Capítulo 19
Cruzaboi
O Rei Jon Targaryen I; o Rei De Westeros; ele junto a trinta e cinco mil homens e mulheres do Norte liderado pelo seu primo; Lord Robb Stark estavam em Campanha Militar nas Westerlands; haviam chegado, finalmente, depois de muita marcha ao Golden Tooth, sede da Casa Lefford, mas, agora, que tinham chegado negando qualquer chance de eles verem a sua chegada e alertassem os outros senhores; tinham que encontrar uma maneira de tomar o castelo sem sofrer muitas baixas; sabendo que nem tinham chegado perto da sede da Casa Lannister; não podiam assistir a perda de muitos homens e mulheres, ainda havia muito guerra pela frente; agora com o acampamento levantado e na tenda decidindo os próximos movimentos:
- Eu digo que devemos fazer um ataque direto! – gritou Lord Umber:
- Vamos sacrificar homens e mulheres se batermos de frente com o Golden Tooth – disse Lord Stark – Ainda não adentrou em todo o território das Westerlands, não podemos dar o luxo de fazer um ataque direto!
- As minhas ordens foram que a tomada de cada castelo deve ser feito de forma inteligente para evitar o máximo de baixas; nosso objetivo é Lannisporto e Casterly Rock – disse o Rei Jon:
- E como faremos isso; Sua Graça? – perguntou Lord Karstark – Golden Tooth é fortemente guardada por causa das suas minas de ouros e de sua passagem direta até Casterly Rock!
- Atacaremos a noite; quando todos estiverem dormindo e os guardas vão estar cansados e essa vai ser a nossa melhor chance e eles vão ser pegos de surpresa! – respondeu o rei.
Os lordes e os senhores concordaram e foi quando Vento Cinzento entrou e ele foi rapidamente à direção de Robb:
- O que foi garoto? – perguntou Robb se virando para o seu lobo.
Vento Cinzento começou a puxar a capa de Robb como se quisesse puxá-lo para algum lugar:
- Acho que ele quer mostrar a sua nova presa meu senhor – disse Lord Umber:
- Vamos segui-lo! – disse Jon e isso foi o suficiente para os senhores saírem para seguir o lobo, andando para fora do acampamento e entrando nas florestas eles chegaram para a surpresa de Jon onde Fantasma estava sentado esperando pacientemente; Vento Cinzento se adiantou e se sentou ao lado de Fantasma:
- Então o que quer nos mostrar? – perguntou Robb.
Os lordes e senhores estavam confusos, Jon viu que os dois lobos não faziam nenhum movimento; curioso, Jon andou para frente passou pelos lobos e afastou o mato atrás deles e isso mostrou o que parecia ser um caminho:
- Acho que é um caminho antigo – disse o Rei Jon.
Os outros lordes e senhores se adiantaram para olhar, enquanto os dois lobos estavam farejando o caminho:
- Um caminho antigo usado por pastores? – perguntou Theon Greyjoy:
- Talvez! – respondeu Lord Stark – Mas, claramente ele acaba no outro lado de Golden Tooth!
- Ele pode ser usado ainda! – disse Jon – Lord Wull!
- Sim; Sua Graça! – respondeu Lord Wull:
- Leve algumas centenas de homens e mulheres e atravesse esse caminho; você vai atacar o outro lado do castelo! – mandou o Rei Jon – Cordas e arpões para o trabalho; vamos atacar essa noite; dê o sinal quando estiver pronto!
- Assim será feito; Sua Graça! – disse Lord Wull.
A noite veio e com ela a chegada da hora de atacar Golden Tooth; Lord Wull levou os melhores homens e mulheres, em torno de mais de quinze, eles causariam a comoção e a distração o suficiente para que o Senhor Lake que escalaria com um grupo maior pudessem abrir os portões para a entrada de Robb Stark com muitos homens e mulheres, a pé, já que achavam que se entrassem a cavalo, somente resultaria nas mortes deles e ninguém queria sacrificar cavalos logo no início da campanha; havia também um grupo maior liderado por Lord Reed procurando passagens secretas, esse grupo certamente pegaria os que fugiriam e além do mais, a maioria do exército permanece no acampamento em posição de ser requisitados a qualquer hora.
Arpões foram enganchados nas pedras do castelo, puxados várias vezes conferindo se estavam firmes e homens e mulheres começaram a escalar as paredes externas do castelo; Lord Wull foi o primeiro invasor a colocar os pés do castelo e começou a ajudar alguns a subirem mais rápidos e em seguida estavam se espalhando para achar e matar os guardas; rapidamente Lord Wull encontra uma guarita dentro da torre dos guardas, ele encosta o seu ouvido na porta e escuta uma conversa em voz baixa e barulhos de roncos dos guardas; ele dá o sinal de espera para os soldados e continua a escutar através da porta e então percebendo que somente se ouvia os roncos, ele entra; abrindo a porta cuidadosamente e vê alguns guardas dormindo e outros desmaiados de bêbados do vinho; Lord Wull dá o sinal e os seus soldados começam uma matança em silêncio cortando as gargantas dos soldados inimigos; rapidamente terminando na sala, o grupo se divide, Lord Wull leva alguns soldados para acima da torre, enquanto outros a descem.
Subindo as escadas Lord Wull se depara com uma segunda sala e dessa vez com somente dois guardas, esses estavam bem acordados, por isso Lord Wull rapidamente se adianta e joga a sua lâmina cravando na testa de um soldado e antes que o outro desse o alarme uma machadinha atinge o seu peito; ambos caem e rapidamente são aparados para que suas armaduras não façam barulho durante a queda; seguindo rapidamente Lord Wull chega ao topo da torre e somente vê um guarda, silenciosamente ele anda e rapidamente corta a garganta do soldado de orelha a orelha e o deixa cair no chão; pegando uma tocha, Lord Wull a deixa cair da torre, esse era o sinal.
O Rei Jon Targaryen estava assistindo ao castelo quando vê um ponto de luz caindo de uma das torres:
- Esse é sinal; se preparem! – disse Jon.
Mais uma vez, arpões lançados e enganchados nas pedras do castelo e novamente puxados para se firmarem e o Senhor Lake escalou os muros externos do castelo junto com os seus homens e logo se dirigiram para os portões e silenciosamente começaram a matar os guardas; suas gargantas cortadas e seus peitos esfaqueados inúmeras vezes e seu sangue se acumulando em poças e eles se dirigiram para abrir os portões e quando estavam na alavanca que liberaria o peso e permitira que a porta fosse aberta, um grito chamou a atenção do Senhor Lake; um dos guardas de Golden Tooth viu isso e gritou e isso disparou o alarme do castelo; o fator surpresa tinha acabado:
- Abram o portão! – gritou o Senhor Lake – Vou dar cobertura!
O Senhor Lake se virou para o soldado e foi em sua direção e ele já tinha tirado a sua espada e antes que pudesse enfrentar o invasor, Senhor Lake já havia jogado a sua machadinha que cravou no peito do soldado que caiu morto; o Senhor Lake já havia tirado a sua espada e recuperado a sua machadinha e estava pronto para os soldados que vinham; aplicou um golpe acertando o primeiro inimigo que caiu morto espirrando sangue; aparou o golpe do segundo e rapidamente deu o seu golpe no peito inimigo e então deu um golpe único no terceiro abrindo o seu peito e espirrando sangue para todo o lado e estocou a espada para o seu lado direito perfurando o peito do quarto soldado inimigo que vinha atacá-lo, tirando rapidamente a sua espada do peito do inimigo e ao mesmo tempo cortando o pescoço do quinto soldado que caiu no chão se afogando em seu próprio sangue:
- O portão está aberto! – gritou um dos homens do Senhor Lake e do portão uma onda de homens e mulheres entraram gritando e se espalhando elo castelo; atacando para tomá-lo; o Senhor Lake se virou e viu o Rei Jon Targaryen com o rosto duro em sua armadura, sem o capacete e segurando a sua espada e sua capa balançando em quanto anda; ao seu lado estava Lord Robb Stark que parecia do mesmo jeito que o rei; ambos pararam na sua frente; o Senhor Lake se curvou em respeito e os dois acenaram e então saíram correndo e gritando atacando os soldados inimigos; o Senhor Lake se virou gritando e saiu correndo para continuar o ataque.
A manhã seguinte veio e com ela a vitória na tomada do Castelo Golden Tooth; a primeira de muitas vitórias dentro das Terras Da Westerlands; Jon deixou de lado os protocolos e se recusou a se sentar no trono do castelo, por isso estava de pé com o trono nas suas costas esperando a conversa que teria para garantir o castelo e seguir em frente; com sua guarda real pronta para agir se necessário:
- Pode mandar trazê-los! – disse Jon para Ser Brynden Tully que acenou e saiu e em seguida havia retornado ficando em sua posição e depois de alguns minutos os soldados voltaram carregando várias pessoas em correntes e os guardas os colocaram nos pés do Rei Jon e em seguida os guardasse curvaram e deram dois passos para trás ficando em prontidão:
- Lady Alyssane Lefford! – disse o Rei Jon – Você sabe quem eu sou?
- Você é o Rei Jon Targaryen! – respondeu Alyssane que olhou para os lados reconhecendo a maioria dos homens vestidos de branco, especialmente Ser Jaime Lannister:
- Parece que você reconheceu a minha Guarda Real – disse Jon – Mas, eu tenho que perguntar; onde está Lord Leo Lefford? O seu pai!
- Está em campanha nas Terras Fluviais! – respondeu Alyssane:
- Então você não está ciente que Harrenhal foi tomada e que Lord Tywin Lannister levou uma série de homens para salvar Porto Real de uma invasão? – perguntou Jon se fazendo de desentendido; Alyssane estava com uma cara de surpresa:
- Não; Meu Senhor! – respondeu Alyssane:
- Então deve estar ciente do que avisei que certamente o seu pai se encontra em Porto Real; com contragosto é claro! – disse Jon:
- Por que a contragosto; Sua Graça? – perguntou Alyssane:
- Não invadi as Westerlands em segredo e, além disso; correm o risco de serem invadidos por homens de ferro e diante dessa ameaça; Lord Lannister resolveu salvar o trono de seu neto! – respondeu Jon Targaryen. Lady Alyssane parecia surpresa e rapidamente tinha chegado ao entendimento:
- Então por que nos atacou; Sua Graça? – perguntou Lady Lefford:
- Por que vocês nunca nos deixariam passar em segurança! – respondeu o rei solenemente – Vocês tem medo de Tywin Lannister para pensarem direito e verem a razão, mas, você pode ver que nenhumas das mulheres do castelo sofreram com o estupro; ou a sua linha foi extinta; nenhuma criança foi morta, ainda tem homens o suficiente para defenderem o castelo contra ladrões e saqueadores e somente vamos tomar o ouro que possuem e algumas culturas de abate que tem e além de extrair um pouco do ouro das minas!
- Por quê? – perguntou Lady Alyssane; foi uma pergunta simples da mulher, mas, Jon sabia sobre o que ela estava perguntando:
- Lord Lannister usou uma estratégia de queimar as Terras Fluviais; de consumir os alimentos estocados pelos fazendeiros de lá e de queimar o que não conseguia consumir! – respondeu o Rei – Apenas isso é para compensar as perdas nas Terras Fluviais; mas, ainda vai haver alimentos e animais de abate nas Westerlands para que possam sobreviver!
Lady Alyssane Lefford parecia entender; assim como as outras pessoas que estavam com ela, e que permaneceram caladas:
- Eu juro lealdade inabalável da Casa Lefford de Golden Tooth ao Rei Jon Targaryen! – disse Lady Alyssane Lefford.
Jon aceitou o juramento da herdeira e Senhora De Golden Tooth:
- Pode se retirar! – disse Jon – Os outros também!
Lady Lefford se curvou em agradecimento; assim como os outros que pareciam felizes que não seriam mandados para a morte; os guardas retiraram todos do salão, apenas ficando Jon e sua guarda real;
- Vai ser assim a cada castelo conquistado; Sua Graça? – perguntou Ser Jaime:
- Sim! – respondeu Jon simplesmente – Enquanto em Golden Tooth eu considerei que tinha somente a escolha de um ataque direto; considero também uma abordagem através das palavras, mas, sei que os senhores da Westerlands nunca me escutariam por medo de Lord Lannister!
Ser Jaime Lannister suspirou em desânimo:
- Meu pai fez o seu trabalho direito – disse Jaime:
- Ele fez! – concordou Jon como se encerrasse o assunto – Ser Brynden; mande os batedores; quero saber o que está a nossa frente!
- Será feito; Sua Graça! – disse Ser Brynden saindo para cumprir a ordem do rei.
Os batedores foram e voltaram e nesses três dias em que o exército do Norte ficou em Golden Tooth, ajudando a reconstruir o que foi destruído durante a invasão; ganhando a simpatia da população do castelo; no quarto dia Jon Targaryen deixou uma guarnição de homens e mulheres do Norte para explorar as minas, extrair ouro e levá-lo para Correrrio e então levou o exército para a proximidade de uma vila simples da Westerlands onde segundo os seus batedores um novo exército estava sendo formados por Stafford Lannister, recrutas verdes que nunca estiveram em uma batalha ou mesmo viram uma batalha, por isso demoraram em treinamento para se juntar a Tywin Lannister e o fato de estarem em casa deixou Stafford confortável para não colocar sentinelas no acampamento; segundo os batedores que relataram para Jon e o fato de que nenhuma notícia da tomada de Golden Tooth chegou aos ouvidos dos Lannister se torna um bônus ainda maior para que tenham a vitória em um ataque surpresa.
É claro que não levariam todo o exército para essa batalha, mais do que claro estava é que não fazia sentido arriscar a morte de todos os homens e mulheres se ainda nem estavam perto da Casa Lannister; por isso somente onze mil homens e mulheres iriam à batalha, o resto ficaria na reserva pronto para agir; é claro que tudo foi decidido no acampamento:
- Lord Karstark; você vai pela direita com cinco mil homens; Lord Umber vai pela esquerda com mais cinco mil e eu junto com Lord Stark, levamos mais mil pela frente! – disse o Rei Jon para o entendimento dos outros lordes:
- Vamos mandar alguns homens para soltar os cavalos e os nossos lobos vão fazer o trabalho de assustá-los para que corram em cima do exército Lannister e então terminaremos o resto!
Os lordes presentes concordaram e saíram, eles tinham as suas ordens e ordens para dar a outros senhores que não estavam na reunião:
- Devemos garantir essa vitória para nós! – disse Robb – Somente assim poderemos seguir nos ataques aos castelos da Westerlands!
- Vamos conseguir; não tem problema! – disse Theon Greyjoy convencido:
- Contamos com esse exército ser verde e sem experiência em guerra – disse Jon – E o plano de soltar os cavalos em cima do exército de Stafford é muito bom Robb! Vamos acabar com isso!
A noite veio e com ela; onze mil homens e mulheres do Norte escondidos em silêncio olhando para o acampamento do Exército Lannister de Ser Stafford Lannister; Jon Targaryen acenou para Robb e este deu a ordem e os homens escolhidos saíram escondidos na escuridão da noite para libertar os cavalos e defini-los em cima do exército Lannister. Com a tocha em mãos, um único soldado Lannister andava por todo o acampamento; não havia vigias por ordens de Ser Stafford Lannister, pelo motivo de estarem em segurança nas Westerlands, mas, isso não significava para Mad que ele não verificaria cada canto do acampamento; é total burrice deixar de colocar vigias no acampamento, somente por estar em relativa segurança; de qualquer forma Mad se sentiria mais seguro para dormir quando terminasse de verificar todo o acampamento.
Mad finalmente chegou onde estavam os cavalos, viu que todos eles estavam firmemente presos; outros estavam calmos e outros estavam inquietos; Mad estava preocupado com isso e sentia que algo estava errado, mas, mesmo que erguendo a tocha para o alto de sua cabeça e olhando ao redor, não viu uma figura da noite se aproximando e rapidamente com movimentos fortes e preciso, segurar a sua cabeça, mais precisamente na testa e puxar para baixo e enquanto com um punhal abrir um corte em sua garganta de uma orelha a outra; Mad caiu no chão derrubando a tocha que somente iluminou os pés de seu assassino; engasgando em seu próprio sangue Mad viu o seu assassino libertar todos os cavalos; ele queria gritar, queria avisar o seu senhor e seus amigos que dormiam pacificamente, mas, não podia quando tudo ficou escuro e em sua alma Mad desejou que os seus amigos saíssem vivos do inferno que enfrentariam.
Com os cavalos libertados e dando o sinal, Jon olhou para Fantasma:
- Vai Fantasma; conduza os cavalos à loucura! – disse Jon:
- Vai Vento Cinzento! – disse Robb.
Os dois lobos partiram em velocidade na direção dos cavalos, eles sabiam desde cedo o que deveriam fazer e fariam, enquanto Jon deu o sinal para os lordes e todos estavam a postos para a batalha com as suas espadas nas mãos; a Batalha De Cruzaboi havia começado. Os cavalos começaram a relinchar e a correr sendo guiados pelos dois lobos e então com a confusão iniciada e os gritos dos homens acordados de surpresa e sendo pisoteados pelos cavalos encheu o ar ao redor do acampamento:
- Vamos começar! – disse Jon e Lord Stark deu o sinal e o rei assim como os outros esporaram os cavalos e avançou para começar a matança; ao sair da mata Jon começou a gritar assim como os outros soldados dando um maior susto nos soldados Lannister pegos desprevenidos que não esboçaram nenhuma reação aparente quando começaram a ser atropelados pelos cavalos do Norte ou quando foram passados pelas espadas dos atacantes; Jon já estava no meio da batalha cortando os soldados Lannister com o sangue espirrando e os gritos de dor no ar e percebeu que os cavalos do Exército Lannister se dispersaram de vez e agora viu que os dois lobos estavam atacando as gargantas dos homens desavisados; com o seu cavalo avançando pelos homens Lannisters; Jon se vê em frente a Ser Lymond Vikary que lutava para acalmar o seu cavalo, mas, que ele rapidamente o esqueceu de quando viu Jon que desmontou e avançou em direção ao cavaleiro e as suas espadas se encontraram no ar; Jon começou a desferir golpes no qual Ser Lymond defendia e aplicava os seus golpes e então Jon começou a ganhar mais espaço sobre Ser Lymond e o desarmou; Ser Lymond olhou para a sua espada que caiu no chão e virou o seu rosto pronto para se render, mas, somente viu o punho do Rei Targaryen se aproximando de seu rosto; Jon aplicou um soco acertando Ser Lymond no rosto que caiu no chão desacordado; Jon olhou para Ser Lymond Vikary por um tempo e depois levantou a cabeça para olhar em volta.
Os cavalos do Exército Lannister estavam totalmente dispersos, não mais a vista e a maior parte dos homens fugiram, somente ficaram aqueles que foram pegos no ataque de surpresa e eram mortos; Jon viu Robb desarmando um homem com as cores da Casa Jast, no qual poderia ser o Lord Antario Jast; Robb acerta uma joelhada em Lord Jast que se curva de dor e em seguida é acertado pelo pomo da espada de Robb e cai desmaiado; Lord Umber parecia se envolver em um combate no que parecia ser Lord Roland Crakehall no qual é colocado no chão desmaiado com um único soco de Lord Umber; Jon vê e rapidamente com um único movimento de sua espada desarma um garoto mais novo do que ele e aplica uma joelhada que o faz se curvar de dor e em seguida o pomo de sua espada acerta a nuca dele que cai no chão; Jon não o matou por que estava portando as cores da Casa Lannister; Jon olhou novamente e parecia que Lord Karstark havia matado Ser Stafford Lannister; a batalha havia começado e acabado rápido; eles tinham vencido e os soldados estavam comemorando; sem mortes, pelo que podia ver; Jon não tinha muitas esperanças:
- Lord Umber, traga aquele que você desarmou! – mandou o Rei; os homens da Casa Umber arrastaram o homem derrotado e o jogaram ao lado do homem e do menino que Jon Havia derrotado; Robb fez o mesmo:
- Ser Jaime! – chamou Jon:
- Sim; Sua Graça – respondeu Jaime Lannister:
- Os reconhece? – perguntou Jon apontando para aqueles que estavam desacordados aos seus pés; Jaime se abaixou para ver melhor:
- Martyn Lannister; Ser Lymond Vikary, Lord Antario Jast, Lord Roland Crakehall! – respondeu Ser Jaime Lannister – E Stafford?
- Morto! – respondeu Jon:
- Eu entendo! – disse Jaime – Seu filho Daven não vai ficar feliz!
- Coloque-os nas correntes! – mandou Jon – Eles devem ir para as celas de Correrrio!
O campo foi limpo, os mortos queimados e suas coisas verificadas, as de valor distribuídas entre os soldados e com o campo limpo, o Exército Do Norte montou acampamento no mesmo local e dessa vez havia vigias atentos; batedores enviados para todas as direções dentro das Westerlands e alguns voltaram com cavalos que foram assustados pelos lobos e agora estavam mais calmos; eles teriam um bom uso para o exército do Norte e nesse momento os lordes junto com o rei estavam em uma tenda discutindo a próxima direção da campanha, depois de muita discussão em que alguns queriam um ataque direto a Casterly Rock; outros queriam ir para Ashemark; Jon tomou a decisão:
- Levarei dezessete mil e quinhentos homens para Hornvale da Casa Brax, depois nós seguiremos para o Castelo Yew da Casa Yew e em seguida atacarei o Castelo Broom da Casa Broom! – disse Jon – Robb vai liderar os outros dezessete mil e quinhentos homens e atacar Myatt da Casa Myatt e em seguida vai atacar Perdric Hills da Casa Hetherspoon; depois seguirá para Ashemark da Casa Marbrand e novamente em seguida levará os seus homens para Sarsfield da Casa Sarsfield e em seguida nos encontraremos em Castamere para atacar em seguida Vikary da Casa Vikary e Drox da Casa Drox!
Demorou um pouco de tempo, mas, os lordes pareciam concordar:
- Vamos atacar Lannisporto e Caterly Rock quando estivermos juntos com a Campina, Vale e Dorne e devo lembrá-los para tomar esses castelos de forma inteligente e sem o sacrifício de homens e mulheres desnecessários! – disse Jon.
Os Lordes e os senhores concordaram quando um guarda entrou:
- Mensagens para Sua Graça! – disse o guarda entregando duas cartas para Jon; ele as pegou e abriu à primeira:
- Essa é de Lord Tarly relatando que conseguiu tomar o Castelo Moreland da casa Moreland que está sob e minha bandeira, também conseguiram tomar o Castelo Bettley da casa Bettley e agora estão em marcha para tomar o Castelo Doggett da Casa Doggett! – disse Jon – A segunda carta de Lord Royce e Lord Yronwood relatando a tomada do Castelo Garner da Casa Garner e depois a força se separou e eles tomaram o Castelo Ferren da Casa Ferren e também tomaram o Deep Denn da Casa Lydden; a força se juntou novamente e seguem para atacar Silverhill da Casa Serrett!
Boas notícias de um ótimo avanço no qual poderia ter tomado possivelmente a maior parte das estradas principais das Westerlands; somente depois de alguns dias é que poderia confirmar que conseguiram fechar as estradas reais das Westerlands, por enquanto, avançariam para os próximos pontos de ataque:
- Vamos levantar acampamento! Vamos partir! Temos castelos a atacar! – disse Jon e os lordes rugiram em concordância e saíram da tenda para se aprontarem – Boa sorte Robb! Fique vivo Theon!
- Boa sorte para você Jon! – disse Robb:
- Vamos mostrar para esses homens do oeste do que homens de mulheres de verdade são feitos! – disse Theon saindo da tenda ao lado de Robb deixando Jon sozinho na tenda olhando para o mapa vendo os caminhos que essa campanha tomaria.
Brandon Stark, nesse momento cuidando de Winterfell e do Norte enquanto o seu irmão e seu primo estão no Sul na guerra para vencer os Lannister e garantir que o seu primo Jon Targaryen se sente na cadeira de ferro, nesses meses se sentou no Trono do Represeiro e garantiu que tomou a melhor das decisões para o Norte e seu povo, pelos conselhos de Meistre Luwin e de que o seu pai ensinou, mas, nunca deixando de lado os treinos com a espada com o seu irmão como sempre fazia; especialmente agora com a chegada dos quatro filhos bastardos de Robert Baratheon; a vinda deles é uma forma de protegê-los das tentativas da Rainha de matá-los.
Assim que chegaram, logo foram postos na Academia e depois de meses de aulas e treinos pareciam ter um gosto para aprender a usar as armas que colocavam nas mãos deles; Bran estava feliz pelo fato de ter mais parceiros de treinos; além de seu irmão Rickon, ambos assistiram os quatro bastardos de pessoas simples para se tornarem pessoas que poderia agir como lordes e ladys; Mya Stone que já sabia quem era o seu pai se adaptou bem em aprender nos livros e nas armas, por mais que fosse um espadachim notável, ela parecia ter uma adoração pela lança dupla; uma lança menor do que uma lança normal e que tinha uma lâmina em cada ponta em que se podia desconectar e a lança se transformaria em duas espadas.
Edric Storm que teve uma educação de lordes já estava adiantado em relação aos seus meio irmãos e certamente tinha uma pré-disposição para usar espada e o martelo como o seu pai; Gendry Waters parecia o mais relutante em aceitar que era filho de um Rei Usurpador como era conhecido Robert Baratheon e ainda era mais resistente em aprender na academia, mas, o fato de ele ter três irmãos, mesmo que sejam meio-irmãos, o feito motivado a não ficar para trás e começou a aprender com os livros, leitura e escrita e também a usar armas, ele se destacou em espada, maça e surpreendente tinha paciência e habilidade par arco e flecha. Bella Rivers antes de encontrar os seus irmãos e vir para Winterfell; ela era uma prostituta e como tal não cresceu nos melhores ambientes, no início ela não conseguia dormir por causa dos pesadelos oriundos do bordel onde trabalhava; todos que estavam dentro sendo passada a espada e simplesmente saber que tinham feito para chegar a ela não tinham melhorado em seus humores; Meistre Luwin administrava remédios para que ela pudesse dormir; ensiná-la a ler e a escrever e em seguida dando livros para que aprendesse tudo com o intuito de levar a mente dela longe do incidente, tinha se provado um bom remédio; ele ficou melhor especialmente quando ela começou a treinar com as armas; ela tinha uma boa mão para espada, mas, uma mão melhor para arco e flecha.
Bran teve um grande momento de felicidade quando sua irmã Arya e sua mãe voltaram para casa; Rickon não podia estar mais feliz com isso, mesmo diante de tudo o que está acontecendo, a falta de Sansa que certamente estava no inferno e a guerra que seu irmão e primo lutando e agora Bran tinha sonhos de mortos se levantando, seus corpos putrefatos e caindo aos pedaços; eles simplesmente se levantavam e atacavam os vivos; sonhos esses que também tinham chamas caindo do céu no qual ele acordava suando e nas primeiras vezes se recusava a dormir novamente, mas, tinha se acostumado e se dedicava a aprendizagem para ocupar a sua cabeça e deixar os pensamentos sobre os seus sonhos de lado; pelo menos por enquanto.
Todos comemoram a vitória, pelo menos esse é clima em Porto Real que Lord Varys via e sentia depois da vitória na Batalha De Blackwater; agora os Lannister se posam de salvadores da cidade e os Tyrell nessa aliança trazendo comida para a capital se posam de benevolentes; na Fortaleza Vermelha, Varys se dirigia para a Torre Da Mão, onde Lord Tywin Lannister, a recente empossada Mão Do Rei residia agora, ele o tinha avisado para essa reunião no primeiro dia em que pode assumir os seus trabalhos e agora, ele mandou chamá-lo para essa reunião que Varys no qual não sabia o que esperar; ele tinha chegado a Torre Da Mão e entrado em seus aposentos onde pode ver Lord Lannister em sua mesa de trabalho escrevendo cartas:
- Mandou me chamar, Senhor Mão? – perguntou Lord Varys:
- Sim, Lord Varys! – respondeu Tywin – Sente-se!
Lord Varys se sentou e esperou que Tywin terminasse a carta e somente quando ela estava selada é que ele se voltou para o Mestre Dos Sussurros; ambos se encaravam olho a olho e nenhum dos dois dava sinal de ceder:
- Como você sabe Lord Varys; eu estive em guerra, então eu mandei o meu filho Tyrion para assumir o meu lugar e ele me mostrou decisões que me permitem o meu trabalho um pouco mais fácil! – disse Tywin – Mas, você sabe que mesmo que Tyrion me manteve informado do seu trabalho e das bobagens que minha filha Cersei e meu neto Joffrey faziam; eu ainda tenho questões! Eu quero respostas! Especialmente por ter iniciado uma guerra sem muitos motivos fortes; fortes para manter os meus homens continuarem a guerra e principalmente para compensar a minha escolha sobre o Trono De Ferro do que salvar a Westerlands se um possível ataque de Jon Targaryen!
Lord Varys olhou para a Mão Do rei e pesou as suas palavras; Varys não via sentindo em mentir para Tywin Lannister, contar a verdade certamente causaria discórdia dentro da família que certamente ajudaria na causa Targaryen:
- Para que entenda como todos nós caímos nessa situação, tenho que começar a contar desde o início – disse Varys:
- Eu entendo! – disse Tywin – Tenho tempo que preciso somente para essa reunião!
- Lord Jon Arryn ainda estava vivo e era a Mão Do Rei quando tudo começou! Na verdade começou com Lord Arryn quando ele dedicou os seus olhos melhor para os filhos da Rainha com Robert e deduziu que eles não tinham nada de Baratheon e que eles eram bastardos! – disse Lord Varys; Tywin tinha uma cara dura ouvindo essas palavras – De fato, se formos olhar somente por isso, Lady Sansa Stark não seria filha de Lord Eddard Stark!
- De fato! – concordou Lord Lannister. Varys se levantou e foi até um pedestal onde estava uma jarra de vinho no qual se serviu e foi com um copo cheio e se sentou de volta:
- Lord Arryn achou também que os filhos da rainha são com o seu irmão gêmeo e guarda real juramentado Jaime Lannister; juramentado pelo menos na época; agora ele jura para Jon Targaryen! – disse Lord Varys para a cara azeda de Lord Tywin:
- O que há na cabeça de Arryn para pensar nisso? – questionou Lord Lannister:
- Eu não sei como isso começou, mas, uma semente foi plantada na cabeça de Lord Arryn e essa semente floresceu e cresceu até produzir outra semente e ser plantada na cabeça de Lord Stannis Baratheon! – respondeu Varys ao qual a cara de Tywin ficou ainda mais dura – A verdade é que os dois nos últimos tempos estavam passeando pela cidade olhando para cada bastardo que o Rei Robert plantou nesse mundo!
- A receita de uma guerra que ao que parece, não viu, Lord Varys! – disse Tywin:
- Admito; Senhor Mão, eu não vi essa guerra chegando, mas, eu a tenha visto tarde demais, especialmente quando Baelish decidiu agir e jogar o seu jogo! – disse Lord Varys:
- Baelish matou Lord Arryn? – perguntou Tywin Lannister:
- Sim, milorde; Lord Baelish matou Lord Arryn! – respondeu Lord Varys – Lord Baelish que pretende jogar o seu próprio jogo para os seus próprios interesses!
- Quais são os seus interesses? – perguntou Tywin:
- Não sei ao certo! – respondeu Varys – Tenho a certeza que Baelish sempre foi apaixonado por Lady Stark, à cicatriz do seu confronto com Brandon Stark prova isso, ele a quer e se possível o Norte vem junto como compensação!
- Ele teria um dos reinos mais desenvolvidos entre os Sete Reinos, uma força militar, poderoso e bem treinado e experiente! – disse Lord Lannister:
- De fato Milorde! – concordou Varys – Se ele conseguir a força do Norte, ele causará muitos problemas; tanto que Lord Eddard Stark em uma das nossas conversas chamou Baelish de Rei Das Cinzas!
Tywin tinha que admitir, Eddard chamou bem Baelish, mesmo ele sabia o que significava sem uma explicação de Lord Varys; agora sabia que Baelish simplesmente queria causar caos e colocar fogo em tudo e ficar com as cinzas do que sobrar:
- O que mais? – perguntou Lord Lannister:
- Sabe milorde, que o Rei Robert foi ao Norte para colocar Lord Eddard Stark como a Mão Do Rei – disse Varys – Uma coisa que Baelish previu; ele sabia que Lord Eddard investigaria a morte de Jon Arryn, ele sabia que chegaria o momento em que Lord Eddard contaria ao Rei Robert; a Rainha sabia sobre e temendo a sua vida e de seus filhos, ela matou o Rei Robert!
- Robert foi morto por um javali! – afirmou Lord Lannister:
- A Rainha Cersei fez com que Lancel Lannister adulterasse o vinho do Rei Robert para que ele ficasse mais lento e com uma reação mais lenta, Robert não conseguiu desviar do javali! – explicou Lord Varys; Tywin Lannister parecia realmente não satisfeito com o que ouviu – Eu sei que Robert, antes de morrer, fez Lord Eddard o seu regente até que o Rei Joffrey atingisse a maioridade!
Agora Lord Tywin Lannister foi pego de surpresa, mas, ele não mostrou, mas, de qualquer forma, Varys viu um músculo facial de Lord Lannister tremer levemente:
- Isso é sério? – perguntou Lord Tywin:
- Absoluto; Senhor Mão! – confirmou Lord Varys – A intenção era que Lord Eddard governasse até a maioridade de seu neto!
Tywin apenas colocou a mão direta no rosto, lentamente, sentindo uma dor de cabeça chegando e aumentando:
- Mas, como sabe, seu neto foi coroado Rei Joffrey! – disse Varys – Mas, o que não sabe e nem Cersei sabe e eu descobri por acaso; é que Joffrey foi coroado rei antes da morte de Robert!
Isso realmente pegou Lord Lannister de surpresa e ele foi incapaz de esconder:
- Minutos antes da morte de Robert, sua filha, a Rainha fez o seu neto Rei e isso é considerado Golpe De Estado; mesmo que seja por minutos, Robert era o rei e graças a sua morte que ninguém percebeu sobre isso! – explicou Lord Varys.
Dessa vez uma verdadeira dor de cabeça atingiu Lord Lannister:
- De qualquer forma, Lord Eddard tentou fazer valer a vontade do Rei Robert no qual a Rainha a rasgou na frente do tribunal e mandou prender Lord Eddard o acusando de traição e tinha intenção de mandá-lo para a Parede, mas, Lord Baelish convenceu Joffrey e executá-lo! – disse Lord Varys. Tywin estava calado pensando no que aprendeu:
- Isso é tudo Lord Varys? – perguntou Tywin Lannister:
- Sim, milorde – respondeu Varys sobre o olhar de Lord Tywin Lannister:
- Eu aprendi muitas coisas interessantes Lord Varys! Aprendi uma verdade que realmente não queria aprender, mas, vou ter que lidar com ela! – disse Lord Tywin – Tenho decisões a fazer e em especialmente não tentar demonstrar o meu desconforto ao recompensar Petyr Baelish pelo seu importante trabalho na aliança Tyrell-Lannister!
- Eu entendo; milorde! – disse Varys:
- Eu acredito que essa conversa ficará entre nós! – disse Lord Tywin:
- Seu filho Tyrion sabe sobre Baelish! – avisou Varys:
- Terei essa conversa com ele! – disse Tywin:
- Bom! Manterei essa conversa entre nós! – disse Lord Varys:
- Ótimo! – disse Tywin – Por favor; você pode se retirar; tenho muito a pensar!
Lord Varys se levantou e com um aceno com a cabeça saiu dos aposentos da Mão Do Rei deixando a atual Mão Do Rei sozinho em seus pensamentos. Lord Tywin Lannister finalmente ouviu a verdade que tanto queria; sabia que Varys não havia mentindo para ele, mesmo ele sendo o mestre da mentira e dos segredos; essa conversa teve as palavras verdadeiras de Varys e como tal tinha muito a decidir; sua filha e seu neto foram totais idiotas e eles estavam levando a Casa Lannister à ruína e cabia a ele fazer o trabalho de evitar isso.
Sabendo que a coroação de seu neto foi um golpe, mesmo que um golpe que Cersei não queria dar; Tywin não podia deixar de exclamar em sua mente o quanto sua filha foi uma estúpida, ela se achava que sabia jogar o Jogo Dos Tronos, mas, a cada decisão era um erro atrás do outro, seu neto é um idiota maluco tirânico que praticamente desde que começou o seu reinado, o entregou para Jon Targaryen nessa guerra, dava graças aos Sete Deuses por nenhum inimigo sabia sobre isso; o reinado de Joffrey não teria durado quanto durou; sabia que seria difícil controlar Joffrey; Tyrion apenas escondeu as suas ações, limitou os lugares onde ele poderia ir, mas, nunca o controlou de verdade e agora cabia a Mão Do Rei fazer isso.
Talvez Lord Eddard pudesse ter mais sucesso onde todos estão falhando com Joffrey; que segundo Lord Varys, Lord Eddard Stark seria apenas um regente até que seu neto Joffrey atingisse a maioridade e dada à fama de honrado de Ned Stark, todos poderiam achar que o seu neto teria a mesma instrução e mais tarde ele entraria e ensinaria o jogo dos tronos para Joffrey e o reino ainda estaria em paz, simplesmente Ned voltaria para o Norte e não estaria em um estado de guerra devastadora. Tywin sabia que seria muito mais benéfico se matasse Joffrey e colocasse o seu outro neto Tommen no lugar, ele pelo menos seria mais aberto a sugestões e ao seu controle. Outra dor de cabeça é o seu filho Jaime, o seu favorito, o seu primogênito, o seu herdeiro que nesse momento jurou a sua espada a Jon Targaryen e agora faz parte da Guarda Real dele; Tywin no início achou que Jaime faria a mesma coisa a Jon que fez ao seu avô, mas, aparentemente Jaime está levando os seus votos a sério e Tywin teria que derrotar a cria Targaryen para ter o seu filho de volta; incrivelmente, parece que apenas o seu filho Tyrion se prova um filho digno.
Agora, depois da conversa com Lord Varys; Lord Lannister tinha um culpado; um culpado por tudo isso, por todos os problemas e a guerra; culpado pelo estado de Guerra Total em que o Reino De Westeros vive em quase três anos; Lord Petyr Baelish; o desconforto de recompensá-lo pela aliança Lannister-Tyrell; seria difícil de esconder, mas, infelizmente tinha que ser feito e de qualquer forma; tinha que fazer planos para matá-lo; infelizmente não podia fazer um julgamento público e destruir o seu nome no qual lhe daria prazer que ele fosse lembrado como o maior inimigo de Westeros, tinha que ser silencioso e discreto para parecer um acidente ou uma doença; tinha muito planos; Lord Tywin Lannister tinha muito trabalho.
Lord Varys saiu da Torra da Mão mergulhado em seus pensamentos sobre a conversa com Lord Tywin Lannister, havia contado a verdade para ele, toda a verdade, pelo menos disse as palavras manipuladas para parecer que a verdade sobre os filhos da rainha fosse fruto da mente de Lord Arryn e o avisou sobre o que Cersei fez de coroar o seu filho antes da morte de Robert; ele mesmo não tinha avisado a Jon Targaryen, preferiria fazer isso pessoalmente, não podia correr o risco de alguém escutar, mesmo que essa informação não tinha muito uso, não minaria o reinado de Joffrey, mas, poderia ser usada para dar mais peso quando os Lannister forem acusados e julgados pelo Rei Jon.
Lord Varys sabia que contando a verdade para Lord Lannister, teria um aliado improvável contra Baelish, era essencial que ele fosse parado antes que começasse a fazer mais estragos, podia contar mais com Tyrion Lannister do que o seu pai, mas, com a chegada dele, o Imp não seria mais a Mão Do rei, mas, mesmo assim seria um aliado poderoso e incrivelmente um amigo; talvez um dos poucos que Varys podia contar de verdade; Lord Varys estava realmente mergulhado em seus pensamentos que não percebeu que tinha acabado na Sala Do Trono; ela estava vazia, apenas com Petyr Baelish em pé olhando para o Trono De Ferro:
- Lord Baelish! – cumprimentou Varys ficando ao lado de Petyr:
- Lord Varys! – cumprimentou Lord Baelish:
- Devo parabenizá-lo por essa aliança com a Casa Tyrell que certamente salvou o reinado do grande Rei Joffrey! – disse Varys:
- Obrigado, mas, eu ouvi dizer que os parabéns devem ser dados a Lord Tyrion Lannister por sua defesa heróica da cidade! – disse Lord Baelish:
- De fato; tanto que o Senhor Mão espera o seu filho acordar para que possa ter finalmente uma reunião do Pequeno Conselho! – disse Lord Varys:
- Uma forma de recompensar o seu filho, possivelmente! – disse Petyr que realmente não tirava os olhos do trono:
- Você o acha bonito? – perguntou Lord Varys:
- Você não? – perguntou Lord Baelish curioso:
- Para muitos ou para todos; está claro que Aegon; O Conquistador não tinha nenhum olhar para o que é bonito! – respondeu Lord Varys:
- Talvez a beleza que ele via estava no fogo de seus dragões queimando os seus inimigos e no que criava quando cessava – disse Lord Baelish.
Lord Varys não gostou das palavras do homem, mas, escondeu bem que ele não percebeu:
- Você tem o mesmo gosto pelo fogo? – perguntou Lord Varys:
- Talvez sim; talvez não! – respondeu Lord Baelish – Mas, não é isso que fazemos quando derrotamos os nossos inimigos; os inimigos da coroa; como se colocássemos fogo neles e esperássemos para ver o que foi criado quando o fogo cessasse!
Lord Petyr Baelish saiu da sala antes que Lord Varys pudesse dizer mais alguma coisa, de fato, para o eunuco, aquelas palavras faziam lembrar perigosamente o Rei Aerys Targaryen II e realmente não gosta disso. O Rei Louco é a última coisa que gostaria de lembrar vindo de Baelish.
