Capítulo 27
Pyke, Casterly Rock, Lannisport.
Theon Greyjoy sabia que estava em um mar de escuridão, no primeiro momento em que teve dois de seus dedos da mão esquerda decepados pelo Rei Jon Targaryen; somente se lembrava da dor, para então o Meistre Morante ficar a frente de sua visão e então a escuridão o tomou, ele abriu os olhos e viu que estava em uma cama e dentro do que parecia uma estrutura de madeira que balançava, ele também sentiu o cheiro do sal marinho, um cheiro que lhe fazia confortável; o suficiente para que ele fechasse os olhos e adormecesse novamente. A primeira coisa que sentiu foi o som, o som das gaivotas e depois o cheiro, o cheiro mais uma vez do sal marinho misturado ao fedor de um porto, então Theon abriu os olhos para ser inundado pela luz do sol forte, ele se virou e percebeu que estava deitado em pedra, perplexo notou que havia homens armados olhando para ele:
- Como vim parar aqui? Onde estou? – perguntou Theon confuso:
- Você foi trazido por um barco que veio de um navio com a bandeira da Casa Westerling! – respondeu um soldado – Você foi jogado aqui mesmo, algumas pessoas tentaram acordar você e como não respondia; chamaram-nos!
- Você está em Pyke! – disse outro soldado.
Theon se sentia fraco, mas, mesmo assim ficou de pé:
- Obrigado; eu tenho que ir! – disse Theon começando a andar:
- Espere! – disse um dos soldados – Você não disse o seu nome e para onde vai!
- Meu nome é Theon e tenho que ir para o Castelo Pyke! – disse Theon.
Os soldados não o pararam ou disseram mais alguma coisa, Theon continuou andando indo em direção a sua casa; talvez pagar dois dedos para voltar a sua casa valesse o preço, ele continuou andando, apenas olhando para frente, ele tinha contas para acertar com o seu pai; tinham muito a resolver; Theon não olhou para os lados, ele não queria se distrair; sempre em frente, nunca parando para nada, mesmo que escorregasse nas pedras e ainda ficasse com os seus joelhos ralados e sua calça suja, ele ainda andou e então finalmente chegou à frente do Castelo De Pyke, ele estava à frente dos portões e parecia que iria entrar sem nada para pará-lo:
- Pare aí mesmo! - gritou um guarda do portão se aproximando:
- Diga o seu nome e a que veio! - ordenou outro guarda:
- Meu nome é Theon Greyjoy, filho de Balon Greyjoy, eu voltei para casa! - disse Theon.
Os guardas apenas ficaram surpresos, de boca aberta, eles não disseram nada, normalmente eles ririam e dariam uma surra em qualquer um que trouxesse esse tipo de brincadeira, mas, aquele rapaz na frente deles disse com uma convicção e uma verdade que eles não podiam deixar de acreditar, por isso não se moveu e não se opuseram quando Theon passou por eles e entrou no castelo; ele estava entre a indiferença e alegria de ver a sua casa mais uma vez, ele queria ficar frente a frente de seu pai, mas, aqui e agora, em casa; verdadeiramente em casa, Theon chegou a frente aos portões de madeira pesada, chegou aonde queria, na frente do salão do trono de seu pai; a Cadeira de Pedra Do Mar; onde ele viu o seu pai quando abriram às portas, homens e mulheres reunidos no salão, seu pai; como ele lembrava, estava com o rosto sério, logo ele notou o seu tio Victarion perto da cadeira, também notou uma mulher perto e ele logo percebeu que é a sua irmã Asha; Theon entrou no salão e andou calmamente até o seu pai, ele não olhou para os lados, e parecia que ninguém estava ligando para ele.
O Rei Balon Greyjoy estava olhando para frente; sério e concentrado, não ligando para os homens bebendo para esquecer a derrota humilhante da frota, ele não estava escutando o seu irmão ou sua filha, apenas olhando para frente e ver que um homem havia entrado, ele logo notou que a cada passo que esse homem dava, ele via o seu filho Theon, inevitavelmente viu que o seu filho Theon havia voltado:
- Então os cachorros mandam de volta o meu filho vestido como uma prostituta! – disse Balon chamando a atenção dos homens dentro do salão que se silenciaram e olhando a interação entre pai e filho.
Theon estava indiferente aos insultos de seu pai, ele fechou o punho com força na sua mão direita e se aproximou de seu pai, os homens que esperavam uma reação de Theon não estavam preparados para quando ele se aproximou de seu pai e aplicou um cruzado de direita derrubando o rei de sua cadeira; ninguém se moveu para ajudar o rei:
- Como você se atreve! – gritou Balon se levantando para apenas receber mais um soco e voltar para o chão mais uma vez e sua coroa caindo longe dele. Theon não perdeu tempo em pegar na roupa de seu pai e puxá-lo para cima e o jogá-lo de volta para a cadeira e então com a mão direita segurou fortemente o seu pescoço:
- Eu me atrevo pai, por que no momento em que mandou a frota atacar o Norte, você me deserdou, me condenou a morte! – disse Theon soltando o seu pai e se afastando um pouco, Balon estava respirando rapidamente limpando o sangue que escorria de sua boca:
- E você está aqui; vivo! – disse Balon:
- Eu paguei o Preço de Ferro para estar aqui! – disse Theon levantando a mão esquerda para que todos pudessem ver que faltava dois dedos:
- Quem cobrou o preço? – perguntou Balon curioso:
- O Rei Jon Targaryen! – respondeu Theon; Balon bufou de desgosto:
- Você fala que a cria de dragão virgem que não tem nenhuma força para governa fez isso com você? – perguntou Balon:
- Ele fez! – respondeu Theon – Ele é um rei melhor do que você, um homem de início, mas, até agora ganhou mais batalhas do que você, ele está se saindo um rei melhor do que você pai!
Balon estava furioso com as palavras de seu filho:
- Você vem até a minha casa, uma mulherzinha como você e tem a coragem de me chamar de fraco! – gritou Balon:
- Sim! – confirmou Theon; Balon, claramente estava se contendo para não cair em cima de seu filho em pura fúria – Eu tinha a escolha pai, de não vir aqui, mas, eu tinha que vir, para ver você, para ver a minha casa e para ver o quão tolo você é!
- Você ainda se atrevesse a me insultar? – gritou Balon, são apenas os dois trocando palavras:
- Você é um tolo pai, você que é movido pela arrogância e orgulho em excesso que o levou a achar que é melhor do que todo mundo, mas, que na verdade não passa de um tolo que comete erros um atrás do outro que custa a vida de nossa família! – disse Theon calmamente, nesse momento podia se vir que Balon iria estourar a qualquer momento – Eis Balon Greyjoy, o Tolo, o Maior de Todos!
Balon Greyjoy gritou de fúria e se levantou para atacar o próprio filho, mas, Victarion Greyjoy o conteve e o jogou de volta para a cadeira:
- Acalma-se irmão; isso não é jeito de agir! – gritou Victarion:
- Sim! – concordou Balon – Eu vou ter os guardas para prendê-lo e vou ensinar boas maneiras a esse moleque!
Victarion não gostou das palavras de seu irmão, mas, infelizmente ele está preso ao seu juramente de servir e proteger o Rei Das Ilhas De Ferro; antes que Victarion pudesse dizer alguma coisa para tentar salvar o seu sobrinho; antes que Balon pudesse chamar os guardas para prender o seu filho, sinos tocam várias vezes, chamando a atenção de todos; os sinos somente tocam para ocasiões importantes e uma delas é uma invasão, os portões são abertos com violência e um guarda que parecia realmente assustado entra, passando rudemente pelas pessoas e se ajoelha na frente de Balon:
- Navios com a bandeira Lannister, Redwyne e da coroa se aproximam da ilha! - disse o guarda – Não sei quantos são, mas, são muitos e em pouco tempo vão desembarcar no Porto de Pyke!
Nesse momento o Meistre Kerwin entrou:
- Os corvos chegaram; meu senhor! – disse o meistre – O corvo de Lonely Light relata que foram atacados por navios Redwyne e da coroa, eles escrevem que estão fazendo a última resistência; podemos levar a crer que os habitantes da ilha foram exterminados! Corvos das outras ilhas relatam que também estão sendo invadidas!
As palavras do meistre afundaram em todos dentro do salão, todos puderam perceber que eles estariam sem nenhuma chance, eles seriam todos mortos e parecia que nada pudesse salvá-los; o pânico começou a se instalar dentro do salão; Theon estava alheio a isso tudo, ele se aproximou de uma das janelas do salão e viu os navios de guerra chegando cada vez mais perto da Ilha De Pyke, ele sabia que somente poderia culpar o seu pai, ele não tinha nenhum aliado ou amigo para pedir ajuda, ele queria fazer tudo sozinho, morreria sozinho; então se lembrou.
"Theon abriu os olhos e percebeu que estava dentro de um dos quartos do castelo Westerling":
- "Acordou finalmente"! – "disse uma voz facilmente reconhecida por Theon, ele virou a cabeça para ver Jon Targaryen":
- "Pensei que estaria em casa"! – "disse Theon":
- "Você vai para casa"! – "disse Jon" – "Você tem o direito de confrontar o seu pai, mas, de qualquer forma, posso mandar para qualquer outro lugar que queira"!
- "Por que faria isso; meu rei"? – "perguntou Theon curioso e surpreso; não nessa ordem":
- "Seu pai não tem nenhum amigo ou parceiro para ajudá-lo, caso precise de ajuda"! – "respondeu Jon" – "Seu pai, não somente ganhou o antagonismo do Norte, mas, colocou em alerta a coroa e os Lannister"!
- "E eles vão querer garantir que nem meu pai ou ninguém mais das Ilhas De Ferro façam mais isso"! – "disse Theon completando os pensamentos do rei":
- "Correto"! – "disse Jon" – "Por isso estou te dando essa chance"!
- "Eu quero voltar para casa"! – "disse Theon convicto e com a certeza; ele não voltaria atrás":
- "Muito bem"! – "disse Jon se levantando e saindo do quarto" – "Vou mandá-lo para casa e Theon"!
- "Sim; meu rei"! – "disse Greyjoy":
- "Soque o seu pai duas vezes; uma por mim e uma por você"! – "disse Jon saindo do quarto; antes que os olhos de Theon ficassem negros, a escuridão o tomou".
Theon voltou ao presente momento, ele sabia que os invasores vieram para conquistar as ilhas e matar toda a população, ele aceitou o seu destino, mas, isso não quer dizer que ele levaria o máximo possível com ele:
- Tio! – chamou Theon se virando para Victarion Greyjoy:
- Fale! – disse Victarion:
- Preciso de uma armadura, uma espada, arco e algumas flechas! – disse Theon, Victarion não disse nada, já havia entendido:
- Pode ser providenciado! – disse Victarion e com um gesto trazendo um servo, ele deu ordens para trazer o material para Theon:
- Vou para o porto! – disse Theon – Vou segurar pelo máximo de tempo que eu puder! Sei que vou morrer! Estamos todos mortos de fato, nossa morte para pagar o preço de ferro pelas escolhas de meu pai!
Victarion entendia; entendia muito bem, ele aceitou a sua morte, ele morreria como um homem de ferro, seu único arrependimento foi não ter matado o seu irmão Euron pelo que ele fez, mas, agora somente podia pedir ao Deus Afogado que Euron encontre um destino semelhante ao seu na morte. Asha se aproximou de seu irmão, desde sua chagada, ela somente assistia a interação de Theon com o seu pai e ouviu o que ele disse, ela morreria com orgulho, mas, ela sabia que talvez fosse à última vez que veria o seu irmão vivo:
- Theon! – chamou Asha:
- Asha! – disse Theon surpreso e inesperadamente a sua irmã o abraçou:
- É bom vê-lo irmão! – disse Asha:
- Você também! – disse Theon saindo do salão para se vestir e for para o porto, ele saiu do salão com um sorriso pela sua irmã.
Vestido para o combate, Theon chegou ao Porto De Pyke, o caos tomava conta do povo, alguns se moviam para se esconderem nas cavernas, os soldados formavam barreiras para segurarem o avanço dos soldados, mas, o inimigo desembarcaria em vários pontos diferentes da ilha, o porto, simplesmente é importante para desembarcar mais homens e suprimentos, mas, do que nunca, Theon defenderia; defenderia até que não pudesse mais:
- Homens de Pyke, estejam prontos! – gritou Theon pegando o seu arco e tencionando a corda com uma flecha; os navios inimigos entraram no porto e deles partiram flechas que subiram para os ares e depois começaram a cair em cima dos homens de ferro – Protejam-se!
O grito de Theon alertou os homens que correram para a se abrigarem, mas, alguns não tiveram sorte e os seus gritos foram ouvidos, gritos de dor para em seguida caírem mortos:
- Disparem as flechas! – gritou Theon disparando a sua flecha contra o navio que se aproximavam, algumas flechas passaram direto, outras cravaram na madeira do navio, mas, outras acertaram alguns soldados inimigos; mais uma chuva de flechas inimigas veio caindo dos céus e mais gritos de dor, isso deu tempo para os navios inimigos atracarem e os soldados inimigos desembarcarem, Theon saiu da proteção e atrás da barreira começou a disparar flechas contra os inimigos, mais homens de ferro vieram para ficaram atrás da barreira de entulhos esperando o choque contra o inimigo; isso aconteceu quando um soldado inimigo gritou, seguido por vários gritos e os soldados inimigos atingiram a barreira com os seus escudos, espadas e lanças, os gritos se seguiram com homens dos dois lados sendo atingindo, o impasse aconteceu.
Theon havia gastado todas as suas flechas e agora segurava a sua espada quando aconteceu, a barreira havia desmoronado e os soldados inimigos estavam passando, Theon olhou para outro lado do porto para ver que estava tomado com as bandeiras inimigas tremulando no alto, o Porto de Pyke estava perdido, mais do que nunca era necessário recuar:
- Recuar! – gritou Theon – Recuem para salvarem as suas vidas!
Os piratas escutaram e imediatamente começaram a debandar em direção ao Castelo De Pyke, Theon dava passos de costas observando os soldados inimigos matando aqueles que não tinham forças o suficiente para correr, vendo um soldado inimigo desferindo um golpe, com sua espada, Theon aparou o golpe no alto e empurrou a espada inimiga para a direita, então Theon usa o punho direito e acerta um cruzado de direita no soldado e rapidamente aplica um golpe com a sua espada abrindo um corte profundo e mortal no peito do soldado inimigo em diagonal de cima para baixo pela direita; rapidamente Theon aplica um golpe acertando outro soldado, espirrando sangue, ele se vira aparando um golpe de outro soldado e se movimenta aplicando um golpe que abre o corte no peito de outro soldado que vinha, ele se vira mais uma vez e desvia um golpe de espada do soldado que certamente o atingiria e então aplica uma estocada atravessando o pescoço do soldado, Theon tira a espada e o soldado cai no chão se afogando em seu próprio sangue.
Theon Greyjoy olhou em volta e viu que os homens de ferro haviam debandado como ele queria, agora lutaria até a morte e levaria o máximo de inimigos consigo, ele apenas deseja que sua irmã se salve, mas, sabia que isso, talvez fosse impossível, esse tempo de reflexão deixou Theon de guarda baixa para então um soldado inimigo vestindo as cores da Casa Lannister, particularmente alto e bem forte segurando um machado com as duas mãos aplicou um golpe acertando o peito de Theon, jogando ele para trás onde desembarcou em cima dos entulhos de madeira que formaram as barricadas; ele levantou a cabeça tentando recuperar o ar para os seus pulmões, mesmo que a cada movimento de respirar aumentasse a dor em seu peito e o sangue começasse a sair cada vez mais da ferida recém aberta, Theon não se movimentou, apenas ele permaneceu parado, derrotado, olhando para a cena, as bandeiras dos inimigos tremulavam no alto indicando que ele havia perdido o Porto de Pyke, o homem que o atingira estava se aproximando, caminhando lentamente segurando o seu machado manchado de sangue, o seu sangue e o sangue de seus compatriotas, ele tomou posição para aplicar mais um golpe em Theon.
Theon apenas sorriu para o homem, um sorriso arrogante, mas, nesse momento em que a sua morte se aproxima, ele, mais do que nunca espera se juntar aos Salões Do Deus Afogado e encontrar os seus antepassados; o homem a sua frente estava desferindo o golpe que certamente terminaria com a sua vida:
- Longa vida ao Rei Jon Targaryen! – disse Theon antes que o homem desferisse o golpe, único e certeiro que separou a cabeça de seu corpo; Theon Greyjoy foi decapitado e assim acaba a sua vida, sua cabeça; mais tarde; estaria empalada por uma lança nas paredes de Porto Real junto com as cabeças de seus parentes.
Os dias seguiram para reunirem notícias no que acontecia, nesse tempo, toda a Ilha De Pyke foi conquistada, salve o Castelo De Pyke, a notícia de que cada homem, mulher, criança e velho foi passado à espada; daqueles que não conseguiram alcançar o Castelo de Pyke antes de suas portas serem fechadas; corvos vieram com palavras escuras, em todas as ilhas foi relatado o mesmo tratamento ao povo, serem totalmente aniquilados, cada carta mandada para Pyke foi relatando o último esforço para morrer em batalha, já que não havia nenhuma esperança, a primeira a cair e tendo o seu povo totalmente eliminado foi Saltcliffe, podia se ver a fumaça do fogo colocado na ilha do Castelo de Pyke, o mesmo destino acometeu as outras ilhas, Harlaw, Orkmon, Blacktyde e Old Wyk caíram em seguida; Great Wyk ainda resistia, mas, estavam em suas últimas forças, as mais novas notícias davam a entender que em breve a ilha seria conquistada.
Todos dentro de Pyke; agora, podiam entender que esses eram seus últimos dias, especialmente que os portões externos do castelo foram violados e os soldados inimigos invadiram cada quarto e salão do castelo, mas, custando várias vidas dos dois lados, foi defendendo os portões externos que Victarion Greyjoy caiu em sua última luta; Asha nesse momento estava com um punhado de soldados seguravam os portões fracos da sala que dava para o grande salão onde o seu pai, o rei Balon estava sentado em sua cadeira há dias, sem comer, somente bebendo, sentado sem sair da cadeira uma vez, sem falar ou dar ordens; Asha desistiu de seu pai há muito tempo, para ela não importava se ele ficaria imóvel esperando a morte.
Asha tirou a sua espada e se virou para os homens que seguravam a porta:
- Homens De Ferro! – gritou Asha – Vocês sabem; vocês sentem que tudo está perdido, não temos esperança de vencer, tudo está terminado, nosso povo, cultura e tudo que acreditamos vai morrer em breve!
Os homens se viraram para Asha e deixaram a porta livre que ainda estava sendo batido por um carneiro usado pelo inimigo:
- Meu irmão, meu tio; ambos morreram como verdadeiros homens de ferro em combate; levando o máximo de inimigos com eles! – gritou Asha – Eu me recuso a não ter um destino igual; eu não vou ficar sentada esperando a morte; vocês vão ficar sentados esperando a morte?
- Não! – gritou os homens de ferro em coro:
- Avancem homens! – gritou Asha – Avancem para a morte; para a morte orgulhosa como Homens De Ferro como nós somos!
Os homens dentro da sala gritaram em acordo e se posicionaram esperando as portas caírem, todos se armaram com escudos, machados e espadas, alguns se atreveram a empunhar os seus arcos prontos para dispararem as suas flechas; a batida na porta causada pelo carneiro ficava cada vez mais forte, a tensão pela esperar é inquietante, todos estavam respirando ruidosamente e então as portas caíram e as flechas inimigas entraram, alguns foram atingidos e caíram mortos, outras flechas se perderam; os homens de ferro atiraram as suas flechas atingidos inimigos que estavam entrando, as últimas flechas gastas; Asha estava esperando que mais entrassem; se preparando para correr em direção à morte e então ela é atingida no ombro, gritando de dor, seu corpo se inclinando para cair, ela, com sua força de vontade se força a ficar de pé e ainda com a flecha presa ao seu ombro, ela olha para os últimos sobreviventes do extermínio e se vira para frente e grita; grita continuamente, grita fortemente e segurando com mais força a sua espada ela começa a correr em direção aos inimigos, ela corre gritando sem se importar com a sua vida; os outros sobreviventes a imitam; o seu último ato, os seus últimos pensamentos é de que em breve se encontraria com os seus antepassados e tinha a certeza que estariam orgulhosos dela.
Lord Balon Greyjoy se orgulha de ser rei, de ser poderoso e de não depender de ninguém para vencer no jogo dos setes reinos, mas, agora, sozinho, sem mais nenhuma frota, soldados, povo ou até mesmo família, ele se viu em desespero, mesmo sem demonstrar, que tudo o que havia tentado construir fora destruído e mesmo diante da face da morte, ele não se levantou de seu trono para pegar na sua espada e morrer como um verdadeiro guerreiro ou até mesmo como um homem de ferro, ele morreria um covarde, incapaz de aceitar que errará; incapaz de aceitar que o seu orgulho levará a morte de toda a sua casa, incapaz de aceitar que matará a todos e que por um milagre, ele seria salvo, incapaz de aceitar que o Deus Afogado o abandonara; Lord Balon se concentrou nos sons na sala a sua frente, mesmo com as portas fechadas, ele ainda podia ouvir os sons da morte e então os portões caíram e Balon não se moveu, apenas assistiu a entrada de soldados inimigos, com as cores da coroa, da Casa Lannister, da Casa Tyrell e da Casa Redwyne, eles rapidamente encherão o salão, mas, ainda deixarão espaço para que Paxter Redwyne passasse carregando uma lança e ao seu lado, estava Mace Tyrell carregando uma espada suja de sangue; os soldados estavam em relativo silêncio, esperando, em expectativa:
- Apodreçam no inferno desgraçados! – disse Balon e em seguida cuspindo no chão nos pés dos dois, ele havia dito tudo o que precisava, ele ficou lá, esperando, imóvel e então Paxter Redwyne se moveu primeiro e fincou a sua lança no peito de Balon que cuspiu sangue e em seguida, com um único golpe de sua espada, Lord Mace Tyrell separou a cabeça de Balon de seu corpo e a cabeça caiu rolando pelo chão até parar; os soldados gritaram comemorando em pura alegria, o segundo reinado de Lord Balon Greyjoy havia chegado ao fim, com sua morte e a morte de cada habitante das Ilhas De Ferro.
Dias de comemoração e saque de tudo o que podiam de encontrar de valor e em seguida é a hora de partir, eles partem, mas, deixam todas as ilhas em chamas onde a fumaça poderia ser vista em vários pontos do litoral oeste de Westeros, em alguns dias as cabeças dos membros da extinta Casa Greyjoy ornamentariam as muralhas externas da Fortaleza Vermelha em Porto Real.
O Rei Jon Targaryen estava aliviado por finalmente chegar ao último momento de sua campanha nas Westerlands, vivo e inteiro; seus planos haviam dado certo até agora, é claro que havia um imprevisto em forma de Theon Greyjoy, Jon previu o que poderia acontecer se fosse dada a chance para Balon Greyjoy ter tudo que deseja; e ele fez, e isso custou ao seu filho Theon que agora estava de volta para casa, depois de mandar Theon para Ilhas De Ferro, Jon partiu com os seus homens do Castelo De Crag, deixando os Westerling para trás, é claro que suas ameaças a Robb o impediram de sair do castelo casado com Jeyne Westerling e assim manter o acordo com a Casa Frey; nenhuma surpresa que Robb estivesse com a cara azeda e com muita raiva, mas, ainda capaz de seguir ordens e de comandar, o grupo chegou ao Castelo de Castamere e então marcharam sobre as terras para o mais próximo possível de Lannisporto e Casterly Rock onde se reuniram com as forças conjuntas do Vale e de Dorne; o último passo para a conquista das Westerlands estava preste a ser dado.
Jon estava bem atrás, na traseira do acampamento, longe dos olhares curiosos de quem estava em Lannisporto e Casterly Rock, tinha que esperar esses dias para obter qualquer notícia dos acontecimentos nas Ilhas De Ferro, a coroa deu a ordem de extermínio total dos habitantes e Jon tinha a certeza que os Lannister e os Tyrell iriam repartir as ilhas entre se, é claro para que os Lannister tivessem a sua parte, tinham que mandar a sua frota estacionada em Lannisporto para participar do ataque e agora, Jon tinha que esperar o retorno deles, somente assim poder atacar, ele nunca atacaria com a Frota Lannister fora de Lannisporto sabendo que ela voltaria a qualquer momento e pegá-los pelas costas, não, ele podia se der o luxo de esperar alguns dias, as defesas seriam reforçadas pela volta da frota, mas, isso é preferível a ser pego com as calças baixas, o rei estava debaixo de uma grande cobertura, onde se encontravam Lord Stark, Lord Royce, Lord Yronwood, Lord Tarly e mais os lordes que serviam aos principais lordes presentes, Jon estava ladeado pela sua Guarda Real, eles iriam começar essa reunião para definir os planos de ataque:
- Muito obrigado por terem vindo, milordes! – disse Jon – Aqui; vamos decidir os planos para atacar Casterly Rock e Lannisporto e finalmente terminar a nossa campanha nas Westerlands!
Os lordes presentes gritaram em acordo, Jon estendeu a mão para o alto e os gritos diminuíram:
- Ser Brynden! – chamou Jon:
- Como vocês sabem, recebemos notícias das ordens da Coroa Baratheon de extermínio da população das Ilhas De Ferro, além de poderem saquear e incendiá-las! – disse Ser Brynden:
- Isso já aconteceu! – disse Jon Targaryen – As ilhas foram divididas nessa forma: Os Lannister ficarão com Great Wyk, Saltcliffe e Pyke, os Tyrell ficarão com Old Wyk, Blacktyde, Orkmont e Harlaw!
- Mas, isso não é importante no momento! – disse Ser Brynden – O importante é esperar o retorno da Frota Lannister para podermos atacar, assim; impedimos sermos pegos com as calças baixas e o pau de fora!
Os lordes presentes riram:
- Ser Jaime Lannister nos ofereceu o lugar de várias passagens secretas e possibilidade de liderar uma equipe pequena para abrir as portas para nós! – disse Jon – Mas, eu lembrei que se ele sabe de qualquer passagem, membros da sua família de dentro de Casterly Rock sabem também e certamente já tomaram providências para fechar essas passagens, especialmente que Ser Jaime está entre nós!
- Por isso devemos explorar outras possibilidades! – disse Ser Brynden; os lordes ficaram em silêncio pensando:
- Podemos escalar os muros! – sugeriu Ser Arthur Dayne:
- Ela vai ser usada, pelo menos para Lannisporto! – disse o rei – Acho que não podemos com Casterly Rock!
- Meu rei! – disse Ser Jaime – Há uma passagem para dentro de Casterly Rock que entra pela mina norte, mas, eu descobri há muito tempo, mas, eu não sei, agora, o seu estado, ou se sou o único que descobriu!
- Vale a pena olhar! – disse Lord Stark:
- Organize um grupo para explorar essa passagem, Ser Jaime! – ordenou Jon Targaryen:
- Devemos ainda ter um plano para o caso de a passagem de Ser Jaime não dê nenhum resultado! – disse Lord Royce:
- Me recuso a usar um carneiro nos portões principais de Casterly Rock! – disse Jon – Perderíamos muitas vidas simplesmente para chegar perto dos portões e muitas vidas mais tentando derrubar os portões!
- Então, somente nos resta escalar as paredes de Casterly Rock! – disse Lord Yronwood:
- Tem que ser feito a noite! – disse Lord Tarly – Usamos a escuridão como aliado!
- Devemos usar algo para chamarmos a atenção deles! – disse Lord Stark – Dar mais tempo de atenção para o grupo que vai escalar e abrir as portas para nós!
- Um ataque total a Lannisporto! – disse Jon – Atacamos com tudo Lannisporto, enquanto uma pequena força se concentra para tomar Casterly Rock!
Os lordes presentes parecem concordar com essa ação:
- Lord Tarly vai liderar o ataque total contra Lannisporto, ao lado de Lord Royce! – disse Jon. Os dois lordes pareciam concordar – Eu vou liderar o pequeno grupo para o ataque contra Casterly Rock, Lord Stark e Lord Yronwood vão comigo!
Os outros dois lordes parecem concordar:
- Temos alguns dias para se preparar; boa sorte a todos vocês! – disse Jon – Dispensados!
Os dias se seguiram em vigília a cidade e ao castelo e então, Lord Varys finalmente passou a notícia através do Meistre Morante, a Frota Lannister havia retornado de sua missão nas Ilhas De Ferro, agora todo o reino saberia que as ilhas; todas elas estão pegando fogo, que seus castelos foram destruídos, que seus tesouros foram saqueados e que seu povo foi exterminado, a frota havia voltado e eles estavam cansados da campanha das ilhas, essa é a oportunidade que Jon estava esperando e ele deu as ordens para o ataque; um grupo liderado por Ser Damon Shett; um grupo de quinze soldados do Vale avançava usando o silêncio da noite; cinco soldados, incluindo Ser Damon carregavam uma tora resistente, mas, mais fina do que as usadas como carneiros, rapidamente e sem dizer nada, Ser Damon estava na frente avançou na direção do muro.
O fato é que Lord Tarly e Lord Royce estavam com um grande número de soldados da aliança em uma boa distância para serem vistos por todos de Lannisporto e de Casterly Rock, mas, ambos os lordes tinham ordens para atacar Lannisporto e isso deixou a população em polvorosa e os soldados da cidade se concentrando para defendê-la, deixando assim um espaço para que Ser Damon Shett pudesse escalar os muros da cidade e assim ele avançou na direção do muro e rapidamente começou a subir o muro somente com os pés sendo apoiado pela tora que os outros quatro homens a empurravam para ficar de pé, rapidamente, dois homens se ajoelharam e começaram a disparar setas de suas bestas atingindo o vão entre as pedras do muro, possibilitando assim que Ser Damon pudesse continuar a escalar o muro, mas, um dos besteiros disparou uma seta que bateu diretamente na pedra e a seta caiu no chão partida, isso assustou Ser Damon que se virou olhando sério para os dois besteiros, o primeiro besteiro se virou para que errara:
- Andou bebendo? – perguntou o primeiro besteiro com raiva disparando a sua seta acertando o alvo e possibilitando Ser Damon a continuar a escalar e finalmente chegou até o topo da parede onde jogou cordas para que os outros subissem; rapidamente Ser Damon avança e entra em uma torre próxima e vê três soldados Lannister conversando animadamente, mesmo que com as perspectiva de uma imensa invasão, é como se eles não ligassem, é claro que se podiam ver jarras de vinho vazia; Ser Damon pegou uma adaga e a atirou acertando o pescoço de um soldado que caiu no chão engasgando, rapidamente os seus dois amigos se levantou assustados tentando uma reação, lenta, por isso, Ser Damon foi mais rápido aplicando um golpe de sua espada abrindo o estômago de um dos soldados e rapidamente aplicando outro golpe abrindo um corte no terceiro soldado da cabeça ao peito.
Outros soldados entraram e avançaram em direção ao Portão Do Mar na Estrada Do Mar, encontrando pouca resistência da Patrulha Da Cidade, eles finalmente abriram os portões, a invasão de verdade havia começado. Lord Arthur Ambrose estava em seu cavalo vestindo a sua armadura, ao seu lado estava Lord Benedar Belmore, ambos estavam esperando o momento para invadirem Lannisporto; enquanto Lord Tarly e Lord Royce ficavam na Estrada Do Ouro, próximo a Lannisporto chamando toda a atenção para lá, os dois lordes estavam esperando quando as portas foram abertas e viram que homem saiu com uma tocha balançando para todos os lados:
- O sinal! – disse Lord Belmore:
- Vamos avançar! – disse Lord Ambrose.
A bandeira da Casa Ambrose foi agitada e em seguida, soldados a pé ou a cavalo avançaram, sem gritar; eles entraram na cidade e então o caos começou, as pessoas gritavam enquanto a Patrulha Da Cidade se organiza para tentar defender a cidade; incêndios começaram em vários pontos. As pessoas comuns tinham sido retiradas para um local protegido, o Septo da cidade onde ninguém se atreveria a maculá-lo, por isso, somente tinha os homens da patrulha da cidade que se colocavam em combate com os invasores; os que estavam a cavalo não tinham problemas em avançar a cidade adentro a matar vários de uma vez, os que estavam a pés se encaixavam em combates individuais.
Lord Tarly e Lord Royce estavam com a outra parte maior do exército da aliança na Estrada Do Ouro, esperando o momento para entrarem em Lannisporto, os planos é que eles fiquem em posição para chamar a atenção da patrulha da cidade, inicialmente parecia ter dado certo e então, os gritos de dor de guerra começaram a ser ouvidos, assim como se podia ver que partes da cidade estavam em chamas:
- Vamos começara nossa parte! – disse Lord Tarly.
Lord Royce acenou e a bandeira da Casa Tarly foi balançada indicando o começo da invasão, os soldados foram à frente com os escudos levantados para se protegerem das pedras e das flechas, os soldados chegaram ao portão carregando o carneiro sendo recebidos por pedras que poderiam esmagar a sua cabeça e por flechas mortais; os gritos de guerra eram escutados na estrada enquanto outros soldados traziam escadas para subirem o muro; o carneiro começou a castigar o portão, as escadas foram posicionadas e os soldados começaram a subir, algumas escadas eram jogadas para trás e ela caia com alguns soldados:
- Vamos! Mais forte! – gritou um capitão que estava no comando do carneiro; os gritos de dor e de morte ocorriam nas paredes de Lannisporto, finalmente, os soldados da aliança conseguiram chegar ao alto do muro e estavam lutando contra a patrulha da cidade, eles matavam e eles morriam, eles, agora, podiam ver muitos homens segurando os portões, empurrando com as suas forças para que ele não quebrasse, mas, a cada batida do carneiro, o portão se rachava mais e mais e então o último golpe do carneiro quebrou o portão, abrindo um grande buraco, mas, o portão não cedeu completamente, homens dos dois lados colocavam as suas lanças e espadas para o outro lado tentando acertar o inimigo e em toda essa confusão, o carneiro ainda batia nos portões; mas, então veio a última batida, mais forte de todas e o portão desmoronou em pedaços, homens da patrulha foram jogados para trás e caíram e os soldados da aliança invadiam de vez a cidade:
- Eles conseguiram! – disse Lord Royce:
- Homens! – gritou Lord Tarly – Eis a sua glória, ela é de vocês! Peguem-na!
Os homens gritavam e avançaram completamente, Lord Royce e Lord Tarly entraram em Lannisporto com os seus cavalos cortando cada inimigo que aparecia na sua frente; a tomada da cidade de Lannisporto duraria a noite inteira.
O Rei Jon Targaryen estava de pé vestindo a sua armadura, apenas olhando para Casterly Rock, ao seu lado estava Lord Stark e Lord Yronwood e a sua Guarda Real ao redor protegendo; Jon pode ver que os ataques a Lannisporto já começaram; com quase todas as forças da aliança somente se dirigindo para esse ataque, cabia ao resto tomar Casterly Rock; o castelo por si só, tem uma defesa natural quase impenetrável; para o acesso, eles teriam que atravessar uma única ponte e derrubar os portões do castelo, mas, entre eles, estava Ser Jaime Lannister que avisara que certamente todas as passagens foram bloqueadas, menos uma, no qual, ele levou cinquenta homens e mulheres para dentro de uma mina onde ele avançava lentamente carregando uma tocha em uma mão e a espada em outra, finalmente, ele chegou aonde queria, havia madeira impedindo a passagem; é claro que ele colocou ali:
- Certo! Vamos começar a trabalhar! – disse Jaime, homens avançaram com martelos e começaram a quebrar a madeira que claramente estava podre e em instantes havia uma passagem; podia se sentir a umidade da passagem, o fedor de animais mortos; como tinha muito anos que não foi usada; Ser Jaime Lannister entrou primeiro sendo seguido pelo grupo andando em um terreno irregular de pedras e areia pela passagem estreita onde somente poderiam caber duas pessoas lado a lado.
Longos minutos se passaram entre a poeira, a umidade e as teias de aranha e eles chegaram ao final da passagem, parecia que havia um pano grosso e marrom tapando a passagem, por que Jaime chegou perto e arranco com facilidade o pano e podia se ver uma estante de madeira:
- Estamos na adega de vinhos do castelo, temos que empurrar sem fazer muito barulho para não termos que lutar em um espaço muito fechado! – disse Ser Jaime acenando e alguns soldados se reuniram a ele e começaram a empurrar à estante; fazendo caretas colocando a sua força para empurrar e ao mesmo tempo; fazendo pouco barulho eles conseguiram criar um espaço para uma pessoa passar, Ser Jaime foi o primeiro a entrar, ele estava em casa mais uma vez, ele estava olhando a adega lentamente, fazia muitos anos desde sua última visita a sua casa e lá estava ele invadindo ela. Um a um, os soldados do Norte entraram, Jaime os conduziu para a porta, lentamente a abriu e viu a cozinha do castelo que estava movimentada, silenciosamente Jaime avançou chamando a atenção de um soldado que estava a sua frente, o soldado da Casa Lannister se virou e foi recebido por um soco de Jaime que o nocauteou e isso tirou gritos de surpresa das pessoas que aumentaram quando os soldados do Norte invadiram de vez; Jaime estava parado, olhando tudo isso:
- É bom estar em casa! – disse Jaime avançando para a luta.
Os gritos vindos de Casterly Rock chamaram a atenção de Lord Hugo Wull, ele seria o responsável para escalar as paredes de Casterly Rock com um grupo de vinte homens e mulheres, seriam somente eles para abrirem os portões enquanto Ser Jaime Lannister causava tumultos dentro do castelo; os guardas estão se deslocando do muro; é claro que alguns ficariam, mas, mais do que a maioria saiu deixando um punhado de homens para guardar os muros de Casterly Rock; na escuridão, Lord Wull avança com os seus homens e mulheres com cordas, ganchos, besteiros surgem à frente com as suas armas e se posicionam disparando contra soldados desavisados que atingidos caiam para dentro do castelo ou fora dele, ganchos foram jogados com as cordas presas neles e os ganchos chegaram ao alto do muro e eles ficaram presos, o suficiente para que pudesse proporcionar que os homens escalassem o muro.
Lord Wull foi o primeiro a escalar enquanto os besteiros acertavam os soldados que surgiam para cortar as cordas; de fato, Hugo Wull chegou ao alto do muro puxando a sua espada e aplicando um golpe matando um soldado Lannister, os seus soldados estavam chegando um a um, Lord Wull tinha um guardando as suas costas:
- A prioridade é abrir os portões! – disse Lord Wull – Vamos!
Um primeiro inimigo veio correndo, gritando e brandindo a sua espada contra Lord Wull, rapidamente ele aparou o golpe e aplicou uma joelhada no soldado que se inclinou de dor, Lord Wull o jogou para dentro do castelo, calmamente, Lord Wull começou a andar e interceptou um golpe de um segundo soldado segurando a sua espada com a mão esquerda, assim deixando a mão direita livre no qual aplicou um soco no rosto do soldado, rapidamente Lord Wull pegou a cabeça desse soldado e a bateu contra a pedra da parede e o soldado se sentou no chão atordoado para em seguida ter uma espada de um soldado do Lord Wull enfiada em seu peito, gritando de dor para morrer, Lord Wull continuou a frente aparando o golpe de um terceiro soldado, ele então pegou no pulso da mão direita do soldado com as sua mão esquerda e a levantou para o alto, Lord Wull, então atravessou a sua espada no peito do soldado, rapidamente a tiro e avançou deixando o soldado para morrer.
Os gritos de dor e desespero se espalharam por Casterly Rock, agora o centro de poder da Casa Lannister estava sendo totalmente atacado, Lord Wull viu que seus soldados conseguiram chegar aos portões principais que abrem para o castelo e eles o abriram e um dos soldados saiu com uma tocha na mão, Lord Wull sabia que o seu senhor e o seu rei entrariam na luta.
Jon Targaryen assistia atentamente, esperando quando veria o sinal para invadir e então na frente dos portões, uma tocha balançou ao vento; esse é o sinal que ele queria ver, que ele esperava, Jon pegou a sua espada e a ergueu para o alto:
- É a nossa vez! – gritou Jon – Avancem! Vamos vencer eles de uma vez!
Jon saiu correndo com a sua Guarda Real com Lord Stark e Lord Yronwood, juntos em direção a Casterly Rock, os soldados atrás deles gritando em excitação para a batalha à frente, Jon estava segurando a sua espada, correndo quando cruzou a ponte, assim como ele e seus soldados, foram recebidos por flechas das torres mais distante do portão, alguns foram atingidos, mas, o fato de ter uma distância da ponte, deu-se uma incapacidade de acertar o que normalmente teria de acerto dos arqueiros estacionados nas torres, para Jon, o portão aberto na sua frente representa o fim da campanha nas Westerlands e ele queria terminar isso de uma vez por todas.
Para os soldados que estava lutando no pátio do castelo, vendo o homem segurando uma espada imponente vestindo uma armadura negra com ornamentos vermelho e ao seu lado estava um grande lobo albino e atrás deles um exército, desmotiva qualquer um e qualquer exército, por isso, Jon não teve dificuldades nos primeiros golpes aplicados nos soldados Lannister que protegiam o castelo, o exército aliado invadiu o castelo e eles lutaram por cada corredor, por cada sala, por cada quarto; os gritos provindos de Casterly Rock e Lannisporto atravessou a noite, Jon cortava cada inimigo que aparecia na sua frente, muito deles com a noção tola de ganhar tesouros infinitos matando um rei, mas, somente aqueles que representavam uma ameaça eram mortos, Jon deu ordens de poupar crianças, mulheres e indefesos.
Por todo o castelo, o sangue se acumula nas pedras, banhando cada canto, a cidade está tomada pelo fogo e pelo sangue; os gritos da batalha ainda continuam; o Rei Jon Targaryen anda no sangue dos inimigos e amigos caídos quando finalmente ele entra na sala do trono, finalmente chega ao principal objetivo, ao lado de sua Guarda Real, de Lord Stark e Lord Yronwood e de qualquer outro lorde e soldado que os acompanhava, Jon, o primeiro a entrar nessa sala que parecia que não fora atingida pela batalha, Jon olha diretamente para o trono e calmamente anda até ele; mesmo contra todas as ordens de verificar possíveis armadilhas, Jon anda até o Trono De Rock.
O Trono De Rock, feito de pedra pura, ornamentada com ouro que tomou a forma de um leão e até a cabeça de um leão, Jon se aproximou dele e se sentou, abaixou a cabeça, cansado, sua armadura estava manchada de sangue, seu rosto também e sua espada que estava encostada no chão pingando sangue de seus inimigos no mesmo. Seria somente nos primeiros raios de sol na manhã seguinte que a batalha de Lannisporto e Casterly Rock estava terminada, as Westerlands estavam tomadas.
O dia mal começou em Porto Real, o indício disso é o simples fato de que na sala do pequeno conselho estava o Rei Joffrey, que normalmente nessas reuniões grita a faz birra, mas, na verdade ele estava com as mãos apoiando a cabeça dormindo, a Rainha Cersei Baratheon estava com olheiras nos olhos tomando o seu vinho tentando ficar acordada, a Mão Do Rei Tywin Lannister parecia que estava controlando o seu sono bem, mas, mostrava alguns sinais de que se arrumou apressadamente, Tyrion Lannister é claro estava com a cabeça apoiada na mesa dormindo:
- Espero que o chamado de Lord Varys vale à pena! – disse Cersei:
- Vale sim! – disse Lord Tywin – qualquer informação que Lord Varys deseja compartilha conosco é de grande importância!
- É o rei que decide se a informação é importante ou não! – disse Cersei:
- O rei está dormindo nesse momento! – apontou Lord Tywin:
- Uma conclusão óbvia meu pai, assim como o casamento que arranjou para mim com Ser Loras Tyrell! – disse Cersei cheia de malícia:
- Ainda insiste nesse assunto? – perguntou Lord Tywin claramente irritado – Eu não vou voltar atrás nesse assunto!
Nesse momento Lord Varys entra na sala, completamente desarrumado, ele parecia claramente nervoso, sua entrada acordou Joffrey e Tyrion:
- Bem; Lord Varys; o que tem a dizer para nós? – perguntou Lord Tywin Lannister:
- Eu não sei dizer isso de forma para deixar a notícia mais leve, milorde; mas, Lannisporto e Casterly Rock foram tomados por Jon Targaryen! – anunciou Lord Varys.
O tempo parecia parar para os Lannister presentes na sala, cada um deles tinha uma face de surpresa, incredulidade e de total negação; Tywin Lannister estava com a face dura, mas, prestes a estourar de raiva, Tyrion estava de boca aberta, surpresa, sentindo como se tivesse perdido o mundo, Cersei estava incrédula balançando a cabeça em negação:
- Não! Não! Não! – disse Cersei Baratheon:
- Temo minha rainha, que essa informação é verdadeira, a tomada aconteceu ontem e somente essa manhã recebeu a notícia e confirmação dela! – disse Lord Varys – Ser Jaime Lannister estava totalmente envolvido na tomada de Casterly Rock e assim possibilitando que o Rei Jon Targaryen sente no Trono De Rock!
Lord Tywin não disse nada, Cersei ainda em negação, incapaz de ver o que aconteceu, Tyrion estava surpreso, mas, não deveria, ele sabia que seu irmão Jaime iria ajudar, Joffrey estava com muita raiva:
- Eu quero a cabeça de Ser Jaime Lannister em uma estaca colocada nas paredes de Porto Real! – disse o Rei Joffrey em uma raiva mal contida e em seguida saindo da sala:
- Eu vou voltar para a minha torre, não quero ser incomodado ou chamado por ninguém! – disse Lord Tywin se levantando – Virei quando for necessário, antes disso, qualquer um, até mesmo a minha família, se me incomodar, vai perder a cabeça!
Lord Tywin Lannister saiu sem dizer mais nada, Cersei estava olhando em estado de choque:
- Não tente negar mais; minha irmã; você sabia que isso iria acontecer quando recebemos a notícia de nosso irmão! – disse Tyrion e então ele se virou para Lord Varys – Nos mantenha informado Lord Varys!
- Tenha um bom dia, Mestre Da Moeda! – disse Lord Varys saindo da sala:
- O que vai acontecer agora? – perguntou Cersei:
- Estamos nos agarrando ao poder com uma linha fina, esticada ao máximo e prestes e se romper! – disse Tyrion – Mais do que nunca, agora estamos ligados completamente aos Tyrell!
Cersei olhou para o seu irmão e ela não gostou dessa frase, mas, o jogo mudou mais uma vez e ela teria que continuar jogando se queria sobreviver a esses tempos.
