Capítulo 17

Blackwater

Mais uma vez em Porto Real; mais uma vez acontecia a reunião do Pequeno Conselho, por mais que tudo; a Mão Do Rei Tyrion Lannister já estando cansado disso; essas reuniões que sempre causavam dores de cabeça obrigando Tyron a consumir muito vinho para sentir algum alívio; de qualquer forma tinham que aguentar essas reuniões com o seu sobrinho Joffrey que desde que recebeu a notícia da perda de sua campanha nessa guerra, tinha agido muito mais fazendo birras do que governando o reino; era o Pequeno Conselho que estava levando Westeros nas costas, quase que literalmente, e por mais que Joffrey participasse das reuniões com suas opiniões, que ninguém mais do conselho estava levando a sério e mesmo sendo ele o rei, mas, Tyrion tinha que fazer tudo a seu alcance para preservar a sua família.

De tudo o que aconteceu, Tyrion sempre está olhando para o Exército Real; sua idéia que estar colhendo resultados, o treinamento estava indo muito bem, todos os homens e mulheres alistadas estavam construindo força e perícia em armas, a Frota Real esta mais equipada e com mais mãos para lutar pelo rei e o reino; a Guarda Da Cidade estava recebendo mais combatentes e estavam sendo muito mais e bem treinados; ainda sim; levaria muito tempo até que Tyrion poderia dizer que tinha resultados ótimos com as forças militares, de qualquer forma tinha que arrumar Porto Real antes que pudesse fazer planos de levar homens e mulheres para a guerra em nome do Rei Joffrey.

Tyrion dá ordens para recolher os corpos de Lord Eddard Stark e seus vassalos; é claro que Tyrion guarda os seus ossos com os seus pertences em um lugar secreto do castelo onde nem Joffrey ou Cersei possam profanar os seus ossos; mesmo admitindo em voz alta que nenhum dos dois poderiam fazer isso, em sua mente sabe que Joffrey é bem capaz disso; em uma aliança com Lord Varys, consegue destituir Janos Slynt de seu cargo e mandá-lo juntos com alguns de seus apoiadores para a Parede; em seu lugar é empossado Ser Jacelyn Bywater, mais tarde sozinho elabora um plano onde divulga três informações diferentes sobre o mesmo conteúdo na esperança de encontrar o informante de sua irmã no Pequeno Conselho e quando Cersei o confronta, sabe que Pycelle que falou para a sua irmã; com o acesso a Lágrimas de Lys e mais um veneno de efeito mais lento; Tyron junto com Bronn envenenou Pycelle em seu próprio quarto; com alguma persuasão bem elaborada, Tyrion faz com que o Meistre Pycelle escreva uma confissão de seus crimes preenchendo duas folhas e depois deu um frasco a Pycelle que bebeu avidamente como se fosse uma cura, mas, na verdade, Pycelle bebeu lágrimas de Lys e antes que percebesse Pycelle estava morto.

Com algum esforço; Bronn colocou o morto em sua cama e o fez segurar fortemente o frasco vazio de veneno, como se parecesse que ele havia tomado enquanto Tyrion se dirigiu a mesa de Pycelle, vendo a sua letra no papel de sua confissão; Tyrion tirou um papel com a escrita igual de Pycelle e a colocou na mesa; com a ajuda de Bronn, antes que fizesse essa missão; roubou um dos papéis de Pycelle e começou até conseguir copiar a letra de Pycelle, o papel que colocava em sua mesa era uma carta de suicídio, rapidamente Tyrion copiou a carta de confissão de Pycelle e saiu do quarto. Somente na manhã seguinte é que o corpo de Pycelle fora encontrado; tinha a certeza que sua irmã destruiria os documentos de confissão de Pycelle; mas, não importava se tinha os originais com ele; Tyrion deixaria que a Cidadela elegesse um novo Grande Meistre.

Uma mentira foi contada para chegar a Pycelle, mas, a Mão Do Rei não tem nenhuma vontade de mandar sua sobrinha Myrcella para Dorne e mesmo chegando ao ponto de oferecer um lugar no conselho a Doran Martell em uma tentativa de tirar Dorne de escolher entrar em guerra. Tyrion sente alívio ao fato de garantir a sua segurança dentro do Pequeno Conselho, mesmo com os acentos vagos de Pycelle morto e Lord Baelish que estava na Campina negociando uma aliança com a Casa Tyrell; não diminui a tensão de uma provável invasão de Stannis Baratheon. O alívio que Tyrion tem, termina quando o povo de Porto Real entra em mais uma revolta dessa vez por comida; a Revolta Dos Famintos; o reinado de seu sobrinho é agora marcado por revoltas, assim como o seu pai terminou o seu reinado com uma revolta popular, o seu sobrinho tem que enfrentar mais uma revolta; Tyrion garantiu que os pontos chaves da cidade fossem devidamente protegidos; mas, o que realmente surpreendeu Tyrion foi que o Alto Septão, que tem a fama de ser gordo e corrupto, saiu do Septo de Baelor e se dirigiu a multidão enfurecida, passando pelo perímetro da Guarda Da Cidade e indo para o meio da multidão pregando a paz e o amor somente para ser esquartejado pelo povo faminto; Tyrion não sabe que loucura o acometeu para fazer isso, mas, usando espaço deixado por ele para colocar um novo Septão de sua indicação.

Infelizmente durante a revolta, o seu primo Tyrek Lannister havia desaparecido e por mais que mandasse mais homens para procurá-lo, não há nenhum indício dele ou de seu corpo; um desgosto que Tyrion não consegue tirar de sua boca e isso, para além de garantir a segurança de Shae, a prostituta que trouxera contra as ordens de seu pai, foi melhor a disfarçar de serva para Sansa Stark, assim poderia manter o olho em Lady Stark. Hoje, em mais um dia em reunião do Pequeno Conselho, Tyrion sentado com as cadeiras de Pycelle e Baelish vazias; os que estavam presentes mostravam faces sérias e de pura expectativa da chegada de Stannis Baratheon, mas, Tyrion viu Varys e percebeu que seu rosto era bastante sério, nele não estava à preocupação da chegada do Veado e sim a seriedade de outras questões:

- Vamos começar mais esta reunião do conselho! – disse Cersei – Vamos discutir e decidir muitas coisas hoje!

- Lord Varys! – disse Tyrion:

- Eu tenho algumas notícias! – disse Lord Varys; simplesmente:

- Comece com as notícias de maior importância no momento – disse Joffrey – O ataque de meu tio Stannis!

- Stannis Baratheon tem no momento o comando de vinte e dois mil homens – disse Lord Varys – Doze mil dos poucos aliados que ele tem e dez mil da Casa Florent!

- Aproveitadores! - disse Cersei Baratheon:

- Meus passarinhos avisaram que Stannis está se preparando para a guerra – disse Lord Varys – Eles têm a certeza de que Lord Stannis vem a Porto Real!

- Então devo tomar medidas de defesa da capital – disse Tyrion:

- Lord Tyrell tem alguma coisa a dizer sobre os Florents? - perguntou Cersei:

- A Casa Florent está exilada, suas terras e rendimentos são tomados e qualquer apoiador da Casa Florent está em fuga ou sendo morto! - respondeu Lord Varys:

- É bom que Lord Tyrell escreva dizendo que está tomando a cabeça dessas raposas e as colocando em estacas! - disse Joffrey:

- Ele está fazendo isso; Sua Graça! - disse Lord Varys:

- E quanto às medidas de defesa da capital? - perguntou o Comandante Veltech:

- Discutiremos essas medidas em uma próxima reunião quando eu formular alguns planos! - respondeu a Mão Do Rei.

O Comandante Veltech pareceu concordar assim como os outros membros do conselho:

- Podemos passar para outro assunto? - perguntou a rainha. Uma afirmação dentro os outros do conselho:

- Algo mais a relatar Lord Varys? - perguntou Lord Rykker:

- Sim! - respondeu Varys – O Rei Jon Targaryen foi envenenado há alguns dias atrás!

Uma explosão de reações diferentes aconteceu dentro da sala da reunião, as mais destacadas estavam em Joffrey e Cersei que estavam alegres e comemorando; Tyrion foi diferente, ele estava sério olhando para Varys:

- Ele sobreviveu? - perguntou Tyrion chamando a atenção de todos dentro da sala:

- Sim! - respondeu Lord Varys para o desapontamento de Joffrey e sua mãe:

- Você disse "alguns dias atrás"; o que isso quer dizer? - perguntou Tyrion:

- O que ouviu Senhor Mão! - respondeu Lord Varys:

- E como ficamos sabendo disso agora? - perguntou Tyrion:

- Correrrio foi fechada para que ninguém entrasse ou saíssem, todos foram revistados; os meus passarinhos ficaram presos incapazes de mandar qualquer mensagem sobre o que aconteceu; eles estavam em gaiolas – respondeu Lord Varys – Somente agora pude receber essa mensagem falando da tentativa de matar o Targaryen!

- Ele suspeita de alguém? - perguntou Cersei:

- Não foi supostamente sido falado, minha senhora – respondeu Varys:

- Seja quem for; se tivesse conseguido eu o teria dado o título de lorde! – disse Joffrey:

- Vai haver alguma consequência para o nosso lado? - perguntou Tyrion:

- Nada muda com essa tentativa de matar o Targaryen, meu Senhor Mão! - respondeu Lord Varys, mas depois de falar, Lord Varys parecia realmente perturbado, ou que Tyrion achou que Varys conseguiu colocar em seu rosto e nos seus olhos:

- O surpreendente é o que aconteceu antes de Targaryen ser envenenado – disse Varys; agora Tyrion de uma forma que não conseguia entender parecia temeroso:

- O que aconteceu? - perguntou Lord Rykker:

- Ele colocou Jaime Lannister de joelhos na sua frente! - respondeu Lord Varys chamando a atenção de todos, especialmente Cersei, Joffrey e Tyrion – Na verdade, eu me expressei mal; Jaime Lannister se ajoelhou livremente na frente de Jon Targaryen!

Isso realmente surpreendeu Tyrion, confuso assim como a sua irmã e sobrinho; Tyrion realmente queria saber o que levou Jaime a deixar o seu orgulho de lado e se ajoelhar no que tecnicamente não é o verdadeiro rei:

- Todos sabem que o Targaryen permitiu que se espalhasse a história entre Ser Jaime e o Rei Aerys II, todos de Westeros sabem a verdade do por que Jaime Lannister se tornou Regicida! - disse Lord Varys – Meus passarinhos me disseram que Jon Targaryen não iria condenar Jaime por isso, o motivo de por que Jaime teve que escolher um rei louco ou toda a população de Porto Real naquela época; disseram-me que o rei deu a Ser Jaime, duas escolhas, a morte pelos seus crimes recentes ou a servidão a ele até o fim de sua vida!

Tyrion não gostaria do que ouviria a seguir, realmente não queria ouvir o que Lord Varys tinha a dizer sobre a escolha de seu irmão favorito, tinha a impressão que as próximas palavras de Lord Varys mudariam totalmente os rumos da guerra:

- Ser Jaime escolheu a servidão ao Rei Jon Targaryen! – disse Lord Varys.

Tyrion não pensou duas vezes ao beber vinho direto da garrafa, Cersei estava em um estado de negação e Joffrey parecia que congelara, os outros dentro da sala tinham reações semelhantes:

- Ele se ajoelhou perante o rei e confessou os seus crimes desde que matará o Rei Aerys II – disse Varys:

- Todos os seus crimes? – perguntou Cersei temerosa:

- Todos eles! – respondeu Lord Varys – Ser Jaime confessou que tinha um caso com você; Sua Graça; confessou que os seus três filhos que são dele e não de Robert Baratheon, confessou que você; Sua Graça; matou o primeiro filho que teve com o Rei Robert e que ele não fez nada em relação a isso, confessou ter tentado matar Brandon Stark e em seguida jurou lealdade eterna ao Rei Targaryen!

Tyrion apenas abaixou a cabeça conformado, tinha a suspeita do que seu irmão e sua irmã fizeram, por isso não foi surpresa Jaime ter confessado, Cersei estava apenas negando em voz alta, quase aos gritos e Joffrey apenas gritando para todos o ouvirem que seu tio foi obrigado a dizer essas insanidades e que ele ainda é prisioneiro do Usurpador Targaryen; para Lord Varys, que por dentro estava em uma grande felicidade; é claro que ele queria tocar no assunto da verdadeira paternidade de Joffrey e seus irmãos e um momento melhor, especialmente se Tywin Lannister estivesse aqui, mas, esse momento valia à pena; o golpe que certamente mudaria e muito a guerra, mesmo com aqueles que não acreditavam na verdade e aqueles que não se importavam e somente queriam o poder e o ouro Lannister; o seu rei fez uma boa jogada, especialmente diante do seu próximo movimento:

- Mais alguma coisa? – perguntou Tyrion em uma voz solene; mais um golpe para Varys colocar nos Lannister:

- Com a morte infeliz de Pycelle, tenho que ficar atento aos corvos que chegam a Capital e dois deles é bastante preocupante! – respondeu Lord Varys – Lord Tyrell enviou um corvo avisando que Lord Tarly junto com outros lordes e senhores desertaram o seu comando e marcha ao lado de Jon Targaryen com uma adição de trinta mil homens e Doran Martell envia um corvo avisando que foi incapaz de conter Lord Yronwood de marchar para jurar lealdade a Jon Targaryen com os seus aliados e mais vinte mil homens; Ser Arthur Dayne está entre eles!

Cersei estava em face branca, Tyrion sorvendo um gole longo de vinho direito da garrafa e Joffrey gritando ao vento sobre traidores e queria a cabeça de todos:

- Meus passarinhos me mandaram os nomes da Guarda Real do Targaryen – disse Varys tirando um papel de seu bolso, o desdobrou e começou a ler – O Senhor Comandante Ser Brynden Tully, Ser Barristan Selmy, Ser Arthur Dayne, Ser Robar Royce, Ser Jaime Lannister e a Mulher Escudo Brienne De Tarth!

Tyrion estava realmente desabando, suas esperanças morrendo em pedaços a cada notícia sobre Jon Targaryen, sabendo que ele tem uma série de mais de cem mil homens e mulheres para lutar por ele, seu irmão jurando lealdade a ele e uma Guarda Real que parecia ser a mais poderosa de todas:

- O que significa "Mulher Escudo"? - perguntou Tyrion de repente:

- Um termo criado por Renly Baratheon para designar as mulheres que abraçavam a vida de espadas e escudos, Jon Targaryen apenas manteve o termo para todas as mulheres que como Brienne De Tarth que derrotou Ser Loras Tyrell em competição realmente se dedicam a espada e a armadura! - respondeu Lord Varys:

- Um bom termo! - concordou Tyrion:

- Parem com isso, vocês dois! - gritou Cersei – A situação é muito ruim com o bastardo Targaryen ganhando mais apoio a cada dia! Devemos ter um plano para matá-lo o quanto antes!

- Você sabe se ele está em marcha? - perguntou Tyrion. Lord Varys parecia realmente e verdadeiramente desconfortável:

- Jon Targaryen marcha com a uma série de quase cem mil homens e mulheres para atacar as Westerlands! - respondeu Lord Varys.

Tyrion abaixou a cabeça escondendo dos olhares dos outros, ele não queria ver as suas reações, ele já sabia quais seriam, apenas ficou de cabeça baixa e olhos fechados; com essa notícia; Tyrion Lannister sabia que as Westerlands estavam perdidas; estava na vontade dos deuses Jon Targaryen não conseguir essa conquista.

Tyrion andava lado a lado com Lord Varys nas paredes de Porto Real verificando as suas defesas, o posicionamento das catapultas e o reforço das portas, decidido a deixar de lado o que Jon estaria fazendo nas Westerlands, o Imp tinha total dedicação ao ataque de Stannis que seria em breve, a maior parte do dia dedicado a ver e rever livros das antigas batalhas e táticas de combate eu poderia usar:

- As coisas não estão indo como eu gostaria – disse Tyrion de repente:

- Eu acho que as defesas da cidade estão boas! – disse Lord Varys – Você tem um bom plano!

- Eu sei disso! – disse Tyrion – Me refiro ao Targaryen!

- Aquele que lhe uma dor de cabeça constante! – afirmou Lord Varys:

- Sim! – confirmou Tyrion – O Exército Da Coroa não é páreo para os números dele!

- Uma verdade que ninguém nega! – disse Lord Varys:

- Acha que foi Baelish que tentou envenenar o Targaryen? – perguntou Tyrion:

- Poderia ter sido sua irmã ou o seu sobrinho – respondeu Lord Varys – Mas, acho que Baelish é o candidato mais provável!

- Com Jon morto; Lysa Arryn se voltaria para Baelish como ele quer – disse Tyrion:

- Devemos nos preocupar com Baelish depois de lidarmos com Stannis! – disse Lord Varys:

- Concordo! – disse Tyrion encerrando o assunto; os dois voltaram a andar inspecionando as defesas de Porto Real.

Lord Tywin Lannister; há muito tempo encalhado em Harrenhal tentando evitar uma perda total na guerra que começará; de início tinha uma vitória fácil e uma consolidação forte e resistente do poder de seu neto rei; Joffrey, mas, agora, com os meses seguindo adentro desde entrada de Jon Targaryen na guerra em que mudou tudo, Lord Lannister apenas dependendo das migalhas para tentar sobreviver a essa guerra, tinha onze mil homens quando recuou para o castelo em ruínas e o manteve como trunfo que impedia de Jon Targaryen de avançar para Porto Real, depois recebeu dois mil homens que haviam recuado do cerco a Correrrio e nos meses seguintes recebendo homens dos castelos que havia tomado; pelo menos os sobreviventes que foram expulsos; com isso têm quatorze mil homens que tinham que ser recuperados e voltarem em forma para o combate; depois de tanto tempo tinha isso e seus homens estavam prontos para voltarem para a guerra, nesse tempo parado, foi somente o que poderia fazer; reunir informações sobre os seus inimigos e tentar concertar os erros de sua filha e seu neto, pelos menos; felizmente seu filho Tyrion estava minimizando os problemas ao ponto que eles se tornem insignificantes.

Ouviu as notícias que Jon Targaryen estava avançando com homens e mulheres para atacar as Westerlands; Tywin amaldiçoou o Targaryen e tinha a certeza que os castelos aguentariam até que reunisse um exército forte para combatê-lo, mas, agora tinha que lidar com Stannis que mais se tornou uma coceira para ele que queria livrar o mais rápido possível, mas, recebeu a boa notícia que finalmente o acordo com a Casa Tyrell saiu em que ambas as partes estavam satisfeitas, agora era somente marchar para Porto Real para ajudar o seu filho Tyrion, que pelo que ouvira que está cuidando das defesas de Porto Real; somente tinha que torcer para durarem até que ele chegasse, por isso estava cavalgando com uma série de nove mil homens para Porto Real, deixando cinco mil homens para defender Harrenhal; eles cobrariam tempo até que voltasse com os reforços; Tywin Lannister estava cavalgando na liderança, não teriam paradas ou descansos, tinham uma capital para salvar.

O dia finalmente chegou; Tyrion Lannister; agindo como a Mão Do Rei tinha colocada a Guarda Da Cidade em pontos chaves de Porto Real para estar prontos para defendê-la, reforçou as paredes e queimou as casas e prédios que estavam construídas fora da cidade; mandou a frente, quinhentos homens da Guarda Da Cidade para atuarem como batedores e causar estragos no ataque de Stannis por terra; enquanto tinha um plano para acabar com ele pela água quando chegasse a Baía De Blackwater, estava defendendo a cidade com sete mil e duzentos homens da Guarda Da Cidade; trezentos que saíram escoltando Lord Petyr Baelish quando foi negociar com a Campina.

Tyrion que estava ao lado de seu sobrinho Joffrey; vestindo as suas armaduras; prontos para a batalha, ladeados por Sandor Clegane, Ser Balon Swann e Ser Mandon Moore, passando pelos homens que estavam claramente nervosos, ainda afiando as suas espadas e lanças; os navios de Stannis estavam se aproximando e Lord Varys confirmou que ele tinha contratado o pirata Saladhor Saan fazendo agora um ataque de vinte e dois mil e quinhentos homens de Stannis Baratheon; subindo pelas escadas do muro, o grupo chegou ao alto do muro, bem perto do Portão De Lama, em frente à Baía Blackwater; o barulho feito das placas de metal das armaduras dos soldados enquanto anda era a única coisa a se ouvida, algumas ordens gritadas também, mas, Tyrion somente ignora esses barulhos e se concentra nos seus próprios pensamentos:

- Eles estão chegando – disse Joffrey:

- Com medo? – perguntou Tyrion:

- Não! – respondeu Joffrey enfaticamente – Mal posso esperar atravessar a minha espada nos corpos desses traidores!

- Eu tenho medo! – disse Tyrion – Mas, o medo me lembra que sou humano e que me faz pensar duas vezes sobre cada decisão que vou tomar nessa batalha!

Joffrey não disse nada, apenas assumiu a face de escárnio:

- De qualquer forma; vamos cortar todos eles! – disse Tyrion e então o sino começou a tocar; sino de River Gate começou a tocar anunciando ataque, todos os homens estavam em silêncio, a expectativa era grande:

- Começou! – disse Tyrion vendo os navios inimigos se aproximarem, a escuridão da noite revelando o início da batalha que seria decisiva para Porto Real:

- Onde estão os nossos navios? – perguntou Joffrey – Onde está a Frota Real para impedir eles de chegarem perto?

- Não apresse o plano sobrinho! – disse Tyrion – Se queremos ter uma chance de sairmos vivos dessa situação, devemos seguir os planos de acordo com o estabelecido!

Joffrey não disse mais nada, ou tentou dizer alguma coisa, mas, foi impedido quando a névoa avançou ameaçando cobrir todo o campo de batalha, mas, avançando mais rápido e ficando a frente dela, um navio de guerra da Frota Real surgiu e ele foi em direção à frota de Stannis; Joffrey estava feliz com o surgimento do navio; até perceber que somente um navio ia de encontro contra a Frota De Stannis:

- Um navio! Somente um navio contra uma frota inteira! – exclamou Joffrey indignado – Você é insano tio? Cadê o resto da frota para atacar Stannis?

- Paciência sobrinho – disse Tyrion encarando toda a situação com calma aparente – Você e os outros estão prestes a ver algo que nunca esquecerão!

Subindo as escadas, todos viram um meistre a subindo, ele carregando uma tocha, todos que estavam perto olharam para ele com curiosidade, com um sorriso faltando dentes ele entregou a tocha para Tyrion, ele olhou cautelosamente para o meistre em que o seu sorriso ficou ainda maior; Tyrion foi para frente subindo em cima de uma caixa e balançou a tocha várias vezes até a jogá-la para fora da muralha. Bronn; o mercenário estava a vários metros de distância, vestindo uma armadura totalmente negra sem nenhum desenho ou adorno como pediu ao ferreiro; seu trabalho inicial foi dar o sinal da aproximação da Frota De Stannis e agora com uma tocha no chão segurando o seu arco e flecha, assistiu a um único navio da Frota Real ficando em meio aos vários navios de Stannis; Bronn aproximou a ponta da flecha no fogo da tocha que se incendiou e em seguida tencionou o arco apontando-o para cima e em seguida disparou a flecha que seguiu para o alto e em seguida começar a cair atingindo a água.

Normalmente o que aconteceria, seria que o fogo se apagasse e a flecha afundasse para o funda da baía, mas, tarde demais para quem estava nos navios; que viram que havia furos no único navio da Frota Real e estava despejando um líquido verde na água, a flecha atingiu o líquido verde na água e imediatamente se incendiou em um fogo verde intenso que rapidamente se espalhou até o navio. Para aqueles que estavam nos muros de Porto Real que viram de longe um navio da Frota Real se misturando com os navios comandados por Stannis, podiam ver uma chama verde se iniciando na água para que os instantes seguintes uma enorme explosão verde acontecesse; uma enorme explosão em fogo verde que atingiu uma grande área iniciando um incêndio verde em vários navios e nas pessoas; o líquido verde incendiado estava se espalhando como se colasse em tudo em que caia; a explosão iniciada que produziu uma luz verde intensa que obrigou a maioria das pessoas a colocarem os braços na frente de seus rostos como proteção; uma explosão que certamente foi ouvida e vista em vários quilômetros; uma explosão que fez as janelas das casas, casarões e castelos de Porto Real tremer e até quebrarem.

Tyrion Lannister tirou os braços de seu rosto vendo os resultados de seus planos; vários navios de Stannis incendiados e afundando rapidamente:

- Aí está uma coisa que nunca vai esquecer; Sua Graça! – disse Tyrion que viu a cara de surpresa do rei e um olhar de prazer orgástico; o Meistre tinha um rosto de pura satisfação:

- Levantar a corrente! – disse Tyrion:

- Levantar a corrente! – gritou Ser Jacelyn Bywater. Gritos transmitindo a ordens de Tyrion foram passadas e lá ao longe em meio ao inferno dos deuses em que os comandados de Stannis Baratheon estavam; uma enorme corrente saiu da água que impedia a passagem dos navios; a Baía Blackwater estava fechada:

- Ótimo; agora ele não vai chegar perto com os seus navios – disse Joffrey:

- Stannis ainda virá por terra – disse Tyrion – Devemos estar preparados!

A noite impedia de ver de longe; além da névoa que estava cobrindo a cidade que deixava as coisas mais difíceis, mas, Tyrion e os outros que estavam em silêncio esperando a chegada do inimigo ouviram os seus gritos de guerra, a segunda parte da batalha começará:

- Arqueiros à frente! – ordenou Tyrion:

- Arqueiros à frente! – gritou Ser Jacelyn.

Os arqueiros ficaram a frente com as suas flechas nos seus arcos:

- Preparar! – disse Tyrion e os arqueiros tencionaram os seus arcos e então Tyrion esperou e no momento em que o primeiro inimigo surgiu da névoa; Tyrion sabia que viria mais:

- Atirem! – gritou Tyrion as dezenas de flechas foram disparadas; dezenas de inimigos atingidos que caíram no chão morto ou ferido; seus gritos de dor misturados aos sons de passos dos outros soldados batendo no chão, mas, mais soldados continuaram a avançar; dessa vez com os seus escudos levantados se protegendo das flechas disparadas.

Os soldados de Stannis chegaram à parede da muralha de Porto Real, ainda com os escudos levantados, alguns ainda no caminho apontaram as suas bestas e começaram a disparar as suas setas acertando muitos soldados de Porto Real e eles caiam mortos, essa troca continuou; Tyrion olhou para o campo de corpos espalhados e então viu algo que já esperava:

- Estão trazendo o carneiro! – gritou Tyrion andando rapidamente até a borda do muro e olhando para baixo para os soldados da cidade – Segurem a porta!

Os soldados de Porto Real rapidamente se dirigiram até o Portão Da Lama e se jogaram colocando o próprio peso sobre a porta para segurá-la e as batidas do carneiro na porta começaram a ser escutadas; agora; além do som da das batalhas, tinham agora o som da porta sendo quebrada pouco a pouco:

- Tragam as pedras e o óleo quente! – gritou Tyrion e Ser Jacelyn Bywater começou a dar as ordens nesse sentido e os soldados estavam trazendo as pedras e jogando sobre os inimigos que tinham que manter os escudos levantados se queria manter a cabeça inteira, o óleo caia sobre os homens que gritavam em agonia sendo fervidos somente para ter o óleo acesso e eles queimarem:

- Sandor; Ser Balon; creio que está na hora de levar a carga para aliviar um pouco esse ataque contra nós! – disse Tyrion e os dois cavaleiros entendidos saíram para juntar homens e atacar as forças de Stannis em terra:

- Por que não estamos usando as catapultas? – perguntou Joffrey:

- É para os navios se passarem das correntes – respondeu Tyrion – No momento elas não tem utilidades!

Então os soldados de Stannis começaram a chegar carregando algo comprido e que o colocaram de pé:

- Eles trouxeram escadas! – gritou Tyrion pegando o seu machado – Preparem-se para se defender!

Joffrey tirou a sua espada pela primeira vez nessa batalha:

- Arqueiros! – gritou Tyrion – Mirem naqueles que tentam subir!

Os arqueiros começam a mirar nos soldados próximos às escadas que estavam subindo, alguns escapam; outros não, mas, o que se vê; é que os soldados inimigos subiram e agora estavam em um embate contra soldados da cidade que se defendiam com suas espadas:

- Derrubem as escadas! – gritou Tyrion em ordens e as escadas começaram a cair e novamente começaram a subir.

Sandor Clegane e Ser Balon Swann saíram por uma passagem secreta com vários soldados; Sandor tirou a sua espada:

- Vamos homens! – gritou Sandor – Aquele que não manchar a sua espada com o sangue de seus inimigos, eu mesmo vou cortá-lo ao meio!

Chegando perto os homens Lannister começaram a gritar e avançaram sobre os soldados de Stannis desprevenidos e eles começaram a ser cortados, mas, começaram a reagir e revidar fazendo os soldados de Porto Real recuar. Com um golpe Sandor Clegane estava cortando os seus inimigos; o sangue deles espirrando sobre si próprio e agora o ataque que liderou aliviou os portões que estavam sendo castigado, como carneiro inimigo no chão, Sandor deu ordens para recuar; somente aqueles que estavam capazes de andar passaram pela entrada e eram poucos, a maioria estava morta ou ferida; quando os portões foram fechados, o destino dos feridos estava selado:

- Eu ordeno que volte para lá fora com mais homens Cão! – gritou Joffrey de cima do muro; Sandor olhou diretamente para o rei:

- Foda-se! – disse Sandor Clegane e simplesmente saiu andando sumindo dento da escuridão da cidade; Joffrey estava surpreso para esboçar uma reação; Tyrion não ficou surpreso com essa resposta do Cão, estava surpreso por ele ter aguentado tanto tempo. A noite em Blackwater estava iluminada por uma luz verde do fogo que consumia os navios de Stannis; mais soldados de Stannis apareceram e começaram novamente a usar o carneiro no Portão Da Lama e mesmo reforçado novamente, dava sinais que quebraria a qualquer momento; Tyrion Lannister olhou para cada lado do muro em que estava; corpos e sangue espalhados, espadas tortas e escudos rachados, membros decepados, poucos arqueiros ainda atiravam nos soldados inimigos que se atreviam a vir e subir as escadas, mas, ainda havia soldados de Porto Real que subiam para o alto do muro com suas espadas e enfrentava os soldados de Stannis.

Ordens eram gritadas e os soldados as cumpriam, a batalha parecia que duraria a eternidade; Tyrion se virou e viu um soldado subindo as escadas até ele e seu sobrinho Joffrey:

- Sua Graça; a Rainha exige a sua presença! – disse o mensageiro:

- O que? – pergunta Joffrey surpreso e incrédulo – Eu ainda estou em meio a uma batalha decisiva! Não posso sair daqui!

- A Rainha disse que se trata de um assunto urgente! – explicou o mensageiro:

- Que assunto é esse que pede que eu abandone os meus homens que morrem pela mina coroa? – perguntou Joffrey:

- A Rainha não me disse; sua graça! – respondeu o mensageiro.

Joffrey fez uma careta de concentração, como se tentasse se decidir, mas, para Tyrion, ele sabia o que o seu sobrinho diria:

- Está bem! – disse Joffrey – Vamos lá!

- Ser Balon! – disse Tyrion – Escolte o rei até a Fortaleza Vermelha, ele vai se encontrar com a sua mãe, a Rainha!

Ser Balon concordou e junto com o mensageiro escoltaram o rei para fora do campo de batalha, os soldados da Guarda Da Cidade e os soldados Lannister viram o seu rei deixando a batalha, para eles era como se o rei estivesse recuando e não tinha esperança de vitória; ele estava fugindo. O tumulto começou e os soldados começaram a deixar as suas posições:

- Parem! – gritou Tyrion e incrivelmente os soldados começaram a parar e a se virarem para o Imp enquanto os sons da batalha enchiam o ambiente:

- Homens de Porto Real! Não fujam! – gritou Tyrion – Eu peço a vocês diante dessa batalha que não fujam!

- Por que deveríamos escutar você? O Rei fugiu! – disse um dos soldados no meio de milhares:

- Não lutem pelo rei! – gritou Tyrion em resposta – Lutem por Porto Real! Pensem no que vai acontecer se os soldados de Stannis Baratheon vencerem; ele vai matar cada um que está contra ele, e não descansará em fazer isso, mesmo que ele mate cada pessoa inocente de Porto Real! Lutem por Porto Real! Lutem pelas suas casas e evitem que os inimigos estuprem as suas mulheres e as suas filhas e saqueiem o que trabalharam tão duro para ter!

Os soldados estavam olhando uns para os outros:

- Vocês querem que eles passem? – gritou Tyrion em pergunta:

- Não! – gritaram os soldados em resposta:

- Vocês querem que eles estuprem as suas mulheres e filhas? – perguntou Tyrion:

- Não! – gritaram os soldados em resposta:

- Vocês querem que eles matem os seus filhos? – perguntou Tyrion:

- Não! – gritaram os soldados com as vozes mais fortes:

- Vocês querem que eles roubem as suas casas? – perguntou Tyrion:

- Não! – gritaram os soldados novamente:

- Vocês querem que eles matem pessoas inocentes? – perguntou Tyrion Lannister gritando:

- Não! – gritaram os soldados; agora mais alto:

- Lutem homens de Porto Real! Lutem por suas casas e por aqueles quem amamos! Lutem até a morte! Vamos matar todos eles! – gritou Tyrion.

Os soldados gritaram em fúria e vigor renovada e voltaram para as suas posições:

- O Gigante De Lannister! – gritaram os soldados a cada momento e então as portas quebraram e os soldados de Stannis entraram; todos com suas espadas e lanças; os soldados de Porto Real barraram o avanço com fúria sem fim gritando "O Gigante De Lannister"; a cada golpe que eles aplicavam; a cada inimigo que matavam estavam gritando essas palavras. Tyrion com o seu machado em sua mão avançou em direção aos soldados inimigos que havia em cima do muro, ele viu o primeiro que avançava gritando, com a parte plana, Tyrion bateu no peito do soldado ele deu um passo para trás para o Imp dar um golpe cortando a sua direta fora um pouco acima do joelho e ainda movimentando o machado, Tyrion desferiu um golpe no peito do homem o matando, Tyrion tirou o machado de seu peito aberto e foi para o próximo; aparou o golpe de espada do segundo soldado inimigo que surgiu, colocou a espada e o machado para o lado esquerdo e rapidamente acertou a cabeça do inimigo com a parte plana do machado e ele cambaleou para o lado batendo a cabeça no muro e caindo no chão, com um movimento longo, Tyrion cravou a lâmina do seu machado do estômago do soldado de Stannis, ele tirou o machado e continuo andando, dando um passo para o lado evitando um golpe de lâmina de uma espada inimiga; rapidamente Tyrion de um golpe com a parte plana de seu machado acertando o joelho do homem que gritou de dor e caiu de frente no chão, Tyrion com todo o gosto pisou em suas bolas e desferiu um golpe de machado em sua cabeça a abrindo no meio, ainda com o machado em mãos continuou andando.

Tyrion olhou para o lado e viu um soldado terminando de subir uma escada, rapidamente acertou a sua cabeça com a parte plana de seu machado e ele caiu no chão de lama lá embaixo, imediatamente empurrou a sua escada e ele ouviu alguns gritos indicando que tinha feito alguns estragos, continuou e na sua frente estava mais um inimigo que rapidamente foi tratado o jogando do muro para cair no lado onde soldados legalistas defendiam o Portão da Lama; Tyrion continuou até que ouviu um grito se virou para ver um soldado inimigo de Stannis vindo em sua direção aos gritos; pronto para desferir o golpe, mas, surpreendente Ser Mandon Moore veio à frente atravessando a sua espada no peito do inimigo que caiu morto; Tyrion se virou e sorriu para Ser Mandon e então ele com um único movimento, rápido; tinha feito um corte em Tyrion Lannister, quase que imediatamente em seu rosto havia uma linha em diagonal onde sangue Lannister vazou; o sangue de Tyrion escorreu até os brasões que carregava em sua armadura, uma gota de sangue cortou ao meio o Brasão Lannister do leão dourado de garras e língua vermelha sobre um fundo vermelho sangue e em seguida a gota desceu cortando de lado o Brasão De Tyrion Lannister; uma mão aberta dourada com oito leões dourados a sua volta em um fundo vermelha sangue; Tyrion; surpreso ficou de joelhos esperando o inevitável; Ser Mandon sorriu sadicamente e levantou a sua espada para acabar com isso, mas, o seu peito foi atravessado por uma lança e com um grito de dor ele caiu no chão, morto e com a lança ainda enfiada em seu peito.

Tyrion viu o seu escudeiro Podrick Payne com o sangue de Ser Mandon Moore em suas mãos, ele o havia lhe salvado; Pod se adiantou e colocou a Mão Do Rei em seus braços:

- Eu vou protegê-lo; Meu Senhor! – disse Podrick – Com a minha vida se preciso!

Cornetas tocaram ao longe; Podrick sabia que não eram dos homens de Stannis; seja quem for; Pod estava rezando para que fosse reforço para salvar a cidade; somente mais tarde Podrick Payne saberia de quem pertencia à corneta.

Lady Sansa Stark em Porto Real assistindo a tensão de cada pessoa da cidade e da Fortaleza Vermelha; o exército de Stannis estava se aproximando cada vez mais e em breve a guerra chegaria a Porto Real, era algo que nenhum deles queria, mas, era inevitável, por isso, todos estavam trabalhando para evitar o maior estrago possível; Sansa sabia que planos estavam sendo feitos, defesas sendo levantadas e os civis sendo evacuados para fora da cidade, em um acampamento secreto que seria fortemente protegido pelo Exército Da Coroa; pelo menos parte dele, sabia que haveria alguns milhares de homens e mulheres partindo para emboscar os homens de Stannis que viriam por terra; de qualquer forma, Sansa se dirigia para um aposento indicado pela Rainha, era de noite e as luzes das fogueiras poderiam ser vistas ao longe, mas, não havia nada que indicasse que a batalha havia começado.

Sansa entrou no quarto de onde mulheres e crianças estavam; todas estavam apreensivas com o que estava preste a acontecer, não havia nenhum sinal de calma; é claro, a não ser a Rainha Cersei Baratheon que estava segurando uma taça de vinho e tendo um claro sinal que já havia bebido além da conta; Outro que mantinha a clama no aposento era Ser Ilyn Payne que estava postado, sem mudar de postura, esperando as ordens; Sansa estava olhando para ele, por pouco tempo, mas, o suficiente para chamar a atenção de Cersei:

- Sabe o porquê ele está aqui Passarinho? - perguntou Cersei para Sansa:

- Não, Sua Graça! - respondeu Sansa calmamente:

- Ele está aqui esperando a minha ordem; caso Stannis vença a batalha, ele tem a ordem de matar todas as mulheres e crianças e assim evitar cairmos nas mãos de Stannis! - respondeu Cersei com um sorriso no rosto:

- Entendo; Minha Senhora! - disse Sansa:

- Então…? - perguntou Cersei, Sansa viu que realmente ela bebeu demais, já que tinha certa dificuldade de formular questões – Como se sente nessa guerra, sabendo que o seu irmão está lutando nela, coçando as pulgas fora e rolando na terra?

Sansa estava com uma cara séria, mas, por dentro, estava em pura fúria:

- Meu irmão Robb traiu o Rei Joffrey! – respondeu Sansa – Não cabe mais para eu saber sobre o que acontece com ele!

- Tem razão! - disse Cersei bebendo mais vinho – Temos isso em comum, odiamos o nosso irmão; eu odeio Tyrion e espero que ele morra nessa guerra, me prometeu trazer Jaime de volta, mas, ele está servindo a ninhada dragão de seu primo!

Sansa não imaginava que a rainha odiasse o seu irmão tanto:

- Todos nós vamos morrer um dia, mas, não hoje, mas, não poderemos, talvez e até quando; evitar um destino pior do que a morte! - disse Cersei bebendo mais um gole de vinho – Queria estar lá; na batalha lutando ao lado de homens e morrendo em combate, mas, sou somente uma mulher e tenho que permanecer aqui para a minha suposta segurança; a maior parte desses homens nos trata como objetos frágeis, mas, são eles que são frágeis, já que necessitam da guerra para se sentirem homens, já que não conseguem isso em um quarto fechado com uma mulher!

- Concordo; Sua Graça! - disse Sansa:

- Eu não posso saber usar uma espada, mas, eu tenho outras armas; você quer saber quais são elas Passarinho? - perguntou Cersei Lannister com um sorriso que dá nojo para Sansa:

- Estou curiosa para saber; Sua Graça! - respondeu Sansa bajulando a Rainha:

- O seu corpo, a sua beleza e a sua mente! - respondeu Cersei – Se tiver um belo corpo, uma grande beleza e uma mente afiada, você consegue qualquer coisa nesse mundo que os homens acham que dominam! Basta saber seduzir os homens com um bonito sorriso e eles estarão aos seus pés!

Uma explicação de Cersei que Sansa ouviu, ela sabia que havia e sempre haveria casos assim, essa era uma das muitas verdades desse mundo e então uma luz verde intensa entrou pelas janelas e Sansa se levantou e olhou para fora para ver uma bola de fogo verde subir para os céus:

- Começou! - disse a Rainha – Meu irmão disse que possivelmente começaria com uma luz verde!

Sansa não esperou para ouvir mais alguma coisa, ela apenas andou para fora do quarto:

- Não posso garantir a sua segurança se sair por essa porta! - avisou Cersei Lannister:

- Eu sei! - disse Sansa ciente do aviso.

Sansa voltou para o seu quarto, indo rapidamente até a sua mala onde tirou a sua roupa de combate, jogando o seu vestido de lado sem se importar com qualquer pudor; Sansa vestiu a sua armadura; vestida com botas, calças e por cima uma saia com o símbolo da Casa Stark e que tinha um corte até a cintura nas laterais, cota de malha, camisa de manga longa, por cima disso tudo estava armadura, que cobria todo o braço, os ombros, o tórax que salientava as curvas em formação de Lady Sansa Stark na cintura e nas pernas, a espada presa na cintura, junto com duas espadas curtas e uma machadinha colocada na cintura; atrás; um gorro de couro preso a cota de malha que se cobria a cabeça, estava abaixado mostrando o seu cabelo arrumado em uma trança simples; completando estava uma capa branca com a cabeça de um lobo cinza; o símbolo da Casa Stark.

Sansa saiu de seu quarto andando pelos corredores do castelo e ao virar um dos corredores dá de cara com vários soldados de Stannis Baratheon vindo em sua direção, rapidamente Sansa tira uma das lâminas curtas e a sua machadinha e se prepara para o combate; eles a subestimam; e isso seria a sua vantagem contra eles. E eles vieram; o primeiro veio brandindo a sua espada de cima para baixo e Sansa aparou o golpe com sua lâmina e com a machadinha desferiu um golpe que decepou o braço esquerdo do soldado e dando um passo a frente cravando a sua machadinha no pescoço do homem quase o decapitando, ele caiu morto; o segundo veio brandindo a espada, vindo do lado direito e com a machadinha virada para baixo, Sansa aparou o golpe e com um movimento acima de sua cabeça colocando a espada e a machadinha para o outro lado deixando uma abertura que Sansa usou enfiando a sua lâmina do pescoço do soldado e fazendo um corte no qual sangrou até morrer; o terceiro soldado de Stannis surgiu e rapidamente Sansa aplica um golpe de sua machadinha no estômago do soldado que se curva de dor e fica lá parado, rapidamente dá um giro completo sobre si próprio e se abaixa aplicando um golpe de sua machadinha decepando a perna abaixo do joelho do quarto soldado que cai no chão gritando de dor, Sansa usa a sua lâmina e a crava na nuca do homem que morre; ela se levanta e dá outro giro e agora aplicando um golpe com sua machadinha de baixo para cima no terceiro soldado e seu tronco é jogado para trás violentamente e suas pernas são colocadas para cima e ele cai no chão morto; Sansa gira a machadinha em sua mão e em seguida a joga acertando a cabeça do quinto soldado de Stannis que vinha atacá-la e em seguida tira uma segunda lâmina e rapidamente apara um golpe de espada do sexto soldado e então leva a espada para o lado esquerda deixando uma abertura e Sansa aproveita e aplica um golpe com a sua lâmina da mão direta cortando a garganta do soldado que engasga e cai no chão morto.

Sansa olha para os lados e vê os corpos dos soldados que matou, sem se importar estar parcialmente coberta de sangue daqueles homens ela guarda as suas lâminas e em seguida recolhe a sua machadinha e a guarda, somente para se virar e ver vários soldados de Stannis olhando para ela; suspirando ela tira a sua espada e a segura fortemente bem em frente ao seu rosto e está pronta para lutar; e então vários homens passam por si gritando e empunhando as suas espadas contra os homens de Stannis, surpresa com isso, mas, não pelo combate, o massacre e a fuga dos homens de Stannis; realmente não esperava que tivesse ajuda, então uma mão pousou em seu ombro:

- Lady Stark! – chamou o homem e Sansa se virou para ver e viu que vestia verde com uma flor dourada como a única imagem:

- Tyrell! – disse Sansa surpresa com o reforço para a causa Lannister.

A Rainha Cersei Baratheon estava cada vez mais apreensiva com o que estava acontecendo, as luzes da batalha aconteciam já há algum tempo e não a preocupava muito já que estava longe da Fortaleza Vermelha, ela pode odiar o seu irmão, mas, estava confiando nele na defesa da cidade, mas, de uns tempos recentes estava ouvindo gritos de dor e morte dentro do castelo e isso a deixa com medo de que os homens de Stannis tinham passado pela defesa de seu irmão e agora estavam vindos para matá-la e entregar os seus filhos para Stannis, ela não podia permitir isso, preferiria morrer e matar os seus filhos do que ficar nas mãos de Stannis; por mais que tinha esperanças de que daquela porta entrasse o alívio da vitória, tinha que ser realista e então se virou para Ser Ilyn Payne pronta para mandá-lo matar todo mundo dentro do quarto quando a porta se abriu e dela entrou homens da Casa Lannister, da Casa Tyrell, mas, na frente estava o seu pai; Lord Tywin Lannister; Ser Loras Tyrell e para a sua surpresa Sansa Stark que estava suja de sangue:

- O Exército de Stannis recuou! – disse Lord Lannister bem alto em seu rosto sério para que todos dentro do quarto ouvissem – Vencemos!

A Rainha Cersei Baratheon não podia evitar sorrir, um sorriso verdadeiro em anos; um sorriso mais verdadeiro do que quando o seu falecido marido morreu.