Capítulo 25

As Areias De Sangue

A Rainha Daenerys Targaryen, Rainha De Qarth, Rainha Dos Ândalos e Roinares e Dos Primeiros Homens, Senhora Dos Sete Reinos, Khaleesi Do Grande Mar De Grama, Quebradora De Correntes, Princesa Da Pedra Do Dragão, Nascida Na Tempestade, Mãe Dos Dragões, A Rainha Prata, A Rainha Dragão, Mhysa; ao seu lado, estava Ser Jorah Mormont, seu conselheiro mais fiel, também estava Missandei e o Imaculado e Comandante Supremo Dos Imaculados, Verme Cinzento; depois dos acontecimentos do Saque De Astapor, Daenerys junto com a sua comitiva, seguiram de volta para Qarth por terra atravessando a Montanha De Ossos e atrás dela, estavam com eles, atrás, dezoito mil e quinhentos Imaculados e além de mil cadetes em formação para se tornarem os Soldados Imaculados, atrás do exército estavam dez mil escravos, agora, pessoas livres que decidiram seguir Daenerys; é o que sobrou de outros milhares de pessoas que à medida que avançavam pelo caminho, se separaram para trilhar o próprio caminho e nesses dias, tinham finalmente chegado a Qarth, foram recebidos nos portões por onde ela entrou pela primeira vez. Daenerys é incapaz de esconder o seu alívio e alegria por finalmente ter chegado, de ter superado o caminho perigoso pelas montanhas.

Daros Naviry estava montado em seu cavalo esperando a sua chegada com alguns senhores atrás dele e o povo esperando para recebê-la com festa; Daenerys chega aos portões da cidade:

- Minha rainha! – disse Daros se curvando em respeito sendo imitado pelos senhores que estavam atrás dele:

- Correu tudo bem; Daros? – perguntou Daenerys feliz por estar em casa:

- Sim; Minha Rainha! – respondeu Daros – Nenhum problema de grande importância para relatar agora! Por enquanto devemos entrar na cidade; o povo a aguarda para recebê-la com festa!

Lado a lado, Daros e Daenerys trotaram lentamente entrando na cidade onde o povo em cada lado da rua a esperava recebendo com gritos de alegria e festa, balançando ramos de árvores e jogando flores para ela; Daenerys se sentia feliz e realizada, ela estava realmente gostando da recepção; crianças vinham correndo tentando entregar coroas de flores para ela, ela pegou uma de uma criança, ela sorriu para a criança em agradecimento e em seguida colocou a coroa de flores na cabeça, ela segue com a sua comitiva cidade adentro, o exército que veio com ela é realocado na cidade, assim como o povo livre de Astapor.

Daenerys mais tarde decidiria o lugar para todos, por enquanto, apenas trotava ao lado de Daros até o seu palácio onde desmontou e subindo a escadaria foi recebida pela elite da cidade, ela havia falado com Daros e aconselhou que se fosse ter uma festa dentro do palácio que fosse feito a noite, por que, ela queria se banhar e descansar e participar de uma reunião do conselho; mais do que nunca queria ser atualizada de informação sobre Qarth; então; depois de cumprimentar os senhores e suas esposas, beber um pouco de vinho durante a conversa, ela se dirigiu para o seu quarto, onde imediatamente tirou as suas roupas e as jogou no chão e rapidamente se dirigiu para a banheira onde as servas já preparavam o seu banho, Daenerys rapidamente entrou na água quente e finalmente pode relaxar, sentiu o seu corpo, cada canto dele mais aliviado, Daenerys se deixou dormir enquanto as servas a limpavam.

Não foi um sono longo, logo mais estava acorda, sendo secada pelas servas em toalhas fofas e nua caiu na cama e adormeceu novamente, para e somente ter os seus sonhos costumeiros do homem de olhos roxos com um lobo e um dragão ao seu lado, mas, agora tinha sonhos da casa branca com porta vermelha, a mesma casa onde passará o início de sua vida; os melhores anos de sua vida, mesmo com o seu irmão caindo na loucura cada vez mais, mas, isso ainda não tinha acontecido; fora os tempos em que o seu irmão não descerá na loucura; sentia saudade desse tempo; ela tinha esse desejo profundo de voltar a esses tempos, de reviver esses dias mais uma vez; mas, agora somente ficava em seus sonhos e eles não fariam diferença na realidade; a realidade de eu ela é uma rainha, mas, não a rainha de onde desejava mais; foi-se horas mais tarde que Daenerys acordou, ela comeu frutas, carnes e bebeu vinho, vestida, ela seguiu para a sala do conselho, onde Daros Naviry estava lá olhando e analisando alguns papéis:

- Minha Rainha! – disse Daros largando os papéis na mesa e se levantando e se curvando:

- Sentem-se Daros! – disse Daenerys se sentando na cadeira na ponta da mesa – Eu espero que me atualize sobre os acontecimentos na cidade!

- Sim minha rainha! – disse Daros; Daenerys ouviu o que ele tinha a dizer; ela dispensou a maioria como fofocas do povo, mas, o resto, sobre como o comércio dentro da cidade e fora da cidade estava indo bem, de como havia paz e todos estavam felizes; em Qarth; tudo estava próspero e indicava longos anos de paz; Quando Ser Jorah entrou com Missandei junto, Daenerys viu que estava quase na hora de iniciar uma reunião com o conselho, depois deles veio Karmand Atsutu, o Comandante Do Exército De Qarth; um guerreiro notável que qualquer um na cidade o vê como herói da cidade, de confiança e honra, comandando trinta mil homens e mulheres, números maiores do que os anteriores antes de ela se tornar Rainha De Qarth; Zerir Corqh; o Chefe Da Segurança De Qarth, ele, responsável pela segurança das pessoas dentro da cidade; comandando seis mil homens altamente disciplinados e treinados, Valir Meisoth, o Espião Mestre, responsável pelas informações a serem ditas no conselho e debatidas se tem importância ou não para Qarth; Masiri Katandur, Comerciante Chefe, responsável pela saúde do ouro de Qarth e Lezu Faredin, o Comandante Da Marinha De Qarth, responsável pelo porto e pela defesa da cidade pelo mar, comanda trinta e cinco navios de guerra e cinco mil marinheiros; todos estavam sentados, esperando a reunião do conselho começar:

- Primeiramente, devemos expressar a nossa felicidade pelo retorno de nossa rainha! – disse Daros, nenhum dos homens dentro da sala deixou de sorrir e a felicitando pelo retorno seguro a Qarth:

- Obrigada a todos vocês e se não tivermos mais nada, gostaria de iniciar essa reunião!

- Karmand! - disse Daros – Vamos começar com você!

- Muito bem! - disse Karmand – O exército de Qarth recebe treino a cada dia e a cada dia está melhor e capaz de enfrentar qualquer dificuldade e vencer! Além de que os homens e mulheres para o exército da rainha estão prontos para entrar em qualquer batalha; de qualquer forma, somente falta uma guerra para endurecer os soldados! Quanto aos Imaculados; vamos alocá-los na mesma área onde o Exército De Qarth recebe treinamento, é um local secreto e dificilmente serão incomodados por qualquer força inimiga!

- Nenhum local é secreto, se você procurar bem! – disse Jorah Mormont:

- Correto; Ser Mormont! – disse Karmand – Mas, o local se for bem protegido, pode se tornar secreto até que se vê a necessidade de mudar de local!

- Coloque os Imaculados no acampamento para treinos Karmand! – ordenou Daenerys – Bom trabalho!

- Estou feliz em servi-la; minha rainha! – disse Karmand:

- Zerir Corqh! – chamou Daros Naviry – Você tem a palavra!

- Obrigado! – disse Zerir – A cidade vive em relativa paz! Nos primeiros meses havia aqueles que não a aceitavam, mas, rapidamente, esses foram presos e executados! Agora, os meus homens têm que separar algumas brigas de bar, discussões entre cassais e prender ladrões, mas, com tudo isso, a cidade vive uma segurança antes de sua chegada; minha rainha!

Daenerys por aceitar isso, assim como os membros do conselho:

- Masiri Katandur; você tem a palavra! – disse Daros:

- Obrigado Grande Comandante! – disse Masiri – Houve um aumento de riqueza na cidade e entre a sua população, o ouro está sendo bem aplicado em melhorias para trazer uma vida melhor para o povo e estamos recuperados do prejuízo desde que cortamos comercio com as Cidades Escravas!

- Mantenha o bom trabalho; Conselheiro Katandur! – disse Daenerys:

- Estou feliz em servi-la; minha rainha! – disse Katandur:

- Valir Meisoth; você tem a palavra! – disse Daros:

O homem não disse nada sem seguida, apenas ficou calado, concentrado, mas, atento e olhando para cada canto da sala, mas, agora, seus olhos estavam voltados para a rainha:

- Temo não ter boas notícias; minha rainha! – disse Valir; sua voz é baixa, mas, ainda todos podiam ouvi-las:

- Fale! – ordenou Daenerys:

- Meereen e Yunkai se juntaram e formaram um exército para lidar com a senhora; minha rainha! – disse Valir gerando indignação entre os conselheiros:

- O que isso quer dizer? – perguntou Daros Naviry:

- As duas cidades ouviram falar sobre o Saque A Astapor e não ficaram satisfeitos com o prejuízo e o caos que causou no comércio de escravos! – explicou Valir – Eles já estavam descontentes por perderem Qarth no comércio de escravos, mas, agora, em Astapor ultrapassou todas as linhas e eles formaram um exército conjunto e eles estão dispostos a fazer as coisas voltarem ao normal! Do jeito que as coisas funcionavam bem para eles!

- Então teremos guerra? – perguntou Daenerys:

- Temo que sim; minha rainha! – respondeu Valir – Eles contrataram duas empresas mercenárias; as Longas Lanças e os Segundos Filhos! Estão avançando para Qarth imediatamente!

- Eles virão por mar? – perguntou Daenerys:

- Não minha rainha! – respondeu Lezu Faredin; o Comandante Da Marinha – Isso; posso garantir!

- Eles chegarão à questão de dias! – disse Valir:

- Avisa todos na cidade, prepare as defesas; tome medidas para salvar o povo, reúna o exército; vamos à guerra! – disse Daenerys.

A cidade seguiu em sua atividade normal, mas, entre aqueles que governam Qarth, houve a preparação para a guerra que viria; rapidamente Daenerys mandou batedores para encontrar o exército inimigo e avisar quanto tempo ainda havia para preparar um plano para repelir a força hostil, o Exército de Qarth foi avisado e preparado para esse momento, rapidamente se viu que os Imaculados seriam de grande ajuda e eles estariam nessa guerra; os batedores voltaram estimando sete dias para que o exército combinado de Yunkai e Meereen estivesse à vista de qualquer um de Qarth, por isso, Daenerys logo avisou o povo e os mandou se preparar para saírem da cidade, caso fosse preciso, mais do que isso, o povo de Qarth foram colocados em locais onde estariam mais protegidos e os setes dias de espera angustiante e de medo crescente em cada um que iria lutar, mas, ninguém queria demonstrar esse medo, ninguém queria recuar, eles tinham algo para lutar, alguma coisa, pessoas e motivo pessoal.

O exército combinado de Yunkai e Meereen, junto com as companhias mercenárias, as Longas Lanças e os Segundo Filhos havia chegado e logo se notou que estavam avançando logo para a batalha; os seus passos pesados podiam ser ouvidos pelo deserto, ao longe se podia ver a fumaça vermelha levantada pela batida de seus pés e com os olhos colocados nessa fumaça, homens com armaduras e armados com todos os tipos de armas avançavam se mostrar nenhum cansaço, milhares surgiam da fumaça, do exército combinado, vinham trinta mil homens, os mais fortes que as duas cidades escravas podiam reunir; as Longas Lanças vinham com quinhentos homens montados e os Segundos filhos com mais mil homens; esse exército invasor tem no total; trinta e um mil e quinhentos homens:

- Inacreditável que eles vêm bater de frente contra o nosso exército! – disse Daros ao lado da rainha, incrédulo com o que via:

- Eles acham que um exército comandado por uma mulher não vai oferecer grande risco! – explicou Ser Jorah trincando os dentes de raiva pelo desrespeito daqueles homens a sua rainha:

- Bem! – disse Daenerys sorrindo – Cabe a nós mostrarmos a eles o quanto estão errados!

Daenerys estava vestida com a sua armadura preta, ao lado dela, estava Ser Jorah e Daros Naviry; eles estavam no meio de mil soldados, homens e mulheres com grandes escudos e lanças, na frente dos portões da cidade; aqui que seria parado o avanço do exército combinado, nos muros, estava; quarenta arqueiros em posição para disparar quando a rainha der a ordem, todos e qualquer um sabia que isso não pararia um exército com trinta e um mil e quinhentos soldados, por isso Daenerys colocou Karmand Atsutu e Verme Cinzento comandando cinco mil soldados e cinco mil imaculados para se esconderem e esperar o sinal para atacar pelos flancos e massacrar o inimigo; ainda haveria mais cinco mil soldados caso as coisas não dêem certo.

O exército combinado parou, Daenerys sentia a tensão aumentar, essa é a sua primeira batalha real que iria enfrentar; tinha medo, mesmo que não mostrasse; medo de fracassar, de decepcionar o seu povo que tanto confiou nela, de perder a batalha e de perder tudo o que já conquistou, mas, a sua atenção é voltada para um cavaleiro que saiu do meio dos soldados e ele avançou para o meio do campo entre os dois exércitos, ele parou e parecia começar a analisar o exército que defenderia a cidade e então começou a rir; rir para mostrar os seus dentes amarelos, rir para que o exército inimigo começasse a rir:

- "Você é uma criança petulante"! – gritou o homem em uma variação de valiriano – "Você não é um desafio para esse exército"!

Daros estava traduzindo para Daenerys:

- "Você é uma prostituta que abre as pernas para qualquer um ou qualquer coisa"! – gritou o homem – "Você vai abrir as pernas para mim quando eu e meus homens estuprarmos todas as mulheres dessa cidade de merda"!

Daenerys tinha uma expressão fria quando escutou as palavras traduzidas por Daros:

- Que ele venha com tudo! – disse Daenerys – Daros; chingue ele!

Daros traduziu as palavras de Daenerys e chingou o homem; ele apenas riu mais uma vez e voltou para o exército e então as cornetas foram tocada sinal do avanço do exército inimigo:

- Preparem-se! – disse Daenerys – Aí vêm eles!

- Todos prontos! – gritou Ser Jorah – Vamos matar os bastardos! Primeira fila; fiquem firmes!

Daros gritou as ordens traduzidas e a primeira fila ergue os escudos; ficando colados; um ao lado do outro, das brechas as lanças brotavam esperando o inimigo e então as Longas Lanças avançam com os cavalos:

- Arqueiros! – grita Ser Jorah e um grito é escutado do alto do muro e os arqueiros estão em posição; Daros avança para frente:

- Fique firme e esperem o meu comando; segunda fila; se preparem! – gritou Daros; os cavaleiros avançavam rapidamente, eles pareciam se jogar para a batalha, sedentos de sangue e parecia não se importar com os arqueiros no alto do muro; os arqueiros tencionaram os seus arcos e o levantaram para o céu e então as Longas Lanças ficaram ao alcance das flechas:

- Mande disparar Ser Jorah! - disse Daenerys:

- Atirem! - gritou Ser Jorah para o alto e um grito no alto do muro foi dado e as flechas disparadas, elas subiram o céu, cortando o ar em seu som da morte e para em seguida começar a cair em grande velocidade e atingindo vários mercenários e seus cavalos; os gritos de dor e surpresa misturados aos gritos de guerras dos homens das Longas Lanças que não haviam estremecido com o ataque e ainda avançavam; mais flechas choveram sobre os mercenários e eles estavam perto de atingir a parede de escudos:

- Fiquem firmes! - gritou Daros e mais uma chuva de flechas atingiu os mercenários das Longas Lanças, mais caíram com os seus cavalos; agora, a cavalaria estava perto, perto o suficiente para jogar as lanças – Segunda fila! Lancem nos cavalos!

Imediatamente os homens da segunda fila de soldados jogaram as suas lanças e os milhares de lanças atingiram homens e cavalos; os cavalos atingidos caíram lançando os seus cavaleiros ao chão para serem atropelados ou caírem entre os homens de Qarth para serem mortos:

- Estacas! Agora! – gritou Daros e entre a parede de escudos, levantados da terra surgiram estacas, grande e largas para um homem forte levantá-la; é tarde demais para os mercenários das Longas Lanças, eles não podiam retornar e então houve o choque de homens e cavalos com estacas e escudos, os gritos de terror enchiam o ambiente, milagrosamente alguns mantinham a sua posição, outros haviam caíd passagem para que destruíssem esse exército, mas, esses mercenários foram recebidos por lanças e espadas de Qarth e eles caiam mortos, as chuvas de flechas continuam ceifando as vidas:

- Empurrem! – disse Daenerys tirando a sua espada, a Silenciosa:

- Empurrem! – gritou Ser Jorah já com a sua espada na mão:

- Empurrem! – gritou Daros com a sua espada manchada de sangue dos homens e de sangue de cavalo; a primeira fila começou a empurrar enquanto a segunda fila com as suas lanças perfuravam os inimigos e em seguida todas as filas estavam empurrando e os mercenários estavam recuando; os homens de mulheres de Qarth gritando com toda a sua voz, colocando toda a sua força para empurrar os mercenários para longe de sua cidade e então a pressão quebrou para o lado dos mercenários das Longas Lanças, alguns com os seus cavalos, deram meia volta e fugiram, outros que estavam a pé também fugiram cem; duzentos, no momento os números não importam, especialmente que as flechas abatiam alguns covardes.

Daenerys passou por entre os corpos pisando nas areias encharcadas de sangue e viu que agora os soldados inimigos estavam avançando; os ventos do deserto levantavam uma poeira e balançavam o cabelo trançado de Daenerys:

- Agite a bandeira! – mandou Daenerys – Está na hora de pegá-los de surpresa!

Rapidamente os buracos da primeira fila foram cobertos e avançaram com escudos no alto e lanças apontadas esperando o inimigo, do alto da muralha, uma bandeira foi agitada onde somente quem entendia, sabiam o que significava:

- Catapultas! – disse Daenerys andando calmamente:

- Catapultas! – gritou Ser Jorah, um grito longo. De dentro das muralhas, homens que estavam com as catapultas prontas, esperando as ordens para lançar de seu comandante; ouviu-se o que queriam:

- Preparar! – gritou o comandante; os homens se posicionaram – Fogo!

As catapultas ativadas e em seguida coma sua força jogando grandes e pesadas pedras para o alto e em seguida, no alto, começaram a cair para atingir o exército combinado de Yunkai e Meereen; no momento em que as pedras estavam caindo, vieram as flechas; as pedras que caíram, algumas cravaram no chão matando alguns soldados esmagados, incrivelmente, algumas pedras que caíram atingindo dezenas de soldados e então, em seguida, vieram às flechas mais uma vez, homens gritando de dor e caindo mortos, e aqueles que sobreviveram a tudo isso, continuaram a avançar e se chocando com a parede de escudos, vários morreram perfurados pelas lanças, alguns saltaram para ultrapassar a parede de escudos, para somente serem atingindo pelas lanças, das filas atrás e serem jogados mortos em cimas dos companheiros; alguns, é claro, conseguiram passar por isso e é claro, receberam o combate.

Foi esse momento em que de cada lado do exército combinado foi atacado por cinco mil homens e mulheres e cinco mil Imaculados; os dois exércitos vieram correndo pegando os comandantes do exército combinado de surpresa; um ataque total e Daenerys; viu isso, a pressão que queria colocar no exército combinado estava dando certo e logo esse exército seriam desfeitos e estariam correndo de volta para casa, por isso estava na hora de dar um último golpe:

- Todo mundo ataque, ataque total! – gritou Daenerys, as filas se desfizeram e os homens se jogaram de frente para a matança, os gritos se tornaram ensurdecedores, os soldados estavam em um frenesi de matança e os corpos se acumulam; Daenerys se viu com um soldado do exército combinado na sua frente, segurando a sua espada larga com as duas mãos, ela desferiu um golpe que o soldado aparou com o seu escudo e mais outro golpe aplicado por Daenerys, dessa vez pela diagonal, aparado mais uma vez pelo escudo do soldado inimigo, rapidamente Daenerys gira trezentos e sessenta graus sobre se mesma, ficando abaixada e desferindo um golpe com a sua lâmina cortando as pernas do soldado que grita de dor e surpresa e cai no chão, chorando de dor, largando a sua espada e seu escudo e tentando parar de sangrar pelo toco de suas pernas, Daenerys o deixa no chão e avança para não olhar o soldado ser morto por um soldado de Qarth.

Daenerys apara um golpe de um soldado que a ataca e em seguida desfere um chute no soldado que o desequilibra e o faz cair no chão, sem perder tempo Daenerys dá quatro passos e crava a sua espada no peito do soldado que cospe sangue e morre; Dany tira a espada do peito do soldado e continua a avançar; protegida; atenta a qualquer ataque que venha na sua direção; um soldado gritando loucamente vinha em sua direção brandindo a sua espada, sem medo, Daenerys avançou para no último minuto se abaixar, o soldado não parou e com o seu corpo, Dany usou o seu corpo e o impulsionou para o alto e ele girou no ar e caiu no chão para em seguida ter o seu peito perfurado; Daenerys avançou e deu de frente com mais um soldado, ela abaixou o tronco desviando do golpe de espada do inimigo que vinha na horizontal e passando pelo lado direito do inimigo; ela o deixou ir em frente enquanto ela estoca com a sua espada um soldado inimigo que vinha logo atrás, em suas costas, Ser Jorah aplica um golpe com a sua espada no soldado que ela deixará passar.

Mais um soldado vinha na direção de Daenerys, ela segurou o cabo de sua espada com as duas e com um grito feroz desferiu um golpe em diagonal, de baixo para cima cortando o peito do soldado, respinga sangue em várias direções e banhando ela mesma; mais uma vez Daenerys gritou desferindo um golpe de cima para baixo pela esquerda em diagonal; mais uma vez abrindo um corte no peito de um soldado inimigo, ela então abaixou o tronco desviando agilmente para o lado direito do inimigo de um golpe deste onde em seguida fora atingindo por um golpe de Ser Jorah, Daenerys então atravessou a sua lâmina no peito do soldado inimigo enquanto gritava bem alto, bem na cara dele, ela tirou a sua espada e ele caiu morto; sua espada molhando de sangue; corpo de inimigos e amigos espalhados pela areia do deserto, a areia encharcada de sangue humano e animal; essa mesma areia, agora enquanto pisa nela, faz brotar o sangue derramado; Daenerys gritou; alto para que todos pudessem ouvi-la, gritou como um rugido de um dragão e com um olhar feroz partiu para matar mais inimigos.

A batalha continuou e Daenerys balançando e cortando com a sua espada, os corpos caindo e o sangue inundando a areia do deserto e então Daenerys parou de balançar a sua espada, viu homens fugindo do campo de batalha, milhares deles correndo como se tivessem visto a morte de perto, o inimigo estava se retirando, uma fuga desorganizada, por que homens caiam de seus cavalos; Daenerys Targaryen estava respirando rapidamente tentando pegar todo o ar que podia ter, mas, tinha que suportar o cheiro do sangue aos seus pés; essa batalha foi o suficiente para ela se acostumar, de qualquer forma, Dany estava banhada de sangue, seu cabelo loiro, quase branco, estava totalmente vermelho sangue pingando em seus olhos violetas que se destacavam em seu rosto sujo de sangue misturado a poeira, momentos em que via os inimigos fugindo, foram esses momentos para tomar uma decisão:

- Sem perseguição! - gritou Daenerys – Sem perseguição! Vencemos! Vencemos!

Os homens e mulheres gritaram de alegria pelas palavras de sua rainha, eles tinham vencido; vencido na Batalha Das Areias Vermelhas. Mas, a face da vitória deu a lugar para a necessidade do campo de mortos do que restou do campo de batalha:

- Ser Jorah! - chamou Daenerys:

- Sim, minha rainha! - respondeu Ser Jorah:

- Conte os mortos do nosso lado! Separe os mortos inimigos e os queime! Dê um enterro digno aos nossos soldados e depois organize que os feridos sejam levados para dentro da cidade! - disse Daenerys – Organize com Daros e Karmand!

- Agora mesmo; Minha Rainha! - disse ser Jorah.

Ainda segurando a sua espada, Daenerys se virou e voltou para a cidade, os soldados ainda comemorando ao seu redor, ela tinha um sorriso de felicidade, mas, essa felicidade não alcançou os olhos; ela sabia que essa batalha foi sua culpa por suas escolhas do Saque A Astapor, a culpa existia em sua alma e ela agora, mais do que nunca, queria descansar, sabia que nos próximos dias não teria descanso, a batalha seria falada e falada mais de uma vez, somente esperava que essa fosse a única batalha que enfrentaria, mas, no fundo de sua alma, sabia que estava errada.

Lord Tywin Lannister, Senhor De Casterly Rock, Escudo De Lannisporto, Protetor Do Oeste, a Mão Do Rei ou pelo menos dentro de sua própria mente, o próprio rei, é claro que ele nunca diria isso em voz alta, mas, é ele quem dá as cartas no jogo dos tronos, é ele quem constrói e repara as alianças, quem tem o ouro, quem detém a influência através do medo para que façam a sua vontade e ele os lembra de que estão sobre o seu comando quando toca "As Chuvas De Castamere"; ele é o rei, seu neto Joffrey cada vez mais desce a loucura e escapa de sua influência, mas, infelizmente teria que resolver isso e ter o seu outro neto Tommen para influenciar; para fazer a sua vontade valer através de sugestões e conselhos muito bem escolhidos e de palavras bem colocadas para dar a imaginação falsa para os outros acharem que influenciam o rei, mas, na verdade é ele; Lord Tywin Lannister quem é o verdadeiro Rei.

Lord Tywin estava concentrado em seus papéis, voltando a se concentrar e deixando de lado a sua grandeza, não podia se dar ao luxo de aumentar a sua grandeza, ele ainda tinha que trabalhar para consolidar de vez o reinado de sua linhagem; ele tinha que garantir a recompensa por todo o trabalho duro que teve para reconstruir a Casa Lannister dos desmandos de seu pai, seu pai idiota e tolo, ele suspirou, não tinha que voltar a se lembrar de seu pai; ele não trazia boas memórias; ele estava sozinho na sala quando a porta se abriu e o resto do conselho entrou, Lord Mace Tyrell como Mestre Dos Navios, Lord Varys, Mestre Dos Sussurros, Mestre Das Leis Lord Renfred Rykker, Comandante Da Guarda Da Cidade De Porto Real Ser Addam Marbrand, Comandante Do Exército Da Coroa Ser Bennard Brune, Grande Meistre Qyburn, seu filho Tyrion, o Mestre Da Moeda, Mathis Rowan e Paxter Redwyne, o Lord Comandante Da Guarda Real Ser Arys Oakheart, seu irmão Kevan, sua filha Cersei e seu neto Joffrey:

- Senhores! – disse Lord Lannister – Mais um dia para começar essa reunião do Pequeno Conselho! Vamos aos trabalhos!

Todos se sentaram; se serviram de água ou vinho e se acomodaram:

- Que novidades, vocês trazem para o rei e o reino? – perguntou Joffrey. A reunião começou com o relato de Lord Tyrell sobre a Frota Real, fortalecida e mais forte do que nunca e principalmente pronta; pronta para tomar a Pedra Do Dragão; é claro que Tywin tinha a intenção de tirar a sede principal de Stannis Baratheon e jogar essa conquista na cara de Jon Targaryen, mas, Tywin estava feliz por que ele tinha colocado Paxter Redwyne no conselho, é ele quem administra a frota, faz as ordens de construir navios acontecer e realiza um treinamento rigoroso, é claro que ele somente está dando continuidade ao trabalho de seu filho Tyrion; Mace Tyrell dá as ordens e quer a sua vontade acontecer, mas, é Paxter quem garante que as ordens do tolo e idiota, Lord Tyrell não causem problemas.

Mathis Rowan; os seus olhos e ouvidos dentro do Exército Da Coroa, é claro que Ser Bennard Brune é quem comanda o exército, mas, ele; segundo o seu filho Tyrion foi indicado por Baelish, por isso, inspira pouca confiança, por isso, Mathis Rowan lhe passa qualquer informação que Bennard Brune conscientemente deixou de informar. O Exército Da Coroa está forte e altamente treinado e disciplinado, apenas faltava à experiência do combate real; de qualquer forma; Tywin gostou das notícias, ele queria um exército que funcionasse, não soldados que servissem apenas de enfeite, é claro que ele tinha planos para tirar a diferença nos números em relação aos números que Jon Targaryen comanda.

O Grande Meistre Qyburn informou sobre como a população estava se recuperando de doenças que a falta de comida causa e além de que não havia nada a relatar sobre qualquer enfermidade que estivesse atingindo a população da Fortaleza Vermelha; claro, que Tywin sabe que Qyburn faz um excelente trabalho e é claro que ele permite uma margem de manobra para Qyburn recolher aqueles que não podem ser salvos e fazer experiências com eles; claro que qualquer experiência que ele faça para beneficiar a Casa Lannister e a causa real. Lord Renfred Rykker relata que esta aplicando a justiça de forma exemplar, como é incapaz de mandar os presos para a Muralha, ele os faz trabalhar para reparar a cidade, alguns pagam por seus crimes simplesmente fazendo o trabalho, outros perdem a cabeça, Tywin podia se importar menos com isso:

- Tyrion; Você tem a palavra! – disse Tywin:

- Eu olhei para o livro de finanças, oficialmente devemos treze milhões em moedas de ouro! – disse Tyrion – Esquecendo que devemos dois milhões para o Banco De Gelo Do Norte, graças à guerra, podemos esquecer de pagar essa dívida permanentemente, três milhões para a Casa Lannister que a Mão Do Rei generosamente cancelou e mais três milhões para Casa Tyrell que Lord Mace também cancelou; sobre mais dois milhões para pagar a fé e mais três milhões para pagar ao Banco de Ferro De Bravos! Ambos estão em cima de nós cobrando a dívida e parece não dar nenhum sinal de que vão negociar!

Houve murmúrios entre os membros presentes no conselho:

- Existe algo que possa ser feito? – perguntou Tywin:

- Um plano para cortar gastos da coroa deve entrar em vigor logo! – disse Tyrion – Além de que aumentar impostos em tempo de guerra vai causar revolta entre o povo e não ser que achamos ouro nas Terras Da Coroa, não vai começar a fazer os pagamentos das dívidas do jeito que vai deixar a Fé e o Banco De Ferro satisfeito!

- Fique depois da reunião para discutirmos os planos! – disse Lord Lannister – Lord Varys! Você tem a palavra!

- Obrigado; Senhor Mão! – respondeu Varys sorrindo; Tywin logo identifica um sorriso presunçoso – Primeiramente as notícias do oriente! Daenerys Targaryen é a Rainha De Qarth!

Muitos estavam espantados:

- Ela enfrentou a sua primeira batalha liderando pessoalmente os seus soldados e venceu! – disse Varys:

- Contra quem ela lutou? – perguntou Tywin:

- Um exército combinado de Yunkai e Meereen! – respondeu Varys:

- O que ela fez para que um exército combinado atacá-la? – perguntou Tyrion curioso:

- Ela saqueou Astapor; libertou os escravos e trouxe todos os Imaculados sobre o seu comando! – respondeu Varys – Saquear uma cidade escrava prejudicou o comércio de escravos e tanto Yunkai e Meereen queriam reparações; a vitória de Daenerys provou que não vão receber nada!

- Deveríamos tê-la matado quando tivemos a chance! – gritou Cersei – Agora se ela se juntar a Jon Targaryen trazendo os seus Imaculados; vamos perder tudo!

- Eu duvido muito que ela virá a Westeros, pelo menos por agora! – disse Varys – Yunkai e Meereen queriam recuperar os prejuízos causados por Daenerys Targaryen; agora com essa derrota, é o orgulho deles que está em jogo e isso quer dizer que eles vão tentar novamente! Essa batalha ensinou lições a eles; erros que eles não vão mais cometer; Com certeza Daenerys Targaryen vai encontra tempos negros em seu reinado!

- Podemos fazer alguma coisa para aumentar as chances de Yunkai e Meereen? – perguntou Kevan Lannister:

- Não temos dinheiro ou homens para tal empreendimento! – respondeu Tyrion Lannister – Essa guerra está fora de nossas mãos para podermos influenciá-la!

- Tyrion tem razão! – disse Lord Tywin – Por enquanto vamos manter os olhares sobre Daenerys Targaryen e esperar uma oportunidade para agirmos e conseguimos lucrar com essa situação!

- Continue Lord Varys! – disse Cersei – Vamos falar sobre assuntos que estão mais perto de nós!

Lord Varys sorriu:

- Como desejar; Minha Rainha! – disse a Aranha – A guerra ainda continua; dessa vez Jon Targaryen levou os seus comandados a conquistar as Westerlands, Lannisporto e Casterly Rock permanecem intocáveis!

Tywin tinha uma expressão fria e dura em seu rosto, mas, os outros Lannister podiam suspirar um pouco aliviados, suas casas não foram atacadas, ainda e tinham fé que poderiam resistir até que pudessem encontrar uma solução para reverter à maré da guerra:

- Continue Lord Varys! – disse Tywin em sua voz glacial:

- No momento, Jon Targaryen e Robb Stark estão no Crag rendendo o castelo pessoalmente! – disse Varys – Certamente vão parar por alguns dias para discutir planos para terminar a conquista; todos sabem e eles inclusive que tomar Casterly Rock é quase uma tarefa impossível!

Tyrion sentia alívio por essa parte, mas, ele tinha uma grande preocupação agora, quando Lord Varys disse onde Jon estava, ele olhou para o seu pai e viu; por um breve momento um sorriso, isso o deixou assustado, mesmo escondendo, mas, por dentro ele estava tremendo; não podia imaginar que esse tipo de informação pode fazer o seu pai feliz; certamente tinha algum significado que teria que descobrir:

- Como sabem; o Norte está intocado pela guerra, mas, informações que recebi indicam que a um possível ataque de selvagens no norte do muro; liderados por Mance Rayder! – disse Varys:

- Não importo com isso; essa é uma informação que não nos interessa! – disse Cersei – Deixe que eles invadam!

Tyrion olhou sério para a sua irmã; Lord Tywin olha com olhos de gelo para sua filha:

- Caso não tenha percebido irmã! – disse Tyrion – Se eles invadirem o Norte; certamente vão avançar para o sul e nesse momento não temos condições de impedi-los!

- Além de que adianta governar um reino devastado; meu neto governa as nove regiões, não oito! – disse Lord Lannister duramente:

- Devo lembrá-los senhores que o Norte conta ainda com a capacidade de reunir cento e cinquenta mil homens e mulheres capazes de lutar! – disse Varys:

- Então não vamos nos preocupar com aquela terra de selvagens! – disse Joffrey. Nem Tywin ou mesmo Tyrion dariam ouvidos a Joffrey:

- Qualquer outra notícia? – perguntou Tyrion:

- Depois de muito tempo; depois de muitas tentativas; os meus passarinhos obterão informações sobre as Ilhas De Ferro! – disse Varys:

- Que informações vêm a ser? – perguntou Lord Lannister:

- Depois de tanto tempo; finalmente, teremos alguma notícia desses piratas malditos! – disse Kevan:

- Balon Greyjoy se declarou Rei Das Ilhas De Ferro e se levantou em revolta! – anunciou Varys. Os senhores presentes explodiram em indignação exigindo a cabeça de Balon ou a invasão as Ilhas De Ferro:

- Diferente da última vez; Balon se declarou em segredo e nas sombras se preparou para sua guerra de saque e pilhagem! – disse Varys – É claro que ele não anunciou para todo mundo ainda; ele mantém o seu estado em segredo e se prepara e reforçar as suas forças de combate!

- Ele já fez algum movimento? – perguntou Tywin:

- Ele mandou um ataque ao Norte! – respondeu Lord Varys:

- Há! – gritou Joffrey – Deixe que eles se matem; os idiotas vão estar nos fazendo um grande favor!

- Favor ou não; não vamos deixar isso de lado! – disse Lord Tywin categoricamente:

- Especialmente; considerando que o Norte tem a sua própria frota marítima capaz de se defender dos ataques dos Homens De Ferro; além dos soldados em terra! – disse Tyrion:

- Lord Tyrell; Lord Redwyne! – chamou Tywin:

- Sim Senhor Mão! – responderam os dois ao mesmo tempo:

- Reúnam a Frota Real com a Frota Redwyne e ataquem as Ilhas De Ferro! – comandou Tywin – Ataquem todas as sete ilhas! Cada uma delas! Matem todos dessas ilhas! Matem os homens, mulheres, crianças, escravos até os animais dessa ilhas!Queimem as ilhas, coloquem um fogo tão intenso que até os deuses vão ver!

Tyrion estava surpreso com as ordens de seu pai, ali, vendo-o calmo e controlado; pedindo para passar a vida de milhares de pessoas à espada com se estivesse pedindo para matar um simples mosquito:

- Quando terminamos isso; quando terminamos essa guerra; vamos conversar sobre a divisão das ilhas entre os reinos que merecem! – disse Tywin. Isso parecia atiçar ainda mais a ambição desenfreada de Lord Mace Tyrell:

- Assim será feito; senhor mão! – disse Lord Redwyne sem nenhuma objeção:

- Por que chegar o esse extremo, Senhor Mão? – perguntou Varys:

- Essa é uma coisa que deveria ter feito quando eles se rebelarão anos atrás! – respondeu Lord Tywin – E mais uma vez ele ataca outros reinos, mata e estupra o povo e saqueia os castelos! Estou cansado deles e dessa vez vamos eliminá-los para sempre e usar as Ilhas De Ferro para melhor proveito dos reinos!

Ninguém mais disse nada, nenhum deles gostava do que viria, mas, é para ser feito, somente Mace Tyrell mantinha seu sorriso ambicioso normal:

- Acho que com isso, podemos encerrar a reunião! – disse Cersei:

- De fato! – concordou Lord Lannister – Lord Tyrell; Lord Redwyne; façam os preparos o mais rápido possível! Tyrion; você fica!

Os membros do conselho se dirigiram para sair, Lord Tyrell e Lord Redwyne saíram logo que foram demitidos, eles tinha muito preparo a fazer; a sala ficou vazia, apenas com Tywin e Tyrion ainda sentados, nenhum dos dois disse alguma, apenas ficaram calados esperando:

- O que você tem para mim? – perguntou Tywin:

- Depois de muito trabalho; finalmente consegui decifrar o livro de contas de Baelish! – respondeu Tyrion – Finalmente descobri como ele faz ouro aparecer do nada!

- Como? – perguntou Tywin:

- As dívidas que a coroa acumulou são de verdade, em nenhum momento inventei os números, claro que foi eu a nomear o Alto septão e isso causa um abrandamento da Fé em relação à requisição da dívida, mas, não impede que continue cobrando! – explicou Tyrion – Mas, em um dado momento percebi; olhando para os livros de registros de Baelish; compras feitas com preços que eu tinha conhecimento não eram as que estavam nos livros!

Lord Tywin tentava colocar os seus pensamentos em ordem com as palavras de seu filho e isso deixa a situação para Tyrion continuar a falar:
- Fazendo os cálculos, percebi que Baelish gastava mais do que era preciso! – disse Tyrion – Às vezes são pequenas diferenças, imperceptíveis, mas, às vezes eram grandes somas que como Mestre Da Moeda, Baelish escondia muito bem!

- Então; Baelish embolsa a diferença! – confirmou Lord Lannister – Então aquele bastardo rouba coroa há muito tempo!

- Está tudo nos livros! – disse Tyrion – Mas, ao que tudo indica, Baelish pedia uma determinada quantidade de ouro dos bancos, mais do que necessário, embolsava a diferença e quando Robert queria mais, ele usava o que embolsava para disfarçar a desconfiança de todos, por isso veio a sua capacidade de fazer brotar ouro do nada!

O rosto da Mão Do Rei estava enrijecido em fúria; nada mais lhe daria prazer nesse momento do que matá-lo:

- O que ele faz com esse ouro além de enriquecer? – perguntou Tywin; Tyrion pegou um livro que ele não havia usado na reunião e o abriu entregando para o seu pai:

- Esse é o livro de registros de propriedade em Porto Real! – explicou Tyrion – Olhe e verá a verdadeira dimensão!

Tywin olhou para as páginas do livro com ceticismo, mas, a cada nome, a cada página vistas, via cada vez mais o nome de Petyr Baelish:

- Ele está comprando propriedades! – disse Tyrion – Ele está sendo; literalmente; o dono de tudo, cada casa comercial, cada bordel, cada armazém, sendo ele antigo ou aberto recentemente, ele adquire, mas, mantém o nome original para acobertar o verdadeiro dono!

Lord Tywin Lannister se levantou, o que tinha na sua frente é de Porto Real e ele estava imaginando se olhasse para cada livro de registros de propriedades o que encontraria com o nome de Petyr Baelish; a dimensão de tudo; Lord Lannister sabia disso; sabia que Baelish tinha a intenção de ser rei e ele inteligentemente começou a adquirir tudo para si mesmo; comprou lealdade e não deixou nenhuma ponta solta, pacientemente ele vem construindo o seu caminho para o poder absoluto; Tywin andou para a janela e através dela olhando para a cidade:

- Ele quer assumir tudo! – disse Tyrion:

- De fato! – concordou Tywin – Ele quer ser rei!

- Para isso ele precisa de uma rainha! – disse Tyrion – E isso leva a minha irmã e Margaery Tyrell!

- Margaery Tyrell somente poderá ser considerada rainha quando Cersei morrer! – disse Tywin – Baelish vai se concentrar em Cersei; tenho certeza que ele vai se casar com ela e lhe dar um filho, assim, ele pode matar Joffrey, Tommen e Myrcella!

- Podemos impedir isso? – perguntou Tyrion:

- Onde está o desgraçado? – perguntou Lord Lannister:

- Ele foi embora! – respondeu Tyrion – Possivelmente a Vila Da Gaivota; terá que perguntar a Varys sobre isso!

- Deveria tê-lo preso! – disse Tywin:

- Com que prova? – perguntou Tyrion – Ele é um lorde agora; Lord De Harrenhal, e diferente de Eddard Stark, não têm provas para prendê-lo!

Tywin suspirou:

- Mesmo que o prendêssemos, a dimensão de tudo que ele fez seria mostrada a todos, e então veríamos uma reação de queda e o reino estaria em falência; talvez não literalmente, mas, os problemas aumentariam muito se a verdade saísse; a guerra já paralisa a nossa economia, com a verdade de Baelish, não teríamos comércio, literalmente estaríamos sem nada para sustentar tudo o que necessitamos!

- Temos um reino e uma guerra para nos preocupar; Baelish sendo a maior ameaça; ele coloca-nos para resolver a guerra e a dívida, o primeiro passo, depois cuidamos de Petyr Baelish! – disse Lord Lannister voltando para a mesa e em seguida fechando o livro de registros – Sessão do conselho encerrada!