Capitulo 10

Ramo Vermelho E O Olho De Deus

Rei Jon Targaryen, o Primeiro De Seu Nome, Senhor Dos Setes Reinos, Rei Dos Ândalos, Rei Dos Roinares, Rei Dos Primeiros Homens, Protetor Do Reino De Westeros, Lobo Branco, Dragão Branco.

Jon bufou; tantos títulos que lhe davam dor de cabeça, saindo de sua cama ainda sentindo os efeitos da festa de sua declaração como o mais novo Rei De Westeros e isso foi há dois dias; hoje tinha reuniões com os senhores lordes para decidir os futuros movimentos da guerra; é claro que havia pensado em um movimento e Jon esperava que esse movimento trouxesse mais apoio de outras casas poderosas de todo o reino.

Com Tywin Lannister sentado a sua bunda em Harrenhal sem poder fazer qualquer movimento, daria tempo para Jon fazer movimentos que certamente requer o que não tiveram antes: tempo; fato, que Lord Hoster Tully ter escrita a sua filha Lady Lysa Arryn a convocando para Correrrio e para vir junto com o seu filho, a reunião futura de pai e filha iria decidir muita coisa a favor de Jon e ele estava disposto há gastar esse tempo para ter ajuda do exército do Vale; totalmente lavado e vestido, Jon saiu de seu quarto e se dirigiu para comer essa manhã e em seguida ir para reunião, chegando à sala de refeição, se sentou para comer com as outras pessoas, podia se rei, mas, não deixaria o contato para as suas refeições do café da manhã, almoço e o jantar, Jon comeu calmamente e depois da refeição se dirigiu junto com Robb para o grande salão e se reunir com os lordes que já estavam os esperando; todos o cumprimentaram:

- Meu rei; espero que tenha tido uma boa refeição? – disse Ser Stevron Frey:

- Eu tive – respondeu Jon – Obrigado por perguntar Senhor Frey!

- Temos coisas a discutir Sua Graça – disse Lord Piper:

- Se refere aos movimentos de guerra, devo esclarecer que não planejo fazer grandes movimentos agora, mas, isso não impede que façam movimentos para parar Ser Gregor Clegane e qualquer horda e mercenários e ladrões que assolam as Terras Fluviais – disse Jon – Além do mais, ainda tenho que receber a benção do Septão para ser coroado rei e Robb tem que me abençoar diante da Árvore Do Represeiro, então não poderia realizar qualquer movimento como rei!

- E quanto aos aliados? – perguntou Lord Karstark – Sua Graça pretende angariar mais aliados?

- Está correto Lord Karstark – respondeu Jon – Eu pensei sobre isso ontem!

Jon se virou para o Meistre Vyman e entregou para ele um pergaminho:

- Se puder ler em voz alta para nós Meistre Vyman, por favor! – disse Jon:

- Claro, sua graça – concordou Meistre Vyman abrindo o pergaminho e começando a ler:

- "Para todas as casas dos Sete Reinos De Westeros, meu nome é Jon Targaryen, filho do Príncipe Rhaegar Targaryen e Lady Lyanna Stark; venho por essas palavras afirmar que eu sou o verdadeiro Rei de Westeros, não o indigno Joffrey Waters, bastardo nascido do incesto que no momento se senta no Trono De Ferro, ou Stannis Baratheon que quer conquistar tudo o que Robert não lhe deu, inclusive o trono, ou Renly Baratheon que simplesmente quer o poder; minha alegação ao trono é simplesmente, que é meu por direito, uma herança a qual não deixarei o poder subir a minha cabeça e governarei como um rei de verdade; não faço promessas extravagantes que não poderei cumprir ao longo do meu reinado; tentarei resolver todos os problemas no reino que surgirem no momento em que sentar no Trono De Ferro; por isso peço para todas as pessoas que me apóiem a minha subida ao trono, está na hora de aplicar a justiça que o Reino De Westeros verdadeiramente precisa; eu os convoco para luta, afiem as suas espadas e lanças, preparem os seus arcos e flechas, reforcem os seus escudos e lutem ao meu lado por uma nova era de paz e prosperidade"!

O Meistre Vyman terminou de ler, as pessoas dentro do salão ficaram em silêncio:

- O que acham? – perguntou Jon:

- Está muito boa sua graça – disse Lady Stark – Mas, eu aconselho a mudar algumas coisas, especialmente as partes referentes à Stannis e Renly!

- Como assim? – perguntou Jon:

- O fato de que não precise ofender Stannis e Renly, por que talvez eles dobrem o joelho para você sua graça – respondeu Lord Ryger:

- Lord Ryger é certo, a chances de Stannis e Renly desistirem da pretensão ao trono e apoiá-lo Sua Graça – explicou Lady Stark:

- Fiz isso já pensando o fato que nem Renly ou Stannis vão dobrar os seus joelhos – explicou Jon – Ambos já foram muito longe para recuar!

- Não muito longe ainda para pensarem melhor, basta convencê-los do que é certo! – disse Lady Tully:

- Por que não escreve assim: "Stannis Baratheon que quer o trono por que acha que é seu por direito" e "Renly Baratheon que acha que fará um rei melhor do que seu irmão Stannis"?

- Pode ser – disse Jon – Meistre Vyman se puder fazer as alterações?

- Claro Sua Graça! – respondeu o Meistre começando a trabalhar em uma folha em branco e em seguida a mensagem estava pronta e o Meistre Vyman entregou a Jon que leu novamente a mensagem, em silêncio:

- Está bom, obrigado Meistre Vyman:

- As suas ordens sua Graça – disse o Meistre Vyman:

- Vai mandar essa mensagem por toda Westeros Sua Graça? – perguntou Lord Roote:

- Ainda não! – respondeu Jon – É necessária que a conversa entre Lady Lysa Arryn com o Lord Tully aconteça primeiro; independente do que pudesse acontecer; mandarei essa mensagem!

- Por que se a reação de Lady Lysa fosse negativa, muitas casas do Vale vão responder a convocação ignorando as ordens de Lady Arryn! – disse Ser Brynden:

- Exatamente! – confirmou Jon – Por agora, nossas ações serão para combater ladrões e mercenários que infestam essas terras, além de continuar as nossas buscas por Ser Gregor Clegane!

Os lordes concordaram e os dias seguintes foram de missões aleatórias de combate contra bandidos e saqueadores, além de prover treinamento para aqueles novos recrutas para repor as perdas do exército das Terras Fluviais e com isso, doze dias se passaram e Jon estava no salão do trono de Correrrio onde estava recebendo o povo para a audiência diária, com os lordes assistindo e Lady Lysa Arryn partiria na manhã seguinte para reunir o exército do Vale; o dia estava terminando; um dos guardas entrou e sem cerimônia se aproximou de Jon e sussurrou em seu ouvido e em seguida se postou de lado como se aguardasse uma resposta, Jon estava com o rosto bem sério e duro:

- Algum problema Jon? – perguntou Robb:

- O guarda me avisou que tem dois homens com uma pequena comitiva que pedem uma audiência comigo – respondeu Jon:

- E qual é problema? – perguntou Robb confuso:

- Eles foram os primeiros a chegar – respondeu o rei, simplesmente foi uma resposta curta que deixou a todos com uma sensação de suspeita:

- Os primeiros a chegar e esperaram esse tempo todo para serem ouvidos? – perguntou Ser Brynden:

- Sim – respondeu Jon – Não sei se os prendo ou os deixo entrar e ouço o que eles têm a dizer!

- Deixo-os entrar! – disse Robb:

- Por quê? – perguntou o Senhor Edmure Tully:

- Somos mais do que suficiente capazes de proteger o rei – respondeu Theon puxando a sua espada e sendo seguido pelos outros lordes que ficaram as posto:

- Mande-os entrar! – ordenou Jon e o guarda saiu para cumprir a ordem, minutos depois dois homens entraram lado a lado, o do lado direito se vestia como um meistre e tinha forjado as suas correntes, mas, incrivelmente ele é novo, um jovem não mais do que vinte e quatro dias de seu nome, corpo bem construído, olhos azuis como o céu, nariz reto; um rosto bonito, cabelos castanhos longos que batiam em seu ombro; o homem a sua esquerda era mais alto; o homem no seu lado esquerdo era mais alto do que o homem a sua direita, parecia que ambos tinham a mesma idade, um corpo mais forte e musculoso, mas, não parecia ter pouca agilidade, moreno, cabelos pretos curtos e assanhados, sobrancelhas grossas e negras, nariz grande, de ponta longa e narinas maiores; ambos se ajoelharam e os dois homens que entraram os acompanhado depositaram uma caixa pintada de negro e se ajoelharam também:

- Quem são vocês e o que querem? - perguntou Jon

- Viemos até aqui oferecer os nossos serviços e conhecimentos ao Rei De Westeros – respondeu o homem a direita:

- Estamos aqui com a intenção de jurar lealdade ao dragão – disse o homem a nossa esquerda – E estamos aqui para provar se preciso que somos capazes de servir fielmente ao verdadeiro rei!

- Digam os seus nomes! - ordenou Jon.

Ambos se olharam:

- Meu nome é Gadel Morante! - disse o homem a direita:

- Meu nome é Nabih Singerl! - respondeu o homem a esquerda – Desde que nos entendemos como pessoa, fomos ensinados e treinados, eu para todos os estilos de espada existente!

- Eu forjei as minhas correntes – disse Gadel – Sabemos que Lord Eddard Stark contratou Adal Armann, um meistre assim como eu que não se formou completamente nos caminhos da Cidadela, a Casa Stark tem a fidelidade dele e de Syrio Forel que é um especialista em esgrimas de diversos estilos, nós nos oferecemos a mesma lealdade a Casa Targaryen!

- Nosso mentor nos avisou para não esperarmos cargos mais altos em seu conselho e que ficar ao lado da Casa Targaryen e ter os nossos descendentes fazer o mesmo é a nossa maior honra – disse Nabih:

- Quem é o seu mentor? - perguntou Robb:

- Veja por você mesmo Sua Graça – disse Gadel tirando um pergaminho lacrado com o que parecia cera vermelha; Theon se adiantou e pegou o pergaminho e o aproximou de seu rosto e o cheirou:

- Parece normal – disse Theon se aproximando para entregar a carta a Jon:

- Nosso mentor jurou para Westeros e o Trono De Ferro, ele sempre vai procurar o que é o melhor para o reino – explicou Gadel.

Jon pegou a carta que Theon a estendeu para ele, ele olhou para os dois lados e viu o símbolo que estava impresso na cera vermelha; o símbolo de uma aranha; Jon sabia, era uma carta da Aranha, Lord Varys; Jon tinha um olhar calculista:

- Você garante que Lord Varys tem o melhor interesse? - perguntou Jon para a surpresa dos outros lordes:

- Sim, Sua Graça – responde Gadel; Jon finalmente abre a carta:

- "Para o verdadeiro Rei De Westeros, eu Lord Varys, a Aranha, venho por meio de essas palavras escritas comunicarem minha lealdade ao Trono De Ferro, aqui faço dentro dos quatro reis existentes, que você; assim como o seu pai, será um grande rei que este reino merece e proponho a trabalhar juntos para garantir sua ascensão ao Trono De Ferro; sei que minha fama não lhe inspira confiança e o parabenizo por isso, pois confiança demais pode ser uma queda para o abismo profundo do caos, mas, quero ressaltar que meu interesse é o bem estar do reino, uma coisa que nem Renly, Stannis ou Joffrey podem trazer a essas terras; para mostrar o meu apreço, lhes ofereço o serviço desses dois homens que treinaram e se tornaram os melhores no que sabem e fazem; dê-lhes um voto de confiança e eles irão jurar lealdade a Casa Targaryen e se isso não é o suficiente, vou lhe mostrar o meu trabalho dando-lhe duas informações; a primeira é que somente Lady Sansa Stark permanece prisioneira em Porto real, Lady Arya Stark fugiu evitando ser capturada e segue com um amigo íntegro, mas, não tenho previsão de quando vão chegar a Correrrio; sei também que tem problemas com Ser Gregor Clegane e também sei que ele está no Ramo Vermelho se seguirá causando caos por ele com os seus mais de dois mil homens; espero que aprecie esse gesto de colocar a sua casa paterna de volta ao seu lugar de direito"!

Jon leu a carta em silêncio e depois a entregou para Robb que leu; agora ele parecia um pouco mais aliviado; principalmente por causa de Arya; Robb passou a carta para sua mãe no qual sua irmã Lysa e seu irmão Ed juntaram cabeças para lerem a carta:

- Eu aceito a lealdade de ambos – disse Jon – E espero não me arrepender disso!

- Você não vai se decepcionar Sua Graça – disse Gadel. Lady Stark depois de ler a carta estava mais aliviada, mas, ao mesmo tempo preocupada com sua filha Arya:

- Quem garante de vocês que Lord Varys não está trabalhando para o inimigo? Que vocês vieram para matar o rei Jon? Onde estava Varys quando meu marido foi feito prisioneiro e em seguida morto? - pergunta Lady Stark.

Ambos os homens olharam para Lady Stark:

- Bem, minha senhora – disse Gadel – Lord Varys não poderia evitar a captura de Lord Eddard Stark, era impossível, mas, ele fez o impossível para convencer o Rei Menino a não executá-lo, foi nesse momento que Lord Varys não se colocou mais convincente do que o Lord Petyr Baelish que convenceu Joffrey a executar Lord Eddard Stark!

Tanto Catelyn Stark e Lysa Arryn estavam com as caras brancas e totalmente incrédulas:

- Não! – disse Lady Stark:

- Isso é impossível, ele não faria isso! - disse Lady Arryn tentando negar tudo:

- Lord Petyr Baelish é homem por trás da morte de Lord Eddard Stark, por mais que tente, ele nunca vai conseguir esconder os seus segredos de Lord Varys; o fato é que ele é responsável pela morte de Lord Jon Arryn, pela tentativa de assassinato de Bran Stark e por ser responsável por essa guerra! - disse Nabih.

Lágrimas nos olhos de Lady Stark e ela não diziam mais nada, Lady Arryn balançava a cabeça incrédula:

- Não! Isso não é verdade! Não Petyr! - gritou Lysa:

- Cabe a você não acreditar Lady Arryn – disse Gadel – Mas, os fatos apontam que esse caos é culpa de Lord Petyr Baelish!

Lady Lysa Arryn caiu de joelhos incapaz de suportar a verdade, Lady Stark correu para consolar sua irmã incapaz de conter as lágrimas; as lágrimas de ver o que seu amigo de infância se tornou, Edmure Tully estava estático e surpreso, assim como os outros lordes presentes no salão:

- Se ainda existe alguma dúvida da boa fé de Lord Varys, aqui está um presente para o Rei! - disse Gadel.

Foi o momento que os dois homens que acompanhavam Gadel e Nabih trouxeram o baú que carregavam e o colocaram na frente de Jon, cuidadosamente, Jon abriu o baú e realmente ficou surpreso, Robb viu também e exclamou de surpresa, Theon viu também e soltou uma série de palavrões; Jon tirou um peitoral todo muscular negro com um dragão vermelho de três cabeças estampado; dentro do baú estava uma armadura de combate completa, cada parte dela tinha um relevo com uma parte do corpo de um dragão, da cor vermelha, Jon percebeu que também havia uma capa preta, com um dragão vermelho de três cabeças no centro e acima deste, uma coroa dourada, todos estavam olhando admirados para a armadura; Jon pegou o capacete, totalmente preto, protegia parcialmente o rosto, deixando apenas de fora, os olhos, a boca e as narinas, na testa, preso, estava uma tiara em que emergia a cabeça de um dragão vermelho; suas asas vermelhas saiam nas laterais do capacete e atrás saia o seu rabo espinhoso:

- Bonito – disse Jon:

- Que bom que aprovou sua graça – disse Gadel – Lord Varys ficará feliz!

- Aço valiriano, sua graça! – disse Nabih.

Jon fica surpreso, assim como os outros dentro do salão:

- Lord Varys não poupou esforços para que o rei fique protegido durante as batalhas futuras – disse Gadel.

Jon devolve o elmo de volta ao baú e vê uma cota de metal preta, provavelmente de aço valiriano, mas, também vê roupas que pareciam ser feitas de escamas pretas:

- E essas roupas pretas? – perguntou Jon:

- São para ser colocadas por de baixo da cota de metal sua graça, feitas das escamas de Balerion, Black Dread! – respondeu Gadel.

Isso realmente causou um tumulto entre os lordes, realmente ninguém queria acreditar nisso:

- Isso é impossível! – afirmou Jon:

- Pode ter a certeza disso, Sua Graça, mas, quando Black Dread morreu, foi ordenado que retirassem as suas escamas para que fossem usadas como roupas; alguns reis as usaram; com o tempo a sala foi esquecida e durante os momentos de exploração de Lord Varys, ele achou a sala onde estavam armazenadas as escamas e achou que seria bom mandar uma peça de roupa para sua senhoria – explicou Nabih.

Jon fechou o baú:

- Lord Tully – disse Jon – Mande alguém levar o baú para o meu quarto e depois mandem alguém preparar acomodações para esses dois senhores, eles vão ficar!

- Será feita Sua Graça – disse Lord Hoster falando no pé do ouvido de um empregado de sua casa que estava ao seu lado e em seguida balançando a cabeça positivamente ele saiu para cumprir as suas ordens:

- Temos trabalho a fazer! – disse Jon.

No momento final de sua palavra, antes que qualquer outro pudesse dar sua opinião, uma guarda entrou correndo e se aproximou de Jon:

- Sua Graça, há uma pessoa lá fora que deseja uma conferência com sua senhoria!

- Ele disse o seu nome? – perguntou Robb:

- Ele disse ser Syrio Forel, servo da Casa Stark! – respondeu o guarda:

- Mande-o entrar! – ordenou Jon; o guarda saiu para cumprir essa ordem:

- Você chamou Syrio? – perguntou Jon para Robb:

- Não, sua graça – respondeu Robb – Você o chamou?

- Não! – respondeu Jon:

- Possivelmente ele veio por conta própria – sugeriu Theon:

- Talvez tenha razão – concordou Jon; nesse momento Syrio Forel entra no salão, carregando um pequeno e longo baú, segurando por uma alça lateral, ele se ajoelha diante de Jon e deposita o baú na sua frente:

- Salve o Rei De Westeros! – disse Syrio Forel:

- O que o traz as Terras Fluviais, Syrio? – perguntou Jon:

- Sua Graça; fui instruído pelo próprio Lord Eddard Stark que quando sua morte ocorresse, devia me apresentar a você, ou o seu filho primogênito e entregar isso – respondeu Syrio tirando um pergaminho lacrado de seu bolso e o entregando a Robb.

O Jovem Lobo estava olhando para o pergaminho e viu que o lacre de cera cinza com o sigilo da Casa Stark; Robb quebrou o lacre e viu o que seu pai havia escrito, os olhos se apertaram nas primeiras linhas e resolveu que era melhor ler para todos:

- Escutem, por favor! – disse Robb:

- "Para minha família e aqueles de confiança; eu Lord Eddard Stark peço perdão, perdão por ter escondido a verdade de você, meu sobrinho Jon, sei que está chateado e tem todo direito de estar chateado comigo, poderia ter contado a verdade para Robert, mas, eu estava com você Jon, em meu colo e sempre me lembrando do que aconteceu no Saque A Porto Real, do massacre brutal feito pelos Lannisters e do jeito que Robert parecia eufórico e em alegria pura ao ver os corpos destroçados da família de Rhaegar; minha preferência foi mentir e não me arrependo disso, queria ter contado a verdade a você Jon, mas, se estiver em posse dessa carta, quer dizer que não é possível e eu o apoio em qualquer escolha que fizer com o que sabe e o que tem, apoio que se sente no Trono De Ferro, sei que fará a diferença para o reino; por isso somente posso aconselhá-lo na forma de que sempre seja forte, nunca desista, saiba aconselhar e seguir conselhos, jamais abandone os seus princípios e principalmente nunca deixe família e amigos de lado, pois, eles sempre serão a sua força. Boa sorte Jon"!

"Robb, meu filho, me perdoe, perdoe seu pai por estar colocando uma responsabilidade em seus ombros tão jovens, colocar essa carga pesada, mas, eu sei que você vai se sair bem; confio em você e em seu julgamento que fará o que é melhor; eu te amo meu filho, assim como amo Sansa, Arya, Bran e Rickon; assim como amo Jon, que não é meu filho, mas, eu o criei como se fosse meu filho; um lobo solitário tem mais chances de fracassar, uma matilha de lobos é a garantia de sucesso; eu confio na sua capacidade Robb; eu te amo meu filho; boa sorte"!

"Cat, meu amor, me perdoe por não estar mais ao seu lado, por não mais ficar-lhe ao seu lado e levantar os nossos netos, conto com você para apoiar os nossos filhos nessas horas escuras, eu te amo meu amor e aqui nessas palavras vai revelar o último segredo que guardo de você; o motivo de quando fiz a minha primeira viagem as cidades livres, quando estava voltando com Syrio Forel, fiz um desvio de rota e acabei em Valíria; sim; fui para cidade onde a linhagem paterna de Jon originou, uma cidade outrora grandiosa, agora em ruínas, a fumaça dos vulcões formando nuvens negras cobrindo o sol e as suas cinzas caindo constantemente cobrindo o solo de negro, entrei na cidade para encontrar uma desolação sem fim, pude ver os corpos de pessoas valirianas que haviam se transformado em pedra por causa da lava vulcânica; dessa minha passagem por Valíria encontrei duas coisa, um corno cheio de runas valirianas que eu não sabia para que servisse e temendo que se tornasse um perigo para todos; o joguei no fundo do mar onde jaz até hoje e incrivelmente encontrei aço valiriano; incrivelmente houve pontos não atingidos pela destruição; eu trouxe o aço comigo para casa na intenção de torná-lo mais útil; em todo caso, eu espero que todos vocês consigam, espero que todos vocês consigam sair dessa escuridão e, encontre a paz que este reino precisa, eu vou rezar por vocês"!

Robb terminou de ler a carta, ele mesmo tentava conter as lágrimas, Lady Stark não escondia, estava chorando com vontade; Jon se virou ele o viu estendendo uma espada; Jon a pegou:

- Lord Eddard Stark mandou fazer espadas com o aço valiriano que trouxe das ruínas de Valíria! – explicou Syrio Forel. Jon segurou no cabo da espada e a puxou de sua bainha preta com um dragão vermelho de três cabeças estampados nos dois lados; o cinto vermelho preso na bainha; a espada com uma lâmina negra de cem centímetros, um sulco no meio, em cada lado da lâmina, a guarda mão vermelha, o cabo de cinquenta centímetros com uma mistura de cores vermelha e preta e o pomo com a forma de três cabeças de dragão projetada uma em cima da outra, com os olhos vermelho rubis:

- Sombra! – disse Jon:

- O que? – perguntou Robb:

- Esse é o nome da minha espada: Sombra! – respondeu Jon.

Jon assiste Syrio tirar mais uma espada e entregar para Robb:

- Lord Stark fez espadas de aço valiriano para os seus filhos e esposa – explica Syrio Forel. Robb pega a sua espada e a tira da bainha de cor cinza, o lobo da Casa Stark estampada nos dois lados da bainha em cinza escuros; o cinto preso à bainha da cor branca; a lâmina de uma aparência quase branca, a guarda mão quadrado da cor cinza, assim como o cabo e o pomo na forma de lobo cinza com os olhos negros; Robb estava admirando a sua espada nova, ela tinhas as mesmas dimensões que a espada de Jon:

- Granizo! – disse Robb:

- O nome de sua espada? – perguntou Jon. Robb acenou positivamente coma cabeça e ambos viram quando Syrio Forel entregou uma espada de aço valiriano para Lady Stark, o trabalho no estilo do Norte usado pelas mulheres.

Jon colocou a sua espada de volta na bainha e a colocou no baú junto com sua armadura e rapidamente se aproximou de Lysa Arryn que ainda estava de joelhos chorando:

- Lady Arryn; olhe para mim! – comanda Jon; Lady Lysa levanta a cabeça e encara o rei:

- Ao nascer do sol de amanhã vai partir para o vale com o seu filho, quando chegar ao Entroncamento, vai se despedir de seu filho que vai com dez homens do Vale que você escolher para Winterfell, quando o seu filho passar de Moat Cailin, vai estar em segurança de qualquer intriga dos Lannister; você Lady Arryn vai voltar para o Vale e chamar os banners e voltar para Correrrio com um exército pronto para lutar, estamos entendidos? – perguntou Jon.

Lysa Arryn acenou positivamente com a cabeça:

- Syrio, você voltará para Winterfell amanhã acompanhando o filho de Lady Lysa!

- As ordens sua Graça! – disse Syrio:

- Lord Karstark, você vai retornar para o Entroncamento e aguardar as tropas do Vale, mais tarde mandarei instruções detalhadas! – disse Jon:

- Sim, sua graça! – respondeu Lord Karstark:

- Robb, Edmure, reúnam cinco mil homens, temos trabalho a fazer, vamos ver se "A Montanha Que Cavalga"; também é "A Montanha Que Corre"! – mandou Jon e Robb e Edmure curvaram as cabeças em entendimento – Sessão encerrada senhores!

Jon saiu do salão com o seu lobo branco ao seu lado.

O Rei Jon Targaryen seguiu pelos corredores do castelo, no início tinha necessidade de ir para o seu quarto, mas, agora tinha algo para resolver, tinha perguntas a fazer e somente conhecia alguém que poderia dar as respostas, descendo as escadas e finalmente chegando ao subsolo do castelo, avançando sob escoltas das luzes das tochas do corredor até que se alcança a uma pequena sala onde quatro guardas, dois do Norte e dois das Terras Fluviais se sentavam, conversando, rindo, comendo e bebendo, quando um deles viu Jon acompanhado de seu lobo; os outros três também foram alertados e imediatamente se endireitaram ficando em posição:

- Descansar senhores – disse Jon – Está tudo bem por aqui?

- Sim, Sua Graça – respondeu um dos soldados do Norte – Seguindo as suas ordens, ninguém pode entrar para o ver o prisioneiro sem a sua autorização e a autorização de Lord Stark e Lord Tully!

- O carcereiro somente pode entrar acompanhado por um de nós e devemos limitar o quanto ele fala! - disse um dos guardas das Terras Fluviais:

- Muito bom!– disse Jon – Vocês sabem que Jaime Lannister não somente é bom com a espada, mas, também é bom com as palavras, ele vai prometer muitas coisas, somente para ter o seu pai esfaquear as suas costas, por isso, deve-se ter cuidado com ele!

- Entendemos Sua Graça! - disse um dos guardas do Norte:

- Agora eu entrarei sozinho para uma conversa com ele – disse Jon – Se me derem licença!

Os guardas permitiram que Jon passasse acompanhado de seu lobo, descendo mais um lance de escadas Jon chegou às celas, essas celas especialmente reservadas para prisioneiros nobres, mas, todas estavam vazias, exceto por uma onde um homem estava deitado no colchão. Ele se levantou para ver quem vinha entrado e sorriu ao colocar os olhos em Jon:

- Salve o novo Rei De Westeros! - disse Jaime Lannister:

- Olá Lannister – disse Jon – Como estão as suas acomodações?

- Não posso reclamar – respondeu Jaime sarcástico, mesmo preso Jaime Lannister ainda tinha uma língua afiada para usar:

- Tenho algumas perguntas que precisam de respostas e você vai respondê-las – disse Jon e puxando uma cadeira para sentar-se em seguida na frente do prisioneiro:

- E por que eu faria isso? - perguntou Jaime com um sorriso:

- Por que matou o Rei Aerys Targaryen II? - Jon não respondeu, simplesmente foi direito para a pergunta pegando Jaime Lannister de surpresa no qual o seu sorriso sarcástico havia sumido dando lugar a uma face branca de susto; olhos roxos olham para olhos verdes e Jaime Lannister suspirou:

- Aerys concedeu um plano com os seus piromantes em espalhar barris de fogo vivo por toda a cidade; o plano era queimar toda a cidade até o chão, ao invés de entregá-la a Robert – disse Jaime – Assisti o Louco colocar o seu piromante favorito como a Mão Do Rei, eu os vi; impassível traçarem planos para queimar milhares de vidas inocentes, quando o seu pai perdeu no Tridente, o rei mandou o resto da sua família para Pedra Do Dragão, eu fiquei responsável pela defesa da Fortaleza Vermelha!

Jon não disse mais nada, apenas olhando para Jaime Lannister terminar a sua história:

- "Queime-os"! "Queime todos"! "Queime todos os traidores"! "Nada para Robert, para ele só as cinzas"! - recitou Jaime. Jon olhou para o Regicida curioso:

- São essas palavras de seu avô quando ouvi sobre a morte de seu pai – explicou Lannister – Elas nunca saíram da minha cabeça em todos esses anos!

Jaime abaixa a cabeça mergulhada em tristeza:

- Quando o meu pai chegou a Porto Real, o Louco me mandou trazer a cabeça de meu pai e saiu com Rossart, a Mão Do Rei; eu sabia naquele momento que Aerys iria realizar o seu plano; eu tinha uma escolha e a tomei; voltei para a Fortaleza Vermelha e matei Rossart e em seguida fui para o salão do trono e matei o seu avô, eu enfiei a minha espada em sua garganta, ele gritou como um porco antes de a vida deixar os seus olhos e assim ele não pode gritar ordens para os outros piromantes, em seguida sentei no Trono De Ferro! - explicou Jaime Lannister.

Jon não tinha nenhuma expressão em sua face:

- Então seu tio entrou e ele me julgou! Com que direito o lobo julgar um leão? Com que direito? - essa última parte Jaime Lannister gritou ficando de pé, fazendo Jon recuar o seu corpo no encosto da cadeira – Secretamente, depois que Robert subiu ao trono, me dediquei a matar os outros piromantes que faziam parte da ideia de Aerys!

- Você sabe a verdade agora, Sua Graça; o que vai fazer agora? – perguntou Jaime com uma voz pesada:

- Nada! - responde Jon:

- O que? - perguntou Jaime surpreso se sentando:

- Pelo menos poderia ter salvado Elia Martell e seus filhos, por essa falta grave, ainda está em dívida com a minha família, um dia vou cobrar e o preço será a sua lealdade, por isso vai ficar nessa cela, para pensar no que prefere; a morte ou pagar essa divida como um cavaleiro de verdade! - respondeu Jon se levantando e saindo da carceragem sendo seguido por Fantasma; deixando Ser Jaime Lannister em seus pensamentos.

O dia seguinte veio para Jon, antes que pudesse se recolher ao seu quarto, contou para Lady Stark, Lady Arryn, Lord Tully, Robb, Edmure, Theon e Ser Brynden; além de Gadel e Nabih sobre a sua conversa com Jaime Lannister e deixou claro que os outros lordes e o próprio povo podiam saber da conversa que teve com Regicida e essa manhã quando tomou o seu desjejum e os empregados do castelo o ajudaram a colocar a sua mais nova armadura, que todos dentro de Correrrio sabiam da verdade sobre Aerys e Jaime; um dos empregados entregou o capacete a Jon e pronto, saiu do quarto acompanhado do seu lobo Fantasma.

A manhã estava movimentada para Robb, nas primeiras horas, Lysa Arryn se despediu de seu pai e irmãos e em seguida partiu de volta para o Vale, com o seu filho, Syrio Forel e Lord Karstark; agora Robb e seu tio Edmure tinham reunido cinco mil homens que cavalgariam para enfrentar Ser Gregor Clegane; Robb se vira para ver a entrada do castelo e das sombras sai um homem vestido com uma armadura totalmente preta ao lado de um lobo branco, era Jon; as pessoas o viam e se curvavam, estavam vendo um verdadeiro rei com sua armadura e o símbolo do dragão de três cabeças em seu peito, um dos empregados entregou as rédeas de um garanhão marrom, forte:

- Estão todos prontos? – perguntou Jon:

- Sim, Sua Graça – respondeu Robb – Todos esperando a chance de acabar com A Montanha!

- Vamos partir! – disse Jon:

- Batedor! – gritou um dos guardas do muro interrompendo a partida dos cinco mil homens e mulheres:

- Amigo ou inimigo? – perguntou Jon para o vigia:

- Tem as cores da Casa Piper! – gritou o vigia em resposta:

- Pare-o e tente identificá-lo! – mandou Jon – Alguém da Casa Piper venha aqui identificá-lo!

Rapidamente um dos soldados da Casa Piper foi rapidamente para os portões, depois de alguns minutos o soldado vinha ao lado de um homem da casa Piper totalmente sujo de terra e da vegetação puxando o seu cavalo pelas rédeas:

- É um dos meus batedores Sua Graça – afirmou Ser Brynden:

- Ele tem informações para você, Vossa Graça – disse o soldado:

- Então fale! – ordenou Jon:

- Dois mil mercenários e ladrões concentrados ao sul do Olho De Deus! – disse o batedor e todos do pátio ouviram e ficaram bem surpresos:

- Acampados? – perguntou Jon:

- Sim, sua Graça – respondeu o batedor – Como se esperassem ordens!

- Ao sul do Olho De Deus? – perguntou Jon para confirmar:

- Na margem oeste onde o Olho De Deus começa a alimentar o Rio Balerion que desembarca Rio Blackwater! – respondeu o batedor.

Jon fica pensativo, mas, somente por uns instantes e depois se vira para os seus homens e mulheres que iriam acompanhar:

- Senhor Edmure! – chamou Jon:

- Sim; Sua Graça! – respondeu Edmure:

- Junte cinco mil homens e junto com o seu tio Ser Brynden e vá lidar com esses mercenários e ladrões, eles estão infestando as suas terras, você, como futuro Lord Tully deve cuidar deles! – comandou Jon:

- Assim será feito; Sua Graça! – respondeu Edmure Tully se distanciando junto com o seu tio Ser Brynden para planejamentos:

- Lord Blackwood! – chamou Jon – Você irá tomar o lugar do Senhor Edmure!

- Sim, Sua Graça! – respondeu Lord Tytos Blackwood:

- Vamos partir! – gritou Jon; as bandeiras das casas que iriam nessa batalha foram levantadas, incluindo a bandeira da Casa Targaryen e eles partiram em marcha rápida para não perderem ser Gregor Clegane de vista; duas horas depois, cinco mil homens liderados por Senhor Edmure Tully acompanhado de Ser Brynden Tully avançam para enfrentar ladrões e mercenários e Ser Brynden acredita que eles sejam pagos por Lord Tywin Lannister.

O avanço do exército que Jon estava liderando dura um dia e meio, mas, finalmente e pela estimativa dos batedores estavam chegando perto de Donzelarrosa no lado oeste do Ramo Vermelho, mas, finalmente; fora avistado um acampamento e sem sombra de dúvidas reconheceram Ser Gregor Clegane; haviam chegado ao seu acampamento; os cinco mil homens estavam a alguns metros de distância do inimigo, pareciam que teriam o elemento surpresa, já haviam eliminado os batedores de Ser Gregor e ele ainda não havia notado, todos estavam atentos, mas, não podia de deixar de sacarem as espadas quando um barulho nos arbustos chamou a atenção dos mais próximos e para o alívio de todo era somente um batedor:

- Caramba homem! – disse Robb – Não nos dê esse susto, quer que atiremos lanças em você?

- Desculpe Milorde, mas, tinha que vir para o Rei – respondeu o batedor:

- Então? – perguntou Jon:

- Dois mil homens; Sua Graça – respondeu o batedor – Eles estão se banqueteando e tomando muito vinho!

- Então temos a vantagem! – disse Theon:

- Sim! – confirmou Robb – Vamos atacar a noite?

- Não! – respondeu Jon simplesmente – Eles estão bêbados, temos a oportunidade e vamos atacar agora; vamos atacar em três direções; Lord Stark vai levar mil homens pela direita; Lord Blackwood vai levar outros mil homens pela esquerda e eu vou levar os três mil restantes em um ataque frontal!

- Com isso vamos empurrá-los para o rio – disse Robb com um sorriso – Eu gostei disso!

- Vamos atacar todos ao mesmo tempo? – perguntou Lord Blackwood:

- Eu atacarei primeiro! – respondeu Jon – Vocês dois pegarão a Montanha de surpresa!

- O que estamos esperando? Vamos acabar com eles! – disse Theon.

A cada saque, pilhagem e estupros, havia uma felicidade entre os soldados sob comando de Ser Gregor Clegane e mais uma vez uma comemoração com muito vinho em recompensa pelo trabalho de acabar com mais uma aldeia dessas terras molhadas pelos deuses; um soldado seguido pelo seu companheiro de batalha; entraram para o mato na esperança de aliviar seus sacos e voltar a beber até desmaiar, no momento em que baixaram as calças e começaram a mijar e disputar quem mijaria mais longe, é claro em meio disso estava os sorrisos de bêbados e os tropeços um em cima do outro,mas, o que não perceberam e foi tarde demais; foi um lobo branco com olhos vermelhos avançar rapidamente e pular em um bote fixando as suas presas no pescoço do soldado que foi levado ao chão e estava tendo a sua garganta rasgada e se afogando em seu próprio sangue; o seu companheiro apenas olha para o lado; cambaleante não esboça uma reação, mas, quando iria fazer alguma uma flecha surge entre as árvores cravando em seu pescoço, o homem cai ao lado do companheiro e começa a engasgar em seu próprio sangue até ambos estão mortos; milhares de figuras vestidas para a batalha, montadas em cavalos se aproximam silenciosamente:

- Os deuses não são misericordiosos, pelo menos hoje, nunca desejaria os meus inimigos morrerem enquanto se aliviam – disse Jon Targaryen:

- Eu faço as suas palavras Sua Graça – disse Lord Crowl.

Jon colocou o seu capacete e pegou a sua lança:

- Homens e mulheres do Norte e das Terras Fluviais, aqueles homens dos leões cometeram crimes contra vidas inocentes! – disse Jon Targaryen – Vamos aplicar a justiça dos homens para eles; matem todos!

Jon esporou o seu cavalou e cavalgou, assim junto com os outros avançando em uma onda de ataque; para os soldados que ainda comemoravam sentiram tremores de terra e o barulho de cascos se aproximando, muitos não tão bêbados assim, se viraram e totalmente surpresos viram milhares de cavaleiros vindos às direções dos homens das Westerlands, aqueles que viram isso, gritaram para alertar os seus companheiros, mas, somente poucos reagiram para pegar em armas e então o choque aconteceram, os gritos de dor dos homens atingidos e que foram mortos se espalhou.

Jon Targaryen se chocou com os homens de Ser Gregor Clegane, o seu cavalo atropelava alguns homens e então jogou a sua lança acertando o peito de um soldado e então tiram a sua espada e começar a descer golpes em cada soldado inimigo, matando cada um que aparecia em sua frente, eles tinham a vantagem em números e estratégia, a batalha acabaria rápida, para Jon era uma surpresa que Ser Gregor permitiu que seus homens bebessem até cair e agora estava pagando o preço por um momento de conforto; os soldados caiam ao seu lado a cada vez que descia a sua espada e então Jon virou a sua visão e viu Ser Gregor Clegane derrubando vários soldados de uma vez com sua imensa espada; cada soldado do Norte ou das Terras Fluviais; Jon tomou uma decisão e esporou o seu cavalo cavalgando na direção de Ser Gregor Clegane, passando a sua espada para outra mão no mesmo momento em que pegou uma lança cravada em um corpo de um inimigo.

Avançando rapidamente jogou a lança de suas mãos e ela viajou acertando e atravessando a perna direita da Montanha, ele gritou de dor; o joelho direito se dobrando; a espada voltou para mão direita de Jon e então ele desferiu um golpe e passando ao lado da Montanha ao mesmo tempo; o golpe abriu um corte nas costas de Ser Gregor Clegane; sua lâmina cortando a armadura, a cota e o couro como se uma faca cortasse manteiga; outro grito de Ser Gregor e Jon virou o cavalo com a intenção de terminar o serviço; e então um homem devidamente montado, inimigo, atacou; Jon aparou o golpe e puxou a espada para o outro lado deixando a sua espada livre a estocou perfurando o pescoço do soldado inimigo que caiu de seu cavalo morto, mais outro surgiu e Jon começou a trocar golpes com ele, balançando a sua espada em todas as direções, enquanto ele defendia e desferia os seus golpes, Jon podia dizer que estava ficando cansado disso então um dos golpes do soldado inimigo o atingiu, mas, não fez nada por que a armadura foi feita de aço valiriano e com isso Jon viu uma abertura e desferiu um golpe em diagonal de baixo para cima abrindo um corte longo e profundo no peito do inimigo que gritou de dor e caiu do cavalo para morrer.

Jon se virou para terminar de matar Ser Gregor Clegane e para sua surpresa viu que a lança que atingira Ser Gregor estava partida e ensangüentada no chão; ele a tirara e então viu as partes de sua armadura jogadas no chão, essa trilha levava para o rio; Jon Targaryen, o rei, entendeu; Ser Gregor Clegane preferiu fugir; está claro que ele notou que não tinha condições de continuar a lutar e então se desfez de sua armadura e pulou no rio, preferiu abandonar os seus companheiros a própria sorte, mas, ele voltaria e não mais ficaria descuidado em sua volta, mas, Jon estaria pronto para ele; então o som de cavalos avançando veio e Robb e Lord Blackwood estavam vindos; qualquer resistência estaria acabada agora, ainda segurando a sua espada embebida de sangue dos inimigos; Jon avançou para continuar o combate.

Não se sabe quanto tempo Jon esteve em combate, mas, sabia que não durou muito tempo, o inimigo em questão fora pego de surpresa, a maioria bêbada e sem estar vestindo a sua armadura, eles venceram e agora Jon sem o seu capacete preso na cela de seu cavalo, no qual, o estava puxando pelas rédeas e andando pelo campo de combate, estava feliz, mesmo com a sua armadura manchada de sangue; em ver muito mais os inimigos caídos do que aliados e amigos; estava claro o que o rei deixou para os seus homens, nenhum dos inimigos que estavam feridos, mereciam uma segunda chance, eram ladrões e estupradores, mereciam a morte e por todo o campo, homens das Terras Fluviais e homens e mulheres do Norte verificavam os corpo e executavam os feridos; Jon havia permitido que pilhassem qualquer ouro que eles carregassem, mas, no momento os corpos eram empilhados para serem contados e queimados, além de dar um funeral digno para os companheiros caídos; Lord Blackwood se aproximou:

- Sua Graça – chamou o lorde:

- O que tem para mim Lord Blackwood? – perguntou Jon:

- Contamos mil oitocentos e cinquenta mortos do lado do inimigo! – respondeu Lord Blackwood:

- Então Ser Gregor Clegane foge com cento e cinquenta homens! – afirmou Jon:

- Sim; Sua Graça; também contamos trinta e duas baixas para nós, dez desses são feridos; a maioria; creio; por causa da Montanha – disse Lord Blackwood:

- De fato – concordou Jon – Um funeral necessário para os mortos e vamos levantar acampamento pelo máximo de tempo para atender os feridos!

- Assim será feito; Sua Graça – disse Lord Blackwood saindo para atender as ordens:

- Fico feliz que está vivo! – disse Robb com um sorriso se aproximando; sua armadura também estava manchada de sangue; Jon também sorriu:

- Também estou feliz em vê-lo! – disse Jon

- O que faremos agora? – perguntou Lord Stark:

- Em breve voltaremos para Correrrio e avisaremos a todos que os portões da Westerlands estão abertos para nós! – respondeu Jon:

- Tywin Lannister não vai saber o que o atingiu! – disse Robb com um sorriso como se tivesse pregado uma peça; como ele e Jon sempre fizeram quando eram crianças.

O Senhor Edmure Tully, herdeiro da Casa Tully, sucessor do título de Lord Tully; há dois dias, antes de partir ao lado do Rei Jon Targaryen para enfrentar tropas comandadas por Ser Gregor Clegane, todos foi surpreendido com a chegada de um batedor de seu tio, Ser Brynden Tully, o Peixe Negro e o aviso dele, da concentração de dois mil mercenários, ladrões, estupradores contratados por Lord Tywin Lannister; o rei foi claro, marchar com o seu tio, Ser Brynden e mais cinco mil homens e acabar com eles, era o dever de Edmure tirar essa infestação e livrar as Terras Fluviais, agora dois dias depois de partir, Edmure, seu tio e mais cinco mil homens estavam escondidos observando de longe os dois mil homens inimigos acampados perto do Rio Balerion:

- Devemos ter um jeito de pegá-los desprevenidos – disse Lord Piper.

Um fato era que entre eles e os mercenários havia uma clareira de vários metros em que qualquer exército se avançasse e sem se preocupar com isso, daria tempo para uma reação do exército adversário, por isso, Edmure, escondido junto com os seus homens, esperavam encontrar um meio para pegar os mercenários desprevenidos:

- Podemos tentar a noite? – perguntou Lord Lychester:

- As fogueiras denunciariam a nossa presença a eles – respondeu Ser Brynden:

- Podemos usar o rio, subir por ele e atacar o acampamento para somente depois avançarmos – sugeriu Lord Terrick:

- Teria que tirar a armadura, a cota de aço, somente usar uma roupa leve e carregar a espada para atacar um acampamento de homens com armaduras e muito mais armados – disse Ser Brynden – É muito arriscado!

- Não precisa subir o rio, apenas atravessá-lo e homens com experiência em arco e flecha podem disparar de esconderijos atingindo os mercenários e os distraindo o suficiente para que possamos avançar – disse o Senhor Edmure Tully:

- É uma idéia – disse Ser Brynden – A homens o suficiente com experiência com arcos?

- Devo lembrá-lo Ser Brynden, que minha casa treina todos os homens para serem experientes com arco e flecha – disse Lord Piper, que parecia um pouco ofendido – Além de que homens da Casa Grell também estão aqui!

- Ótimo! – disse Edmure – Lord Piper, Lord Grell, vocês vão pegar os seus homens e atravessar o rio, se esconder e esperar o sinal e disparar as suas flechas e então avançaremos!

Lord Piper assentiu e saiu para cumprir as ordens:

- Os outros se preparem para o combate! – mandou o Senhor Edmure.

O sol do dia estava se pondo e Edmure com sua armadura pronto junto com outros cavaleiros esperando o momento certo; um homem veio e acenou, isso significava que Lord Piper e Lord Grell tinham atravessado o rio e encontrado um esconderijo onde pudessem atirar as suas flechas; Edmure deu autorização e o homem saiu para dar o sinal, minutos depois às flechas começaram a cair em cima dos mercenários e ladrões, gritos de dor e de choro dos atingidos, muitos caíram mortos, outros estavam gritando desesperados para que começasse a reagir:

- Senhores! – gritou Edmure – Vamos livrar as nossas terras dessa infestação! Matem todos!

O Senhor Edmure Tully esporou o cavalo e cavalgou com sua espada na mão na direção do acampamento junto com os milhares de homens, é claro que os mercenários os viram e os capitães estavam dando as ordens para se defenderem, mas, as flechas que caiam estavam fazendo grandes estragos que a defesa de escudos montada tinha buracos e isso não impediu do choque de ambas as forças, metal contra metal, os gritos de dor e desesperos dos homens morrendo sendo escutado por todo o campo de batalha; os homens de Lord Piper e Lord Grell saíram de seus esconderijos e se posicionaram disparando flechas e acertando os soldados inimigos que ficavam em sua visão; Edmure desferia golpe atrás de golpe, o sangue dos inimigos respingava em sua armadura, sua espada estava banhada de sangue dos mortos, Edmure somente via a batalha em sua frente, o calor do momento, somente pensava em brandir a sua espada cada vez mais forte, matar quantos soldados inimigos podia, ignorava o sangue que respingava em sua armadura e então não havia mais inimigos para matar, somente via seus amigos e aliados nessa guerra, os inimigos estavam no chão, mortos ao fio da espada, membros decepados, cabeças separadas de seus corpos, o sangue fluía para terra que estava se transformando em lama vermelha; Edmure não sabia quanto tempo estava fazendo isso, quanto tempo durou a batalha, mas, ainda podia ouvir os gritos de desesperos dos moribundos, o som dos passos dos cavalos, o som do aço sendo brandido:

- Vencemos? – perguntou Edmure tirando o seu capacete quando viu o tio se aproximar:

- Sim, sobrinho; vencemos – confirmou Ser Brynden – Mercenários e ladrões sem nenhum treinamento militar, foram abatidos facilmente, um verdadeiro massacre; eu vi alguns abandonando as suas espadas e pulando no rio, fugindo a nado; para Harrenhal possivelmente!

Edmure acenou em concordância com a cabeça:

- Vamos montar acampamento, junte os mortos e feridos, faça a contagem e depois vamos voltar para Correrrio! – disse Edmure:

- É claro! – concordou Ser Brynden.

Edmure com uma cara dura levantou a sua espada para o alto e todos que estavam no campo viram isso e fixaram os olhares no herdeiro de Correrrio:

- Vencemos! – gritou Edmure Tully.

Os gritos dos soldados vitoriosos fora ouvido por todo o campo, gritavam em vitória, gritavam por livrar o seu lar de ladrões e estupradores; venceram o Velho Leão mais uma vez.

Lord Tywin Lannister; o Senhor De Casterly Rock, o Escudo de Lannisport, Protetor Do Oeste e Mão Do Rei, tinha levados os seus vassalos a uma guerra nas Terras Fluviais em nome a honra das Westerlands, para fazer Lady Catelyn Stark pagar pela ofensa a sua família, queimar as terras de sua família, destruir tudo que ela já amou, é claro que seu objetivo escuro era enfraquecer possíveis inimigos para fortalecer o governo de seu neto, isso também incluía combater as forças do Norte, mas, o que Lord Tywin não previu foi que seu neto fizesse algumas burradas altamente prejudiciais para o seu lado, sua filha Cersei perder o controle sobre o próprio filho e ele mesmo, um comandante comprovado perder uma batalha importante contra as forças do Norte, especialmente o fato que essas forças não foram comandadas por Robb Stark, ao invés disso, ele comandou um exército contra o seu filho Jaime ele agora apodrece em uma cela em Correrrio.

Por mais que Lord Lannister quisesse, ele não podia ir ao resgate de seu filho primogênito; o seu exército se resumia a homens cansados, feridos, moribundos e mortos, o seu alívio estava em que a proclamação de Jon Targaryen como Rei De Westeros deixou muitas coisas para eles fazerem e atrasou a guerra, assim Lord Lannister tinha tempo para curar os seus homens, colocá-los em treinamento para recuperarem a forma e trabalharem para encontrar outro caminho rápido para chegar a capital.

As forças inimigas estavam ocupando o Entroncamento, assim para Tywin, o caminho para o Norte pela estrada Do Rei estava fechado e o caminho para Porto Real também, o fato era que Tywin tinha que usar os seus homens curados para encontrar uma rota que daria a mesma velocidade da Estrada Do Rei para chegar à capital, criar uma rota nova ou arriscar uma batalha no entroncamento para ter a passagem de volta, mas, Tywin sabia que nesse momento não tinha um exército forte para isso e jamais; jamais atravessaria as terras da Campina e irritar os Tyrell, preferiria ficar dentro do castelo em mais uma reunião com os seus vassalos para escutar sobre o número de homens recuperados de seus ferimentos e insistirem em fazer alguma ação, mesmo que seu filho Tyrion; que já tinha partido para a Capital; tinha deixado claro o quão péssimo seria sair em combate aberto contra as forças do Norte e então os portões foram abertos rudemente:

- O que significa isso? - perguntou Lord Hamell – Quer perder a cabeça?

- Sinto muito milordes! - disse o guarda imediatamente se ajoelhando – Mas, algo veio para Lord Lannister!

- E o que é? - perguntou Tywin desinteressado:

- Não acreditará em mim milorde – disse o guarda hesitante:

- Me diga ou perderá a cabeça! - disse Lord Lannister em sua forma fria:

- Ser Gregor Clegane está aqui para falar com Vossa Senhoria – disse o guarda:

- E por que ele não está aqui pessoalmente? - perguntou Tywin surpreso:

- É preferível que veja com os próprios olhos milorde.

Tywin Lannister permaneceu calado medindo as palavras do guarda:

- Me mostre! - ordenou Lord Lannister se levantando de sua cadeira e seguindo o guarda, os outros lordes decidiram segui-lo.

Andando pelos corredores de Harrenhal, Tywin estava em silêncio até chegar a um salão menor e viu para a sua surpresa; que conseguiu esconder; homens deitados de qualquer forma, parecendo cansados, sujos, molhados e fedidos; suas roupas pareciam ter virado trapos literalmente:

- O que significa isso? - perguntou Tywin:

- Trinta homens sobreviventes mercenários e ladrões contratados por vossa senhoria! - respondeu o guarda humildemente – Atacados por forças das Terras Fluviais segundo eles relataram!

- Massacrados! - disse uma voz que Tywin reconheceu a de seu irmão Kevan Lannister – Todos massacrados, somente estes escaparam pulando no rio e nadando até aqui!

Tywin colocou a mão na cabeça sentindo uma dor de cabeça chegando:

- Não acabou, venha! - disse Kevan e seu irmão mais velho o seguiu e então Tywin viu que havia homens de seu exército feridos e moribundos e mais a frente viu Ser Gregor Clegane deitado de bruços onde o Meistre aplicava a sua cura nas costas de Ser Gregor aberta em um corte em diagonal e parecia profundo, o homem gritava de dor pura, Tywin notou que sua perna direita estava enrolada em bandagens:

- Jon Targaryen atacou os homens liderados por Ser Gregor Clegane – disse Kevan Lannister – O homem conseguiu trazer cento e trinta, vinte morreram durante a fuga!

Era uma surpresa para muito verem Ser Gregor gritando de dor, se ouvia mais gritos de fúria e ódio vindo dele:

- O curioso é que Ser Gregor estava usando a sua armadura, mas, o rei Jon fez esses ferimentos com uma lança na sua perna e sua espada nas costas – disse Kevan:

- Aço valiriano? - perguntou Tywin:

- Eu acho que sim – respondeu Kevan – Segundo diz Ser Gregor, o corte parecia como se estivesse cortando papel!

- Sem Ser Gregor e os mercenários e ladrões, o senhores do rio tem espaço para recuperarem os seus castelos que tomamos e as Westerlands ficam abertas a ataques a qualquer momento pelas forças do Norte – disse Tywin se virando e saindo do recinto; para ele, essa humilhação a honra de sua casa não ficaria impune, o futuro golpe contra as suas terras que defendeu por tantos anos não sairia barato; eles pagariam por isso; garantiria isso.