Capítulo 21

O Sangue Fluvial

O Senhor Edmure Tully, depois de tomar Harrenhal de volta para as Riverlands, tinha voltado para casa com cinco mil homens e tinha se dedicado a resolver alguns problemas do reino que herdaria algum dia, infelizmente para ele, seria em breve; seu pai ficava cada vez mais fraco e mesmo com a sua irmã Lysa ao seu lado todos os dias, dava poucos sinais de melhora, Edmure tinha que visitar sempre que podia, mas, não ficar muito tempo; vendo o seu pai, um homem forte e robusto se tornando em uma sombra de seu próprio ser, é totalmente angustiante; sua irmã Catelyn tinha voltado para o Norte; para Winterfell, com a benção do pai para que ela pudesse ver os seus filho e gerenciar as coisa no Norte e garantir que tudo estava bem, especialmente na defesa de suas terras; todos sabiam que os Homens De Ferro não haviam respondido as cartas do rei e isso deixava em aberto; o Norte a ataques; especialmente deles.

Edmure amaldiçoou os homens de ferro, com eles; o Rei Jon Targaryen já poderia ter terminado a sua campanha nas Westerlands; de qualquer forma; essa campanha já havia dado alguns resultados, grãos e animais de abate vieram das Westerlands que Edmure distribuiu ao povo e aos lordes, mas, principalmente veio o ouro que Edmure usou para reparar os estragos que os Lannister deixaram em sua Campanha De Destruição e Edmure usou o ouro para financiar brigadas formadas por civis para combater os incêndios e tentar salvar o que restou, os resultados que recebia foi satisfatório, onde parecia que haviam descoberto técnicas de combate a incêndios de grandes proporções a base de tentativa e erro; boa parte do ouro Edmure guardou para que o rei pagasse as dívidas da coroa como ele havia planejado.

Mas, agora, Edmure tinha um tempo para ver melhor o que os interrogadores haviam tirado de Marcus Nelion antes que fosse executado pelo rei; eles haviam escrito cada palavra proferida pelo traidor, Edmure assistiu nas sombras a tortura e ficou satisfeito ao ver o rosto de Nelion ao ver que sofreria e que não teria nenhuma escapatória e que no momento em que entrará naquela sala; sua vida havia acabado; essas palavras falam de um apoio de homens e armas e o local foi dito; por isso o senhor Edmure mandou batedores para o local e partiu de Correrrio com cinco mil homens para resolver esse problema.

Nos dias em que se seguiu; Edmure com o seu exército havia chegado ao Castelo Acorn Hall; sede da Casa Smallwood e de lá; seguiu para o Nascente Norte do Rio Blackwater; especificamente para a Vila Skywhite onde Nelion havia reunido uma parceria com Ser Ansom Payback e seis mil e quinhentos homens fortemente armados; Edmure sabe que Payback é apenas um mercenário e que Nelion o fez cavaleiro dando-lhe dinheiro para levantar um exército ao seu favor; e agora com Nelion morto; Edmure tem a certeza que Payback usaria esse exército para fazer uma empresa mercenária e que venderia os seus serviços a Tywin Lannister; Edmure tinha o dever de não os deixar saírem das Terras Fluviais.

As chuvas tão costumeiras nas Terras Fluviais; vieram mais uma vez, a água e lama atrasaram o avanço de Edmure com os seus cinco mil homens e mulheres; Tully nesse momento contava com o fato que o inimigo também se atrasaria para de certo modo, até sair da cidade; os batedores que Edmure mandou, voltaram com a notícia de que o exército inimigo havia saído de Skywhite; as chuvas tinham cessado, mas, a lama torna a locomoção difícil que obriga a quem estar a cavalo, descer e puxar as rédeas; mudando o curso de rota de seu exército, Edmure chega perto das montanhas no qual está a Nascente Norte do Rio Blackwater; de seu alto, podia ver as pontas brancas com a neve e as nuvens a acariciando como dois amantes.

O acampamento é montado e Edmure manda batedores a frente para verificar o terreno da batalha e como tal, um caminho específico que sai da vila até a Estrada Dourada e em uma parte dele que passava por entre dois declives e assim permitia que qualquer um descesse correndo em direção à estrada; o Senhor Edmure estaria contando com a falta de experiência dos soldados de Ser Ansom Payback, contra os cinco mil homens e mulheres que trouxera; foi decidido atacar entre os dois declives onde eles seriam pegos de surpresa e do fato de que para passar por lá, teriam que desfazer a formação; Edmure lideraria quinhentos soldados descendo no primeiro declive, Lord Smallwood levaria mais quinhentos homens e mulheres no outro declive, Ser Marq Piper atacaria na frente com dois mil soldados e Ser Quincy Cox atacaria na retaguarda com mais dois mil soldados:

- Está tudo combinado? – perguntou Edmure:

- Sim; meu senhor! – disse Lord Smallwood – Tudo está pronto!

- Usaremos o terreno como vantagem para a superioridade numérica de Ser Payback e esperamos pegar a todos na total surpresa! – disse Ser Cox:

- Vamos acabar com isso e terminar o trabalho do traidor do Nelion! – disse Ser Piper:

- Vamos partir! – disse Edmure.

O exército se dividiu e eles partiram, Edmure estava levando os quinhentos homens e mulheres; todos estavam a pé sem exceção e depois de algum tempo de caminhada, finalmente chegaram ao local, escondidos em um monte, atrás da estrada, esperando o momento em que poderiam começar; um assobio que Edmure escutou foi à indicação que as forças de que Lord Smallwood tinha chegado ao outro monte, mais outros dois assobios escutados indicando que os outros estavam em suas posições.

Esse foi um plano elaborado de acordo com a vantagem que o terreno pode dar e certamente tem tudo para dar errado e Edmure estava contando com a falta de experiência dos soldados inimigos; talvez a sorte estivesse ao seu lado quando o exército inimigo com Ser Payback a frente em seu cavalo estava na estrada passando, a marcha foi desigual nesse trecho de estrada e como tal, mais lento, a lama das chuvas recentes também foi um fator; Edmure sabia que talvez essa fosse a única chance de acabar com isso antes que os inimigos cruzassem a ponte sobre o Rio Blackwater e se juntassem aos Lannister.

O Senhor Edmure se levantou, correndo, com esforço subindo o monte e em silêncio os soldados que estava comandando o seguia, ele não gritaram; apenas o barulho de seus passos e de suas armaduras balançando eram ouvidos, então eles chegaram à cima do monte e começaram a descer, gritando; os homens passaram a frente com as lanças apontadas para os soldados inimigos, Lord Smallwood surgiu atacando com a sua parte, gritando e se lançando contra os inimigos; as lanças pegaram os inimigos primeiro, com elas atravessando os corpos dos soldados e se fincando no chão, uma reação lenta dos soldados de Ser Payback que Edmure queria e com a sua espada passou pelas lanças e desferiu o primeiro golpe naqueles que ficaram de pé.

Reconheceu os gritos dos homens e mulheres que estavam atacando pela frente e pela retaguarda; o exército de Ser Payback estava cercado e com mais vigor, Edmure balança a sua espada cortando cada inimigo a sua frente; eles gritavam de terror enquanto caiam mortos ao chão enquanto os seus comandados gritavam em fúria sedenta por sangue de traidores das Riverlands. Se havia pouco espaço para que os homens de Ser Payback marchassem de forma inadequada, havia pouco espaça no qual Edmure podia movimentar a sua espada de forma livre, ele somente podia balançá-la de cima para baixo e de baixo para cima ou então, estocar no corpo dos soldados inimigos, o fato de estar tão perto fazia com que o sangue espirrasse em cima de todos.

Edmure ainda estava balançando a sua espada, apenas não sabia há quanto tempo e os gritos daqueles que se feriam e que morriam enchiam mais o ambiente do que os gritos de fúria daqueles que desciam as suas espadas sobem cada um que vissem em sua frente; uma fúria primal, uma fúria de guerra, mas, que ainda Edmure se mantinha consciente para ver que ele tinha ganhado a batalha, o ataque na retaguarda se provou mais sangrento pelo fato de que tinha aqueles que viram a derrota e queriam fugir a todo o custo; empurravam, mas, eram repelidos pelas lanças e escudos; eles queriam retornar e tentar fugir por outro canto, mas, os homens e mulheres que atacaram descendo os declives e pela frente derrubavam os inimigos rápidos demais; Edmure descia a sua espada sobre a cabeça do inimigo e quando ele caiu no chão rapidamente aparou um golpe de espada que logo ele viu que pertencia a Ser Cox:

- Calma Ser Quincy! – disse Edmure:

- Me perdoe; meu senhor! – disse Ser Cox rapidamente se desculpando:

- Tudo bem! – disse Edmure que olhou ao redor e viu os corpos dos soldados inimigos que vestiam preto; totalmente preto, uma forma que Edmure sabia que se diferenciavam dos soldados das Riverlands normais; claramente se vestiam como uma empresa mercenária:

- Parece que vencemos! – disse Edmure vendo mais nenhum inimigo de pé.

Edmure ergueu a espada para o alto e a palavra dele se espalhou e os homens e mulheres levantaram as suas armas para o alto gritando em alegria, comemorando a vitória; agora, Edmure sabia que teria muito trabalho pela frente; Ser Marq Piper vinha na direção de seu amigo e seu senhor:

- Meu senhor! Meu senhor! – disse Ser Piper. Edmure viu o cavaleiro vindo a sua direção com a sua armadura e a sua espada banhada de sangue:

- Diga Ser Piper! – disse Edmure:

- Capturamos Ser Payback! – disse Ser Piper – Quando ele viu que tinha perdido, tentou fugir de seu cavalo, mas, ele foi derrubado e está preso!

- Ótimo! – disse Edmure – Mantenha-o sobre as correntes e mantenha um olhar vigilante sobre ele todo o tempo!

- Agora mesmo; meu senhor! – disse Ser Piper se distanciando para cumprir as ordens de Edmure:

- Lord Smallwood! – chamou Edmure:

- Sim; meu senhor! – disse Lord Smallwood:

- Conte os mortos e feridos do nosso lado e os transportes para o nosso acampamento! – mandou Edmure:

- Sim; meu senhor! – disse Lord Smallwood:

- Ser Cox! – chamou Edmure:

- Sim! – disse Ser Cox:

- Cuide dos mortos inimigos; faça a contagem! – mandou Edmure:

- Sim; meu senhor! – disse Ser Cox.

Edmure começou a andar, passando pelos corpos dos inimigos e aliados mortos, o sangue deles virando lama vermelha, mas, de qualquer forma, Edmure saiu do campo de batalha, andando pela grama alta, verde e molhada, ele sabia para onde ir, os soldados que mesmo tenham participado, eles estavam espalhados pelo campo que não foi tocado pelo sangue dos mortos, espalhados por todos os lados, vigilantes, esperando alguma força que os atacaria; por que seriam atacados fora do campo de batalha, simplesmente, Edmure tinha a resposta quando chegou a uma arvore e debaixo dela, estava um homem amarrado por correntes, amarrado na corrente estava uma corda grossa que passava por um galho grosso da árvore e a corda estava amarrada em uma estaca fortemente pregada no chão; Ser Ansom Payback estava suspenso no ar com o tronco na horizontal e as pernas pendendo molemente.

Edmure se aproximou de Payback e agarrou os seus cabelos e o levantou para ver os seus olhos:
- Bom dia; Ser Ansom Payback! – disse Edmure – Você não merece o título de cavaleiro; sei que Marcus Nelion lhe deu o título que ele não podia dar!

Payback não fez nada, apenas cuspiu no rosto de Edmure, sangue misturado à saliva:

- Filho de uma prostituta! – disse Ansom Payback. Edmure apenas limpou o rosto e em seguida com o punho direito acertou um soco no peito de Payback que gemeu de dor. Edmure olhou e viu no peitoral da armadura de Payback uma espada desenhada e sua lâmina estava em chamas vermelhas:

- Então você resolveu imitar Thoros De Myr; parece que queria se agarrar um pouco a fama dele e o que esperava? Chegar a Porto Real e oferecer os seus serviços e homens para Tywin Lannister e garantir que ele te faria cavaleiro de verdade? – perguntou Edmure – Me dá mais prazer tê-lo impedido depois de ouvir sobre você de Marcus Nelion; de qualquer forma, qual o nome que deu a sua empresa mercenária? Espada Quente?

- Luminífera! – respondeu Ser Ansom Payback:

- Admito que seja um bom nome, mas, infelizmente para você, não serve para as intenções do Rei Jon Targaryen; a sua traição se paga com a morte!

Edmure tirou a sua faca pequena e puxou os cabelos com mais força de Payback expondo ainda mais o seu pescoço e mais uma vez Ser Payback cuspiu na cara de Edmure:

- Viva o Rei Joffrey Baratheon! – disse Ansom Payback; suas últimas palavras; e Edmure cortou a sua garganta de uma orelha a outra; o sangue esguichava para fora enquanto Ser Ansom Payback morria lentamente; Edmure limpou a sua lâmina pequena nas roupas do morto, guardou a lâmina e se afastou indo em direção ao acampamento:

- Meu senhor! – disse um dos soldados que chamou a atenção de Edmure que se virou para ele e viu o soldado de aproximando – A homens que querem falar com o senhor!

- E quem seriam eles? – perguntou Edmure

- Lord Beric Dondarrion e o Sacerdote Thoros De Myr! – respondeu o soldado.

Edmure estava levemente surpreso:

- Mostre o caminho! – mandou Edmure.

O guarda foi à frente e o Herdeiro de Correrrio o seguiu até o campo mais a frente, com a grama alta que chegava até a cintura onde vários soldados estavam olhando para dois homens; os soldados estavam atentos segurando o cabo de suas espadas, pronto para tirá-las da bainha ao menor sinal de hostilidade por parte desses dois homens; Edmure viu a armadura vermelha no qual ele sabia que o Sacerdote Thoros de Myr usava e ao seu lado estava reconhecidamente Lord Beric Dondarrion que ao que parecia ganhou várias cicatrizes, pelo menos as que viam em seu rosto:

- Lord Dondarrion! – disse Edmure apertando a mão do homem:

- Senhor Edmure; obrigado por nos receber! – disse Lord Dondarrion:

- Sacerdote! – disse Edmure apertando a mão de Thoros De Myr:

- Somente Thoros; meu senhor; há muito tempo que não exerço o ofício de sacerdote! – disse Thoros De Myr:

- Então; o que os trazem aqui? – perguntou Edmure sem rodeios:

- Viemos prestar a nossa ajuda para acabar com aqueles que ameaçam o povo! - respondeu Lord Dondarrion – Somos a Irmandade Sem Bandeiras!

- Somos dedicados a atender as necessidades do povo em que alguns lordes parecem esquecer! – disse Thoros De Myr:

- Apoiamos o seu trabalho e o que esta fazendo para proteger o povo das Terras Fluviais e apoiamos o Rei Jon que mesmo atacando as Westerlands, ainda é capaz de trabalhar para não machucar os inocentes! – disse Lord Dondarrion:

- Eu aprecio o apoio e assim como o rei também apreciara! – disse Edmure – Mas, vocês não me disseram a quem juram lealdade!

- Somos a Irmandade Sem Bandeiras; não somos jurados a ninguém! – disse Thoros De Myr – No passado, podemos ter sidos homens de Robert Baratheon e Eddard Stark, mas, infelizmente, eles estão mortos e agora somos homens livres dedicados à causa de ajudar o povo e os inocentes!

Edmure olhou para eles pensativo:

- Vocês me convenceram; eu acredito em vocês e no que falam, por isso permitirei que continuem o trabalho! – disse Edmure – Mas, que fique claro que se desviarem do caminho, serão considerados um grupo de ladrões e assassinos e será tratada a espada!

- Está claro; meu senhor! – disse Lord Dondarrion:

- Muito bom! – disse Edmure – Deixarei que o rei saiba sobre vocês, talvez ele encontre um trabalho útil que possam fazer!

- Muito obrigado; meu senhor! – disse Thoros De Myr.

Os dois se afastaram sobre os olhares atentos dos soldados; Edmure estava cansado, ele tinha acabado com uma empresa mercenária nova que poderia ameaçar as Terras Fluviais e agora confirmara o que ouvira nesses meses sobre uma irmandade de cavaleiros e alguns senhores que simplesmente deixaram os seus votos de lado e se dedicam a ajudar aqueles necessitados; Edmure não imaginava se eles dariam certos ou quanto tempo duraria ou se tornariam um problema, naquele momento em que andava de volta para o acampamento, somente queria descansar e foi o que fez quando entrou em sua tenda e sem cerimônia tirou a sua armadura e roupas e caiu na cama e logo imediatamente dormiu, em alguns dias estariam de volta para Correrrio.

Daenerys Targaryen, Nascida Da Tempestade, Mão Dos Dragões, Lady Prata, Rainha Prata, Mhysa, A Rainha Dragão, A Rainha De Qarth, em um navio com uma força de escolta e com o seu amigo e conselheiro Ser Jorah Mormont, estava no mar, navegando para a Cidade Escrava de Astapor e depois de dias no mar, ela finalmente havia chegado; sua intenção; comprar os Imaculados, um exército treinado em Astapor; os melhores soldados do mundo e extremamente caros. O barco havia atracado e Daenerys saiu com Ser Jorah:

- Astapor, uma cidade estranha, uma cidade feita de sangue e tijolos – disse Ser Jorah – O sangue de seu próprio povo gruda os tijolos como a massa para sustentara cidade!

Dany não tinha desprezo pela escravidão, odiava e a amaldiçoava; talvez pelo seu tempo em que seu irmão Viserys a vendeu como objeto e somente depois de muito tempo deixou isso de lado quando se sentiu parte do Khalasar de Khal Drogo, mas, agora vendo a situação, do que a cidade é feita, não gosta do que viu, mas, infelizmente no momento não pode fazer nada, ela tinha vindo aqui para comprar Imaculados e completar o seu exército para conquistar Westeros. Estavam andando pelas ruas da cidade, Daenerys podia ver claramente a diferença em quem era o senhor e em quem era o escravo, isso estava se mostrando um pouco de distração para Daenerys Targaryen:

- Concentre-se Khaleesi! – disse Ser Jorah chamando a atenção de sua rainha – estamos aqui por um objetivo!

Ser Jorah tinha a total razão, não era à hora de pensar sobre os escravos e a escravidão, mais uma vez tinha que se concentrar em por que veio nessa cidade que Dany já passou a odiar, seguindo pelas ruas da Cidade De Astapor e chegando ao que parecia ser onde funciona o governo central; ela teria o seu encontro com os Bons Mestres; seguindo por esse palácio ricamente decorado e pareciam constantemente limpado por escravos as vistas de soldados leais aos Bons Mestres, de qualquer forma, vendo que o piso parecia praticamente um espelho e seus passos ecoavam pelo corredor onde foi recebida por guardas do palácio onde abriram a porta e Dany, seguida por Ser Jorah, entraram em um grande salão, rico e decorado, com panos de cores douradas e pinturas nas paredes, além de ter um sistema que claramente deixa a luz do sol iluminar completamente o salão e no centro dela havia uma grande mesa com várias cadeiras.

Daenerys E Ser Jorah estavam esperando, eles haviam deixado claro para o Comandante Do Porto que queriam uma palavra com os Bons Mestres, ela deu o seu nome, assim como Ser Jorah deu o seu e o Comandante garantiu que o seu pedido chegaria até eles e que simplesmente teriam eu seguir até o palácio para serem atendidos, Dany e Ser Jorah fizeram isso, daí o fato, de terem passado pelos guardas com facilidade, somente mostrando que a palavra do comandante havia chegado até os Bons Mestres, mas, agora eles teriam que esperar para que aparecessem para que Dany pudesse negociar os Imaculados. O fato é que já algum tempo tenha passado e ambos estavam calados e Daenerys estava andando de um lado para o outro:

- Calma Khaleesi; assim você vai abrir um buraco no chão! – disse Ser Jorah:

- Eu sou paciente Ser Jorah, mas, eu tenho sangue de dragão, um sangue quente para ter grande paciência! – disse Daenerys – Eles estão fazendo de propósito!

- Claramente estão! – concordou Ser Jorah – Eles querem vantagem na negociação!

- Veremos quem vai ter a vantagem! – disse Daenerys determinada.

Os Bons Mestres entraram e elegantemente se sentaram nas cadeiras e eles não convidaram Daenerys e Ser Jorah a se sentarem; Ser Jorah sabia que eles ainda fariam essa cena, ele realmente não gostava deles; Daenerys tinha várias ofensas para descrever os Bons Mestres:

- "Meu nome é Kraznys Mo Nakloz"! "A quem eu falo"? – disse o homem em uma língua que Daenerys reconheceu como valiriano; Dany viu a escrava traduzindo as palavras do homem:

- Meu nome é Daenerys Targaryen; Nascida Da Tempestade, Mão Dos Dragões, Lady Prata, Rainha Prata; Rainha Dragão e Rainha De Qarth; vim aqui para negociar os Imaculados! – respondeu Daenerys em que a escrava traduziu para os Bons Mestres:

- "Rainha? Ela? É mais uma puta em que eu gostaria de enchê-la de porra"! – disse Kraznys em valiriano para o riso dos outros Bons Mestres e o constrangimento da empregada – "Ela quer negociar os imaculados"?

A escrava traduziu a pergunta para Daenerys que fazia em trazer todo o seu controle em fingir que não entendia valiriano:

- Vim aqui negociar os Imaculados, eu estou disposta a pagar bem! – respondeu Daenerys em que a escrava traduziu para os Bons Mestres:

- "Eu não me importaria se ela pagasse abrindo a sua buceta para mim e me deixasse dar algumas tapas em sua bunda"! – disse um dos Bons Mestres e os outros riram com gosto:

- "O quanto está disposta a pagar"? – perguntou Kraznys e a escrava traduziu:

- O quanto você cobra? – perguntou Daenerys e a escrava traduziu para os Bons Mestres:

- "Dez mil moedas de ouros por cem soldados"! – disse Kraznys:

- Dez mil moedas de ouro por cem soldados! – traduziu a escrava para a surpresa de Daenerys e Ser Jorah; imediatamente Ser Jorah se virou ficando de costas para os Bons Mestres:

- É um preço exploratório Khaleesi! – disse Ser Jorah furioso:

- Eu sei! – disse Daenerys – Devemos tentar negociar!

- Dez mil moedas de ouro por cinco mil Imaculados! – disse Daenerys para os Bons Mestres que a escrava traduziu; isso causou risos entre os Bons Mestres:

- "Vadia de cabelos claros; prostituta de rabo aberto"! – disse Kraznys – "Dez mil moedas de ouro por cem soldados"!

- Dez mil moedas de ouro por cem soldados! – traduziu a escrava para a insistência dos Bons Mestres:

- Dez mil moedas de ouro por mil imaculados! – disse Daenerys em que a escrava traduziu; Kraznys Mo Nakloz bufou de escárnio:

- "Dez mil moedas de ouro por cem imaculados"! – repetiu Kraznys em que a escrava traduziu para o descontentamento de Dany:

- Eles não vão mudar de ideia; Khaleesi! – disse Ser Jorah:

- Devo tentar! – disse Daenerys como se encerrasse esse assunto:

- Dez mil moedas de ouro por quinhentos imaculados! – disse Daenerys e depois a escrava traduziu para os Bons Mestres.

Eles, agora não pareciam divertidos, estavam cansados pela insistência daquela criança:

- "Não vamos mudar o nosso preço; se não gosta, vai embora"! – disse Kraznys se levantando junto com os outros Bons Mestres; a escrava não traduziu isso e mesmo que Dany entendia, ela sabia que no momento que aqueles homens se levantaram, a negociação estava terminada, ela tinha que voltar a negociação e somente havia um jeito:

- Eu tenho um dragão! – gritou Daenerys para a surpresa de Ser Jorah e o seu grito parou os Bons Mestres em que a escrava traduziu o que ela havia dito:

- "Ouvi boatos de que ela tem um dragão"! – disse um dos Bons Mestres – "Talvez seja verdade"!

- "Se não é verdade; vamos matá-la"! – disse outro:

- "Vamos fode-la antes de matá-la; seria um desperdício não fazermos isso; se ela estiver mentindo, poderemos provar a sua buceta"! – disse o terceiro:

- "O lucro é mais importante nesse momento senhores; se conseguirmos esse dragão será o maior lucro que já tivermos"! – disse Kraznys – "Traga o dragão amanhã e então faremos negócio"!

- Se o que diz é verdade; então traga o dragão amanhã e então faremos negócio! – disse a escrava:

- Pelo o meu dragão; quero todos os imaculados, até aqueles que estão em treinamento! – disse Daenerys; a escrava traduziu para os Bons Mestres:

- "Se é o que a vadia quer, então que seja"! – disse Kraznys:

- De acordo! – disse a escrava:

- Eu também pagarei dez mil moedas de ouro por ela! – disse Daenerys apontando para a escrava e ela traduziu para os Bons Mestres; surpresa; é claro:

- "Por que ela"? – perguntou Kraznys surpreso:

- Por que eu? – perguntou a escrava:

- Eu gostei dela! – respondeu Daenerys; a escrava traduziu para os Bons Mestres.

Kraznys deu uma tapa em sua bunda fazendo a escrava gritar de surpresa e ela foi em direção a Daenerys:

- "Traga o ouro amanhã"! – disse Kraznys.

Daenerys; Ser Jorah e a escrava saiu do palácio dos Bons Mestres e voltaram para as ruas da cidade; os três andando calmamente para não despertar suspeitas:

- É loucura Khaleesi! – disse Ser Jorah – Você não pode propor esse acordo sabendo que eu sei que você não vai cumpri-lo!

- Apenas confie em; Ser Jorah! – disse Daenerys – Eu sei o que eu estou fazendo!

Dany se vira para a escrava:

- Qual é o seu nome? – pergunta Daenerys:

- Missandei! – respondeu a empregada:

- Eu estou te libertando! – disse Daenerys – Você é agora livre para ir aonde quiser!

Missandei parecia surpresa:

- Me perdoe; Sua Graça, mas, mesmo que liberte todos os escravos desse mundo, mais tarde, encontrarão aqueles que foram bem tratados por seus donos, que tiveram casa, comida, boas roupas e alguns desses escravos dirão que o trabalho, mesmo nas piores condições se tornou o seu propósito de vida e se tirar isso de todos, alguns não podem gostar e preferir ser escravos ainda! – explicou Missandei – Eu tenho um propósito no meu trabalho para os Bons Mestres e agora com a minha liberdade, eu estarei perdida sem servi-la! Servir a uma rainha é uma grande honra para mim!

Daenerys se encontrou nos pensamentos sobre as palavras de Missandei, mesmo formulando um pensamento, ainda pode dizer:

- Ficarei agradecida em ter você ao meu lado! De ter os seus talentos a meu serviço! – disse Daenerys:

- A honra é minha; Sua Graça! – disse Missandei se curvando para a Rainha Daenerys.

A manhã veio e com ela; Daenerys Targaryen andava a frente de uma pequena comitiva, atrás dela, estava Ser Jorah e Missandei; atrás deles, estava Irri carregando uma cesta com o dragão; Drogon e atrás dela; estavam, dois homens carregando um baú com dez mil moedas de ouro. Daenerys olhou para trás para conferir com estavam, ela olhou especialmente para cesta com Drogon, ela sabia que não levaria muito tempo para que ele e seus irmãos ficassem pesados demais para serem carregados, mas, por enquanto, hoje, seria tudo para andar conforme o plano que formou; hoje, tinha que dar certo; Daenerys se aproximou do palácio e viu que os Bons Mestres a estavam esperando com uma escolta de guardas que são da cidade e não tinham nada a ver com os Imaculados:

- Um bom dia aos Bons Mestres! - disse Daenerys em que logo depois, Missandei traduziu:

- "Um bom dia você; Rainha Daenerys"! - disse Kraznys; Missandei traduziu para Daenerys:

- Primeiro, antes de negociarmos os Imaculados, venho aqui entregar as dez mil moedas de ouro pela escrava Missandei! - disse Daenerys.

Missandei traduziu o que Day disse enquanto Ser Jorah fez o sinal e os dois homens se adiantaram e depositaram o baú na frente dos Bons Mestres, um deles abriu o baú e os Bons Mestres viram moedas de ouro; sem exceção, todos tinham sorrisos gananciosos:

- "Eu agradeço por isso, Rainha Daenerys"! - disse Kraznys:

- Vamos falar sobre os Imaculados! - disse Daenerys; Missandei traduziu:

- "Me mostre o dragão e te mostrarei os Imaculados"! - disse Kraznys:

- Ele quer ver o dragão primeiro! - disse Missandei para Daenerys.

A Targaryen acenou para Irri que foi a frente e depositou o cesto e em seguida tirando o pano de cima e mostrando o dragão para todos verem; mesmo preso; Drogon se mostrava imponente; todos ao redor que assistiam a negociação, ficaram bastante surpresos; Kraznys estava surpreso e sorrindo com a oportunidade de ter um dragão:

- "Então a vadia disse a verdade"! - disse um dos Bons Mestres:

-"Ela vai dar um dragão em troca de todos os imaculados"! - disse outro:

- Você viu o dragão; agora eu quero ver os Imaculados! - disse Daenerys e em seguida Irri cobriu o dragão:

- "Ela quer ver os Imaculados"! - traduziu Missandei; Kraznys olhou para a Targaryen e em seguida saiu andando, o grupo logo atrás dele; Daenerys não precisou de tradução quando viu o Bom Mestre sair andando. O grupo seguiu se afastando cada vez mais do palácio e indo para o campo aberto, onde, Daenerys suspeitou que esse campo fosse usado pelos Imaculados para o treinamento; andando um pouco mais Daenerys; assim como o grupo, viram milhares de homens perfilados e em silêncio; todos postados e prontos para as ordens, nenhum se movia ou mostrava alguma reação; postados em formação de coluna, esperando as ordens de seus mestres.

Daenerys estava ao lado de Kraznys inspecionando as colunas:

- Eles parecem bem treinados! – disse Daenerys ao qual Missandei traduziu para Kraznys:

-"Claro que são"! – disse Kraznys – "Eles são os melhores e até ignoram a dor"!

Kraznys chamou um dos Imaculados e ele se aproximou se postando na frente de seu mestre, o fato é que eles somente usavam nenhuma armadura no momento, apenas um pano para cobrir o que não tinha entre as suas pernas, ele carrega uma lança curta, um escudo e uma espada pequena e realmente, para a surpresa de Daenerys, não parecia se importar nenhum pouco quando Kraznys, com uma adaga cortou o seu mamilo fora, nenhum careta ou grito de dor, simplesmente parado e inexpressível; Kraznys o mandou de volta para a formação:

- "Você vê cadela?" – perguntou Kraznys – "Eles são os melhores guerreiros"!

Missandei traduziu, mas, Daenerys estava convencida, mas, não do jeito que queria:

- Está bem! – disse Daenerys acenando para Irri que trouxe a cesta para a sua frente onde em seguida Dany tirou o pano e libertou Drogon, ele começou a voar, mas, Daenerys o mantinha segurando firme por uma corrente em volta de seu pescoço; calmamente Dany foi caminhando até Kraznys que olhava avidamente para o dragão; ele logo, também, se aproximou e ambos ficaram frente a frente, Daenerys estendeu a mão onde estava a corrente onde Kraznys a entregou e ele estendeu a mão onde um pequeno cetro de ouro com a figura de uma harpia; Daenerys se afastou olhando para o cetro e enquanto isso Drogon estava totalmente rebelde nas mãos de Kraznys:

-"Droga; sua vadia, por que o dragão não me obedece"? – perguntou Kraznys furioso:

- "Um dragão não é escravo de ninguém"! – disse Daenerys em valiriano pegando Kraznys e os outros Bons Mestres de surpresa; o homem arrogante que segurava a corrente, agora se definia pelo seu rosto branco de surpresa:

- "Como"? – perguntou Kraznys:

- "Nyke Daenerys jelmazmo hen Targario Lentrot, hen Valyrio Uepo anogar iksan". "Valyrio muno engos nuhys issa" (Eu sou Daenerys Nascida da Tormenta da Casa Targaryen, do sangue da Antiga Valíria. Valiriano é a minha língua materna)! – respondeu Daenerys com um sorriso de vitória – "Dracarys"!

Daenerys deu as costas para Kraznys enquanto Drogon cuspia as suas chamas e queimava Kraznys e ele gritava em a mais pura dor e agonia até que Drogon estava livre de suas mãos; Daenerys se aproximou dos Imaculados e levantou o cetro para o alto:

- "Eu lhes dou uma escolha, a liberdade para todos e a chance de servirem a mim livremente, não os castigarei, não farei nada contra qualquer amigo que tenham; lutem pela liberdade, lutem pela liberdade de todos; matem os seus senhores, matem aqueles que lhe deram dor, matem os Bons Mestres"! "Matem todos eles"! "Os Bons Mestre devem ser exterminados"! – gritou Daenerys para os Imaculados e eles avançaram contra aqueles que os escravizaram, a matança e o banho de sangue começaram com os gritos de dor e morte daqueles que escravizaram; gritos que se espalharam pela cidade enquanto os Imaculados se espalharam matando todos os senhores; Daenerys se virou e viu Drogon colocando fogo nos muros e matando os soldados que servia aos Bons Mestres, ela jogou fora o cetro e se dirigiu para perto de Ser Jorah e Missandei; com um grande sorriso; o seu plano deu certo.

O dia se seguiu e na manhã seguinte, o caos que havia tomado conta da cidade de Astapor, havia diminuído; o exército Imaculado estava fora, aguardando ordens; aparentemente, os líderes estavam mais a frente, Daenerys com Ser Jorah e Missandei ao seu lado se aproximou:

- "Vocês ainda estão presentes aqui"! – disse Daenerys em valiriano – "Vocês escolheram alguém entre vocês para responder por vocês, para comandá-los, para transmitir a minha palavra para vocês"?

Os Imaculados que estavam à frente se colocaram de lado deixando um espaço onde se podia ver um único Imaculado que andou e se postou na frente de Daenerys:

- "Tire o seu capacete e se apresente a mim"! – andou Daenerys; o homem tirou o capacete e olhou diretamente para Daenerys:

- "Meu nome é Verme Cinzento"! – disse o soldado imaculado:

- "Qual e a resposta dos Imaculados"? – perguntou Daenerys:

- "Seguiremos, você, minha rainha, até as nossas mortes, seguiremos você e seus descendentes"! – respondeu Verme Cinzento:

- "Ótimo"! – disse Daenerys – "Prepare os seus irmãos para marcharem"!

Verme Cinzento assentiu e em seguida saiu:

- Para onde iremos; minha rainha? – perguntou Missandei.

Daenerys não tinha a resposta pronta, para essa questão, de início imaginou marchar com os Imaculados para todas as cidades escravas e libertar os escravos, mas, agora, depois de ouvir as palavras de Missandei, depois de comprar ela, duvidava se valia à pena libertar todos os escravos, duvidava se faria todos eles felizes e além do mais, a palavra do que aconteceu em Astapor chegaria às outras cidades que certamente se sentiriam ameaçadas e logo montariam um exército para combatê-la; ela é a rainha agora e tinha que primeiro pensar em seu povo:

- Vamos voltar para Qarth! – disse Daenerys – Mande Irri, Jhiqui e Doreah de volta para o navio e que zarpem de volta para Qarth!

- Sim; minha rainha! – disse Missandei saindo para cumprir a sua ordem:

- O que vai fazer agora; Khaleesi? – perguntou ser Jorah:

- Sobre o que? – perguntou Daenerys:

- Sobre os escravos de Astapor que libertou! – respondeu Ser Jorah; Dany; agora, havia percebido que muitos escravos haviam saído da cidade de Astapor e agora se concentravam perto do exército Imaculado, Daenerys não sabia o que fazer, mas, mesmo assim subiu em cima de algumas pedras para que ficasse a vista de todos:

- "Escravos libertos de Astapor"! – chamou Daenerys e todos; agora, estavam olhando para ela –"Foi dado a vocês a liberdade uma chance de escolherem os rumos em suas vidas; vocês são livres agora"!

- "E para onde iremos"? – perguntou um dos escravos livres:

- "Para aonde quiserem"! "É um direito de você; agora"! – respondeu Daenerys:

- "Para onde você vai"? – perguntou uma mulher:

- "Para Qarth, aonde eu sou a rainha"! – respondeu Daenerys:

- "Qarth também tem escravos"! – gritou um homem:

- "Não mais, desde que me tornei rainha"! – disse Daenerys – "Lá; todos são livres"!

- "Então; iremos com você"! – exclamou um homem e com isso houve muitas exclamações de concordância, homens e mulheres; crianças e velhos gritando que iriam com Daenerys:

- "Daenerys"! – gritou alguém da multidão:

- "Daenerys"! – gritou outro:

- "Daenerys"! – gritou mais um e como todos gritavam pelo seu nome, chamavam de rainha dos livres, chamavam de mhysa; ela abre os braços recebendo todos os escravos libertos de Astapor e eles a abraçam. Mais tarde, perguntando a Missandei o significado de mhysa; ela responde que é a linguagem de Ghiscari que significa "mãe".