Capítulo 24
O Caos É Uma Escada
Lord Varys, o Mestre Dos Sussurros De Westeros, andando dentro da Fortaleza Vermelha em seus pensamentos, revendo cada passo do jogo que deu e que daria para alcançar o objetivo; colocar Jon Targaryen no Trono De Ferro e assim garantir uma nova era de paz e prosperidade para Westeros; para isso acontecer, é necessário a guerra que ele realmente não desejava; uma guerra que está devastando o reino; talvez uma guerra que não deveria acontecer tão cedo, mas, estava acontecendo, Joffrey Baratheon tomava cada vez mais decisões duvidosas que colocava dúvidas nas mentes dos seus aliados, decisões que tinham que ser revertidas pela Mão Do Rei; Lord Tywin Lannister, além de conter a cada vez mais louca, a Rainha Cersei Baratheon; Tywin tinha a ajuda de seu filho Tyrion, que infelizmente seria mais bem aproveitado ao lado de Jon Targaryen; Varys acaba de entrar na Sala Do Trono onde encontra Lord Baelish sentado na cadeira que é usada pela rainha; ele que é um jogador hábil e bastante perigoso para a futura regra Targaryen; ele olhando para o trono de ferro com um sorriso ávido e de cobiça; ele que parecia nesse momento atraído pelo trono; como se seria pelo trono que alcançaria todas as satisfações, incluindo a sexual; Varys não queria admitir, mas, temia o que Baelish seria capaz de ainda fazer contra o reino para alcançar os seus objetivos:
- Mil lâminas tomadas das mãos dos inimigos derrotados de Aegon, O Conquistador; forjadas pelo sopro quente de Balerion, o Terror Negro! – disse Lord Varys:
- Não há mil lâminas! – disse Lord Baelish simplesmente – Não há sequer duzentas! Eu contei!
- Estou certo que sim! – disse Varys com certo nojo do homem a sua frente, estar obcecado pela cadeira – Coisa velha e feia!
- Mas, tem certo apelo! – disse Baelish:
- A Lysa Arryn das cadeiras e Lady Arryn se encontra em Correrrio atrapalhando os seus planos! – disse Varys fazendo uma comparação – Que pena que tenha que se contentar com a sua segunda opção!
- É um começo; meu amigo! – disse Baelish desviando o olhar do trono e olhando para Varys com um sorriso de vitória; um sorriso que Lord Varys não conseguia entender por que ele o tinha nesse momento – É lisonjeiro, de verdade...!
Nesse momento Baelish se levanta:
-... Que sinta tamanho receio diante da possibilidade de que eu consiga o que quero! – disse Baelish; Lord Varys se conteve para não revirar os olhos de insatisfação:
- Frustrá-lo nunca foi a minha principal ambição; eu prometo! – disse o Mestre Dos Sussurros – Mas, quem não gosta de ver os amigos fracassarem, uma vez ou outra?
- Está tão certo! – disse Lord Baelish concordando ficando no mesmo nível que Varys – Por exemplo; quando frustrei o seu plano de entregar Sansa Stark aos Tyrell! Para ser sincero; senti uma inegável satisfação! Mas, sua confidente; aquela que lhe deu informações sobre os meus planos, aquela que jurou proteger... Não lhe deu nenhuma satisfação! E ela não me deu nenhuma satisfação; ela foi um mau investimento de minha parte!
Lord Baelish se virou dando alguns passos para longe de Lord Varys:
- Por sorte, tenho um amigo que queria experimentar algo novo; algo ousado; e ele ficou bastante grato por ter dado a ele essa nova experiência! – disse Lord Baelish se virando para encarar Lord Varys e ele se aproximou:
- Fiz o que fiz pelo bem do reino! – disse Varys:
- O reino? – perguntou Baelish com um sorriso maior – Sabe o que é o reino?
Lord Baelish não esperou Varys responder:
- São as mil lâminas dos inimigos de Aegon! – explicou Baelish – Uma história que concordamos em contar outra e mais outra vez sem parar até que esquecemos que é uma mentira!
- Mas, o que nos resta, quando abandonamos a mentira? – perguntou Lord Varys mal se contendo – Caos! Um precipício esperando para engolir todos nós!
- Caos não é um precipício! – disse Baelish – O caos é uma escada!
Lord Baelish deu uma pausa para então continuar a falar:
- Muitos tentam subi-la; fracassam e nunca poderão tentar novamente! – disse Lord Baelish – A queda os derrota! Outros recebem a chance de subir, mas, se recusam! Preferem o reino! Os deuses! O amor! Ilusões! Apenas a escada é real! A subida é tudo que importa; é tudo que existe!
Lord Baelish tinha um grande sorriso do rosto e ele saiu da sala do trono, deixando Lord Varys sozinho, mais tarde ele saiu da sala rumo ao seu quarto, a conversa com Lord Baelish o havia cansado.
Lady Sansa Stark estava nos jardins da Fortaleza Vermelha, debaixo de uma tenda, protegida pelo sol, com Shae ao seu lado; Sansa não estava chorando, ao contrário, apenas olhando para o horizonte vendo o mar; ela não tinha ficado muito feliz quando escutou de Lord Tyrion Lannister que teria que se casar com ele; já tinha sido deixado claro que ela poderia ter um jogo com a Casa Tyrell, mesmo estando claro que eles queriam um meio de acessar o Norte, os Lannister queria a mesma coisa, Sansa não é idiota ao perceber isso, mas, que isso lhe enviou calafrios pela espinha imaginando que planos os Lannister teriam para acessarem o Norte através dela.
Mesmo diante da notícia, foi capaz de ver a reação de Shae por um breve instante ao perceber que ela não gostou desse casamento, claro que ela tem algum jogo com Lord Tyrion Lannister, mas, não podia se debruçar muito sobre esse ângulo do assunto que envolve Shae e Tyrion, ela tinha problemas em se casar com ele e estava claro que ainda iria demorar a sua família ajudar, agora, mais do que nunca, que Jaime Lannister jurou lealdade para o seu primo e rei, Jon Targaryen.
O meio de escapar das garras de Joffrey e de sua mãe através dos Tyrell fracassou; e agora Sansa teria que esperar outra oportunidade para agir e escapar, por enquanto aceitaria ser chamado de Sansa Lannister, o consolo diante disso tudo é ao receber as notícias da campanha militar de seu primo e irmão tomando cada castelo das Westerlands, o lugar de origem da Casa Lannister; Sansa suspirou:
- Algum problema milady? – perguntou Shae.
Sansa pensa em responder, depois de ver a sua reação em relação ao seu casamento com o Imp, poderia imaginar que ela é leal a ele, mas, ao mesmo tempo desconfia que ela sussurre nos ouvidos de Varys, Baelish e a rainha, novamente resolveu confiar nos seus instintos de que ela tinha uma relação fiel com Tyrion:
- É sobre o meu casamento com Lord Tyrion Lannister! – respondeu Sansa.
No início, Shae demonstra uma reação de desgosto, mas, rapidamente se recupera, ela sabe o quão é importante manter segredo, no momento está funcionando para o seu benefício; no momento; Shae faz uma cara de espanto:
- Minha senhora; pensei que você estaria feliz para se casar, os Lannisters sempre sãos bons partidos! – disse Shae:
- No início poderia imaginar assim, mas, nesses últimos tempos, não me vejo uma das mulheres mais felizes por esse casamento; sei que eles estão fazendo isso como um meio de acessar o Norte, mas, o fato é que vou aceitar esse casamento sem causar nenhum problema! – disse Sansa que se virou para voltar para o seu quarto, com Shae ao seu lado; é claro que Sansa disse isso para que os espiões escutassem a suas palavras, ela queria que essas palavras chegassem aos ouvidos de Varys, Baelish e a rainha; Sansa sabia que desde sempre, eram eles que ditavam o jogo e por enquanto, ela jogaria com eles, mas, chegaria um momento em que ela faria a sua jogada e com um único golpe venceria a todos eles.
Lord Tyrion Lannister; O Gigante Lannister e Defensor Da Cidade De Porto Real, além de Mestre Da Moeda do Pequeno Conselho, estavam ao lado de Ser Bronn Blackwater e de seu escudeiro e em breve cavaleiro, Podrick Payne; os três estavam andando pelas ruas de Porto Real, as ruas fedidas e apertadas, essas ruas que ainda mantinham o cheiro insuportável de sangue dos homens e inocentes que caíram na Batalha de Blackwater; nenhuns dos três não conseguiam ignorar esse cheiro, mas, tanto Tyrion e Bronn estavam com as suas cabeças em um motivo especial, Podrick estava concentrado em seu dever, talvez e por isso o cheiro ruim não o afetasse tanto.
Os três chegaram a um dos bordéis do Lord Petyr Baelish que ele administra, o lugar estava como sempre, com mulheres por todos os cantos na companhia de homens que bebiam muito vinho, muito para derramar os seus segredos para as lindas mulheres que estavam em seus colos e que pagaram com um pequeno saco com moedas de ouro, é claro que a parte de derramar segredos acontecia quando as mulheres arrastavam os homens para quartos privados e mais tarde sussurravam os segredos aprendidos nos ouvidos de Lord Baelish; o dia de hoje para Tyrion foi que conseguiu reservar um quarto por algumas horas, mas, incrivelmente ele não iria usar:
- Recompensas foram distribuídas pelo rei para todos aqueles que fizeram algo na Batalha de Blackwater; nós três recebemos recompensas mais do que generosas! – disse Tyrion:
- Aprovado! – disse Bronn tirando a poeira imaginável de suas novas roupas, agora que se tornara o fundador da Casa Cavaleira Blackwater:
- Eu tenho que concordar; meu senhor! – disse Podrick:
- Diante de tudo o que aconteceu, eu não tive o tempo de lhe agradecer por ter salvado a minha vida Podrick! – disse Tyrion:
- Não precisa; meu senhor; eu fiz o meu dever! – disse Podrick:
- Bobagem! – disse Tyrion – Minha casa o recompensou e agora é minha vez de recompensá-lo!
Tyrion conduziu para entrar em um amplo quarto onde três lindas mulheres estavam esperando, em poses sensuais e bastantes provocativas; Tyrion e Bronn sorriram; Bronn foi além assoviando, Podrick parecia constrangido e nervoso; Tyrion se virou e colocou um saco de moedas de ouro na sua mão:
- Aqui tem moedas de ouro o suficiente para pagar por uma ou até as três mulheres! – disse Tyrion – Escolha e divirta-se!
Tyrion e Bronn se viraram para sair:
- Meu senhor! – disse Podrick:
- Podrick! – disse Tyrion – Em breve vai ser alçado a cavaleiro e mais do que nunca; você precisa de um gosto de uma mulher, por isso, aproveite!
Os dois saíram do quarto, fechando a porta e deixando um nervoso escudeiro que olhava para as três mulheres que tinham sorrisos predatórios em seus rostos.
Tyrion e Bronn voltaram para a Fortaleza Vermelha, ambos se dirigiram para o quarto que é agora de Tyrion, foi uma grande mudança de sua estadia na Torre Da Mão para um dos muitos quartos da fortaleza; um quarto luxuoso, ricamente decorado, com uma varanda, flores que mascaravam o cheiro ruim da cidade, ou pelo menos tentava; os dois se sentaram em uma mesa perto da varanda onde havia vinho e frutas, além de uma comida leve, ambos se serviram de vinho e ficaram em silêncio o saboreando; um dos dois teria que tomar a iniciativa para falar:
- Como acha que o garoto vai se sair? – perguntou Bronn:
- Podrick? – perguntou Tyrion vendo Bronn acenar positivamente – Ele vai se sair bem; aquelas mulheres foram pagas para conduzirem Podrick se ele não souber conduzir!
- Parece que vou ter que salvar a sua vida várias vezes se isso significa ganhar um dia com belas mulheres de graça! – disse Bronn com um sorriso enquanto bebia de seu vinho. Tyrion sorriu:
- Meu caro amigo! – disse Tyrion – Eu já pago por seus serviços, que aliais, são bem pagos!
- Eu concordo com essa parte! – disse Bronn:
- Eu pago bem o suficiente para salvar a minha vida! – disse Tyrion:
- Talvez seja à hora de negociar valores mais altos para sempre garantir que esteja lá para salvar a sua vida! – disse Bronn:
- Mas, eu já aumentei os seus valores! – disse Tyrion indignado – Você quer mais?
- Claro! – disse Bronn casualmente – Sou um homem que quer sempre três coisas: ouro, mulheres e vinho!
Tyrion ficou pensativo por um instante:
- Droga! Eu sempre quero essas três coisas! – disse Tyrion – Mas, eu ainda vou pensar nisso; você não estava lá quando meu pai me obrigou a casar com Sansa Stark!
- Você quer que eu mate o seu pai? – perguntou Bronn calmamente:
- Não! – respondeu Tyrion bastante sério – Achei que poderia evitar ser usado nos planos de meu pai, mas, agora eu estou em um plano para me casar com uma garota que eu decididamente não queria casar para mais uma vez satisfazer o meu pai em mais um de seus planos!
- Mas, você aceitou ser usado por seu pai para fazer o trabalho dele como Mão Do Rei enquanto ele lutava uma guerra perdida! – disse Bronn:
- Foi diferente! – disse Tyrion com uma expressão azeda:
- Como diferente? – perguntou Bronn:
- Eu aceitei esse trabalho pela minha família, não pelo meu pai e além de fazer algo por mim mesmo! – explicou Tyrion – E agora, eu estou com essa questão de um casamento!
- Ela é bonita! – disse Bronn:
- Eu não vou consumar o casamento! – disse Tyrion.
Bronn olhou para o seu amigo surpreso:
- Por quê? Ela é bonita! – disse Bronn insistindo:
- Sim; eu estou ciente disso, mas, ela é ainda uma criança e não vou dar o gosto para o meu pai em que esse seu plano deu certo! – disse Tyrion:
- Você vai fazer parecer que deu certo! – disse Bronn – Vai iludir o seu pai!
- Correto! – confirmou Tyrion – E espero que eu tenha o seu silêncio em relação a essa questão!
- Pelo que me paga e pelo aumento que me prometeu; sim! Vou manter o silêncio! – disse Bronn.
Tyrion olhou sério para Bronn e enfim, concordou com as palavras do mercenário:
- Somente eu vou saber disso? – perguntou Bronn:
- Quanto menos pessoas souberem; melhor; somente você, Shae e a própria Sansa vão saber disso! – respondeu Tyrion:
- Não vai dizer a Podrick? – perguntou Bronn curioso:
- Eu confio nele! – respondeu o Imp – Vou dizer a ele quando for à hora!
Nesse momento, Podrick Payne entrou no quarto, ele, claramente estava com as roupas amassadas e o cabelo desarrumado com a impressão que se tentou deixá-lo apresentável:
- Olha só! – disse Bronn – O Conquistador voltou!
- Como foi; meu caro amigo? – pergunto Tyrion sorrindo maliciosamente.
Podrick não disse nada, apenas se aproximou e colocou o saco de ouro em cima da mesa; Bronn olhou confuso:
- O que significa isso? – perguntou Tyrion Lannister; Podrick não respondeu:
- Você não pagou a elas? – perguntou Bronn; Podrick acenou positivamente.
Tyrion não entendia; nem Tyrion e nem Bronn; ambos viam que Podrick tinha todos os sinais de ter fodido uma mulher ou mais de uma mulher; dependendo do que eles estavam entendendo dos sinais:
- Você fudeu elas? – perguntou Tyrion e Podrick sorriu em resposta:
- Uma; duas ou três? – perguntou Bronn.
Podrick levantou a mão direita mostrando três dedos:
- Você fudeu três mulheres ao ponto em que elas ficaram satisfeitas e recusaram o ouro? – perguntou Tyrion realmente surpreso; se possível, o sorriso de Podrick ficou maior e ele acenou positivamente com a cabeça; rapidamente Tyrion se levantou e arrastou um escudeiro surpreso para se sentar em sua cadeira, rapidamente Tyrion serviu vinho em uma taça e entregou para Podrick que estava realmente surpreso e confuso:
- Conte-me tudo! Cada detalhe! Cada pequena coisa que fez! Não deixe nada de fora! Não esconda nada! – disse Tyrion em cada palavra como se fosse uma ordem suprema; Bronn apenas acenou entusiasmado e com um sorriso pervertido no rosto pronto para escutar tudo o que aquele mais novo homem tem a dizer.
A Rainha Cersei Baratheon, em seu quarto, bebendo vinho em um gole e enchendo a taça; ela não poderia dizer a quanto tempo estava fazendo esse processo e repetindo novamente, ela encheu a taça mais uma vez para perceber que a garrafa estava quase vazia; ela na verdade; nunca se imaginou bebendo desse jeito e dessa quantidade, a verdade é que ela vem fazendo desde que começaram os problemas; o seu casamento com Robert Baratheon se tornou insuportável no momento em que somente ele enquanto a fudia, dizia o nome de Lyanna Stark, o frio e a indiferença dele ajudaram; ela não enlouqueceu por que teve os seus três filhos, a sua luz para a normalidade e sanidade, mas, agora, parecia que a luz que eram eles, estava diminuindo.
O fato que começou com a morte de Jon Arryn; Cersei sabia que a casa Lannister não tem nada a ver com essa morte, um fato já confirmado, mas, então, Baratheon a levou junto com a sua família para o Norte para fazer o seu amigo, o Lord Eddard Stark a Mão Do Rei; a partir daí, começou os problemas, a situação e em cada momento que parecia que ela enlouqueceria; agora, nesses últimos tempos, ela olhava para o seu filho mais amado, Joffrey, olhava para os seus olhos, mas, somente encontrou a frieza e um sentimento de matar para ela, ela não aceitou; não aceitou por um bom e longo tempo, mas, é o tempo que lhe mostrou a verdade; a verdade que sua família estava perdendo o poder e o trono com os avanços de Jon Targaryen e seus aliados, que a cada momento lhe falta aliados para a sua casa, que seu pai ainda queria controlar cada aspecto de sua vida e que Joffrey a queria vê-la morta.
Essa certeza sobre Joffrey; causou um aperto no peito em Cersei, ela sentia que fosse sufocar a cada instante, esse sentimento aumentou durante o sono, sentia a sua influência sobre o seu filho diminuir a cada momento, Joffrey estava se tornando independente e isso não satisfazia o seu pai e ela temia o dia em que ele faria alguma coisa em relação a isso; Cersei sentiu medo e fúria e foi nessa fúria que ela jogou a taça que tinha nas mãos contra a parede, espalhando o vinho pelo chão e a taça de prata quicou no chão até parar e a ela somente restar o silêncio. Ela não ligou quando alguém abriu a porta e de seus passos se aproximar, pegar a taça, enchê-la com vinho e entregar o copo para ela; Cersei pegou o copo somente para ver o seu irmão Tyrion:
- Problemas? – perguntou Tyrion; uma pergunta óbvia para uma resposta óbvia; Cersei bufou de escárnio e olhou para o seu irmão:
- Por que eu deveria lhe responder? – perguntou Cersei:
- Por que eu sou o único dentro do Reino De Westeros que vai te escutar como seu irmão e não como um bajulador! – respondeu Tyrion.
Cersei olhou para o seu irmão, seu odiado irmão, ela não tinha nenhum amor por ele e ele não tinha nenhum amor por ela, mas, ele tem razão, Jaime virou um traidor e está com a cria dragão e da prostituta loba e Cersei se recusa a conversar com o seu pai sobre qualquer coisa; ele mesmo somente quer conversar sobre os seus planos e meios de garantir a prosperidade e continuação da Casa Lannister e por isso, somente tinha Tyrion de sua família para conversar:
- Como se sente sobre o casamento? – perguntou Tyrion vendo o silêncio de sua irmã:
- Como você acha? – perguntou Cersei bufando – Já cumpri o meu dever, eu não quero me casar de novo, especialmente com Loras Tyrell!
- Ser Loras Tyrell tem uma preferência para homens, tenho certeza que nosso pai sabe; não é um jogo aconselhável! – disse Tyrion:
- Eu disse isso a ele, mas, nosso pai me ignorou e quer continuar com esse casamento que eu estou detestando mais do que o meu casamento com Robert Baratheon! – disse Cersei:
- Pai somente fará algo em nosso favor se vai beneficiar o legado de nossa casa; nem mais e nem menos! – disse Tyrion. Cersei bufou:
- E nós fazemos o mesmo para o nosso próprio benefício? – perguntou Cersei em escárnio:
- Sim! – respondeu Tyrion com sinceridade – Mas, não deixamos de ver os fatos verdadeiros, mesmo que eles sejam esfregados na nossa cara; como o nosso pai faz!
- O que quer dizer? – perguntou Cersei:
- Nosso pai pode deixar de lado, mas, eu vejo a verdadeira relação entre você e Jaime; antes mesmo de tudo isso começar! – respondeu Tyrion sorrindo.
Cersei sentiu um calafrio em sua espinha, Tyrion, sabia, como? Ela e Jaime esconderam bem os rastros, não podia ter chegado aos ouvidos de ninguém, mas, então veio a Casa Stark e Jon Targaryen que descobriram tudo e espalhou para todos os setes reinos e agora, seu irmão Jaime confirmou tudo:
- Como? – perguntou Cersei com medo:
- Eu vi os sinais e além do mais, vocês dois trocavam olhares de pura luxúria que poderia fazer uma Septã ter um orgasmo! – respondeu Tyrion – Tenho certeza que pai viu também, mas, ele certamente escolheu ignorar isso achando que seus dois filhos perfeitos nunca fariam isso com ela e com a Casa Lannister!
Cersei não tem escolha a não ser aceitar essa condição de conhecimento de seu irmão:
- Você imagina como pai vai ficar se ele vê a verdade e perceber que está lutando para nada? – perguntou Tyrion sorrindo:
- Eu imagino! – respondeu Cersei – O que vai fazer com essa verdade?
- O que já tenho feito desde que descobri! – respondeu Tyrion – Nada! Não tenho motivos para usar essa informação e nunca tive e além do mais, essa informação já não tem tanto valor assim!
Cersei podia ver a verdade em seu odiado irmão:
- Mas, você não se preocupa mais com o segredo; você se preocupa agora com esse casamento arranjado que você sendo rainha não pode evitar! – disse Tyrion. Cersei olhou mais uma vez nos olhos de seu irmão:
- O que posso fazer? – perguntou Cersei em um tom desesperado:
- Insistir e convencer o nosso pai, ou, torcer pela ajuda dos deuses que lhe vão salvar desse casamento! – respondeu Tyrion – Que aliais, o quão vai ser difícil para você fazer Ser Loras Tyrell dormir com você; e claro que você não tem qualquer dificuldade de fazer qualquer homem dormir com você, mas, a meu ver, Ser Loras é uma mulher; certamente é um desafio para você!
Tyrion tinha um sorriso calculado em seu rosto; Cersei não tinha gostado das palavras de seu irmão:
- Fora! – disse Cersei se contendo; Tyrion não esperou duas vezes, se levantou de sua cadeira e saiu do quarto deixando a rainha sozinha; Cersei não perdeu tempo em jogar um jarro de vidro, vazio contra a porta que se quebrou em vários pedaços; Cersei tinha lágrimas nos olhos, sua vida não estava fácil nesses anos, desde que se casou com Robert Baratheon, somente para aplacar a obsessão de seu pai para ser rainha e quando Robert morreu, ela estava feliz, finalmente teria felicidade como rainha, sentia o poder maior, sentia que todos se curvariam a ela, mas, então a guerra começou e tudo estava em caos, não tinha ordem e nem paz, somente o caos restava e Cersei; tomando mais um taça de vinho; não via o término disso tudo. Somente restava trabalhar como estava fazendo para alcançar a felicidade que sempre queria.
O Rei Jon Targaryen, de fato, na frente, liderando parte do exército do Norte, com Lord Robb Stark ao seu lado, Theon Greyjoy, Lord Umber, Lord Karstark, Lord Tallhart, Nabih Singerl, o Mestre De Armas da Casa Targaryen e o Meistre Da Casa Targaryen Gadel Morante; o destino estava no Castelo Crag, sede da Casa Westerling; Jon estava indo para render o castelo, uma exigência feita pelo Lord Westerling em sua arrogância em que se recusou a se render a Lord Randyl Tarly que havia feito sua parte na campanha até chegar ao Crag. Um problema causado por Lord Westerling que Jon se viu obrigado a resolver e nesses dias estava viajando e quanto mais rápido acabasse com isso, mais rápido poderia planejar a invasão a Casterly Rock.
Jon estava à frente, vestido com a sua armadura preta, cavalgando calmamente, ele o exército que o acompanha podiam ver o Castelo Crag à frente e um pouco distante estava um acampamento; o acampamento do Exército Da Campina; antes de entrar no castelo, Jon seguiu em direção ao acampamento; a chegada ao acampamento foi rápida, enquanto Jon ia à frente, os soldados da Campina passavam por ele se curvando em sinal de respeito; Jon olhava nos olhos desses soldados; alguns bebiam e riam, mas, percebeu facilmente que eles haviam se tornado homens duros pela campanha, vendo companheiros mortos os tornaram soldados experientes; e então, o grupo finalmente chegou até Lord Tarly que o esperava, Jon desmontou e ficou a frente de Lord Tarly que se curvou:
- Meu rei; obrigado por ter vindo! – disse Lord Tarly:
- Normalmente, Lord Tarly, você já teria conquistado esse castelo sem problemas! – disse Jon – Mas, eu entendo; você não quer enfraquecer qualquer meio de proteção contra uma invasão dos homens de ferro!
- Sim; meu senhor! – confirmou Lord Tarly – Lord Westerling deixou claro que queria somente a sua presença para render o castelo a sua bandeira, mas, tudo isso me deixa ter a certeza que é uma armadilha!
- Todos já expressaram a preocupação de que isso é uma armadilha, mas, se quisermos continuar com o plano, devemos negociar a rendição do castelo e tomar todas as medidas para garantir a nossa vida, caso seja uma armadilha! – disse Jon; Lord Tarly concordou:
- Eu acho que posso vir com alguns planos; meu senhor! – disse Lord Tarly:
- Vamos começar a trabalhar! – disse Jon, Lord Tarly se curvou e em seguida se virou e voltou para acampamento; Jon ficou olhando para o Crag.
A manhã veio e Jon estava vestindo a sua armadura e em seu cavalo, indo na direção ao Crag, com ele estavam Robb Stark, Theon Greyjoy e Randyl Tarly e junto com eles, a Guarda Real; atrás deles, estavam soldados carregando bandeiras, a bandeira da Casa Targaryen, da Casa Stark e da Casa Tarly, além de uma bandeira branca; saindo dos portões do castelo, abertos; vinham àquele que renderia o castelo, dois homens montados vinham com dois soldados montados atrás carregando bandeira, uma da Casa Westerling, um da Casa Spicer e uma bandeira branca; ambos os grupos se encontraram, a primeiro momento, apenas se encaravam, avaliando uns aos outros; uma expectativa criada para quem começaria a falar:
- Sua Graça! – disse o homem vestindo as cores da Casa Westerling:
- Lord Gawen Westerling? – perguntou Jon:
- Sim; Sua Graça! – respondeu Lord Gawen:
- E quem está ao seu lado? – perguntou Jon:
- Rolph Spicer; Sua Graça! – respondeu Lord Westerling:
- Lord Stark, Lord Tarly e Theon Greyjoy! – disse Jon indicando os homens ao seu lado; tanto Lord Westerling e Spicer curvaram a cabeça – Você pediu a minha presença para render o seu castelo, Lord Westerling!
- Sim; Sua Graça! – respondeu Lord Westerling:
- Posso saber por que não rendeu o castelo para Lord Tarly? – perguntou Jon:
- A Casa Westerling e a Casa Targaryen têm uma relação antiga e por isso a minha casa se rende a Casa Targaryen e ninguém mais! – respondeu Lord Westerling.
Jon ouviu a resposta do homem, fraca em todos os termos, Lord Westerling é somente movido pelo seu orgulho e o orgulho de sua casa:
- O orgulho de sua casa não permitiu se render, a não ser que fosse a Casa Targaryen a receber a rendição? – perguntou Jon:
- Sim, claro, Sua Graça! – concordou Lord Westerling, Jon e assim como os outros ao lado dele, estavam desconfiados das palavras de Lord Westerling, mas, eles tinham um castelo para render:
- Se, você, se render Lord Westerling, seus homens não sofreram quaisquer tipos de ferimentos, suas mulheres estarão intactas e suas virtudes mantidas e seu castelo não será danificado! – disse Jon – Você concorda com os termos?
- Sim; Sua Graça! – respondeu Lord Westerling – O Castelo Crag é seu!
Jon sabia que Lord Westerling não quebraria o Direito Divino Do Convidado, por isso entrou no castelo junto com alguns soldados e realmente não encontrou nenhum problema, pelo menos, nada que indicasse que haveria problemas; de qualquer forma, Lord Westerling apresentou a sua família, todos eles estavam mostrando que queria agradá-lo, talvez como uma forma de que ele pouparia a sua família e castelo, Jon conheceu Jeyne Westerling com os seus cachos e olhos castanhos e também a postura magra:
- "Bonita"! – pensou Jon, ele podia estar prometido a um casamento com Arianne Martell, mas, ainda sim é um homem, é claro que adotou um tom neutro quando cumprimentou Jeyne Westerling e isso a afastou de qualquer tentativa de ir a sua cama, é claro que ela tinha sorrisos e um leve tom corado em suas bochechas quando cumprimentou Robb; Jon sabia que Robb não teria nenhuma restrição quando a levá-la para a sua cama, não via nenhum problema com isso, Robb tinha mais que aproveitar, já que em breve estaria se casando com uma das filhas de Walder Frey, mas, Jon temia que Robb caísse nos encantos da menina já que o via se encantando com a sua beleza e que seus pais se aproveitassem dessa situação, Jon teria que fazer de tudo para que Robb não cometesse nenhuma loucura.
Jon seguiu dentro do castelo acompanhado por sua Guarda Real entrando no grande salão, atravessando o salão, Jon ficou a frente do Trono Do Crag e lá se sentou, estava ciente que o seu gesto deu o fim para campanha do Exército Da Campina comandado por Lord Randyl Tarly e agora mais do que nunca podia planejar tomar a sede da Casa Lannister, já que antes mesmo de chegar ao Crag, ainda no caminho, recebeu a notícia que o Exército de Dorne e de Vale, haviam tomado Crakehall e haviam se estabelecido em Tarbeck Hall para recuperar os feridos e descansar, além de esperar para receber novas ordens.
Jon abaixou a sua cabeça, pensativo, ele não podia pensar em término, por que ainda não terminou e realmente isso acabaria quando fossem tomadas Casterly Rock e Lannisporto:
- Sua Graça! – chamou uma voz, Jon sabia muito bem quem era e ele levantou a cabeça para ver que Robb e Theon, ambos estavam, a sua frente, ambos se curvaram:
- O que é Robb? – perguntou Jon; isso foi um sinal de que Robb podia abandonar a sua formalidade e podia falar livremente com ele:
- Vamos falar sobre uma possível aliança! – respondeu Robb; isso chamou a atenção de Jon e ele olhou para Robb e Theon e parecia que entendia com quem essa aliança seria feita – Uma aliança com a Casa Greyjoy e as Ilhas De Ferro!
Theon tinha um grande sorriso em seu rosto, Robb estava na expectativa e Jon estava atento:
- E quem eu mandaria para formalizar essa aliança? – perguntou Jon:
- Theon! – respondeu Robb.
Jon Targaryen suspirou e em seguida respirou fundo:
- Eu pensei sobre isso em Correrrio, pensei seriamente quando estávamos em Pinkmaiden! - disse Jon – Pensei seriamente em mandar Theon para uma conversação com o seu pai e convencê-lo a se juntar ao nosso lado nessa guerra, mas, então que me ocorreu algo sobre Lord Balon Greyjoy!
Robb e Theon tiveram sorrisos durante as palavras iniciais do rei, mas, agora tinham rostos sérios:
- O que? - perguntou Robb:
- Balon Greyjoy é um homem orgulhoso e ele começou uma rebelião para alimentar o seu orgulho já grande; por causa disso, custaram a ele milhares de vidas de seus comandados e a vida de seus dois filhos! - explicou Jon – Os irmãos de Theon!
Robb parecia sério e com um leve desgosto, Theon não tinha pensado em seus irmãos mais velhos em muito tempo, mas, as únicas lembranças deles foram sobre Rodrik é que ele foi um bêbado idiota e seu outro irmão Maron foi bastante cruel ao ponto de Theon não sentir nenhuma tristeza pela morte dele e quanto a sua irmã Asha, tinha momentos felizes, mas, ainda desejava ter mais lembranças felizes com ela:
- Somente Balon pode ser culpado dessa rebelião, ele e mais ninguém! - disse Jon – Mas, creio e tenho certeza que Balon é orgulhoso o suficiente para não admitir a própria culpa e culpar Robert Baratheon e Eddard Stark!
- O que isso quer dizer; Sua Graça? - perguntou Theon:
- Somente a presença de Theon entre nós impede de os Homens De Ferro atacar o Norte! - respondeu Jon – Enquanto Theon estiver aqui; ele impede o saque, a morte e o estupro por parte dos Homens de Ferro atacando o Norte!
Robb e Theon agora estavam sérios e se podia ter a certeza que suas vozes não tinham um pingo de qualquer sentimento, somente carregavam a seriedade:
- É muito tempo para um homem guardar tanto rancor e ódio! - disse Robb:
- Não seja ingênuo Robb! - disse Jon com uma voz dura – Pessoas passam muito tempo cultivando o rancor e o ódio; um exemplo é Robert Baratheon!
Não foi preciso muitas palavras explicativas sobre Robert Baratheon, seu ódio interminável por Rhaegar Targaryen durou muito tempo, especialmente que Rhaegar Targaryen está morto há muito tempo:
- Eu confio em Theon! - disse Robb.
Não é o que Jon queria ouvir, mas, é o que Theon queria ouvir já que ele ostenta um grande sorriso presunçoso e orgulhoso, além de arrogante:
- Eu também! – disse Jon – Mas, o que você acha que vai acontecer quando Theon pisar nas Ilhas De Ferro?
Nenhum dos dois respondeu de imediato:
- Theon vai convencer o seu pai a se juntar a nossa aliança! – respondeu Robb; Theon sorriu e Jon olhou para o seu primo esperando que ele estivesse brincando:
- No momento em que Theon pisar em Pyke, ele não terá escolha a não ser obedecer às ordens de seu pai correndo o risco de perder a cabeça literalmente se não fizer isso! – disse Jon com a voz dura – Balon é nesse momento, um homem movido pela vingança pelo fracasso de sua rebelião e com Theon em seu castelo ele vai ficar livre para atacar o Norte ou qualquer terra que ele desejar e vai ordenar Theon que faça parte do ataque! Mesmo que Balon visse a possibilidade de uma aliança, ele consideraria um insulto se mandássemos o seu filho para bajulá-lo por uma aliança e isso o deixaria com mais vontade de atacar o Norte!
- Eu tenho certeza; Sua Graça; que Theon nunca faria isso! – disse Robb:
- Ele faria isso, se significar agradar o seu pai! – disse Jon – Especialmente, se Lord Balon levou em conta que Theon ensinado no continente e não nas Ilhas De Ferro o torne indigno de ser Lord Greyjoy; ele certamente vai dar preferência para a sua filha!
- Meu pai não faria isso! – disse Theon, agora sem nenhum sorriso convencido, apenas o medo, um medo que Theon tem desde que entendeu que é o herdeiro de Pyke e das Ilhas De Ferro, um medo que nunca contou a ninguém e que Jon havia adivinhado:
- Quer arriscar para ver? – perguntou Jon – Arriscar com as vidas daqueles que ficaram no Norte esperando por notícias das nossas batalhas? Torcendo por uma vitória e para que todos voltem em segurança! Está disposto a arriscar sobre algo que eu já sei que vai acontecer!
Nem Robb ou Theon disseram nada:
- Eu confio em você Theon, mas, não confio o suficiente para o que vai acontecer se você pisar em Pyke! - disse Jon duramente – Minha decisão está tomada quanto a isso, não vou mandá-lo para Pyke e não vou mandar qualquer outra pessoa, preciso de todos concentrados nessa última fase da campanha, estamos chegando tão perto de terminar nossa incursão nas Westerlands que não posso e não vou designar ninguém para fazer uma viagem sem volta para Pyke!
Nem Robb ou Theon disseram nada, apenas ficaram calados com os rostos sérios e duros:
- Se Balon ataca o Norte ou qualquer outra terra, com Theon ainda entre nós; isso significa que ele não considera Theon o seu filho! - disse Jon – Mas, mesmo assim, o acordo que ele fez com Robert Baratheon e Eddard Stark dando Theon como se fosse um objeto para evitar a própria morte; ainda é válido e os lordes farão voz por esse acordo e terei que tomar a decisão de punir Theon por esses ataques!
Robb parecia não concordar com essas palavras, Theon parecia com medo, o pavor estampado m seus olhos é um sinal óbvio:
- Estão dispensados! - disse Jon encostando-se ao trono; Robb se curvou:
- Sua Graça! - disse Robb se levantando e se virando para caminhar para fora do salão:
- Sua Graça! - disse Theon se ajoelhando e em seguida saindo para acompanhar Robb.
Jon fechou os olhos mergulhados em seus pensamentos, ele não esperava ter que fazer com Theon, caso Balon Greyjoy faça algo idiota, ele realmente não queria fazer isso, mas, ele é o rei, os soldados, os lordes, a fé e o povo o aclamaram com rei e isso lhe cai à responsabilidade de ter que fazer coisas e fazer escolhas que ele não goste; Jon via muitos que queriam o poder, mas, eles não sabiam as dificuldades e as responsabilidades que a posição trazia, tolos, todos eles, eles não faziam ideia do esforço que é para trazer alguma ordem nesse caos; todos eles; não sabem de nada; nada.
