Capitulo 2
A Visita Do Rei
Os dias se seguiram em preparação para a chegada do rei, uma maior estocagem de alimentos e bebidas, tornando todas as acomodações do castelo mais confortável, o castelo sendo limpas várias e várias vezes, cardápios sendo decididos para agradar o rei e a sua família, os soldados se encontrava lustrando sua armadura e suas armas, as melhores roupas selecionadas e verificadas para ver se não tem nenhum furo ou pedaço de linha descosturada, mas, diante de todo o trabalho que o castelo tinha; Lord Eddard Stark, o Abençoado, Lord De Winterfell tinha tempo para se sentar na varando e sorrir vendo seus dois filhos mais velhos instruindo Bran no treinamento de arco e flecha; pelo menos adiantando as lições que já tinha na Academia; sua esposa Catelyn estava sentada ao seu lado, sorrindo também:
- Mais uma vez Bran! – disse Robb.
Bran pegou a flecha, tencionou o arco e apontou para o alvo:
- Prenda a respiração no momento em que for atirar! – disse Jon.
Bran fez o que Jon disse e disparou a flecha que acertou no alvo, mas, para a surpresa de todos; mais duas flechas acertaram o alvo ao mesmo tempo, curiosamente uma estava inclinada; Ned e Catelyn se viraram e viram sua filha Sansa com o arco na mão, ela sorriu e piscou para Bran, Jon e Robb que tinham levantado as cabeças para vê-la, agora os três se viraram para encontrar Arya com um arco na mão e estirando a língua para Bran que imediatamente largou o arco e correu para pegar a sua irmã que correu se afastando de Bran rindo, Ned e Catelyn tinham grande sorriso no rosto, Ned se virou para a filha Sansa:
- Já acabaram as lições? – perguntou Ned:
- Sim meu pai! – respondeu Sansa – Septã Mordane só aprofunda em assuntos que já são ensinados na Academia!
- Está pronta para a visita do rei? – perguntou Eddard:
- Sim! – respondeu Sansa:
- Até onde me lembro, o Príncipe Joffrey tem um ano de vida a mais que você! – disse Lord Stark – Creio que você, Jon ou Robb não terão problemas com ele!
- Vou garantir isso meu pai! – disse Sansa – E fazer aqueles dois entenderem!
Sansa voltou para dentro do castelo, ela podia tentar, mas, existia uma parte que fantasiava sobre príncipes e cavaleiros de verdade, se sentia culpado por não fazer sua filha olhar para a realidade do mundo, o tempo dos cavaleiros de verdade havia acabado com a queda do Reinado Targaryen; o único cavaleiro de verdade que havia sobrado era Ser Arthur Dayne; poderia dizer que Ser Barristan Selmy se encaixava nessa categoria, mas, depois que os Targaryen caíram; ele jurou lealdade a Robert, preferiu vender a sua lealdade a próxima dinastia a morrer mantendo os seus votos como Cavaleiro Da Guarda Real Da Dinastia Targaryen. Foi depois que Ser Arthur Dayne chegou à casa que mandou uma mensagem para Robert avisando que estava vivo, jurando que nunca levantaria a espada contra a dinastia de Robert e pediu para ser dispensado da guarda já que havia jurado servir fielmente e o Príncipe Rhaegar e iria contra tudo o que havia jurado se servisse a Robert, foi somente depois da passagem de Jon Arryn por Dorne para garantir que não haveria qualquer ataque ao reinado de Robert e a passagem de Jon na Casa Dayne vendo o juramento de Ser Arthur é que Robert mandou uma carta dispensando oficialmente da Guarda Real; Robert mantinha um grande respeito por Ser Arthur Dayne, sabia que ele era grande amigo de Rhaegar e não caberia a ele enfurecer mais ainda o Dorne somente para fazê-lo trabalhar na Guarda Real. Ser Arthur Dayne fora deixado em paz.
Livre dos deveres da Guarda Real Ser Arthur Dayne acabou se casando com Jynessa Blackmont; uma mulher de cabelos negros, estatura mediana, olhos azuis, pele bronzeada, linda para os olhos dos homens dos sete reinos, mas, Jynessa também é mortal com a espada e lâmina curta além de uma disposição de lançar lâminas nos inimigos; ambos tiveram dois filhos; Rhaegar e Lyssara Dayne; Rhaegar com quinze anos e Lyssara com quatorze anos; e nesses dezessete anos a Arthur e sua família sempre tiveram tempo de visitar o Norte, especialmente a Família Stark, mas, o tempo gasto nas visitas de Ser Arthur e sua família não era somente visitar a cripta de Lady Lyanna Stark, para deleite das crianças que aprendiam a esgrima com uma lenda como Ser Arthur Dayne, dito o melhor cavaleiro de Westeros além de sempre estar treinando, sempre estar melhorando; os filhos dele se tornaram os melhores amigos das crianças Stark, mas, esse ano Lord Stark teve que escrever ao cavaleiro pedindo para adiar a sua visita em virtude da visita de Robert.
Jon estava sentado assistindo ao seu irmão Robb tirar a barba e aparar o cabelo, uma ordem de Catelyn sendo aprovado por seu pai, era vital para Robb causar uma boa impressão como herdeiro de Winterfell, já Jon teria que mostrar um rosto agradável para a comitiva da Família Real, Jon ficaria mais atrás quando fossem cumprimentar a família, ele sabia e entendia isso, era um bastardo, pura e simplesmente um bastardo de Eddard Stark, podia ser bem visto e Winterfell, ter o direito de mudar o sobrenome Snow para outro de sua escolha no Norte, por uma lei, e já que seu pai garantiu que receberia o nome Stark quando completasse dezoito anos, não teria que trabalhar para criar um, mas, essas regalias estavam somente no Norte e quando saísse dessas terras seria somente mais um bastardo no mundo e ninguém se importariam, por isso evitaria a o máximo da Comitiva Real como o seu pai pediu e esperava que não trouxesse muitos problemas; Robb saiu da cadeira do barbeiro e agora era a sua vez de ter o cabelo cortado e a barba raspada.
O grande dia chegou e os batedores avisaram que o rei e sua comitiva estavam se aproximando cada vez mais, o castelo fora verificado, as guardas estavam posicionadas nos muros, a bandeira Stark balançando ao vento e Ned se posicionou na entrada do castelo junto com sua família e atrás estavam o pessoal a quem lidava diretamente nas questões do castelo ou do Norte, os sons dos cavalos já poderiam ser escutados quando surgiram soldados a cavalo carregando a bandeira Baratheon com o veado ostentando uma coroa, podia se vir alguns soldados da Casa Lannister carregando a bandeira do leão dourado e então uma grande carruagem surgiu; suntuosa, cheia de ouro e pedras preciosas:
- "Ouro Lannister!" – pensou Eddard.
A carruagem escoltada pela Guarda Real parou para segundos depois um escudeiro abrisse a porta e colocasse um degrau para a primeira figura saísse; o Rei Robert saiu primeiro, cabelos longos até os ombros com alguns fios grisalhos e uma tiara de ouro enfeitando a sua cabeça, a barba longa também com algumas mechas grisalhas, vestindo roupas caras e estava mais redondo na altura de sua barriga. Eddard não podia acreditar que seu antigo amigo estava gordo, diferente daquele homem musculoso que exibia o seu martelo de guerra para todos verem, é claro que seus espiões em Porto Real mandavam informações o quanto Robert estava gordo, mas, não acreditou até que o visse com os seus olhos, viu que os anos tiraram o auge de seu amigo.
O segundo a sair do carro foi uma mulher, cabelos loiros e olhos verdes, corpo esbelto, considerada uma das mulheres mais bonitas dos Sete Reinos; Cersei Baratheon, esposa de Robert e Rainha De Westeros, filha Tywin Lannister; muitos diziam que nenhuma mulher se comparava a beleza da rainha; Ned discordava, sua irmã Lyanna era muito mais bonita que Cersei, era um fato, especialmente para aquele que a viram ser coroada a Rainha Do Amor E Da Beleza.
O terceiro a sair da carroça foi um menino que dezesseis anos em sua vida; Príncipe Joffrey Baratheon, primogênito de Robert e futuro Rei De Westeros, cabelos loiros e olhos verdes, Eddard viu arrogância e malícia no príncipe herdeiro, viu também um pouco de loucura e não gostou disso, não gostou nem um pouco.
Os próximos a saírem da carruagem foram o príncipe Tommen Baratheon com dez dias em seu nome que tinham os cabelos loiros e olhos verdes e tinha uma estrutura um pouco mais cheia e a Princesa Myrcella Baratheon que para todos era igualzinha à mãe e tinha nove dias em seu nome. Robert se aproximou e Eddard junto com os outros se ajoelharam em respeito ao rei:
- Vossa Graça, Winterfell é sua! – disse Lord Stark enquanto Robert estava a sua frente:
- Levantem-se todos! – ordenou o rei e Eddard ficou cara a cara com o rei que sorriu - Você está gordo!
Uma mentira, mas, o rei riu alto e jogando o protocolo para o alto abraçou Ned que ficou sem reação nenhuma e Robert se separou de Ned e olhou para o lado:
- Catelyn, o tempo passa e você fica mais bonita! – disse Robert:
- Obrigado Sua Graça! – agradeceu Lady Stark.
Robert ficou na frente de Robb:
- Você deve ser o primogênito? – perguntou Robert – Robb Stark?
- Sim, sua graça! – respondeu Robb:
- Quem é tu linda senhorita?
- Sansa, sua graça! – disse Sansa corando um pouco:
- É igual a sua mãe! – disse Robert dando um passo para o lado:
- Senhorita? – perguntou o rei:
- Arya, sua graça! – respondeu Arya sorrindo.
Robert olhou melhor e ficou surpreso e se virou para olhar Ned, e ele sabia que seu antigo amigo havia visto Lyanna Stark em Arya; ainda aturdido deu um passo para o lado:
- E você jovem? – perguntou Robert:
- Brandon, sua graça! – respondeu Bran:
- Como seu tio! – disse Robert se virando para o próximo Stark – E você é o mais jovem?
- Rickon, sua graça; sou o mais novo de meus irmãos! – respondeu Rickon:
- Ótimo! – disse Robert que passou pelo pessoal que se apresentou, Ned agradeceu aos deuses por não ter posto os olhos em Jon:
- É bom estar no Norte, Ned, mas, agora gostaria de visitar as criptas, tenho que prestar as minhas homenagens! – disse Robert:
- Talvez meu marido; queira descansar da longa viagem antes disso, poderá visitar as criptas amanhã! – sugeriu Cersei
- Não sou nenhum inválido; minha esposa; tenho energia para ir às criptas! – disse Robert da maneira mais educada que tinha encontrado:
- Por aqui meu rei! – disse Ned – Enquanto isso será mostrado às acomodações para sua família e comitiva!
Todos se dispersaram enquanto Ned e Robert iam às criptas deixando uma Cersei furiosa que acompanhou Lady Stark que iria mostrar os seus aposentos, mesmo com raiva seus olhos foram postos em uma figura, um menino, mesmo com os cabelos negros e em sua aparência e seus olhos violetas que causou Cersei ficar branca de medo como se tivesse visto um fantasma, as conversas ao redor não importavam e mesmo andando para dentro do castelo não conseguia tirar o rosto de seus olhos e antes que entrasse no castelo ouviu um nome em que ele atendeu: Jon.
Com uma tocha na mão Ned e Robert desceram para as criptas; Ned assistiu a seu amigo descer com dificuldade as escadas e sentiu pena pelo os anos de farras e festas suntuosas custaram a Robert; em silêncio andaram lado a lado passando pelos túmulos dos antepassados da Família Stark, passando por cada estátua até que chegaram à estátua de Lady Lyanna Stark, ambos os homens ficaram na frente dela em silêncio, depois de um tempo Robert se virou para o seu amigo:
- Você devia ter me deixado enterrá-la Ned, teria dado um enterro digno de uma rainha que ela era! – disse Robert:
- Ela pertence ao Norte Robert, ela está em casa! – disse Ned. Os dois voltaram para as escadas:
- Eu ainda a amo! – disse Robert – Maldito dia em que Rhaegar a tirou de mim!
Eddard não disse nada em relação a isso:
- Não adianta se apegar ao passado e além do mais, você tem uma linda rainha agora! – disse Ned:
- Linda sim! – concordou Robert – Mas, fria como o dia mais gelado do Norte, ela me deu três filhos, mas, às vezes acho que eles têm mais sangue Lannister do que Baratheon!
- Eu não posso dizer nada sobre isso meu rei! – disse Eddard:
- Pare com essa besteira Ned! – disse Robert – Não estamos nos melhores termos, mas, ainda somos amigos!
- Eu sei que não sou o único de fora que visita Lyanna! – disse Robert:
Ned suspirou:
- Por mais que meu pai tentasse conter, Lya sempre teve uma mão boa para espada e arco e flecha; Arthur me disse que um dia viu Lya praticar com uma vara de madeira e quis uma um amigável com espadas de verdade, Lyanna não decepcionou Ser Arthur e desde então se tornaram melhores amigos, Arthur não pode de deixar de ensinar alguns movimentos para Lyanna e ela nunca deixou de praticar com ele; ele assim como eu e você sempre lamentamos a morte de Lya! – explicou Lord Eddard.
Ambos chegaram às escadas, Robert estava em seus pensamentos, sempre se orgulhou da força de Lyanna, sua amada, e ela não decepcionou, principalmente contra Ser Arthur Dayne; o rei se sentou nos degraus gemendo baixinho como se estivesse aliviando um peso que estivesse carregando, Eddard se sentou ao seu lado:
- Meus filhos têm mais sangue Lannister do que Baratheon! – disse o Rei Robert novamente.
Eddard Stark queria saber onde seu amigo Robert queria chegar com essa afirmação sobre os seus filhos:
- São os seus filhos Robert, você deve amá-los e evitar que aconteça o que aconteceu com você, Stannis e Renly! – disse Eddard. Robert tinha uma expressão pensativa:
- Você tem razão, mais uma vez Ned! – disse Robert seriamente – Queria que estivesse desde o começo de meu reinado; para evitar os meus erros!
- Eu ainda sou um homem que erra Robert, não estaria em uma situação melhor do que você! – disse Ned:
Ambos ficaram calados com os seus próprios pensamentos:
- E Jon; Robert? – perguntou Ned, sombrio. Podia se vir o olhar triste de Robert através da luz dançante da tocha:
- Em um dia estava forte como um touro e no outro acamado com uma forte febre e dores terríveis! – respondeu Robert – O Meistre foi pego de surpresa e por mais que tentasse não conseguiu identificar a doença e só restou leite de papoula para aliviar a dor!
O olhar de pesar estava em Robert quando olhou nos olhos cinza e tristes de Ned:
- Os momentos que cercam a morte Jon chegaram aos ouvidos do povo e o boato de uma nova doença se espalhou e quase tivemos uma revolta popular, o medo de uma nova peste ainda está nas cabeças das pessoas; parte queria pegar em armas para matar a todos que estiveram perto de Jon e a outra parte queria sair da cidade, com a Patrulha Da Cidade De Porto Real e algumas forças Baratheon e Lannister conseguiram conter o que seria um grande caos! – disse Robert – Os Meistres com especialidade em história já a chamam de Revolta Do Boato e em breve toda Westeros vai saber sobre isso!
- Não vejo isso enfraquecendo o seu governo! – disse Eddard:
- Sim, não haverá ninguém sendo esperto, mas, não era assim que Jon queria a situação quando morresse! – disse Robert; ambos ficaram em silêncio novamente:
- Eu o amava! – disse Eddard:
- Eu também; foi como um pai para nós! – disse Robert – E agora ele se foi; todos esses anos ao lado dele e agora é como se tivesse ficado um vazio!
Ambos abaixaram a cabeça em respeito a Jon Arryn:
- E Lysa e o menino? – perguntou Eddard:
- Voltaram para o Ninho Da Águia, Lysa estava muito abalado e o filho dela está doente; deixei-os ir; Porto Real só traz memória de Jon a Lysa e a Robert e também evita qualquer um tentar matar o menino; muitos acham que ele é o responsável pela peste! – respondeu Robert Baratheon:
- E agora? – pergunta Lord Stark:
- Fiquei sem uma mão e vim para o Norte não só para visitar o meu doce Lya ou para falar sobre Jon Arryn, mas, para conseguir uma nova mão! – respondeu Robert – Você, Lord Eddard Stark, da Casa Stark, Lord De Winterfell e Protetor Do Norte aceita ser a Mão Do Rei?
Ned ficou em silêncio, não esperava esse pedido, não o esperava ser feito de forma tão formal com ambos sentados nos degraus da escada que dá acesso as Criptas de Winterfell:
- Meu rei, eu não sou digno de tal honra! – respondeu Eddard:
- Merda nenhuma! – disse Robert – Vai ser como deveria ter sido desde o começo quando levemos as nossas casas a uma revolta; eu como, bebo e fodo com a rainha e prostitutas enquanto você governa e não fale que vai ser um mau governante, por que eu sei o que fez para o Norte!
- Preciso de tempo e de conversar com minha esposa! – disse Ned:
- Tome o seu tempo para arrumar as coisas, mas, deve lembrar Ned que eu não tenho tanto tempo assim! – disse Robert – Vamos subir, acho que vou aceitar esse descanso antes de qualquer compromisso real!
O dia seguiu e agora era à hora de entreter o rei e sua família em um banquete oficial, com as entradas oficiais feitas e o banquete em seu auge, com homens bebendo e mulheres conversando, Jon Snow se permitiu comer e beber, mas, queria evitar ficar bêbado, não gostava dessa condição que tira o seu equilíbrio e a capacidade de pensar corretamente, por isso estava moderando na bebida; estava em seu segundo copo de vinho, Jon agora estava com os olhares com todos estavam à mesa, primeiro se decepcionou com o Rei Robert Baratheon, esperava o homem das lendas, ver sua força e suas façanhas com o martelo eram verdadeiros, mas, agora assistia um homem roliço altamente bêbado com duas mulheres sentadas em seu colo, para o desagrado da Rainha que ficava entre olhar para se, como Jon já percebeu, e olhar com pura raiva e nojeira para a vergonha que o rei trazia; Lady Catelyn também não estava gostando, mas, estava evitando qualquer careta em direção a Robert; a Rainha Cersei Baratheon estava com o famoso Jaime Lannister, irmão gêmeo da Rainha e Cavaleiro Da Guarda Real, sempre protegendo a irmã.
Jon viu Robb conversando com Theon, sem perceber atraindo os olhares da Princesa Myrcella, Bran tinha uma conversa infantil com o Príncipe Tommen junto com Arya e Rickon, Sansa estava pendurada em cada palavra do Príncipe Joffrey, Jon podia ver que Joffrey era educado, inteligente, tinha boas palavras, mas, tinha visto em seus olhos uma vez e viu mentira, engano e loucura, talvez fosse simplesmente uma alucinação ou paranóia em achar que o poder corrompe e quando ele se tornasse rei poderia ser a condenação do reino, mas, não gostou do que viu e não se importaria e matar o desgraçado caso ele fizesse mal a Sansa; Jon encheu a sua taça para mais uma rodada de vinho, se levantou e saiu para ter um pouco de ar fresco, chegando a varando e olhando para a lua:
- Noite bonita, não? – disse uma voz, Jon se virou para ver Tyrion Lannister, o Imp, o Meio Homem, como todo Lannister possuidor de cabelos loiros e olhos verdes, mas, ele nasceu para ter baixa estatura e pelo que as línguas diziam somente se dava bem com o seu irmão Jaime; Tyrion segurava uma taça de vinho cheia até a borda:
- Sim! – respondeu Jon – Uma boa noite para olhar para o céu e respirar o ar fresco, mas, eu sei que para onde vá Lord Lannister que sempre verá uma noite bonita!
Tyrion sorriu:
- Eu não sou Lorde, meu pai vai me negar esse direito só para me irritar! – disse Tyrion tomando um gole da taça – Pode me chamar de Imp ou Tyrion!
- Eu sou Jon Snow! – disse Jon se apresentando:
- O filho bastardo de Lord Stark! – disse Tyrion apertando a mão de Jon – Como eu não o vi quando cheguei com a comitiva?
- Eu fiquei mais atrás por pedido do meu pai! – respondeu Jon:
- Por quê? – perguntou Tyrion:
- Meu pai disse que o rei não se importaria, mas, que teria problemas com a rainha! – respondeu Jon tomando um gole de vinho e se amaldiçoando mentalmente por ter ditos essas palavras, deveria ter escolhido melhor o que falar:
- Seu pai tem razão, Robert não se importa, dado o número de bastardos que ele tem em Porto Real, mas, minha querida irmã tem a tendência de transformar a vida daqueles que a desagradam um verdadeiro sete infernos, mesmo se você não tiver feito nada para ela! – disse Tyrion – As línguas dizem que é amado por Lady Stark, mesmo ela não sendo obrigado a fazer isso!
- Lady Stark me trata como filho, mas, ainda sou filho de Ned Stark! – disse Jon rigidamente:
- Toquei em um ponto sensível? – perguntou Lannister – Perdão. Os anões geralmente não têm tato. Gerações de idiotas conquistaram para mim o direito de me vestir bem e dizer o que me vier à cabeça. Você é um bastardo!
Tyrion Lannister estudou o seu rosto:
- Por mais que tenha somente poucos traços do Norte, mas, mesmo assim são traços mais acentuados do que os seus irmãos, traços que não estão em sua aparência! – disse Tyrion:
- Meios-irmãos! – disse Jon simplesmente deixando de lado os comentários sobre a sua aparência. O Imp apenas olhou em seu rosto:
- Mesmo com o amor de seu pai e Lady Stark, o amor de seus meios-irmãos e a Lei Dos Dezoito feitas pelo seu pai, há ainda mágoa em seus olhos, em sua alma, você não é diferente de mim! – disse Tyrion Lannister.
Jon não disse nada, apenas esvaziou a sua taça:
- Deixe lhe dar um conselho Lord Jon Snow! – disse Lannister – Nunca esqueça quem é, porque é certo que o mundo não esquecerá; mesmo quando mudar o seu sobrenome; faça disso sua força. Assim, não poderá ser a sua fraqueza. Arme-se com esta lembrança, e assim ela nunca irá magoá-lo!
Tyrion Lannister esvaziou a sua taça e voltou para a festa, deixando Jon sozinho com os seus pensamentos.
O segundo dia da visita do Rei a Winterfell chegou, não puderam evitar acordar tarde depois da feste de chegada do rei, por isso hoje Lord Stark iria colocar os assuntos em ordem antes de entreter Robert, estava complemente vestido e ainda pensando em aceitar a proposta de Robert, depois de ontem discutindo com sua esposa, iria recusar, seu lugar era no Norte e sua mulher tinha razão em querer que evitasse o Sul, estava transbordando de conspirações dos Lannister e Catelyn não arriscaria sua família pelo rei, eram problemas para Robert resolvesse e não vir ao Norte, jogar no colo de Ned para que ele resolvesse enquanto ficava mais bêbado; Ned estava pronto para ir recusar a proposta de Robert enquanto sua esposa fazia posse de boa anfitriã para a Rainha, o que era em suma um trabalho difícil; Ned calçou as suas botas quando ouvir baterem na porta:
- Sim? - perguntou Lord Stark:
- Meistre Luwin, permissão para entrar? - perguntou Meistre Luwin:
- Entre! - disse Eddard.
Meistre Luwin entrou segurando uma carta:
- Carta de sua irmã Lysa, Lady Stark, com instruções para ser aberta somente aos seus olhos! – disse Meistre Luwin.
Lady Stark pegou a carta e leu, passou alguns segundos e a face de Catelyn não se alterou:
- Algum problema? – perguntou Ned:
- Não! – respondeu Catelyn – É apenas o normal, Lysa fala que está bem, seu filho está bem, ambos saudáveis, mas, de luto e sente muito que não tenha me visitado!
- Então está tudo bem! – disse Eddard:
- Não está! – disse Catelyn:
- O que? – perguntou Ned – Por que isso?
- Quando crianças; sempre escrevemos informações em código sobre palavras banais, uma forma de esconder nossas informações pessoais! – explicou Catelyn – Colocávamos sempre um sinal para identificarmos quando havia uma mensagem em código, o código está em sempre quando assinamos os nossos nomes!
- E essa carta tem um código escondido! – afirmou Ned:
- Sim! – confirmou Cat – Criamos um decifrador!
Lady Stark se dirigiu a mesa e se sentou, pegou outra folha em branco o começou a escrever nela, nem Eddard e Meistre Luwin interferiram, era uma coisa de Catelyn Stark e faria bem não mexer, a mão que escreveu, parou e Catelyn se levantou, Ned viu a sua esposa branca de medo, como se tivesse visto algo que não esperava, Ned não perguntou nada, esperaria que sua esposa falasse:
- E então? – perguntou Meistre Luwin.
Catelyn continuava calada e simplesmente entregou o papel para o seu marido. Eddard e Meistre Luwin juntaram cabeças para ler o que estava no papel "Lannister mataram Jon". Ned olhou para sua esposa:
- O Jon? Jon Arryn? – perguntou Ned incrédulo:
- Eu não acho que tenha outro Jon, meu marido! – respondeu Catelyn altamente preocupada:
- Tem certeza que está certa minha senhora? – perguntou Meistre Luwin:
- Somente eu e minha irmã sabemos do código, não contamos a ninguém sobre isso e minha irmã não se daria o trabalho de escrever um código se não tivesse certeza da informação! – respondeu Lady Stark:
- Então os Lannister mataram Jon Arryn, foi somente um ou foram todos? – perguntou Ned:
- Eu apostaria em todos! – respondeu Catelyn – eles ficam protecionistas quando algo ameaça a família!
- Mas, o que levaram a fazer isso? – pergunta Meistre Luwin:
- Algo tão grande que ameaça a família toda, inclusive a Rainha! – respondeu Eddard:
- Aceite a proposta de Robert, meu marido! – disse Catelyn:
- Você quer que eu investigue o que aconteceu com Jon Arryn? – perguntou Lord Stark:
- Não somente o que aconteceu! – respondeu Catelyn – Mas, seja o que os Lannister querem, é preciso parar eles antes que levem o reino a mais uma guerra, essa guerra ninguém quer!
Lord Stark olhou para a sua esposa:
- Devo dizer a Robert que aceito ser a Mão Do Rei e fazer os preparativos para partir! – disse Lord Stark se dirigindo para sair do quarto – Essa conversa fica entre nós Meistre Luwin!
- Que conversa? – perguntou Meistre Luwin parecendo verdadeiramente inocente. Lord Stark sorriu; um sorriso cúmplice e saiu do quarto, ele tinha muito a fazer.
Eddard Stark andou até os muros externos do castelo, os muros de proteção, Robert estava lá admirando a floresta ao longe:
- Manhã produtiva? – perguntou Ned ficando ao lado de seu amigo:
- Sim, sempre é uma linda manhã no Norte! – respondeu Robert.
Ambos ficaram em silêncio com os seus próprios pensamentos:
- Eu aceito ser sua mão! – disse Ned direto. Robert não disse nada, apenas sorriu; um sorriso de felicidade:
- Os deuses serão o nosso limite Ned! – disse Robert – Agora que aceitou, espero que esteja pronto para a Capital e para futuros negócios entre as nossas famílias!
- Que negócios? – perguntou Eddard:
- Parece que sua filha Sansa está encantada por meu filho Joffrey, assim como ele está encantado por sua filha! – respondeu Robert.
Lord Stark sabia o caminho dessa conversa:
- Por isso gostaria de propor um contrato de casamento para unir mais as nossas famílias! – disse Robert:
- Eu aceito Robert, Sansa vai gostar e esta na hora de arranjar um marido para ela! – disse Eddard:
- Ótimo! – rugiu Robert dando tapas nas costas de Eddard – Vamos brindar com vinho a união de nossas casas!
Ambos saíram da parede externa para voltar para o castelo:
- É de manhã Robert! – disse Eddard:
- Água então! – disse Robert – Mas, vinho mais tarde!
Eddard sorriu balançando a cabeça, seu amigo não tinha conserto.
Foi uma pequena festa que aconteceu quando a notícia que Lord Stark fora feito a nova mão do rei e que fora oficializado um noivado entre o Príncipe Joffrey e Lady Sansa Stark; Jon via Sansa realmente feliz, mas, os olhares da rainha de presunção o deixavam inquieto, especialmente quando ela o olhava, aprendeu a não se incomodar por isso mais, pelo que parecia seu pai estava organizando a comitiva que iria para Porto Real e nessa comitiva incluía além de Sansa, Arya e Bran; Jon ficaria aqui ajudando Robb a comandar Winterfell junto com Lady Catelyn, mas, Jon esteve o resto do dia na biblioteca junto aos livros e incrivelmente na companhia de Tyrion Lannister, que para sua surpresa se mostrou diferente; em alguns aspectos; de um Lannister, Jon confiava em Tyrion.
A noite chegou e mais um banquete para a Família Real, não foi tão suntuoso quanto o da comemoração da chegada do rei, mas, a comida e a bebida não deixavam a desejar. A manhã do terceiro dia da visita da Comitiva Real chegou e hoje os homens estavam reunidos na arena do castelo para ver os combates amistosos, primeiro foram Bran e o Príncipe Tommen e os dois estavam bem protegidos lutando com espadas de madeira; os dois mais pareciam barris de madeira de tanto pano e madeira usados em suas proteções que praticamente dificultava os dois a se moverem, é claro que Bran não precisava mais dessa proteção para a luta de espadas, mas, era o príncipe e ninguém queria arriscar, mesmo assim os homens se divertiam; poderia ser Sansa e Arya em um amistoso e mostrar aos homens do sul o que uma mulher do norte poderia fazer, mas, Sansa estava fazendo média para Joffrey e Arya simplesmente assistia; quando a luta terminou Joffrey resolveu entrar na arena para mostrar o quanto ele era poderoso, usando espada de metal sem corte, derrotava os meninos do castelo e alguns escudeiros que vieram com a comitiva, é claro que ele o futuro rei e ninguém tinham a intenção de vencê-lo; Joffrey desfilava na arena com sua arrogância para claro desgosto de Arya que fazia caretas e de Sansa que tinha um rosto impassível e os seus olhos frios, como os tempos mais frios do Norte; Jon realmente não queria ficar a mira dos olhares frios de Sansa:
- Então, ninguém mais para me desafiar? – perguntou Joffrey em alto som para todos pudessem ouvir e para o divertimento dos homens Lannister – Será que derreti o gelo dos homens do Norte que são incapazes de me desafiar?
Isso causou mais risos entre os homens Lannister, mas, os homens do Norte ficaram calados, podia se vir Arya e Sansa com fúria em seus olhos, Robb não estava diferente, mas, Jon colocou a mão em seu ombro o impedindo de ir e com uma troca de olhares, Jon pulou a divisória e foi ao centro na frente do príncipe:
- Eu o desafio para um combate de espadas! – disse Jon para que todos ouvissem; isso causou os homens do Norte rugissem e aplaudissem, Joffrey olhava com desdém para Jon:
- É isso que o Norte me manda para desafiar? Um bastardo? – perguntou Joffrey:
- Aqui na arena somos dois homens em combate! – disse Jon, ignorando as palavras de Joffrey que parecia furioso em ser ignorado:
- Espadas com fio de corte! – disse Joffrey:
- Vocês são jovens demais para este nível! – interferiu Ser Rodrik Cassel; um aviso mais para Joffrey do que Jon:
- Sou velho o suficiente para tirar sangue e ser ferido para ver meu próprio sangue, para usar espada com corte! – disse Joffrey – É claro que se o bastardo está com medo!
Os homens Lannister estavam rindo muito:
- Espadas com corte, então; perde quem derrubar a espada ou tirar o primeiro sangue! – concordou Jon:
- Feito! – disse Joffrey:
- Não posso permitir isso! – disse Ser Rodrik Cassel – Como Mestre De Armas; sei que não estão prontos para isso!
- Como Príncipe De Westeros eu ordeno que esqueça as suas recomendações e nos dê espada com corte! – ordenou Príncipe Joffrey.
Ser Rodrik Cassel ficou dividido com a servidão a Família Real e o seu bom senso, mas, decidiu então dar duas espadas com corte para Joffrey e Jon e iria interferir caso as coisas saíssem do controle:
- Comecem quando eu mandar! – disse Ser Rodrik.
Ambos assentiram:
- Comecem! – gritou Ser Rodrik Cassel e se afastando dando espaço para lutarem; ambos tomaram suas posições de luta e se encararam esperando o primeiro movimento. Que comece a dança das espadas.
Joffrey atacou primeiro aplicando um golpe levantando a espada para o alto e a descendo para simplesmente Jon aparar o golpe sem dificuldade, o príncipe balançava a espada e cada vez mais Jon aparava o golpe com movimentos firmes, depois de algum tempo o príncipe dava sinais de cansaço e suor; então Jon decidiu sair da defesa e partir para o ataque, aparando mais um golpe de Joffrey e com sua força o empurrou na intenção de afastar o príncipe.
Os Stark's e os homens do Norte sorriram, finalmente veriam o poder de Jon em ação mais uma vez, nunca se cansavam de ver isso.
Jon levantou a espada e desferiu o seu golpe que Joffrey aparou, mas, diferente foi forte ao ponto de Joffrey dobrar o joelho, mesmo de uma forma tão pouca, Jon balançou a espada em golpes na diagonal nos dois lados de cima para baixo, de baixo para cima, estes precisos que faziam o príncipe dar passos para trás, Jon não suava ou mostrava careta de esforço, às vezes dava golpes na horizontal com Joffrey defendendo todos e então atacou de novo tentando virar a maré dessa luta desferindo um golpe em diagonal pela direita que Jon aparou e em um movimento trouxe as suas espadas junto com a espada de Joffrey para o outro lado e com outro movimento aplicou uma cotovelada na direção do rosto do príncipe errando de propósito, para em seguida puxar a sua espada para o lado esquerdo com um movimento e puxá-la novamente com mais força para a direta acertando a espada de Joffrey a tirando de sua mão em ao mesmo tempo em que o Príncipe cai de bunda no chão por causa do susto da cotovelada de Jon; a luta acabara.
Os homens da Casa Lannister e da Casa Baratheon estavam sérios sem os seus sorrisos, enquanto os homens do Norte riam ruidosamente e aplaudiam para Jon, eles conheciam o garoto e sabiam que nunca decepcionaria; Robb, Arya, Theon, Bran e Sansa entraram no cercado para cumprimentar Jon que devolveu a espada para Ser Rodrik Cassel que sorriu, um dos homens do rei ajudou Joffrey a se levantar:
- Eu sabia que iria conseguir Jon! – disse Robb:
- Você foi demais! – disseram Arya e Bran ao mesmo tempo:
- Nenhuma surpresa! – disse Theon.
Sansa apenas sorria para o seu irmão:
- Parabéns; bastardo! – disse o Príncipe Joffrey – Você vê, eu deixei ganhar para mostrar o quanto o Príncipe Herdeiro De Westeros é generoso com os bastardos!
É claro que ninguém disse nada sobre isso, mas, todos sabiam que desde o início da luta que Jon Snow era o vencedor:
- Está claro que os filhos das prostitutas não são nada e cabem aqueles que têm tudo como o Príncipe Joffrey pelo menos dar um pouquinho, é claro não deixar os bastardos abusarem; sinto-me um leão generoso hoje deixando um rato ganhar! – disse Joffrey com um sorriso arrogante. Todos sabiam que as palavras de Joffrey eram insultos velados para Jon e ninguém do Norte que estava ali não gostou das palavras dele, especialmente que parecia muito arrogante a se referir em terceira pessoa; Jon sentiu o sangue quente, nada mais daria o prazer de quebrar o nariz do desgraçado, mas, tinha que se conter, não daria o desgosto para o seu pai ou deixaria Joffrey manipular a situação para que desgraçado azedo se vingasse pela derrota:
- Estou surpreso que o Grande Príncipe Joffrey Baratheon, Herdeiro De Westeros, que para todos saberem é imune à derrota e insultos, que elas nunca o atinjam, mas, eu vejo que se rebaixa de seus status para simplesmente insultar um bastardo que nas suas palavras é "nada"! – disse Jon – Sinceramente esperava mais do Príncipe Herdeiro, mas, eu vejo uma criança!
Jon e os Stark's saíram da arena e além deles, os homens do Norte tinham um sorriso de vitória no rosto, deixando um Príncipe Joffrey para trás, bastante irado e com muita raiva, além do rosto vermelho com uma careta de quem tinha engolido algo extremamente azedo.
O dia se seguiu e os rumores da vitória de Jon sobre o Príncipe Joffrey tinham chegado aos ouvidos de todos que estavam em Winterfell e isso teve duas reações: Em primeiro lugar, o povo de Winterfell felicitou em segredo Jon, pelo simples fato de que todos achavam que o "Grande Príncipe Herdeiro De Westeros" não passava de um "Grande" filho da mãe, mimado e que se esconde debaixo da saia da mãe quando estiver com medo ou quer sair de problemas e já havia despertado a antipatia da população do castelo; em segundo lugar; os acontecimentos entre Jon e o Príncipe Real chegaram aos ouvidos de Robert e de maneira surpreendente foi para os homens da Casa Baratheon para saber se era verdade, pressionando e garantindo que não haveria punição, Robert soube que era verdade o que ouvira; especialmente a parte dos insultos de Joffrey e a reação com palavras de Jon Snow que para todo o meio fez parecer que Joffrey estava envergonhando a Família Real; para Robert, Joffrey estava fazendo isso; e mesmo sendo um bastardo, é ainda um filho de seu amigo Ned e Robert garantiria que quando voltasse a Capital, endureceria o treinamento de seu filho; como rei, ele não podia aparecer fraco na frente de seus homens, especialmente se ele quiser comandar uma batalha, mas, agora teria que garantir que o episódio de idiotice de seu filho terminasse naquele momento e não criasse mais problemas; infelizmente Robert quando entrou em seu quarto viu Joffrey e sua esposa Cersei com um olhar de pura raiva e indignação; educadamente Robert pediu sobre o que estava acontecendo somente para ouvir que Joffrey mentir para sua mãe afirmando que um bastardo o atacou covardemente e Cersei estava exigindo punição para o verme que se atreveu a ferir o seu filho.
É claro que Robert acabou com isso, mostrando que sabia a verdade vendo o rosto de medo de seu filho que ficou realmente pálido quando disse que iria cuidar pessoalmente do treinamento de seu filho quando voltarem para a capital e ordenou que Cersei e seu filho deixassem em paz o bastardo de Ned, já que ele não feriu o seu filho fisicamente e ambos concordaram com a demonstração, seu filho fora ferido apenas com as palavras de Jon Snow e concordava com elas em relação ao seu filho. Mais tarde Cersei ainda estava com raiva e Joffrey taciturno.
Depois de terminar com suas tarefas diárias, Jon Snow estava praticando movimentos com uma espada mais pesada do que normal, a fim de deixar os seus golpes mais fortes e pesados contra os inimigos, estava praticando para aliviar os pensamentos já que tinha ouvidos rumores que a Rainha estava soltando a sua ira nas criadas pelo simples fato de seu filho ter perdido em um duelo e não tinha poder de se vingar no que segundo ela "da derrota e humilhação do seu filho pelo verme bastardo"; Jon não ligava para as reações da rainha, mas, a situação estava dando ao rei dores de cabeça que fizeram com que fosse a uma caçada com o seu pai, Lord Stark e uma pequena comitiva e isso foi há horas, mas, eles estavam prestes a voltar.
Parou com os movimentos com a espada para olhar para o seu filhote de lobo; Fantasma, seu nome dado pelo fato de seu pelo totalmente branco e aqueles olhos vermelhos que quebraria a mente dos homens mais duros, além de ele ser silencioso e raramente rosnar ou uivar; seu irmão Robb deu o nome de Vento Cinzento, como o dono, ativo e observador, Sansa deu o nome de Lady, educada, porte nobre, mas, feroz quando queria, Arya deu o nome de Nymeria em homenagem a Rainha Guerreira; realmente um guerreira como Arya, Bran ainda estava indeciso com o nome, mas, Rickon deu o nome Cão Felpudo, por que é simplesmente Rickon. Jon estava preste a voltar aos movimentos quando Fantasma começou a uivar e ouve os outros uivos que Jon sabia que eram dos lobos de seus irmãos, um frio e uma sensação de perda e medo total tomou conta do corpo de Jon e naquele momento; Fantasma saiu correndo, Jon largou a espada e o seguiu para depois de um tempo que parecia longo demais escutou um grito feminino de dor e quando viu; as pessoas estavam se reunindo e Jon pode assistir Bran caído no chão com Lady Stark chorando sobre o seu corpo, temendo o pior Jon se aproximou ao mesmo tempo em que Meistre Luwin:
- Ainda vive! – disse Meistre Luwin verificando os sinais de vida de Bran – Tragam uma maca, vamos levar para dentro!
Homens trouxeram uma maca e cuidadosamente colocaram Bran e o levaram para dentro, algumas mulheres apoiavam Lady Stark e a levaram para dentro também para ficar perto do filho; Jon queria fazer alguma coisa, mas, não conseguiu reagir, vendo Bran no chão com a aparência de morto ficaria na sua mente o resto de sua vida; os lobos ainda uivavam, um lamento triste e de dor.
