Capítulo 16

As Portas Abertas

Um dia de descanso; o suficiente; e o Rei Jon Targaryen se encontra sentado com os seus cotovelos apoiados na mesa e as mãos juntas encostadas no queixo; a sua frente, os lordes do Norte, Terras Fluviais, Vale, Dorne e Campina; todos os presentes para a reunião do Conselho De Guerra; nesse momento Jon estende a mão pegando o envelope das mãos de Lord Anders Yronwood que ele recebeu de Ser Arthur Dayne; Jon pega a carta e lê o seu conteúdo, seus olhos passando por cada linha cuidadosamente e passando mais tempo na assinatura de Lord Doran Martell:

- Os termos são simples e fáceis de cumprir; daria as cabeças dos responsáveis do Massacre Da Família Real sem a necessidade de um acordo! – disse Jon – Concordo com o casamento com a Princesa Arianne Martell; isso resolve o problema de eu não ter uma esposa para continuar a minha linha!

Jon pegou uma pena e sem hesitação assinou o seu nome na carta, selando um acordo formal com o Reino De Dorne e em seguida dobrou a carta e entregou para Lord Yronwood:

- Com as formalidades terminadas, vamos nos voltar para outros assuntos! – disse Jon – Ser Brynden; traga o mapa!

- Agora mesmo; Sua Graça! – disse Ser Brynden Tully indo em direção a uma estante, pegando um grande rolo de papel, o desenrolou em cima da mesa; o Rei Jon ficou de pé olhando para um mapa das Terras Fluviais e das Westerlands:

- Os próximos movimentos da guerra; será realizada nas Westerlands! – anunciou Jon; os lordes não estavam surpresos, já imaginavam isso – Inicialmente tinha a intenção de fazer ataques diretos em vários castelos e abrir caminho para Lannisporto e Casteryl Rock; não queria dividir o exército e correr o risco de ter grandes perdas, mas, agora com a chegada de homens de Dorne e da Campina, os planos mudaram!

Jon colocou um totem na forma de leão em cima do mapa apontando para Lannisporto e Casteryl Rock:

- Quando chegarmos a Pinkmaiden; vamos seguir diferentes direções; junto com Lord Stark vamos atacar pelo meio a partir de Dente De Ouro da Casa Lefford! – disse Jon colocando um totem de um lobo e de um dragão em cima do ponto onde estava o Dente De Ouro – Dorne e Vale vão se juntar e atacar pelo sul começando no castelo da Casa Garner traçando uma linha até Silverhill e até Tarbeck Hall!

Jon colocou o totem na forma de um portão com outro totem da forma de uma águia em cima do ponto do mapa onde fica o castelo da Casa Garner:

- A Campina vai atacar pelo norte começando no castelo da Casa Moreland e indo acima da linha que é até o Crag!

Mais um totem em forma do arqueiro em cima do ponto onde está o castelo da Casa Moreland:

- Quando terminamos, vamos nos reunir no Tarbeck Hall para discutir planos para Lannisporto e Casteryl Rock! – disse Jon – Sinto muito Senhor Edmure, mas, com o fato de que o exército das Terras Fluviais está sendo reconstruído e eu preciso de você de olho em Tywin Lannister que está em Harrenhal; precisará ficar aqui!

Um totem em forma de truta se mantinha em Correrrio e um totem da forma de um leão estava no ponto que era Harrenhal:

- Eu compreendo; Sua Graça! - disse o Senhor Edmure tentando esconder o seu ressentimento:

- Alguma pergunta ou alguém tem uma estratégia melhor? - perguntou o Rei Jon. Os lordes balançaram a cabeça negando – Espero que com essa estratégia, terminar essa campanha rapidamente; sei que será mais rápido do que se fosse sozinho com o exército do Norte!

- A tendência de isso acontecer; Sua Graça! - disse Lord Tarly – Fazer três ataques simultâneos nas Westerlands em lugares diferentes; vai pegar os Lannister de surpresa e eles vão demorar a descobrir o que fazer e quando isso acontecer, vai ser tarde demais!

- Concordo! - disse Lord Stark. Houve acenos de concordância com Lord Tarly:

- De qualquer forma, vamos falar das regras gerais que terão nessa campanha! - disse Jon – O mínimo de homens deve ser deixado vivo para protegerem os lugares de ladrões e saqueadores, assim como o mínimo deve ser deixados das culturas de animais para o abate de alimentação, eles devem ser trazidos para abastecer as Terras Fluviais que carecem de carne, os estoques de grãos devem também ser saqueados e de ter deixados o mínimo para a alimentação e plantação da população das Westerlands, também devem ser trazidos para as Terras Fluviais para abastecerem o povo e os castelos!

Todos os lordes pareciam concordar:

- Ouro e prata podem ser saqueados e devem ser divididos em partes iguais; crianças e mulheres devem se poupadas, estupros são proibidos durante a campanha com punições de castramento e uma viagem de ida para a Parede! - explicou o Rei Jon – O ouro e a prata tirados das minas serão usados em sua maioria para cobrir os estragos que os Lannister causaram nas Terras Fluviais, pagar as dívidas que a coroa deve ao Banco De Gelo e o Banco De Ferro!

Essa parte pegou os lordes de surpresa:

- Desculpe; Sua Graça, mas, por que vai pagar as dívidas da Coroa se é Joffrey é quem senta no trono? - perguntou Lord Stark:

- Pagamentos extras - oficias! - respondeu o Rei Jon Targaryen – Negociaremos para que as dívidas sejam formalmente quitadas se e somente se, um Targaryen sentar no Trono, não importa se seja eu ou Daenerys Targaryen ou qualquer um dos nossos descendentes, além do mais, eles ficam com o ouro e a prata, é uma situação de ganho-ganha para eles!

- Se perder essa guerra, os Lannisters terão que lidar com a dívida crescente que a coroa está acumulando, mesmo que você já a tenha pagado! - disse Lord Yronwood:

- O Banco De Gelo Do Norte pode aceitar isso! - disse Lord Stark com um sorriso, os outros lordes estavam concordando com isso também, sorrindo sabendo que os Lannisters teriam que dar o dobro para pagar as dívidas da coroa:

- Alguma dúvida sobre as regras impostas? - perguntou o Rei; os lordes trocaram olhares entre se:

- Eu falo pelos que vieram comigo e não temos oposição! – respondeu Lord Tarly:

- Eu digo o mesmo! – respondeu Lord Yronwood:

- Falo por mim e pelos lordes do Norte que não temos oposição e estamos esperando por essa campanha! – respondeu Lord Stark para o sorriso do rei e de todos dentro da sala:

-O mesmo vale para os lordes do Vale! – disse Lord Royce:

- Muito bem! – disse o rei – Depois do casamento de Ser Marq Piper, vamos partir para uma campanha de conquista nas Westerlands; reunião terminada!

Foi o sinal para os lordes saírem da sala e se dispersarem; todos tinham que se preparar para partir.

O tempo é de uma chuva fina, mas, nesse momento o Rei Jon Targaryen estava no castelo Correrrio, nas Terras Fluviais descendo cada vez mais fundo através dos degraus do castelo, sozinho continuou a descer as escadas e em seguida andando por um corredor até que se viram os guardas que estavam guardando a entrada, assim que viram o seu rei, imediatamente se postaram em posição de sentido:

- Descansar senhores! - disse o Rei Jon – Nada mudou desde minha última visita?

- Não; Sua Graça! - respondeu um dos guardas – Algumas visitas de Lord Stark e Lady Stark, mas, nada mudou da rotina ou a situação do preso!

- Muito bem! - disse o rei – Conversarei com o prisioneiro, mas, em breve chamarei vocês!

- Estaremos esperando; Sua Graça! - disse outro guarda.

Jon atravessou a porta descendo mais alguns degraus e entrando no calabouço, as celas, vazias onde os prisioneiros foram transferidos para o outro calabouço do castelo ou alguns que foram mandados para a Patrulha Da Noite, mas, aqui, nesse momento, somente existia uma cela ocupada e nela, Jon se aproximou ficando em frente às barras de ferro, dentro da cela estava um homem de vestes esfarrapadas, cabelo longo chegando até o ombro e barba grande:

- Salve o Rei De Westeros! - disse o homem com a voz rouca pelo pouco uso:

- Jaime Lannister! - disse Jon – Desculpe se não o visito muito!

- Não se preocupe sua majestade! - disse Jaime – Sei que é um rei ocupado!

Jon ainda podia detectar o sacarmos e a ironia nas palavras de Jaime Lannister, mas, de fato, não expressou nenhum descontentamento para Jaime:

- Você teve muito tempo de solidão para pensar! - afirmou Jon:

- De fato, eu tive! - concordou Jaime – Foram bons tempo para ouvir os meus próprios pensamentos!

Esse leão ainda tinha uma língua afiada:

- Eu lhe dei algo para pensar! - disse Jon vendo Jaime assumir um olhar sério:

- Eu pensei! - confirmou Jaime – Passei muito tempo pensando nisso, pensando em cada ação que fiz, das escolhas que fiz, nas consequências dos meus atos!

- Até de matar o meu avô? - perguntou Jon com as sobrancelhas levantadas:

- Não! - respondeu Jaime muito convicto – Nunca me arrependi de matar o seu avô e não será hoje que o farei! Meus arrependimentos estão em depois da queda da Dinastia Targaryen e há alguns que fiz antes da Queda Targaryen!

Jon olhou para o prisioneiro tentando encontrar a mentira e o engano, estava claro que Ser Jaime Lannister estava falando a verdade:

- Guardas! - chamou Jon; Jaime não disse nada e em segundos os guardas chegaram:

- Sim; Sua Graça! - disse um dos guardas:

- Traga correntes para o Lannister e abra essa cela, vamos respirar um pouco de ar! – mandou Jon e os guardas saíram para cumprir as suas ordens.

Ser Jaime Lannister estava surpreso com as palavras do rei; não era lugar dos guardas questionarem as ordens do rei, por isso um se adiantou para abrir a porta da cela, enquanto outro pegou uma série de correntes; com a porta da cela um guarda entrou apontando a lâmina pequena para ele; outro que estava fora da cela tinha uma besta apontada pronta para disparar ao menor sinal de movimento suspeito do prisioneiro, dois guardas entraram com correntes, as prendendo nos dois pulsos, que os mantinha junto, seu pescoço foi colocado nas correntes também, assim como os dois tornozelos onde restringia os movimentos, tudo isso ligado a uma corrente que o guarda segurava como se estivesse segurando a correia de uma coleira de um cachorro:

- Vamos andar! - disse Jon.

Caminhando lentamente pelos corredores do Castelo Correrrio; o Rei Jon Targaryen ao lado de um cheio de correntes e preso a elas; Ser Jaime Lannister, no outro lado de Jaime estava um guarda atento segurando uma pequena lâmina pronta para usá-la, outro guarda segurava as correntes; ao lado desse guarda estava outro segurando uma besta, apontado para ele e a sua frente tinha outro guarda, também segurando uma besta apontada para ele:

- Por que este passeio? - perguntou Jaime curioso:

- Não digas que tem saudade do sol, da chuva e do vento em seu rosto! - respondeu Jon:

- Eu tenho! - respondeu Jaime – Mas, por quê?

- Em nossa última conversa; eu deixei claro sobre a escolha que tinha – respondeu Jon – Está na hora de me dizer qual é a sua escolha!

Jaime não disse nada, apenas, ao lado do rei andaram até que Jon foi à frente e empurrou duas portas que se abriram dando para uma varanda. Pela primeira vez desde que foi capturado, Ser Jaime Lannister estava respirando o ar puro, como foi bom aspirar o ar limpo, como foi de um brotamento de felicidade dentro de se ao sentir a garoa que cai; sentir o vento frio lamber o seu rosto, mas, nesse momento Jaime viu Lord Stark a sua frente, parado e observando as suas reações e de costas para ele em cada lado da varando estavam no que Jaime reconheceu como cavaleiros, com suas capas brancas que dançavam ao sabor do vento e então o rei ficou ao seu lado:

- Você tem a resposta? - perguntou Jon:

- Sim; Sua Graça! - disse Jaime, era a primeira vez que Jaime se referia ao rei como "Sua Graça" - Eu escolho pagar pelos meus pecados lhe servindo pelo resto de minha vida!

- A Guarda Real? - perguntou Jon:

- A Guarda Real! - confirmou Ser Jaime Lannister:

- O conteúdo da nossa conversa; eu permiti que se espalhasse entre os nobres e o povo, em breve todos do Reino De Westeros vão saber por que você matou Aerys Targaryen II – disse Jon – Em breve vai se tornar um homem que divide opiniões!

Jaime não mostrou reação a isso e então ele se ajoelhou; o rei não ficou surpreso:

- Antes de eu fazê-lo Cavaleiro Da Guarda Real; você deve confessar os seus crimes diante de todos; cada crime que cometeu, sem deixar nenhum deles de fora! - disse Jon:

- Eu entendo; Sua Graça – disse Jaime:

- Espero que cumpra os seus votos de verdade dessa vez – disse Jon:

- Eu vou! - respondeu Jaime Lannister:

- Podem entrar! - disse Jon de repente em uma voz de tom mais alto do que o usual:

- O que é isso? - perguntou Jaime quando algumas pessoas no que pareciam se empregados entraram:

- Eles vão cuidar de você! - respondeu Jon – Vão garantir um bom banho, cuidar de seu cabelo, barba e que receba roupas limpas!

- Eu teria isso se escolhesse a morte? - perguntou Jaime sorrindo:

- Sim! - respondeu Jon, simplesmente – E seria o único!

A chuva caia em um sereno constante molhando as terras lamacentas das Terras Fluviais; o Rei Jon Targaryen, assim como os lordes, senhores e o povo estavam no pátio do Castelo De Correrrio, não ligando se os seus cabelos estavam molhados, as suas roupas encharcadas ou se os pingos de chuva batiam em seus rostos e escorriam pelas suas barbas para cair no chão; soldados segurando os estandartes das casas presentes para assistir o trabalho do rei; não faz muito tempo desde que Jon teve a conversa com Ser Jaime Lannister e agora estava nesse momento para aplicar a Justiça Do Rei:

- Podem trazer! - disse Jon.

Dois guardas surgiram de dentro do castelo arrastando um homem preso as correntes, ele que outrora tinha peso, parecia ter perdido alguns em sua prisão, também suas roupas agora eram farrapos e estava sujo e cheirando mal; os guardas o trouxeram a frente do rei e o jogaram no chão na frente do rei:

- Marcus Nelion! - disse Jon para que todos o pudessem ouvir – Você foi trazido perante a mim e a esses homens e mulheres para confessar os seus crimes e ser julgado! Você está pronto para isso?

- Sim; Sua Graça! - respondeu Marcus trêmulo. Jon olhou para ele; é a hora de começar:

- Lord Tywin Lannister ofereceu ouro para você? - perguntou o Rei:

- Sim; Sua Graça! - respondeu Marcus:

- Você aceitou? - perguntou Jon:

- Sim; Sua Graça! - respondeu Marcus causando rebuliço entre aqueles que assistiam:

- O ouro de Tywin Lannister também foi oferecido aos membros da Guarda Da Cidade do Septo De Pedra? - perguntou Jon:

- Sim; Sua Graça! - respondeu Marcus causando gritos de indignação:

- Eles aceitaram? – perguntou Jon:

- Sim; Sua Graça! – respondeu o Governante:

- Houve aqueles que recusaram o ouro de Tywin Lannister? - perguntou rei:

- Sim; Sua Graça! - respondeu Marcus Nelion:

- O que fizeram com aqueles que recusaram? - perguntou Jon:

- Eu mandei que matassem todos que recusaram o presente de Lord Tywin Lannister e que depois se livrassem dos corpos para nunca fossem achados! - respondeu Marcus e isso trouxe gritos maiores de indignação dos lordes, senhores e o povo:

- Quais foram às ordens que Tywin Lannister deu a você quando aceitou o ouro? - perguntou Jon:

- Garantir que a cidade de Septo De Pedra sempre esteja pronta para receber de portas abertas o exército de Lord Tywin Lannister sempre que ele desejar e garantir que qualquer pessoa importante que está contra ele e o seu neto, o Rei Joffrey Baratheon seja capturado e entregue ele! - respondeu Marcus Nelion; podia se ouvir os gritos de ódio das pessoas que estavam no pátio, aqui, nesse momento; Marcus Nelion admitiu que se vendeu para Tywin Lannister, cometeu traição contra o seu Suserano e ainda tentou sequestrar uma nobre; havia um destino para esse tipo de pessoa:

- Por seus crimes, Marcus Nelion, eu, o Rei Jon Targaryen I, Rei Dos Andâlos, Rei Dos Roinares, Rei Dos Primeiros Homens, Lord Dos Setes Reinos, Protetor Do Reino, Lobo Branco e Dragão Branco, eu o condeno você a morte, que os deuses tenham piedade de sua alma!

Os dois guardas que o trouxeram, o agarraram novamente e o arrastaram onde o colocaram de joelhos e o seu peito em cima de uma pedra, coma cabeça somente apoiada pelo pescoço; Jon se aproximou puxando a sua espada, ficando de lado de Marcus Nelion, o rei levantou a sua espada para cima e a brandiu para baixou cortando a cabeça de Marcus.

Sua cabeça que rolou no chão até parar e seu sangue espirrando e se misturando com a chuva, ninguém gritava ou dizia nada, mas, por dentro, todos estavam comemorando a execução do traidor das Terras Fluviais e da Casa Tully.

A noite veio e com ela, mais uma vez no trono da Casa Tully, o Rei Jon Targaryen assistia os encargos das pessoas comuns, senhores e alguns lordes, todos estavam ali dentro para testá-lo, para ver se faria um grande rei e por enquanto estava fazendo um trabalho que está agradando a todos, mas, com o último trabalho terminado; Jon acenou para Ser Brynden Tully que deu a ordem e acompanhado por guardas; Ser Jaime Lannister entrou no salão, barbeado, cabelo cortado e com roupas limpas, ele se aproximou do trono e se ajoelhou; as pessoas presentes estavam cochichando entre si demonstrando diversas opiniões, questionamentos variados, mas, principalmente estavam falando mal do regicida:

- Ser Jaime Lannister! – disse Jon para todos de dentro do salão ouvissem – Você foi trazido perante a mim com a intenção de confessar os seus crimes!

- Sim; Sua Graça! – confirmou Jaime:

- Todos de dentro desse salão e de todo Westeros sabem o porquê cometeu regicídio contra o meu avô, o Rei Aerys Targaryen II – disse Jon – Você não será julgado por isso, Westeros já proclamou a sua condenação ao qual você é agora chamado de herói, mas, nunca se livrará do título de Regicida!

- Eu aceito isso! – disse Jaime; ele não podia gostar, mas, agora que todos sabiam a verdade, ele estava finalmente conformado – Se pudesse voltar atrás, faria tudo de novo, mataria o Rei Targaryen que jurei proteger se isso significasse salvar milhares de inocentes!

O burburinho se formou com todos que escutavam de dentro do salão:

- Mas, de fato, você cometeu outros crimes e por isso está aqui! – disse Jon – Eu lhe dei a escolha de como seria a sua punição, a execução pela minha espada ou a servidão a mim e qual você escolheu?

- Eu escolhi lhe servir pelo resto de minha vida! – respondeu Jaime – Os Lannister sempre pagam as suas dívidas e eu devo ao seu pai, Rhaegar!

Os burburinhos pareciam aumentar:

- De acordo! – disse Jon – E agora, antes que seja ungido para a Guarda Real, deve confessar os seus crimes!

Ser Jaime Lannister se virou para todos dentro do salão:

- Meu nome é Jaime Lannister, filho de Lord Tywin Lannister e estou aqui para confessar – disse Jaime – Confessar que pratiquei incesto com a minha irmã, Cersei Lannister por muitos anos, desde que tinha quatorze anos, mas, eu a beijei desde que tinha doze!

A verdade que os irmãos Lannister praticavam incesto já é bem conhecida por aliados e inimigos, mas, ouvir da própria boca e voz de Ser Jaime Lannister é uma surpresa de fato:

- Eu e minha irmã viemos praticando incesto como a Casa Targaryen sempre fazia e mesmo durante a Guarda Real, nunca deixe de foder a minha irmã! – confessou Jaime – Então veio a Guerra Do Usurpador e ele ganhou e se casou com a minha irmã e continuei na Guarda Real, de fato, mesmo nesse tempo nunca parei de ter encontros íntimos com a minha irmã!

É notável das pessoas dentro do salão que elas estavam indignadas:

- Me arrependo de não ter feito algo mais forte quando o primeiro filho de Cersei nasceu e ele era de Robert, foi tarde demais para parar quando percebi que ela havia matado o bebê! – confessou Jaime e agora os gritos totais de indignação e condenação a Cersei – Não fiz nada ou não me expressei por que estava de amor para ela e então deixei de lado, mas, então os três filhos de Cersei nasceram e percebi que eles eram meus!

Isso pegou todos dentro do salão de surpresa, alguns gritando furiosos e outros calados:

- Sim! – afirmou Ser Jaime – Joffrey, Tommen e Myrcella Baratheon, são na verdade meus filhos com Cersei, eles são puro sangue Lannister, não a nada de Baratheon neles!

Esse era o ponto máximo da confissão de Ser Jaime Lannister, saber que Joffrey e seus irmãos são bastardos é uma coisa, ouvir a confirmação da própria boca de Jaime Lannister era de forma surpreendente, isso realmente mudaria os rumos da guerra, traria abalos para os inimigos e seus aliados, mas, é claro que alguns não se importariam desde que tenham o poder que os Lannister oferecem:

- Os anos passaram na rotina em que vivi e então tudo mudou com a morte de Jon Arryn, somente mais tarde eu descobri que ele sabia sobre eu, Cersei e os nossos filhos! – disse Jaime:

- Os Lannisters são inocentes na morte de Lord Jon Arryn; isso já foi confirmado! – anunciou o Rei Jon:

- De qualquer forma, isso não diminuiu os encontros íntimos que tínhamos! – confessou Ser Jaime – Não foi diferente no Norte quando visitamos para Lord Eddard Stark se tornasse a Mão Do Rei e me arrependo de não deixar o meu pau dentro das minhas calças; um arrependimento quando o jovem Brandon Stark nos flagrou fodendo!

Agora, havia uma reação de nojo por parte do povo do Norte:

- Por amor, eu empurrei Brandon Stark para cair da torre e abraçar a morte! – confessou Jaime Lannister.

Podia se vir os olhares de pua fúria em todos dentro do salão, Robb apertava o cabo de sua espada com força e parecia fazer de tudo para não tirar-la e usá-la em Jaime, Jon parecia do mesmo jeito, mantendo uma cara dura, mas, apertando o cabo de sua espada com força:

- Essa é a confissão de Ser Jaime Lannister! – disse Jon – Sua punição em que ele aceitou será a de me servir pelo resto de sua vida! A morte seria a punição adequada a ele, mas, a servidão se encaixará melhor; ele será da minha Guarda Real e como tal, se os outros membros virem qualquer coisa suspeita relacionada a ele, eles poderão atravessar as suas espadas em seu peito!

- Eu aceito isso; Sua Graça! – disse Ser Jaime Lannister de joelhos na frente de Jon que tirou a sua espada e colocou a parte plana de sua lâmina no ombro esquerdo de Ser Jaime:

- Ser Jaime Lannister; você jura não demonstrar medo perante aos inimigos, que seja bravo e justo perante aos inocentes? – perguntou o Rei Jon Targaryen:

- Eu juro! – respondeu Ser Jaime. Jon bateu de leve com a parte plana de sua espada no ombro esquerdo de Ser Jaime e em seguida passou para o direito:

- Você jura sempre dizer a verdade, mesmo que isso leve a morte e sempre proteger os mais fracos? – perguntou o Rei Targaryen:

- Eu juro! – respondeu Ser Jaime. Jon bateu de leve no ombro de Ser Jaime com a parte plana de sua espada para em seguida passar para em cima de sua cabeça:

- Você jura defender a Família Real com a sua vida, proteger de qualquer mal, mesmo que esse mal seja o próprio rei? – perguntou o Rei Jon:

- Eu juro solenemente que protegerei a família real com a minha vida! – respondeu Ser Jaime Lannister. O Rei Jon Targaryen bateu levemente com a parte plana de sua espada na cabeça de Ser Jaime:

- Levante-se Ser Jaime Lannister, Membro Da Guarda Real, que seja saudado por aqueles que assistem a sua investidura! – disse o Rei Jon Targaryen e Ser Jaime se levantou, mas, não houve saudações, nada de aclamações para o mais novo membro da Guarda Real do Rei Jon Targaryen; Jaime realmente esperava por isso, não ficou surpreso ou magoado, de fato o rei já estava fazendo muito lhe poupando a vida e o fazendo membro da sua guarda real, nesse momento jurou nunca mais quebrar os seus votos, estava realmente cansado de fazer isso.

O Rei Jon Targaryen guardou a sua espada na sua bainha e voltou a se sentar no trono, poderia dar o dia como terminado e agora somente restará o casamento para acontecer e então começar a campanha militar que estava planejando, uma bandeja com um copo de vinho apareceu na sua frente, sem pensar em mais nada, Jon a pegou:

- Obrigado! – disse Jon para o empregado bebendo um gole de vinho, ele realmente estava precisando:

- Sua Graça, o vinho tem a sido provado? – perguntou Ser Arthur Dayne:

- Apenas foi me oferecido em uma bandeja! – respondeu o rei surpreso.

Antes que Ser Arthur pudesse avisar sobre isso, mandar alguma ordem para questionar quem ofereceu vinho ao rei; o som da taça caindo no chão se fez presente, todos olharam para de onde veio o som, o rei tossiu, Jon colocando a ao na boca para abafar o som da tosse a tirou e então viu sangue, surpreso e não conseguindo avisar sobre isso sentiu uma queimação intensa sobre o seu corpo, sentiu os tremores e então se virou para o lado e vomitou, além de vomitar a comida, veio o sangue e então Jon caiu no trono e o alvoroço se instalou no salão, Jon vomitou mais uma vez sangue, seu corpo estava tremendo incontrolavelmente, cada parte de seu corpo estava com dor, como se estivesse sendo perfurado por agulhas repetidamente, Jon tentou se levantar somente para dar alguns passos e cair no chão novamente vomitando sangue e depois disso somente veio à escuridão e ela veio com muita dor.

Gadel Morante, o meistre não oficial da Cidadela e agora o Meistre Da Casa Targaryen, assistia mais uma seção do rei com o povo e os senhores, aliados nessa guerra de conquista do Reino De Westeros para subir ao Trono De Ferro e trazer uma era de ouro para todos; hoje foi um dia agitado, julgando, condenando e aplicando a sentença a Marcus Nelion e em seguida escutando ser Jaime Lannister confessando os seus crimes e ter a sua punição em servir pelo resto de sua vida ao rei na sua Guarda Real, estava vendo o rei se sentar no Trono Dos Rios Da Casa Tully e então lhe foi oferecido uma taça de vinho; Gadel estranhou; qualquer coisa que o rei tinha que beber ou comer passava por um teste contra venenos e momentos antes de ser servido ao rei; todos os empregados tinham que vir até Gadel ou se não se tornariam suspeitos de traição.

Gadel rapidamente entendeu e antes que parasse o rei de ingerir a bebida, ele tomou um gole, trocou algumas palavras com Ser Arthur Dayne em seguida começou a vomitar, tinha sangue nesse vomito e em seguida ele caiu do trono para vomitar novamente; Gadel tinha reagido se aproximando rapidamente do rei no momento em que tinha vomitado mais uma vez e caído no chão inconsciente; Gadel se aproximou rapidamente junto com Nabih Singerl:

- Medidas de segurança! – gritou Nabih – Todas as portas bloqueadas e fechadas, ninguém entre, ninguém sai; Ser Barristan, Ser Brynden; parem aquele que serviu vinho ao rei!

O caos se instalou no salão, todos gritando, Ser Barristan e Ser Brynden saíram para parar quem serviu o vinho ao rei; as portas estavam sendo fechadas e os outros membros da guarda real estavam tomando posição ao redor do rei; Lord Stark se aproximou vendo o seu primo, irmão morrendo:

- Lord Stark, desate o cinto e a espada de sua cintura e também a calça; devemos deixá-lo sem nada que o aperte! – disse Gadel, imediatamente tirando um frasco de sua bolsa enquanto Nabih folgava a sua camisa e Lord Stark folgava as suas calças; Gadel empurrou o líquido do frasco na boca de Jon e o fez engolir e então cuspiu um pouco junto com sangue – Isso é bom; sua garganta não estava fechada; Nabih; continua empurrando esse líquido na sua boca!

Nabih pegou o fraco e estava fazendo Jon engolir o líquido:

- O que esse líquido faz? – perguntou Robb Stark:

- Retarda o veneno ou qualquer veneno até que seja dada a cura! – respondeu Gadel indo até a sua bolsa pegando o que parecia ser um tubo com a grossura de dois dedos e nele embutido uma agulha fina:

- O que vai fazer? – perguntou Robb já desesperado:

- Vou aplicar a cura diretamente no seu sangue! – respondeu Gadel que arrancou a manga esquerda de sua camisa expondo o seu braço, rapidamente com um pedaço de tecido amarrou o braço e assim Gadel pode ver a veia e então aplicou acura em Jon enquanto Nabih ainda o fazia engolir o líquido do frasco; os segundos se seguiram e Gadel estava preste a aplicar outra dose de cura quando Jon cuspiu um pouco mais de sangue com o remédio que Nabih lhe estava dando, mas, agora os seus tremores pararam e sua respiração estava voltando ao normal:

- Ele está curado? – perguntou Robb Stark na expectativa:

- Sim; o rei sobreviveu a essa; em alguns dias vai estar pronto para voltar à rotina normal! – respondeu Gadel – Vamos levá-lo para o seu quarto!

Os lordes se reuniram e carregaram o rei para o seu quarto, estavam sobre a proteção da Guarda Real, colocado em sua cama e com as suas roupas tiradas, o rei aparentava simplesmente estar dormindo e a notícia de sua sobrevivência se espalhou para o alívio de todos dentro do castelo; agora o seu lobo Fantasma estava ao lado de sua cama sempre atento e vigilante, Ser Arthur e Ser Robar estavam dentro do quarto em silêncio, atentos enquanto a Mulher Escudo Brienne e Ser Jaime estavam no lado de fora guardando a porta, os lordes saíram para deixar o rei descansar; Lord Stark foi o último a sair segurando a espada de Jon, ele, mesmo aparentando contra gosto, se virou para Ser Jaime Lannister e entregou a espada de Jon a ele:

- Você precisa disso para proteger o seu rei – disse Robb:

- É a espada do rei! – afirmou o óbvio, Ser Jaime:

- Sim! – confirmou Robb – Enquanto não trazemos o seu novo equipamento, terá que trabalhar com isso, mas, que fique claro, por mim, teria cortado a sua cabeça pelo que fez ao meu irmão Bran, mas, Jon acha que a morte seria a redenção a você e que uma punição melhor seria o servindo; eu concordo, mas, eu deixo a você expresso a minha opinião!

- Claro como cristal! – disse Jaime segurando a espada do rei. Robb se virou e saiu.

A escuridão é algo que nem todos a querem, ela corria a alma, destrói a senso de certo e errado, corrompe a honra e faz você destruir todos aqueles que amam; por isso, diante da escuridão, todos querem ver a luz e foi que o Rei Jon Targaryen I viu quando abriu os olhos; as luzes da manhã o incomodavam e sua mente tentava processar sobre o que aconteceu, além de sentir que sua garganta estivesse em carne viva, pelo menos sentia o seu corpo bem quando se sentou na cama que reconheceu como o seu quarto e então o barulho chamou a sua atenção e olhando melhor viu uma das empregadas derrubando uma tigela de água e o olhando surpresa, isso chamou a atenção quando dois cavaleiros da sua guarda o olharam:

- O rei acordou; avise a todos! – mandou Ser Arthur Dayne; a mulher assentiu e saiu do quarto correndo fazendo com que Brienne e Jaime entrassem no quarto e vendo o seu rei acordado:

- O que aconteceu? – perguntou Jon:

- Não se esforce muito; Sua Graça; espere que o Meistre Gadel chegue e explique melhor! – disse Ser Jaime.

Jon aceitou e não disse mais nada e então começou a dar atenção ao seu lobo que subiu e se deitou em seu colo, o acariciando e ele quieta como sempre.

O Meistre Gadel entrou no quarto de Jon e rapidamente começou a verificar os sinais do corpo do rei para ver se estava tudo bem, depois de algum tempo ele entregou um frasco que Jon bebeu e sentiu que parecia que estava mais aliviada; ele entregou o frasco seco para Gadel que o guardou:

- Bem; Sua Graça; você foi envenenado! - disse Gadel – Pelo Sangrador!

- O que? - perguntou Jon confuso:

- O Sangrador e o Estrangulador estão entre uma categoria de elevada eficiência de venenos; o Estrangulador, como o nome indica, estrangula aquele que foi envenenado e além de encher os seus pulmões de sangue e você morre afogado em seu próprio sangue – explicou Gadel – O Sangrador faz você sangrar por dentro afinando o seu sangue que praticamente faz o seu coração parar de funcionar!

- E o que é que você me deu? - perguntou Jon

- Um agente que retarda os efeitos do veneno e então eu dei a cura para você! - respondeu Meistre Gadel verificando cada parte do corpo do rei:

- Quanto tempo estive adormecido? - perguntou Jon curioso:

- Três dias; Sua Graça! - respondeu Gadel.

Três dias parados, para Jon, isso significa que os seus planos estavam atrasados e esse atraso poderia ser decisivo em futuras batalhas; Jon sabia que teria que ser mais cuidadoso daqui para frente:

- Pegaram quem fez isso? - perguntou Jon:

- Ser Barristan e Ser Brynden chegou até o mercenário disfarçado que lhe deu o vinho, mas, ele se matou antes que pudesse ser questionado! - respondeu Gadel – Muitos especulam quem fez isso!

Jon suspirou:

- Tywin Lannister não está tão desesperado para recorrer a agir abaixo de sua estação; minha tia Daenerys se dá importância à família nunca faria isso; Cersei tem chance de fazer isso, ela joga muito baixo; assim como o seu filho Joffrey e Baelish, e Stannis está mais interessado em atacar Porto Real e enquanto causarmos estragos aos exércitos Lannisters; temos utilidade para ele! – explicou Jon sobre os seus pensamentos no momento – Mas, é claro que qualquer um pode ter realmente feito isso!

- Posso dizer aos outros; Sua Graça? – perguntou Gadel:

- Sim! – respondeu Jon e o Meistre Gadel saiu deixando o seu rei para descansar.

Os dias se seguiram para a recuperação do rei; mesmo com o corpo forte, ainda estava sensível a receber grandes danos com maiores esforços, mas, ficar de cama não impediu que Jon recebesse os lordes e os senhores, mantendo os seus planos já feitos sem alterações, apenas mudando os dias em que iriam acontecer, de qualquer forma, quando Jon sentiu que sua garganta tinha voltado ao normal e o Meistre Gadel deu permissão a voltar ingerir alimentos sólidos ao invés da papa que vinha consumindo há alguns dias atrás e que finalmente podia fazer todas as atividades que incluíam as que demandavam esforço físico grande, deu autorização para que se realizasse o casamento de Ser Marq Piper e Lady Warda Calyton; foi uma linda cerimônia e uma linda festa; o rei, é claro, bebeu somente água; um dia depois do casamento; Ser William Calyton se despediu de sua irmã e do rei e partiu com os seus homens para a cidade de Septo De Pedra; horas depois, foi à vez de Lady Stark, com a sua filha Arya se despedirem e partir para Winterfell; Ser Rodrik Cassel iria acompanhá-las com uma pequena escolta do Norte; Lady e Nymeria iriam com elas; Lady principalmente por que não havia sentindo em mantê-la em Correrrio já que Fantasma e Vento Cinzento iriam para a guerra com os seus donos.

As ordens foram dadas, os preparativos feitos e então; o Rei Jon Targaryen I estava à frente com Lord Robb Stark e Theon Greyjoy, além da Guarda Real e de Lord Yronwood e Lord Tarly; Jon estava preste a dar o sinal e iniciar a marcha:

- Você está pronto Robb? – perguntou Jon:

- Sim! – respondeu Robb com um sorriso – E você?

- Você está pronto para deixar os brinquedos de criança e se tornar um homem? – respondeu Jon com uma pergunta.

Robb não respondeu de imediato perdendo o sorriso, apenas olhou para trás para ver o mar de pessoas que marchariam para a guerra; Lord Stark se virou para o seu rei:

- Sempre terei as lembranças de nossa infância juntos para sempre Jon, agora é à hora de ter lembranças como homens! – respondeu Robb; Jon sorriu:

- Então; eu estou pronto Robb! – disse Jon que se virou para Ser Jaime – Por favor; Ser Jaime; dê o sinal, vamos marchar!

Ser Jaime Lannister pegou a sua nova espada que a chamou de Oathkeeper (Cumpridora De Promessas) e a ergueu para o alto:

- Vamos marchar! – gritou Ser Jaime e cornetas foram tocadas e os homens e as mulheres estavam em marcha; o próximo passo da guerra seria a Westerlands; agora as suas portas estavam abertas.

Lord Stannis Baratheon; rei indiscutível de Westeros ou pelo menos para ele e seus seguidores, no momento ele estava de cama se recuperando de seus ferimentos; esse tempo parado deu a Stannis a pensar sobre o que aconteceu, Melisandre veio e tudo mudou, com sua religião e conselhos e Stannis sabendo a verdade sobre os filhos de seu irmão, tinha a total certeza que é o herdeiro de seu irmão mais velho ao Trono De Ferro; é Rei De Westeros por direito e ninguém tiraria isso dele, mas, para Stannis sempre há alguém que tentaria, não foi diferente com Joffrey subindo ao trono e esperando o apoio de Lord Stark, mas, a sua frustração veio com a proclamação dele a um Targaryen que de todas as coisas é uma casa extinta e que perdeu o direito de governar; lidaria com ele em seu devido momento, mas, tinha que resolver os problemas da falta de aliados, por isso se dirigiu para as Terras Da Tempestade.

De qualquer forma, todos os senhores das Terras Da Tempestade lhe deviam lealdade indiscutível a ele, por padrão, ele é o seu soberano, não Joffrey ou o Targaryen; mesmo assim, Stannis se viu as voltas de enfrentar o seu irmão Renly, que se declarou rei e tentou usurpar o seu direito ao trono; com a ajuda de Melisandre, resolveu esse problema e seu irmão está morto, mais uma ameaça a sua subida ao trono eliminada, mas, nem mesmo Melisandre pode prever que o amante de Renly, Ser Loras Tyrell o atacaria em um combate; foi uma derrota vergonhosa, perdendo a maioria dos homens e de quebra ter Melisandre morta e ser ferido; com os homens sobreviventes, voltou para a Pedra Do Dragão onde estava de cama desde então, sem esperanças e recebendo notícias ruins e gosto amargo em sua boca dos feitos do garoto Targaryen em sua conquista para o trono e o fato que recebia cada vez mais aliados; Joffrey estava entrando em uma onda de loucura, com o Imp controlando os seus movimentos e ainda fazendo um bom governo enquanto sentia que o trono se afastava cada vez mais de suas mãos.

O seu mais fiel conselheiro, amigo e sua Mão Do Rei; Ser Davos Seaworth lhe sempre dizia para desistir das pretensões de ser rei e se declarar para o Rei Targaryen, era o melhor caminho no momento para salvar a Casa Baratheon, Stannis estava realmente a considerar isso, mas, então uma lufada de esperança para conquistar o trono veio quando Lord Alekyne Florent veio com dez mil espadas jurando lealdade; Florent relatou que fugiu da Campina depois de combater Lord Tarly que tinha mais espadas que ele e que seu pai morreu por causa dos ferimentos de batalha; agora tinha vinte e dois mil homens à disposição; com esses números, Stannis se sentia confortável para atacar Porto Real e esse conforto acelerou a cura de Stannis.

Ser Davos Seaworth entrou no quarto do rei para encontrar Lord Stannis de pé vestindo uma camisa, ainda podia se vir às ataduras cobrindo o seu ferimento:

- Sua Graça; você ainda precisa ficar na cama e descansar! – disse Ser Davos rapidamente:

- Bobagem Davos; sou muito capaz de ficar de pé e ainda lutar! – disse Stannis terminando de colocar a camisa e ele se virou para Davos e andou até ele – Agora devemos planejar o nosso ataque a Porto Real!

- Sim; Sua Graça! – disse Davos vendo o seu rei saindo de seu quarto; Ser Davos o seguiu; desanimado; em seus pensamentos onde ninguém podia alcançar, ainda comemorando o fato que a Bruxa Vermelha estava morta, quando ele soube disso, agradeceu aos deuses em uma oração que agora o seu senhor veria a verdadeira luz e cobraria a razão e faria o certo, mas, Lord Florent veio e alimentou ainda mais o desejo de Lord Stannis para se sentar no trono; esse desejo que Davos pensou que havia acabado, mas, infelizmente não percebeu que Melisandre havia deixado uma semente na cabeça de Lord Stannis Baratheon; era tarde demais e agora Ser Davos Seaworth esperava não colher frutos amargos dessa árvore negra que estava crescendo na cabeça de seu senhor.