Notas do Autor

Eu não vou nem explicar nada aqui porque a demora foi pq eu tava com preguiça e tbm tava tirando umas ferias de fic porque eu tava muito DESGRAÇADA depois de escrever Obsessão (que é GaaLee tbm, um puta de um drama lemon intenso, então atentai e visitai) e tinha que voltar aos conformes da minha existencia haiouhsodiuahsd
MAS A FIC TA AQUI, TA VIVA E SEGUE PLENA
PEGA:

xoxox

Capítulo 12

Lee estava à beira de um colapso nervoso.

Tudo parecia estar indo tão bem... Há um mês atrás ele e Gaara finalmente confessaram seu amor. E até aí ótimo, podia dizer que praticamente estava flutuando no ar desde então. Eram muitas coisas boas e havia uma tranquilidade suspeita, devia ter adivinhado que era apenas uma questão de tempo até que algo ruim acontecesse.

Ele havia perdido um de seus empregos. Não só isso, mas também era o que oferecia serviço de creche gratuito.

Lee estava profundamente fodido, isso sendo uma visão bem otimista da questão.

A creche mais barata que encontrou foi de R$ 66 por dia. Isso daria uns R$ 330 por semana e R$ 1320 por mês.

Ele não estava bem.

Para completar, tinha um jantar esta noite com a família de Gaara. Rasa estava ficando cansado do filho nunca parar em casa, então instituiu que todas as quartas seriam noites de jantar em família.

Lee não podia cancelar com o prefeito. A única coisa aparentemente "lógica" que restava fazer seria terminar com Gaara. Desta forma, o ruivo não descobriria o quanto era um perdedor. Lee não conseguia mais reter suas lágrimas. Ele estava tão triste e cansado. Odiava ter que trabalhar o dia inteiro. Odiava o fato de que seu filho passava mais tempo com seu namorado do que com ele. Era terrível.

Eventualmente vestiu uma expressão determinada, arrumou Metal e se pôs a caminhar até a casa de Gaara. O namorado o buscaria, mas ele precisava do ar fresco. Se sentia preso dentro de seu apartamento.

À medida que se aproximava da residência ficava-lhe cada vez mais claro que, provavelmente, isso seria mais difícil do que pensava, mas esperava imensamente que conseguisse segurar a barra por, pelo menos umas duas horas.

Quando chegou, Gaara o repreendeu por ter vindo a pé, mas Lee apenas sorriu. Imaginava se talvez ele tivesse percebido se era um sorriso falso enquanto o observava se debruçar sobre Metal e o desabotoar do carrinho. A criança sorriu quando Gaara fez cócegas em seu queixo.

- Como você está, Lee? – perguntou, o olhando – Você parece triste. – o sorriso de Lee desapareceu e ele desviou o olhar, de um jeito estranho. – Você quer falar sobre isso?

- Podemos... falar em particular?

Gaara franziu a testa ao pedido, mas assentiu. Lee manteve os olhos colados no chão enquanto era conduzido até o quarto, nem sequer percebendo que Rasa os observava com olhos curiosos.

Uma vez que estavam entre a segurança de quatro paredes, Gaara colocou Metal ao chão para ir brincar com qualquer coisa que pudesse alcançar e se virou para Lee, que já começava a lacrimejar.

- O que há de errado? – perguntou e Lee balançou cabeça.

- Eu não sou bom o suficiente pra você, Gaara. Você deveria encontrar alguém melhor.

Gaara franziu o cenho e o abraçou com força, dessa vez Lee não o abraçou de volta.

- Lee, por que você está dizendo uma besteira como essa? O que aconteceu? – ele balançou a cabeça novamente e Gaara sentou-o com rispidez na cama. – Se você for me dar um pé na bunda por qualquer motivo estúpido, eu tenho direito de saber que motivo estúpido é esse. – disse bruscamente e Lee limpou o rosto e mexeu com as mãos.

- Eu... fui demitido de um dos meus trabalhos. – mais lágrimas brotavam de seus olhos enquanto falava, ele mordeu o interior da bochecha. – E, era o que me concedia uma creche. – Lee fungou e Gaara cruzou os braços.

- E o que isso tem a ver comigo?

- O que você quer dizer? – olhou para ele, enquanto perguntava. O ruivo parecia zangado.

- O que o seu trabalho e a creche têm a ver com terminar comigo?

- Eu sou um perdedor, Gaara! – Lee chorou. – Eu já quase não podia pagar nada com dois empregos e uma creche grátis! Eu não sei como eu pagarei qualquer coisa agora! Com dois empregos eu praticamente só comia quando você me trazia algo! Estão cobrando R$ 1320 por mensalidade de uma creche, eu não posso bancar isso! Eu... Eu não sei o que fazer e não quero te arrastar para esse buraco junto comigo. – Gaara o abraçou novamente, desta vez houve retorno.

- Lee, vamos dar um jeito. – disse suavemente enquanto esfregava as costas do namorado – Por favor, eu sei que vamos achar uma saída.

- Como você pode ter certeza? – a voz de Lee quebrou.

- Porque vamos dar um jeito, nem se eu tenha que morrer pra isso. – Gaara disse, seriamente. – Ainda me restam dois meses e meio de escola. Precisamos encontrar algo para nos ajudar durante esse tempo e, então, podemos pensar com calma, Ok? – o viu assentir, esfregando os olhos – Eu amo você, Lee.

- Eu também te amo, Gaara.

A voz dele falhou ao final da frase e Gaara beijou-lhe o topo da cabeça. Lhe doía muito vê-lo chateado desse jeito. Era bastante difícil quando exatamente quem era o mais positivo da relação estava olhando as coisas por uma ótica tão destrutiva.

- Vamos nos organizar e descer para o jantar, ok?

Lee assentiu com a cabeça.


- Metal! – Temari gritou, pegando o menino dos braços de Gaara e o beijando várias vezes enquanto o apertava entre suas mãos – Oh, meu bebê! Como você está, xuxu? – Ela sentou-se em seu lugar costumeiro, que agora tinha uma cadeira alta ao lado. Gaara se emburrou.

- Eu estava segurando ele... – ele murmurou, enquanto se sentava.

Kankuro entrou na sala, cumprimentando Lee e então tomando Metal dos braços da irmã, começando a jogá-lo para cima.

- Kankuro! Você vai machucá-lo! – Temari repreendeu e Metal ria feliz, aplaudindo cada vez que Kankuro o pegava.

- Não, eu não vou. Nós fazemos isso o tempo todo, não é verdade, carinha? – perguntou, puxando o menino para mais perto de seu rosto. Metal beijou seu nariz, o fazendo sorrir. – Yeah. – ele estendeu o punho fechado, em cumprimento, e Metal bateu com seu próprio, então juntou os dedos e colocou as mãos no queixo, com um sorriso. – Você viu isso? Ele já sabe o nosso toque secreto!

Temari o pegou de volta e encarou o irmão, Metal ria nos beijos do pescoço que ela lhe dava. Lee estava bastante feliz em ver como seu filho era querido nessa família. Era bastante especial.

- Te-te! – Metal riu e Temari parecia emocionada.

- Ah, nenem, você sabe meu nome? – disse alegremente enquanto o beijava novamente.

- Ei, e quanto a mim? Qual é o meu nome? – Kankuro perguntou.

- Ro. – Metal disse rapidamente. Kankuro sorriu e apontou para Lee. – Papai. – apontou para o irmão. – Mama. – não importava quantas vezes dissesse isso, ainda fazia Gaara sorrir. Rasa entrou na sala e Kankuro apontou para ele. – Vovô. – o homem fez uma pausa no meio de seu caminho. Gaara e Lee o olhavam, bem surpresos. Metal levantou os braços para ele excitadamente e Rasa caminhou lentamente para buscá-lo. – Vovô! – e deu-lhe um abraço que basicamente consistia em se encostar ao seu peito e esticar os braços.

- Olá, Metal. – Rasa o saudou de uma maneira surpreendentemente suavemente. – Hora do jantar.

- Nham-nham.

O homem sorriu ligeiramente.

- Sim. Isso também. – colocou o menino na cadeira alta que se encontrava entre ele e Temari. Rasa sentava na cabeceira da mesa, Gaara estava à sua direita e Metal à sua esquerda. – Bem, é muito bom que seja quarta-feira. – iniciou, ocasionalmente. – Eu estava querendo falar com você, Lee.

Lee olhou para cima, um pouco preocupado.

- Como posso ajudá-lo, senh...Rasa? – toda vez que ele o chamava de senhor, Rasa não podia evitar de rir interiormente. Ele tentava tanto ser formal e educado, mas soava bobo.

- É exatamente sobre isso, Lee. Preciso da sua ajuda com alguma coisa. Estou precisando de alguém no escritório... Indo direto ao ponto, para fazer o trabalho chato, basicamente. Agora, eu sei que você está trabalhando bem duro, mas eu realmente preciso de uma mão, se você não se importar. É um trabalho temporário, só até o final do verão, depois disso contrataremos um pessoal da faculdade local para preenchê-lo. Creio que você poderia concorrer a ele novamente, se estivesse de volta à faculdade, no entanto. É um serviço árduo. Uma janela de 40 horas semanais, regime de 8 por 4, e o salário, infelizmente, não tenho muito como mudar isso, então é apenas 15 por hora. O que me diz? – ele finalmente levantou os olhos e Lee e Gaara o encaravam em estado de choque. Rasa mantinha uma expressão calma que estava bem difícil de segurar.

Ele sabia exatamente o que estava fazendo. Podia dizer que Gaara havia percebido pelo olhar em seu rosto. Já Lee não era tão esperto. Era melhor assim. Seu filho não poderia repreendê-lo por agora, mas teve a sensação que não iria escapar de alguma palestra futura sobre privacidade.

Ele teria que entender, pro bom ou pro ruim Rasa era naturalmente curioso. E o que seria mais curioso do que o namorado de seu filho entrar em sua casa, devastado como parecia? Ele estava fazendo isso para tentar protege-los, isso era tudo.

- Eu-eu, hum. Isso seria maravilhoso! Eu ficaria honrado! Eu aprecio bastante você pensando em mim para o cargo. Eu não vou te decepcionar!

Por enquanto, pelo menos, ele e Gaara compartilharam um sorriso.


- Então, o que foi aquilo? – Gaara perguntou após ir deixar Lee e Metal em casa.

De sua mesa, Rasa levantou a vista com inocência.

- Não tenho ideia do que você está falando. – o caçula sorriu permanecendo de pé onde estava – O que?

- Você gosta do Lee. – afirmou.

- Bem, ele é competente, dedicado, ele...

- Eu disse que você gostaria dele.

Rasa franziu a testa.

- Ok. Eu vou dar esse gostinho à você. Ele é um bom garoto.

- E o Metal agora está chamando você de vovô? Onde ele aprendeu isso? – perguntou, ampliando o sorriso. O pai permaneceu impassível.

- Não tenho ideia do que você está insinuando.

Gaara arqueou uma sobrancelha, Rasa sabia que havia sido pego, mas continuou a fingir inocência.

- Obrigado pai. – disse simplesmente, se virando para sair.

- Não vai me repreender? – Rasa perguntou e o sorriso ainda não havia sumido dos lábios do filho.

- Por que? Você não fez nada de errado. – com isso, saiu da sala.

Com isso, Rasa riu e balançou a cabeça. Ele realmente esperava que Lee pudesse lidar com a parte burocrática do trabalho.


Lee estava feliz por conseguir ajustar sua agenda de uma maneira bem mais confortável. Com 5 dias por semana trabalhando em jornada 8 por 4, conseguia liberar seus fins de semana para trabalhar em seu outro emprego em vez ficar alternando entre dois lugares todos os dias.

Agora só faltava resolver o problema da creche.

Ele e Gaara visitaram algumas juntos para ver como funcionam e conversar com os professores. Lee estava feliz por estar em sua companhia, porque Gaara conseguia pensar em perguntas sobre as quais não passava por sua cabeça.

A creche oferece fraldas, ou temos de trazê-las?

Vocês teriam uma cópia da programação da creche?

Existe um calendário impresso com todos os cafés-da-manhã e almoços do dia?

Qual é a sua política sobre medicamentos?

Existe uma lista de espera? Em caso afirmativo, por quanto tempo?

Preço e métodos de pagamento?

Além de questões como essas, Gaara ainda mantinha um caderno onde anotava as respostas, juntamente com o preço e a distância calculada entre o lugar e o trabalho de Lee. Sobre tudo, Lee decidiu que ele era melhor mãe que alguém poderia querer.

Quando chegaram em casa, Gaara deu uma olhada em suas anotações e as riscou até se decidir sobre a creche que acreditava ser a mais vantajosa. Entregou à Lee o papel para que pudesse examiná-lo e ele teve que concordar. Só faltava uma coisa...

- Gaara, eu não posso levar o Metal a tempo do trabalho se eu estiver a pé. – Lee disse nervosamente.

- Está tudo bem. Vou levá-lo pela manhã. Eu passo aqui, deixo-o na creche e, então, você no trabalho, você vai chegar com uma hora de antecedência. Vou para a escola e pego você na volta.

- Gaara, isso é muito...

- Lee. Pare. Como podemos trabalhar como uma unidade se você continuar tentando assumir o controle de tudo? Eu sou seu namorado. Eu amo você. Deixe-me ajudar. Se eu quiser deixa-lo no trabalho, eu vou. Economize seu dinheiro e compre um carro novo, ok? – Lee balançou a cabeça lentamente e Gaara beijou-o com ternura. – Bom.

Ele foi puxado para mais perto para ser beijado novamente. Lee realmente havia sentido falta da textura de seus lábios contra os dele. Era relaxante. Se derretia por completo.

- Nã! – Lee gemeu contra a boca dele e Gaara riu, se afastando para abraçar Metal. O menino olhou para o pai enquanto o abraçava. – Mama.

- Ele é meu namorado, Metal. Você tem que aprender a dividir. – Lee disse e cruzou os braços de uma maneira divertida.

- Nã! Meu mama! Tchau, papai!

Gaara deu um olhar surpreso e riu.

- Você ouviu. – disse e Lee suspirou.

Ele se perguntava qual de suas 'tias' o havia ensinado esse atrevimento. Teria sido Ino, Tenten ou Temari? Honestamente, não fazia ideia.

- Espere só a hora de dormir, seu pequeno. Gaara será meu. – deu uma piscadela e o rosto de Gaara ficou vermelho. Lee riu.

- Desde quando você é tão descarado? – perguntou e o namorado apenas beijou sua bochecha. Metal bateu no rosto dele instantaneamente.

- Nã. – ele sussurrou e os outros dois não conseguiram reprimir suas risadas.


- Gaara. – Lee finalmente disse e a cabeça do namorado se elevou.

Eles estavam sentados na cama depois que Metal já tinha adormecido. Já que era sexta-feira, Gaara não precisava voltar pra casa tão cedo, e geralmente ficava com ele nos fins de semana.

- O que?

Lee franziu o cenho para ele.

- Você está cantarolando novamente.

Gaara suspirou.

- Desculpe...

Lee balançou a cabeça. Desde que havia começado a assistir 'princesinha Sofia', Gaara cantarolava as músicas quando estava distraído com alguma coisa. Normalmente não seria um problema, já que havia tantas músicas no desenho, mas ele parecia preferir as músicas de Cedric e Cedric só tinha cinco, então sempre cantarolava as mesmas cinco músicas, e isso já acontecia por um mês, e Lee estava lentamente ficando louco com isso.

- Eu ainda te amo, mas eu odeio essa música. Muito.

O ruivo apenas sorriu e encolheu os ombros.

- Está bem.

- Estou começando a pensar que não são apenas velhos britânicos, você simplesmente gosta de caras britânicos.

- Você está certo. Espero que eu não encontre um ou provavelmente vou te largar. Especialmente se ele tiver mais de 60 anos.

Lee fez uma careta e Gaara riu.

- Bem, a parte boa é que quanto mais tempo permanecemos juntos, mais atraente me tornarei para você. – respondeu e o outro balançou a cabeça com um sorriso.

As mãos de Lee o agarraram pelo rosto e o puxaram para um beijo. Esse acabou se tornando bem mais intenso do que costumava ser, então acabou pegando Gaara desprevenido. Ele recuou.

- Lee, eu tenho que terminar meu trabalho. – disse contra sua boca.

Os olhos de Lee se abriram, e se moveram dos olhos para seus lábios. Mantendo contato visual, ele mordiscou sua boca e sugou o lábio inferior. Gaara não tinha ideia de onde havia vindo essa súbita mudança de humor, mas empurrou seus papéis do colo e fechou o computador, o colocando no chão.

Ele jogou a perna em torno dos quadris do namorado e o sentiu acomodar-se sobre seu peso, sentando na cama à medida que se aproximava para beijá-lo. Quando sua camisa foi desabotoada e atirada ao chão, Gaara estremeceu, se afastando um pouco, apenas o suficiente para conseguir despi-lo também, sem maiores problemas. As roupas descartadas se embolaram no tapete e eles estavam se beijando de novo.

Já tinham percorrido esse caminho tantas vezes. Geralmente, após Metal adormecer, eles sempre transformavam beijos em uma sessão de carícias mais íntimas na privacidade do quarto. Mas havia algo diferente sobre essa vez. O coração de Gaara estava martelando muito forte em seu peito. Isso era algo novo. Ele sabia disso.

Sentiu Lee apertar sua bunda por cima das calças e começar a puxá-las para baixo. A essa altura, Gaara já estava excitado. Ele abriu suas calças e ajudou Lee com as dele. Logo estavam pele contra pele com Gaara empurrando contra ele, sentado por cima.

- Eu quero você. – Lee sussurrou, mordendo o lóbulo de sua orelha.

- Eu não sei o que estamos fazendo. – disse, enquanto o outro alcançava a mesa de cabeceira e agarrava o lubrificante, surpreendentemente não se ruborizando com a ação.

Gaara observou com interesse enquanto Lee acariciava sua perna de leve, num pedido para que saísse de seu colo. Ele, então, ensopou os dedos e o ruivo se surpreendeu genuinamente quando o percebeu movimentar a mão em direção à si próprio.

- Você quer ficar por baixo?

- É que... Eu nunca tive alguém... lá em baixo. – disse enquanto suas bochechas ficaram coradas. – Você nunca fez isso também. Eu queria que nós dois perdêssemos uma virgindade hoje à noite. Assim está bom pra você?

Gaara cobriu a boca dele com a sua própria e segurou seu rosto com tanta força que foi quase doloroso. Ele desceu pelo seu queixo até a base do pescoço, sabendo que Lee gostava que aquela região fosse mordida.

Já podia se sentir pulsar em excitação. Não sabia que podia ficar tão duro por tão pouco.

- Você está pronto? – Lee sussurrou e Gaara assentiu com a cabeça.

- Você está?

Lee sorriu para ele e o entregou o tubo de lubrificante. Gaara tomou com as mãos trêmulas. Este era um momento importante. Ele sorriu nervosamente enquanto cobria-se com uma boa quantidade e posicionava-se entre suas pernas, se inclinando para um beijo.

Beijar Lee, então, era tão diferente de como já havia sido. Desta vez era tão lento e apaixonado.

Gaara sibilou a sensação de empurrar-se através dele, naquele aperto tão absurdo. Lee mordeu os lábios, mas não o pediu para parar, ele já estava indo extremamente devagar. Finalmente, completamente dentro, Lee o olhou com tanta ternura.

- Estou tão feliz por poder compartilhar esse momento com você. – o ouviu sussurar, então assentiu e o beijou suavemente.

- Eu não gostaria de perder minha virgindade com mais ninguém, Lee.

Os olhos dele se encheram e Gaara sorriu enquanto beijava seu rosto. Lee sempre se emocionava fácil com qualquer coisa, era uma das principais razões pelas quais o amava tanto.

- Você é lindo, Gaara. – Lee disse enquanto tinha a testa beijada.

- E você, Lee. Você é a pessoa mais bonita que já conheci em minha vida. E eu mal posso esperar para ver seu rosto amanhã de manhã, e na manhã seguinte, e todas as manhãs depois.

O efeito que tais palavras tiveram em Lee nesse instante foi substancial. Ele finalmente estava processando que Gaara queria estar aqui. Gaara o amava. Ele não ia embora pela manhã. Ele não o machucaria. Pelo menos, não de propósito.

- Eu ficaria extremamente feliz em vê-lo todos os dias durante o resto da minha vida. – disse gentilmente e Gaara o beijou novamente. - Você pode se mover, se quiser.

Seus movimentos foram mínimos. No começo, não sentiu que ele estava se afastando e empurrando de volta, apenas balançando os quadris. A sensação era desconfortável para Lee. Era um sentimento tão completo que não sabia como se mover. Ele estremeceu quando Gaara empurrou muito forte e o ouviu pedir desculpas, acariciando seu peito.

Quando havia feito a pesquisa, leu que a primeira vez não seria muito confortável de início, mas não esperava um sentimento tão estranho. Uma parte dele não gostava da sensação. A única parte que gostava, na verdade, era a parte que estava feliz por estar tão perto de Gaara. Ele viu o namorado morder o lábio e ficou feliz pelo menos um deles estava aproveitando corretamente.

Gaara agarrou sua ereção e a acariciou devagar. Ele franziu a testa em algum ponto e olhou em sua direção.

- Você está bem? Você não está tão duro como antes. – ele notou e Lee corou. Não queria contar a Gaara sobre a sensação incômoda que estava tendo, mas ele parecia ter percebido. – Nós podemos parar.

- Não, por favor, não pare. – Gaara se manteve preocupado e Lee sorriu para ele. – Apenas me deixe acostumar com isso. É novo. – insistiu, mesmo que uma parte dele realmente quisesse aceitar o convite e parar.

Apesar de seus protestos, o ruivo saiu completamente de dentro e seu alívio foi instantâneo.

- Gaara...

- Pare.

Gaara se inclinou e tomou-lhe o membro inteiro em sua boca. Os olhos de Lee se arregalaram de forma cômica e teve que cobrir sua boca para não gemer. Não sabia que ele conseguia ir tão fundo.

Gaara sentiu os olhos lacrimejarem quando forçou o pênis contra sua garganta, mas apertou com força e ignorou o desconforto. Era tão bom ouvir o namorado fazer esses ruídos. Com uma mão estava brincando com a parte que não conseguia encaixar na boca, com a outra mão ele acariciou através da fenda em sua bunda. Foi bom perceber Lee afastar as pernas com a sensação, e Gaara enfiou-lhe um dedo úmido enquanto Lee empurrava os quadris contra sua boca.

- Gaara! – Lee ofegou. – Gaara sorriu enquanto passava a língua longamente por toda sua extensão, retirando sua boca. Inclinando novamente sobre ele, soube que seus dedos acariciaram o ponto certo quando sentiu o corpo de Lee ficar tenso e viu suas mãos agarrarem os lençóis abaixo de si. – Por favor, Gaara. Vamos tentar novamente. – ele implorou, sem fôlego.

- Tentar o que? – perguntou.

- Vamos fazer sexo novamente. Por favor. – Gaara sorriu para a maneira bastante polida de Lee pedir para que o fodesse, mas tanto faz, funcionou.

Quando se enfiou dentro de Lee pela segunda vez, conseguiu o sentir mais relaxado, mais preparado. Lee não se sentia fantástico, mas também não se sentia mal. Gaara moveu os quadris algumas vezes tentando obter o ângulo certo.

Lee o olhou com certa confusão, o que desapareceu completamente quando houve um empurrão certeiro e conseguiu sentir o prazer se espalhar como onda por seu corpo. Ele se agarrou nos braços de Gaara firmemente.

- Sim, aí! – Lee gemeu e Gaara se manteve.

Alguns movimentos e Gaara decidiu masturba-lo ao mesmo tempo. O corpo de Lee estava tremendo, ele não sabia o que fazer. Tudo se sentia tão bem. Ele puxou o ruivo para mais perto e se agarrou em seu pescoço. Gaara estremeceu, empurrou forte os quadris e Lee gemeu novamente. Era um sentimento tão maravilhoso, Lee não conseguia se lembrar de não se sentir ótimo com tudo isso.

Os movimentos contra si começaram a se tornar erráticos e Lee sorriu ao perceber que o namorado estava quase lá. Não podia culpá-lo. Ele próprio estava queimando de desejo. Estava tão perto.

- Lee não vou durar muito mais tempo. – Gaara respirou em sua na orelha e Lee ergueu seus quadris ligeiramente, facilitando enquanto empurrava de volta contra ele.

Gaara tomou o ato como a permissão que precisava para começar a se mover mais rápido. Mais fund. A mão dele já não o tocava mais, mas sua barriga friccionava contra o seu membro de tal jeito que os toques delicados o faziam se contorcer por baixo dele.

Lee gozou primeiro sem nem ao menos perceber que estava tão próximo. O apertar dos músculos pegou Gaara desprevenido e ele enterrou-se com força e gozou com um suspiro trêmulo. Lee sentiu o pulsar do orgasmo de Gaara dentro de si e não pôde deixar de sorrir.

- Eu amo você, Gaara. – murmurou assim que sentiu a pressão do corpo caindo sobre o seu.

- Eu também te amo, Lee. – Gaara respirou, rodeando-o em um abraço apertado.

- Como se sente ao perder sua virgindade? – perguntou-o com um sorriso. O ruivo sorriu e beijou sua testa, enquanto se afastava.

- Eu não perdi. Eu dei a você. Estou ótimo. – Lee examinou a resposta e cobriu o rosto de Gaara em beijos. – E você, Lee? Como se sente?

- Dolorido, principalmente. – disse, divertido e Gaara revirou os olhos com uma risada. – Mas não poderia ter sido melhor.

- Quer tomar banho comigo?

- Eu adoraria.


Na manhã seguinte, Lee mal conseguiu manter a felicidade ao abrir os olhos e deparar-se com o corpo de Gaara abraçado a si. Ele aconchegou-se mais perto e enterrou o nariz em seus cabelos, inspirando fundo e fechando os olhos. Ele adormeceu de novo com um sorriso nos lábios e tranquilidade no coração, se permitindo sentir essa vitória por um tempo mais longo.


- Oh, meu Deus, você fez?! – Ino praticamente guinchou, como um pterodátilo.

- Jesus, Ino. Coloca num out-door.

Ela estava pulando para cima e para baixo.

- Isso é tão emocionante! Como ele foi? Ele foi gentil? A quem estou tentando enganar, é claro que foi, ele é o Lee!

Gaara franziu a testa.

- Eu fui por cima. – Ele disse, ligeiramente indignado que Ino tinha assumido o contrário. Os olhos dela se iluminaram.

- Oh meu pequeno homem, projeto de macho! – o abraçou e Gaara gemeu arrependido por até mesmo inventar de contar a ela, em primeiro lugar.

- Eu odeio você, Ino. – murmurou.

Ela apenas sorriu e beijou sua bochecha.


- Tenten. – Lee disse aleatoriamente e ela o olhou. Eles estavam assistindo um filme em seu sofá enquanto Neji caminhava com Metal e Gaara estava no trabalho. – Você acha que é cedo demais para imaginar casar com Gaara?

- Hum... Vocês estiveram efetivamente juntos pelo quê... Dois meses? Talvez seja... Mas só se você efetivamente tocar nesse assunto com o Gaara. Só pensar, no entanto, é meio normal. Por que a pergunta?

Lee encolheu os ombros.

- Eu simplesmente não consigo imaginar minha vida sem ele. Eu não quero ficar sem ele. Quando pensei sobre isso, percebi que gostaria de me casar com ele um dia.

Tenten sorriu.

- Bem, eu fico muito feliz por você ter encontrado alguém para qual você se sinta assim.

- Eu acho que ele quer vir morar comigo quando se formar. – disse, com calma, e Tenten ficou impressionada.

- Ele não mora em uma mansão?

Lee riu.

- Não é uma mansão, mas sim, sua casa é muito grande. Eu acredito que seu quarto é do tamanho do meu apartamento. Eu não sei o que faria optar por uma coisa dessas, só acho que é algo que queira. Ele insinuou. – disse com um sorriso diante à memória.

- Bom, sim, o quarto dele pode ser enorme e tudo o mais, mas acho que ele só quer ficar perto dos seus meninos e acho isso super doce da parte dele.

- Eu adoraria que pudesse vê-lo todos os dias. – Lee admitiu. Tenten apenas o olhou por um tempo. – O que?

- Você cresceu muito, Lee. É muito bom de ver. Estou feliz que você esteja amadurecendo, e escolhendo um marido, e estou feliz por você ter uma família, é isso. Você tem sorte. – Lee concordou de todo o coração. Ele pensava que cada dia sua vida se tornava muito melhor com Gaara por perto – Muitas pessoas tentaram te machucar, então é muito bom ver você ficar bem. Até conseguiu um emprego com o prefeito! Isso é importante.

- Eu sei. Não sei como aconteceu... acho que Rasa quer que eu volte para a faculdade.

- Por que você diz isso?

- O trabalho que me ofereceu, ele mencionou que era uma vaga que geralmente era preenchida por estudantes, então, depois do verão eu tenho que renunciar ou me tornar um estudante.

Tenten sorriu para ele.

- Parece que seu futuro sogro gosta de você. Você deveria voltar para a faculdade! Seria ótimo para você! Podíamos montar uma agenda de babá. Você disse que Temari e Kankuro adoram o bebê Metal. E você terá sempre a mim e a Neji e, claro, Gaara. Nós todos podemos te ajudar a voltar a estudar, seria ótimo!

- Você está certa, Tenten. Sou muito grato por todas essas oportunidades na minha vida.

Sim, ele não trocaria a sua vida por nada.

xoxox

Notas Finais

O ministerio da saúde adverte: CUIDADO COM A DIABETES PORRA

Gente, vocês já conhecem o nosso grupineo multishipper?
É a sede da igreja gaalee e a gente faz um barulho DA PORRA por lá, vocês serão muito bem vindos!
(Só não esqueçam de responder o questionario)
Fanficion Naruto Shippers: groups/122359598449326/