Capítulo 12

Entroncamento

O Senhor Tyrion Lannister, a Mão Do Rei, apenas até a volta de Lord Tywin Lannister, finalmente tinha chegado a Porto Real, acompanhado por Bronn e seu novo escudeiro; Podrick Payne, um jovem com quase quinze dias em seu nome, ele foi escudeiro de um cavaleiro que morrera segundo Tywin Lannister de uma flechada precisa em seu olho na Batalha Do Ramo Verde, agora o garoto servia a Tyrion; chegaram com uma escolta de dez homens da Casa Lannister; esses homens que não sofreram muito durante a batalha; um desgosto total para Tyrion que somente chegara com mais atraso do que imaginara, ele sabia que a guerra sempre atrasa as viagens dentro do reino, mas, não imaginou que as atividades de ladrões e mercenários fossem tão intensas, mas, durante as viagens ouvira as notícias da vitória de Jon Targaryen sobre Ser Gregor Clegane na Batalha Do Ramo Vermelho, o próprio Jon ferirá muito sério a Montanha que correu para salvar a sua vida, ele recebeu outro nome "A Montanha Que Corre"; isso certamente vai enfurecer o homem e também ouviu sobre a Batalha Do Olho De Deus onde homens das Terras Fluviais comandados por Senhor Edmure Tully, massacrou milhares de ladrões e mercenários contratados por seu pai; soube que depois dessas duas batalhas, o Rei Jon deu autorização a muitos senhores dos rios a recuperarem os seus castelos. O que Tyrion ouviu de notícias eram de senhores dos rios recuperando os seus castelos e praticamente deixando o seu pai isolado e as Westerlands abertas a ataques das forças combinadas do Norte e das Terras Fluviais; Tyrion tinha pouco amor de seu pai e por seu pai, mas, assim ele era a sua família e faria de tudo para ajudar e evitar o que está sendo um desastre a vista, era à hora de colocar um controle sobre Cersei e Joffrey, era à hora de recuperar o tempo e o poder que eles perderam.

Porto Real, uma mistura de muitas coisas, uma beleza sem igual podia ser vista da Fortaleza Vermelha, mas, também podia se ver o amontoado de casas simples do povo e dos pobres, casas tão juntas como cada rua e isso trazia uma cheiro insuportável de suor humano, urina e fezes humanas e animais, além do ar marinho que sempre caia sobre a cidade; Tyrion Lannister andando pela cidade; hoje, pelo que soube das notícias, era o dezessete dias em seu nome para Joffrey, uma data que certamente Cersei não perdeu tempo em dar uma festa para passar uma atitude de normalidade, é claro que é uma ação tola; na opinião de Tyrion, no qual ela deveria gastar esses recursos no esforço de guerra.

Andando pela cidade; Tyrion finalmente chega à arena onde o tornei em homenagem a Joffrey está acontecendo, acompanhado por Bronn e Podrick, sobem nas arquibancadas e seguem para dar de cara com Joffrey sentado no trono onde Robert já sentou, com Sandor Clegane de guarda; Tommen e Myrcella sentados ao lado de Joffrey e incrivelmente também estava sentada, Lady Sansa Stark, Tyrion podia ver claramente que ela não queria estar aqui e quando olhava para Joffrey, lançava olhares gelados que congelariam até a alma do homem mais duro; Tyrion estremeceu e ficou aliviado quando viu que os olhares não eram para ele:

- Realmente, a garota Stark tem o poder de afastar qualquer homem com um olhar – disse Bronn:

- De fato, meu amigo; preferimos as mulheres com olhares mais quente! - disse Tyrion.

Ambos riram bem na frente dos convidados, sem se importar se estavam atrapalhando os olhares destes no torneio que acontecia bem na frente deles; e os três se aproximaram:

- Tio Tyrion! – gritaram Tommen e Myrcella ao mesmo tempo, ambos correram a abraçaram ao mesmo tempo o Imp; Tyrion Lannister riu de felicidade:

- É bom ver vocês dois! – disse Tyrion afastando e tendo uma boa olhada em seus dois sobrinhos – Vocês cresceram e está cada dia mais bonito!

- Obrigada, tio! – agradeceu Myrcella corando:

- Onde esteve tio Tyrion? – perguntou Tommen:

- Eu? Estive no campo de batalha! – respondeu Tyrion:

- Sério? Como foi? – perguntou Tommen curioso:

- Foi assustador? – perguntou Myrcella receosa:

- Não vou mentir princesa, foi assustador, mas, eu lutei para que não passem pelos horrores da guerra – respondeu Tyrion beijando a testa de Myrcella e desarrumando o cabelo de Tommen – E espero que você; Tommen, não cavalgue para o campo de batalha, até lá, espero ter feito a paz!

- Que bom tio – disse Tommen:

- Você pode dizer se é verdade sobre algumas coisas que eu ouvi? – perguntou Myrcella:

- Claro! – respondeu Tyrion:

- É verdade sobre o rei Targaryen? – perguntou Myrcella:

- Sim! – respondeu Tyrion – O Rei Targaryen existe, ele tem cabelos pretos, mas, os seus olhos são roxos, como o de seu pai, o seu rosto é uma mistura de ambos os pais!

- Ele não é rei, é só um usurpador, um arrivista, eu sou o verdadeiro rei! – disse Joffrey de sua cadeira:

- É bom vê-lo, sobrinho – disse Tyrion se aproximando e num movimento cortês, pegou a mão de Sansa Stark e a beijou de leve – Lady Stark, como tem passado?

- Muito bem, meu senhor Lannister, o anfitrião é generoso comigo – respondeu Sansa com um sorriso forçado disfarçado:

- Que bom! – disse Tyrion sarcástico:

- O que faz aqui Imp? – perguntou Joffrey grosseiro:

- Ordens de meu pai, onde esta a sua mãe? – perguntou Tyrion:

- No palácio, conduzindo uma reunião – respondeu Joffrey:

- Do Pequeno Conselho? – perguntou Tyrion:

- Não segundo a minha mãe – respondeu Joffrey.

Tyrion sabia que certamente Cersei estava mentindo para o seu filho, discutiria isso quando a visse, o Imp se virou para Sandor Clegane:

- Sandor, eu ouvi que o próprio Rei Targaryen feriu o seu irmão seriamente, mas, eu não me preocuparia muito, ele vai viver para batalhar novamente um dia! – disse Tyron:

- Eu me atrevo a perguntar meu senhor, quais os ferimentos de meu irmão? – perguntou Sandor:

- Uma ferida de lança na perna direita e um corte de espada nas costas; antes que o próprio Rei Targaryen o matasse, ele fugiu deixando a sua armadura para trás; agora o estão chamando de "A Montanha Que Corre"!

Tyrion poderia jurar que Sandor sorriu, mas, rapidamente ele se controlou:

- Você veio aqui para jogar conversa fora? – perguntou Joffrey bruscamente:

- Sim, mas, agora tenho que ir ver a sua mãe! – respondeu Tyrion se virando e andando para sair da arena com Bronn e Podrick deixando um Joffrey fumegante para trás pela resposta ousada de seu tio.

Os três seguiram pela cidade até entrarem na Fortaleza Vermelha, seguindo andando calmamente por dentro do castelo até chegar a um portão guardado por um membro da Guarda Real, Ser Balon Swann:

- Ser Balon, se puder nos dar passagem? - perguntou Tyrion:

- Sinto muito, Senhor Lannister, mas, as ordens foram para que ninguém interrompesse a reunião! - respondeu Ser Balon:

- Então é uma reunião do Pequeno Conselho? - perguntou Tyrion:

- Sim, meu senhor – respondeu ser Balon:

- "Joffrey é o rei, minha irmã, não esperaria que você alienasse o seu próprio filho"! - pensou Tyrion - "Um rei deve sempre estar presente nas reuniões do pequeno conselho, especialmente em tempos de guerra; sua fome de poder é tão grande para chegar a esse ponto Cersei"?

- Bem, Ser Balon, devo me desculpar com o pequeno conselho por chegar atrasado, mas, se não se importa deve tomar o meu lugar no Pequeno Conselho formalmente! - disse Tyrion:

- Que lugar seria esse? - perguntou Ser Balon:

- Ora, é claro que é a Mão Do Rei! - respondeu Tyrion entrando na sala deixando que Bronn e Podrick ficassem para trás e um Ser Balon surpreso.

Tyrion entrou na sala da reunião e viu todos os senhores e sua irmã falando ao mesmo tempo, surpreso vendo que o reino estava sendo conduzido por eles, todos eles pareciam crianças pequenas discutindo, era por isso que estavam perdendo essa guerra:

- Você! - gritou Cersei silenciando os homens da sala que olharam para Tyrion e este estava olhando para a sua irmã que tinha um olhar de fúria e suas narinas estavam dilatando em pura raiva:

- Paz irmã, eu venho aqui como a nova Mão Do Rei – disse Tyrion calmamente:

- O que? - perguntou Lord Baelish; resumindo os pensamentos dos outros dentro da sala:

- Mentira, o meu pai é a Mão Do Rei! - gritou Cersei que parecia pronta para enforcar o Imp:

- Eu sou a mão do rei até que o nosso pai volte da campanha fracassada nas Terras Fluviais, pelo menos atrase a invasão nas Westerlands! - disse Tyrion entregando uma carta lacrada com o selo Lannister para o Meistre Pycelle que verificou o documento:

- O selo é verdadeiro – disse o Meistre que quebrou o selo e leu a carta – A letra pessoal de Lord Tywin e as ordens para que seu filho Tyrion Lannister governe como Mão Do Rei em seu lugar!

A carta passou de mãos, para Lord Baelish e Lord Varys e antes que chegasse a Cersei, Tyrion se virou para a sua irmã:

- Estou aqui também pelo Jaime! - disse Tyrion que viu a sua irmã amolecer, o ódio em seus olhos sumir dando lugar a uma tristeza profunda, ela pegou a carta e leu e em seguida fazendo um aceno afirmativo com a cabeça:

- Senhores; se puder sair por um instante para que eu possa conversar com a minha irmã; sozinhos – disse Tyrion.

Os senhores se levantaram a um atrás do outro, saíram da sala, o portão se fechou e os dois irmãos Lannister ficaram sozinhos, Tyrion se dirigiu para a mesa e se sentou onde seria a cadeira da Mão Do Rei, ele pegou uma taça e se serviu de vinho e também serviu para a sua irmã, apreciando a beber o vinho lentamente e em silêncio, pareciam que ambos estavam esperando quem iria falar primeiro:

- O que você está fazendo? - perguntou Tyrion:

- O que quer dizer? - perguntou Cersei genuinamente confusa:

- Sobre tudo – respondeu Tyrion – Eddard Stark? Joffrey? A guerra?

Cersei ficou um pouco vermelha e ainda sim olhou nos olhos de seu irmão em desafio:

- Lord Eddard Stark não era para ser executado, ele confessaria os seus crimes e tomaria preto pelo resto da vida – disse Tyrion:

- Ele mentiu, ele confessou sobre o filho de Rhaegar – disse Cersei com um olhar saudosista:

- Sim, ele mentiu, mas, mesmo assim ele devia tomar preto, pensei que tinha acertado com o seu filho – afirmou Tyrion:

- E foi isso mesmo, eu combinei com Jof que Eddard Stark tomaria preto, ele não me avisou sobre mudar de ideia, tentei impedir, mas, não podia fazer mais nada quando ele mandou tomar a cabeça de Stark – justificou Cersei:

- E o que isso deu? Uma revolta popular antes mesmo de Joffrey esquentar o trono e uma guerra que está rasgando os reinos – disse Tyrion – Sem falar na dispensa vergonhosa de Ser Barristan Selmy e no massacre de homens, mulheres, crianças e bebês de cabelos pretos, sendo que mais da metade da população de Porto Real tem cabelo preto! Você é uma idiota? Você não consegue controlar o seu filho?

Tyrion gritou em repugnância para a sua irmã, quando ouviu de seu pai o que eles fizeram, quase caiu para trás, não acreditou que eles desceriam tão baixo:

- Era a única maneira de garantir que o meu filho não tivesse concorrência pelo trono a partir dos bastardos de Robert – disse Cersei em uma justificativa no qual Tyrion viu como se ela estivesse começando a se arrepender do que mandou fazer:

- Mas, é isso o que eles são! Bastardos! - gritou Tyrion na última parte quando disse "bastardos" - Sem falar que esse golpe que vocês dois puxaram quase trouxe outra revolta popular!

Cersei desviou um pouco do olhar de seu irmão:

- Nosso pai não vai admitir, mas, a nossa casa não é tão bem vista agora por causa da sua tática de Terra Arrasada que aplicou com Gregor Clegane e certamente a decapitação de Eddard Stark e o massacre de bastardos inocente e possivelmente pessoas aleatórias que morreram nesse processo; estamos nos tornando os párias de Westeros! - disse Tyrion – Você perdeu o controle de seu filho e as pessoas falam o quanto sádico e cruel ele é; falam que Aerys II voltou no corpo de seu filho e que está pior; a pessoas pedem a cabeça dele em uma estaca constantemente!

Cersei não disse nada e nem refutou nada do que o seu irmão disse:

- Aprenda a ser uma mãe de verdade, irmã! - disse Tyrion – Mas, vamos falar de outras coisas!

- Sobre o que? - perguntou Cersei:

- Por que dispensou Selmy? – perguntou Tyrion:

- Ele está velho e não tem nenhum uso para nós, além de permitir que o meu marido Robert fosse ferido fatalmente! – respondeu Cersei:

- Vai à merda! Está claro que você usou essa desculpa em Selmy como justificativa para ter Jaime como Comandante da Guarda Real e impedir o nosso pai de fazer a jogada para ter o nosso irmão livre dos deveres da guarda e voltar a ser o herdeiro que pai sempre quis; você queria Jaime tão perto que irritou o nosso pai! – disse Tyrion que voltou a falar – Além de que o nome Selmy é respeitado, Ser Barristan é ainda visto como um herói; é adorado pelo povo, temido e respeitado pelos nobres e jovens cavaleiros que vêem sua força e agilidade não diminuírem com a idade avançada; você o fez correr para os braços do Targaryen, não percebe o quão foi idiota essa jogada?

Cersei se digna a não responder, mas, Tyrion não acabou:

- Você questionou o seu filho? Joffrey mudou de ideia na última hora ou alguém o convenceu a executar Lord Stark? - perguntou Tyrion:

- Ele não me disse nada, mas, acho que alguém o convenceu! - respondeu Cersei:

- Mindinho; talvez? - perguntou Tyrion:

- Por que ele? - perguntou a rainha mais atenta agora:

- Todos sabem que o homem é louco de amor por Lady Stark – disse Tyrion – Dado o seu combate com Brandon Stark pela mão dela, acho que com as palavras certas ele teria convencido Joffrey a tirar a cabeça de Stark e deixar o caminho livre mais uma vez para a sua Catelyn!

- Pode ter razão – disse Cersei – Mas, ele é útil!

- Sim, ele é útil a nós até que comece a jogar ao seu próprio benefício e aí teremos que matá-lo! - disse Tyrion – "É ele; o Rei Das Cinzas"? - pensou Tyrion:

- Tem razão! - disse Cersei.

Tyrion se levantou e se dirigiu para a porta:

- Vim aqui e usar os poderes que tenho agora para salvar Jaime dessa confusão, eu espero que possa ter a sua ajuda nisso – disse Tyrion; Cersei acenou positivamente com a cabeça concordando:

- E quero que os castigos em Lady Sansa acabem; nosso pai não gostou nem um pouco quando ouviu sobre isso, avise o seu filho para parar de mostrar esses momentos de sadismo para os outros! - disse Tyrion.

Cersei olhou furiosamente para Tyrion, mas, concordou:

- Qual é a sensação agora Cersei, de que você e Joffrey e não eu; trará a desgraça para a Casa Lannister?

Tyrion não esperou resposta, apenas bateu na porta e Ser Balon Swann abriu a porta:

- Sim, meu senhor? - perguntou Ser Balon:

- Os senhores do conselho podem voltar – disse Tyrion.

Os homens do conselho do reino voltam e tomam os seus lugares:

- Bem; creio que devemos voltar à reunião – disse Lord Baelish:

- Na verdade Lord Baelish; tenho alguns tópicos a falar – disse Tyrion:

- Então fale – disse Cersei com uma voz amarga:

- A dois acentos vagos no conselho, eles devem ser preenchidos – disse Tyrion.

O Imp viu que os homens do conselho não haviam pensado nisso:

- Pelo que vejo; Stannis ainda é o Mestre Dos Navios e Renly ainda é o Mestre Das Leis! – disse Tyrion:

- Sim, meu senhor mão – disse Lord Varys:

- Então nesse caso, cartas assinadas por Rei Joffrey tirando os dois traidores de seus respectivos cargos no Pequeno Conselho – sugeriu Lord Baelish:

- Aprovado! – disse o Meistre Pycelle:

- E quem vai ocupar os dois acentos? – perguntou Cersei:

- Quem comanda a Frota Real? – perguntou Tyrion:

- Comandante Ilon Veltech – respondeu Lord Varys:

- Então a posição de Mestre Dos Navios deve ser dada a ele – disse Tyrion; todos concordaram:

- E quem vai ser o Mestre Das Leis? – perguntou Lord Baelish:

- Eu indico Lord Renfred Rykker – disse Tyrion Lannister:

- O senhor da Casa Rykker, por quê? – perguntou Cersei:

- Quanto mais casas das Terras Da Coroa forem para o nosso lado, menos apoiadores para Stannis – respondeu Tyrion:

- Lord Rykker é um homem justo e dedicado ao seu trabalho, tenho certeza que ele vai executar o cargo de Mestre Das Leis muito bem – disse Lord Varys:

- Concordo – disse Lord Baelish:

- Concordo – disse Meistre Pycelle:

- Depois da reunião, mande corvos para convocá-los Meistre Pycelle! – mandou Cersei:

- Sim; Sua Graça – disse Pycelle – Em três dias, os documentos destituindo Stannis e Renly de seus cargos do Pequeno Conselho estarão prontos, assim como os documentos que empossarão Lord Rykker e o Comandante Veltech!

- Quem representa a Guarda Real no conselho? - perguntou Tyrion:

- Jaime, é claro – respondeu Cersei:

- Sim, mas, ele está ausente e a Guarda Real precisa de um representante no conselho! - explicou Tyrion:

- O senhor mão tem razão – disse Meistre Pycelle:

- Concordo! - disseram Varys e Baelish ao mesmo tempo.

Cersei olhou para os homens da sala e com raiva concordou também, ela é voto vencido, não tinha escolha:

- E a quem indica para o acento no conselho? - perguntou Cersei:

- Ser Arys Oakheart – disse Meistre Pycelle:

- Explique! - ordenou Cersei:

- Ser Arys é um cavaleiro valoroso, fiel ao seu dever, muito ligado ao seu serviço – explicou Meistre Pycelle:

- De acordo – disse Cersei – Todos concordam com isso?

- Concordo – responderam os homens dentro da sala:

- Ótimo! - exclamou Cersei – Tem mais alguns tópicos; meu irmão?

- Sim, minha irmã; tenho mais alguns tópicos a serem discutidos!

- Coloque-os na mesa, por favor, senhor mão – disse Lord Baelish com o seu sorriso falso:

- Venho com uma proposta de criar um exército para a coroa – disse Tyrion:

- Explique! - pediu Lord Varys:

- Como todos sabem, o meu pai está perdendo a guerra, no momento dependemos dele para não ter um exército liderado por Jon Targaryen em nossas portas e com a derrota de Ser Gregor Clegane, as Westerlands estão abertas a ataques externos; sempre que há guerra, Porto Real sempre depende da boa vontade de senhores de outras terras para lutar pela coroa, por isso a proposta de criar um exército subordinado à coroa! - explicou Tyrion:

- E onde conseguiríamos os nossos soldados? - perguntou Cersei:

- Da população de Porto Real – respondeu Tyrion – Oferecendo ouro, prata, refeição três vezes ao dia, vestimentas novas e treiná-los; se tornariam uma força de proteção para o reino, eles vestiriam as cores do reino, não as cores da casa que veste a coroa além de aumentar os números e treinar a todos da Guarda Da Cidade!

- Levaria meses ou até anos para ter o exército pronto e treinado – disse Lord Baelish:

- Eu sei disso, mas, é o melhor plano dado o fato que não temos tantos aliados assim – disse Tyrion:

- O senhor mão tem razão – disse Lord Varys – Lord Tywin luta uma guerra sozinho e sem aliados para impedir o Rei Jon Targaryen de bater as nossas portas, meus passarinhos informam que Renly vem marchando com o Alcance para Porto Real, não chegou ainda por que ele faz uma marcha lenta e Stannis se senta na Pedra Do Dragão podendo atacar a qualquer momento; para todos os meios estamos por conta própria!

- E o Vale? - perguntou Tyrion:

- Lady Lysa Arryn respondeu a convocação de seu pai; Lord Hoster Tully, meus passarinhos informaram que o Vale vai lutar pelo Rei Targaryen – respondeu Lord Varys.

Varys assistiu escondendo um sorriso, o mindinho fazer um esgar com o rosto como se tivesse engolido algo azedo, certamente o Vale lutar pelo Rei Jon não estava nos planos do Rei Das Cinzas:

E quem comandaria esse exército? - perguntou a Rainha Cersei:

- Eu indico Ser Bennard Brune – disse Petyr Baelish:

- Explique! - mandou Cersei:

- Ser Bennard é um cavaleiro habilidoso e um excelente comandante, ele está mostrando do que é capaz no torneio em homenagem ao rei; sua graça! - explicou Lord Baelish.

Cersei ficou calada olhando para todos dentro da sala de reunião, ela suspirou:

- Qual a contagem da população de Porto Real? - perguntou Cersei:

- Quinhentos mil ou mais, sua graça – respondei Meistre Pycelle:

- Está bem – disse Cersei – Eu concordo com a indicação de Ser Bennard, ele deve ter um acento no conselho, concordo com a formação do exército para defender a coroa, concordo com o aumento e um maior preparo para a Guarda Da Cidade e também concordo com aumento dos navios e de homens para a Frota Real!

Os membros do conselho acenaram positivamente, concordando, mesmo com essa parte sobre a Frota Real que não discutiram:

- Terminamos? - perguntou Cersei:

- Na verdade minha irmã, por que Joffrey não está aqui na reunião do conselho? - perguntou Tyrion:

- Hoje é um dia especial para ele, por isso não disse nada ao meu filho – respondeu Cersei que estava agindo de uma forma insegura:

- Mas, ele é o rei, ele deve estar aqui para ver as decisões importantes para o reino que tomamos – disse Lord Varys:

- Creio que é o caso de ele ser convocado para essa reunião – disse Lord Baelish:

- Concordo! - disse Tyrion se levantando e se dirigindo a porta, com os nós dos dedos, bateu na madeira e a porta se abriu:

- Deseja algo, meu senhor? - perguntou Ser Balon:

- Sim, mande alguém convocar o rei para se dirigir a sala de reunião, mande dizer que ele está atrasado para a Reunião Do Conselho e que é urgente que ele venha! - disse Tyrion:

- Agora mesmo – disse Ser Balon fechando a porta; Tyrion voltou a se sentar em seu lugar; agora era questão de esperar.

Em questão de minutos Joffrey entra na sala em uma fúria:

- Por que fui convocado para isso? – gritou Joffrey – Eu estava em uma festa!

- O Convocamos por que está é uma reunião do pequeno conselho – respondeu Tyrion.

Pela primeira vez; Joffrey pôs os olhos em Tyrion:

- O que ele está fazendo aqui? – gritou Joffrey:

- Ele é a Mão Do Rei – respondeu Lord Varys:

- O que? Isso não pode ser! – gritou Joffrey – Mãe; faça alguma coisa!

Todos dentro da sala se viraram para Cersei que ainda tentou manter algum orgulho intacto:

- Sinto muito; meu filho, mas, foram ordens de seu avô e devemos acatá-las – respondeu a rainha Cersei.

Tyrion Lannister podia jurar que Joffrey fez biquinho como se fosse uma criança crescida fazendo birra:

- Então; eu estou aqui; por que me convocaram? – perguntou Joffrey que parecia mais calmo:

- Você é rei, sua graça, e como tal deve estar a par do que é discutido no Pequeno Conselho e tomar as decisões cabíveis para governar de forma segura o reino! – disse Lord Varys:

- Eu tomo as minhas próprias decisões – disse Joffrey de forma arrogante – Eu agradeço a opinião de vocês, mas, vocês são figuras de enfeite, esse reino sobrevive por minhas próprias decisões e quanto a este assunto eu tomei a minha própria decisão!

- Que assunto? – perguntou Lord Baelish:

- A guerra – respondeu Joffrey:

- O que você fez? – perguntou Tyrion olhando para o seu sobrinho com um olhar calculado:

- Mandei um exército para combater o Targaryen bastardo! – respondeu Joffrey:

- O que? – perguntaram todos ao mesmo tempo dentro da sala, até a rainha:

- Quantos...? – perguntou Tyrion incapaz de continuar a falar:

- Doze mil homens para ajudar o meu avô – respondeu Joffrey com uma voz de orgulho e de que fez a coisa certa:

- Sua Graça; mandou doze mil homens para juntar ao seu avô em Harrenhal? – perguntou Lord Varys que parecia realmente abalado e estava conseguindo com falhas se controlar e não desmaiar ali mesmo na sala:

- Mandei doze mil homens para combater o exército Targaryen maldito que está no Entroncamento – respondeu Joffrey – Certamente, em breve, terei notícias da vitória!

Tyrion tinha a sua face branca agora e aparentemente estava tremendo e os outros mal conseguiam formar uma frase:

- Você mandou doze mil homens para o Entroncamento? – perguntou Tyrion com a voz fraca:

- Sim! – respondeu Joffrey de forma grosseira que parecia alheio ao que se passava com as pessoas dentro da sala:

- O... Que... Você... Fez? – perguntou Tyrion totalmente abalado.

Lord Richard Karstark estava no Entroncamento, acampado com o seu exército de até vinte e cinco mil homens e mulheres do Norte; depois da vitória sobre o exército de Tywin Lannister e a tomado do Entroncamento, se dirigiu para Correrrio e participou de diversas reuniões conjuntas com os lordes das Terras Fluviais e da proclamação do Rei Jon Targaryen; por ordens deste estava de volta ao Entroncamento, acompanhado de Lady Lysa Arryn e seu filho, no qual se separarão em meio às lágrimas; Lady Arryn seguiu com dez homens do Vale para preparar o seu exército que marchariam para Correrrio a qualquer momento e seu filho Robert Arryn seguiu com dez cavaleiros do Vale para o Norte, acompanhado por Syrio Forel; isso foi em alguns dias e como a Estrada Real estava em constantes patrulhas pela Casa Frey e soldados do Norte; Lord Karstark tinha previsão de receber um corvo de Moat Cailin em breve, mas, no momento os batedores estavam voltando avisando que o exército do Vale estava se aproximando cada vez mais; as notícias de que o Rei Jon Targaryen mandou cinco mil homens das Terras Fluviais para se juntarem na ocupação do Entroncamento, mas, é claro que o rei mandou instruções antes da chegada dos dois exércitos:

- "Lord Karstark, suas ordens são simples, no momento em que estiver com essa mensagem em suas mãos, cinco mil homens bem armados e preparados das Terras Fluviais, liderados por o novo Lord Terrick estarão se dirigindo para o Entroncamento; recebam eles muito bem, eles se juntaram na ocupação do Entroncamento. Também deve receber o exército do Vale; dependendo dos números, dez mil devem ficar no Entroncamento e o resto deve cavalgar para Correrrio, com você, Lord Karstark liderando dez mil homens e mulheres do Norte de sua preferência, sua presença e experiência são requisitadas para os próximos passos da guerra; aguardo a sua presença".

Pelas contas de Lord Karstark, depois que saísse para Correrrio, haveria trinta mil homens e mulheres ocupando o Entroncamento, havia pelo menos algumas possibilidades, a tomada de Harrenhal, a invasão das Terras Da Coroa ou simplesmente uma reserva para o caso de necessidade do Rei; pelo menos esses trinta mil soldados se encaixariam nesses quesitos; Lord Karstark saiu de sua tenda, era o entardecer e praticamente a noite iria se iniciar a qualquer momento; podia se vir às milhares de tendas abrigando os homens e as mulheres que esperavam uma chance para lutar, cercados por estacas fincadas no chão e os porcos espinhos de madeira espalhadas por todos os caminhos que se ligam ao Entroncamento; os porcos espinhos posicionados na estrada dificultavam qualquer exército inimigo de se aproximar com alguma facilidade, basicamente os arqueiros do Norte tinham a facilidade de atingir mais inimigos quando estes tentam passar pelo labirinto de estacas sem serem atravessados por elas; sem falar na Companhia Sombra escondido.

Então Lord Karstark viu um batedor em seu cavalo se aproximando, ele chegou perto, desmontou e se curvou em cumprimento:

- Notícias, milorde – disse o batedor:

- Fale! – mandou Lord Karstark:

- O exército do Vale se aproxima com Lady Arryn e mais vinte e cinco mil homens – disse o batedor:

- Bom! – disse Lord Karstark, o batedor se curvou e se afastou.

Lord Karstark caminha pelo acampamento, mesmo não estando preste a entrar em batalha, havia soldados treinando, uma das muitas maneiras de passar o tempo, em breve à refeição da noite teria lugar e o acampamento estaria inundado pelas luzes das fogueiras, mas, então um som se espalhou pelo lugar chamando a atenção de todos; o som da buzina alertando um ataque; rapidamente Lord Karstark se recuperou e saiu correndo, várias reações de homens e mulheres colocando as suas armaduras as presas:

- Preparem-se para a batalha! Inimigo chegando! – gritou Lord Karstark passando rapidamente pelos soldados, alguns já estavam vestidos e corriam atrás de Lord Richard, eles chegaram à ponte que atravessa o Ramo Verde, ali fora deixado um espaço para a passagem de homens a cavalos e carroças; Lord Karstark viu o seu filho e herdeiro; Harrion olhando para o sul da Estrada Real:

- Harrion! – chamou Lord Karstark:

- Pai! – disse Harrion – Os batedores disseram que estão vindos do sul!

- Quantos? – perguntou Lord Karstark:

- Doze mil inimigos ou mais! – respondeu Harrion – As disposições dos porcos espinhos vão deixá-los lentos!

Na Estrada Real, tanto para o sul, leste e oeste, os porcos espinhos foram posicionados de forma que obrigavam os soldados inimigos a correrem de um lado para o outro para avançarem para simplesmente chegarem à frente, isso os deixava com mais chances de serem acertados pelas flechas do Norte, mas, se conseguissem passar inteiros fazendo esses movimentos de um lado para o outro se encontrariam com uma barreira de espinhos e para isso teriam que pular ficando totalmente expostos até mesmo aos arqueiros menos experientes:

- Arqueiros a frente Senhor Long – disse Lord Karstark:

- Arqueiros! – gritou o Senhor Long.

Os arqueiros foram à frente se posicionando em forma de coluna, pegando as flechas e tencionando os seus arcos:

- Esperem! – gritou Lord Karstark. A tarde caia no Entroncamento e por isso havia pouca luz a frente, mas, a visão ainda era boa para todos, mas, teriam que depender de tochas e fogueiras se quisesse tornar os arqueiros úteis; os sons dos gritos dos inimigos se aproximando, o som dos cavalos correndo se aproximando, mas, não podiam ser vistos:

- Harrion! Vá com o Lord Glover, leve alguns soldados da infantaria e veja se existem alguns inimigos que vem pelo leste coma intenção de nos flanquear! – Comandou Lord Karstark:

- Eu vou, meu pai – disse Harrion saindo correndo; Lord Karstark tirou a sua espada e esperou.

Com o sol estava se pondo e todos os soldados do Norte esperando o inimigo chegar a partir do sul da estrada real, a alguns metros da estrada, ela descia em uma colina não tão alto e de muita inclinação, mas, a descida escondia quem via a partir das Terras Da Coroa e com os gritos de guerra, ao longe Lord Karstark assistiu os homens do exército inimigo emergir da colina e cada um deles gritando loucamente:

- Esperem! – disse Lord Karstark e os soldados inimigos vinham e estavam cada vez mais pertos – Esperem!

Os arqueiros com os seus arcos tencionados, estavam segurando, esperando o comando de seu líder e então os soldados inimigos chegaram perto dos porcos espinhos:

- Disparem! – gritou Lord Karstark apontando o dedo indicador para a direção de onde os soldados das Terras Da Coroa vinham. Os arqueiros liberaram as cordas e as flechas foram disparadas, elas subiram para o alto em silêncio, mas, caíram fazendo o barulho da morte; cortando o ar e em seguida atingiu vários soldados no mar de pessoas que vinham para atacar, de maneira desordenada, já que havia cavaleiros no meio, onde seus cavalos atingidos se empinavam e derrubavam os seus cavaleiro ou os cavaleiros eram atingidos caindo de seus cavalos em seguida e os seus cavalos sem controle atropelavam soldados aleatórios; quando os soldados das Terras Da Coroa chegaram perto dos porcos espinhos, viram que somente pelo lado esquerdo tinha a passagem; os que estavam no lado direito foram empurrados e tiveram os seus corpos atravessados por estacas de madeira afiadas; seus gritos de agonia pura antes morrerem com sangue em suas bocas se misturavam aos gritos de guerra dos outros soldados:

- Disparem! – gritou o Senhor Long; mais outra saraivada de flechas foi disparada que caiu; atingidos mais inimigos, alguns quando atingidos pelas flechas caiam para simplesmente terem os seus corpos perfurados por estacas de madeira; em todo o caso, os soldados inimigos estavam conseguindo chegar à barreira de estacas onde conseguiriam pular e escolher qual direção atacar o acampamento do Norte:

- Eles vão pular a barreira, atirem as flechas! – gritou em ordens o Lord Karstark.

Os arqueiros da primeira coluna posicionaram os arcos e disparam as suas flechas acertando soldados inimigos que estavam em cima da barreira, esses caíram para frente morrendo, mas, isso não impediu que mais pulassem a barreira:

- Traga a outra parte da infantaria Senhor Forrester – disse Lord Karstark – Arqueiros! Liberem a passagem da infantaria!

Os arqueiros se posicionaram formando agora várias filas indianas e os soldados da infantaria estavam passando correndo por entre eles; Lord Karstark levantou a sua espada e começou a correr em direção ao inimigo, gritando em seu grito de guerra junto com outros homens e mulheres da infantaria. As flechas eram lançadas para o alto que caiam nos soldados inimigos que vinham. Lord Karstark chegou junto com os outros aliados e atacou desferindo o primeiro golpe de sua espada abrindo um corte no peito do soldado inimigo espirrando sangue para todo lado, balançando a sua espada contra os soldados das Terras Da Coroa, cortando as suas cabeças fora e abrindo os seus peitos, o sangue espirrava para todo lado; Lord Karstark balançou a sua espada novamente separando a cabeça do corpo de um homem, deu um passo a frente a brandiu a sua espada a estocando que atravessou o peito do inimigo, colocando o pé no peito do homem, Lord Karstark deu um puxão na sua espada e em seguida aparou um golpe de uma espada inimiga e com um movimento conseguiu a abertura e brandiu a sua espada com um golpe abriu o peito do inimigo de cima para baixo na diagonal; ele foi ao chão jorrando sangue.

Lord Karstark estava quase todo banhado de sangue, sua espada era vermelha sangue; com o próprio sangue dos inimigos escorrendo em suas mãos, tinha abatido muitos inimigos que ainda insistiam em pular as barreira e dar combate, todos eles, na opinião de Lord Karstark pareciam muito jovens, meninos verdes que não tinham experiência em combate ou viram a boceta de uma mulher, via que seus soldados abatiam os muitos inimigos que vinham, as flechas do Norte cortavam os céus e caiam em cima daqueles que estavam atrás; Lord Karstark tinha a certeza que seu filho e uma parte a infantaria estava enfrentando o exército das Terras Da Coroa dentro da floresta e então antes de voltar para a luta, os sons de corneta foram ouvidos, para Lord Karstark foi um som diferente que conhecia e há muito tempo não ouvia; o exército do Vale havia chegado:

- Matem todos! – gritou Lord Karstark voltando a cortar os inimigos com sua espada.

Para os soldados das Terras Da Coroa que estavam por último tentando avançar, estavam entretidos com o fato que em sua frente estava uma batalha sangrenta que poderiam ganhar, por isso, foi tarde demais quando perceberam uma cavalaria pesada com lanças vinham na direção deles, um grito de um soldado da Terra Da Coroa que foi o suficiente para alertar os outros e o caos se instalou quando os cavaleiros bateram em cheio nos soldados inimigos; Lord Karstark ouviu os gritos dos soldados inimigos e intensificou os seus ataques. A noite chegou e ela se estendeu com os gritos de dor e desespero dos soldados inimigos e aliados, também os gritos de guerra dos dois lados permeiam a noite, os sons de aço se chocando contra aço e carne; todos esses sons misturados que eles poderiam ser ouvidos a noite toda.

Na manhã seguinte, cansado, sujo de sangue dos inimigos; Lord Richard Karstark andava entre os mortos, feridos e moribundos, Lord Karstark deu ordens de não poupar ninguém e então soldados do Norte passeavam entre os corpos executando os que ainda estão vivos, boa parte dos inimigos caíram no Ramo Verde morrendo afogados, o mar seria o seu túmulo, alguns estavam mortos cravados nas estacas de madeira, mortos por que foram empurrados por seus próprios colegas, mas, diante disso, nenhuma barraca do acampamento fora destruída:

- Lord Karstark – chamou uma voz, Lord Richard se virou para a origem da voz:

- Ser Benjen, é bom vê-lo vivo – disse Lord Karstark; atrás do cavaleiro Stark vinha Harrion Karstark e Lord Glover:

- Pai! – disse Harrion se movendo e abraçando o seu pai:

- É bom vê-lo inteiro filho – disse Lord Karstark – É bom que ainda esteja entre nós Lord Glover!

- Eu digo o mesmo Lord Karstark – disse Lord Glover.

Lord Karstark olhou para cada um deles:

- Tiveram dificuldades? – perguntou Lord Richard:

- Algumas baixas da infantaria – respondeu Lord Glover – Mas, eles realmente tinham a intenção de dar a volta e nos pegar por trás!

- Sorte do exército do Vale ter vindo a tempo de nos ajudar – disse Harrion:

- Acredite, não esperávamos ter o nosso primeiro combate na fronteira do Vale – disse uma voz, os homens se viraram e viram Lady Arryn se aproximando acompanhada por um homem trajando armadura com placas de bronze com várias runas escritas segurando o seu elmo:

- Lord Yohn Royce – disse Lord Karstark – É um prazer vê-lo!

- Eu digo o mesmo Lord Karstark – disse Lord Royce apertando a mão de Lord Karstark – Ser Benjen, sua fama é bem conhecida!

- É um prazer Lord Royce – disse Ser Benjen apertando a mão de Lord Royce.

Lord Karstark apresentou o seu filho mais velho e Lord Glover:

- Lady Arryn; recebi uma mensagem essa manhã dizendo que seu filho passou por Moat Cailin, oficialmente ele está dentro do Norte – disse Lord Karstark:

- Obrigada por dizer Lord Karstark – disse Lady Arryn que parecia feliz:

- Lord Royce; presumo é você que comanda o exército do Vale? – perguntou Lord Karstark:

- Sim! – respondeu Lord Royce:

- Tenho ordens do rei – disse Lord Richard entregando a mensagem para Lord Royce que leu:

- Entendo – disse Lord Royce – Trinta mil homens ficaram no Entroncamento!

- Para Harrenhal – disse Lord Karstark – Supondo é claro!

- Entendo – disse Lord Royce novamente – Então devo preparar os homens!

Lord Royce saiu para cumprir os seus deveres quando um guarda se aproximou:

- Lord Karstark – chamou o soldado:

- Sim! – disse Lord Karstark:

- Os homens das Terras Fluviais acabaram de chegar! – disse o soldado do Norte:

- Permita-os entrar! – disse Lord Karstark:

- Sim! – disse o soldado saindo para cumprir as suas ordens, então outro soldado se aproximou:

- Lord Karstark, uma caravana está nos limites do acampamento – disse o guarda:

- Civis? – perguntou Lord Karstark:

- A Patrulha Da Noite – disse o soldado:

- Deixo-os passar, diga que podem montar acampamento na frente da Estalagem Do Entroncamento – disse Lord Karstark.

O soldado saiu para cumprir as ordens, Lord Richard junto com o seu filho e Lord Glover estavam conversando sobre a batalha, enquanto Lady Lysa Arryn assistia querendo saber sobre tudo o que aconteceu; então o mesmo soldado voltou acompanhado por mais quatro pessoas:

- Lord Karstark; essas pessoas insistiram em falar com vossa senhoria – disse o soldado que em seguida se retirou.

Lord Karstark olhou para um homem de meia idade vestido totalmente de preto, um homem com a cabeça coberta com um capuz e dois meninos que aparentam ter diferentes idades:

- Yoren; o Corvo Negro! – disse Lord Karstark apertando a mão do recrutador da Patrulha Da Noite:

- Yep! Só queria agradecer por nos deixar passar e acampar em segurança – disse Yoren:

- Vocês ficaram acampados perto da estalagem Do Entroncamento – disse Lord Karstark – A Patrulha Da Noite não está envolvida nesse conflito!

- Eu agradeço! – disse Yoren se virando para o homem encapuzado para em seguida se virar novamente para Lord Karstark – Esse homem vem oferecer a sua espada ao Rei Targaryen!

- Então tire o capuz para que eu veja o seu rosto e que possa avaliar se é digno de confiança – disse Lord Karstark.

O homem tirou o capuz revelando a sua face que Lord Karstark conhece muito bem, Lady Arryn também conhece e estava surpresa por ele estar naquele acampamento:

- Ser Barristan Selmy, O Ousado! – disse Harrion Karstark:

- O que faz aqui Ser Barristan? – perguntou Lady Arryn:

- Vim oferecer a minha espada e lealdade ao verdadeiro Rei Jon Targaryen I – respondeu Ser Barristan – E como provo de minha boa vontade, escoltei alguém que o próprio rei ficará feliz em ver!

Podia se ver os dois meninos, ambos com alturas diferentes e faces diferentes, o mais alto, especialmente para Lady Lysa Arryn lhe era estranhamente familiar, mas, o mais baixo tinha um rosto mais feminino e para Lord Karstark, seus olhos cinza e sua face era bem reconhecível e como sua cabeça tivesse estalado, o fato verdadeiro veio:

- Lady Arya Stark? – perguntou Lord Karstark surpreso, logo podia se notar que ela estava se contendo para não explodir, era um fato bem conhecido que Arya Stark não gostava de ser chamada de senhorita, mas, também o entendimento veio para todos que estavam pertos e Lord Karstark tinha certeza que tinha uma mãe em Correrrio que ficaria bastante feliz e comovida.

Lord Varys, o Mestre Dos Sussurros; servindo a três reis diferentes; ao Rei Aerys Targaryen II; ao Rei Robert Baratheon I e ao Rei Joffrey Baratheon I. É no reinado de Joffrey, nesse momento, nesse tempo que a verdadeira lealdade de Varys está no Rei Jon Targaryen I, nesse tempo em que reis surgiam para todos os lados, ainda mantinha-se em Porto Real como uma base onde poderia fazer acontecer os meios que atrasariam os outros reis e que colocasse o Rei Jon no Trono de Ferro e esses meios contava em falar para a Rainha e seu filho, nas reuniões do Pequeno Conselho, informações incompletas, meias verdades e mentiras elaboradas; de fato, Varys gosta de ver quando passa para o pequeno conselho as informações que quer passar e eles darem voltas e voltas em círculo sem sair do lugar, para depois ter que recolher os restos dos prejuízos, é claro que desde que declarou lealdade para o Rei Jon, garantiu a ele a informação completa e precisa.

Lord Varys sempre se orgulhou de estar a muitos passos a frente de seus inimigos, não ficou surpreso com a chegada de Tyrion para ser a Mão Do Rei, mas, também não esperava as propostas que ele fez e em um dia a serem aceitas pelo conselho, em poucas horas de sua chegada, tinha refeito o Pequeno Conselho todo, criado uma força de defesa para a Coroa e limitado os poderes de Cersei sobre o seu filho e controlado os impulsos do Rei Menino; o Exército Da Coroa seria mais um problema que Varys teria que cuidar antes da chegada do Rei Jon e o fato que Tyrion Lannister não é influenciável, como a sua irmã, por isso Lord Varys não podia mais manipular a rainha e se filho para tomarem decisões ruins, mas, nunca; nunca esperaria que o Rei Menino, Joffrey tomasse a ruim decisão de mandar doze mil homens para combater no Entroncamento, contra um exército de vinte e cinco mil homens e mulheres do Norte, além da Companhia Sombra liderados por Ser Benjen Stark.

A Rainha Cersei, surpresa e incapaz de continuar, ela terminou a reunião do Pequeno Conselho e logo imediatamente, Tyrion saiu e Lord Varys soube que ele havia preparado duas cartas para que fossem mandadas; uma para o comando daquele exército dando ordens de se dirigirem para Harrenhal e se juntassem para Lord Tywin e outra para o próprio Lord Lannister pedindo que esse exército fosse auxiliado antes que fosse exterminado, através de seus passarinhos, Lord Varys sabia que essas cartas não chegariam a tempo antes da Batalha Do Entroncamento e um dia depois, as notícias chegaram a Porto Real de que o exército de doze mil homens das Terras Da Coroa foi exterminado, nenhum sobrevivente.

Lord Varys assistiu Tyrion Lannister deixar de lado qualquer convenção social e gritar com o seu sobrinho, jogar todos os insultos contra ele e dizer que esta foi à pior decisão que já foi tomada por um rei, mesmo Cersei, tão protetora de seu filho, não tinha nada a dizer em sua defesa e relutantemente concordou com Tyrion, ela mesma impediu de seu filho fazer qualquer coisa contra o Imp; depois da gritaria, Lord Varys encontrou Tyrion bebendo vinho direto da garrafa e então lhe contou sobre a conversa que teve com Eddard Stark; Varys já sabia que o Rei Jon já contara ao Imp sobre o Rei Das Cinzas, apenas confirmou para Tyrion o que era uma verdade; o Mestre Dos Sussurros aconselhou a Tyrion a sempre ter alguém de olho em Petyr Baelish, mas, tinha que ser alguém que é especialista, alguém capaz de não chamar a atenção de Baelish e de seus espiões; por que certamente ele tem os seus espiões; esse alguém, na hora certa, quando o sinal for dado, matasse Lord Baelish; Tyrion aceitou o conselho de Lord Varys e passou a procurar alguém para o serviço.

Hoje, no entanto, Lord Varys, disfarçado, estava andando por entre as ruas estreitas de Porto Real, usando as suas habilidades para passar pelas pessoas sem ser incomodado; Varys finalmente chegou a um bar, localizado na frente dos portos, Varys entrou para encontrar homens bebendo, fumando cachimbo, prostitutas se oferecendo a toda hora; rapidamente e sem querer chamar atenção para a sua pessoa, Varys se dirigiu a uma mesa encostada na parede, no fundo, onde quem sentasse não seria muito incomodado; apenas uma pessoa estava sentada lá e parecia não dar à mínima se um desconhecido se sentou em sua mesa:

- Para que veio? – perguntou o homem:

- Para lhe dar um nome – respondeu Lord Varys:

- Você requisita os meus serviços, dê-me um nome e cumprirei a tarefa dada a mim – disse o homem:

- Melisandre De Asshai, a Sacerdotisa Vermelha De R'hllor! – disse Varys depositando um saco cheio de moedas de ouro na mesa e na frente do homem – Metade agora, o resto quando terminar o serviço!

- Assim será feito – disse o homem pegando o saco de moedas de ouro e se levantando e saindo do bar; Varys se levantou também e em seguida saiu para voltar para a Fortaleza Vermelha.

Enquanto Lord Varys caminha entre o povo de volta para a Fortaleza Vermelha, ele realmente não tinha apreço por magia, a odiava, por isso tinha que ter a Sacerdotisa Vermelha morta, ela era um grande problema para a chegada do Rei Jon ao trono que é seu por direito; não gostava do poder que ela exercia sobre Stannis, ele que é um homem centrado e com a cabeça no lugar, estava enrolado no dedo mínimo de Melisandre e ela o alienaria para o fato de que ele tenha que se curvar ao Rei Jon; era vital que ela morresse, pelo menos antes que enfrentasse o seu irmão Renly. Em todo o caso, Melisandre era uma ameaça à volta do Targaryen ao poder e tinha que ser eliminada antes que ganhasse mais força, antes que se espalhasse por Westeros e trouxesse morte e muito derramamento de sangue.

Lord Tywin Lannister estava em sua sala em Harrenhal; sozinho, lambendo as suas feridas de suas derrotas, ele havia subestimado Robb Stark e Jon Targaryen, especialmente tendo Ser Brynden Tully ao lado deles, seu orgulho nublou os seus pensamentos e levou a uma arrogância que foi perigosa para si e sua família, mas, agora ele estava com raiva, mais raiva do que o habitual desde que começou a perder essa guerra, sua raiva aumentou quando recebeu um corvo de seu filho, a notícia de que doze mil homens das Terras Das Coroas comandados por seu neto, que nem ao menos os estavam comandando em campo; seu neto Joffrey que teve doze mil homens que foram mandados para combater diretamente o exército do Norte que estava estacionado no Entroncamento; Tyrion havia escrito pedindo para que ajudasse ou interceptasse esse exército antes que entrasse em combate, mas, a carta havia chegado tarde demais, seus batedores haviam relatado um massacre de milhares de homens que haviam enfrentado o Exército Do Norte no Entroncamento e somente para descobrir que seu neto fez esse grande erro que poderia custar a sua coroa.

No momento tinha muito com o que lidar, além das idiotices de seu neto, depois que o Rei Targaryen venceu Ser Gregor Clegane em batalha, ele autorizou que os lordes das Terras Fluviais recuperassem os seus castelos e os próximos dias em que Tywin passou encolhido em Harrenhal, foram para somente ver homens das Westerlands voltando feridos e cansados avisando das retomadas de castelos que ele e seu filho Jaime haviam tomado; mandou batedores e eles voltaram confirmando um fato que Tywin não gostou; uma situação que nunca esperava estar; estava isolado em Harrenhal, não podia se dirigir para as Westerlands sem sofrer baixas dos seus homens que mal estavam se recuperando do último combate, seu único caminho era Porto Real, mas, se abandonasse Harrenhal, a guerra estaria perdida para ele.

Nesses momentos de pensamentos sombrios que Tywin recebeu uma segunda carta de seu filho Tyrion, no início se desculpando por não ter conseguido parar Joffrey; Tywin não era cego, foi tudo a culpa de Joffrey e Cersei e a Casa Lannister desde o início e estava pagando por esse erro; Tyrion escreveu sobre o que fez no primeiro dia em que chegou; Tywin não queria admitir, mas, aprovou o que Tyrion fez; nem Renly e Stannis deveriam continuar no Pequeno Conselho, eles eram traidores e suas cabeças devem ser separadas de seus corpos; a conversa que seu filho relatou na carta que teve com Varys deram a Tywin a confirmação que Lord Petyr Baelish não era de confiança sendo ele culpado dessa situação; que na hora certa ele deveria se eliminado e que Lord Eddard Stark deu um nome correto para Baelish; o "Rei Das Cinzas"; Baelish; o culpado por essa guerra que Tywin se viu obrigado a terminar, é claro que ele iria pagar na hora certa, mas, infelizmente ele tinha as suas utilidades, aprovou a criação do Exército Da Coroa seria de grande ajuda nessa guerra, treinar e aumentar as forças da Guarda Da Cidade e também da Frota Real são decisões sábias, dariam um fôlego a mais nessa campanha, tempo que era de vital importância para Tywin pensar em como virar os ventos da vitória ao seu favor, somente tinha que descobrir como.