*Naruto POV*

Mais uma vez eu dei vazão ao instinto e só pensei nas possíveis consequências depois. Quando penetrei meu dedo em Sasuke prendi a respiração esperando pela sua reação. Ele poderia me matar. Ou querer parar, o que, nesse momento em que eu estava tão excitado, era quase a mesma coisa pra mim. Mas não foi isso que aconteceu. Ele permitiu. Tentou reclamar, mas sua voz não parecia nada descontente. Então eu fiquei ainda mais confiante e pedi pra ele relaxar também. Surpreendentemente ele atendeu a isso.

O interior de Sasuke era quente. Eu pensava que tinha que alargar mais aquela entrada e pra isso movimentava meu dedo. Quando tentei colocar o segundo percebi que seria complicado. Mas Uzumaki Naruto não desiste.

— Não se mexa Sasuke, vou facilitar as coisas

Talvez molhando fique melhor, pensei, então lambuzei meus dedos com minha saliva. Quando lambi de novo seu orifício Sasuke deitou na minha perna e sua respiração se chocou com meu membro de um jeito gostoso. Agora sim consegui colocar os dois dedos e ele começou a me ajudar. De repente percebi algo diferente no toque – chakra, talvez? - e vi que a entrada de Sasuke parecia se alargar um pouco mais. Ele está fazendo isso de propósito?

— Já disse que sou um gênio, Dobe

Arrogante como sempre. Mas tinha razão, era genial o que ele estava fazendo. Então conforme ele se alargava um pouco mais eu resolvi que teria espaço para mais um dedo. Sasuke me mordeu. Kuso, sua mordida me deixou ainda mais excitado, como pode?

— Não se mova

Acatei. Estamos sempre competindo, já quase nos matamos umas mil vezes, mas a última coisa que quero agora é machucar Sasuke. Se ele está com dor, vou esperar. Comecei a beijar suas nádegas pálidas e firmes, pra distrai-lo da dor e pareceu funcionar. Logo senti aquela pequena onda de chakra de novo e a pressão nos meus dedos diminuindo um pouco. Sua rebolada foi minha deixa para movimentá-los e observei admirado como era deliciosa a visão de algo entrando e saindo dele. E se fosse outra coisa que não meus dedos?

Pensava nisso quando ele arqueou as costas e disse

— Aí!

num tom mandão. Tentei acertar o mesmo lugar com os dedos, mas Sasuke pareceu ficar impaciente e se afastou. Kuso, estava tão bom. Mas, ao contrário do que eu pensei, ele não foi para longe, apenas se virou, sentando sobre meu abdômen e me beijando lascivamente. Quando ele rebolou sobre meu selo meu pau latejou querendo alguma atenção. Eu sabia exatamente o que queria fazer com ele, e olhei significativamente pros olhos de ônix. Não precisei nem falar. Olhando nos meus olhos Sasuke se colocou na direção da minha intimidade, segurou firme e desceu sobre ela e eu pude sentir seu interior me apertar deliciosamente. Eu agarrava sua cintura e não me mexia, parecia estar preso naquele olhar e naquela sensação.

— Aaah

Deixei um gemido escapar e abracei o corpo dele com força, colando nossos lábios de maneira desesperada. Eu beijava e mordia enquanto sentia o chakra dele, agora no meu membro dentro de si, e pequenas contrações me apertando.

— Sasukeee

Pedi e ele entendeu e começou a se mover. Levantou só pouco e voltou a sentar, cravando as unhas nas minhas costas no processo. Uma. Duas. Três vezes. Eu estava delirando mas ele parecia ainda impaciente então sentou, cruzou as pernas ao redor das minha cintura e começou a rebolar. Pra frente e pra trás. Em movimentos circulares. Seu pau roçava justo na área do meu selo e eu não conseguia mais ter um pensamento coerente que fosse. Só gemia e suspirava, o apertava e o mordia, enquanto deixava que ele ditasse o ritmo.

De repente com uma rebolada mais enérgica vi Sasuke arregalar os olhos – um roxo e um rubro – e abrir a boca em um perfeito O, pra depois sorrir aliviado. Ele parecia ter encontrado o que queria. Determinado a ver mais daquela expressão tão malditamente excitante, segurei sua cintura e impulsionei meu quadril pra cima, estocando no lugar que dava uma sensação diferente na minha glande.

Permanecemos nessa dança por um tempo. Sasuke não segurava mais seus gemidos e eu tinha a vaga consciência de estar quase gritando de prazer. Ele escondeu o rosto em minha clavícula e agarrou forte em meus cabelos enquanto eu metia firme em seu interior. Então me lembrei de quando o estapeei e ele gostou e sorri – imagino que perversamente – ao fazê-lo de novo.

— Rebola Sasuke

Falei rouco

— Ah, merda

Foi a resposta ainda mais rouca que obtive. Passei a me movimentar com mais velocidade e força, usando minha mão pra impulsionar e afundar Sasuke contra mim. Minhas unhas se encravaram fundo na pele branca e eu mordia meu lábio com tanta força que pude sentir o gosto de sangue. Não estava me vendo, mas tenho certeza que nesse momento meu rosto tinha aquela feição animalesca que adquiro por conta de Kurama, com os olhos vermelhos e os riscos da minha face mais aparentes.

Mas eu queria mais. Não sabia se suportaria, mas queria mesmo assim. Então mudei nossas posições, fazendo Sasuke se deitar de costas com as pernas flexionadas e apoiadas nos lados do meu corpo e passei a estocar ainda mais forte, agora conseguindo observar meu pau sumir no meio daquela bunda.

Uma.

— Ah Naru...

Duas.

— Po.rra. Te.me.

Três

— Mais... aí...

Quatro

— Que delí...ciaaah

Cinco. Sete.

— Hmmm

Não sei quantas, a sensação era de que já tinha me movimentado mil vezes, não podia mais aguentar.

—Sa.su.keeEE AAAAHH

E senti. Todo meu corpo esquentou, meu chakra se descontrolou e eu não seguraria mesmo que pudesse. O orgasmo veio forte, absurdo, nublando minha visão e minha mente completamente. À medida que eu sentia os jatos fortes abandonarem meu corpo eu tremia e amolecia pelo prazer intenso. Nem nos meus melhores sonhos, em nenhuma masturbação pensando nele a sensação foi tão incrível. Eu parecia estar todo dormente e só sentia esse prazer, esse calor.

Me retirei de dentro dele lentamente, ofegante, me perguntando se tinha sido tão intenso pra ele quanto fora pra mim. Quando abri os olhos o encontrei já sentado, sorrindo, com os cabelos grudados à testa e se masturbando lentamente.

— Você gozou antes. Eu ganhei. E agora quero meu prêmio.

*Sasuke POV*

Naruto me olhou incrédulo, com os olhos ainda vermelhos naquela expressão selvagem que ele é capaz de adquirir. Eu estava ofegante, suado e me sentia quente, mas sustentei meu olhar zombeteiro. Confesso que se ele tivesse demorado um pouco mais talvez eu mesmo teria gozado, mesmo sem estímulo direto em meu pênis, tamanho o prazer que ter aquele ponto dentro de mim sendo surrado pelas estocadas dele me proporcionou.

Demorei um pouco pra encontra-lo quando enterrei o membro de Naruto dentro de mim, tendo que me ajeitar e me movimentar um bocado. Mas quando achei, foi surreal. E a partir dali foi como se aquela área tivesse um ímã, pois cada vez que Naruto metia era justamente ali e o prazer irradiava por meu corpo todo. Quando mudamos de posição e Naruto passou a estocar ainda mais ferozmente eu pensei que esses anos todos de brigas talvez tenham feito a violência ser algo excitante para nós. Porque eu mal podia suportar, mas ainda assim queria mais.

Agora, tocando meu membro, tenho ainda mais consciência de como cheguei perto, pois ele está todo melado de um líquido levemente pegajoso. Já sentia os calores característicos do ápice se aproximando quando Naruto parou e passou a despejar sua porra dentro de mim. No último instante consegui controlar meu chakra e me concentrei em observar o prazer que o loiro estampava ao invés de me entregar ao meu próprio. Porque eu queria mais. E definitivamente não seria o único a ser fodido nessa noite.

Ele ainda parecia aéreo, mas seus olhos voltavam à cor normal, assim como as marcas em seu rosto iam suavizando gradativamente. Ele mordia o lábio inferior e não desviava o olhar do meu e eu praticamente podia ver o prazer que ele sentia. Mais uma maravilhosa visão que só eu terei de Naruto. Tive que apertar meu membro e parar a lenta masturbação que fazia por alguns segundos pra guardar as energias pro que eu queria fazer.

Eu esperei. Um minuto inteiro. Já tinha voltado a me masturbar, espalhando bem o líquido que havia saído da minha glande, e foi então que Naruto pareceu recobrar a consciência.

— Que foi Dobe, já cansou?

Provoquei.

— Eu ainda tenho coisas a resolver, como pode ver...

Só então ele desviou a atenção do meu rosto para o meio das minhas pernas, sorrindo de maneira devassa ao ver o que eu fazia ali. Aproveitei que seu líquido escorria para fora de mim e levei minha mão até minha traseira, sujando um pouco os dedos em seu sêmen e espalhando-o em meu pau.

— Se estiver bem molhado entra mais fácil, certo?

Naruto corou um pouco. Mas nenhuma sombra de dúvida ou negação passou por seus olhos. Ele se aproximou e me beijou intensa, porém lentamente, e guiou sua própria mão para capturar um pouco de seu líquido espesso. Lambuzou bem 3 de seus dedos e se levantou da cama. Eu sabia que ele não iria fugir – ele nunca foge afinal – então só fiquei observando o que ele iria fazer sem parar os lentos movimentos de vai e vem em meu membro pulsante.

Ele foi até o lado da cama, empurrou os travesseiros que tinha ali, tomando cuidado para não limpar sua mão, formando uma pilha pra aumentar a altura da cama. Então se debruçou sobre a tal pilha, encostando o peito e o rosto e empinou a bunda pro alto e abrindo bem as pernas, começando a se tocar entre as nádegas.

— Isso Naru... se prepara pra mim...

Falei rouco e o vi sorrir e me lançar um olhar significativo. Ignorei seu pedido mudo pra me aproximar e continuei observando de longe, gravando aquela imagem na minha mente. Logo vi uma expressão de desconforto em seu rosto e instruí

— Concentre um pouco do seu chakra pra alargar sua entrada. Consegue fazer isso Usuratonkachi?

Ele rolou os olhos pelo meu óbvio tom de desafio e se concentrou, logo depois sorrindo vitorioso por, pressupus, ter conseguido. Agora ele arfava baixinho, com os olhos fechados e movia o quadril em sincronia com a mão. Quando percebi que ele pôs o terceiro dedo, me levantei e me postei atrás dele. Segurei sua perna e o fiz coloca-la dobrada na cama, pra me dar uma visão melhor do que ele fazia. Era realmente sensacional. Eu conseguia ver sua entrada se alargar um pouquinho mais a cada onda de chakra e estocada de seus dedos. Mas ainda não era suficiente pra comportar meu membro mais grosso que o dele.

— Abra os dedos Naruto, preciso de mais espaço

E ele o fez. Estava tão concentrado que nem me questionava. Depois de mais alguns segundos assim, já com a respiração mais pesada, ele perguntou:

— Vai ficar só olhando, Teme?

Entendi que ele estava pronto. Cheguei mais perto e retirei sua mão de seu interior, direcionando-a pro meu pau latejante – embora num ângulo estranho.

— Você quer isso certo?

— Eu não vou pedir Sasuke, não mesmo. Eu já gozei mesmo.

— hahaha não ia fazer você pedir Dobe. É meu prêmio afinal.

Soltei sua mão e segurei meu membro, encostando em sua entrada mas sem me forçar pra dentro. Fiquei brincando com ele ali, subindo e descendo e vi que Naruto se alargava um pouquinho a mais e seu orifício piscava, como que me convidando. Depositei um beijo molhado em seu cóccix e percebi que ele se arrepiou com o toque.

— Ainda está sensível né?

— Hmmm

Ele "respondeu". Eu ainda não penetrava, mas fazia movimentos de vai e vem com o quadril, provocando um pouco mais.

— Como você é lerdo Sasuke...

— Está com pressa?

— Humph

A verdade é que eu estava me controlando um pouco mais. Não queria entrar e logo gozar, queria aproveitar e foder tanto o Naruto que faria ele ficar duro e gozar mais uma vez comigo dentro de si. Então esperei mais um pouco. Fazia-o rebolar se esfregando em mim. Beijava suas costas. Enfiava meus dedos, girando o pulso, pra não deixar que seu orifício retornasse ao estado normal – embora Naruto claramente o estivesse controlando, nem parece aquele menino idiota que não conseguia controlar o chakra dos pés. Quando finalmente decidi que já estava bom, me agachei e lambi abundantemente sua cavidade, fazendo-o gemer. Toquei seu membro e vi que ele já dava sinais de querer endurecer de novo. Era a hora.

Levantei, segurei firme em seu quadril e me arremeti com tudo pra dentro, sem avisar, soltando um gemido rouco no processo.

A largura vista de fora não se refletia completamente por dentro e o interior de Naruto apertou meu membro como se quisesse expulsa-lo de lá. Rebolei lentamente pra que ele se acostumasse, já que o vi agarrar forte os lençóis. Eu queria ser paciente, mas não estava aguentando, e como se lesse meus pensamentos ele falou entredentes

— Tá esperando o que Sasuke? Me fode logo.

Á merda com o cuidado, se ele quer com força, com força ele vai ter, pensei e comecei a estocar profundamente no mesmo instante. Passei a mão por baixo da coxa erguida de Naruto e meti o mais forte que consegui. O grito de prazer que ele deu me fez sorrir.

— Tão a...per...tado.

Gemi. O som de nossos corpos se chocando estava ficando cada vez mais alto, quase parecia o som de uma batalha. Mas eu ainda não tinha encontrado aquele lugar dentro dele, por isso diminuí o ritmo e passei a rebolar e me impulsionar pra frente com mais firmeza do que força, explorando seu interior. Neste momento Naruto passou a rebolar em mim e não me contive em apertar-lhe a nádega com força

— Isso, rebola, eu quero que você me sinta fundo dentro de você

— Aaah, Te.meee

Os gemidos de Naruto. Nunca ouvi nada melhor que isso. Com mais alguns movimentos finalmente acertei onde queria, fazendo-o gritar

— ISSO!

Levei minha mão até o membro já duro do loiro e comecei a masturbar no mesmo ritmo compassado em que metia, tocando todas as vezes a sua área mais sensível.

— Ah... Hmmm. Isso... Sas...

— Hmmm, gostoso... Do.be. AH!

— Vai Sas... Vai mais. For.te.

Antes de obedecer peguei a mão de Naruto colocando-a em seu próprio membro numa ordem muda pra que ele continuasse o que eu vinha fazendo. Mandei um pouco de chakra pra minha perna esquerda pra me manter mais firme no chão enquanto erguia a direita, colocando-a na cama junto com a do loiro e me debruçando um pouco sobre ele. Com minha mão alcancei meu próprio orifício e enterrei dois de meus dedos lá, não demorando a encontrar o ponto que buscava. A pressão que eu conseguia fazer não era tão forte como foi quando era o pau de Naruto dentro de mim, mas era suficiente pra mandar ondas de eletricidade pelo meu corpo.

E então acelerei. Passei a meter nele, sempre no mesmo lugar, com toda a força que podia reunir nessa situação. Simultaneamente ele mexia sua mão em seu pau, masturbando de modo firme, e eu mexia a minha dentro de mim, acariciando meu ponto mais sensível. Era incrível. Parecia impossível com o pouco equilíbrio, mas o ritmo era perfeito.

Forte.

— AAwmmm Sas..

Fundo

— Hmmm, Naru.tooo

Mais forte

— Puta mer.dAH

Mais fundo

— Ah, assim, isso

Quente

— Eu..v... de novo...

Muito quente

— Goza... pra... mim... Do.beee

— Te..meee..

O ápice. Um descontrole de sensações e emoções. Da boca de Naruto saiu um grito. Da minha um gemido rouco e ofegante. Meus jatos entraram e saíram de Naruto rapidamente, tamanha a quantidade. Senti meus próprios dedos sendo pressionados pelo meu canal que se contraía com o prazer. Não muito depois foi a vez do meu pau ser esmagado, quando Naruto gozou pela segunda vez em sua própria mão. Isso expulsou todo o meu líquido de mim e me fez tremer. Não conseguia mais controlar meu chakra e portanto nem meu equilíbrio, então saí rapidamente de dentro dele e me sentei no chão, observando meu líquido escorrer por entre as pernas torneadas do loiro.

Ele ainda estava na mesma posição, parecia paralisado, então comecei a rir. O prazer era intenso demais e me levou a uma gargalhada que me fez fechar os olhos e lacrimejar. Quando os abri de novo Naruto me acompanhava sentado no chão, com as costas apoiadas na cama, me olhando admirado.

— Nunca te vi tão lindo Sasuke.

Me amaldiçoei por corar com a frase. Queria pensar em algo afiado pra responder mas não consegui, então estalei a língua em frustração, mas lhe direcionei meu sorriso de canto.

Engatinhei até ele, me encaixando de frente em seu colo, com as pernas ao lado de seu corpo, deixando nossos membros agora amolecidos se tocarem e colando nossos corpos suados num abraço. Funguei em seu pescoço e senti suas mãos em meus cabelos, numa carícia suave. De todos os momentos que vivemos, de todos os sentimentos que partilhamos juntos, essa foi a troca mais intensa.