei como começar, nem o que dizer a você.Acho que lhe devo muitas coisas Jiraya meu irmão. Lhe devo desculpas por tanta coisa que lhe fiz, lhe devo paciência e tempo que tantas vezes fiz você gastar comigo, e com meus problemas todos esses anos. Sei que por esta altura você já deve ter ouvido o meu testamento, onde você sabe, deixe a guarda da minha menina com o Kakashi. Sei que você está chateado comigo, mas eu tenho uma explicação.
Eu simplesmente não podia deixar mais essa responsabilidade com você. Todos esses anos eu ocupei o seu tempo, fiz de você um pai para Hinata, mesmo não sendo essa a sua obrigação. Também sei que tudo o que você fez foi de coração, mas mesmo assim eu não tenho o direito de me aproveitar de você.
E agora você tem o Naruto para cuidar. Mesmo ele sendo quase um homenzinho, o garoto precisa de você. Não precisa se preocupar com a Hinata, ela, mesmo que você discorde, está em boas mãos com Kakashi. E não vai demorar a minha menina, desconfio eu, logo terá a sua própria família. Peço que apoie a menina, mesmo que você não tenha a guarda dela, ela vai precisar de seu carinho e apoio. Por favor entenda e respeite minha decisão.
Mais uma vez acabo pedindo algo para você, parece que é vicio meu! Obrigada por tudo Jiraya, e perdão, por todas as situações difíceis que fiz alguma vez você passar. Obrigada por ser o meu irmão que meus pais não puderam dar, e me perdoe por não ter conseguido corresponder seus sentimentos. Só peço mais uma coisa a você Jiraya e saiba que se não cumprir irei te assombrar para sempre... quero que você se apaixone homem, e que seja correspondido, você merece depois de tudo...
Obrigada...
Rina Hyuuga."
Quando acabou a leitura Jiraya sentiu os olhos marejarem, e sobre eles passou as costas de uma de suas mãos, pensando para si." Diabos mulher, como você ainda consegue me deixar sem argumentos e sem fala, mesmo depois de tudo."
Já Hinata também terminava de ler a sua carta e sentia de igual forma os olhos lacrimejarem, e um peso de seu coração da dor da morte dela, quase saíra por completo.
" Você minha filha é a primeira pessoa a quem escrevo. A pessoa mais importante da minha vida! Nesta carta mesmo não tendo esse direito, pois se você está lendo é por que provavelmente já não estou ai junto de você, quero lhe pedir algo muito importante.
Peço que viva minha filha, viva intensamente, não quero, donde quer que eu esteja, vê-la triste ou chorando por mim. Há coisas na vida que são inevitáveis e ninguém tem culpa de nada. Você fez tudo o que podia, eu é que não foi forte o suficiente para vencer esta doença, porque no fundo da minha alma, existe uma vontade incontrolável de reencontrar o seu pai, de ir para perto dele.
Eu quero que você siga em frente, como um dia eu segui. Que seja feliz e tenha uma família. Meu Kami como gostaria de lhe ver com filhos Hinata, de ver você sendo feliz, como eu sei que será, junto desse ótimo homem que é o Kakashi. Sei que será difícil agora no inicio, mas peço que faça um esforço e vá em frente, pense de mesmo não estando ai fisicamente, eu estou presente em você minha filha, pois quem nunca é esquecido, vive para sempre.
Por isso... eu estou viva em você...
Rina Hyuuga"
Kakashi envolveu a Hyuuga numa abraço sentido que a mesma estava emocionada e chorosa. Apesar de ela ser linda para ele mesmo chorando, Kakashi gostava muito mais de a ver sorrindo abertamente. Após o momento de silencio, a voz de Kyoko se fez presente.
-Bem pela reação de vocês, acho que tem que conversar em família, por isso vou me retirar para que fiquem a vontade.
Ela terminou se levantando, e antes de sair afegou as costas da Hyuuga que a esta altura já estava no colo de Kakashi que lhe dirigiu um olhar de calma, dizendo através dele que cuidaria de Hinata. Passou por Jiraya e avisou o mesmo.
-Espero que o conteúdo dessa carta lhe ajude .
Ele, sem palavras, abanou a cabeça confirmando a suspeita da enfermeira, que retornava ao trabalho hoje.
O bater da porta avisou que a senhora Kyoko tinha saído. No seguinte instante, Kakashi indagou.
-Tirou alguma conclusão, ?
O Uzumaki logo retorquiu se recompondo da emoção, afinal não podia dar parte fraca na frente do seu futuro genro.
-Hai, tirei, você ganhou Hatake, mas antes vai ter que me prometer algumas coisas.- Afirmou sentando-se na poltrona com ar sério.
Hinata então que já tinha parado de chorar mirou o seu "pseudo-pai" interrogando.
-Q-Que p-promessas?
Jiraya começou a fazer então as suas exigências.
-Primeiro , se quer que Hinata vá viver com o Sr. enquanto não se casarem, vocês ficaram em quartos separados.
Segundo você vai ter que me prometer que Hinata chegara, TAL COMO VEIO AO MUNDO, até ao casamento.
Confusa a Hyuuga interrogou.
-C-Como assim como vim ao m-mundo J-Jiraya san?
O maior enrubesceu e Kakashi retorquiu no lugar.
-Eu percebi o significado , e sim cumprirei essa exigência assim como a outra.
"Mesmo que a segunda me custe muito a cumprir" Pensou maliciosamente o Hatake.
Jiraya então tossiu e prosseguiu.
-Bem e a minha ultima exigência é que quero ver minha Hime pelo, menos de dois em dois dias, e quero contacto permanente com ela.
Kakashi sorriu com o ultimo pedido do motorista. Ele realmente era como um pai ciumento.
-Cumprirei essa exigência também fique á um prazer.
E assim Jiraya concordou dar a guarda da Hyuuga ao muito que custasse ele iria cumprir a vontade de Rina. A se iria.
...
O casal chegava ao luxuoso apartamento cansados no entanto mais aliviados. Hinata agora sentia força para seguir em frente tal como a mãe em suas ultimas frases escritas desejara e pedira encarecidamente. Jiraya os fizera ficar para jantar, por isso já era de noite.
Hinata então vendo que o seu noivo não abrira a carta inquiriu.
-K-Kakashi kun p-porque você não abriu a c-carta?
O maior justificou.
-Quero lê-la mais tarde sozinho, agora vou cuidar de você menina.
A menor ruborizou envergonhada pela parte do "vou cuidar de você menina", o seu namorado realmente se preocupava com ela.
Antes que ela pudesse dizer alguma coisa, o maior pegou-a no colo, em estilo noiva, e levou-a pelo longo corredor a dentro, até ao quarto do mesmo.
-Sei aquilo que prometi ao , mas os outros quartos não estão preparados para receber você, por isso hoje, mais uma vez ficara comigo, amanha trataremos do seu quarto.
Hinata não querendo ser um incomodo afirma.
-N-Não precisa se p-preocupar t-tanto K-Kakashi kun...
O mais velho interrompeu-a aproximando o seu rosto do dela, dizendo em seu ouvido rouco e sedutor.
-Por acaso quer ficar ainda mais tempo no meu quarto?
Hinata então ficou da cor de um tomate mais que maduro, e rapidamente negou.
-N-N-Não é b-bem i-isso...
O herdeiro riu da reacção embaraçada da noiva. Adorava vê-la toda corada. Consequentemente a menina fez bico vendo o noivo rir, com gosto de vê-la o sono começar a chegar Hinata boceja levemente, colocando a mão em cima da boca. Kakashi anuncia depositando-a sobre a cama de colcha leve até um pouco demais pois apesar de o tempo estar ameno e até quente durante o dia, já que estavam no verão, mas Konoha tinha a particularidade de ser fria de noite.
-Vejo que está ficando com sono, mas primeiro é melhor tomar banho pequena.
A ex-aluna concordou com ele. O namorado disse, então carinhoso.
-Vou fazer alguns telefonemas para que fique há vontade no quarto, o banheiro você já sabe onde é, alguma duvida me chame está bem?
Silenciosamente a menina confirmou, e em seguida sentiu o maior plantar um selinho sobre sua face, por debaixo da mascara, antes de sair.
Hinata então observou bem o cómodo a sua volta, que era todo ele, sofisticado, no entanto com um q' de rústico e totalmente masculino. Deu alguns passos na direcção de uma espécie e sofá onde tinha deixado a tal mala com suas coisas. De lá Hinata tirou um grande pijama de estampa de ursinhos de um tecido leve na cor azul clarinho, uma blusa interior de dormir, seus produtos de higiene, e um conjunto de calcinha e soutien brancos com moranguinhos desenhados e um par de meias finos e amarelos com estampa de gatinho rosinha e claro duas toalhas. Ao fitar sua roupa reparou numa blusa o Hatake que estava lá perto. Foi impossível não reparar na diferença de estilos. Kakashi usava roupas lisas e de cores escuras, com estilo bem adulto, enquanto ela usava uma bem infantil. Eles os dois eram bem diferentes um do outro no quesito cores e padrões.
Não querendo alimentar aqueles pensamentos Hinata pegou em todo o que tinha tirado e entrou no banheiro. Fitou um pouco todo o recinto sentindo-se pequenina perante a grandeza do local. As prateleiras eram altas e as bancadas também eram maiores, como se estivessem adaptadas ao tamanho do namorado. Não querendo se demorar, despiu-se ficando nua,e dobrando as roupas para lavar em cima da banca um pouco afastadas das limpas.
Optou pelo chuveiro para ser mais rápida, no entanto deparou-se com um chuveiro de tal forma moderno que ela não soube mexer nele. Olhou para cima e viu um quadrado enorme pendurado do qual com certeza desceria a água se ela soubesse como ligar toda aquela engenhoca. Não sabendo que botões mexer ao certo, pois não havia ali nenhuma indicação, Hinata envergonhada saiu do chuveiro e vestiu a parte de cima do seu pijama limpo e procurou pela antiga calcinha, que não achou, após procurar na roupa suja. Como a parte de cima do pijama era comprida, batendo perto do joelho e era larga, não viu problema, visto que o Hatake só iria ali ligar o chuveiro para ela. Abriu um pouco a porta do banheiro e chamou um pouco mais alta ao que estava acostumada o Hatake.
-K-Kakashi kun...
Por sorte o maior que estava passando pelo quarto para ir ao outro banheiro em outro quarto, ouviu quando a namorada o chamou, e logo apareceu no quarto vendo a porta do banheiro um pouco aberta e uma Hinata envergonhada com uma blusa do pijama extremamente cumprida na opinião dele.
-Precisa de alguma coisa pequena?
Hinata abriu um pouco mais a porta e apontou o banheiro e logo o Hatake percebeu que o problema estava naquele chuveiro. Era normal que a Hyuuga não soubesse mexer naquilo, era algo totalmente diferente do que a sua pequena estava acostumada.
Ele entrou e explicou a Hyuuga o básico para que ela pudesse se final inquiriu.
-Entendeu menina?
Hinata envergonhada, muda afirmou positivamente com a cabeça. Kakshi que já tinha tirado a mascara mesmo antes de a Hyuuga o chamar aproximou-se da mesma, e não conteve o elogio.
-Você fica tão linda coradinha desse jeito.
Ainda mais embaraçada ela declarou.
-N-Não diga e-essas coisas K-Kakashi kun!
Demasiado sedutora aos olhos dele, o maior não se conteve em puxa-la pela cintura para si e tomar os lábios femininos num beijo lascivo. Oh Kami como ele se dominava, mas as vezes ficava impossível de aguentar o desejo.
Os pés da menor não encostavam mais no chão e sem vergonha Kakashi desceu uma das grandes maos pelo corpo pequeno, por cima do pijama e foi ao joelho puxando-o para cima de modo as pernas da mais nova entrelaçarem o quadril dele e assim ele a depositar na bancada do banheiro. Quando conseguiu colocar as pernas da menor á sua volta, as mãos do mais velho viajaram até ao traseiro feminino, e foi para sua extrema surpresa que não sentiu a calcinha. Ao tocar logo de imediato as carnes macias e delicadas das nádegas da azulada, o maior rosnou de prazer em meio do beijo enlouquecedor de língua que dava nela. A Hyuuga gemeu por sua vez também anestesiada pela fome com que era atacada.
Sentou-a na bancada imperativo deixando as pernas da mais nova abertas e acomodou o quadril entre elas dizendo entre beijos de tirar o fôlego.
-Kami...você está... sem... calcinha... sem nada... debaixo disso...- Terminou se referindo a blusa do pijama que apesar de grande era fina e não impedia o avanço das mãos grandes.
Hinata soltou um gemido alto quando os dedos do Hatake tocaram carinhosos seu pequeno ponto de prazer e a boca deste avançou para o seu pescoço marcando-o. Sem saber o que fazer Hinata apenas abriu mais as pernas, num ato involuntário.
Enquanto uma mão do Hatake trabalhava no clitóris da noiva e outra ia na direção de outra carne que a muito deseja tocar:Os seios. O maior urrou contra o pescoço feminino quando sua mão grande cobriu por completo um dos extremamente macios seios da pequena, que em contrapartida quase gritou de prazer quando sentiu aquela mão ali.
Apesar de não estar vendo o corpo da menor, pois tudo o que estava fazendo nela era ocultado pela blusa, ele sabia que era deslumbrante. Apertou mais forte o seio feminino, apertando propositadamente o mamilo entre os seus longos dedos.
Com tamanha movimentação debaixo da peça de roupa da Hyuuga o primeiro botão abriu-se revelando o colo feminino que logo os lábios do Hatake tomaram conta marcando-o com beijos molhados.
Hinata descontrolada, se segurava aos musculosos ombros do maior que estava cobertos por uma T-shirt um tanto justa e preta, enquanto se arqueava perante as mãos e boca faminta do maior.
Quando o gozo se apoderou do corpo da Hyuuga ela gritou alto sentindo aquele orgasmo que até então fora o mais forte que tivera. Delicadamente um dedo do maior passou suavemente sobre a entrada minúscula da qual saia a realização da perolada.
Naquele momento Kakashi recuperando um pouco da sua sanidade, afastou o dedo que ele nunca colocara dedo no paraíso que seria o interior da feminilidade de Hinata e subiu os beijos molhados pelo pescoço e voltou a tomar a boca , assim como a contra gosto tirou as mãos que estavam por debaixo da veste da mais nova, colocando-as sobre a cintura.
Quando terminou de beijava, encostou a sua testa na testa da noiva e fitou-a profundamente assim que ela abriu os olhos. A Hyuuga corou fortemente.
-Juro, que se não fosse aquela promessa que fiz, a faria minha naquela cama.
Hinata corou mais uma vez, e o maior sorriu beijando delicadamente a ponta do nariz dela, e depositando-a no chão delicadamente e com calma, pois as pernas da Hyuuga estavam moles. Afastou-se dela com uma potente erecção e na saída avisou.
-É melhor pequena, que sempre que precisar de mim esteja totalmente vestida, da próxima vez eu penso que não vou conseguir me controlar...
E ele saio fechado a porta e escorregando pela mesma até ao chão pensando "Kami, deveria ser crime desejar alguém dessa maneira...". E realmente deveria.
Agradecimentos aos reviews:
Luciana Fernandes - Realmente foi um dia muito triste! Espero que tenha gostado do conteúdo das cartas, apesar de faltar revelar uma delas! Obrigada pelo review, até ao próximo!
Golin - Não precisa agradecer pelo capitulo, é um gosto! :) Realmente foi um capitulo muito triste! Ela irá ultrapassar tudo, pode ficar descansada! Espero tela agrado com a ultima vontade de Rina! Até ao próximo, e obrigada pelo review!
