Disclaimer: Sakura Card Captor e seus personagens pertencem ao CLAMP.
O Último Reino Antes do Fim
Escrito por: Cherry_hi
Revisado por: Yoruki Hiiragizawa
Ato 5 - A Hime e a armadilha
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Havia uma pessoa em cima de uma pedra. Claramente, era uma mulher, esguia e alta. A sua silhueta se recortava contra a luz alaranjada do dia que se acabava, impedindo de ver seu rosto. O vestido que usava era de algum tecido leve, que dançava à brisa suave que soprava. Os cabelos cacheados também balançavam suavemente. Alguma coisa naquela presença era reconfortante e animadora. Escutou-se um riso.
- Quem… é você?
Mais risos.
- Quem é você?!
- HIME-SAMAAAAAAAAAA!
Hime acordou, gritando e com o coração a mil.
- O que foi?! Estamos sendo atacados?! - ela levou a mão automaticamente a espada, tentando se levantar, ainda meio zonza.
- Não! - retrucou Kero, parecendo aborrecido.
- Então qual é problema?
- O problema era você, que não queria acordar e estava balbuciando coisas enquanto babava aí no chão! - Respondeu Watery, que também estava ranzinza.
- Certo… mas precisava me acordar com tanta violência?
- Ah, mas a gente tentou… Eu e Watery a chamamos, sacudimos, jogamos água gelada… já estávamos ficando preocupados. Foi preciso gritar no seu ouvido pra que acordasse.
A Hime se levantou, enquanto procurava um bom argumento sem que soasse como uma preguiçosa. Foi ficando vermelha enquanto dizia:
- Eu estava tendo um sonho.
- Deve ter sido um sonho ótimo pra que você quisesse continuar dormindo com tanto empenho.
- Huuuum… na verdade... - Ela foi ficando mais vermelha ainda. - Eu não lembro o que era.
- Afff! - bufaram Kero e Watery, ao mesmo tempo.
- Também, depois desse susto que levei, é compreensível que eu tenha esquecido! - Falou Hime, usando a a arrogância para esconder o constrangimento.
- Que seja! Já que vossa alteza acordou… - Watery abriu o mapa no chão, para que todos olhassem - Estamos quase na metade do caminho para Taiyohama. Precisamos seguir por este caminho mais alguns quilômetros e pegar a esquerda na bifurcação.
- Será que passaremos por alguma fazenda? Nosso estoque de comida já está acabando.
- Kero, você podia pensar em coisas mais importantes! - Resmungou a Hime.
- Como em o que fazer pra acordá-la quando tiver esse sonhos esquisitos? - Bebochou o guardião.
- Não… mas podia pensar no que vamos fazer se virmos Fly de novo! - Ela rebateu, sem se deixar abalar pela provocação.
Fly, o Conselheiro que havia tomado partido de Phobos e vigiava os céus na forma de uma enorme ave azul, tinha reaparecido no fim da tarde anterior. Eles conseguiram se abrigar embaixo de uma pedra, mas não tinham absoluta certeza de haverem conseguido escapar do olhar atento do pássaro.
- Quanto a isso, EU tive uma ideia. - Watery falou.
Ela se afastou um pouco deles e ficou em frente a uma árvore seca. Assumiu sua forma de água e fez um movimento com as mãos. Uma coluna de água transparente surgiu a sua frente. Ela tremeluziu e brilhou à luz do dia, até assumir as cores e formas exatas da árvore seca e do resto da paisagem.
- Uma camuflagem! - Exclamou a Hime, empolgada. - Não sabia que você podia fazer isso.
Watery desfez a magia e voltou a forma humana.
- Eu posso, mas é apenas um último recurso. - Ela alertou - Isso suga toda a minha energia e não posso fazer durar muito tempo.
- Tudo bem… ao menos vou ficar um pouco mais tranquila agora.
- E quanto à comida… - Watery olhou a cesta que Hanae-san havia dado para eles. - Ainda temos mantimentos para hoje e amanhã, se formos bem econômicos.
- Não gosto dessa palavra… "econômicos"… - Choramingou Kero
- De qualquer forma, se acharmos alguma fazenda no caminho, vamos tentar comprar alguma coisa.
E acharam, exatamente por volta da hora do almoço. O fazendeiro lhes vendeu, de bom grado, alguns pedaços de queijo, pães e leite fresquinho. Kero comemorou tomando todo o leite sozinho, para desgosto de Watery.
Aproximadamente às três horas da tarde, encontraram a tal bifurcação. Mesmo se não tivessem o mapa, haviam plaquinhas rústicas de madeira indicando o caminho. A que indicava o caminho para Taiyohama estava novinha, recém pintada. Já a outra placa estava bem danificada e a Hime teve que fazer um esforço para ler.
- "Floresta do Silêncio"?
- Ah… - Ela conseguiu escutar o desgosto na voz de Watery e a viu estremecer levemente. - É o pior lugar para nós, os Conselheiros.
- Ué, por quê?
- Porque não podemos usar magia. Ficamos inúteis e nos sentimos muito fracos. Sinceramente, não sei porque existe um lugar assim aqui no Reino.
- O que o torna um lugar excelente para a Hime se esconder. - Argumentou Kero, sabiamente.
- E como vamos protegê-la, se estaremos inaptos?
- Mas se você não pode usar magia lá, significa que Firey, Fly e quem mais estiver do lado de Phobos também não vão poder.
- O problema é que não posso ficar escondida, Kero-chan! Tenho que reaver meu Reino e encontrar meus aliados, que certamente não estarão lá. - A Hime ouviu Watery suspirar de alívio. - Vamos continuar nosso caminho. Quem sabe não encontramos algum lugar para passarmos a noite antes que escureça?
A estrada para Taiyohama era anormalmente descampada, mas era plana e estava bem nivelada. Ainda assim, sob a luz intensa do dia, era difícil prosseguir. A Hime havia colocado um pedaço de tecido que comprara em Tokei na cabeça para se proteger. Watery, na sua forma humana, estava soltando uma fumacinha branca de todo o seu corpo. Kero era o que estava mais confortável, viajando dentro da bolsa de viagem da Hime.
Já eram quase sete da tarde quando avistaram uma linha de árvores bem ao longe, sinalizando o fim da estrada desértica. As garotas respiraram aliviadas e se apressaram, mesmo sabendo que não demoraria muito e a noite chegaria. Quando estavam a menos de 100 metros da entrada do pequeno bosque, elas escutaram o som de asas gigantescas batendo. Vindo do nada, Fly se aproximava rápido de onde eles estavam.
- Hime-sama, se abaixa! - Watery mandou, já se transformando em sua forma de água
A Hime apressou-se em obedecê-la, segundos antes de ver uma grande cortina d'água pairar sobre ela. A água tremeluziu e brilhou, mas continuou transparente. Através da cortina, ela viu a forma ondulada de Fly voar no céu, fazendo sombra onde eles estavam. Ele soltou um guincho alto, que lhe arrepiou os cabelos. Depois, a ave ficou dando voltas pelo descampado, exatamente onde eles estavam
- Será que ele sabe que estamos aqui? - Sussurrou a Hime.
Watery não respondeu. Sua face se contorcia de concentração, tentando manter a magia de ilusão. Fly ficou uns dez minutos sobrevoando a área, até que finalmente se afastou, voando na direção do onde ele tinham vindo. Quando finalmente ele desapareceu no horizonte, a cortina de água de Watery caiu em cima deles. E a garota caiu no chão.
- Watery!
A Hime pegou a garota, que havia voltado à sua forma humana. Estava muito pálida, parecia exausta. Tremendo, ela tentava se reerguer sozinha.
- Droga… usei muita magia. Ele… ficou muito tempo… circulando…
- Temos que entrar no bosque! - Kero falou, com urgência - Precisamos nos esconder caso aquela coisa volte!
A Hime pegou a menina e a ajudou a ficar de pé. Ela ainda tremia. Aos trancos e barrancos, conseguiram chegar a relativa cobertura das árvores. Acharam um tronco caído, onde ela fez Watery sentar e se agachou na frente dele.
- Posso fazer alguma coisa por você?
- Poderia… se você se lembrasse… como abrir a chave… - A Hime mordeu os lábios, se sentindo culpada. Mas Watery continuou. - Vou melhorar um pouco… se comer alguma coisa…
A Hime abriu a cesta rápido e pegou um pão fresco. Watery comeu devagar, como se estivesse fraca até para se alimentar. Quando finalmente colocou o último pedaço de pão na boca, a cor havia voltado um pouco para suas faces.
- Ufa! Caramba, isso foi bem desgastante.
- Vamos tentar encontrar um lugar para levantarmos acampamento. - Falou a Hime - Talvez com uma boa noite de sono você se sinta melhor.
- Eu vou dar uma olhada nos arredores para ver se acho um bom lugar para a fogueira. - falou Kero, que sumiu entre as árvores
- Toma. - A Hime ofereceu um bolinho - Coma mais um pouco. Só não conte pro Kero senão ele vai reclamar.
- Com certeza. - Watery sorriu fracamente.- Nossa… Olha só… Você tá toda molhada.
- Ah, não se preocupe. Nesse calor até que é refrescante.
- Mas é melhor você se secar. A última coisa que queremos é nossa Hime gripada.
Ela fez um movimento com a mão e sugou toda a água que estava em suas roupas e cabelos. Depois, abaixou a mão, pesadamente.
- Sinto muito por isso. - Suspirou, cabisbaixa - Também sinto por… Sabe, não ter aguentado mais.
- Nem comece, Watery! Você está assim porque nos salvou! Você foi incrível e merece descansar.
- Eu sei… - Ela apertou o bolinho com mais força - Mas eu queria ser mais forte. Minhas irmãs… Windy e Earthy, são muito poderosas. Represento um dos quatro elementos e sou responsável por toda a água do Reino.
- Mas você é poderosa, Watery! - A Hime apertou carinhosamente o ombro da menina. - Imagino que deva ser muito difícil manter uma ilusão daquelas por tanto tempo. Acho que não há ninguém melhor para ser a Conselheira da Água. Meu pai fez um ótimo trabalho ao nomeá-la para o cargo.
- Obrigada, Hime-sama. É muito gentil da sua parte dizer isso. - Watery então hesitou. - Mas… não foi seu pai quem me nomeou Conselheira.
- Mas você mesma não tinha me dito que foi o Ou-sama anterior que formou o Conselho?
- Sim. Mas o Ou-sama não era seu pai.
- O quê?! - a Hime arregalou os olhos, perplexa.
- Bom, é que…
- HIME-SAMAA! - Elas ouviram o grito desesperado de Kero, um pouco abafado pela distância.
- Kero-chan?! - A Hime se levantou imediatamente - O que foi?
- Hiime-samaaaa… me tira daqui!
Preocupada, ela correu, com Watery, ofegante, logo atrás. Deram de cara com uma clareira pequena.
Felizmente, o lugar não era muito longe. Algumas árvores recém cortadas estavam espalhadas pela pequena clareira, o que era estranho. Mas a Hime mal registrou esse fato, procurando Kero pela clareira.
- Aqui, Hime-sama!
Kero estava perto de uma árvore, preso por uma pequena gaiola de metal, parecendo arrasado.
- Como foi que você foi parar aí, Kerberus? - Perguntou Watery, espantada.
- Bom eu vim… hum… investigar uma coisa e acabei ficando preso.
A Hime se aproximou o suficiente para ver migalhas do que parecia ser um bolo de chocolate.
- Kero-chan! Não me diga que você foi comer um bolo que estava no chão?!
- Mas… parecia tão gostoso… achei que alguém tinha deixado aqui sem querer…
- Mas é lógico que era uma armadilha, seu esfomeado! - Ralhou Watery, aborrecida. - Isso foi coisa de quem o conhece bem…
- Tipo Phobos? - Perguntou a Hime, apreensiva.
- Acho que isso tem mais cara de Firey do que de Phobos…
- Então é melhor tirarmos logo o Kero-chan dali e sairmos daqui…
- Sim, mas… NÃO FAÇA ISSO!
Foi tudo muito rápido. No segundo em que Watery gritou aquilo, a Hime, que se aproximara da árvore para tentar soltar Kero, sentiu que pisara em alguma coisa e o chão pareceu se mover. No segundo seguinte, ela sentiu algo extremamente forte e molhado empurrá-la para o lado, ao mesmo tempo em que escutava os gritos de Kero. Depois, silêncio.
A Hime se levantou do chão, rápida e procurou os companheiros. Deu um grito de surpresa ao perceber que Watery estava presa numa armadilha suspensa. Ficou preocupada ao ver que a menina estava desacordada.
- Watery!
- Watery! - Gritou Kero, tentando ajudar - Não adianta. Ela deve ter gasto o que restava das suas forças para salvar você da armadilha.
- Eu… Eu vou tirá-los daí! - A Hime falou.
Levou a mão no broche de espada e fechou os olhos, se concentrando e chamando por Sword. Na escuridão, ela vislumbrou um brilho, que parecia vir de seu coração. Sentiu o broche crescer e logo estava segurando a espada dourada.
- Veja se não tem outras armadilhas! - Avisou o guardião.
Cautelosamente, a Hime andou até as árvores. Não havia mais nenhuma, pelo que pudera perceber. Antes que pudesse soltar seus amigos, ouviu um barulho ao longe. Pareciam passos correndo. Muitos passos.
- Se enconda, Hime-chan! - Kero mandou, alarmado.
- Mas… E vocês?!
- Nos daremos nosso jeito! Vai logo!
Mesmo contra toda os seus instintos, a Hime correu e se escondeu, atrás de uma grande pedra, um pouco distante dali. Segundos depois, ela escutou o som de passos parando muito perto dali e algumas vozes.
- Parece que os pegamos!
- Estou vendo Kerberus e Watery-san.
- Mas onde está a Hime-sama? Lorde Fly foi bem claro ao dizer que eles estavam vindo para cá.
O sangue da Hime gelou nas veias. Aqueles homens trabalhavam para Phobos! Arriscou-se a dar uma espiadinha pela borda da pedra. Na pequena clareira improvisada, haviam uns dez homens, a maioria de costas para ela. Todos vestiam a mesma armadura escura, de um roxo quase preto, que aprecia absorver a luz do dia que se acabava. Tinham a mesma altura, o mesmo porte… e tinham a mesma cara, a julgar pelos três que ela conseguia ver o rosto. Os mesmos cabelos pretos, a mesma pele pálida, os mesmos olhos escuros e vazios e bocas de lábios finos. Nunca tinha ouvido falar de algo assim!
- Onde está a Hime-sama? - Perguntou um deles a Kero.
- Não sei do que você está falando! - Respondeu o guardião, corajosamente. - Solte-nos imediatamente!
- Ela não deve estar muito longe. - Gritou um deles - Espalhem-se e procurem. Você, avise Lorde Firey que encontramos Kerberus e Watery-san.
O coração da Hime batia tão alto que ela teve medo que eles escutassem. Não sabia o que faria agora. Sabia que Kero e Watery gostariam que ela fugisse e se escondesse, mas não podia deixar que seus amigos fossem capturados e levados até Phobos. Eles provavelmente seriam presos e ela ficaria só e indefesa. Seria terrível se isso acontece. Precisava fazer alguma coisa.
O mais silenciosamente que pôde, ela retirou sua mochila de viagem para ficar com os movimentos livres e se concentrou em Sword. A espada vibrou, acordando para combater seus inimigos. Ela fez uma careta ao sentir um pouco de dor na mão queimada, que ainda não havia sarado totalmente.
Antes mesmo que ela pudesse se revelar, um dos soldados de Phobos contornou a pedra e a viu.
- Ela está aqui! - Ele gritou, puxando a espada da bainha.
Sword vibrou, mandando que ela se embrenhasse entre as árvores e a garota prontamente o obedeceu. O soldado que a encontrara a seguiu, e ela escutou mais alguns passos ao longe. Parou quando estava numa área onde as árvores estavam um pouco mais agrupadas e virou-se para encarar seu oponente. Atacou habilmente e o soldado se defendeu, fazendo faíscas voarem da espada. Ele tentou desferir um golpe diagonal que com certeza rasgaria seu corpo ao meio se Sword não o tivesse aparado. Eles não estavam pretendendo capturá-la viva.
A Hime atacava com ferocidade e empenho, deixando que Sword a guiasse em sua dança mortal. O problema é que a armadura que um soldado usava no peito e nos braços o protegia e fazia com que a arma vibrasse desagradavelmente em sua mão quando atingia as partes de metal. Sword também pareceu perceber isso porque começou a comandar os movimentos da Hime para que atingisse as partes protegidas apenas pela cota de malha e as reentrâncias da armadura.
Ela, finalmente, conseguiu atingir a parte da coxa, com força suficiente para rasgar o tecido metálico e a carne. Mas, em vez de sangue, o que saiu da ferida foi um líquido preto que espirrava com força, quase como um spray, e que tinha um cheiro muito desagradável. O soldado se ajoelhou por um momento, mas logo se levantou outra vez, com rosto ainda vazio de expressão. Ele não parecia sentir dor. Perplexa, passou pela mente da Hime se aqueles soldados, todos iguais, não eram pessoas de verdade e sim… feitos de magia!
Sword pareceu concordar com ela e guiou seus movimentos em ataques mais mortais e rápidos, nos pontos fracos do soldado. Finalmente, ela conseguiu atingir na fenda que ligava o peitoral e a ombreira esquerda. O soldado largou a espada, ainda sem expressão e foi se tornando escuro, escuro… até se tornar uma espécie de sombra que explodiu naquele líquido fedorento de antes, deixando aquele lugar fétido. A Hime tossiu e tentou sair de perto, mas logo foi cercada por três soldados iguais ao primeiro, que a encaravam com as mesmas expressões vazias. Levantou a espada, corajosamente, porém percebeu que começava a se cansar. Era muito difícil lutar com eles naquelas armaduras…
- "Precisamos de uma estratégia nova." - Uma voz calma e profunda, que ecoava em sua mente e em seu coração, falou. Com algum espanto, percebeu que era Sword. - "Se continuar lutando com eles assim, vai se cansar e não poderei fazer nada por você."
- O que podemos fazer então? - A Hime murmurou, ao mesmo tempo que tentava transmitir esse pensamento até a espada.
- "Concentre-se em mim, mas deixe que eu guie seu coração e a sua magia…"
A princípio, ela não entendeu o que ele quis dizer, mas sentiu a espada vibrar na sua mão e fechou os olhos rapidamente, enquanto deixava fluir uma coisa quente e iluminada de seu coração até sua mão. O tempo pareceu parar brevemente e ela sentiu o cabo de Sword vibrar como nunca e esquentar.
Quando voltou a abrir os olhos, não estava mais segurando uma espada: havia um pequeno machado de guerra em sua mão, de cabo dourado, com duas lâminas curvas em uma das pontas. Apesar de espantada com aquela escolha de arma, quando Sword vibrou, ela sabia exatamente o que deveria fazer.
Mesmo que algo tão extraordinário tivesse acabado de acontecer, os homens continuaram tão vazios de expressão quanto antes.
Ela girou o machado assim que o primeiro soldado atacou, aparando o golpe. Girou outra vez para desferir uma lanhada no segundo que aproximava, com a guarda baixa. A lâmina do machado, embora também parecesse cega, perfurou o metal da amadura e cortou o soldado, que explodiu naquela substância preta.
A Hime deu um salto para trás para evitar um corte do primeiro que a atacara e aparou a espada do outro no cabo do machado, fechando os olhos brevemente por causa das faíscas. Os soldados atacavam em uma velocidade quase inumana, mas a Hime também era muito rápida, aparando os golpes com destreza e sem fazer movimentos desnecessários. Ainda assim, sua respiração já estava bem rápida, sua mão machucada doía e o braço do machado começava a pesar.
Num jorro de determinação súbito, ela fez fluir a magia pelo seu corpo e, num golpe muito rápido e certeiro, ela acertou os dois soldados, na altura do peito, fazendo um enorme lanho nas armaduras, antes que os dois explodissem. A Hime tossiu, afetada pela substancia negra e pelo cansaço. Um pouco tonta, cambaleou pra longe daquela área.
- Hime-sama!
Ela havia voltado para a clareira. A voz de Kero parecia aliviada e preocupada ao mesmo tempo
- Você está bem, Hime-sama?
- Sim… Dei um jeito naqueles caras lá atrás.- Ela olhou para cima, Watery estava presa. A garota ainda estava desacordada - Watery…
- Ela está bem. Só está cansada. Onde você conseguiu esse machado?
- Sword… Melhor explicar depois! Vou libertar vocês. Esperem um segundo…
Mas, pela segunda vez, ela foi interrompida pelo barulho de passos. E, dessa vez, não deu tempo de se esconder. Quatro soldados de rostos vazios apareceram e, com eles, haviam duas figuras de armadura completa daquele estranho metal. Seus rostos estavam cobertos por um elmo, onde uma grande pluma lilás estava presa. Eles portavam espadas mais longas que os soldados e um escudo enfeitado com um brasão que mostrava uma ave de enormes garras estraçalhando uma flor. A Hime engoliu em seco.
- Eles… São muitos… - Ela murmurou, tremendo.
Todos eles sacaram suas espadas.
- Coragem, Hime-sama. - A voz profunda de Sword ecoou dentro dela.
Os dois homens de armadura deram um passo a frente. A Hime segurou o machado com mais força.
- Zettai… Daijobu da yo. - Ela murmurou, sentindo seu coração se encher de coragem, levantando sua arma...
Uma rosa de pétalas vermelhas, cheia de espinhos, parecendo vir de lugar nenhum, se cravou com tanta força no chão entre a Hime e os soldados que rachou o solo. A moça ficou extremamente confusa.
- Que covardia! Seis contra um! - Falou uma voz animada, vinda de trás da Hime, que se virou.
Havia uma pessoa em cima de uma pedra. Claramente, era uma mulher, esguia e alta. A sua silhueta se recortava contra a luz alaranjada do dia que se acabava, impedindo de ver seu rosto. O vestido que usava era de algum tecido leve, que dançava à brisa suave que… ESPERE UM POUCO!
A Hime se lembrou claramente do sonho que tivera mais cedo. Ela vira aquela mesma cena antes!
A mulher saltou graciosamente da pedra, se colocando à sombra das árvores e ela pôde ver claramente quem era.
- Importam-se de eu me juntar a vocês?
-Ta.. Tachibana...san?!
O rosto cheio de sardas sorriu, alegre.
- Eu disse que a gente ia se encontrar de novo.
A Hime sentiu Sword vibrar e levantou o braço a tempo de aparar a espada de um dos homens de armadura completa. O som resultante do impacto das armas deixou a moça um pouco surda no ouvido direito.
- COVARDES! - Gritou Kero, enfurecido.
- Tenho que concordar com ele. - Suspirou Tachibana-san, analisando os soldados inexpressivos. - Acho que vou dar a vocês o mesmo tratamento que dei aos dois soldados que encontrei vindo pra cá.
Inesperadamente, ela brilhou. Sua pele ficou tão pálida que suas sardas sumiram. Os cabelos enrolados nos lados da cabeça foram desbotando até ficar de um tom tão claro quanto o brilho que irradiava dela. Seus olhos verdes também ficaram mais suaves. Uma marca apareceu em usa testa larga e em seu colo, assim como pingentes de pétalas em suas orelhas e braçadeiras de flores em cada pulso.
Ela fez um movimento com a mão e grossas vinhas romperam do chão e se enrolaram nos pés dos soldados, imobilizando-os.
- F-Flower… - A Hime olhou para a armadilha quando ouviu a voz rouca e cansada de Watery, que exprimia dúvida.
- Não se preocupe, Watery-chanchan! Vou cuidar da Hime agora.
- Não… Me chame… De Watery… Chanchan… - Ela fechou os olhos de novo, pesadamente.
O soldado de armadura completa que atacara a Hime instantes antes usou sua espada longa para cortar as plantas que os prendiam. Entretanto, mal dera dois passos e as vinhas voltaram a surgir, desta vez prendendo também a mão da espada.
- Tsc tsc… Detesto gente que não se comporta! - Tachibana-san/Flower falou, franzido a testa - Vou colocá-lo de castigo… Permanentemente.
Mais vinhas se enrolaram no corpo do soldado. Ela estendeu a mão esquerda e fechou o punho, com força. Imediatamente, enormes espinho afiados brotaram das vinhas e perfuraram o soldado em vários lugares, como se a armadura fosse de papelão. Ele explodiu e a Hime começou a tossir, sufocada pela substância preta.
Sentiu algo se enrolar em sua cintura e foi puxada para longe. Olhou para baixo a tempo de ver uma vinha se desenrolar gentilmente de seu corpo e voltar a se enterrar no solo. Flower fez um movimento com as mãos e ofereceu uma flor para a Hime, sorrindo.
- Esqueci que os soldados soltam esse miasma. Melhor ficar aqui enquanto eu cuido do resto.
Flower deu dois passos para frente e começou a brilhar mais forte. Mais vinhas surgiram do chão, enrolando nos braços, pernas e troncos dos homens. Mas, desta vez, haviam rosas de um vermelho muito intenso e de pétalas viçosas nas videiras. Outra vez, ela fechou os punhos e os espinhos gigantes brotaram, perfurando os homens de rosto inexpressivo e todos explodiram ao mesmo tempo. Mas, desta vez, o miasma foi contido pois as rosas vermelhas explodiram em pequenos redemoinhos que consumiram a substância negra. Então, reinou o silêncio.
A Hime estava muda de admiração e escutou baixinho um "uau", vindo de Kero. Flower parou de brilhar e virou-se para brindar a princesa com um bonito sorriso.
- Prontinho. Agora vamos libertar nossos amigos.
Um movimento rápido com a mão e algumas vinhas surgiram e levantaram a gaiola de Kero. Depois, uma rajada de pétalas cortou as cordas que prendiam Water. Mesmo caindo com força no chão, ela nem se mexeu. A Hime correu pra ela.
- Droga! Ela está mais gelada que o normal.
- Ela está quase sem energia. - Explicou Flower, pela primeira vez deixando de sorrir. - Felizmente, posso transferir um pouco da minha para ao menos conseguirmos sair daqui. Devem ter outros soldados por perto.
- Vou pegar minhas coisas. Deixei perto da pedra para poder lutar.
A Hime correu, com Kero em seu encalço.
- Então aquela era a Flower?! Por que ela não nos falou disso no instante em que nos viu?
- Não sei.
A Hime já tinha feito essa pergunta para si e não tinha resposta. Mas o momento não pedia reflexões. Pegou sua mochila e olhou para Sword, ainda em forma de machado. Concentrou-se mais uma vez e o fez voltar a ser um broche.
Quando estava voltando para a clareira, viu que Flower havia erguido o corpo de Watery o suficiente para lhe dar um beijo carinhoso na testa. As duas brilhavam ligeiramente. Quando deixou de beijá-la, o brilho sumiu gradativamente e Watery estremeceu as pálpebras.
- Você está bem, Watery-chanchan?
- Não me chame assim, Flower!
A moça ruiva sorriu.
- Percebo que está bem, sim.
Ajudou a menina a ficar em pé. Depois sumiu pela mata, pedindo que eles a esperassem.
- Como você está, Watery? - A Hime perguntou, se aproximando.
- Um pouco tonta, mas bem.
- Ótimo! - Exclamou Flower, que acabara de voltar, carregando uma grande mochila nas costas - Precisamos sair daqui correndo. Para onde vocês estão indo?
- Estamos indo para Taiyohama. Fica a sudoeste daqui, imagino.
- Então vamos por aqui.
Durante quase duas horas, eles andaram o mais rápido que podiam fazendo o mínimo de barulho possível. Conforme a noite caia, ia ficando cada vez mais difícil avançar na escuridão total e, muito relutantes, Watery e Flower concordaram em ascender uma tocha. Por fim, acharam um vão entre as arvores suficientemente grande para todos se acomodarem, num lugar que julgaram seguro. Juntaram bastante gravetos para fazerem uma boa fogueira, que duraria a noite inteira.
- Alguém precisa fazer mais alguma coisa? - Flower perguntou, recebendo como negativa cabeças balançando de seus companheiros de viagem. - Vocês têm certeza? Vou espalhar armadilhas ao redor do acampamento e vai ser perigoso sair.
Watery e a Hime, voltaram a negar, mas Kero hesitou.
- Tá… me dê dois minutos. Acho que aquele bolo me fez mal. - Ele saiu mata adentro.
- Ahã… claaaro que foi bolo de hoje e não os 150 kilos de doces que ele comeu em Hanamura… - Observou Watery, irônica e a Hime gostou de ver que a cor tinha voltado as faces da garota.
Quando Kero finalmente voltou, parecendo cansado, Flower voltou a Brilhar. Eles sentiram um tremor leve no chão enquanto a ruiva montava suas armadilhas. Ela parou de brilhar e esfregou as mãos, satisfeita.
- Muito bem. Isso deve dar conta de qualquer um que tente se aproximar. Agora… - Ela remexeu na sua mochila e retirou uma panela, perguntando com um enorme sorriso - ...quem está com fome?
- EUUU! - Respondeu Kero, previsivelmente.
- Você acabou de ter uma diarreia! - excamou Watery, exasperada.
- Ou seja, agora tem mais espaço pra mais!
- Gosto da sua animação, Kerberus! - Riu Flower, agora amarrando um avental que tinha estampada os dizeres "Rainha da cozinha" - O que vocês vão querer? Infelizmente nossas opções só incluem ovos.
- Eu quero um omelete japonês!
- Ovos mexidos pra mim. - suspirou Watery, ainda olhando torto pra Kero.
- Eu não quero nada, obrigada. - A Hime declinou, suavemente.
- Beleza… um omelete e ovos mexidos saindo no capricho!
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Uma hora depois, Watery e Kero terminavam de comer seus ovos, sob o olhar apreciativo de Flower, enquanto a Hime contava o que se passara com eles até aquele momento.
- Então vocês tiveram que batalhar com Firey? Bem, eu tive um encontro nada agradável com Thunder.
Watery fez um movimento esquisito com as mãos que derrubou os hashis.
- Thunder? Então ele realmente foi pro lado de Phobos? - Ela perguntou, nervosa.
- Infelizmente sim, Watery-chanchan.
- Não me chame de chanchan! Onde foi isso? Foi a muito tempo?! Acha que ele está por perto?!
A Hime estranhou o nervosismo de Watery. Ela geralmente parecia muito corajosa.
- Há uns seis dias, logo antes de chegar em Hanamura. Mas eu o coloquei pra correr, então fique descansada, Watery-chanchan.
- Já disse pra não me chamar disso!
- Ah, estava uma delícia, Flower-san! - Kero suspirou, satisfeito - Comeria outro, mas acho que estou muito cheio!
- Ah, que pena… pois eu ainda tenho alguns docinhos da Hanae-san na bolsa…
- EU QUERO! CADÊ?!
- Hahahahahaha! - Flower riu, gostosamente. - Tá no bolso menor da mochila. Pode pegar.
Kero soltou um grito de alegria e voou como um foguete, abrindo a mochila de Flower com violência e tirando tudo de dentro do bolso na pressa de achar os doces.
- Você acabou indo na doceria da Hanae-san, então? - Perguntou a Hime.
- Sim. A minha intenção era ir lá bem cedinho e me encontrar com vocês logo depois, mas… - Ela sorriu, sem graça - Acabei dormindo demais. Quando acordei já eram mais de dez horas! Hehehehe.
- Ai, Flower… você não toma jeito! Continua preguiçosa. - Watery suspirou. Logo em seguida, franziu o cenho. - Espere um momento… Vocês duas se encontraram antes?
- Hã…
A Hime não queria falar pra Watery que Flower era a palhacinha que eles haviam encontrado em Hanamura. Enquanto tentava encontrar uma boa desculpa, Kero finalmente achou os doces, dando um grito de alegria e chamando a atenção das três.
- Espere… o que é isso?
Watery se levantou muito depressa e pegou um objeto colorido do chão. A Hime reconheceu a máscara que Flower usara na cidade e sentiu um frio na espinha…
- O que… significa… isso? Era… você?! ERA VOCÊ?!
- Ops… - falou Flower, com uma cara de falsa inocência que não convenceu ninguém o só serviu pra deixar Watery mais irritada. Ela partiu pra cima da ruiva, que deu um prudente passo pra trás.
- COMO É QUE VOCÊ FAZ AQUILO COMIGO?! FIQUEI LOUCA DE RAIVA E VOCÊ SABE DISSO! ME FEZ PASSAR VERGONHA NA FRENTE DE TODO MUNDO E ME PROVOCOU DAQUELA MANEIRA! VOCÊ SABE QUE EU ODEIO - .IO! - FAZER PAPEL DE BOBA E AINDA ASSIM FICOU LÁ BANCANDO A ESPERTINHA!
- Watery…
- EU DEVIA TER DESCONFIADO! ISSO É BEM TÍPICO SEU! JÁ NÃO BASTA ME ACORDAR NO SUSTO NO PALÁCIO, COLOCAR SAL NO MEU CAFÉ E OUTRAS BRINCADEIRINHAS QUE EU DETESTO! TINHA QUE FAZER ISSO!
- Watery…
- Bem… eu acho que elas duas vão ficar um bom tempo brigando… - Kero comentou, com a boca cheia de doce.
- Isso não teria acontecido se você não tivesse tirado a máscara da mochila.
- Ela ia descobrir mais cedo ou mais tarde. - Kero retrucou, dando os ombros, enquanto observava Watery começar a soltar vapor branco da cabeça. - Foi até melhor descobrir agora, já que usou muito poder hoje e está fraca demais para tentar afogá-la.
Realmente, depois de uns dez minutos brigando, os gritos de Watery finalmente foram ficando alguns tons mais baixos e ela se sentou numa pedra, parecendo exausta.
- Desculpa, desculpa mesmo, Watery-chan… er, Watery. Não vou mais fazer isso com você, prometo. - Flower se abaixou e pegou as mãos da menina - Eu só queria que você se divertisse mais. Além disso, ganhamos um bom dinheiro naquele dia.
- Me divertir… - Resmungou Watery. Ela soltou bruscamente a mão da ruiva e se levantou. Olhou para o fogo alguns segundos e então perguntou, agressivamente. - Se você reconheceu a Hime e me viu lá, por que não veio imediatamente falar conosco? Por que só hoje?
Pela primeira vez, Flower parecia realmente deprimida. Ela sentou na pedra e suspirou, falando com um sorriso triste no rosto:
- Porque… eu estava em dúvida. Depois do que… aconteceu… a Hime sumiu e Phobos anunciou que você tinha fugido. Muita gente não acreditou, inclusive eu, mas… a medida que o tempo passava e você não voltava, comecei a pensar que talvez ele tivesse dito a verdade.
- Como você pod…?!
- Calma, Watery! - A Hime interrompeu Watery, muito séria. - Por favor… continue…
- Eu havia conseguido fugir e me escondi perto de Kazokuma, na esperança que você aparecesse. Os dias se passaram e nada acontecia. Fiquei mortificada. Resolvi me esconder nas Terras Ermas. Foi quando Thunder me encontrou.
"Ele me disse que Phobos gostaria que eu o servisse, mas eu já sabia que, se não fosse a Hime, não seria mais ninguém. Depois disso, nós brigamos e consegui ganhar. Então decidi ficar escondida indefinidamente em Hanamura, sem tomar partido. Mas aí, é claro, dois dias depois, eu a vi."
Flower sorriu com mais suavidade.
- Todas as minhas incertezas se foram quando eu soube que você havia perdido a memória e me culpei por ter duvidado de você, Hime-sama. - Ela foi até a Hime e fez uma profunda reverência. - Eu peço o seu perdão e espero ajudá-la a tomar seu Reino de volta. Você tem a minha lealdade eterna.
A Hime, que abrira a boca para protestar contra tamanha formalidade de Flower, sentiu um calor gostoso na altura do coração. Demorou alguns segundos para perceber que era a chave que levava presa no cordão que estava quente… e brilhava.
- O que… está acontecendo? - Perguntou, confusa.
- A chave está reagindo ao juramento de lealdade de Flower. - sussurrou Watery, surpresa.
- Mas… por quê?
A chave parou de brilhar. A pedra rosa parecia ainda mais misteriosa e, à luz difusa da fogueira, a Hime podia jurar que havia a sombra de um objeto dentro da pedra. Só não sabia o que era.
- A chave reage a sua magia e algo que eu disse deve ter ressonado dentro de você. - Teorizou Flower.
- Bem… eu fiquei feliz porque você acreditou em mim e vai me ajudar. Será que foi isso?
- Talvez. Isso significa que você me perdoou?
- Não há nada para perdoar. - Watery soltou um muxoxo audível, deixando bem claro que não concordava com a Hime. - É o suficiente saber que você está disposta a me seguir, mesmo sabendo que vai ser difícil.
As covinhas de Flower voltaram a aparecer.
- Tenho certeza que vai dar tudo certo.
- Vocês duas já acabaram? - Resmungou Watery, ainda aborrecida. - Precisamos descansar pra retomar nossa viagem amanhã.
- Você tem razão, Watery-chanchan!
- NÃO ME CHAME ASSIM, FLOWER!
Enquanto Watery brigava e Flower ria, a Hime voltou a guardar a chave dentro das vestes, se sentindo mais confiante.
- Zetta Daijobu da yo…
(Continua)
Olá, pessoas
Mais um capítulo na área. Espero que vocês estajam gostando da história até aqui. Hoje tivemos um capitulo de ação, pra dar uma sacudida nas coisas. hehehehe
Finalmente, a Flower apareceu. Eu quis manter um suspense sobre quem ela seria, Hanae-san ou Tachibana-san. Alguém acertou? Se sim, falem nas reviews. :)
Uma coisa interessante desse capítulo: coloquei algumas referências a mangás/animes que gosto. Como, por exemplo a Floresta do Silêncio, de Guerreira Mágicas de Rayearth e a Rosa do Tuxedo Mask, de Sailor moon. :P
E saibam que essas referências estarão presentes ao longo da fic. E algumas são bem importantes. Inclusive tem uma de um mangá do próprio CLAMP que acho que ninguém se ligou e que é muito importante para a fic. Qual será…? :3
Outra coisa interessante é que, enquanto eu escrevo essa fic, gosto muito de escutar música e um, em particular, se destacou muito. Primeiro pensei meio em que deixá-la como "Flower theme" (já que eu vizualizei a cena em que ela aprece em cima da pedra ao som do comecinha da música), mas depois eu percebi que ela funciona muito bem para todos os pontos de virada de batalha, tipo quando a Watery aparece no segundo capítulo e agora, quando a Flower apareceu. O nome da música é "Rise of the fallen", do Brunuhville. Vou deixar um link na minha bio, mas é fácil de encontrar no youtube. Se vocês gostarem da ideia, posso colocar outras sugestões de música ao longo dos próximo capítulos.
Como sempre, gostaria de deixar meus agradecimentos especiais a todos que estão acompanhando a fic, especialmente para Mimica-chan (esse teu nick novo é difícil de pronuncia, neezinha) e à Mary3009 (que nunca deixou de comentar). Dúvidas, críticas e xingamentos, reviews, lindinhos.
Um grande beijo e até daqui a quinze dias.
By Cherry_hi
