O verão chegou em força fazendo a Hyuuga deixar seus collants de lado e colocar uma meias brancas até a canela, e sua blusa do uniforme de verão. Estava saindo da escola e logo viu o carro com o motorista a esperando. Sem delongas ela entrou no veiculo e cumprimentou Ibiki.
-Boa tarde, Ibiki-san.
O homem deu um leve sorriso cumprimentando por sua vez.
-Boa tarde Senhora Hatake. Seu marido me pediu para leva-la ao escritório.
Hinata sorriu entusiasmada.
-Vou ver onde ele trabalha?
Ibiki replicou de bom humor.
-Hai, isso mesmo menina Hatake.
A mais rapidamente colocou o cinto curiosa para ver onde o marido trabalhava. Fazia meses que ele era presidente e nunca tinha ido no escritório do marido pois o mesmo estava atolado em que as coisas estavam mais calmas, tal qual ele prometera, ela ia poder visita-lo no escritório.
Ao observar o entusiasmo da esposa do Senhor Hatake, Ibiki não pode deixar de a comparar com uma criança quando ganhava um doce. A alegria da moça transbordava de tão imensa e real que era. A muito jovem esposa do seu patrão era uma pessoa de uma doçura e honestidade admiráveis, e quando o conhecera ao contrário da maioria das pessoas, ela não se sentira assustada pelo seu rosto duro com duas longas cicatrizes. Apesar de ter sido tímida ao conhece-lo, sabia que não o fora por medo mas sim porque o recato fazia parte da sua personalidade. Além disso fora simpática e não o olhara de atravessado.
Só havia um defeito na moça. Era frágil e delicada demais. Seu patrão não podia estar mais certo em mantê-la sempre acompanhada de alguém que a pudesse proteger dos perigos do mundo. Especialmente quando existia alguém que estava interessado em fazer-lhe mal.
O caminho foi lento para a Hyuuga que não via a hora de ver o seu marido. As horas que passava na escola pareciam eternas especialmente em dias em que não havia provas que pudessem manter sua cabeça ocupada. E o mesmo devida acontecer com o seu marido pois assim que chegava em casa a tomava com um ardor que parecia que a meses que não se amavam, sendo que na verdade fazia apenas a algumas horas desde a ultima vez que a possuirá.
-Estamos chegando Menina Hatake.- Informou Ibiki passada quase meia hora.
Então Hinata fitou o seu lado da janela e ficou quase boquiaberta com o tamanho do edifício. A construção tinha quase vinte andares e era toda ela espelhada, podendo se ver o reflexo da cidade de Konoha nele.
O automóvel passou por uns portões onde estavam dois seguranças que conferiram a entrada de Ibiki com ela. Minutos depois o motorista estaciona o carro e seguidamente lhe abre a porta dando passagem a ela.
Ao sair do veiculo a Hatake deu uma boa olhada ao jardim que existia a volta da construção ficando abismada com a beleza do mesmo. Apesar do prédio ter um ar moderno o jardim e os portões em volta davam um ar mais antigo criando um bonito contraste.
Sem demora Hinata entrou no edifício, chamando a atenção de todos na atea. Lá dentro havia uma cafetaria e ao fundo podia ver uma tabela indicando a direcção da cantina e banheiros. Havia também um balcão com uma alta e ruiva recepcionista a quem Ibiki se dirigiu.
-Por favor Informe o que sua esposa chegou.
A mulher do outro lado não conseguiu evitar de dar uma boa olhada a senhora de seu irresistível patrão. A garota tinha uma aparência ainda mais frágil e jovem que nas fotografias, ainda mais vestida de colegial.
Hinata teve a sensação que todos a observavam. E estava certa porque realmente as pessoas presentes no espaço a olhavam quer com curiosidade quer com espanto. Logo a recepcionista ligou para a secretária do Hatake.
-Por Favor avise ao presidente que sua esposa está aqui.
A secretária que estava apenas alguns andares acima replicou.
-Mande subir que o já me avisou da visita da esposa. Rápido que ele parece impaciente.
Sem querer perder tempo a recepcionista passou um cartão ao motorista e declarou.
-Subam por favor. O presidente a espera Senhora.- Se esforçou para dizer a ultima palavra achando que não combinava nada com a pessoa. A esposa de seu patrão não passava de uma garotinha de escola. Aparentava ter no máximo 16 anos, como chamar senhora auma moça com aquela aparência?
Ibiki praticamente lendo os pensamentos de todos não conseguiu evitar dar um sorrisinho de lado. O Hatake tinha pego todo mundo de surpresa ao desposar aquela todas as mulheres que tinham passado pela vida de seu patrão duvidava que alguma delas tivesse sequer alguma característica da moça que estava ao seu lado.
Ibiki então colocou o cartão na mão da Hyuuga e explicou.
-O cartão é para que o entregue a secretária. Basta entrar no elevador e ir para o sexto andar.
A colegial sorriu e agradeceu.
-Obrigada pela informação Ibiki san.
E então ela se dirigiu ao elevador, sobre o olhar atento e chocado de todos.
...
Ao entrar no andar Hinata deu de cara com a que deveria ser a secretária do seu marido. A senhora rapidamente se levantou pedindo educadamente que a segui-se. Todos os que trabalhavam ali demonstravam serem tão sofisticados e educados que ela se sentiu um pouco própria não era nada sofisticada e não sabia como falar bem em publico.
Seus pessimistas pensamentos foram interrompidos quando a secretária a orientou.
-O Senhor está aqui a sua espera. Sinta-se a vontade.
E então deixou-a sozinha na porta. Depois de dar uma boa olhada ao ambiente a sua volta, Hinata abriu a porta.
O escritório do esposo era grande com um branco piso mármore e moveis negros com tapetes da mesma cor. As paredes eram de um imaculado branco que pareciam ter sido pintadas a pouco tempo. Olhou o cómodo porém não viu o seu marido. "Deve estar no banheiro, a moça disse que havia um aqui dentro."
Ao entrar no escritório Hinata ia fechar a porta no entanto foi pega de surpresa por duas enormes e conhecidas mãos que lhe apertaram suavemente a cintura. Assustada porém rindo ela exclamou.
-Kakashi kun!
O maior riu do rosto surpreso e corado da sua pequena. Pegou-a no colo e fechou a porta com um pé. Indagou em seguida.
-O que achou do local de trabalho do seu marido?
Hinata sorriu e descreveu exactamente o que tinha achado.
-É bonito e sofisticado. Os que trabalham para você são todos muito educados pelo que pode ver.
Seu marido completou.
-Meu pai soube escolher muito bem quem trabalha para a empresa. Mas agora...- declarou sentando-se no sofá que ficava ao lado direito das cadeiras que ficavam em frente a grande mesa onde ele trabalhava-...quero beija-la pequena.
Hinata excitada pela voz rouca e grave do esposo, a mais nova estremeceu.
-Aqui não podemos Kakashi kun...
O ex-professor contrariou.
-Lhe garanto que podemos fazer muito mais que beijar aqui menina.
A adolescente replicou tentando manter a lucidez e não se entregar ao desejo contido. Mesmo só tendo passado umas horas desde a ultima vez que se amaram, parecia que estavam a meses sem nada. Estava virando uma é durante as aulas as imagens do seu marido nu e as lembranças daquilo que faziam, a desconcentravam das matérias.
-Mas a sua secretária...
O maior explicitou.
-A secretária não virá a menos que eu a chame e para além disso já está no fim do expediente.-Mordeu a orelha dela suas mãos acariciaram suas coxas-Ninguém vai nos interromper.-Decretou imperativo.
Devido a mordida na orelha Hinata gemeu e bastou isso para que a boca de Kakashi toma-se a sua de rompante, se aproveitando da brecha.E ai ela perdeu o controle da situação enquanto o seu conjugue tomou a dianteira das coisas afoito. A ideia de possuir Hinata na mesa do seu escritório era muito erótica para que ele conseguisse resistir.
Sem demora ele a sentou de frente para ela no seu colo abrindo as coxas da menor. Suas mãos agarraram com firmeza as coxas femininas, as apalpando com gosto para depois se erguer carregando-a a até um dos lados vazios da mesa.
A vantagem que ter uma mesa grande era que ocupava apenas o centro, deixando vazias as largas e compridas laterais.
No caminho para a mesa a intimidade coberta da Hyuuga tocou o volume escandaloso da calça do Hatake onde se encontrava o seu pénis erecto, e o maior mesmo com todas as camadas de roupa que os separação, sentiu a quentura da feminilidade da menor.
Hinata estava completamente excitada com a situação. Eles ali no escritório, ele vestido de fato e ela trajando o uniforme do colégio, iriam fazer a amor na mesa onde ele trabalhava. Pensando nisso, começava a achar que o marido tinha algum fascínio com mesas, bancadas e escritórios.
Sem demora a derrubou sobre a mesa,devorando a boca dela, para depois mordiscar o seu lábio superior e inferior se deliciando com a maciez dos suspiro de prazer saiu da boca da sua esposa fazendo o seu membro crescer ainda mais dentro da calça que ameaçava rasgar tendo que conter tamanho volume.
Com as duas mãos Kakashi puxou a blusa da mais nova para cima, interrompendo o beijo momentaneamente para a tirar pela cabeça da mais nova. Antes de a vestimenta cair ao chão os braços que Kakashi envolveram a cintura da mais nova tomando a sua boca com paixão enquanto as mãos da Hyuuga acariciavam seu rosto subindo depois para os cabelos cinza.
Não querendo perder tempo com a blusa de alça que estava por baixo Kakashi simplesmente abaixou a blusa e o soutien ao mesmo tempo, acumulando tecido na cintura da os seios da menina livres, Kakashi fez um rapido trajeto pelo maxilar, pescoço e colo, abocanhando depois um dos mamilos causando um grito na pequena.
Ao mesmo tempo que mamava dos seios dela, Kakashi se apressou em tirar a calcinha da menor sem tirar a saia. No instante seguinte a calcinha de Hinata estava no chão assim como a sua blusa.
Completamente impaciente Kakashi tirou o cinto das calças as tirando, e sua cueca boxer foi abaixada em seguida. Seu membro saltou para fora procurando o alivio que só a feminilidade da sua menina poderia dar.
Os gemidos de Hinata ecoavam na sala mostrando a Kakashi que não era só ele que queria alivio. Ela também estava totalmente ansiosa e desejosa dele.
Parando de sugar seus seios, Kakashi agarrou a cintura da ex-aluna e ergueu o tronco ficando direito. Afastou as pernas ligeiramente e se posicionou. Hinata tremia e gemia de antecipação.
-Vai ser duro pequena.
Alertou atento a reação da simplesmente respirou fundo e se lubrificou mais.
-E-Eu sei.-Informou abrindo mais as pernas mostrando que também queria ser possuída daquele braços finos buscara apoio, agarrando cada mão a beirada de cada lado da pronta.
Kakashi aspirou bem forte fazendo seu largo e forte tronco se elevar com a quantidade de ar ficando ainda fechou os olhos.
-AHH...-Gritou a Hyuuga ao sentir o ex-sensei a bater com força no seu fundo.
A estocadas seguintes foram as mais fortes e potentes que Kakashi tinha forças para dar. O ar faltava a Hinata devido a força das estocadas no entanto tudo o que conseguia fazer era ficar cada vez mais excitada ao ponto que o gozo se tornou eminente e incontrolável.
O orgasmo forte a tomou fazendo tremer e arquear-se toda, contudo nada disso aplacou o ritmo das estocadas ou a ferocidade das mesmas. Enquanto gozava abriu suavemente os olhos vendo que Kakashi a mirava com fixidez. Diante aquele olhar cheio de desejo animal,Hinata tornou a fechar os olhos e se concentrou em gemer. O olhar do seu marido tinha ordenado que ela assim o fizesse, pois estavam apenas começando.
Quando Kakashi gozou duas vezes e Hinata três, ele mandou.
-Vire-se pequena.
E lentamente ela se virou ficando com o estômago colado a mesa juntamente com os seios espremidos contra ela. O contacto com a madeira a excitou. Suas pernas ficaram abertas e esticadas e sentiu as pontas dos mesmos chegarem ao chão. As mãos de Kakashi a seguraram pelo quadril e ela voltou a abrir os braços e a segurar as laterais da mesa. Novamente ele se enterrou nela implacável querendo tudo dela.
Possui-a afoito ficando excitado e maravilhado ao observar os contornos delicados das costas da Hyuuga e o seu perfil ofegante e pálido em contraste com a escuridão da mesa.
Quando o sol anunciou que estava se pondo, Kakashi vendo-a cansada deixou-se gozar provocando outra onda de prazer na sua frágil esposa.
Devagar retirou-se dela vendo-a estremecer de prazer e suspirar quase sonhadora.
-Você é tão bonita minha pequena.
Vestiu em um segundo as calças e a roupa intima, pegou-a no colo e sentou-se na sua cadeira de trabalho. A cadeira na realidade era uma poltrona de coro com rodas toda ela na cor encolheu-o-se no colo do amado para enroscar-se em seu peito como uma gata manhosa. O maior riu diante a atitude da mais nova.
-Pode descansar um pouco menina, mas depois temos de ir para casa.
Num suspiro cansado e satisfeito ela acatou a sugestão do maior.
-Hai...
Carinhoso, enrodilhou-a em seus braços. Então lembrou-se do presente.
-Pequena?
Hinata aconchegou-se ainda mais a ele.
-Hai?
O maior replicou.
-Tenho um presente para você.
E Kakashi retirou do paletó uma pequena e elegante caixinha e a abriu diante o olhar da sua esposa. Colocou a caixa aberta na mão da mais nova e perguntou.
-Gosta menina?
Hinata sorriu e retirou a delicada pulseira de ouro que tinha um pingente em forma de coração do mesmo material, pendurado na ponta.
-É lindo Kakashi kun, adorei.
O maior então ordenou suavemente.
-Quero que use sempre pequena.
Hinata brincou.
-Sim Senhor Hatake.
O maior vida estava perfeita neste momento. Tudo bem que seu trabalho era uma chatice pegada, no entanto a felicidade de partilhar a vida com sua menina compensava largamente qualquer aborrecimento. Não ia deixar ninguém rouba-la dele. Ninguém.
...
O casal dormia profundamente, no entanto o mais velho estava irrequieto. A aluna repousava sobre o peito dele tranquila, ao passo que, a respiração dele ia se tornando cada vez mais nada despertou erguendo o tronco juntamente com Hinata que acordou de supetão. Após estar recomposta do choque falou.
-Aconteceu alguma coisa Kakashi kun?
O maior vendo a mais nova ali ao seu lado relaxou. Afinal tinha sido apenas um pesadelo, que parecia real, mas pesadelo.
-Nada pequena, apenas um sonho vamos dormir.-Terminou a frase puxando o corpo nu e pequeno para cima do seu também ele deitou-se com a adolescente em seu peito.
Apenas quando sentiu que a respiração de seu marido se regularizou que Hinata se permitiu dormir. Já Kakashi mesmo mais calmo ficou acordado pensando no sonho.
Em seu sono vira sua Hinata assustada tentando se defender de Gnema que a agarrava. No instante seguinte daquele pesadelo ele tinha entrado em ação e lutado com o final ele tinha matado Gnema e fora precisamente ai que acordara.
Sendo honesto consigo mesmo, o que lhe assustara no sonho não fora ter matado o desgraçado, mas sim o ar assustado da sua pequena no sonho. Os seus instintos diziam que aquilo era um aviso, uma espécie de premoniçã precaução iria pedir a Ibiki que ronda-se a área em torno do colégio, sabia que Hinata poderia não gostar da ideia, mas tinha de ser. Aquele sonho tinha despertado nele a sensação que algo ruim podia acontecer, e tão certo como a noite vem após o dia, que ele não ia permitir que nada de mal iria suceder a ela.
Só esperava que esses sentimentos se mostrassem descabidos.
...
Em outro apartamento da cidade, Asuma acariciava a esposa adormecida ficando fascinado com o ventre transformado pela gravidez, que faltava poucas semanas para menino ia nascer, e por todos os exames que já feitos, sabiam que ia e era, um menino forte, grande e acima de tudo, saudável.
Estava tão absorvido em pensamentos em relação ao bébé que nem reparou que a sua esposa tinha despertado.
-Olhando o nosso menino?
Asuma assustou-se ligeiramente, mas depois replicou rindo.
-Pode se dizer que ansioso que ele nasça.
Kurenai suspirou.
-Eu também, você nem imagina como é dormir com esse barrigão!
Asuma sorriu diante aquele desconforto da esposa.
-Você quer mais um travesseiro?- Indagou vendo o monte de almofadas atrás das costas da esposa.
A morena replicou.
-Eu queria ver se fosse você!
O esposo riu, mas depois tranquilizou-a.
-Aguente mais pouco meu amor, falta muito pouco.
Kurenai acariciou o rosto do marido.
-Eu sei. Obrigada pela sua paciência.
-Não precisa agradecer amor.
Asuma a colocou parcialmente deitada em cima do seu peito, e ficaram em silencio. Segundos depois, Kurenai indagou curiosa.
-Asuma,você sabe se o Kakashi deseja ter filhos?
Asuma sorriu de lado pensando na conversa que tivera a pouco tempo com o amigo.
-Ele está louco para isso, mas está esperando a Hinata crescer mais.
-Parece que ele está terminando de criar uma menina.
Asuma afirmou.
-Não parece, ele está. Afinal Hinata tinha apenas quinze anos quando ele começou a namorar com certa forma ele está terminando de criar a esposa dele.
Kurenai expressou.
-São duas gerações diferentes.
Asuma completou.
-E não só. Também são duas pessoas muito diferentes em uma série de aspectos.
A Senhora Sarutobi constatou.
-E ainda assim se dão tão bem.
-Tal como nós.-Terminou a frase beijando os lábios macios da sua esposa.
...
Aliviado, o espião viu Ibiki finalmente entrar no carro depois de rondar toda a área que envolvia o colégio. Fora muito difícil passar despercebido, no entanto aquele disfarce de idoso tinha funcionado muito bem. Tivera que ficar irreconhecível mas conseguira o pretendido.
Saiu do banco onde fingira estar a pegar sol, e da jaqueta retirou o celular. Ligou ao mandante.
-A area está limpa Senhor.
Do outro lado da linha, ouviu o homem rir.
-Ó trabalho acaba aqui. E não se esqueça...-pausou-...Eu não sei quem é você e você nunca me viu.
-Sim senhor.- Retrucou sem emoção.
Desligou o celular e seguidamente retirou a bateria e o cartão, quebrando ambos. Assim que avistou um caixote do lixo, passou discretamente ao seu lado deitando lá dentro o conteúdo em sua mão. Sempre era assim. Nunca queria saber dos motivos, planos ou intenções dos seus clientes. Tudo o que fazia era espionar a vida alheia a pedido de alguém e nada mais do que isso. E agora mais um dos seus "trabalhos" terminava, o que significava que a história acabava ali.
Pelo menos para ele.
...
Ibiki olhou ao espelho lateral estranhando o carro que circulava atrás dele. Desconfiava que o estava seguindo, e que de alguma forma o queria atrapalhar na condução pois estava quase se colando a ele, desrespeitando o limite de velocidade e as regras de circulação. Tentou desviar-se dele no entanto foi obrigado a parar num sinal vermelho e nesse momento sua suspeita se confirmou. O automóvel bateu contra ele, no entanto, o choque, apesar de o ter abanado não o machucou. Sentiu que tudo aquilo tinha o propósito de não o fazer chegar no colégio. E tinham conseguido porque agora ficaria preso naquela situação. Pegou no celular e ligou ao patrão.
?
Kakashi questionou sem rodeios.
-O que acontece Ibiki?
O motorista explicou toda a situação.
-Um cara vinha me seguindo e conseguiu bater em mim. Acho que não querem que me aproxime da escola o que quer dizer...- Foi interrompido por um Hatake que se levantou e foi saindo porta fora do gabinete.
O outro completou.
-Que o desgraçado do Gnema está tentando fazer alguma coisa com a minha menina!
Ibiki meio zonzo ainda da pancada indagou.
-O que faço senhor?
Kakashi foi sucinto. Já estava descendo no elevador deixando uma secretária espantada no seu nunca o tinha visto alterado daquele jeito.
-Fique ai e espere o socorro. Eu vou resolver este assunto e desta vez é para sempre!
Gnema ia pagar. Isso Kakashi jurou a si mesmo.
...
Assim que o relógio do celular da Hyuuga marcou 17 horas o alarme do fim do horário escolar tocou fazendo todos suspirarem de alivio por enfim poderem relaxar.
Como de costume todos saíram sendo a mais nova uma das ultimas. Ao chegar do lado de fora estranhou não encontrar Ibiki com o carro. Esperou um pouco e ao aperceber que ninguém tinha chegado, resolveu ir ver o estacionamento privado que ficava na parte detrás do colégio, onde Kakashi costumava deixar o carro no tempo em que leccionava na escola. Talvez o seu marido a viesse buscar e por alguma razão não conseguira avisa-la. De todos os modos não custava nada ir dar uma olhada.
A caminha foi rápida pois o estacionamento não era muito longe da entrada principal do colégio. Ao chegar lá viu apenas um carro preto estacionado, contudo quando ia embora alguém a agarrou por de trás das costas e colocou um pano sobre o seu nariz e boca a fazendo desmaiar com o de apagar por completo ouviu algo que a teria deixado em pânico se tivesse ficado acordada.
-Você vai ser minha, ninfa!
Satisfeito, Gnema pegou a mais nova no colo e a colocou dentro do carro com um sorriso satisfeito nos lábios. Seu plano estava dando certo. Assim que entrou no veiculo deu andamento ao carro saindo do estacimento e se dirigindo ao seu esconderijo.
...
O celular do velho Uzumaki tocou o alertando da chamada. Como estava de folga, atendeu de imediato, já sabendo quem se estava contactando com ele.
-Algum problema Hatake?
Kakashi foi direto ao ponto.
-Hinata está em perigo, mas não se preocupe porque sei onde o maldito a levou. Quero que ligue a policia e dê queixa por rapto. Dê este endereço...- e lhe disse o local que Jiraya apontou num papel apressado-...seja rápido Jiraya, quero colocar o infeliz do Gnema atrás das grades definitivamente.
Jiraya com pressa vestiu o casaco e calçou-se. Quando ia sair seu neto apareceu vindo do quarto.
-O que aconteceu velhote?
O mais velho resumiu a história.
-Hinata foi raptada, estou indo a policia dar queixa.
Naruto ficou sério também.
-Vá indo, que eu irei atrás de você. Vou apenas me vestir e avisar todos.
Jiraya concordou.
-Faça isso por favor.- E saiu porta fora enquanto seu neto se vestia correndo e telefonava a todos avisando do acontecido.
No caminho para a delegacia, Jiraya resmungava impropérios ao raptor da sua menininha. Se a policia não prende-se o desgraçado ele e o Hatake o matariam. Disso Gnema podia ter a certeza.
...
Gnema sorriu ao chegar ao seu destino. Aquela casa grande que ficava afastada da cidade era perfeita para aquilo que pretendia fazer com a Hyuuga. A ninfa finalmente seria sua.
Estacionou o carro no meio das árvores e depois retirou a mais nova, que ainda estava desacordada, do automóvel. Gnema começou a achar que Hinata já estava a muito tempo desmaiada. Qualquer pessoa normal ao cheirar aquele liquido desmaiaria apenas uma hora no máximo. Se bem que isso tendo em conta além com uma estrutura normal, o que definitivamente não era o caso da Hyuuga. Ela era delicada.
Pegou-a no colo e já dentro da casa a deitou no sofá da sala. Esperaria que ela acorda-se. A queria bem consciente daquilo que iria fazer com ela. Sorriu malicioso enquanto a olhava e não se apercebeu da entrada de outra pessoa na casa.
Kakashi puxou Gnema pelo colarinho e jogou-o no chão caindo em cima dele como um bicho. O moreno tentava se defender no entanto Kakashi era mais forte.
-COMO CONSEGUIU?-Indagou o moreno durante a luta com raiva por ter sido descoberto sem ter conseguido consumar o seu desejo.
Insano de ódio respondeu esmurrando o outro.
-ISSO VOCÊ VAI MORRER SEM SABER!
Enquanto dava uma surra em Gnema, Hinata despertou tonta e assustada tanto pelo barulho quanto pelas memorias de ter sido atacada. Virou-se tentando se levantar e vendo que o marido estava louco, chamou-o.
-Não faz isso Kakashi kun!
Subitamente o Hatake parou de esbofetear o moreno que já estava desmaiado no chão. Largou-o no piso e se aproximou de Hinata a pegando no colo enquanto a abraçava.
-Vamos embora pequena.-Decretou suavemente no ouvido dela enquanto saiam da casa. Do lado de fora estava a policia e todos os amigos do casal. Kakashi percebeu que a noticia tinha corrido rápido. O delegado, que era conhecido do Hatake do tempo do exercito, advertiu.
-Você devia ter esperado por ajuda Hatake. Aquele infeliz podia estar armado.
Kakashi disparou.
-Não podia arriscar que ele machuca-se a minha esposa.
O policial indagou.
-Ele está lá dentro?
-Hai, e não se preocupe que o desgraçado está apenas desmaiado.
Então o delegado entrou na casa junto com os outros policiais. Kakashi colocou Hinata no chão vendo que a mesma já estava recuperada. Imediatamente ela foi envolvida num abraço de urso pelo Uzumaki mais velho.
-Tive tanto medo por você mini-Hime!-Declarou o homem de cabelos brancos.
Recrutando Hinata tranquilizou.
-Acabou tudo bem Jiraya san, Kakashi kun me salvou.
Afastando-se em um pouco dela quebrando lentamente o abraço ele afirmou.
-E eu nunca vou poder agradecer ao Hatake por isso.
Assim que a deixou, Temari caiu matando em cima da Hyuuga, quase a sufocando com o abraço.
-Ai Hina, ainda bem que você tá bem!
Sakura alfinetou querendo repor a normalidade, e ao mesmo tempo desviar os pensamentos da Hyuuga do que tinha acontecido.
-Se bem que com você a apertando desse jeito ela vai deixar de estar bem!
Todos riram e Shikamaru declarou.
-Problemática!
Quando Temari a soltou finalmente foi a vez de Kurenai, que mesmo naquele estado, tinha insistido em vir.
-Hinata...-Chamou com carinho enquanto a abraçava tentando de alguma forma acalmar a mais nova.
E depois de Kurenai todas abraçaram Hinata enquanto em os respectivos namorados das mesmas a fitavam tentado transmitir tranquilidade.
Observando tudo estava o Hatake, Jiraya e Asuma.
-Como você conseguiu localizar a menina?-Inquiriu Asuma.
Jiraya também curioso, insistiu saber.
-Também gostaria de saber Hatake!
O mais velho explicou.
-Ainda a uns dias atrás eu dei uma pulseira de presente a pequena. Dentro do pingente da pulseira tem um localizador.
Asuma ficou pasmo.
-Você colocou um localizador na sua esposa?
Sabendo o que ele estava pensando, Kakashi explicitou.
-Não me olhe com essa cara. Só usei esse localizador hoje quando Ibiki me ligou dizendo que alguém o impediu de chegar no colé apenas por prevenção.
Asuma exprimiu os seus pensamentos.
-Você é realmente cuidadoso no que toca a segurança da menina.
Jiraya agradeceu.
-E eu agradeço muito que o seja. Demonstra que merece a confiança que eu e Rina depositamos nele.
Kakashi sentiu a sinceridade daquelas palavras. Tinha conhecimento sobre como era difícil para o Uzumaki admitir aquilo, devido ao orgulho e ciume paternal que ele tinha.E compreendia-o perfeitamente.
-Bem vou levar Hinata para casa, ela precisa descansar.
Asuma alertou.
-O delegado vai querer o testemunho dela, e o seu.
O herdeiro foi firme.
-Amanhã. Hoje Hinata vai para casa comigo.
Jiraya e Asuma assentiram. O mais velho chegou perto do grupo de jovens que lhe cederam passagem até a sua mulher. Enlaçou-a pela cintura, e anunciou polidamente.
-Bem se não se importam eu gostaria de levar minha esposa para descansar em casa.
Todos consentiram. Quando a ambulância chegou, Kakashi fez questão que ela fosse examinada antes de irem embora. Foi rapidamente analisada e concluíram que estava bem, que qualquer que tenha sido a substancia que Gnema tinha dado ela, a mesma já tinha desaparecido do seu corpo. Quando entraram no veiculo, viram Gnema sair deitado numa maca todo machucado.
Hinata estremeceu com nojo ao lembrar da voz daquele homem perto do seu ouvido. Kakashi percebeu o tremor da menina, e rapidamente tirou Hinata dali.
Aquela seria a ultima vez que veriam mais o veriam. Nunca.
