Capítulo 3
Despedidas
Tyrion Lannister não era um anão feliz, depois de dois dias do acidente de Brandon Stark, os lobos que as crianças Stark's tomaram como animais de estimação ainda estavam uivando; Tyrion estremeceu, sabia que os uivos eram de lamento e tristeza, mas, por de baixo deles estava carregado ódio e promessas de dor se o acidente não foi um acidente, tinha que deixar isso de lado, mas, não podia deixar de estremecer, quando soube da notícia viu os olhares de seus irmãos que trocaram e Tyrion ficou desconfiado por não ver a reação esperada deles e realmente esperaria que eles não tivessem feito isso, estava orando aos deuses por isso, agora, mesmo cercado de livros da Biblioteca de Winterfell que tinha uma variedade de livros e mais alguns criados por homens e mulheres do Norte que tinham prazer em escrever histórias fantasiosas, fechou o livro que estava lendo e o guardou no canto e estava pronto para sair quando ouviu vozes que reconheceu como o do seu sobrinho Joffrey e Tyrion sabia que ele estava acompanhado pelo Cão, ou conhecido pelo seu nome verdadeiro: Sandor Clegane:
- Eu gostaria que esses lobos calassem a boca, eles são irritantes! – reclamou Joffrey:
- Devo matá-los? – perguntou Sandor:
- Sim! – respondeu Joffrey – E me traga a pele deles para servirem de tapete no meu quarto em Porto Real!
- Isso não é aconselhável sobrinho! – interferiu Tyrion resolvendo aparecer naquele momento:
- E por que não posso ter os meus desejos realizados? – perguntou Joffrey:
- Por que a Casa Stark esta com os nervos esticados por causa do garoto Stark e certamente matar os seus lobos não vai trazer nenhum bem! – respondeu Tyrion – Especialmente ao seu pai que certamente vai aumentar a carga da punição que vai sofrer quando chegar a Porto Real!
A cara de Joffrey ficou vermelha, para indiferença de Sandor e o sorriso satisfeito de Tyrion que para todos os meios tinha que encontrar algo para presentear e agradecer a Jon Snow por essa peça de humilhação ao seu sobrinho que sempre poderia lembrar a ele; valeria à pena ver a cara de Joffrey toda vez que o lembra de ser humilhado por Jon Snow; ou levar o fato de ser humilhado por um bastardo:
- E então? – perguntou Joffrey – Não faz diferença, o lobinho vai morrer mesmo!
Tyrion não gostou das palavras de Joffrey:
- Vejo que ainda não prestou o seu pesar pela condição em que se encontra Brandon Stark! – disse Tyrion:
- Não há sentido mostrar sentimentos a alguém tão insignificante! – disse Joffrey.
O momento dessas palavras de Joffrey foi proferido no fato que somente havia ele, Sandor e seu tio no local e mais ninguém para escutar a conversa e o que seguia durante ela; foi o som de forte tapa, Tyrion Lannister não se conteve e bateu em seu sobrinho que foi ao chão com o olhar de incrédulo para o seu tio:
- O que está fazendo seu anão de merda? – perguntou Joffrey com ódio direcionado ao seu tio:
Tyrion Lannister aplicou um segundo tapa no seu sobrinho que deu um grito feminino de dor, com olhar frio encarando o seu sobrinho; realmente não esperava isso de seu sobrinho; não o grito feminino, mas, realmente não se importando se ele seria o futuro rei de Westeros:
- Você vai agora se dirigir aos aposentos de Lord Stark e de sua esposa para mostrar o quanto está triste pela situação do seu filho, se oferecerá ajuda para qualquer coisa como seu pai fez e como todo príncipe honrado faria! – disse Tyrion.
Joffrey não disse mais nada, simplesmente se levantou se saiu do corredor o mais rápido que podia:
- Ele não vai esquecer isso, especialmente quando se tornar rei! – disse Sandor:
- Eu sei Cão, mas, quando chegar essa hora, verei os caminhos a tomar! – disse Tyrion.
Por mais que quisesse ficar e cuidar de seu filho, Lord Eddard Stark tinha deveres a fazer, deveres como a Mão Do Rei, Meistre Luwin garantiu que seu filho estava fora de perigo e somente tinha que esperar ele para acordar, por isso Lord Stark estava com sua comitiva pronta que junto com a Comitiva Real partiriam de volta para a Capital, Tyrion Lannister iria com uma pequena escolta para a Muralha, ele queria ver por si mesmo o que as histórias contavam, Lord Stark estaria levando as suas filhas Sansa e Arya e deixaria Robb e Jon tomando conta de Winterfell e tomando conta de Catelyn, Bran e Rickon.
E a grande hora chegou; a comitiva estava pronta para partir; Lord Stark depois de se despedir de sua esposa e de seu filho acamado e de Rickon para em seguida abraçar Robb dando algumas palavras em seu ouvido para depois abraçar Jon, que para sua surpresa não esperava demonstração de afeto tão em público; Jon devolveu o abraço e ele disse no seu ouvido:
- Quando tudo estiver resolvido, vamos falar sobre a sua mãe, é algo que devia ter falado há muito tempo, para a minha vergonha eu não disse, me perdoe! – disse Lord Stark se afastando rapidamente de seus filhos e montando em seu cavalo – Winterfell está em suas mãos Robb, tome conta de tudo e não deixe ter a ajuda de Jon quando precisar!
- Pode deixar meu pai! – disse Robb:
- Jon, ajude seu irmão sempre que puder! – disse Eddard:
- Sim pai! – disse Jon.
Lord Stark sorriu para os dois e virou o seu cavalo e seguiu para cavalgar ao lado do rei, Sansa sorriu e se despediu e Arya estava com lágrimas nos olhos se despedindo e acompanhando a sua irmã a cavalo, com as duas estavam os seus lobos, um alento para Jon e Robb vendo que elas teriam proteção; a comitiva seguiu até que sumiu na estrada.
Jon não sabia o que pensar, esperava por essa conversa desde que compreendia o seu lugar no mundo, queria respostas antes de seguir em frente e finalmente depois de muita espera e paciência as poderia ter quando Lord Stark voltasse para casa, mas, o momento de preocupação de Jon ia para Bran acamado, Lady Catelyn não saia de seu lado, mas, Jon não sabia como andou; apenas percebeu que estava no mesmo local onde Bran se acidentara e sem nenhum pensamento subiu as escadas da torre; com o ouro e prata do Norte entrando nos cofres da Família Stark, Lord Stark reformou a torre para servi-la de observação para todos os lados ao redor das terras de Winterfell; para o caso de tropas cercassem o castelo, isso estava no topo e quando descesse um lance de escadas daria para os aposentos que os guardas descansassem; mas, durante a visita do rei, os turnos na torre não aconteciam e; portanto não tinha guardas há vários dias, o lugar certamente acumulou poeira, mas, agora com a partida da Família Real, o serviço de guarda retornaria ao normalmente. Jon chegou ao lugar onde ficava o alojamento dos guardas e notou que o lugar estava realmente com poeira, mas, havia um lugar retangular sem poeira, estava realmente se destacando em relação ao resto do local, algo retangular fora colocado em cima que tirou a maior parte da camada de poeira; Jon se abaixou e olhou melhor e então viu:
- O que temos aqui! – disse Jon tirando um pano do bolso e pegando vários fios de cabelos loiros longos e embrulhando no pano, teria que ter uma conversa com Robb.
Os dias se seguiram lentamente para Robb e Jon; Robb para gerenciar Winterfell e o povo que vinha a ter uma audição com o Herdeiro Stark, Jon ajudava a passar pelos papéis, mas, para os dois isso se dividia a treinar e cuidar dos assuntos do Norte, Bran ainda dormia e Catelyn ainda não saia de seu lado, Rickon seguia Robb para todos os lados, mas, Jon sempre estava por perto para distrair o menino, especialmente com treinamento e as aulas, tanto que ele ficava cansado demais para importunar a vida de Robb; a comitiva do rei ainda estava na estrada, o rei não tinha intenção de voltar rápido para a Capital e qualquer notícia chegaria rapidamente Winterfell caso algo acontecesse com a comitiva; foi mais um fim de dia e para Jon finalmente tinha um pouco de tempo para conversar com Robb, se reunindo no quarto de Bran, junto com Catelyn, Theon, Ser Rodrik Cassel; Meistre Armann, Syrio Forel e Meistre Luwin; Jon mostrou os fios de cabelo e contou aonde os encontrou:
- Tem certeza disso Jon? – perguntou Lady Stark:
- Sim Lady Stark! – respondeu Jon – Fios de cabelo loiros e longos!
- Somente a rainha em toda a comitiva que veio tem cabelos loiros e longos! – disse Meistre Luwin:
- Isso quer dizer que o Senhor Bran não caiu, foi empurrado! – disse Ser Rodrik:
- Então Bran viu algo em relação à Rainha que realmente prejudicaria ela ao ponto de ela ou alguém que estava acompanhado com ela empurrou Bran para cair! – disse Theon
- Acha que a rainha está traindo o rei? – perguntou Jon:
- Com certeza! – respondeu Theon – Eu não sei a vocês, mas, o rei em nenhum momento expressou qualquer sentimento à rainha, é normal que ela saia atrás de outros homens que possam dar esses sentimentos!
- Ela é a rainha! – disse Catelyn com uma expressão dura – Ela não arriscaria tudo apenas por um caso!
- Tem razão mãe! – disse Robb – Mas, não podemos descartar essa hipótese, ainda sim esperemos Bran acordar para ele nos dar a resposta!
- A queda em uma altura dessas teria matado a qualquer um e como Bran ainda vivo, eu espero o mínimo que ele não se lembre do momento! – disse Meistre Armann:
- Mesmo assim, devemos esperar por Bran acordar! – disse Jon.
Lady Catelyn Stark estava no quarto de Bran, esperando o seu filho acordar, com um livro nas mãos, ainda não conseguia se concentrar direito com os pensamentos do crime que os Lannister supostamente cometerão e seus pensamentos acabarão quando seu filho Robb entrou no quarto:
- Mais um dia difícil? – perguntou Catelyn:
- Sim! – respondeu Robb suspirando de cansado – Eu realmente não sei como pai agüenta!
- Com o tempo você vai aprender a melhor trabalhar como o Lord De Winterfell! – aconselhou Catelyn – Seu pai tinha o mesmo problema quando começou a gerenciar o Norte!
- Ele poderia ter dito pelo menos! – disse Robb:
- Seu avô não disse ao seu pai e ele não disse a você! – disse Catelyn – E ambos puderam rir disso!
- Eu não estou rindo! – disse Robb, mas, não era verdadeiro já que ele tinha um sorriso no rosto; Robb andou até a janela para olhar o ambiente fora, olhar algo que não seja o seu irmão acamado e que quando acordasse talvez não tivesse o movimento das pernas, mas, então notou uma fumaça saindo da janela de uma das torres:
- Fogo! – gritou Robb saindo correndo, Catelyn se levantou da cadeira para olhar a fumaça saindo de uma das janelas, viu homens correndo para a origem da fumaça e o alarme de incêndio sendo soado; Lady Catelyn se virou e viu algo que não esperava; um homem, sujo, com os dentes podres e roupas esfarrapadas, mas, incrivelmente carregava uma adaga com a lâmina brilhando e o cabo de ouro que se destacava mesmo sendo segurado por sua mão suja:
- Você não deveria estar aqui! – disse o homem avançando para matá-la, mas, Catelyn estava pronta.
O homem avançou ferozmente, mas, Catelyn foi mais rápida, se inclinando levemente para o lado; e com a mão direita aberta aplicou um golpe acertando o nariz do sujeito, para em seguida com a mão esquerda segurar o braço do homem e com a mão direta aplicar o golpe que jogou o punhal no chão e então soltando o braço do homem e começou a aplicar golpes no peito do homem e em seguida terminando aplicando outro golpe no nariz do sujeito; Catelyn não terminou e começou a aplicar joelhadas no homem, mas, o assassino pareceu que perdeu a paciência empurrou Catelyn e em seguida avançou aplicando um soco em seu estômago, Lady Stark se curvou de dor, e em seguida o homem a pegou e aplicou uma tapa a jogando no chão; desorientado o homem pegou o punhal e em seguida agarrou o cabelo de Catelyn expondo o seu pescoço; um único corte e estaria tudo terminado, mas, Catelyn colocou as duas mãos sobre a lâmina, o homem forçou e o sangue começou a vazar do corte nas duas mãos; Lady Stark estava com dor, mas, não deixaria esse homem matar o seu filho e foi então que o lobo de Bran surgiu pulando sobre o homem e salvando a vida de Catelyn que assistiu o lobo arrancar a garganta do homem e ele se afogando em seu próprio sangue para morrer; Catelyn cai no chão e tudo fica escuro, mas, não antes de escutar vozes a chamando.
Catelyn Stark abriu os olhos para se vir sentada em uma cadeira com o Meistre Luwin enfaixando as suas mãos:
- Vejo que acordou Lady Stark! – disse Meistre Luwin.
Robb, Jon, Theon, Meistre Armann, Syrio Forel e Rodrik se aproximaram:
- Mãe! Como à senhora estar? – perguntou Robb bastante preocupado:
- Eu estou bem! – respondeu Catelyn – Na medida do possível!
- Temo que você tenha a cicatriz do corte pelo resto de sue vida Lady Stark! – disse Meistre Luwin com pesar.
Lady Catelyn Stark olhou para as mãos enfaixadas:
- Se esse é o preço para salvar a vida de meu filho, então carregarei essa cicatriz com orgulho! – disse Lady Catelyn, Meistre Luwin sorriu com orgulho junto com Rodrik Cassel:
- O que aconteceu Lady Stark? – perguntou Theon.
Catelyn Stark olhou para cada um que estava no quarto e contou tudo o que aconteceu depois de Robb sair do quarto para lidar com o incêndio, depois do conto; todos estavam com o semblante sério; Lady Stark se levantou e foi na direção do homem morto, viu que haviam colocado um pano branco sobre o seu corpo e esse pano agora estava manchado de sangue; agachando, levantou o pano para olhar para o rosto do homem, um rosto de total surpresa e incredulidade; Catelyn nunca iria esquecer o rosto do homem que tentou matar o seu filho Bran:
- O que encontraram com ele? – perguntou Catelyn.
Jon se adiantou entregando um saco sujo que Catelyn olhou e viu que estava cheio de moedas de ouro e prata e também entregou o punhal que a ferira; o punhal em questão tinha uma lâmina que parecia resistente e muito bem trabalhada, mas, o cabo feito de dente de dragão banhado a ouro puro muito bem trabalhado e com vários detalhes:
- Essa arma não está no nível de poder de riqueza desse homem! – disse Lady Stark:
- Eu conferi Milady, é aço valiriano! – disse Meistre Luwin:
- Certamente distribuído depois da vitória do Rei Robert! – disse Rodrik Cassel:
- De fato ele foi pago e a ele foi dado esse punhal para que matasse o jovem Bran, mas, quem ordenaria a morte dele? – perguntou Meistre Armann:
- E por que mandariam matar um garoto que esta acamada e sem a certeza de acordar? – perguntou Syrio Forel:
- Foram os Lannister! – disse Catelyn – Bran viu algo que eles queriam que ninguém soubesse e além do mais, essa lâmina e esse cabo é trabalhada no estilo Lannister, o ouro é certamente Lannister!
- Por que acha isso minha mãe? – perguntou Robb.
Catelyn entregou o punhal para Robb e ela apontou onde ele deveria olhar; mais precisamente para o topo do cabo que tinha as inscrições talhadas em "T.L.":
- Tyrion Lannister! –disse Robb, Jon e Theon estavam vendo a mesma coisa, assim como Meistre Luwin e Armann e Rodrik Cassel e Syrio Forel:
- Ele vai pagar por essa ousadia! – exclamou Catelyn:
- Lady Stark; se acalme! – disse Jon em um tom de súplica – Os Lannister's são suspeitos, Tyrion Lannister é suspeito, mas, deve olhar por outro ângulo!
- Que ângulo seria esse Snow? – perguntou Theon com desdém – Está claro para mim que os Lannister são culpados!
- De que o assassino contratado recebeu essa lâmina para que nós a encontrássemos e chegássemos a essa conclusão da culpa Lannister! – respondeu Jon:
- Então o que ganha matando Bran? – perguntou Robb:
- Tensões exaltadas e ato contra a Família Lannister pode ser uma declaração de guerra! – respondeu Jon:
- O que poderia ganhar com essa guerra? – perguntou Catelyn:
- Arrastar Westeros a uma guerra devastadora que enfraqueceria os reinos a ponto de quem esteja planejando fazer acontecer essa guerra possa ser rei do que sobrar! – respondeu Meistre Armann – Um Rei Das Cinzas!
As palavras pesaram em todos dentro do quarto, uma pessoa capaz de sacrificar os sete reinos e milhares de vidas somente para ser rei:
- A Segunda Longa Noite! – disse Lady Stark.
As palavras de Catelyn eram mais pesadas e frias, como se todos tivessem caído em água gelada:
- Não pode chegar a isso tudo minha senhora! – disse Meistre Luwin:
- Eu sei! – disse Catelyn – Mas, o fato que esse homem ou mulher, está disposto a destruir tudo o que conhecemos; que amamos e lutamos para manter, apenas para governar sobre todos os outros é assustador!
- No momento, seja lá quem for, é mais perigoso do que Tywin Lannister! – disse Robb:
- De fato, o que ele quer e o que planeja pode ser comparada a devastação da Longa Noite a milhares de anos! – disse Meistre Armann.
As palavras implicam em algo devastador, assustador e que se começado, dificilmente poderia ser parado sem a destruição dos Sete Reinos, não havia perspectiva de dias de luz a frente, somente havia escuridão e morte, morte daqueles que não merecem; morte dos inocentes e havia poucas coisas que pudessem ser feitas para parar isso:
- O que devemos fazer? – perguntou Robb:
Catelyn olhou para cada um deles:
- Vou a Porto Real até o meu marido, ele tem que saber sobre isso, somente ele pode ficar de olho nos Lannister! – disse Lady Stark:
- Mas, você poderia mandar um corvo minha senhora! – disse Meistre Luwin:
- As mensagens dos corvos podem ser lidas por qualquer um! – disse Lady Stark – Não, eu vou até o meu marido!
- Pelo menos permita que vá acompanhada, que seja Ser Rodrik Cassel! – disse Syrio Forel.
Ser Rodrik Cassel concordou apenas afirmando com a cabeça:
- Tudo bem! – concordou Lady Stark – Mas, partimos ao amanhecer!
Aquela reunião terminou e na manhã seguinte Lady Stark junto com Rodrik Cassel partiu para Porto Real. Rickon Stark sentiu mais a saída de sua mãe, passou um dia inteiro atrás de Robb impedindo de fazer os seus deveres como Senhor Do Norte, estava claro para Jon que Robb estava no limite quando o dia estava acabando, Jon tinha que fazer algo em relação a essa situação; decidiu falar com Rickon:
- Rickon, você tem que deixar em paz Robb para que ele realize os deveres como Protetor Do Norte! – disse Jon.
Rickon não disse nada, parecia que ele decidiu ficar em silêncio em relação às outras pessoas, mas, Jon já tinha visto falando com Robb; parece claro que Rickon somente dirigia palavras ao seu irmão mais velho; o fato é que Jon também viu que Rickon estava atento ao que ele dizia:
- Eu sei que você sente falta de sua mãe, de seu pai e suas irmãs e ainda está esperando que Bran acorde! – disse Jon – Mas, eles estão fora lutando pela família e você tem que ficar mais forte para lutar ao lado deles quando chegar a hora!
Rickon novamente não disse nada, mas, parecia que ele havia entendido; na manhã seguinte Robb agradeceu por conversar com seu irmão e ambos puderam assistir o pequeno Rickon praticar com a espada sem parar por horas, também estava praticando com outras armas e incrivelmente o via treinando junto com Cão Felpudo; Rickon somente deixou isso de lado quando depois de uma semana da partida de Lady Catelyn Stark, Brandon Stark acordou; foi uma alegria para o castelo ver que ele tinha a capacidade de falar e pensar e a primeira coisa que fez quando acordou foi batizar o seu lobo de Verão. Um nome para lembrar-se dos dias claros e dos poucos que restam, já que dias escuros estavam vindo. A felicidade de Bran acordar ficou maior quando mostrou que ele podia andar; andar normalmente como se nada tivesse acontecido, mas, era como se Bran tivesse que aprender andar novamente e infelizmente ele não se lembra dos momentos em que levaram a sua queda, duas semanas depois, Bran estava andando normalmente e então finalmente Robb mandou um corvo para Porto real, para o seu pai.
Agora se poderia ver Bran e Rickon praticando com armas quase sem descanso, dedicar muito mais tempo aos livros, ambos estavam obstinados a aprender tudo o que podiam com a promessa de ser útil a sua família quando chegasse a hora. Os dias haviam se tornado rotina enquanto Jon ajudava Robb com o comando do Norte, garantindo que tudo corresse bem e nesse dia específico; ambos estavam no escritório de olho dos papeis fazendo cálculos para as contas, quando Meistre Luwin entrou:
- Me perdoe à intromissão Lord Stark, mas, Tyrion Lannister acabou de chegar da Muralha!
Isso chamou a atenção dos dois:
- O que fazemos? – perguntou Robb:
- Receba-o no salão, dê a ele a hospitalidade de Winterfell e o deixo ficar para que parta na manhã seguinte! – respondeu Jon.
Robb não disse nada, apenas se levantou e seguiu até o salão onde se sentou no trono; Jon se postou ao seu lado, o salão estava parcialmente cheio quando Robb permitiu que Tyrion Lannister entrasse junto com sua escolta, ficou claro para Tyrion que o povo e alguns soldados e cavaleiros lhe dirigiram olhares duros, Tyrion estava acostumado, por isso não ligou para isso:
- Salve Regente De Winterfell! – disse Tyrion se curvando – Fico feliz que me recebe!
- Sei que está voltando para casa, nada mais que justo que eu o deixe descansar em Winterfell! – disse Robb com um rosto muito sério – Mas, me diga como está a Patrulha?
- Tem recursos e mantimentos para vários invernos, mas, ainda carece de mão de obra! – respondeu Tyrion:
- Meu pai garantiu que a Patrulha Da Noite tenha suprimentos de sobra! – disse Robb – Mas, tanto ele como o Comandante sabem que é difícil hoje em dia recrutar Patrulheiros!
- Não há mais a mesma honra na Patrulha Da Noite como antigamente! – disse Tyrion – Mas, eu tenho algo a fazer antes de me recolher!
- E o que seria? – perguntou Robb:
- A uma chance que seu irmão Bran não recupere o movimento das pernas! – explicou Tyrion – Por isso trago comigo um projeto de sela para que permita a ele montar normalmente, pelo menos dar uma alegria a ele!
- É uma atitude nobre Senhor Lannister, mas, me permita chamar o meu irmão e veja com os seus próprios olhos! – disse Robb e em alguns minutos Bran Stark entrou andando para a surpresa de Tyrion:
- Vejo que saiu inteiro do acidente Senhor Stark! – disse Tyrion
- Sim! – disse Bran – E eu agradeço por me presentear com algo que seria útil se eu não tivesse o movimento das pernas!
- Fico feliz que teria gostado! – disse Tyrion:
- Em todo caso, partirá de manhã Senhor Lannister! – disse Robb:
- Uma noite é o que preciso Lord Stark! – disse Tyrion.
Robb permitiu Tyrion se retirar para descansar, depois de uma hora foram encerradas as questões do tribunal e todos se retiram para dormir; na manhã seguinte Jon se dirigiu para fora e encontrou Tyrion Lannister pronto para partir:
- Vejo que já está indo! – disse Jon:
- Sim! – respondeu Tyrion – Tenho preferência para ir agora depois dos olhares que recebi ontem!
- Você recebe esses olhares por causa de ser anão! – disse Jon:
- Por favor; não me insulte Lord Snow! – disse Tyrion – Eu reconheço os olhares de nojo que me dão por ser anão; os olhares de ontem eram de puro ódio a minha pessoa!
Jon não disse nada em relação a isso:
- O que está acontecendo Jon Snow? – perguntou Tyrion Lannister.
Jon olhou para Tyrion como se estivesse decidindo, suspirou tristemente:
- A torre em que Bran caiu é usada como Torre De Vigia Fria, sempre tem soldados lá em cima, mas, foi na visita do rei em que eles não estiveram; os soldados sempre foram requisitados nos lugares em que sempre andou a família real e como tal a torre não tinha vigia em todos esses dias da visita e não tinha ninguém que a mantivesse limpa; os soldados sempre cuidaram disso; e como tal a torre estava cheia de poeira e folhas mortas levadas pelo vento! – disse Jon.
Realmente Tyrion não sabia para onde essa conversa estava levando:
- Subi a torre para ver se encontrava alguma coisa que tivesse levado Bran a cair, mas, para a minha surpresa encontro uma área retangular que se destacava por ter menos poeira do que o resto do piso e também encontro fios de cabelos longos e loiros, logo imediatamente chega à conclusão que um Lannister estivera no local! – explica Jon. Tyrion realmente não estava surpreso, há muito tempo desconfiava que seus irmãos tivessem algo a ver com o acidente, mas, não queria acreditar; não queria acreditar no fato de que estivessem fazendo algo realmente errado:
- E alguns dias atrás tentaram assassinar Bran em sua cama! – disse Jon:
- O que? Quem? – perguntou Tyrion realmente surpreso:
- Um ladrão comum sem importância, mas, que carregava um punhal com lâmina valiriana e cabo feito com dente de dragão banhada a ouro muito bem detalhado; com um pomo com as iniciais "T.L."! – respondeu Jon. Tyrion se sentiu temeroso agora:
- Eu garanto Jon que não tive nada a ver com essa tentativa de assassinato ao jovem Bran! – disse Tyrion tentando diminuir os estragos:
- Eu sei! – disse Jon, para o alívio do Imp – Sei que você e certamente sua família não recorre a esse tipo de método!
As sobrancelhas de Tyrion se contorceram:
- Tem razão! – disse o anão – Eu reconheço que o punhal é meu e que minha família não recorre às esses métodos, contrataríamos profissionais melhores; mesmo que ache que alguns de meus parentes usariam esses métodos e que seria feito de modo que não chegasse a nós, mas, o que você acha que aconteceu?
- Minha opinião? – perguntou Jon recebendo um aceno positivo de Tyrion – Que alguém roubou o punhal e entregou ao assassino para que ele usasse para que todos vissem que era seu, mesmo que conseguisse matar Bran ou não!
- Assim todos achariam que a culpa foi da minha família! – concluiu Tyrion – Especialmente minha culpa! Mas, o que esperar desse ato?
- Guerra! – respondeu Jon simplesmente:
- Para que? – perguntou Tyrion confuso:
- Uma guerra que levaria duas casas poderosas e ricas de Westeros arrastando os seus aliados juntos e quando acabasse, abriria espaço para qualquer força tomar o Trono De Ferro! – respondeu Jon.
Tyrion esperou que essas palavras entrassem bem em sua mente:
- O Rei Das Cinzas! – terminou Jon dando um olhar para Tyrion:
- Então devemos evitar essa guerra! – afirmou o Imp:
- Sim! – disse Jon – E evitamos destruir tudo o que conhecemos!
Tyrion suspirou, realmente não esperava estar no meio de uma tempestade e agora teria que se apressar para evitar uma:
- Tenho que ir! – disse Tyrion estendendo a mão que Jon apertou – Obrigado Jon, eu agradeço por ter confiado essas informações a mim, agora tenho o objetivo de evitar essa guerra entre as nossas famílias!
- É o que mais quero Senhor Lannister, evitar uma guerra! – disse Jon:
- Uma guerra sempre é prejudicial aos dois lados, mas, não esqueça que se for para a guerra não hesitarei em pegar em armas para proteger a minha família! – disse Tyrion:
- Eu digo o mesmo! – disse Jon.
Tyrion estava andando para fora do castelo para se encontrar com sua escolta:
- Gostaria de termos momentos para conversar coisa melhores Jon Snow, mas, podemos ter uma chance de ficar em lados opostos! – disse Tyrion – É uma pena, gostaria de ser o seu amigo; espero vê-lo inteiro e que o ambiente seja melhor do que nos encontramos!
Jon sorriu; um sorriso verdadeiro em muito tempo desde o acidente de seu irmão Bran:
- Eu também espero o mesmo Senhor Lannister! – disse Jon.
E Tyrion Lannister se foi, estava indo para casa e Jon teve a sensação que ambos estariam em situações diferentes quando se encontrassem novamente.
