Capítulo 13
O Verdadeiro Rei
O Rei Jon Targaryen; dias depois da Batalha Do Ramo Vermelho, quando Voltou para Correrrio com a notícia de vitória e a notícia de vitória do Senhor Edmure Tully sobre mercenários e ladrões contratados por Tywin Lannister; as Terras Fluviais estavam livres e por isso Jon permitiu a esses senhores hospedados em Correrrio recuperarem os seus castelos, aconselhando a cada senhor que usassem o que sabiam sobre os seus próprios castelos como vantagem teve retorno de notícias da retomada dos castelos com poucas baixas, oficialmente Lord Tywin Lannister estava isolado em Harrenhal sem poder voltar para as Westerlands, ele somente podia ir para Porto Real.
A notícia do ataque de um exército das Terras Da Coroa com doze mil homens ao acampamento do Entroncamento, e a vitória do exército do Norte com a ajuda mais que necessária do exército do Vale deu a certeza de que Lord Tywin Lannister nunca faria esse tipo de ataque, ficou claro para Jon que foi obra de Joffrey, aquele merdinha sem bolas não tinha coragem de sair de Porto Real para combater pessoalmente ou até mesmo liderar os seus comandados, ele preferiu ficar escondido nas saias de sua mãe e urinar nas calças e mandou doze mil homens para serem massacrados, foi uma péssima idéia, mas, além da vitória, Jon recebeu uma notícia escrita pessoalmente por Lord Karstark que o deixou feliz, Robb descobriu também, mas, ele achou melhor esconder a notícia até a chegada de Lord Karstark com dez mil homens e mulheres do Norte com o exército do Vale com os seus quinze mil homens, enquanto dez mil homens ficariam no Entroncamento, eles estavam chegando e somente então Jon começaria a sua coroação, a sua coroa estava pronta.
Jon estava nas escadas que dão a entrada para o castelo do Correrrio, a alguns metros à frente estavam os portões da muralha, ao seu lado estava Robb e Edmure Tully, Lady Stark estava ao lado de seu irmão, os lordes e senhores do Norte e das Terras Fluviais que vieram para a coroação de Jon estavam atrás e então os portões da muralha são abertos e uma massa de cavaleiros e soldados da infantaria passam pelos portões, muitos carregando as cores do Vale, bandeiras das casas reconhecidas do Vale, alguns carregando as bandeiras das casas do Norte também; os primeiros a desmontarem foram aqueles que comandavam a comitiva, eles vieram à frente e se ajoelharam diante de Jon:
- Levantem-se! – mandou Jon e eles se levantaram – Lady Arryn; espero que tenha feito uma boa viagem e obrigado por ter vindo!
- Obrigado; Sua Graça! – disse Lady Lysa Arryn. Jon se virou para o homem que estava ao lado de Lady Arryn:
- Lord Yohn Royce; creio que comanda o exército do Vale – disse Jon estendendo a mão e Lord Royce a apertou:
- Sim; Sua Graça; será uma honra lutar ao seu lado! – disse Lord Royce:
- Temos que atualizá-lo sobre os planos de combate, mas, isso ficará para depois de minha coroação! – disse Jon:
- Claro; Sua Graça! – disse Lord Royce. Jon se virou para o homem ao lado de Lord Royce:
- Lord Richard Karstark, você, novamente se revelou um excelente líder quando o seu acampamento foi atacado, tenho a certeza que não será esquecido!
- Somente fiz o que Sua Graça mandou – disse Lord Karstark. Jon se virou para o homem ao lado de Lord Karstark:
- Ser Barristan Selmy; discutiremos a sua situação depois da minha coroação – disse Jon – Mas, o que me garante que veio de boa vontade?
- Isso, Sua Graça! – respondeu Ser Selmy deixando que duas pessoas fossem vistas, dois meninos, mas, logo de cara, Jon viu que o menino mais baixo lhe era familiar e Jon sabia que era uma menina; a menina em questão quando viu Jon esqueceu qualquer protocolo e correu e abraçou Jon bem forte que lutou para recuperar o equilíbrio para não cair. Jon riu:
- É bom ver você de novo Arya! – disse Jon em voz alta para felicidade de Robb e as lágrimas de Catelyn, Arya se soltou de Jon e abraçou Robb bem forte que beijou a sua irmã na cabeça; depois rapidamente abraçou a sua mãe, Arya já estava com lágrimas de Lady Stark chorava de alegria e ria.
O Senhor Edmure tinha um grande sorriso no rosto; Theon sorria assim como os lordes, felizes por uma mãe se reencontrar com o seu filho perdido; então uma confusão no que parecia que algo abria caminho entre os lordes e uma loba apareceu bem na frente de Arya que se soltou de sua mãe:
- Nymeria! – gritou Arya que correu para a sua loba e ela latiu de alegria e pulou sobre Arya e a Stark caiu no chão rindo de pura alegria enquanto a loba a lambia, o pessoal ao redor vendo essa cena, tinha que apenas rir; algo que não faria por um longo tempo.
Foi concedido um dia de descanso para aqueles que chegaram tarde, na manhã seguinte, Jon em seus aposentos; vestindo roupas luxuosas pretas com a roupa feita da pela do dragão Balerion por debaixo e trajando uma capa preta com um dragão vermelho no centro e uma coroa dourada acima do dragão, ele estava pronto e então o Meistre Gadel Morante entrou em seu quarto:
- Está tudo pronto; Sua Graça – disse Gadel:
- Vamos! – disse Jon e ambos saíram do quarto; fora dele estava Nabih Singerl que segurava uma almofada roxa, ele a passou para Gadel; em cima da almofada, estava à coroa de Jon, a tiara feita de prata com as gravações de um dragão e um lobo na frente e sete pontas douradas se ergue da tiara, uma ponta no centro e três pontas em cada lado; os três estavam andando para fora do castelo e se dirigindo para a floresta onde uma árvore de represeiro, a sua coroação seguindo os velhos deuses teria lugar primeiro e para somente depois seria coroado pelos Sete Deuses; o Meistre Gadel carregando a sua coroa e Nabih fazendo a proteção; finalmente chegaram ao represeiro onde todos que iriam assistir a coroação, nobres e o povo; Lord Robb Stark iria conduzir a cerimônia. Jon ficou ao lado de Robb e pegou a coroa com as duas mãos a erguendo no ar para todos a verem e entregou a Robb que a pegou:
- Eu vos lhe mostro a coroa do rei! – disse Robb erguendo a coroa para o alto – Aquele que vai usá-la se ajoelhe diante da Árvore Do Coração!
Jon se ajoelhou e Robb ficou na frente de Targaryen:
- Diga o seu nome para que todos possam ouvir! – disse Robb:
- Jon Targaryen! – disse Jon:
- Você, Jon Targaryen; jura defender o reino, defender o povo, defender a cultura e nosso modo de vida? – perguntou Robb:
- Eu juro! – disse Jon; Robb se virou para o povo que assistia:
- Vocês aceitam isso? – perguntou Robb. Aqueles que assistiam simplesmente rugiram de concordância, Robb se virou novamente para Jon:
- Você jura governar o reino com sabedoria e trazer a lei e a justiça para todos? – perguntou Robb:
- Eu juro que solenemente que farei! – respondeu Jon. Robb se virou novamente para aqueles que assistiam:
- Vocês aceitam isso? – perguntou Robb. Todos que estavam assistindo rugiram em concordância. Robb se dirigiu para as águas do Represeiro e segurando firmemente a coroa a mergulho nas águas e a puxou de volta a erguendo para o alto, molhada, para que todos pudessem ver:
- Essa coroa; banhada nas águas do Represeiro, purificada da influência ruim que possa dar a quem usá-la! – disse Robb colocando a coroa, molhada, na cabeça de Jon – Que assim, Jon Targaryen possa governar de acordo com os seus juramentos! Levante para que todos o vejam!
Jon se levantou e todos o viram:
- Vocês aceitam o Rei Jon Targaryen? – perguntou Robb. Aqueles que assistiam rugiram de acordo, foi longo e certamente todo o castelo poderia ouvir:
- Todos, salvem o Rei Jon! – disse Robb se ajoelhando sendo seguido pelos os outros que assistiam.
O Rei Jon Targaryen olhou para todos que se ajoelharam diante de si, atrás de todos estava a Árvore Do Coração, os ventos fracos que balançava os cabelos de todos e também as suas capas além das folhas mortas que passava diante dos olhos de todos. A cerimônia terminou e Jon entregou a coroa para o Meistre Gadel que a levou a frente para o Septão e todos voltaram para o salão do trono da Casa Tully e então Jon, ele entrou, como se fosse à primeira vez, todos se viraram para olhá-lo; Jon andou calmamente até o trono das Terras Fluviais onde o Septão o esperava, uma Septã segurava a almofada roxa onde descansava a sua coroa. Jon ficou a frente do trono. Todos estavam em silêncio agora esperando a cerimônia começar:
- Eu venho aqui, diante de vocês em nome do Pai Acima, a Mãe Acima, o Guerreiro, a Donzela, o Ferreiro, o Crone e o Estranho para colocar esta coroa na cabeça daquele que vocês querem como rei! – disse o Septão – Digam o nome dele para todos os setes deuses ouvirem!
- Jon Targaryen! – gritou todas as pessoas dentro do salão; o grito que ecoou pelas paredes:
- Ajoelhe-se Jon Targaryen – disse o Septão e Jon se ajoelhou de costas para as pessoas dentro do salão e de frente para o Trono Das Terras Fluviais; o Septão pegou a coroa e a ergueu para o alto para que todos pudessem ver:
- Você promete e jura governar os sete reinos e seus povos de acordo com as suas leis e costumes? – perguntou o Septão:
- Eu juro que farei! – respondeu Jon:
- Você jura proteger os sete reinos de qualquer mal que ameace o povo, os seus costumes e suas leis? – perguntou o Septão:
- Eu juro solenemente que protegerei a tudo e a todos! – respondeu Jon:
- Você jura que vai trazer a lei e a justiça em seus julgamentos para todos os sete reinos e todas as pessoas? – perguntou o Septão:
- Eu juro que vou! – respondeu Jon novamente:
- Você jura defender a Fé Dos Sete e promete usar o seu máximo de poder para manter a Fé que foi estabelecida por lei? – perguntou o Septão:
- Eu juro e prometo! – disse Jon.
O Septão lentamente pôs a coroa na cabeça de Jon e ele se levantou e subiu para o trono enquanto o Septão e a Septã desciam os degraus; Jon se virou para todos e olhando para cada pessoa dentro do salão, se sentou no Trono Das Terras Fluviais:
- Eis o início dos dias do Rei Jon! – disse o Septão – E que eles sejam abençoados!
Todos dentro do salão gritaram em euforia, alguns assoviando, batendo palmas, Jon estava sorrindo vendo toda alegria dentro do salão; Jon ergueu a mão e o barulho foi morrendo até cessar completamente:
- Eu agradeço a todos que vieram para ver este momento e somente tenho a dizer que ainda vou continuar a lutar ao lado de vocês derramando o sangue de nossos inimigos! – disse Jon. As pessoas dentro do salão rugiram em acordo:
- Antes que possamos festejar esse dia, temos algumas coisas a resolver – disse Jon – Ser Brynden Tully, Ser Barristan Selmy; se aproximem!
Os dois cavaleiros avançaram e se ajoelharam na frente de Jon; Jon se levantou e se aproximou dos dois:
- Ser Brynden, depois que fui proclamado rei, você demonstrou interesse em fazer parte da minha guarda – disse Jon:
- Está correto; Sua Graça – disse Ser Brynden:
- Ainda tem o interesse em participar? – perguntou Jon:
- Sim; Sua Graça – respondeu Ser Brynden. Jon em seguida se virou para Ser Barristan:
- Ser Barristan; você veio até a mim oferecendo a sua espada – disse Jon:
- Como um membro da sua Guarda Real; Sua Graça! – disse Ser Barristan – Vim pagar pelos meus pecados!
- Não o culpo; Ser Barristan – disse Jon – Você havia perdido, meu pai estava morto e você estava cansado de servir ao meu avô; por isso deu a sua lealdade a Robert Baratheon!
- Sim; Sua Graça! – confirmou Ser Barristan:
- Não vou puni-lo e também não vou defender o meu avô; não o conheço, somente sei os seus crimes contra o Reino De Westeros e seu povo, não reagirei contra qualquer um que fale mal dele, mas, é preferível que não comente para evitar constrangimentos; de qualquer forma vou aceitar a sua espada na minha Guarda Real! – disse Jon – Continuem de joelhos!
Nabih Singerl se aproximou carregando a espada do Rei Jon; Nabih ofereceu o cabo e Jon puxou a sua espada de sua bainha, ele se aproximou primeiro de Ser Brynden e colocou a parte plana da sua espada no ombro esquerdo do cavaleiro:
- Ser Brynden Tully; você jura não demonstrar medo perante aos seus inimigos, que seja bravo e justo para os inocentes? – perguntou Jon:
- Eu juro! – respondeu Ser Brynden. Jon bateu de leve com a parte plana de sua espada no ombro esquerdo de Ser Brynden e em seguida passou para o ombro direito:
- Você jura dizer a sempre a verdade, mesmo que isso o leve a morte e proteger os mais fracos? – perguntou Jon:
- Eu juro! – respondeu Ser Brynden. Jon bateu de leve com a parte plana de espada no ombro direito de Ser Brynden e em seguida passou para a sua cabeça:
- Você jura proteger a Família Real com a sua vida; proteger de qualquer mal, mesmo que este mal seja o próprio rei? – perguntou Jon:
- Eu juro solenemente que protegerei a Família Real com minha vida! – respondeu Ser Brynden. Jon bateu de leve com a parte plana de sua espada na cabeça de Ser Brynden:
- Levante-se Ser Brynden Tully, Cavaleiro Da Guarda Real; Lord Comandante Da Guarda Real; que seja saudado por aqueles que assistem a sua investidura! – disse Jon.
Ser Brynden se levantou e se virou para todos dentro do salão e foi saudado com gritos de alegria, Jon se dirigiu para frente de Ser Barristan e o povo se silenciou e então o rei colocou a parte plana de sua espada no ombro esquerdo do cavaleiro:
- Ser Barristan Selmy; você jura não demonstrar medo perante aos seus inimigos, que seja bravo e justo para os inocentes? – perguntou Jon:
- Eu juro! – disse Ser Barristan. Jon bateu de leve com a parte plana de sua espada no ombro esquerdo de Ser Barristan e em seguida passou para o ombro direito:
- Você jura sempre dizer a verdade, mesmo que isso leve a morte e proteger os mais fracos? – perguntou Jon:
- Eu juro! – respondeu Ser Barristan. Jon bateu de leve com a parte plana de sua espada no ombro direito de Ser Barristan e em seguida a colocou em sua cabeça:
- Você jura proteger a Família Real com a sua vida; proteger de qualquer mal, mesmo que este mal seja o próprio rei? – perguntou Jon:
- Eu juro solenemente que protegerei a Família Real com a minha vida! – respondeu Ser Barristan. Jon bateu de leve com a parte plana de sua espada na cabeça de Ser Barristan:
- Levante-se Ser Barristan Selmy, Cavaleiro Da Guarda Real; que seja saudado por aqueles que assistem a sua investidura! – disse Jon.
Ser Barristan se levantou e se virou para todos do salão que assistiam e eles gritaram de alegria o felicitando, Jon se virou e pegou a bainha de sua espada que estava nas mãos de Nabih Singerl, colocou a sua espada na sua bainha e se sentou no Trono Das Terras Fluviais:
- Tragam o prisioneiro! – ordenou Jon.
Os guardas saíram; as pessoas dentro do salão não estavam entendendo, depois do que foram alguns minutos, os guardas voltaram carregando um homem que claramente esteve muito tempo nas celas, os guardas o jogaram nos pés do trono onde Jon estava sentado, os guardas ficaram a postos para reagir a qualquer coisa que ele poderia fazer contra a vida do rei e de seus convidados, mas, o fato é que Ser Brynden e Ser Barristan estava em cada lado de Jon, o protegendo; o homem ficou de joelhos na frente do rei, todos puderam ver o seu rosto magro, sujo, um queixo fraco e seus cabelos castanhos pegajosos:
- Ser Cleos Frey – disse Jon – Minhas desculpas pelos guardas que tiraram você do conforto de sua cela!
- Não há nenhum problema meu senhor – disse Cleos, sua palidez era clara, todos podiam ver o seu medo:
- Sua Graça! – disse Ser Barristan:
- O que? – perguntou Ser Cleos:
- Ele é o Rei Jon Targaryen; o verdadeiro Rei De Westeros; e você deve respeitá-lo! – respondeu Ser Barristan que deixou Cleos ainda mais pálido:
- Minhas desculpas, Sua Graça! – disse Ser Cleos:
- Não tem problema Ser Cleos, mas, o fato é que eu teria o mandando para as Gêmeas sem problemas, é claro se não tivesse levantado a sua espada contra o povo das Terras Fluviais, é claro que sabemos que não foi o caso você escolheu Lannister e é por respeito à Lord Walder Frey que não o executo! – disse o Rei Jon.
Ser Cleos Frey parecia mais pálido do que antes e realmente parecia estar tremendo de medo:
- Felizmente; eu tenho uma função que se encaixe a você; vai levar os termos da rendição a Porto Real! – disse Jon. Cleos Frey parecia no momento incapaz de formar uma simples frase, estava apenas abrindo a boca tentando falar:
- Você entendeu; Ser Cleos Frey? – perguntou Jon com uma voz dura:
- Sim; Sua Graça! – respondeu Ser Cleos:
- Os termos da rendição são que Lord Tywin Lannister declare a derrota e abra as portas de Harrenhal, onde ele será preso e escoltado; os seus soldados não serão machucados, eles serão escoltados para as Westerlands, eles devem voltar para as suas casas; Porto Real deve abrir as suas portas para minha chegada e do exército, onde Cersei Lannister vai perder o seu posto de rainha regente, Joffrey Waters vai abdicar do Trono De Ferro, nem as crianças Tommen e Myrcella irão sofrer qualquer ataque físico; depois faremos a troca de Jaime Lannister pela minha prima Lady Sansa Stark e então Tywin Lannister será julgado por seus crimes, assim como Jaime Lannister, haverá reparações financeiras pelos estragos que causaram; Cersei Lannister fará uma Caminhada De Penitência e depois será escoltada junto com os seus filhos, Tommen e Myrcella para um castelo nas Westerlands pertencente da Casa Lannisters onde ficarão em prisão domiciliar; nenhum dos três poderá sair das Westerlands pelo resto de suas vidas; Joffrey Waters se juntará a Patrulha Da Noite! – disse Jon – Qualquer um que conspirou com os Lannister será julgado também!
Ser Cleos parecia cada vez mais pálido quando ouvia o que o rei dizia:
- Você entendeu Ser Cleos? – perguntou Jon:
- Sim; Sua Graça! – respondeu Ser Cleos Frey:
- Partirá amanhã, no nascer do sol – disse Jon – Mas, devo lembrá-lo, Ser Cleos que ainda é um prisioneiro, deve dar os meus termos a rainha e seu pequeno conselho e depois retornar com a resposta e então voltará para as celas! Entendeu?
- Se não retornar; com todas as testemunhas aqui presentes; serás declarado perjuro! – disse Lord Umber:
- Sim; Sua Graça – respondeu Ser Cleos depois de ouvir as palavras do homem grande e com medo, respondendo ao rei:
- Pode sair e se prepare para partir! – disse Jon.
Dois guardas escoltaram Ser Cleos para fora do salão:
- Lady Catelyn Stark! – chamou o Rei Jon:
- Sim; Sua Graça! – disse Lady Stark que se aproximou e se ajoelhou diante de Jon:
- Eu sei que você, milady, mal ficou muito tempo com a sua filha Arya, mas, infelizmente preciso de seus conhecimentos em uma missão de grande importância:
- E o que seria; Sua Graça? – perguntou Lady Stark escondendo que estava perturbada:
- Você deve partir com uma escolta para se encontrar com Renly Baratheon e negociar com ele para que jure fidelidade a mim – respondeu Jon:
- Mas, Sua Graça, e Stannis; ele é o irmão mais velho? – perguntou Lady Catelyn:
- No momento Stannis Baratheon é influenciado por uma Sacerdotisa Vermelha e a não ser que algo aconteça para mudar isso, Stannis não escutara ninguém, por isso; Renly é a melhor escolha para negociar e se ele concordar, a guerra estará terminada! – respondeu o Rei Jon – Então, aceita essa missão que eu estou dando a você Lady Stark?
Lady Catelyn Stark olhou para o seu rei, ele a estava dando a chance de acabar com essa guerra apenas com o poder das palavras; acabar realmente com essa guerra mais cedo, a lealdade de Renly significa que a Campina e as Terras Da Tempestade seriam aliadas e os Lannisters poderiam considerar serem os derrotados:
- Eu aceito; Sua Graça – disse Lady Stark:
- Você partirá amanhã Lady Stark, aconselho a se preparar e se despedir de seus filhos; dependendo do resultado, você não será mandada para missões de longa duração – disse o Rei Jon:
- Obrigada; Sua Graça! – disse Lady Stark.
Lady Stark se afastou e voltou para o seu lugar; o Rei Jon estava olhando em volta e viu quem ele queria conversar:
- Lady Arryn, ela veio? – perguntou Jon:
- Sim; Sua Graça! – respondeu Lady Lysa Arryn:
- A traga para frente, por favor – pediu o Rei Jon. Lady Arryn se virou para trás onde os lordes do Vale estavam concentrados e então uma jovem mulher de aparência de dezenove dias em seu nome avançou, com os seus cabelos negros como carvão, curtos, olhos azuis profundos, tendo a preferência de se vestir como um homem, não lhe tirou o que parecia para Jon uma personalidade alegre e sensual; a mulher se ajoelhou perante o rei:
- Você é Mya Stone? – perguntou o Rei Jon:
- Sim; Sua Graça! – respondeu Mya:
- Levante-se! – mandou Jon. Mya se levantou e o encarou se nenhum medo:
- Ser Robert Paege; você a trouxe? – perguntou Jon:
- Sim; Sua Graça! – respondeu Ser Robert, em que ele estava andando para frente de Jon, com uma dama de honra abraçando uma mulher que parecia ter dezesseis dias em seu nome, cabelos encaracolados negros como carvão, olhos azuis profundos, um corpo cheio de curvas, seios fartos, bunda grande, mas, se podia ver que ela tinha um olhar assustado:
- O que aconteceu? – perguntou Jon:
- Quando cheguei com os homens ao bordel onde ela trabalha, estava lotado e antes que nós pudemos alcançá-la, alguns clientes começaram a matar as prostitutas e outros clientes, lutamos de volta para sobreviver e evitar um massacre ainda maior dentro do prédio; quando terminou, interrogamos um sobrevivente atacante e ele confessou trabalhar para Cersei Lannister, por sorte, um dos meus homens conseguiu salvar a moça! – explicou Ser Robert Paege:
- Obrigado, Ser Robert:
- Vivo para servi-lo, Sua Graça! – disse Ser Robert. Jon se virou para a mulher, agora parada ao lado de Mya:
- Você é Bella Rivers? – perguntou Jon:
- Sim, Sua Graça! – respondeu Bella com a voz fraca, estava claro que ela estava bastante abalada; Jon suspirou mentalmente:
- Ser Barristan, o menino esta aqui? – perguntou Jon:
- Sim; Sua Graça – respondeu Ser Barristan e ele fez um gesto com a mão chamando o menino que andou e parou ao lado das duas mulheres, ele que parecia ter quinze dias de seu nome, seus cabelos lisos negros como carvão e seus olhos azuis, alto e musculoso:
- Gendry Waters? – perguntou Jon:
- Sim; Sua Graça! – respondeu Gendry. Jon não disse mais nada para Gendry:
- Ser Andrew Estermont, me conte a sua história – mandou Jon. Um homem simplesmente com sua armadura vestida se aproximou, e ficou na frente de Jon:
- Estávamos na Ponta Da Tempestade quando homens de Cersei Lannister nos atacaram, na calada da noite, mas, mesmo assim conseguimos pará-los e os interrogamos, por isso chegamos ao nome de Cersei Lannister e quem era o seu alvo, então o Ser Cortnay Penrose nos instruiu a fugir e na calada da noite seguinte fugimos; Ser Cortnay está fazendo de tudo para garantir que ninguém saiba disso! – contou Ser Andrew:
- Onde está o menino? – pergunta Jon. O menino em questão avança, parecia ter treze dias de seu nome, cabelos negros, olhos azuis e orelhas grandes:
- Edric Storm? – perguntou Jon quando o menino parou:
- Sim; Sua Graça! – respondeu Edric.
O Rei Jon olhou para cada um deles, olhou para todos que estavam dentro do salão, suas faces confusas sem saber o porquê dessas quatro pessoas:
- Vocês sabem o porquê estão aqui, mesmo que neguem isso, lá no fundo sabem por que estão aqui – disse Jon se levantando e se aproximando dos quatros, o rei respirou fundo – Vocês são irmãos; meio- irmão na verdade; filhos do mesmo pai; Robert Baratheon; o sangue do Veado corre nas veias de vocês!
Todos dentro do salão estavam surpresos, Mya, Bella e Edric não pareciam muito afetados, mas, Gendry parecia realmente surpreso
- Podem negar, dizer que é um engano, mas, essa a verdade, vocês são filhos de Robert Baratheon, vocês ouviram o conto de Ser Andrew Estermont e de Ser Robert Paege, de como os agentes de Cersei Lannister foram para matar Bella e Edric, Gendry teve que ser retirado de Porto Real antes que Cersei e seu filho Joffrey dessem a ordem de matar todos os bastardos de Robert Baratheon e Mya certamente teria em breve a visita dos agentes de Cersei – explicou Jon – Nesse momento podem desejar voltar para as suas antigas vidas, onde não tinham complicações, mas, os acontecimentos recentes, simplesmente destruíram as suas antigas vidas, elas não existem mais! Em todo o caso, vocês têm alvos pintados em suas costas; os seus tios Stannis e Renly querem vocês para usar como alavancas para fortalecer sua reivindicação ao trono confirmando que os filhos de Cersei são frutos dela com Jaime Lannister; Cersei nesse momento pagaria uma fortuna para terem as suas cabeças em picos enfeitando as muralhas da Fortaleza Vermelha!
- Somos os últimos filhos de Robert Baratheon? – perguntou Mya Stone:
- Sim, até o momento em que sabemos! – respondeu Jon:
- Você quer nos usar; Sua Graça? – perguntou Mya novamente, muita coragem em dizer aquilo na frente do rei:
- Eu não preciso, junto com Lord Stark está uma carta de Lord Eddard Stark, meu tio, dizendo a verdade sobre os filhos de Cersei e Jaime Lannister, mas, se o fato que salvei vocês por bondade; não; eu não fiz isso, dependendo do que acontecer com Renly e Stannis, vocês quatro; irão para a Ponta Da Tempestade em um futuro próximo, serão legitimados e possivelmente um dos homens entre vocês se tornará Lord Baratheon – respondeu Jon ele se virou e voltou a se sentar no Trono Das Terras Fluviais – Lord Stark sugeriu e eu concordei que vocês quatros devem partir para Winterfell, no momento é o lugar mais seguro para vocês!
Os quatros não disseram nada:
- No Norte, temos uma disposição que ninguém fica sem nada para fazer, por isso quando chegarem, vocês vai receber educação como devem ser educados e isso é uma ordem! – disse Jon não dando espaço para as recusas dos quatros – Vocês partem amanhã!
Os quatro se curvaram e se retiraram; certamente para se prepararem para a viagem:
- Meistre Vyman! – chamou Jon:
- Sim; Sua Graça! – respondeu o Meistre de Correrrio que se aproximou onde Jon estava sentado:
- A mensagem está pronta? – perguntou Jon:
- Sim; Sua Graça! – respondeu Meistre Vyman:
- Então mande as mensagens para toda Westeros! – mandou Jon:
- Agora mesmo; Sua Graça! – disse o Meistre Vyman se curvando e saindo para cumprir as suas ordens.
O Rei Jon Targaryen olhou para todos dentro do salão:
- Vamos começar a festa! – disse Jon, se ouve rugidos de concordância dos homens de dentro do salão.
O Príncipe Doran Nymeros Martell, Senhor Dos Sunspear, Príncipe De Dorne, Chefe Da Casa Martell, sentado em sua cadeira de rodas, incapaz de andar, em seu escritório nos Jardins De Água sentindo o vento marinho em seu rosto, segurando uma carta que chegara há poucos dias, esse momento em que Doran estava; esse momento em que Westeros estava e em que situação sua casa e Westeros estarão no futuro começou naquele dia fatídico no amaldiçoado Torneio De Harrenhal, mas, para Doran tudo começou no dia em que recebeu a notícia do que aconteceu com sua irmã Elia, ali em sua cadeira de rodas, tinha uma face de olhos abertos de surpresa, a testa franzida e as sobrancelhas franzidas como se quisessem se encontrar; a sua bochecha direita parecia que queria se levantar, seu rosto duro, congelado naquela expressão e as mãos de Doran apertando tanto o braço de sua cadeira que parecia que ele iria quebrá-las e não prestava atenção em nada ao seu redor e nem escutava; enquanto ao mesmo tempo; seu irmão Oberyn Martell gritava de pura fúria e destruía o lugar ao seu redor, demorou muito para Doran acalmar o seu irmão; demorou muito para Doran não gritar de fúria e formar um exército para iniciar uma guerra de vingança.
Demorou muito para Doran convencer Oberyn a ser paciente e esperar o momento certo para ter a vingança; e Doran esperou; esperou como se a cada momento uma facada em seu coração fosse desferida quando pensava em sua irmã amada, em cada ano; ao lado de seu irmão Oberyn; planejou a vingança, se preparou e preparou o Dorne para guerra que viria, garantiu espiões fiéis, reuniu informações importantes e traçou vários caminhos alternativos para a sua vingança. O Príncipe De Dorne ouviu falar antes mesmo do Reino De Westeros do que o Norte estava fazendo; Doran nunca acreditou na história do filho bastardo de Lord Eddard Stark; mas, em todo caso, Doran copiou em segredo alguns modelos do governo que Lord Eddard estava fazendo do Norte e isso garantiu um aumento na riqueza do Dorne e um aumento nos exércitos e então assistiu a cada dia Oberyn treinar incansavelmente, criar novos movimentos de combate, ficar mais forte, criar novos venenos, treinar as suas filhas bastardas e treinar os seus sobrinhos.
Então uma notícia chegou a Doran anunciando o início do Jogo Dos Tronos de fato; a morte de Jon Arryn; e então mais outra notícia anunciando que a Guerra Dos Tronos andando lado a lado com o jogo dos tronos; a morte de Lord Eddard Stark; no momento Doran fez o Dorne neutro nessas questões aguardando o desenrolar dos eventos, mas, uma carta que receberá anunciou o caminho que sua vingança tomaria; foi uma longa discussão com Oberyn e ele concordou com esse caminho, mas, antes que iniciasse esse caminho de planos e vingança, tinha algo a mais a fazer; a porta se abre e Doran vê o seu irmão entrar:
- Ele chegou – disse Oberyn, simplesmente, ele ainda estava de péssimo humor por causa da discussão; um homem entrar, um cavaleiro, o melhor cavaleiro que esse reino já teve; um verdadeiro orgulho do Reino De Dorne:
- Ser Arthur Dayne; é um prazer vê-lo! – disse Doran com um sorriso. Ser Arthur se ajoelha diante do príncipe:
- Meu príncipe; venho atender o seu chamado! – disse Ser Arthur:
- E eu agradeço Ser Arthur e lamento com o que aconteceu com sua esposa; ela era uma verdadeira mulher do Dorne – disse Doran fazendo um gesto para o cavaleiro se sentar. Ser Arthur ficou de pé e em seguida se sentou:
- E agora? O que vai fazer? – perguntou o Príncipe Doran:
- Eu ainda não sei; meu príncipe; a doença da minha esposa foi repentina! – respondeu Ser Arthur.
Doran não disse mais nada, apenas entregou uma folha para Ser Arthur que curioso a pegou e começou a ler; a cada linha que passava; mais surpreso ficava:
- Pelo seu rosto, sei que não sabia; compreensível – disse o Príncipe Doran – Agora que sabe; o que vai fazer?
Ser Arthur olhou para o seu suserano e entregou a carta de volta para ele:
- Vou fazer o que é certo – respondeu Ser Arthur:
- Mesmo que isso signifique que está indo contra as minhas ordens? Você faria isso mesmo se sua esposa estivesse viva? – perguntou Doran:
- Sim; meu príncipe; irei até o Rei Jon Targaryen mesmo que seja contra as suas ordens! – responde Ser Arthur.
Doran olha para o cavaleiro como se avaliasse as suas palavras, ele se vira para o irmão:
- Oberyn, se puder fazer o favor – disse Doran, Oberyn se levanta de sua poltrona e vai até a segunda porta do escritório e bate nela; Oberyn volta para a sua poltrona e a porta se abre e entra a filha mais velha do Príncipe Doran Martell; a Princesa Arianne Martell que fica ao lado de seu pai; entrando junto com ela estava Lady Allyrion, Lady Blackmont; a sogra de Ser Arthur Dayne, Lord Eron Dayne, irmão mais novo de Ser Arthur Dayne, Lord Fowler, Lord Gargalen, Lord Jordayne, Lady Ladybright, Lord Manwoody, Lord Qorgyle, Lady Toland, Lord Uller, Lord Vaith, Lord Wyl e Lord Yronwood; os senhores das casas cavalariças também estavam aqui, o Senhor Dalt, o Senhor Dayne da Alta Hermitage, o Senhor Drinkwater, o Senhor Santagar e o Senhor Wells:
- Você tem sorte Ser Arthur, por nesse momento em que sabemos que devemos apoiar verdadeiramente, se não fosse, você estaria preso por alta traição à coroa! – disse Doran:
- Compreendo meu príncipe – disse Ser Arthur:
- Jon Targaryen mandou essa carta para as grandes casas com poder e influência em Westeros, ele pede o apoio de todos – disse Doran – Por dezessete anos eu planejo a vingança pelo que aconteceu a minha irmã e meus sobrinhos, eu planejo isso desde que Robert Baratheon me negou o direito de justiça e agora Jon Targaryen quer o mesmo que o Dorne; isso é bem mostrado pelas feridas que ele infligiu a Montanha Clegane!
Todos dentro do escritório estavam prestando atenção nas palavras de Doran Martell:
- Jon Targaryen não pede o apoio exclusivo de Dorne, mas, Dorne lhe dará apoio mesmo assim; Lord Yronwood, Ser Arthur Dayne, Senhor Santagar e o Senhor Drinkwater, vocês quatro vão reunir num total de vinte mil homens e mulheres de Dorne e vão marchar, declarando rebeldia de Dorne por causa da minha política de neutralidade e vai declarar apoio total ao Rei Jon Targaryen– instruiu Doran e os quatro assentiram concordando – Sei que essas casas podem reunir mais homens e mulheres para lutar, mas, vinte mil é o suficiente!
Ninguém questionou quanto a isso:
- Enquanto isso acontece, Dorne vai olhar para o aceno de paz de Tyrion Lannister e vamos colocar Dorne em uma posição em que podemos desferir um golpe fatal na Casa Lannister por dentro! – explicou Doran:
- Não entendo como Tyrion Lannister está vindo com essa negociação de paz – disse Arianne:
- O Imp deve estar muito bêbado quando fez isso – disse Oberyn. O pessoal dentro do escritório riu; em todo o caso, Doran tirou um envelope e entregou a Ser Arthur:
- Quando jurar para Jon Targaryen, entregue isso em segredo a ele, tem a minha assinatura; só falta a assinatura dele para deixar formal a aliança com Dorne e o ponto principal é minha filha Arianne se tornar a sua esposa, já que sei que ele de fato não tem esposa! – explicou Doran e Ser Arthur assentiu concordando:
- Senhores e Ladys; temos muito trabalho a fazer e sugiro começar agora! – disse o Príncipe Doran.
Doran colocou a carta que recebera do Rei Jon Targaryen na mesa e se voltou a concentrar em outros assuntos:
- "Para todas as casas dos Sete Reinos De Westeros, meu nome é Jon Targaryen, filho do Príncipe Rhaegar Targaryen e Lady Lyanna Stark; venho por essas palavras afirmar que eu sou o verdadeiro Rei de Westeros, não o indigno Joffrey Waters, bastardo nascido do incesto que no momento se senta no Trono De Ferro, ou Stannis Baratheon que quer o trono por que acha que é seu por direito, ou Renly Baratheon que acha que fará um rei melhor do que seu irmão Stannis; minha alegação ao trono é simplesmente, que é meu por direito, uma herança a qual não deixarei o poder subir a minha cabeça e governarei como um rei de verdade; não faço promessas extravagantes que não poderei cumprir ao longo do meu reinado; tentarei resolver todos os problemas no reino que surgirem no momento em que sentar no Trono De Ferro; por isso peço para todas as pessoas que me apóiem a minha subida ao trono, está na hora de aplicar a justiça que o Reino De Westeros verdadeiramente precisa; eu os convoco para luta, afiem as suas espadas e lanças, preparem os seus arcos e flechas, reforcem os seus escudos e lutem ao meu lado por uma nova era de paz e prosperidade"!
Brandon Stark, filho do Lord Eddard Stark, irmão de Robb Stark; no momento responsável por Winterfell até seu irmão volte da guerra, desde que se recuperou do acidente, Bran se dedicou a treinar duro e a estudar todos os livros que via pela frente, já que seu irmão não estava aqui, cabia a ele defender Winterfell e o Norte junto com o seu irmão Rickon Stark e agora tinha que esperar na entrada do castelo, há alguns dias recebeu uma carta de seu irmão falando sobre a vinda de Robert Arryn, filho de sua tia Lysa Arryn, Robbin, o herdeiro do Vale, que viria para Winterfell na esperança de ser protegido e assim permitir que o Vale mande o seu exército para lutar por seu irmão Robb e pelo Rei Jon. Bran há muito tempo começou a ter sonhos, sonhos de guerra, sangue, dor, espadas balançando e as flechas matando, sonhos dos gritos de dor, sonhos com os mortos, sonhos com os gritos de vitória, sonhos com os vivos e sempre Bran acordava suado e respirando pesadamente, mas, uma coisa em comum era que sempre o dragão saia vitorioso e isso sem explicar lhe dava conforto, mas, hoje não era dia para divagar sobre os seus sonhos.
Brandon estava ao lado de seu lobo com Rickon que também tinha o seu lobo ao seu lado no momento em que dez cavaleiros entraram em Winterfell acompanhando um menino que parecia fraco e pálido e mesmo com as peles grossas, ainda tremia de frio; eles desmontaram e andaram até Bran que os esperava:
- Bem vindos a Winterfell! – disse Bran – Meu nome e Brandon Stark e serei o seu anfitrião até a volta de meu irmão mais velho, Lord Robb Stark!
- Obrigado por nos receber – disse Robbin que estava tremendo de frio:
- Entrem, descanse e se aqueçam – disse Bran abrindo passagem para eles passarem:
- Nós apreciamos isso meu senhor – disse um dos cavaleiros e todos eles entraram:
- O primo Robbin não parece tão forte assim! – disse Rickon:
- A carta de Robb dizia claramente que o nosso primo é doente e que tinha a esperança que Luwin e Armann o curassem – explicou Bran – Assim ele pode treinar com nós!
- Que bom, fica chato somente treinar espadas com você! – disse Rickon voltando para dentro do castelo com o seu lobo ao seu lado.
Brandon agia como regente do Norte, assim como aqueles que ficaram enquanto os outros senhores foram à guerra, assim dividia o tempo de seu dia em treinar e ficar em convenção com o povo que vinha para pedir por justiça, ou pedir para resolver alguns problemas, Brandon fazia o melhor com o que aprendeu e também recebia relatórios das defesas do Norte e isso ele não mexia, foi uma coisa planejada por Jon e Robb e certamente estava bom. Os dias seguiram no Norte com o Meistre Luwin e Armann trabalhando na saúde de Robbin Arryn, estavam dando-lhe vários frascos de diferentes tamanhos para beber; é claro com a vigília dos cavaleiros do Vale dentro do quarto de Robbin e eles e o pessoal dentro do Castelo perceberam que Robbin Arryn estava ganhando mais cor e um pouco de peso e isso era bom. Foi nesses dias que Brandon recebeu uma carta de Robb falando que estava dando abrigo a filhos bastardos de Robert Baratheon e que eles chegariam a alguns dias.
Esses dias passaram e novamente Bran estava nas portas do castelo quando uma escolta de dez cavaleiros apareceu e Bran pode ver os quatro filhos do Rei Veado; os dois meninos eram altos e fortes e certamente fariam bons adversários nos treinos de espada, uma menina como Robbin descreveu Mya Stone tinha força e um ar de independência, assim como Arya, mas, a outra menina, Bella, estava tão apegada às peles que parecia que queria se enrolar nelas e tinha um olhar assustado, nervoso e com medo:
- Bem vindos a Winterfell! – disse Bran:
- Obrigado meu senhor! – disse o menino que parecia o mais novo e tinha orelhas proeminentes:
- Agradecemos de fato – disse Mya Stone – E estou curiosa para ver o que o Norte tem a oferecer!
- Muita coisa! – disse Bran, simplesmente:
- Isso; veremos! – disse Mya.
