Deku

Ele parece um pouco confuso com a minha pergunta, até um pouco assustado e me dou conta do que ele deve está pensando.

"Quero dizer...". Eu começo a falar mais tô muito nervoso. "Eu quis dizer dormir aqui". Falo desfazendo o abraço, mas ainda ficamos próximos.

"Ah...". Ele diz mas sua voz parece ter uma mistura de alívio e decepção. " Eu quero".

Não sei muito bem o que fazer agora. O que pessoas normais fariam? Acho que devemos fazer ou dizer algo, mas isso é totalmente novo para mim.

"Deku...". Ele respira fundo antes de continuar. "Eu posso te beijar?!". Ele fala quase em um grito. Dá para sentir o nervosismo da voz dele.

Quase caio da cama, quando ele diz isso. Ele quer me beijar?! O que tá acontecendo? Eu não sei o que eu sinto por ele e o que ele senti por mim. Quando ele me beijou fiquei contente, quando eu o beijei não pensei, só me pareceu o certo a se fazer. Eu gostei, gostei muito, mas e agora? Vamos continuar com isso? O que somos agora?

Kacchan e eu nos conhecemos desde crianças, mas ele acabou se afastando com o tempo, ele acabou fazendo outras amizades e não tinha tempo para mim. Agora, no ensino médio, o máximo de comunicação que tivemos foi ele gritando comigo quando fazia algo que o deixava irritado, o que ia desde de murmurar, até existir. Mas agora aqui estamos nós e eu realmente não sei o que fazer. Eu sempre o admirei, mas nunca pensei que ele me faria me sentir dessa forma, tão confuso.

" Esqueçe!". Ele diz abaixando a cabeça, não gosto de ver ele assim.

" O que vc sente por mim?". Falo em um tão mais alto que o planejado, por conta do nervosismo.

Ele me olha finalmente, com semblante de nervososimo.

Kacchan

"Eu...não sei muito bem". Eu falo com a voz um pouco nervosa, mas tento suar firme. "Eu...eu...quero poder... Droga! Eu gosto de você!"

"Se você senti isso por mim por que me trata tão mau?! Por que você sempre procura me diminuir? Você diz que gosta de mim, mas isso realmente é verdade ou você só está aqui agora por que quer me usar como consolo?!" Ele diz tudo isso gritando e abaixa a cabeça conhecendo a chorar, do que acredito ser de raiva. Eu nunca vi ele assim.

"Eu não estou aqui para te usar como consolo seu idiota! Eu não faria isso!". Eu já estou gritando, mas não posso deixar que ele pense isso de mim. "Não é fácil para mim lidar com você! Mas que droga, você acha mesmo que estaria agora aqui com você se não gosta-se de você?! Eu não sou tão escroto a ponto de brincar com você! Não é fácil para mim ficar perto de vc?!"

"Ah é? Por que?" Ele fala no mesmo tom.

"Porque, seu nerd imprestável, você mexe comigo!". Digo gritando mais alto ainda.

Droga, tenho certeza que estou vermelho e ele também.

"Se você se sentia assim por que nunca falou nada?". Ele me pergunta, mais calmo.

"Eu não sei, tá legal! Eu não sei como lidar com isso." Digo, ainda com raiva disso tudo.

Merda, eu não gosto de me expor desse jeito. Nós novamente ficamos em silêncio, por um bom tempo. Ele parece está tentando assimilar tudo o que eu disse e não está olhando diretamente para mim. Eu não aguento mais essa espera, merda, porque ele não faz nada.

"Você gosta mesmo de heróis, não é?" Falo me aproximado um pouco, ele não está muito longe de mim.

"Eu...gosto". Ele fala um pouco nervoso, percebendo minha tentativa de aproximação.

"Eu também gosto". Falo tentando soar indiferente.

"Tem um filme de super-herói em cartaz, a gente podia ir assistir outra hora se vc quiser?". Falo um pouco apreensivo.

"Eu adoraria! Eu tava querendo mesmo ir!". Ele diz animado. Aproveito e chego mais perto, o suficiente para beija-lo só me inclinado.

"Que tal amanhã? Não tem aula mesmo". Digo, esperando que ele diga sim.

"Vai ser ótimo!". Ele diz com os olhos brilhando de excitação.

Aproveito o momento e vou me aproximado do seu rosto, ele não se afasta. Então nossos lábios estão quase se tocando, e sinto a respiração dele se misturar com a minha, adoro essa sensação.

"Eu posso?". Peço quase não emitindo nenhum som.

Ele acena com a cabeça, com um movimentos sútil. Quando finalmente o beijo, sinto meu corpo vibrar. Coloco minhas mãos em volta do seu pescoço, querendo aprofundar mais o beijo. Ele minha camisa e deito sobre ele, com meus cotovelos e joelhos apoiados sobre a cama. Ele timidamente me abraça. Quando perdemos o fôlego nós olhamos por alguns segundos. E começo a beijar suas sardas. Até que volto para sua boca.

Deku

Quando começamos a beijar denovo, vou subindo minhas mãos até os pescoço dele e no momento que o puxo para mais perto de mim ele geme, baixo, e paro de beija-lo.

"Por que você parou? Tá tudo bem?". Ele me pergunta preocupado.

"Você gemeu...". Digo, afirmando o óbvio.

"E?" Ele pergunta. " Você parou por isso?!". Diz, incrédulo.

Eu confirmo com a cabeça e ele começa a rir de mim.

"O que foi?!". Pergunto um pouco ofendido.

"Nada é só que não se para quando alguém geme. De repente ele para de rir. Deku, você já beijou alguém antes? Não é?

Eu nego, envergonhado. Nunca, ninguém tinha me tocado daquele jeito.

"Sério?!". Ele me pergunta, confirmo mais uma vez. "Você é beija bem para quem nunca fez nada".

Ele se deita do meu lado, sorrindo, e segura minha mão, a sensação é ótima.

"O que nós somos agora, Kacchan?". Eu o pergunto olhando para ele.

Então ele se vira para mim, aperta minha mão e me olha nos olhos.

"O que você quiser".