N/A:

Sim, nem 24h depois do capitulo passado PORQUE EU TO ALOCA PRA COMPARTILHAR ESSE NEGÓCIO

xoxox

Capítulo 5

Antes de Gaara sair estava separando alguns lanches, como sempre fazia antes de ver Lee. E havia muitas opções dessa vez, já que seu pai estava dando uma festa de ano novo. Inclusive, falando nele...

- Onde você está indo, filho? – Rasa perguntou, da porta da cozinha, e Gaara fechou os olhos, praguejando mentalmente por ter sido pego – Você vai sair com Ino?

- Sim. – respondeu, se virando com uma expressão inocente – Isso é um problema?

- Não. – claro que não era. Felizmente seria uma coisa a menos que seu pai precisaria lidar por agora. – Mas se você está saindo, eu preferiria que me ligasse caso precise de alguma carona para casa e não dirigisse hoje à noite.

- Eu não vou beber. – Sério, quantas pessoas...?

- Sim, sim. Mas todos sabemos como é quando Ino está por perto. – Gaara queria gritar que aquilo só aconteceu uma vez, mas decidiu se manter quieto. Não importava, de qualquer maneira.

- Posso ir agora ou...? – Rasa suspirou e gesticulou para dar-lhe espaço em deixar o cômodo, o que ele fez graciosamente, praticamente correndo para fora da casa.

Gaara chegou no apartamento de Lee em menos de 5 minutos. Estacionou seu carro no lugar certo e subiu as escadas, com o coração estranhamente parecendo pular um pouco a cada degrau superado. Talvez estivesse sedentário demais. Ele bateu na porta e ouviu um grito abafado 'Está aberta!', essa era a primeira vez.

Assim que empurrou a porta, já conseguia ouvir os passinhos apressados de Metal correndo em sua direção. Essa visão nunca deixaria de arrancar-lhe um sorriso. Ele o pegou e entrou. Lee estava na cozinha fazendo alguma coisa, então Gaara se aproximou e começou a descarregar sua mochila na mesa próxima, o surpreendendo com a quantidade de coisas que tirou ali de dentro.

- Meu pai está fazendo uma festa de ano novo. Então, é claro que ele comprou quitutes para durar até a próxima virada. – forneceu e Lee sorriu.

- Obrigado por nos trazer alguns. – disse e Gaara assentiu. Metal estava com um palitinho de cenoura na mão, sorrindo.

- Nom nom.

Gaara concordou.

- Sim. Nom nom. – o menino ofereceu sua peça mordida e ele sacudiu a cabeça – Não, obrigado, Metal. Você come esse. – mas Metal insistiu e Gaara tinha uma agonia de germes, mas mandou a agonia pro quinto dos infernos porque, assim que comeu o pedaço de cenoura, a criança gritou de prazer e o abraçou. Valia a pena, mesmo que quase passasse mal ao imaginar de onde havia vindo aquilo. – O que você está fazendo?

- Cidra de maçã. Eu fiquei com vontade, mas não consegui achar no supermercado. – Gaara colocou Metal no chão e se aproximou do balcão, olhando para a panela.

- Você está fazendo muito. – notou e Lee sorriu, concordando.

- É que eu amo cidra de maçã. – disse, se sentindo um pouco quente com Gaara tão próximo de si.

- Eu também. – concordou, olhando para cima. Ele era tão baixinho, que tudo o que queria era apertá-lo. E aqueles olhos, de novo. Lee não conseguia prestar atenção a muita coisa quando olhando para eles. – Você está bem?

- Sim! Desculpe! Voei por um momento. – riu nervosamente.

- Por que? Você não está dormindo o suficiente? Você pode ir para a cama se quiser, não precisamos assistir à queima de fogos. – Lee balançou a cabeça, não podendo negar que, com essa informação, cogitou se Gaara pretendia passar a noite. O pensamento o emocionou.

- Não, estou bem. Apenas trabalhei muito entre os feriados. Eu adoraria ver a queima de fogos com você.

Ainda havia algum tempo até a virada, e, assim que o relógio marcou 8:30, eles perceberam que, só porque era ano novo, não significava que Metal não tivesse horário para dormir. O menino já estava bocejando e choramingando, enjoadinho.

Gaara o colocou em seus pijamas enquanto Lee enchia a mamadeira e desligava todas as luzes na sala de estar. Assim que Metal se acomodou com seu leite, os dois sentaram-se ao chão, na frente do berço, para a rotina da história de ninar. Era sempre tão bom ouvir a leitura de Lee. Gaara nunca se cansava.

Quando o Metal dormiu e o livro acabou, Lee se pôs de pé, ajudando o outro logo após e se dirigindo para a cozinha. Ele separou os copos com a cidra e, então, foi em direção ao quarto, com Gaara o seguindo com sua mochila a tiracolo.

- Eu não tenho uma televisão aqui. Apenas a sala de estar. – disse com uma expressão triste. – Lamento, não poderemos ver a queima de fogos.

O ruivo acenou bruscamente com a mão, tirando o notebook da bolsa e sentando-se na cama para liga-lo. Lee se colocou ao seu lado, curioso para descobrir porque Gaara estava abrindo o VUDU em vez de procurar alguma transmissão ao vivo, mas não perguntou.

- Que tipo de filme você gosta? – ele o perguntou.

- Comédia é o meu favorito, seguido por ação. E você?

- Horror. Na maioria das vezes é a própria comédia, honestamente.

Lee sorriu.

- Então vamos assistir a um filme de terror. Há algum bom?

- Hum... Wish Upon acabou de sair. Você quer dar uma olhada? – o outro rapaz encolheu os ombros. Na verdade, ele não gostava de filmes de terror, então não tinha ideia de como era. Nunca prestou atenção aos trailers.

Eles acabaram assistindo o tal Wish Upon.

Quando Gaara disse que, muitas vezes achava os filmes de terror engraçados, Lee não achava que estivesse falando sério. Era sim. Ele riu tão forte em uma cena que estava perto das lágrimas e, por isso, tiveram que pausar o filme. Lee começou a gargalhar por conta do desespero do outro e, então ambos estavam rindo tão alto que ficou difícil respirar.

Tudo porque um velho morreu em uma banheira.

Lee não ria tanto assim há eras e, eventualmente, mesmo demorando um pouco, eles conseguiram parar. Mas, alguns segundos depois, se entreolhavam e começavam tudo novamente. Ele esperava que houvesse mais cenas que fizessem Gaara rir tanto assim mais vezes.

Do meio pro fim, acabou não descobrindo sobre as cenas, porque a quietude o fez olhar de relance para o lado e Gaara havia adormecido. Como o notebook lentamente havia migrado para o seu colo, ele tinha se posicionado cada vez mais perto. Quando adormeceu, acabou por se manter encostado ao ombro de Lee.

Ele moveu o braço para que a cabeça de Gaara não estivesse encostada no osso duro, e escorregasse de leve até que se apoiasse em seu peito. Era uma sensação tão calorosa tê-lo dormindo em cima de si que permaneceu por um tempo apenas a observar seus detalhes. O cabelo ruivo era tão bonito, especialmente quando caía desordenado, em contraste com a pele.

Lee fechou o aparelho, colocando-o em sua mesa de cabeceira. Com a única fonte de luz apagada, ficaram no escuro e ele se organizou, escorregando no travesseiro para que ficasse ao seu lado. Envolvendo os braços em torno de Gaara, ele enterrou o nariz nos fios vermelhos e fechou os olhos. Lee dormiu sorrindo.

Quando Gaara despertou, sentiu-se aquecido. Em algum momento da noite, havia virado para o outro lado, mas Lee permanecia o segurando. Ino sempre dizia que abraçar era a sensação mais confortável de todas. Agora, ele entendia o porquê. Uma olhada para o relógio e ainda eram 2 da manhã... Quando eles teriam caído no sono?

Bom, já que seu corpo o estava permitindo descansar, dessa vez, Gaara decidiu que simplesmente aproveitaria. Ele se moveu um pouco no aperto de Lee, ficando mais confortável e, então, adormeceu

Metal os acordou às 7 da manhã, o que era, sinceramente, mais tempo do que qualquer um deles geralmente dormia. Gaara se sentia mais cansado agora do que quando ele não conseguia dormir nada. Lee, por outro lado, estava super energizado e se avermelhou quando percebeu que seus braços ainda estavam envolvidos na cintura do ruivo.

- Desculpe. - ele pediu e se afastou. Porém, ambos sentiram instantaneamente a falta de calor.

No fim, tiveram uma manhã bem doméstica. Lee foi até o berço para trocar a fralda de Metal e colocá-lo em roupas novas, enquanto Gaara entrou na cozinha para fazer algum desjejum.

Se reagrupando no sofá, Gaara o estendeu uma caneca com café, surpreendentemente da maneira exata como gostava, o que o agradou bastante notar. Ele deu a Metal uma mamadeira com suco e o menino rastejou até seu colo para beber.

Lee agarrou um cobertor e abriu sobre todos, sentando-se mais perto de Gaara do que normalmente faria. Ele espalhou os dois braços pela parte de trás do sofá, enquanto o outro ligava a TV. Metal começou a cantar 'Bubbie Gubbie' e ambos suspiraram em resignação, colocando no desenho e assistindo a manhã inteira.

Isto era mais próximo que Lee já havia chegado em se sentir parte de uma família própria. Sentado lado a lado no sofá com alguém com quem se importava profundamente e o filho no colo, sob uma manta macia no frio de ano novo.

Vai ser um ano bom.

Pensou, com um olhar determinado e um sorriso. Gaara bocejou ao seu lado, encostando a cabeça sobre si e Lee, então, desceu o braço de onde estava, o aconchegando em torno do ruivo. Eles ficaram tão juntos que Metal deslocou-se, se acomodando melhor nas pernas dos dois. O calor no coração de Lee não poderia ficar maior.

Não. Vai ser um ano maravilhoso.


- Pai. – Rasa levantou o olhar do jornal para encontrar o do filho caçula. – Eu gostaria de ir a um lugar neste fim de semana. Posso?

- Você nunca me perguntou antes. Por que está perguntando agora?

- Vai levar o fim de semana inteiro.

Rasa assentiu e baixou o jornal.

- Onde você vai? – Isso é estranho. Seu pai nunca havia perguntado antes.

- Se eu lhe der uma resposta honesta, você vai deixar? – o pai ergueu uma sobrancelha, e Gaara suspirou. – Meu amigo não vê seu pai há um tempo, ele mora a 3 horas de distância e ele não tem um carro, então eu queria leva-lo.

- Você tem amigos além de Ino? – ele falou surpreso e Gaara franziu o cenho. – Desculpe, não achei que você ainda estivesse fazendo novos amigos. Qual o nome dele?

- Rock Lee.

- Onde o pai mora?

- No mesmo estado, apenas 3 horas a norte.

Rasa assentiu.

- Quando você vai?

- Se eu puder ir, cedo. Não quero pegar no volante a noite.

Rasa estava orgulhoso disso, pelo menos.

- Quero que você me ligue quando chegar lá. – ele disse e Gaara assentiu. – Não me faça me arrepender disso.

- Você pode considerar um presente de aniversário adiantado. – o pai soltou um pequeno xingamento – Você esqueceu que estava chegado, não é?

- Feliz aniversário antecipado, filho. Se divirta.


- Seu pai realmente não se importou? – perguntou Lee, surpreso e Gaara encolheu os ombros.

Mas, então, perceberam que havia um problema. Eles não tinham uma cadeirinha de criança. Lee não precisava de uma, até porque não tinha carro, então gemeram em desacordo e Gaara bateu sua cabeça contra a lataria do veículo.

- Fique aqui, Lee. Eu volto já. – disse, entrando e dando a partida.

Lee gritou alguma coisa, mas Gaara saiu com pressa. Ele sabia que se o deixasse falar, seria pra implorar que não gastasse dinheiro com isso.


Gaara voltou uma hora depois, mais frustrado do que antes. Ele não estacionou o carro, pois assim não teria espaço para instalar o assento. Aquela coisa era enorme e desnecessária. Após cerca de 20 minutos tentando encaixar aquele negócio, Lee apareceu com uma cara emburrada.

- Você não precisava comprar um assento de carro, Gaara.

- Sim, eu precisava. Temos que ver seu pai. E agora eu tenho um assento para utilidades futuras. Agora me dê o Metal e veja se você descobre como funciona essa monstruosidade.

Em pouco menos de trinta minutos eles pegaram a estrada, quase 2 horas após a hora de partida original. Gaara não estava feliz. Lee não estava feliz. Metal estava dormindo.

Um tempo de viagem depois, Lee começou a falar. Estava muito estressado antes, mas agora tinha suavizado em boa parte. Além disso, Gaara empacotou várias coisas para comer, de modo que foi capaz de aliviar sua dor de cabeça.

Ele não estava comendo bem. Não tinha muito dinheiro para nada além de contas e Metal continuava precisando sempre de mais leite, mais fraldas, mais lenços umedecidos. Lee simplesmente não tinha os fundos necessários para bancar uma criança. A verdade é que ficava muito agradecido toda vez que Gaara aparecia, pois geralmente trazia com ele uma variedade de frutas e vegetais. Lee costumava argumentar contra isso, mas o ruivo não sabia que, às vezes, fruta era a única coisa que ele comia num dia inteiro.

- Obrigado por me levar.

- Lee, você sabe que eu teria feito, antes mesmo de você ter pedido. Você precisa de apoio da sua família neste momento. Isso te ajudará a melhorar.

- Eu tenho seu apoio, que já me ajudou a melhorar. – disse calmamente enquanto comia em um sanduíche feito por Gaara. Ele fazia sanduíches realmente bons.

- Eu sempre estarei aqui para ajudar, mas às vezes você precisa de sua família.

- Você é... – Lee começou, corando instantaneamente e olhando para baixo. – Você é importante para mim, como família.

- Fico feliz em saber. Você também é importante para mim.

Lee se animou.

- Sério?

Gaara zombou.

- Você acha que eu faria metade das coisas que eu faço por você para qualquer um?

Ele corou novamente e suas mãos começaram a suar. Ele enxugou em suas calças.

- Eu... eu não sei. Você é muito gentil, não me surpreenderia se fizesse.

O ruivo sacudiu a cabeça.

- Não. Eu sou muito gentil com você. Não sou tão legal com todo mundo.

- Eu acho tão difícil de acreditar. Por que você foi legal comigo, então? O que eu fiz para merecer?

- Eu apenas te vi e você pareceu que estava precisando de um tempo, e eu quis dá-lo a você. Claro que não tem nada a ver com o fato de você ter o Metal e ele ter gostado de mim.

- O Metal não gosta de você, Gaara. Ele ama você. – Gaara sorriu suavemente e assentiu. – E eu posso ver o porquê. – completou.

Da direção, Gaara o olhou de relance e seu tom e expressão o fizeram se sentir formigar. Um formigamento bastante feliz.


- Você pode me fazer um favor? – perguntou, nervosamente. – Você acha que pode esperar aqui com o Metal? Eu só preciso explicar as coisas ao meu pai antes de entrar com um bebê. Eu não quero que ele fique muito impactado.

- Sim claro. – ele respondeu enquanto estacionava.

Lee sorriu, antes de puxar o ar e soltar num expiro longo. Assim que saiu do carro, Gaara viu um homem que parecia exatamente como ele abrir a porta e o puxar para um abraço, e não pôde evitar de sorrir.

Gai o conduziu para dentro tão rápido. Como se ele fosse congelar até morrer se ficasse lá fora mais um segundo.

- Lee! Estou tão feliz em vê-lo! Kakashi! Lee está aqui!

Foi-se ouvido um barulho no andar de cima e não muito tempo depois, Kakashi desceu as escadas rapidamente e sorriu para ele. Então, o acertou no ombro.

- Ficamos preocupados, seu tolo. – ele repreendeu, o abraçando logo depois. – Não me faça isso de novo. – e foi o bastante para Lee começar a chorar. – Lee?

- Sobre o que você queria nos contar? – Gai perguntou, enquanto conduziam Lee em direção à sala de estar, para sentá-lo.

- Eu... me desculpe. Eu sinto muito. Eu estraguei tudo. – a respiração dele era errática, misturando lágrimas e soluços. Os dois homens se entreolharam, sem saber o que fazer.

- Você não estragou tudo. Você está aqui agora. O que aconteceu? Nós vamos te ajudar.

Mas suas palavras agradáveis apenas fizeram Lee chorar mais. Ele sentia que não merecia essa delicadeza.

- Eu, hum... – ele tentou se controlar um pouco. – É uma história embaraçosa, pai. Eu estou muito envergonhado do que fiz... – de repente, desejou que Gaara estivesse ali com ele. E apertou seu telefone com força, antes de começar. – Quando eu tinha quase 18 anos conheci uma garota... Ela foi muito legal comigo e... estávamos em uma festa e eu... eu dormi com ela. – ele podia sentir seu rosto queimar. Não queria admitir nada daquilo, especialmente para seu pai e Kakashi, mas se não contasse a eles, perguntariam quando vissem o Metal. – Eu estava bêbado e ela me deu um toco... Foi realmente embaraçoso, mas então ela apareceu em minha casa há dois meses... – Lee não conseguiu continuar após essa parte.

Gai e Kakashi estavam olhando para ele com tanta suavidade, não o estavam julgando, mas, até então, eles não sabiam. Eles o julgariam assim que encontrassem Metal. Lee cobriu o rosto com as mãos.

- Lee. – seu pai começou, calmamente. – Lee está tudo bem. O que aconteceu? Estamos aqui. Apenas conte-nos. – Lee chorou novamente e balançou a cabeça.

- Eu... eu não consigo te dizer. Mas posso te mostrar. – pegou, então, seu telefone e ligou para Gaara.

- Ei Lee, você está pronto? - a voz dele foi o suficiente para acalmá-lo consideravelmente.

- Sim. Obrigado.

Ao som da chamada finalizada, Lee guardou o telefone, se colocando a encarar a porta da frente. Isso fez os dois homens acompanharem o seu olhar e aguardarem. Um minuto depois, a porta abriu e, como a luz não estava ligada, eles não conseguiam ver muito bem.

Na entrada, Gaara tirou os seus sapatos e os de Metal, e caminhou até a área iluminada da sala de estar. Os olhos de Gai se arregalaram quando viu o menino. Aquele cabelo, aquelas sobrancelhas, não havia dúvidas de que era seu neto.

- Pai, Kakashi, este é meu filho, Metal. – Lee disse com um tom que não soava como ele mesmo.

Gai olhou para Metal, pensativo, e levantou-se do sofá, caminhando até ele. Quando chegou na frente deles, Metal escondeu o rosto no pescoço do pescoço do ruivo.

- Mama.

Gaara franziu a testa.

- Metal. Diga oi ao seu avô. – o repreendeu, calmamente.

- Nã! – ele balançou a cabeça.

- Quem é você? - Gai perguntou-lhe e Gaara o olhou, sem saber ao certo qual seria a melhor resposta.

- Este é Gaara. Ele é o único motivo... A única razão pela qual eu liguei para você, ou mesmo consegui superar essas últimas semanas. Metal o chama de mama. – Gai voltou-se para olhar Lee.

- Onde está a mãe dele?

Lee suspirou.

- Ela sumiu. Ela apareceu em minha casa com ele e foi embora no dia seguinte. Não deixou nenhum contato.

- Ela simplesmente abandonou o seu bebê? – perguntou Kakashi, surpreso e desgostoso. – Quem diabos faz isso?

- Por que o Metal te chama de mama? – Gai perguntou e Gaara encolheu os ombros.

- Eu o conheci no supermercado. Eu estava trabalhando, Lee mal conseguia funcionar direito e Metal se aproximou de mim e me chamou de mama. Eu pensei que ele estava me perguntando onde estava sua mãe, e então encontramos Lee, mas sempre que ele me vê, ele diz 'mama', então acho que é isso o que eu sou agora. – Lee deixou-se rir e balançou a cabeça.

- Lee, acho que você deveria contar a história um pouco mais. – Kakashi disse e o rapaz assentiu, com um suspiro.

Ele explicou o que aconteceu quando a mãe de Metal partiu, como ele vendeu seu carro para pagar as necessidades, saiu da faculdade para conseguir outro trabalho e comprar coisas que Metal precisava, o ódio inicial do filho contra ele que já tinha terminado, seus problemas de abandono, o encontro com Gaara, quão grande foi a ajuda dele e de Ino em seus momentos de necessidade. Tudo o que podia lembrar, envergonhado de contar-lhes o quanto Gaara significava para ele agora.

- Lee, devo dizer, estou muito decepcionado. – Gai começou, esfregando o rosto. Ele estava chorando e Lee se sentiu terrível. Queria implorar ao pai por perdão, queria se castigar por decepcionar tanto seu pai! Gai olhou para ele com lágrimas escorrendo pelo rosto. – Eu não comprei nenhum presente de Natal! Ele perdeu o ano novo! Você perdeu o ano novo! Oh, Lee! O Natal poderia ter sido maravilhoso nessa casa novamente! Eu poderia ter comprado os brinquedos mais maravilhosos e brincado na neve... – Gaara estava impressionado em conhecer alguém que falasse mais e ainda mais rápido do que Lee. Então Lee começou a chorar também e o ruivo apenas olhou para Kakashi que ergueu os ombros.

- Então você não está chateado pelo Metal? – perguntou e seu pai o abraçou.

- Claro que Não! Mas que bênção! Você deveria ter me contado mais cedo! O que é mais adorável do que uma criança?! Uma criança lhe concede a juventude eterna! É uma coisa tão maravilhosa! – Gaara nunca pensou que iria trocar um olhar de confusão com um bebê, mas aqui estava ele, olhando para Metal e ambos observando Gai e Lee, como se fosse a coisa mais estranha que já haviam visto.

Enquanto isso tudo estava acontecendo, Kakashi caminhou lentamente até eles e se curvou para olhar para Metal nos olhos.

- Oi, carinha. – ele disse e o menino acenou com um sorriso. O sorriso o cativou instantaneamente.

- Nu. – Metal apontou para Kakashi. – Nunu.

- Nunu?

Gaara suspirou.

- Metal, ele não é um coelho. – o homem parecia confuso. – Nyuszi significa coelho em húngaro. Ele, de alguma forma, mudou o idioma na televisão quando estávamos assistindo a um desenho sobre coelhos.

- Nunu! – Metal estava muito excitado e levantou os braços para Kakashi pegá-lo, o que ele fez com alegria, mesmo diante uma singela careta do ruivo com o fato da criança o ter abandonado assim, tão facilmente.

Quando Gai e Lee terminaram, se viraram para Gaara e Kakashi e os avistaram um de braços cruzados com cara de enterro e o outro segurando Metal enquanto ele acariciava seu cabelo dizendo 'Nunu'.

- Metal, filho, Kakashi não é um coelho.

- Por que ele foi para o Kakashi e não veio para mim? – perguntou Gai, claramente chateado.

- Só anote aí como outra coisa em que sou melhor do que você. – Kakashi disse, simplesmente.

- Venha aqui, Metal! Vem pro o vovô! – Gai estendeu os braços e o menino abraçou o pescoço de Kakashi.

- Nu!

Gaara franziu a testa.

- Agora eu não consigo dizer se ele está dizendo não ou coelho...

Quando Gai começou a chorar por não receber amor de seu neto, Lee caminhou até ele.

- Obrigado, Gaara.

Ele assentiu, sorrindo.

- Não tem de quê, Lee.

Mesmo que Lee tivesse que se curvar um pouco para abraça-lo, no momento em que sentiu os braços de Gaara em suas costas, ele não quis se separar. Era como se seu corpo ficasse mais leve no instante em que o tocou e sentiu que precisava daquela sensação para sempre.


Eles montaram o berço portátil de Metal no quarto de Lee enquanto Gai os observava pela entrada. Era engraçado vê-los argumentar sobre a forma adequada que Metal gostava de seus bichos de pelúcia. Lee entregou Gaara a mamadeira, enquanto trocava as roupas do menino e, assim que saiu para buscar o leite, Gai entrou no quarto e se sentou ao lado de seu filho e seu neto.

- Então, Gaara... – Gai começou, vendo o rosto do filho se tornar em um belo tom rosado – O que há entre vocês?

- Oh-oh. Nada.

Ele ergueu uma sobrancelha.

- Nada mesmo?

Lee olhou para ele e mordeu o lábio.

- Não.

- Mas você quer que haja alguma coisa? – esclareceu e o rosto do rapaz se tornou um tom mais escuro. – Tudo bem, se você admitir, Lee. Ele é claramente especial. Ele trata seu filho muito bem.

A expressão de Lee se iluminou.

- Sim, ele faz um trabalho fantástico, não é? Às vezes eu até acho que ele é realmente a mãe do Metal com a forma como ele age com o meu filho. – disse com um sorriso e Gai assentiu.

- Então, qual é o seu plano? – perguntou e o outro olhou para ele.

- Que plano?

- Para se juntar com Gaara. Você está claramente apaixonado por ele.

Lee corou de novo e riu nervosamente.

- Eu... eu não acho que ele queira ficar junto a um perdedor como eu. – ele disse, parando um pouco o que fazia, mas então desviou o olhar e continuou trocando Metal.

- Lee... – antes que seu pai pudesse dizer alguma coisa, Gaara entrou no quarto com a mamadeira.

- Vocês precisam que eu saia? – ele perguntou, parando onde estava assim que viu os dois sentados um ao lado do outro, conversando.

- Não. Estava apenas dizendo boa noite. Boa noite, Gaara. – Gai beijou Metal e a criança resmungou. Ele soltou uma gargalhada. – Boa noite, pequeno. Você vai gostar de mim um dia. – com isso, saiu do quarto.

Apagando as luzes, então, colocaram o menino no berço. O dia havia sido longo e cheio de novidades, então ele nem mesmo precisou de uma história, adormeceu feito pedra, de qualquer maneira. Gaara e Lee sentaram-se na cama, em silêncio.

- Obrigado novamente, Gaara. – ele agradeceu, o ruivo sorriu.

- De nada.

- Onde você gostaria de dormir? – perguntou e Gaara olhou para ele. Lee conseguia distinguir seus olhos pela iluminação fraca do poste do lado de fora, atravessando pelo tecido fino das cortinas.

- Não me importo. Em qualquer lugar está bom, pra mim.

Com isso, de onde estava, Lee foi se inclinando até deitar na cama de costas, havia muito espaço ali. Gaara o seguiu em seus movimentos e permaneceu ao seu lado, quieto, virando o rosto em sua direção ao perceber que ainda era observado. Mesmo em penumbra, ainda era suficiente para enxergarem com detalhes as expressões um do outro, e assim ficaram por um tempo.

- Dorme aqui comigo. – Lee o pediu, calmamente, recebendo um sorriso em troca.

- Sim.

Ele moveu o edredom sobre os dois e Gaara não gostava de dormir do lado que estava, então se virou. Não podendo mais encarar seu rosto, Lee se sentiu distante e se moveu na cama para ficar tão perto quanto podia, em uma distância em que também não seria tão estranho. Gaara voltou a cabeça para o lado, o olhando. Lee corou.

- Você pode me abraçar se quiser. – disse e o viu tentar conter o sorriso de todo jeito.

O frio de antes desapareceu quando os braços de Lee se enrolaram ao seu redor e o puxaram contra o peito. Lee suspirou profundamente em seu aconchego, era um sentimento tão bom ter o corpo dele contra o seu.

Gaara se remexeu um pouco, se fazendo mais confortável naquele abraço e, lentamente, subiu a mão até onde Lee segurava seu peito, colocando-a por cima. Sentiu a mão abaixo entrelaçar os dedos na sua e o ruivo sorriu para a escuridão. Em suas costas, podia sentir o coração dele batendo forte e Lee ficou surpreso por conseguir sentir o compasso do de Gaara também. Talvez isso não fosse tão unilateral quanto pensava? Ele só podia torcer para que sim.

- Boa noite, Gaara. – sussurrou, o vento de suas palavras fazendo cócegas no pescoço à sua frente.

- Boa noite, Lee.

Esta noite, Gaara dormiria bem.


Rasa sentou-se em sua mesa de escritório e suspirou diante à pilha de papéis que tinha que terminar antes de retornar ao gabinete na segunda-feira. Era realmente estressante ser o prefeito, mas, pelo menos, podia ficar tranquilo ao pensar sobre os filhos estarem todos encaminhados. Era algo bem básico, mas, as vezes era todo o otimismo no qual podia se agarrar naqueles dias em que tudo parecia dar errado.

Era um objetivo na vida em que ele se esforçava para cumprir, mas quem disse que a paternidade viúva seria fácil? Bem, acho que ninguém na vida jamais chegou a dizer uma coisa dessas...

O telefone tocou e ele gemeu, realmente torcendo que não fosse Ibiki. Aquele homem sempre ligava com más notícias. Ele atendeu e ficou surpreso ao ouvir a voz de uma mulher.

- Olá, Sr. Kazekage. Aqui é a Sra. Tsunade Senju, a diretora do ensino médio do colegial. – Uh-oh. Isso não poderia ser bom. Ele tinha dois filhos ali. Sobre qual deveria ser? E por que ela estaria ligando tão tarde da noite? – Lamento incomodá-lo, eu sei que está ocupado, mas eu realmente preciso discutir algo com você sobre seu filho.

- Meu filho? Qual deles?

- Gaara.

- O que ele fez agora? – suspirou, esperando do fundo do coração que não tivesse agido mal em deixa-lo sair pelo fim de semana.

- Bom... Não há maneira fácil de dizer isso, mas um docente está preocupado sobre a possibilidade dele ter um filho.

Muito bem, Rasa não precisava disso.

xoxox

Notas Finais

EU TO GRITANDO GENTE, DESCULPA