Capítulo 9
A Outra Mão Do Rei
O sol forte brilhava sobre as pálpebras iluminando os olhos, ao abri-los, a luz do sol estava machucando os olhos, colocando a mão sobre os olhos para se proteger da luz, percebe em seguida que está em movimento, mas, não entendia como se estava parado, foi então que percebeu que estava em cima de um carrinho sendo empurrado, tocou em sua cabeça e percebeu bandagens em volta dela; sentia uma dor de cabeça como se fosse uma das suas piores ressacas:
- Bem vindo de volta! – disse uma voz e virou a cabeça para ver o mercenário Bronn, roupas rasgadas, imundo de sujeira e sangue, percebeu que certamente não estava melhor:
- Onde estamos? – perguntou:
- A caminho de Harrenhal – respondeu Bronn.
Com essa resposta, finalmente Tyrion Lannister se situou em sua volta vendo homens em estado parecido ou pior que Bronn, alguns homens se arrastavam, outros estavam feridos apoiados por seus companheiros para andar e decididamente a maioria faltava partes da armadura padrão que usavam e boa parte não tinha mais uma espada; Tyrion não gostou nada do que estava vendo:
- O que aconteceu? – perguntou Tyrion:
- Perdemos! – respondeu Bronn de forma direta:
- Como? – perguntou novamente Tyrion:
- De uma forma surpreendente! – respondeu uma voz no qual Tyrion se virou para ver seu tio Kevan Lannister andando ao lado de seu cavalo segurando as rédeas e ele parecia bem cansado e sujo de terra e sangue – Creio que Bronn poderá responder com melhores detalhes do que eu e ainda mais eu o paguei a mais para carregar você durante esses dois dias e no mínimo ele deve te encher de informações sobre a batalha!
- Obrigado pelo apreço tio, mas, como está o meu pai? – perguntou Tyrion.
Kevan tinha um olhar sóbrio em seu rosto:
- Seu pai foi pressionado com nunca antes visto – respondeu Kevan – Ele reagiu de maneira totalmente diferente do habitual, praticamente demorou a tomar qualquer decisão durante a batalha!
Tyrion realmente não gostou do que ouviu:
- De qualquer forma, tenho que ir; verificar a retaguarda – disse Kevan Lannister montando e em seguida partindo para realizar as suas funções:
- Me conte tudo, não deixe nada de fora – disse Tyrion; Bronn suspira, ele não sabia como contar uma história direito, mas, enfim, o ouro Lannister foi mais o que suficiente, comprava até a sua capacidade de contar histórias:
- A estratégia do Norte parecia boa, marcharam à noite para nos pegar de surpresa esperando nos pegar ainda acordando, mas, o seu pai já tinha tudo pronto e de manhã os dois exércitos estavam prontos para a batalha e quando começaram eles formaram uma parede de escudos, mas, diferente de todos, tinha na frente, nos lados, atrás e em cima, seu pai mandou as flechas primeiro e não surtiu efeito, então ele mandou a infantaria, eles avançaram sendo recebidos por chuvas de flechas dos arqueiros do Norte para em seguida baterem na parede de escudos – contou Bronn – Eles não contavam que lanças saíram da parede de escudos massacrando a todos!
Tyrion estremeceu e então se lembrou de algo e olhou para os lados:
- Não encontro ninguém dos clãs das montanhas – disse Tyrion no qual viu Bronn mostrando um olhar sombrio:
- Eles foram os primeiros a atacarem com a nossa infantaria, muitos mortos pelas chuvas de flechas, muitos mortos pelas lanças inimigas e o resto massacrado quando o Norte atacou com a sua infantaria – respondeu Bronn.
Tyrion ficou em silêncio, nunca imaginaria que estaria em uma batalha em que clãs fossem inteiros exterminados:
- Então algum soldado do Norte começou a agitar uma bandeira – disse Bronn:
- Você viu o sigilo? – perguntou Tyrion:
- Estava muito longe para ver direito – respondeu Bronn – Mas, eu sei que quando a bandeira foi agitada, flechas começaram a chover no resto do nosso exército a partir das árvores!
- Não foram atrás desses arqueiros? – perguntou Tyrion:
- Seu tio mandou dois grupos e ninguém retornou – respondeu Bronn para o estremecimento de Imp - O caos se instalou no exército e antes que pudessem usar a cavalaria como o último recurso, a cavalaria do Norte fez sua presença nos atacando antes e massacrando o resto; seu pai mandou a retirada!
Tyrion olhou para Bronn esperando ele continuar:
- Quando voltei ao acampamento, encontrei você desmaiado com a cabeça sangrando e seu tio me pagou para carregá-lo – disse Bronn:
- Sem parar? – perguntou Tyrion:
- Sim – respondeu Bronn – Seu pai e tio temem que o exército do Norte esteja quase agarrando os nossos calcanhares, por isso recuar para Harrenhal é importante para descansarmos e nos defendemos!
- Eu entendo – disse Tyrion simplesmente:
- Essa marcha sem descanso causa algumas mortes no caminho e de feridos sendo deixados para trás por aqueles cansados demais para carregá-los – disse Bronn vendo Tyrion horrorizado – Não estava assim nas primeiras horas, mas, isso mudou quando um soldado Lannister nos alcançou nu, sujo de terra e sangue carregando um pano com o símbolo da Casa Lannister sujo de sangue!
- Ele disse alguma coisa? – perguntou Tyrion:
- Para o seu pai, tio e todos ouvirem "A Companhia Sombra manda lembranças" – disse Bronn.
Tyrion realmente tremeu de medo, de tudo que tinha que enfrentar, tinha que ser a Companhia Sombra; se Robb Stark quisesse podia ordenar a Companhia Sombra para se infiltrar em Porto Real e acabar de vez com o resto de sua família:
- Pode realmente ficar pior? – perguntou Tyrion ao vento:
- Pode sim – respondeu Bronn – O sigilo da Casa Stark não foi visto durante a batalha; hoje mais cedo um cavaleiro completamente desgastado relatou que um exército do Norte liderado pela Casa Stark destruiu o exército de seu irmão e ao que tudo indica, Correrrio está livre do cerco e seu irmão em um cativeiro!
Tudo estava sombrio, Tyrion não tinha muitos amores com sua família, somente com o seu irmão Jaime e a ele vai fazer de tudo para salvá-lo:
- Seu pai queria reunir o exército para salvar o seu irmão, mas, de toda a forma já é tarde agora e não estamos em condições para marchar – disse Bronn:
- Todos morreriam antes de fazer o primeiro dia de marcha – disse Tyrion.
Harrenhal, o maior castelo á construído dentro de Westeros, com suas torres altas e imponentes que sempre impressionavam a todos que a viam, mas, agora somente restam ruínas de uma antiga glória derretida pelos dragões na Era Da Conquista; esses mesmos dragões que exterminaram uma linha de uma casa nobre e real; um fogo tão intenso que derreteu as pedras e ainda se podia ver pontos enegrecidos das pedras indicando marcas do fogo dos dragões; o lugar sombrio, lentamente e ainda carregado, entrou no castelo e foi levado para um quarto, tirando a sua armadura, se lavando e vestindo roupas limpas e escutando outras notícias novas que o surpreendeu, saiu do quarto e se dirigiu para o Salão Das Cem Lareiras onde estava acontecendo uma reunião, se sentou em uma cadeira reservada ao lado de seu pai e se serviu de vinho para escutar essa conversa:
- Eles têm o meu filho – disse Lord Lannister:
- Milorde – chamou Lord Algood – Em nossas mãos, pesadas baixas que nos deixam com mais de dez mil homens, mas, os números diminuem pelos que foram deixados para trás durante a marcha de recuo e os que morrem dos ferimentos em batalha, pelos menos daqueles que restaram para serem tratados!
- Alguém sabe o que aconteceu com Jaime? – perguntou Kevan Lannister:
- Os poucos espiões que conseguiram sobreviver, relataram que o acampamento de Jaime fora atacado, ataques baseados em táticas de guerrilha, ele reuniu uma centena de homens e os liderou pessoalmente para caçá-los somente para ser emboscado no Bosque Dos Murmúrios e capturado – respondeu Lord Moreland – O exército que cercava Correrrio ficou sem o seu principal comandante e isso fez o ataque ao acampamento fácil e rápido, especialmente por que Edmure Tully saiu do seu castelo e atacou a retaguarda!
- Foi um erro Jaime Lannister ter dividido o exército em três – disse Lord Hamell – O inimigo não teria tanta facilidade assim em acabar com eles!
- Foi um erro de Jaime ter saído com uma centena de homens para caçar guerrilheiros durante um cerco, todos sabem que se você lidera um cerco, especialmente como comandante principal; jamais sair do lugar – disse Lord Brax.
Realmente Tyrion viu o seu pai calado, com o rosto sério e pensativo, ele estava realmente se deixar ouvir esses insultos para o seu irmão:
- Parece que vocês nunca estiveram em Correrrio – disse Kevan Lannister – Correrrio, fica no encontro do Ramo Vermelho com Tumblestone e como tal é um castelo de três lados, sendo que dois lados são delimitados pelos dois rios no qual se encontram; esse encontro forma um triângulo, enquanto no oeste a uma enorme vala construída e quando há tempos difíceis; de perigo e cerco, eles abrem as comportas inundando a vala de água deixando os três lados cercados por água e transformando Correrrio em uma ilha; é praticamente inatacável!
- Por isso a necessidade de Jaime dividir o seu exército em três partes – disse Lord Myatt:
- Como foi à batalha? – pergunta Lord Lannister:
- Fomos primeiro atacados por Ser Brynden Tully, atacando a posição norte, Lord Andros Brax pegou a canoa e tentou ir ajudar, apenas para ter arqueiros do Norte esperando ele na outra margem, foi acertado e caiu da sua canoa e não subiu, por que estava usando a sua armadura – respondeu Ser Forley Prester:
- "Tolo"! – pensou Tyrion enquanto bebia mais um gole de sua taça com vinho:
- Robb Stark atacou pelo oeste e como não tinha um comandante para dar as ordens, foi todos massacrados – disse Ser Prester – O meu lado foi atacado pela liderança da casa Umber, eu resisti ao máximo, mas, depois fui obrigado a recuar e salvar tantos quanto eu podia!
- Quantos sobreviveram? – perguntou Lord Marbrand:
- Menos de dois mil homens bons milorde – respondeu Ser Forley – A morte daqueles que estavam feridos durante a marcha para Harrenhal foi inevitável!
- O que faremos agora? – perguntou Lord Kenning:
- Reunir os nossos homens e marchar para Correrrio e dar uma lição naqueles adoradores de árvores! – disse Lord Hamell:
- Isso é impossível – disse Lord Marbrand – Com o exército liderado por Robb Stark junto com esses ribeirinhos teriam condições de vir até nós se souberem que estamos marchando para Correrrio:
- Vamos marchar para enfrentar o outro exército do Norte que veio do Ramo Verde – disse Lord Lydden – Garantir para nós o Entroncamento!
- Teríamos deserções em massa se dissermos aos nossos homens que teremos que enfrentar mais uma vez a Companhia Sombra – disse Kevan Lannister:
- Vamos negociar a paz com o Norte antes que venhamos a ir de encontro com eles mais uma vez – disse Lord Myatt.
Os lordes presentes começaram a gritar de indignação, insultos ao Lord Myatt e suas opiniões sobre o que fazer com o Norte, Tywin Lannister permanecia calado, com o seu rosto sério e duro e inexpressivo; Tyrion realmente estava impaciente, e então terminado o vinho de sua taça com um gole, jogou a taça de vidro no chão, ela se espatifou e os cacos se espalharam pelo chão do castelo; os lordes ficaram calados e as atenções estavam em Tyrion:
- Isso meus senhores é que se espera de Lord Robb Stark se o que eu ouvi sobre a execução de seu pai – disse Tyrion – Antes; tinha chance de uma negociação e fazer a paz com o Norte, agora não espere se um homem do norte vê você vai receber de braços abertos, podemos esperar facas cravadas em nossos corpos; Jaime sem a cabeça e especialmente com a situação bastante ruim com Renly e Stannis!
Ninguém disse nada, ou contradisse o Imp:
- O que o Norte fez; foi uma demonstração de força, quantos soldados eles trouxeram mais ou menos? Cinquenta mil? Quarenta mil? O importante é o fato que foi capaz de dividir esse exército em dois e nos atacar; Robb Stark de uma forma conseguiu convencer Lord Walder Frey; que é conhecido a vender a sua lealdade; a aderir ao seu lado; um exército nos atacou e acabou conosco de uma forma que não vamos movimentar esse exército pelo menos um mês ou mais e a outra parte desse exército destruiu os homens de Jaime e tem ele cativo; libertando Correrrio e mudando os ventos da vitória para a Casa Tully e a Casa Stark – explicou Tyrion.
A situação que Tyrion colocou era muito ruim, há um mês eles tinham uma vitória certa e em seguida com três batalhas, sua vitória lhe escapou dos dedos e o exército não tinha condições de se movimentar para batalhas ou auxiliar a coroa, uma situação desoladora e não vinham condições de agora de virar esse jogo. Pela primeira vez dessa reunião, Lord Lannister se manifestou de uma forma diferente da usual:
- Eles têm o meu filho! – disse Lord Tywin – Saiam todos!
Todos os lordes se levantaram e saíram do salão:
- Menos você Kevan e Tyrion – disse Tywin.
Os dois se voltaram e se sentaram; Tyrion pegou outra taça e se serviu mais de vinho, seu pai ainda tinha um olhar duro:
- Você tinha razão Tyrion – disse Tywin e Tyrion que pela primeira vez ouviu o seu pai dando razão a ele – Vivo; Eddard Stark; poderíamos começar as negociações com a paz com o Norte e ficarmos livres para lidar com Renly e Stannis, agora termos um exército que mal podemos movimentar e a sombra do exército do Norte bater a nossa porta a qualquer momento – disse Tywin:
- Podemos nos defender? – perguntou Tyrion:
- É preciso mais do que um dia de descanso para que nossos homens possam defender Harrenhal de forma satisfatória – respondeu Lord Tywin:
- Recebeu alguma outra notícia? – perguntou Kevan:
- Eu subestimei o Jovem Lobo, ele não é tão verde como imaginei, especialmente com Ser Brynden Tully o aconselhando – disse Tywin – E com a morte de Eddard Stark vai nos assombrar por longos anos!
- Como assim? – perguntou Tyrion:
- Stark afirmou que Joffrey e seus irmãos são frutos de incesto de Cersei e Jaime – respondeu Lord Tywin, pela primeira vez Tyrion vê nos olhos de seu pai o brilho da dúvida – Acusa Cersei de matar Robert, proclama Joffrey como ilegítimo ao trono, acusa Jaime de tentar matar um de seus filhos mais novos!
- E quem ele apóia? – perguntou Tyrion com um sorriso – Renly? Stannis?
- Ele proclamou o seu filho bastardo Jon Snow como o filho de Rhaegar e Lyanna, ele proclamou Jon Targaryen como o verdadeiro Rei De Westeros – respondeu Tywin – Eddard chamou Renly e Stannis indignos ao trono!
Isso foi realmente uma surpresa para Tyrion Lannister, nunca imaginou que aquele bastardo de Eddard Stark fosse um Targaryen, mas, agora que ouviu isso, parecia ter sentido, achava no início que ele era filho de Eddard com Lady Ashara Dayne, mas, agora fazia sentido, especialmente se tratando de Eddard Stark que nunca quebraria os seus votos, a sua honra não permitia:
- Tem certeza? – perguntou Kevan Lannister totalmente incrédulo:
- Três dos mais célebres cavaleiros da Guarda Real guardam Lady Lyanna Stark quando deviam estar ao lado de Rhaegar ou com os seus irmãos exilados? – perguntou Tyrion – Não, eles não estariam lá se não fossem para proteger um verdadeiro herdeiro de Rhaegar!
Lord Tywin Lannister concordou com o seu filho e Kevan pareceu aceitar:
- Além disso, Ser Arthur Dayne sobreviveu e não renovou os seus votos para Robert, preferiu abdicar e construir uma família, quem garante agora que a verdade saiu, ele não vai servir a Jon?
- Isso é ruim – disse Tywin – Arthur Dayne dará a Jon uma força em sua reivindicação ao trono!
- Se de fato ele é filho de Rhaegar e Lyanna, ainda é um bastardo? – perguntou Kevan Lannister:
- Não! – respondeu Tywin Lannister – Eddard Stark afirmou que Rhaegar e Lyanna se casaram fazendo Jon um verdadeiro nascido!
- Como? – perguntou Kevan:
- O antigo costume de casamentos múltiplos da Casa Targaryen – respondeu Tyrion.
Kevan Lannister ficou calado aceitando o fato, mas, seu irmão Lord Tywin Lannister que antes tinha um olhar sombrio falando sobre a paternidade de Jon Targaryen, mas, agora era um olhar avaliador:
- Recebi mensagens de Cersei falando que você construiu uma amizade com Jon Targaryen; o que me pode falar sobre ele? – perguntou Tywin:
- "O que você ganharia contando o que eu faço minha irmã? Especialmente contando sobre isso"? – pensou Tyrion – Ele tem os cabelos negros do Norte e algumas feições, mas, o resto é tudo Targaryen, inclusive o olhos, ele é inteligente, um bom leitor e um bom estrategista, não sei se é bom com espada!
- Me diga você! – afirmou Tywin – Pelas nossas fontes; foi ele que derrotou Jaime um contra um quando foi capturado!
Tyrion estava realmente surpreso, seu irmão considerado um dos melhores cavaleiros já nascidos de Westeros, fora derrotado por um menino que ainda não tinha nenhum sabor da guerra e pelo olhar de seu pai, ele não estava gostando dessa humilhação sofrida a Jaime:
- Uma pena – disse Tywin – Se ele não tivesse nada da Casa Targaryen, usaríamos Varys e sua rede de espiões para minar as afirmações de Eddard Stark, mas, agora teremos que usar você para acabar com isso!
- O que quer dizer? – perguntou Tyrion:
- Quero que você seja a Mão Do Rei! – respondeu Lord Tywin:
- O que? – pergunta Tyrion incrédulo:
- O fato de você conhecer Jon Targaryen só reforça o fato de onde quero que esteja – responde Tywin – Em Porto Real, controlando as ações de Cersei e Joffrey!
- Esta tão ruim assim? – perguntou Tyrion surpreso e pela primeira vez em sua vida; viu o seu pai suspirando, por pouco Tyrion se dá uma tapa achando que ainda está dormindo, sonhando, um pesadelo talvez ou até mesmo bastante bêbado para ver ilusões; o Imp viu o seu que seu tio faria a mesma coisa:
- O povo era contra Eddard Stark antes de ser trazido ao Septo De Baelor, depois de sua confissão, todos eram a favor de sua liberdade; ele tomaria preto e todos estariam satisfeitos, mas, Joffrey desonrou o acordo e tomou a sua cabeça – explicou Tywin:
- O que levou ele a mudar de idéia? – perguntou Kevan:
- Eu não sei, mas, cabe a você Tyrion encontrar essa resposta – respondeu Tywin – Minha casa não irá aparecer na frente dos outros nobres e plebeus como disjuntores de juramentos!
Somente o seu pai colocaria uma questão de tamanha importância como um motivo para reparar o orgulho tão grande e arrogante de sua casa, Tyrion escondeu tudo isso em sua mente:
- Cersei mandou uma mensagem explicando que tudo estava combinado e que foi Joffrey que mudou tudo de última hora e que garantiu que ninguém fez a cabeça de meu neto – explicou Tywin:
- Você acreditou nessa parte? - perguntou Tyrion:
- Não! - respondeu Lord Lannister de forma seca – É claro que alguém do Pequeno Conselho influenciou o menino a fazer essa idiotice!
- Mindinho? - perguntou Tyrion.
Lord Tywin olhou analisando o seu filho:
- Talvez – disse Tywin Lannister mostrando algumas dúvidas – De qualquer forma você tem que investigar isso!
- Há mais coisas a fazer lá? - perguntou Tyrion:
- Nos momentos depois da execução de Eddard Stark, o povo que assistia espalhou as palavras de Stark e em seguida toda a cidade caiu em revolta – respondeu Tywin:
- Mais uma? - perguntou Tyrion surpreso, belo começo do governo de seu sobrinho:
- O povo grita nas ruas descontente e com fome, pedem a cabeça de Joffrey e pegaram em armas em revolta, eles a chamam da Revolta Do Lobo Inocente! - disse Lord Tywin – Em homenagem a Eddard Stark!
- "Mal esquentou o trono e Joffrey tem total descontentamento do povo" - pensou Tyrion - "Nem o Rei Louco recebeu essa desaprovação no início de seu governo"!
- Se não bastasse, mal a revolta esfriou e Joffrey mandou matar os bastardos de Robert – disse Lord Tywin para a incredulidade de Tyrion e Kevan – Meu neto tentou esconder esse massacre nas sombras da revolta, mas, os Mantos Dourados aparecendo e matando pessoas aleatórias não enganam ninguém, boatos de espalharam que os mortos eram bastardos do Rei Robert, sua fama de meter em qualquer mulher, menos na sua esposa é praticamente um fato, por isso chamam de o Massacre Dos Bastardos!
Tyrion realmente queria acreditar que sua irmã tinha pelo menos algum tipo de controle em seu filho; seu pai o estava mandando para domesticar um leão totalmente descontrolado:
- Por isso quero você em Porto Real para acalmar as coisas, a revolta foi suprimida rapidamente, mas, ainda a um gosto amargo do povo; eles podem começar de novo a qualquer momento; as palavras de Eddard vai se espalhar em poucos dias, mas, ainda quero manter essa informação ao alcance de poucos enquanto puder – explicou Tywin:
- Por isso, essa reunião entre nós três – disse Kevan Lannister:
- Sim – disse Tywin – Por agora vamos nos concentrar em recuperar o nosso exército e mandar uma mensagem para Casterly Rock para formar um novo exército e contratar mais mercenários e ladrões, mas, Tyrion deve se preparar e partir o mais rápido possível!
Essa foi à deixa para Tyrion terminar a sua taça de vinho, se levantar e se dirigir para sair do salão:
- Tyrion! - chamou Tywin, o Imp se virou para atender o seu pai – Sem prostitutas, isso é uma ordem!
Tyrion se virou e saiu do salão, estava claro para ele que seu pai sabia de Shae, mas, quem disse que ele iria seguir essa ordem.
Lady Lysa Arryn era uma mulher de decisões questionáveis, o fato de não ter levantado as bandeiras das casas do Vale em defesa a sua terra de nascimento que estava sendo destruída por uma horda Lannister era motivo de descontentamento para os lordes do Vale, especialmente pelo fato de que ela se trancou no Ninho Da Águia com o seu filho de nove anos que nem começou a aprender a ser um senhorio para o Vale no futuro; Robert Arryn era apenas um menino sem nenhum ensinamento que ainda mamava no peito de sua mãe e que governaria o Vale um dia, especialmente que ele era doente; o mal estar dos lordes em relação à Lysa Arryn aumentou quando ouviram notícias da vitória do Norte incontestável que em três batalhas havia virado o jogo ao seu favor; se dependesse de Lady Arryn, ninguém poderia sair de suas terras para guerrear, mas, então tudo mudou quando Lysa Arryn recebeu uma carta de seu pai a convocando para ir a Correrrio com o seu filho.
Com a carta de seu pai, escrita de seu próprio punho, Lysa se sentia que não podia ignorar, ela queria escrever a Petyr Baelish; escrever ao seu amor e pedir conselhos para ajudar nessa situação, mas, decidiu por não, Lysa sabia que seu pai estava doente, certamente queria ver a sua filha e seu neto mais uma vez, então como a carta sugeria partiu com o seu filho ao seu lado e mais vinte homens fiéis, Ser Marwyn Belmore, Capitão Dos Guardas Do Ninho Da Águia estava liderando esses homens; Ser Lucas Corbray que estava para proteger o seu filho, a viagem em si que podia ser mais rápida, demorou uma semana por causa da saúde frágil de seu filho e então depois de uma semana finalmente chegam ao Entroncamento e para a sua surpresa encontrou bandeiras ao alto com o sigilo da Casa Stark e de várias das casas do Norte, passando por um labirinto de porcos espinhos formados por estacas de madeira afiadas, finalmente chegam até os guardas que vigiam a estrada, mas, alguns homens e mulheres já a esperavam:
- Quem vem? – pergunta um homem guardando a estrada:
- Lady Lysa Arryn pedindo passagem para Correrrio para resolver assuntos de família – disse Ser Belmore; os guardas permitiram a passagem e o grupo passou apenas para ficar a frente de um homem montado em seu cavalo:
- E quem vem a ser você? – perguntou Lysa:
- Harrion Karstark, Herdeiro da Casa Karstark do Norte; represento o meu pai que esta se reunindo com os outros lordes em Correrrio!
- Vai nos permitir passagem? – perguntou Lysa:
- Sim, minha senhora, vão ser conduzidos por uma pequena escolta que vão levá-los por um caminho mais longo e evitar assim Tywin Lannister – respondeu Harrion:
- Onde ele se encontra? – perguntou Lysa:
- Hospedado em Harrenhal – respondeu Harrion – Uma semana depois da batalha, certamente ele tem homens recuperados para causar problemas para nós, ainda estamos esperando por isso!
A escolta junto com Lysa e seu grupo atravessaram a ponte entrando de fato nas Terras Fluviais, Lysa se sentiu pequena, novamente estava respondendo a convocação de seu pai, sentia-se como se estivesse indo para ser repreendida por algo que tinha feito de errado, talvez fora um erro não tiver escrito a Petyr, mas, agora era tarde e Lysa era uma mulher adulta, mãe de seu lindo filho, podia lidar com o seu pai muito bem; devido à guerra e o caminho mais longo se passaram cinco dias e finalmente Lysa estava vendo a sua casa de origem e infelizmente nas terras que a circundavam estavam ainda soldados limpando a terra dos corpos e do sangue, mas, podia se ver que o castelo começou a ter uma vida que Lysa sempre apreciou, rapidamente entrou no castelo e desmontou para ver um homem em sua armadura se aproximando:
- Ed? – perguntou Lysa surpresa vendo o que parecia ser uma cópia de seu pai:
- Olá Lysa, tem muito tempo já – disse Senhor Edmure Tully. Lysa não perdeu tempo e abraçou o seu irmão que há muito tempo não o via:
- Como está pai? – perguntou Lysa:
- Doente – respondeu Edmure com uma cara triste – Ainda consegue ter aquele olhar intimidador dele, ainda consegue falar e pensar como sempre em toda a sua vida, mas, a doença cobrou o preço de que ele não pode mais andar sem ajuda!
Lysa se sentiu triste por seu pai, estava claro que ele não duraria muito nesse mundo, estava mais claro que ele a queria aqui com o seu filho, queria a família reunida; Lysa olhou para o lado e viu o seu filho Robert:
- Robin! Quero que conheça o seu tio Edmure Tully – disse Lysa Arryn – Ed, conheça o meu filho e seu sobrinho Robert Arryn!
- Olá! - disse Edmure cumprimentando Robert que parecia tímido, mas, que apertou a mão de Edmure:
- Olá meu tio, é um prazer conhecê-lo – disse Robin.
Lysa sorriu com a aproximação dos dois, ambos não tinham muito que conversar, mas, era uma boa aproximação; poderia ser muito pior:
- Pai está pronto para te ver Lysa – disse Edmure se virando para sua irmã; Lady Arryn segurou a mão de seu filho e ambos acompanharam Edmure Tully por dentro do castelo até o quarto de seu pai, antes de entrar, Edmure se virou para Lysa:
- Você deve entrar sozinha irmã – disse Edmure – A muita coisa para conversar entre vocês antes que nosso pai possa atender o seu neto!
Lysa concordou enquanto Ser Lucas Corbray escoltava o seu filho junto com um guarda Tully por dentro do castelo para que o conhecesse; finalmente Lysa entrou no quarto de seu pai enquanto Edmure Tully ficou de fora, essa seria uma conversa pessoal e particular. Lady Lysa Arryn olhou para o seu pai pela primeira vez em anos, antes mesmo um homem que estava ficando velho, ainda mantinha-se alto, ombros largos, forte e com os olhos mais intimidantes que admirou, mas, agora o seu pai era uma sombra do que foram no passado, magro e fraco, seus cabelos brancos nevados; a tristeza de Lysa somente aumentava vendo o seu pai nesse estado; faria qualquer coisa para que ele recuperasse a saúde:
- Você não vai abraçar o seu pai minha filha? – perguntou Lord Tully; Lysa não perdeu tempo e abraçou o seu pai com carinho, quanto sentia falta de estar envolvida em seus braços:
- Como você está meu pai? – perguntou Lysa com uma voz sombria, Lord Tully sorriu para a sua filha que conseguiu dar um pequeno sorriso:
- Em breve vou me juntar aos nossos antepassados – disse Lord Hoster:
- Por favor, não diga isso meu pai – suplicou Lysa:
- Essa é a verdade princesa – disse Lord Tully – estou morrendo e mais do que tudo agradeço aos deuses por pouparem a minha mente para que pudesse vê-la mais uma vez!
Lysa não queria admitir que estivesse perdendo o seu pai, mas, os deuses não atenuam essa verdade e somente poderia garantir estar ao lado de seu pai quando à hora chegar, mas, por agora tinha sensação de que ele tinha mais coisa a conversar:
- Eu assisti a batalha que libertou a nossa casa minha filha e quando terminou; quando de fato me reuni com minha filha Cat e seu tio Brynden, eu perguntei onde você estava – disse Lord Hoster.
Lysa estava receosa, sabia no que a conversa iria se tornar:
- Eles se recusaram a responder – disse Lord Tully – Pelo menos com uma verdade convincente, mas, eu vi a mentira em seu rosto e os obriguei a responder!
O caminho dessa conversa estava sedo totalmente desfavorável para Lysa:
- Usei a minha autoridade de pai com Cat e forcei a honra de cavaleiro de seu tio – disse Hoster – Eu sei de tudo, de toda a verdade sobre você minha princesa!
Lady Lysa Arryn estava diante de seu pai como se fosse mais uma vez uma mocinha que não havia deflorado, queria nesse momento sumir, mas, não podia escapar de seu pai que mesmo debilitado em sua cama ainda mantinha o poder que sempre teve em toda a sua vida:
- Por que meu neto Robert ainda mama em seu seio minha filha? - perguntou Lord Tully.
A primeira pergunta de seu pai e tinha que ser logo essa; Lysa sabia que tinha que responder e não deixar o seu pai tirar as suas próprias conclusões:
- Meu filho está doente e mesmo o Meistre não é capaz de fazer alguma coisa, por isso acho que o leite de uma mãe pode curar qualquer doença e devolver a saúde de Robin – respondeu Lady Lysa.
Lord Hoster Tully olhou longamente para sua filha, a avaliando, medindo:
- Você mente! - disse Lord Tully simplesmente e voltando a falar antes que sua filha negasse – Eu acho que você ainda amamenta o meu neto simplesmente para que passe a impressão que ele ainda é um bebê que inspira cuidados e que ele não tem idade para aprender a ser um Senhor Do Vale!
Lysa não disse nada para o seu pai e ela sabia que seu pai estava certo e algo dentro de si dizia para calar a boca e não piorar as coisas:
- Estou decepcionado com você minha filha! - disse Lord Hoster – Você reduziu o sangue de nossa casa e o sangue da Casa Arryn a algo sem nenhum censo de honra, família e dever; meu neto não passa de um simples menino camponês que somente tem o nome de lordes!
Lady Lysa Arryn estremeceu; a força de seu pai ainda permanecia intacta:
- Meu pai... - começou Lysa a se desculpar:
- Eu não quero saber de suas desculpas! - gritou Lord Hoster Tully fazendo sua filha recuar o corpo, mas, ainda permanecia sentada – Você virou as costas para a nossa família e isso é imperdoável!
Tinha-se a certeza que todos dentro do castelo escutaram os gritos de Lord Tully, Lysa torcia para isso já que certamente o meistre viria e daria leite de papoula para o seu pai adormecer, mas, a culpa que sentia era grande, talvez o efeito das palavras de seu pai:
- Pai... - começou Lady Lysa – Eu não me movi por temer o que os Lannister vão fazer com o meu único filho!
- Não dê essa desculpa! - gritou Lord Tully – Não use a desculpa de proteger a família sacrificando o resto de sua família! Eu lhe ensinei melhor do que isso! Você é mais inteligente do que isso!
Realmente, os gritos de Lord Hoster poderiam ser ouvidos por todo o castelo, Lady Lysa estava à lágrima:
- Se tivesse um meio eu faria meu pai! - disse Lysa quase gritando.
Lord Hoster olhou para sua filha tentando detectar um sinal de arrependimento:
- Você não se arrepende – disse Lord Hoster com desprezo – Não se arrepende de deixar o resto de sua família de lado!
- É o meu único filho! - gritou Lysa Arryn – Cat tem vários filhos para se der ao luxo de perder alguns, eu só tenho um!
- Ciúmes? - perguntou Lord Hoster aos gritos interrompendo a sua filha – Negar os homens do Vale para lutar por nossa causa simplesmente por ciúmes? Eu lhe ensinei melhor minha filha! Você não se escuta? Eu vejo o desprezo por Cat!
- Sim! - gritou Lysa Arryn ficando de pé – Catelyn sempre foi a mais bonita, a mais talentosa, a mais adorada! Enquanto eu tinha as sobras! Ela vai para o Norte e anos depois; aparece como se fosse uma rainha guerreira!
- Sim – disse Lord Hoster com a voz dura – Eddard permitiu que Cat aprendesse a segurar várias armas e a usá-las, mas, você nos abandonou por seu filho ou foram às ordens de Lord Petyr Baelish?
Essas palavras fizeram Lady Lysa ter uma face branca de medo, sua estima esvaziou rapidamente, realmente não esperava que seu pai soubesse de Petyr:
- Você realmente acha que não fico de olho em minhas filhas? - perguntou Lord Tully – Eu sei que na sua juventude, Petyr tinha um grande amor por Catelyn, ficou evidente para mim quando o idiota desafiou Brandon Stark pela mão de Cat, eu sei que ele procurou consolo em você e a deflorou, eu tive que manter um olho especialmente com você dois na capital, eu sei que tiveram um caso!
A vida de Lysa passou em centenas de imagens diante de seus olhos, seu pai sabia de tudo, lágrimas caiam de seus olhos, Lysa não tinha para onde correr ou se esconder:
- Como seu pai; devo lembrar a você Lysa que nós somos a sua família e não Petyr, por isso não espere que ele apareça para que juntos liderem o exército do Vale em ganho próprio; por que isso não vai acontecer; por que Petyr nunca deixou de amar Catelyn e por que Petyr somente vai usar você para os seus ganhos pessoais!
- Isso não é verdade! - afirmou Catelyn em defesa de seu amado Petyr:
- Você é uma mulher crescida agora, minha princesa, não mais uma garotinha iludida por um rosto bonito e palavras sedutoras – disse Lord Hoster – Se não acredita em mim, chame os banners do Vale e lute ao nosso lado, fique ao lado de sua irmã e de seu irmão e no final veja quem é realmente Petyr Baelish!
Lysa ainda com lágrimas nos olhos olhou para o seu pai:
- Por que você acha que vamos vencer? - perguntou Lysa tímida:
- Por que eu acredito na família – respondeu Lord Tully. Lysa olhou para o seu pai e depois virou o rosto, realmente tinha esquecido muitos ensinamentos que seu pai lhe tinha dado sobre família; podia ter recusado ajudar o seu pai e seus irmãos, mas, no momento em que seu pai mencionou o nome de Petyr, tudo tinha acabado e agora não tinha escolha não ser chamar os banners; as suas lágrimas eram pelo perigo que seu filho estaria quando os homens do Vale marchassem para a guerra:
- Eu tenho uma solução para o problema da segurança de seu filho – disse Hoster Tully, Lysa olhou para o seu pai atentamente – Mande-o para Winterfell!
- O que? - perguntou Lysa surpresa:
- Essa ideia me veio à cabeça e sua irmã concordou com ela – explicou Lord Tully – Winterfell tem dois meistres que trataram da saúde de meu neto Bran quando ele caiu de uma das torres de observação, os dois salvaram a vida de Bran, lhe devolveram a sua saúde e sua capacidade de andar estava recuperada, não vejo que eles não vão ter sucesso em da uma nova saúde para Robin!
Lysa estava pensando, considerando as coisas, sabia que o Norte estava fortemente protegido de ataques de fora e sabia que ataques de dentro eram remotamente impossíveis, já que todos juraram para a Casa Stark; Lysa apenas assentiu positivamente com a cabeça concordando:
- Você vai se preparar para voltar para o Vale, convocar os banners e marchar de volta para Correrrio – disse Lord Hoster – E quando voltar; fará algo que sua irmã pode explicar melhor; agora vá minha filha, eu preciso descansar depois dessa discussão toda!
Lady Lysa Arryn saiu do quarto e quando atravessou a porta, sabia que não poderia voltar atrás, agora tinha o dever de chamar os homens do Vale e marchar para a guerra, além de se despedir de seu filho; seguindo pelos corredores do castelo, Lysa entrou em um escritório que sempre ficava com sua irmã e irmão e não ficou surpresa quando viu Ed e Cat sentados confortavelmente com uma taça de vinho na mão, Lysa se sentou em uma das poltronas abalada:
- Você está bem? - perguntou Ed entregando uma taça de vinho que Lysa aceitou:
- Vou ficar bem – respondeu Lysa – Pai disse que você tem muitas coisas a dizer Cat!
- Eu tenho e vou te contar – disse Lady Catelyn Stark olhando diretamente para a sua irmã.
Lady Sansa Stark era de fato uma prisioneira em Porto Real, no começo; antes de tudo, da prisão de seu pai, ela tinha vindo a Porto Real para se tornar rainha, se casando com o Príncipe Joffrey, que na opinião de Sansa, Joffrey tem um grande pau atolado em sua bunda; o que Sansa não daria para ver o príncipe de merda castrado, somente para ver o seu sorriso e ar de superioridade sumir, mas, eram as ordens do rei e mesmo o seu pai não podia negar; então Sansa decidiu jogar de dama encantada por se casar com um príncipe e fazer de tudo para que seus futuros filhos não acabem como a loira que deveria ser mais feminino do Joffrey, mas, o destino gosta de jogar e antes que pudessem; para a sua alegria voltar para sua casa, Sansa descobre que seu pai foi preso acusado de traição e Arya fugiu; Sansa se sente prisioneira dentro do castelo e tendo que se humilhar para pelo menos salvar o seu pai e quando parece que iria dar certo, seu pai faz aquela declaração surpreendente e o idiota do Joffrey ainda manda cortar a cabeça de seu pai.
Triste e ainda com uma fúria de uma loba para Joffrey; Sansa responde ao seu chamado dias depois da morte de seu pai; ainda surpresa pelo o que seu pai disse; Jon não era o seu irmão, era o seu primo e filho de reis; agora o povo brinda esperando pela sua chegada depois de tentarem uma revolta contra Joffrey; Sansa estava protegida dentro do castelo enquanto os gritos de dor das pessoas eram ouvidos em vários pontos da cidade, focos de incêndios em vários pontos da cidade também; uma das empregadas comentou que barricadas foram construídas e incendiadas para dificultar o acesso de soldados a vários lugares da cidade, é claro que Joffrey se trancou em um lugar mais escuro e pouco visitado do castelo com sua mãe e Sansa assistiu quando ambos saíram de seu esconderijo e o "grande" Joffrey exaltou que sua liderança havia impedido mais uma revolta popular.
Agora Sansa tinha que conter a sua fúria toda a vez em que olhava para Joffrey, especialmente depois que ele mostrou uma estaca com a cabeça de seu pai enfiada nela, foi naquele momento em que Sansa realmente mataria Joffrey, apenas para ser impedida por Ser Sandor Clegane; o Cão. Sansa sabia sua história e se perguntou quanto tempo aguentaria servir a um rei em que seu irmão; que no caso que ele quer matar tanto; serve também; ele é muito ingênuo em achar que os Lannister dariam Ser Gregor Clegane ao seu irmão para matá-lo se Sandor pedisse como uma recompensa por um ato heróico em favor de Joffrey; Sansa deixa esses pensamentos de lado quando finalmente chega ao salão do trono; o mesmo salão onde Lord Petyr Baelish traiu o seu pai; Sansa nota que o salão estava cheio com a nobreza de Westeros; estava claro que Joffrey faria um espetáculo:
- Me chamou sua graça? – perguntou Sansa educadamente:
- Que bom que está entre nós pombinha – disse a Rainha Regente Cersei que causou risos forçados da corte e de Joffrey:
- Sim; Lady Sansa, eu chamei você – disse o Rei Joffrey – Gostaria que estivesse aqui para ouvir a proclamação de meu primo Lancel Lannister!
Sansa não gostou do sorriso doentio de Joffrey:
- Quando estiver pronto Lancel – disse Joffrey:
- A sua vontade sua graça – disse Lancel se curvando de maneira exagerada –Ladys e lordes desse salão, eu falo aqui sobre a guerra que o nosso nobre Lord Tywin Lannister leva contra a Casa Tully, uma casa de traidores em que Lady Catelyn Stark que é filha dessa casa; ofendeu a Casa Lannister quando Lady Stark cometeu o pecado de sequestrar o filho e tio do rei Tyrion Lannister! Lord Lannister estava levando uma vitória ao lado de seu filho e Comandante Da Guarda Real Jaime Lannister quando os selvagens do Norte atacaram os exércitos de pai e filho, usando meios escuros e de magia negra; eles derrotaram os valorosos homens das Westerlands e dizem que o próprio Robb Stark se transforma em um lobo selvagem e se delicia bebendo do sangue de nossos compatriotas e ainda permite que seus homens cometam atos de canibalismo com os nossos homens honrados que morreram como valentes cavaleiros!
Ninguém disse nada, mas, em seguida os sussurros começaram e foram aumentando por todo o salão; Lancel estava sorrindo como se tivesse ganhado um reino; Cersei estava sorrindo satisfeita e assim como Joffrey, mas, o seu sorriso era doentio e perverso; ele estava ficando louco:
- Você vê agora Pombinha? – perguntou Cersei silenciando o salão – A sua família cometeu traição!
Sansa permaneceu calada com a expressão dura e o olhar frio; o olhar de gelo como o do Norte:
- Você não sai em sua defesa? – perguntou Joffrey – Pois bem, dei a chance ao seu irmão de se curvar e jurar lealdade a mim, mas, ele preferiu ser um traidor e como ele não está aqui do que jeito que deveria, eu não tenho escolha a não ser punir você!
Parecia que o sorriso de Joffrey ficou maior, mas, Sansa não se intimidou:
- Fisicamente é claro – disse Joffrey – Mas, minha mãe me ensinou que um rei nunca bate em uma lady; mas, esse fato pode ser contornado; Ser Meryn; se puder fazer o favor!
Sansa virou para a direita quando ouviu as botas de metal se aproximando e viu o Cavaleiro Da Guarda Real se aproximando com o braço levantado pronto para desferir o golpe e ele fez, mas, Sansa estava pronta; o braço de Ser Meryn estava descendo e rapidamente Sansa trouxe a sua mão direita que rapidamente acertou o pulso do braço direito do cavaleiro; rapidamente aproveitando a surpresa de Ser Meryn passou o seu braço esquerdo por debaixo do braço direito do cavaleiro e em seguida fez um movimento indo com o seu braço por cima como se os braços se enrolassem; agarrou o braço direito de Ser Meryn e o torceu fazendo o cavaleiro se curvar um pouco para trás e em seguida com a mão direita; Sansa golpeia no sovaco do braço direito de Ser Meryn deslocando o osso que liga o braço ao ombro de Ser Meryn, o estalo podia ser ouvido por todos dentro do salão; todos estremeceram, mas, Sansa não acabou e em um movimento com a perna direita golpeou atrás do joelho direito de Ser Meryn e em seguida com a mão livre golpeou o nariz do cavaleiro o quebrando. Ser Meryn havia caído no chão gritando de dor, segurando o nariz com a mão boa e tentava parar o seu nariz de sangrar:
- Vadia! Vadia! Vou matar você! – esses eram os gritos de Ser Meryn Trant abafados pela mão que cobria o seu rosto, antes que pudesse fazer alguma coisa, dois guardas a agarram e estavam arrastando-a de volta o para o seu quarto por ordens de Cersei; Joffrey estava gritando para ela ser punida, mas, pela primeira vez Cersei ignorou as suas ordens e faria os outros a ignorarem também; o Meistre Pycelle surpreso; demora um pouco para acordar e ordena que Ser Meryn Trant seja levado para receber a cura; Lord Petyr Baelish estava realmente surpreso e admirado, para ele foi como ver sua amada Catelyn Tully novamente; Lord Varys estava usando todo o seu conhecimento em conter o seu riso; para ele Lady Sansa Stark era de fato uma loba de verdade e Varys tinha a certeza que a presença dela faria as coisas mais interessantes na Fortaleza Vermelha.
